Câncer de próstata

CÂNCER DE PRÓSTATA | Sintomas e tratamento

O câncer da próstata é o tumor maligno mais comum do sexo masculino (excetuando-se os cânceres de pele) e o segundo que mais mortes causa, perdendo apenas para o câncer de pulmão.

Celulite

CELULITE | Causas e Tratamento

A celulite, aquelas indesejadas irregularidades na pele que proporcionam uma aparência semelhante a casca de laranja, recebe o nome em medicina de hidrolipodistrofia ginóide.

Mioma

MIOMA UTERINO | Sintomas, causas e tratamento

O mioma é um tumor benigno do útero, ou seja, uma lesão que não é câncer e nem apresenta risco de se transformar em um. O útero é um órgão majoritariamente composto por músculos.

Obesidade

TRATAMENTO DA OBESIDADE | Mudanças de hábitos de vida

A obesidade é uma das maiores epidemias do mundo, apresentando crescimento constante nas últimas décadas. Este é o segundo texto da série sobre obesidade, onde vamos abordar as principais mudanças de hábitos de vida.

Calvície

CALVÍCIE | QUEDA DE CABELOS | Causas e tratamento

A queda de cabelo, conhecida como calvície (ou calvíce), recebe em medicina o nome de alopécia androgênica. Alopécia significa queda de cabelo, e androgênica se refere a influência dos hormônio masculinos no processo.

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DOENÇAS TRANSMITIDAS PELA ÁGUA

A maioria das doenças transmitidas pela água são causadas por micro-organismos presentes em reservatórios de água doce, habitualmente após contaminação dos mesmos por fezes humanas ou de animais. A transmissão do agente infeccioso através da água pode ocorrer pela ingestão, pelo contato com a pele durante o banho, na preparação de alimentos, ou pelo consumo de alimentos lavados com água infectada.

Nas regiões onde não há saneamento básico (falta de água tratada ou rede de esgoto), as doenças infecciosas podem ocorrer devido à contaminação da água de rios, lagos, córregos e, em alguns casos, até mesmo do mar por dejetos humanos e de animais. O modo mais comum de contaminação das águas é através do despejo de esgoto não tratado.

Além das infecções transmitidas diretamente pela água, há também outras doenças relacionadas à água, como infecções causadas por mosquitos que se reproduzem em água doce parada, nomeadamente dengue e febre amarela. O consumo de água contaminada por substâncias químicas, como chumbo, arsênico e flúor, também pode levar a doenças.

Neste texto vamos fazer uma rápida revisão das principais doenças causadas por água contaminada com germes.

Doenças infecciosas transmitidas pela água

1. Hepatite A

A hepatite A é uma infecção viral transmitida pela via fecal-oral. A transmissão do vírus da hepatite A pode se dar através da contaminação de alimentos preparados por pessoas infectadas que não lavam as mãos após evacuarem ou pelo contato das fezes contaminada com águas, nos locais onde não há saneamento básico. Praias, rios e lagos que recebem esgoto não tratado podem ter suas águas contaminadas com o vírus da hepatite A.

A hepatite A se apresenta como uma diarreia, associada à perda de apetite, náuseas, vômitos, fraqueza, dor muscular, dor de cabeça e febre. Após uma semana surge a icterícia, sintoma clássico da hepatite A aguda, que se caracteriza por pele e olhos amarelados.

Para saber mais sobre hepatite A, leia HEPATITE A | Sintomas, tratamento e vacina).

2. Cólera

A cólera é uma infecção causada pela bactéria Vibrio cholerae e se caracteriza por um severo quadro de diarreia aquosa, que pode levar rapidamente à grave desidratação.

A cólera também é transmitida pela via fecal-oral, podendo ser adquirida através da água e de alimentos contaminados. O Vibrio cholerae após ser ingerido, instala-se no intestino e passa a produzir uma toxina que ataca as células do intestino, levando a uma grave diarreia.

Falaremos em detalhes sobre a cólera em artigo que será escrito nas próximas semanas.

3. Diarreia infecciosa

Além da cólera e da hepatite A, vários outros germes, incluindo bactérias, vírus e parasitas podem contaminar águas e causar diarreia através da via fecal-oral. Só para citar alguns:

- Bactérias:
-Vírus:
  • Rotavirus
  • Norovirus 
  • Adenovírus entérico
  • Pólio
  • Hepatitis E
- Parasitas:
Para saber mais sobre diarreia e suas causas, leia: DIARRÉIA | Sinais de gravidade

4. Leptospirose

A principal fonte de transmissão da leptospirose são os ratos de esgoto. A infecção pode ocorrer após o consumo de líquidos e alimentos, mas a via principal é pelo contato direto da pele com água contaminados pela urina destes roedores. O risco de transmissão é grande durante as enchentes, quando as águas contaminadas dos esgotos se misturam com o excesso de água das chuvas. Quanto mais prolongado for o contato da pele com a água contaminada pela urina de rato, maior o risco de contágio.

Mais de 75% dos pacientes apresentam febre alta com calafrios, dor de cabeça e dor muscular. 50% apresentam náuseas, vômitos e diarreia. Um achado típico da leptospirose são os olhos acentuadamente avermelhados.

Para saber mais sobre leptospirose, leia: LEPTOSPIROSE | Sintomas e tratamento).

