Infecção urinária

Arquivo de textos sobre infecção do trato urinário (ITU)

O que é infecção urinária?

A infecção do trato urinário, mais conhecida como infecção urinária, é uma infecção habitualmente de origem bacteriana que acomete uma ou mais estruturas do trato urinário, nomeadamente: bexiga, rins, ureteres (tubos que vão dos rins à bexiga) e a uretra (o tubo que leva a urina da bexiga para fora do corpo).

Existem basicamente três tipos de infecção urinária:

Cistite: infecção da bexiga.

Pielonefrite: infecção dos rins.

Uretrite: Infecção da uretra.

Vídeo infecção urinária

Vídeo: principais sintomas da infecção urinária

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Transcrição do vídeo

A infecção urinária é uma infecção extremamente comum, principalmente no sexo feminino. Mas apesar de ser muito frequente, a maioria das pessoas que tem uma infecção urinária tem dificuldade para reconhecer os seus sintomas.

E é exatamente por isso que nós vamos falar nesse vídeo sobre os 5 sintomas mais típicos de uma infecção urinária.

«« VINHETA »»

Na imensa maioria das vezes que o paciente tem uma infecção urinária, o que ele tem, na verdade, é uma cistite, que é a infecção da bexiga.

A cistite tem sintomas tão típicos e tão fáceis de serem reconhecidos, que, na imensa maioria das vezes, os médicos não precisam nem pedir exames pra conseguir fazer o diagnóstico.

Vamos então falar quais são os cinco sintomas mais típicos da infecção urinária.

1- DISÚRIA

O sintoma mais comum de cistite é a disúria, que é o nome que nós damos quando o paciente queixa-se de dor para urinar.

Mas nem sempre o paciente queixa-se exatamente de dor, muitas vezes o que ele tem é uma queimação, uma pontada, uma ardência, uma sensação de peso na parte baixa da barriga ou simplesmente um incômodo, que ele não sabe descrever bem, mas que só surge na hora que ele vai urinar.

2- POLACIÚRIA

Outro sintoma muito comum de infecção urinária é a polaciúria, que é a vontade de urinar a toda hora.

O paciente com cistite precisa ir ao banheiro a todo momento, ele sente vontade de urinar a toda hora, mas ele chega lá e só consegue fazer uma pequena quantidade de urina.

Isso porque a vontade de urinar não é desencadeada por uma bexiga cheia, mas sim pela parede da bexiga, que está muito inflamada.

3- URGÊNCIA URINÁRIA

O sintoma número três de cistite também está relacionado à inflamação da parede da bexiga.

É a urgência urinária, que é a dificuldade que o paciente tem pra segurar a urina, uma vez que ele tenha a vontade de urinar.

Às vezes, a vontade de urinar surge de forma tão súbita e tão intensa, que se o paciente não correr para o banheiro, ele acaba perdendo um pouco de urina na própria roupa.

4- HEMATÚRIA

O sintoma número quatro de infecção urinária é a hematúria, que é o nome que nós damos quando há sangue na urina.

Basta uma única gota de sangue para que a sua urina fique já com uma cor meio rosada, meio avermelhada.

Mas nem sempre a hematúria, ou seja, o sangue na urina, é visível ao olho nu.

A hematúria pode ser macroscópica, quando a urina fica avermelhada ou alaranjada, ou ela pode ser microscópica, quando há sangue na urina, mas ele está em tão pouca quantidade que somente com exames de urina é que a gente consegue detectá-lo.

5- FEBRE

O sintoma número cinco de infecção urinária é a febre.

Ao contrário dos quatro sintomas anteriores, a febre é o único que não é um sintoma típico da cistite. Ela é um sintoma de infecção dos rins, chamado pielonefrite.

A pielonefrite se caracteriza por dor lombar, febre alta, calafrios, mal-estar generalizado, náuseas e vômitos.

Enquanto a infecção da bexiga é um quadro relativamente benigno, a pielonefrite é uma infecção grave e potencialmente fatal, se não for tratada a tempo.

Portanto, se você tem algum sintoma de infecção urinária, procure um médico.

A única forma realmente eficaz de tratar a infecção urinária, seja ela cistite ou pielonefrite, é através do uso de antibióticos.

Se você não fizer nada, os sintomas podem até desaparecer após alguns dias ou semanas, mas a bactéria que causou a infecção vai continuar na sua bexiga, e o risco dela subir em direção aos rins e causar uma infecção mais grave é muito alto.


Referências


Vídeo cistite da lua de mel

Vídeo: Cistite pós-coito: causas e prevenção

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Transcrição do vídeo

Você sabia que o sexo é um dos principais fatores de risco para desenvolver infecção urinária?

E que algumas pessoas têm infecção urinária associada à relação sexual com tanta freqüência, que precisam tomar antibiótico após o sexo?

Nesse vídeo, eu vou falar sobre quatro particularidades desse tipo específico de infecção urinária que surge sempre após o ato sexual.

