Corticoides: o que são, tipos e para que servem

Atualizado em
Comentários: 81

O que são os corticoides?

Os glicocorticoides, também chamados de corticoides ou corticosteroides, são fármacos poderosos, derivados do hormônio cortisol, produzido pela glândula suprarrenal.

Os corticoides são frequentemente usados como parte do tratamento de doenças de origem inflamatória, alérgica, imunológica e até contra alguns tipos de câncer.

Apesar de ser um medicamento muito eficaz contra várias doenças graves, os corticoides apresentam um grande defeito: um perfil muito extenso de efeitos colaterais, alguns deles graves, outros esteticamente indesejáveis.

Quando usados de forma prolongada, os corticoides levam ao ganho de peso, podem causar estrias, provocam acne, enfraquecem os ossos, aumentam o risco de infecções, etc.

Neste artigo iremos tratar das indicações e dos efeitos colaterais dos corticoides, com especial ênfase na prednisona e prednisolona, as drogas mais usadas desta classe.

Se você procura por uma bula simplificada da prednisona, acesse o seguinte artigo: Prednisona: para que serve, doses e cuidados

Corticoides e cortisol

Os glicocorticoides são hormônios esteroides, não-anabolizantes e não-sexuais, produzidos pelo córtex da glândula supra-renal. O hormônio produzido naturalmente pelo nosso organismo é o cortisol.

Níveis normais de cortisol são essenciais para a nossa saúde, pois este hormônio tem ação no metabolismo da glicose, nas funções metabólicas do organismo, na cicatrização, no sistema imune, na função cardíaca, no controle do crescimento e em muitas outras ações básicas do nosso corpo.

O cortisol é um hormônio de estresse, pois sua produção eleva-se toda vez que o nosso organismo se encontra sob estresse físico, como nos casos de traumatismos, infecções ou cirurgias. O cortisol aumenta a disponibilidade de glicose e energia, eleva a pressão arterial, aumenta o tônus cardíaco e prepara o organismo para sofrer e combater insultos.

Tipos

Os glicocorticoides usados na prática médica são versões sintéticas, produzidas laboratorialmente, do hormônio natural cortisol.

Existem várias formulações sintéticas de corticoides, as mais usadas são a prednisona, prednisolona, hidrocortisona, dexametasona, metilprednisolona e beclometasona (via inalatória).

Todo corticoide sintético é mais potente que o cortisol natural, exceto pela hidrocortisona, que apresenta uma potência semelhante.

Potência de cada tipo de corticoide em relação ao cortisol:

  • Hidrocortisona → potência semelhante ao cortisol.
  • Deflazacorte → 3 vezes mais potente que o cortisol.
  • Prednisolona → 4-5 vezes mais potente que o cortisol.
  • Prednisona → 4-5 vezes mais potente que o cortisol.
  • Triancinolona → 5 vezes mais potente que o cortisol.
  • Metilprednisolona → 5-7.5 vezes mais potente que o cortisol.
  • Betametasona → 25-30 vezes mais potente que o cortisol.
  • Dexametasona → 25-30 vezes mais potente que o cortisol.
  • Beclometasona (inalatória) → 8 pufs 4 vezes por dia equivale a 14 mg de prednisona oral diária.

60 mg de prednisona apresentam o mesmo efeito de 2 mg de dexametasona ou 300 mg do cortisol natural. Devido a essa potência maior dos corticoides sintéticos, conseguimos administrar nos pacientes doses muito acima dos níveis fisiológicos do cortisol, o que é essencial para o tratamento de algumas doenças.

Doenças que podem ser tratadas com corticoides

A prednisona e os corticoides em geral são drogas que conseguem modular processos inflamatórios e imunológicos do nosso organismo, tornando-se extremamente úteis em uma infinidade de doenças. 

Qualquer doença de origem alérgica, inflamatória ou autoimune pode ser tratada com algum desses corticoides.

Só para se ter uma ideia da importância dos corticoides na prática médica, podemos citar como indicação para a sua administração as seguintes doenças:

As doses diárias equivalentes a 5-10 mg de prednisona são chamadas de doses fisiológicas por serem compatíveis com a produção diária natural de cortisol. Nestas doses, os corticoides sintéticos apresentam apenas efeito anti-inflamatório.

Em situações normais, a secreção de cortisol pela suprarrenal apresenta um ciclo circadiano, ou seja, sofre alterações consoante o período do dia. Durante as primeiras horas da manhã, a sua secreção está muito elevada, reduzindo-se ao máximo por volta das 23 horas. Por isso, optamos por administrar os corticoides durante a parte da manhã para tentar simular a secreção fisiológica que o organismo está habituado, diminuindo, assim, a incidência de efeitos colaterais.

Conforme a dose vai sendo elevada, a prednisona, ou qualquer outro glicocorticoide, começa a apresentar efeitos imunossupressores, justificando o seu uso nas doenças autoimunes e no transplante de órgãos.

Nas doenças autoimunes e glomerulonefrites podemos usar até 80 mg de prednisona por dia. Em casos graves, lançamos mão de um procedimento chamado pulsoterapia, que consiste na administração venosa de até 1000 mg de metilprednisolona por 3 dias seguidos.

A pulsoterapia pode ser usada em vasculites severas, em casos de rejeição de órgãos transplantados e no tratamento de doenças autoimunes graves e descompensadas, como ocorre em alguns casos de Lúpus, por exemplo.

Os corticoides podem ser administrados por várias vias. Exemplos:

  • Corticoides sistêmicos são aqueles tomados por via oral ou via intravenosa.
  • Na asma é muito comum a administração do corticoide inalatório.
  • Na rinite e na sinusite a via preferencial é a intranasal.
  • Nas doenças de pele, o corticoide é tópico, ou seja, em cremes ou pomadas.
  • Para inflamações oculares, corticoides em colírios podem ser indicados.
  • Para doenças dos ouvidos existem corticoides em solução para pingar nos ouvidos.
  • Nas artrites, a via pode ser intra-articular (infiltração).