5. Esquistossomose

A esquistossomose, também conhecida por barriga d'água ou doença do caramujo, é uma infecção causada pelo parasita Schistosoma, que vive em águas contaminadas por fezes e povoadas pelo caramujo.

A esquistossomose pode ser adquirida através da ingestão de água contaminada, mas sua principal via é através da pele, em pessoas que se banham em águas contaminadas pelo parasita.

Para saber detalhes sobre a esquistossomose, leia:
- ESQUISTOSSOMOSE | Ciclo e prevenção
- ESQUISTOSSOMOSE | Sintomas e tratamento

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SINTOMAS DA TOXOPLASMOSE

A toxoplasmose é uma infecção causada por um parasita, o protozoário Toxoplasma gondii. Pessoas com o sistema imune intacto geralmente não desenvolvem sintomas de toxoplasmose. No entanto, o parasita pode persistir durante toda a vida no seu hospedeiro, havendo um risco de reativação da infecção em um momento posterior se o indivíduo tornar-se imunodeprimido, mesmo se a infecção tiver sido assintomática ou só levemente sintomática inicialmente.

A maioria das pessoas só descobre ter sido infectada pelo Toxoplasma gondii quando faz exames de sangue. Este fato é muito comum nas mulheres no pré-natal, pois a sorologia para toxoplasmose faz parte dos exames de rotina de uma grávida (leia: TOXOPLASMOSE NA GRAVIDEZ | TOXOPLASMOSE CONGÊNITA). A toxoplasmose é assintomática em até 90% das pessoas imunocompetentes (com o sistema imune saudável), porém, há indivíduos sadios que podem apresentar alguns sintomas.

Vamos falar dos sintomas da toxoplasmose no pacientes imunocompetentes e também nos imunodeprimidos. Se você quiser mais informações sobre a toxoplasmose, incluindo transmissão, diagnóstico e tratamento, leia: TOXOPLASMOSE | Sintomas, IgG e tratamento.

1. Sintomas da toxoplasmose nos pacientes imunocompetentes

A manifestação clínica mais comum da toxoplasmose é o surgimento de linfonodos (também chamados de gânglios ou ínguas) indolores na região do pescoço. Estes gânglios linfáticos são geralmente menores do que 3 cm de diâmetro e bem aderidos aos planos profundos da pele. Um terço dos pacientes que desenvolvem sintomas da toxoplasmose apresentam aumento generalizado dos gânglios pelo corpo.

Sintomas constitucionais, como febre, calafrios e suores, podem estar presentes. Dores de cabeça, dor muscular, faringite também são comuns. Muitas vezes o quadro clínico é bem parecido com o de uma gripe mais arrastada e o diagnóstico correto passa despercebido.

Manchas avermelhadas pelo corpo ou hepatoesplenomegalia (aumento do baço) também podem ocorrer, tornando o quadro semelhante ao de uma mononucleose (leia: MONONUCLEOSE | DOENÇA DO BEIJO).

A maioria dos pacientes imunocompetentes têm uma toxoplasmose benigna, autolimitada, com duração de semanas a meses, raramente mais de um ano, que desaparece mesmo sem tratamento. O aumento dos gânglios também desaparece com o tempo, mas em casos raros pode persistir cronicamente.

Nos pacientes imunocompetentes é muito raro haver complicações da toxoplasmose. Pneumonia, miocardite, pericardite, polimiosite, hepatite ou encefalite já foram descritos como complicações, mas são lesões que ocorrem habitualmente apenas nos imunossuprimidos.

A coriorretinite (infecção profunda dos olhos) é uma lesão que pode surgir mesmo nos pacientes imunocompetentes, apesar de também ser uma manifestação mais comum em imunodeprimidos. Adultos com doença adquirida na infância ou adolescência podem apresentar envolvimento ocular bilateral, cicatrizes e recorrências da lesão ocular, que pode evoluir para a cegueira. A infecção adquirida no adulto costuma causar dor ocular e redução da acuidade visual.

2. Sintomas da toxoplasmose nos pacientes imunodeprimidos

Se em pessoas sadias a toxoplasmose habitualmente não causa sintomas, e quando causa costuma ser um quadro leve e autolimitado, em pacientes imunocomprometidos a infecção pelo toxoplasma é bem mais grave.

Pacientes imunodeprimidos são aqueles que apresentam alguma deficiência no seu sistema imune, como nos seguintes casos:

- Pacientes com AIDS (SIDA) (leia: SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA)).
- Pacientes com câncer e/ou sob quimioterapia (leia: SINTOMAS DE CÂNCER).
- Pacientes transplantados (leia: TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS).
- Pacientes em uso de drogas imunossupressoras, como corticoides em doses altas (leia: PREDNISONA E CORTICOIDES | Indicações e efeitos colaterais).

Nos imunodeprimidos, a toxoplasmose pode ser uma doença recentemente adquirida, mas é na maioria das vezes uma reativação de uma infecção que surgiu há anos, quando o paciente ainda tinha o sistema imune intacto. O parasita pode ficar anos "em silêncio" no organismo, controlado pelo sistema imune. Quando a imunidade baixa, como nos casos descritos acima, o parasita volta a ficar ativo, podendo se multiplicar e atacar o seu hospedeiro.
Toxoplasmose cerebral
Toxoplasmose cerebral

A reativação da toxoplasmose nos pacientes imunossuprimidos costuma acometer o sistema nervoso central, levando à formação de abcessos no cérebro. Os sintomas da toxoplasmose cerebral são dores de cabeça, crises convulsivas (leia: EPILEPSIA | CRISE CONVULSIVA), alterações na fala e perda dos movimentos dos membros, lembrando um quadro de AVC (leia: AVC | ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL | DERRAME CEREBRAL). Alterações do estado de consciência também são comuns, podendo o paciente evoluir para o coma.