Essa condição é chamada de cistite pós-coito, popularmente conhecida como cistite da lua de mel.

Primeiro de tudo, é importante a gente esclarecer o que é a cistite e como ela ocorre.

Cistite é o nome que nós damos à infecção da bexiga.

A cistite surge quando bactérias que já existem no nosso trato digestivo são deslocados para a região perineal da mulher, que é a zona entre a vagina e o ânus e conseguem alcançar a entrada da uretra.

Como na mulher o ânus fica muito próximo da região vaginal, essa migração de bactérias de um local para o outro é bastante comum.

Uma vez que essa região ao redor da uretra esteja colonizada, ou seja, habitada por bactérias, a migração delas para dentro da bexiga é um passo.

A primeira característica que vale a pena ressaltar em relação à cistite pós-coito é que não se trata de uma doença sexualmente transmissível.

Ao contrário do que muita gente pensa, apesar da cistite pós-coito geralmente surgir 24 a 48 horas após o ato sexual, ela não é uma DST

Também é importante dizer que a cistite não está relacionada à má higiene íntima do parceiro. Não tem nada a ver com o homem passar as bactérias do seu pênis para a vagina da mulher, e sim com o fato de que a relação sexual facilita a entrada das bactérias da própria mulher na sua uretra.

A cistite que ocorre depois do sexo é, portanto, exatamente igual a qualquer outra forma de cistite de origem bacteriana.

O sexo é apenas um dos diversos fatores de risco para o desenvolvimento da infecção urinária.

Alguns fatores associados à atividade sexual podem aumentar ainda mais o risco de desenvolver cistite. Por exemplo, quanto maior for a frequência com que se faz sexo, maior é a chance de se ter uma infecção urinária.

De acordo com um estudo que foi realizado com 34 mil estudantes da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, as mulheres que tinham relações sexuais todos os dias da semana tiveram risco nove vezes maior de apresentarem cistite.

Além da freqüência, a intensidade da atividade sexual também é importante. A fricção provocada durante o coito ajuda a empurrar para dentro as bactérias que estão presentes ao redor da saída da uretra.

Por isso mesmo, a falta de lubrificação da vagina durante a penetração acaba por aumentar o atrito e também eleva o risco de infecção urinária.

E obviamente, a prática de sexo anal seguido de sexo vaginal, já que nesse caso, as bactérias do intestino da mulher têm acesso direto à vagina através do pênis.

E camisinha, previne a cistite pós-coito?

Não, nesse caso, não, porque não se trata de uma DST. Na realidade, o efeito pode ser exatamente o oposto, porque se a camisinha tiver substâncias espermicidas, ela pode provocar alteração da flora bacteriana normal da vagina, de modo que as bactérias boas sejam eliminadas, dando espaço para as bactérias causadoras das infecções urinárias.

O mesmo vai acontecer com o uso do diafragma, que geralmente também tem espermicidas.

Mas se o preservativo não ajuda a prevenir a infecção urinária após o sexo, quais são as medidas de prevenção que podem ser tomadas?

Existem muitas sugestões disponíveis por aí, como, por exemplo, beber bastante água e urinar imediatamente após cada relação sexual, o que até faz sentido, já que quanto mais urina for produzida, maior seria o fluxo urinário, exercendo, assim, um efeito mecânico mesmo de empurrar as bactérias para fora da uretra.

Além disso, o pH ácido da urina também ajudaria a reduzir a atividade dessas bactérias. O problema é que a eficácia dessas medidas não tem comprovação científica. Mas, como nenhuma delas faz mal, elas podem ser postas em prática sem risco nenhum.

Outra dica que faz sentido, na teoria, é a lavagem da região genital com produtos anti-bacterianos antes da relação sexual.

Só que essa prática pode até ser prejudicial, por eliminar exatamente as nossas bactérias protetoras que colonizam a nossa pele e impedem a adesão das bactérias invasoras.

Aqui, moderação é a palavra-chave: lavagem com água e sabão neutro sem excessos.

Mas a melhor forma de prevenção para quem tem cistite pós-coito de repetição é mesmo o uso de antibióticos após a relação sexual.

É o que nós chamamos de profilaxia antibiótica pós-coito, que nada mais é do que um comprimido único de um antibiótico apropriado e em dose baixa, após cada relação sexual.

Mas atenção, o uso de antibióticos profiláticos só está indicado nos casos de infecção urinária de repetição, ou seja, três ou mais episódios ao longo de um ano, que estejam claramente associados à atividade sexual que ocorreu 24 a 48 horas antes do início dos sintomas.

O melhor nessas situações é procurar um médico para confirmar o diagnóstico e prescrever a terapêutica mais indicada para o seu caso.

Se você quiser saber mais sobre infecção urinária, incluindo o porquê das mulheres terem mais infecção urinária do que os homens, acesse os links do MD.Saúde que estão aqui embaixo na descrição desse vídeo.

Até a próxima!


Referências