Outra lesão comum da toxoplasmose nos imunossuprimidos é a coriorretinite, que causa dor nos olhos e perda da visão. A maioria dos pacientes que evoluem com lesão ocular também apresentam lesões cerebrais pelo toxoplasma.

A toxoplasmose também pode levar a infecções do pulmão, cursando com tosse e dificuldade respiratória. O toxoplasma também causa miocardite, inflamação do coração, provocando sintomas semelhantes aos da insuficiência cardíaca (leia: INSUFICIÊNCIA CARDÍACA | CAUSAS E SINTOMAS). Como não há sistema imune competente para combater o parasita, a toxoplasmose pode se disseminar pelo corpo, causando problemas no fígado, pâncreas, intestinos, medula óssea, bexiga, etc.

Se não tratada, a toxoplasmose evolui para sepse (leia: O QUE É SEPSE | CHOQUE SÉPTICO?), com elevado risco de morte.

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PROLAPSO DA VÁLVULA MITRAL | Sintomas e tratamento

O prolapso da válvula mitral (PVM) é um defeito congênito do coração, ou seja, um defeito que surge quando a válvula mitral do coração está sendo formada ainda no útero. Entenda os riscos e saiba quais são os sintomas do prolapso mitral.

Coração normal

Leia esta parte inicial do texto com calma e acompanhe com a ilustração abaixo (clique para ampliá-la). Conhecer a anatomia das válvulas cardíacas é essencial para entender o prolapso mitral.

O coração possui quatro câmaras: dois átrios e dois ventrículos. O coração também possui quatro válvulas ou valvas: válvula aórtica, válvula mitral, válvula tricúspide e válvula pulmonar. As válvulas são estruturas localizadas na saída de cada uma das quatro câmaras cardíacas e impedem que o sangue bombeado retorne para a câmara que o expulsou. As válvulas agem como comportas.

A válvula mitral, objeto de explicação deste texto, fica localizada entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo. Quando o átrio esquerdo se contrai, a válvula mitral se abre, permitindo a passagem do sangue para o ventrículo esquerdo. Quando este está repleto de sangue, é sua vez de contrair, empurrando o sangue em direção à artéria aorta. Neste momento, a válvula mitral se fecha, impedindo que o sangue volte para o átrio esquerdo. Deste modo, o sangue segue sempre em uma direção apenas.
Válvulas cardíacas
A válvula mitral é composta por dois folhetos. Estes folhetos se abrem como aquelas portas de saloon em filmes de Velho Oeste. Quando o sangue termina de passar, se fecham, encostando firmemente um folheto no outro, vedando completamente a passagem.

- Quando há algum problema no fechamento de uma das válvulas, permitindo retorno de sangue para uma das câmaras, chamamos de regurgitação ou insuficiência. No caso de um problema no fechamento da válvula mitral, damos o nome de regurgitação mitral.

- Quando o problema é uma deficiente abertura da válvula, não permitindo a livre passagem de sangue, chamamos de estenose. Portanto, se a válvula mitral estiver calcificada e já não conseguir se abrir totalmente, estamos diante de uma estenose mitral.

O que é o prolapso da válvula mitral (PVM)?

O prolapso mitral é um defeito congênito no tamanho dos folhetos, fazendo com que a válvula não consiga se fechar corretamente. Um folheto empurra o outro, fazendo a válvula assumir a forma de um paraquedas, causando o prolapso da mesma em direção ao átrio esquerdo.

O prolapso da válvula mitral é uma das causas de regurgitação mitral, pois os folhetos se empurram e não vedam completamente a passagem de sangue.

Até há pouco tempo achava-se que o prolapso mitral era uma alteração muito comum, que acometia de 5% a 10% da população. Com o desenvolvimento de ecocardiogramas mais modernos, notou-se que boa parte das pessoas que recebiam o diagnóstico de prolapso mitral, na verdade não o tinham, mas sim discretas alterações na anatomia normal da válvula mitral, que não chegam a causar um prolapso. Estima-se que a prevalência correta do PVM esteja abaixo de 2,5% de população.

- O prolapso mitral é considerado primário quando não está associado a nenhuma outra doença. Surge sem motivo algum.
- É chamado familiar quando associado a alterações cromossomais que passam de pais para filhos. Quando mais um membro na família apresenta este defeito.
- É dito secundário quando está associado a outras doenças, como síndrome de Marfan, Síndrome de Ehlers-Danlos, osteogenesis imperfecta ou doença renal policística (leia: RINS POLICÍSTICOS / RINS POLIQUÍSTICOS).

Sintomas do prolapso da válvula mitral

Nem todo mundo com prolapso mitral apresenta sintomas. Na verdade, boa parte das pessoas com PVM são assintomáticas. Quando ocorrem sintomas, estes normalmente são:
A presença de um ou mais destes sinais e sintomas, associados a um sopro cardíaco, indica a síndrome do prolapso da válvula mitral. Portanto, nem todo mundo com prolapso mitral tem a síndrome do prolapso mitral. Para se ter a síndrome é preciso ter o defeito na válvula e apresentar sintomas e sopro (leia: SOPRO NO CORAÇÃO).

Apesar de ser uma alteração benigna na maioria dos casos, até 10% dos pacientes com prolapso de válvula mitral vão apresentar piora progressiva da lesão, vindo a precisar de cirurgia de troca valvar no futuro. Quanto maior for o prolapso, maior o risco de evolução para um quadro de regurgitação mitral grave.

Outras duas complicações possíveis, mas pouco comuns, do prolapso mitral são a endocardite infecciosa (infecção as válvula)(leia: ENDOCARDITE | Sintomas e tratamento) e arritmias cardíacas.

O diagnóstico do prolapso mitral é confirmado facilmente pelo ecocardiograma.

Tratamento do prolapso mitral

Mudanças no estilo de vida, como praticar exercícios aeróbicos, cortar cafeína, reduzir o consumo de álcool e levar uma vida menos estressante, melhoram muito os sintomas da síndrome do prolapso mitral. Pacientes com palpitações frequentes podem se beneficiar do uso de um betabloqueador (medicamento que controla os batimentos cardíacos).

Pessoas com prolapso mitral têm maior risco de desenvolverem crises de pânico e ansiedade, devendo, nestes casos, serem encaminhadas à consulta com psiquiatra, para controle adequado dos sintomas.

A princípio, não há limitações dietéticas (exceto as descritas acima) nem restrições à prática de atividade física para pessoas com prolapso mitral. Porém, uma consulta com um cardiologista é essencial para se ter certeza de que o prolapso não está causando nenhuma regurgitação relevante.

Prolapso mitral e endocardite

Segundo o mais atual guideline da sociedade americana de cardiologia (American Heart Association), ao contrário do que ocorre em pacientes com outras doenças das válvulas do coração, não há indicação de profilaxia (uso de antibióticos preventivamente) para endocardite em pacientes com prolapso mitral que irão se submeter a procedimentos dentários.

Mulheres com prolapso mitral, sem insuficiência mitral importante, não apresentam problemas quando engravidam.

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PRIMEIROS SINTOMAS DE GRAVIDEZ

Saber precocemente que está grávida é importante para que a mulher procure inciar o seu seguimento pré-natal o mais cedo possível. Além disso, a mulheres que ficam sabendo da gravidez em estágios bem inicias podem tomar medidas imediatas que beneficiam o feto, tais como melhorar o controle de glicose no sangue, da pressão arterial, tratar infecções precocemente e/ou evitar álcool e drogas potencialmente nocivas ao bebê no primeiro trimestre.

Os primeiros sintomas da gravidez são importantes para alertar a futura mãe, fazendo com que a mesma procure logo um dos métodos para o diagnóstico de gravidez, seja através do exame de sangue ou do simples teste de gravidez de farmácia (leia: TESTE DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA).

Os primeiros sintomas de gravidez surgem geralmente três semanas após a fecundação. Porém, em alguns casos, a gravidez já mostra sinais tão cedo quanto o sexto dia após a concepção.

Neste texto vamos abordas os primeiros sintomas da gravidez.

Antes de seguirmos, é importante salientar que os sintomas de gravidez não são os mesmos para todas as mulheres. Na verdade, uma mesma mãe pode ter sinais e sintomas completamente diferentes entre duas gravidezes distintas. Os sintomas da gravidez também podem variar em sua intensidade, frequência e duração.

Tenha em mente que muitos dos sintomas precoces da gravidez podem parecer semelhantes aos desconfortos pré-menstruais que você está habituada. As mulheres que não está tentando engravidar não ficam muito atentas aos sinais do seu corpo, e os primeiros sintomas da gravidez podem passar despercebidos, sendo confundidos com os sinais de uma menstruação a caminho.

Sinais e sintomas da gravidez


Sintomas da gravidez 1# - Pequeno sangramento vaginal

Uma vez fecundado o óvulo por um espermatozoide, o agora embrião percorre as trompas e se implanta na parede do útero após 6 a 12 dias. Esta implantação pode causar um pequeno sangramento uterino, que muitas vezes é confundido com uma menstruação que está para chegar. Cerca de 10% das grávidas apresentam algum sangramento vaginal nas primeiras semanas de gestação, às vezes sendo necessário o uso de um absorvente.

Como esse sangramento costuma ocorrer próximo ao período em que a menstruação é esperada, algumas mulheres o tratam como uma menstruação que veio fraca.

Portanto, se você está tentando engravidar e apresenta uma menstruação diferente da usual, fique atenta, pois este pode ser um sinal de gravidez inicial.

Sintomas da gravidez 2# - Cólicas ou dor abdominal

Além de um sangramento leve, a gravidez inicial pode causar algum desconforto na parte inferior do abdômen, às vezes uma sensação de inchaço na barriga, mimetizando os sintomas que surgem dias antes da menstruação. É comum também uma sensação de peso na parte inferior do ventre. Este incômodo quando associado a um sangramento vaginal dias depois, pode muito bem enganar as grávidas, fazendo-as pensar que menstruaram.

Atenção: tanto as cólicas quanto o sangramento vaginal nas fases inicias da gravidez costumam ser muito menos intensos do que aqueles que ocorrem na menstruação de verdade.

Sintomas da gravidez 3# - Atraso menstrual

O atraso da menstruação é o sinal clássico de uma gravidez. É geralmente o sinal que faz com que a mulher procure fazer um teste de gravidez.

Todavia, nem todas as mulheres sentem facilidade em reconhecer este sintoma de gravidez. Algumas mulheres têm ciclos menstruais muito irregulares, apresentando, inclusive, períodos de anovulação (não ovulam durante um determinado mês), fazendo com que haja quase dois meses entre uma menstruação e outra. Além disso, como explicado acima, o sangramento da implantação do embrião pode confundir algumas grávidas, fazendo que esta não note a interrupção da menstruação em um primeiro momento.

É importante ressaltar que a menstruação pode atrasar por vários outros motivos que não uma gravidez, entre eles, estresse, infecções, troca de anticoncepcional, alterações o peso, cansaço... A própria expectativa pela menstruação, quando a mulher não quer de jeito nenhum engravidar, mas se descuidou tendo relações sexuais desprotegidas, pode causar um atraso menstrual.

Se quiser saber mais sobre o ciclo menstrual, leia: CICLO MENSTRUAL | PERÍODO FÉRTIL.

Sintomas da gravidez 4# - Aumento dos seios

Outro típico sintoma da gravidez, o aumento dos seios pode surgir com apenas uma ou duas semanas de gestação. Além de maiores, as grávidas podem sentir os seios mais sensíveis e com sensação de inchaço. Pode haver também escurecimento do mamilo e aparecimento de veias ao redor dos seios.

O aumento dos seios ocorre por alterações hormonais que promovem a estimulação das glândulas mamárias. Em algumas mulheres estas alterações ocorrem precocemente, enquanto outras só notam alterações nos seios após várias semanas de gravidez.

Sintomas da gravidez 5# - Náuseas e vômitos

As náuseas e vômitos da gravidez costumam surgir entre a 6ª e a 12ª semana de gestação. Entretanto, há mulheres que apresentam estes sintomas já na 2ª ou 3ª semana de gravidez.

Náuseas e vômitos são sintomas típicos do primeiro trimestre de gravidez e tendem a desparecer no segundo trimestre.

Temos um artigo específico sobre este sintoma da gravidez: ENJOOS E VÔMITOS NA GRAVIDEZ | Tratamento e causas.

Sintomas da gravidez 6# - Cansaço

Uma sensação de cansaço desproporcional às suas atividades diárias é um sintoma precoce de gravidez muito comum. Esta fadiga pode já surgir com apenas uma semana de gestação.

Se você já tem uma rotina cansativa durante o dia, ela pode se tornar exaustiva.

Aumento do sono também é muito comum. O seu corpo dá sinais de que precisa descansar com mais frequência. Você pode começar a querer ir para a cama mais cedo e ter mais dificuldade do que o habitual para acordar pela manhã. Durante o dia, uma boa soneca parece ser tudo o que você mais deseja.

O cansaço também é um sintoma do início da gravidez que habitualmente desaparece no segundo trimestre.

Para saber mais sobre outras causas de fadiga e cansaço, leia: CANSAÇO | FADIGA | Principais causas.

Sintomas da gravidez 7# - Aumento da urina

Após cerca de seis semanas de gravidez, a grávida começa a sentir vontade de urinar com maior frequência. Estas viagens ao banheiro podem ocorrer inclusive durante a madrugada, atrapalhando o sono da gestante.

Este é um sinal de gravidez que surge precocemente, e que, infelizmente, dura até o final da gestação.

É importante notar que se o aumento na frequência urinária vier acompanhada de urina mais escura e/ou ardência para urinar, uma infecção urinária pode ser a causa (leia: INFECÇÃO URINÁRIA | Cistite).

Para saber mais sobre outras causas de urina em excesso, leia: URINA EM EXCESSO. O QUE SIGNIFICA?

Sintomas da gravidez 8# - Desejos alimentares

O desejo por certas comidas nas primeiras semanas de gestação é um dos sintomas mais cliché da gravidez. O desejo por alguns alimentos pode até fazer mulheres vegetarianas sentirem vontade de comer hamburguer.

Do mesmo modo que surgem desejos, as grávidas também podem apresentar aversões a certas comidas e/ou cheiros. Aquele restaurante japonês que você adora, durante uma gravidez pode lhe causar náuseas só de passar pela porta.

Sintomas da gravidez 9# - Aversão a odores intensos
Primeiros sintomas de gravidez: aumento dos gases
Sintomas inicias da gravidez: aumento dos gases

Assim como alguns alimentos causam enjoos nas primeiras semanas de gravidez, odores intensos, mesmo que agradáveis, como os de perfumes ou comidas, podem fazer você se sentir enjoada. Odores ruins ou muito fortes, como fumaça de cigarro, gasolina, álcool, produtos de limpeza, etc., causam o mesmo efeito.

Sintomas da gravidez 10# - Aumento dos gases

Algumas mulheres experimentam um aumento dos gases intestinais nas primeiras semanas de gravidez. Este pode ser um sintoma embaraçoso no casos em que a gestante precisa ficar horas presa dentro de um escritório ou sala com outras pessoas. Há aumento na necessidade de arrotar e de soltar flatos (vulgarmente chamado de pum).

Para saber mais sobre gases intestinais, leia: GASES INTESTINAIS.

Os sinais e sintomas descritos acima sugerem a existência de uma gravidez, mas de modo algum servem para confirmar ou descartar uma gestação. Algumas mulheres apresentam apenas um ou dois sintomas inicias de gravidez, enquanto outras podem apresentar todos os sintomas descritos acima. O diagnóstico definitivo, porém só é obtido com a dosagem do BhCH sanguíneo (leia: Diagnóstico da gravidez) .

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Síndrome da classe econômica e outros problemas em aviões

Problemas de saúde em voos comerciais são relativamente infrequentes. Um trabalho realizado na British Airways no final da década de 1990 demonstrou uma taxa de aproximadamente 1 emergência médica a cada 10.000 passageiros. 70% dessas emergências foram controladas pela tripulação de bordo que recebe treinamento especial. Apenas 30% necessitaram de assistência médica em solo.

É importante conhecer as alterações ambientais das cabines dos aviões para entender por que algumas emergências acontecem.

Avião
Níveis de oxigênio - A cabine de qualquer aeronave comercial é pressurizada. A pressão do ar dentro de um avião em voo não é igual a pressão atmosférica ao nível do mar. Quando os aviões atingem sua altura de voo máxima, por volta de 13.000 metros ou 40.000 pés, a pressão atmosférica da cabine é equivalente a de 2500 metros de altura. Isto faz que o oxigênio disponível no ar seja menor. É como se, enquanto o avião ganha altitude, nós estivéssemos subindo as cordilheiras. A pressão de oxigênio durante o voo é semelhante ao que temos nessas alturas.

Pessoas jovens e saudáveis não sentem a diminuição do oxigênio porque o nosso corpo compensa esta redução com o aumento da frequência cardíaca, da frequência respiratória e do volume de ar inspirado em cada ciclo respiratório.

Pessoas sadias ao nível do mar apresentam em média 99% das suas hemoglobinas carreando oxigênio pelo sangue (lembre-se, são as hemoglobinas que pegam o oxigênio vindo dos pulmões e levam para o resto do organismo). Durante o voo, essa taxa cai normalmente para cerca de 94%.

Quando a saturação de oxigênio cai abaixo de 90%, a quantidade de oxigênio distribuída pelos tecidos do corpo começa a ser insuficiente para o bom funcionamento das nossas células. Portanto, se pessoas jovens e sadias chegam a ter 94% de saturação de oxigênio, imaginem o que acontece com idosos ou fumantes inveterados sob uma pressão atmosférica mais baixa. Não é incomum este grupo apresentar algum grau de desconforto e cansaço durante voos longos. Isto ocorre por que a quantidade de oxigênio no sangue torna-se baixa, próxima ou abaixo dos 90%.

Pacientes com doenças cardíacas ou pulmonares, que já apresentam ao nível do mar taxas de saturação de oxigênio menores que 95% podem não conseguir tolerar essa diminuição de oxigênio. Estas pessoas podem apresentar queda da oxigenação arterial para abaixo dos 90%, taxa insuficiente para o bom funcionamento dos órgãos. Nesse momento podem surgir sintomas de isquemia cardíaca como palpitações, intensa falta de ar e dor no peito (angina).

Portanto, qualquer pessoa com problema cardíaco e/ou pulmonar deve consultar um médico antes de fazer uma viagem de avião.

Pressão atmosférica - A baixa pressão atmosférica dentro das cabines provoca uma expansão dos gases de até 30%. Todas as nossas cavidades ocas se expandem. Por isso, sentimos o ouvido entupido durante as viagens. Pessoas com otite ativa, lesões recentes nos tímpanos ou sinusites, podem apresentar rompimento da membrana timpânica durante o voo. Pacientes com lesão recente do ouvido só devem viajar de avião após autorização médica.

Esta expansão também pode ocasionar efeitos em outras partes do corpo, como pneumotórax (leia. O QUE É UM PNEUMOTÓRAX? ) em pessoas com doença pulmonar. Quem já teve um pneumotórax deve consultar um médico antes de viajar.

Distensão abdominal e náuseas por dilatação do estômago e do intestino também são comuns. Por isso, pessoas com cirurgia pulmonar ou abdominal recente não devem viajar de avião. Existe um risco de rompimento das suturas.

Qualidade do ar - A umidade do ar dentro da cabine é de apenas 10-20%, quando o ideal é no mínimo de 40%. Essa baixa umidade, além de facilitar a desidratação, resseca a pele e as vias aéreas, podendo desencadear crises em pacientes com asma ou enfisema/bronquite crônica (leia: DPOC | Enfisema pulmonar e bronquite crônica).

Transmissão de germes pelo ar - Os sistemas de ventilação de ar dos aviões são capazes de manter sempre baixa as contagens de bactérias, fungos e vírus no ar. Porém, como se trata de um ambiente fechado, com pessoas muito próximas durante várias horas, existe sempre o risco de transmissão de doenças. Existem relatos de transmissão de tuberculose, gripe, catapora (varicela), rubéola e gripe asiática durante os voos. Normalmente o contágio ocorre no voo, mas os sintomas só surgem quando já se está em terra.

Outros problemas - Algumas pessoas apresentam náuseas, chamada de cinetose (leia: CINETOSE | ENJOO DE MOVIMENTO), devido aos constantes balanços e às turbulências, que também podem causar traumatismos por quedas. Intoxicação alimentar também é um problema médico possível de ocorrer durante voos comerciais.

Como agir diante de um mal estar durante um voo?

Quando existe algum passageiro com queixas referentes a saúde, o capitão da aeronave deve ser logo informado. O primeiro procedimento é localizar algum médico ou profissional da área que por ventura esteja a bordo para avaliação do caso. Em 60% a 70% dos casos existe um médico entre os passageiros.

A decisão de se interromper o voo ou mudar a rota é sempre do piloto, cabendo ao médico apenas uma opinião. O capitão toma a decisão baseado no peso do avião, condições climáticas, distância do destino, capacidade do aeroporto mais próximo de receber a aeronave, etc. Mesmo em condições ideais são necessários pelo menos 20 minutos para aterrissar um avião. O médico não tem poder de decisão nenhum em relação a aeronave. Se o médico opinar para interromper o voo e o capitão disser que não há condições para tal, nada pode ser feito.

Sempre que possível o piloto reduz sua altitude de voo para uma melhor oxigenação da cabine em caso de emergência médica.

Enquanto são tomadas as decisões sobre o voo, o médico tem ao seu dispor o material básico para emergência, que inclui:

- Drogas como adrenalina, atropina, anti-histamínicos, aspirina, antiarrítmicos, broncodilatadores, analgésicos e soro fisiológico.
- Materiais como : agulhas, gases, seringas, estetoscópio, aparelhos de pressão e luvas
- Equipamentos de ressuscitação como o desfibrilador, máscara de ambu, balas de oxigênio e material para entubação traqueal.

As principais complicações são as cardiológicas. 50% dos voos interrompidos são por queixas desta origem, muitas precipitadas pelo baixa pressão de oxigênio na cabine. As crises de angina, que é a dor no peito por isquemia cardíaca, são as principais queixas (leia: SINTOMAS DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO E ANGINA).

Síndrome da classe econômica


Uma das complicações que tem ganhado muito espaço na mídia é a chamada síndrome da classe econômica. Esta síndrome ocorre por trombose das veias da perna que passam a ser fonte de êmbolos para o pulmão, podendo ocasionar a embolia pulmonar (tromboembolismo pulmonar) (leia: EMBOLIA PULMONAR | Sintomas e tratamento).

Já reparam como após voos longos os pés e as pernas ficam inchados? Quem é que nunca teve dificuldade para calçar os sapatos depois de uma longa viagem de avião? Isso ocorre porque quando ficamos muito tempo sentado dificultamos o retorno do sangue pelas veias, ficando este represado nos membros inferiores. Esta dificuldade ocorre mesmo em pessoas sem doenças dos vasos sanguíneos.

Se já é mais difícil o retorno do sangue em pessoas normais durante voos, naquelas que têm doença dos vasos ocorre uma estase tão importante de sangue que propicia a formação de coágulos. Portanto, a trombose das pernas e a embolia pulmonar ocorrem habitualmente em pessoas que já apresentam problemas de circulação dos membro inferiores, principalmente varizes muito desenvolvidas (leia: VARIZES | Causas e Tratamento).

A síndrome da classe econômica ocorre geralmente em voo maiores que 8 horas em pessoas com doença das veias dos membros inferiores que ficam a viagem inteira sentada e pouco se hidratam.

Alguns conselhos devem ser seguidos durante os voos para evitar as tromboses e a estase de sangue nas pernas:

- Não fumar antes de embarcar.
- Beber bastante líquido durante a viagem.
- Movimentar-se dentro do avião a cada duas horas para ativar a circulação das pernas.
- Evitar roupas muito apertadas.
- Evitar bebidas alcoólicas.
- Evitar sedativos para não ficar em uma mesma posição durante muito tempo.
- Usar meias compressoras.

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TESTE DE GRAVIDEZ DE FARMÁCIA

O teste de gravidez de farmácia, também conhecido como teste caseiro de gravidez, existe no mercado desde a década de 1970 e tem se tornado cada vez mais confiável para o diagnóstico da gravidez.

Como funciona o teste de gravidez de farmácia?

Todos os testes de gravidez agem através da detecção de um hormônio chamado gonadotrofina coriônica humana (hCG), que só é produzido quando a mulher está grávida. São raras as situações em que há hCG circulante no organismo sem que haja uma gestação em curso.

O hormônio gonadotrofina coriônica humana começa a ser produzido quando o óvulo fertilizado por um espermatozoide se implanta no útero. Esta implantação habitualmente ocorre cerca de seis dias após o encontro do espermatozoide com o óvulo. Conforme a gravidez avança, mais hCG é produzido pelo feto. Nas primeiras semanas de gestação os níveis de hCG dobram a cada 2 ou 3 dias.

O teste de gravidez de farmácia é uma boa opção para o rastreio da gravidez, mas método mais confiável e definitivo para diagnosticar uma gestação é a dosagem sanguínea do hCG. Neste texto falaremos apenas do teste de gravidez de farmácia. Se você quiser ler mais sobre o teste de gravidez sanguíneo e outros métodos de diagnóstico da gravidez, leia: SINTOMAS DE GRAVIDEZ | TESTE DE GRAVIDEZ.

Como qualquer hormônio, o hCG circulante no sangue é filtrado nos rins e acaba sendo eliminado em parte na urina. Os testes caseiros de gravidez se baseiam na detecção do hCG na urina. A lógica é simples, se há hCG na urina é porque a mulher está grávida.

Quando se deve fazer o teste de gravidez?

A maioria dos atuais testes caseiros de gravidez consegue detectar a presença do hCG na urina já no primeiro dia de atraso menstrual. Entretanto, a quantidade de hormônio na urina em uma fase tão precoce da gravidez pode ser pequena, gerando um resultado duvidoso (explico mais à frente). Por isso, o mais seguro é realizar o teste após uma semana de atraso da menstruação (leia: PRIMEIROS SINTOMAS DE GRAVIDEZ).

Se você acha que pode estar grávida mas seu primeiro teste deu negativo, repita-o após uma semana. Neste pequeno intervalo de tempo a concentração de hCG chega a quadruplicar, diminuindo o risco de um resultado falso negativo.

Existem no mercado dezenas de diferentes tipos de teste de gravidez. Alguns são de melhor qualidade que outros, sendo capazes de detectar níveis bem pequenos de hCG na urina. Todavia, após uma semana de atraso menstrual, a quantidade de hCG urinária já é alta suficiente para que todos os testes de farmácia consigam detectar a presença do hormônio.

Teste de gravidez de farmácia passo a passo

Teste de gravidez passo a passo
Teste de gravidez de farmácia
Como já dito, existem dezenas de testes caseiros de gravidez diferentes. Vamos usar um modelo fictício para explicar como o teste deve ser feito. Habitualmente os testes são todos muito parecidos. Use este texto como guia, mas não deixe de ler a bula do produto que você comprou antes de usá-lo.

1. Só abra o teste na hora que for usá-lo e somente após ter lido as instruções do mesmo. Não é preciso usar a primeira urina da manhã. O teste pode ser feito a qualquer altura do dia.

2. Retire a tampa do teste de modo a expor a tira absorvente.

3. Urine na ponta absorvente durante 5 a 10 segundos de modo que ela fique bem úmida. Um opção é urinar em um pequeno recipiente e depois mergulhar a fita por 3 a 5 segundos.

4. Tampe novamente a fita absorvente e repouse o teste em uma bancada.

5. O resultado começa a aparecer após 1 minuto.

Como interpretar o resultado do teste caseiro de gravidez?
Teste de gravidez de farmácia
Resultados do teste de gravidez de farmácia

Todo teste caseiro de gravidez apresenta duas janelinhas, uma que é chamada de janela de controle e outra que é a janela de resultado. Todos os testes apresentam uma indicação clara de qual é qual.

Assim que a fita entra em contato com a urina, surge um risco na janela de controle que serve para comprovar que a quantidade de urina foi suficiente. Se não aparecer um risco na janela de controle o exame não é válido.

Na imagem acima mostramos quatro exemplos de resultados do teste de gravidez de farmácia. A janela de controle é a de cima e a janela do resultado é a de baixo.

Um minuto após a urina ter entrado em contato com o teste, se houver hCG na urina da paciente, ou seja, se a paciente estiver grávida, a janela de resultado começa a apresentar um risco semelhante ao da janela de controle. Quanto maior o nível de hCG, mais forte é a linha. Se o exame for feito em uma fase muito precoce da gravidez, a linha que surge na janela de resultado pode ser muito tênue, difícil até de ser identificada.

Quando a mulher não está grávida a janela do resultado não sofre alteração e fica "em branco". A fita só reage se houver hCG na urina.

É importante salientar que no exame negativo não surge linha alguma. Se aparecer um linha, mesmo que muito fraca, o exame deve ser interpretado como possivelmente positivo. Neste caso, a paciente pode optar por repetir o teste de farmácia após dois ou três dias para ver se a linha fica mais intensa. Realizar o exame de sangue é outra opção, já que este é mais sensível e fica positivo antes do exame de urina.

A maioria dos exames de farmácia deve ter seu resultado lido com um intervalo de 1 a 10 minutos após sua realização. O teste não deve ser lido muito tempo depois já que após a evaporação da urina é possível que surja uma linha na janela de resultado, sem que isso signifique a presença do hCG. Portanto, se após 5 a 10 minutos não surgir nenhuma linha na janela de resultado, o teste é negativo.

Resultado falso positivo e falso negativo do teste de gravidez de farmácia

O resultado falso negativo ocorre quando a gravidez está ainda em fase muito inicial, havendo níveis muito baixos de hCG circulantes.

O resultado falso positivo pode surgir em algumas situações:
- Se a paciente estiver tomando remédios que contenham hCG (geralmente mulheres em tratamento para infertilidade).
- Se a paciente tiver dado a luz ou abortado a menos de 8 semanas.
- Algumas doenças raras podem produzir hCG, a mais conhecida é a mola hidatiforme, um tumor do tecido placentário.

Atenção, os seguintes fatores não interferem com os resultados do teste caseiro de gravidez:
- Consumo de álcool.
- Uso de antibióticos.
- Uso de anti-inflamatórios.
- Uso de anticoncepcionais.
- Uso de citrato de clomifeno (leia: CITRATO DE CLOMIFENO | Clomid®.

Vérsion en español:  PRUEBA DE EMBARAZO CASERA

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