Absorção sistêmica

A imensa maioria dos efeitos colaterais ocorre nos pacientes que fazem uso prolongado e com doses elevadas de corticoides por via oral ou intravenosa. Isso não significa, porém, que as outras formas de administração de corticoides seja isenta de efeitos adversos.

Corticoides por via inalatória, muito usados no tratamento da asma, podem ter relevante absorção sistêmica, apesar desta ser bem menor do que a que ocorre com corticoides administrados por via oral. A fluticasona por via inalatória, por exemplo, reconhecidamente inibe a produção de cortisol pela suprarrenal e pode causar efeitos colaterais sistêmicos, quando usada seguidamente por vários meses, principalmente em crianças.  Outras formas de corticoide inalatório parecem ter absorção sistêmica menor.

Injeções de dexametasona intra-articulares podem causar síndrome Cushing (explico o que é esta alteração mais à frente).

Mesmo os corticoides em pomada ou creme podem ser absorvidos pelo organismo de forma suficiente para provocar efeitos colaterais, caso o seu uso seja por tempo prolongado. A absorção do corticoide pela pele varia de acordo com alguns fatores. Por exemplo, áreas como as dobras cutâneas, couro cabeludo e a testa apresentam maior absorção. Nas crianças e em áreas com inflamação ou descamação da pele a absorção sistêmica dos corticoides também é maior.

Em geral, não existe forma de corticoide isenta de efeitos colaterais. Não importa a via, quanto maior for o tempo de tratamento e a dose utilizada, maiores são os riscos de efeitos adversos.

Efeitos colaterais

Ao mesmo tempo que são fármacos extremamente úteis em uma variedade de doenças graves, os corticoides apresentam, principalmente se usados a longo prazo, uma lista imensa de efeitos colaterais indesejáveis, que variam desde problemas estéticos até infecções graves por inibição do sistema imunológico.

Os efeitos colaterais estão intimamente relacionados à dose e ao tempo de uso. O uso esporádico e por pouco tempo não é capaz de levar aos efeitos adversos que serão descritos a seguir. Não é preciso se preocupar com a prescrição de corticoides por apenas uma semana, mesmo que este esteja em doses altas.

Toda vez que o uso de corticoides em doses elevadas ou por tempo prolongado for cogitado, é importante colocar na balança os possíveis benefícios e os prováveis efeitos.  O uso estará indicado sempre que o médico julgar que a doença a ser tratada é mais grave que os potenciais efeitos adversos.

Após a leitura deste artigo você pode ficar com a impressão de que a prednisona e similares são drogas terríveis. É importante salientar que o uso prolongado e em doses elevadas só costuma ser indicado em doenças graves, que podem levar à morte ou a graves limitações.

Efeitos colaterais na pele

Os efeitos estéticos dos corticoides são os que mais incomodam os pacientes, principalmente as mulheres. Cerca de metade dos indivíduos que usam, pelo menos, 20 mg diários de prednisona, ou dose equivalente de qualquer outro corticoide por três ou mais meses irão apresentar efeitos colaterais estéticos.

Entre os mais comuns podemos citar a equimose e a púrpura associadas ao corticoide. Estas alterações são pequenas hemorragias que ocorrem em baixo da pele, normalmente em áreas expostas ao sol, como mãos e antebraços. Outro efeito adverso comum é uma pele mais fina e frágil.

Equimose induzida por corticoides
Equimose induzida por corticoides

Estrias de cor arroxeada localizadas na região abdominal, calvície, crescimento de pelos em mulheres e acne também ocorrem com frequências em usuários crônicos de corticoides por via oral.

O risco de cânceres de pele do tipo não-melanoma parece ser maior em pessoas que tomam corticoides por tempo prolongado.

Pacientes que usam corticoides em cremes e pomadas por longo tempo também podem apresentar efeitos indesejados na pele, como atrofia, estrias, teleangiectasias e manchas roxas. Um maior risco de infeções fúngicas na pele também ocorre com o tratamento prolongado.

Um sinal típico da toxicidade pelos corticoide é o desenvolvimento da aparência cushingoide, que se caracteriza por uma face arredondada (chamada de fácies em lua), pelo acúmulo de gordura na região posterior do pescoço e das costas (chamado de corcova ou giba de búfalo) e pela distribuição irregular da gordura corporal, com predomínio na região abdominal e tronco.

Síndrome de Cushing
Síndrome de Cushing

Esse conjunto de efeitos colaterais, chamado de síndrome de Cushing, é um dos mais incômodos, pois muda muito a aparência do paciente, principalmente nas pessoas que eram previamente magras.

A síndrome de Cushing surge, habitualmente, dentro dos dois primeiros meses de tratamento com corticoides em doses acima de 20 mg por dia. Em alguns pacientes, porém, doses acima de 10 mg por dia já são suficientes para provocar esta alteração.

Efeitos colaterais nos olhos

O uso contínuo de corticoides sistêmicos, normalmente por mais de 1 ano com doses maiores que o equivalente a 10 mg de prednisona por dia, pode levar a alterações oftalmológicas, como a catarata e glaucoma.

Pacientes que fazem uso crônico de corticoides devem ser avaliados periodicamente por um oftalmologista, com o intuito de detectar sinais precoces de catarata ou glaucoma.

Efeitos metabólicos

A partir da dose de 5 mg por dia há uma clara tendência ao ganho de peso e acúmulo de gordura na região do tronco e abdômen. Quanto maior for a dose do corticoide, maior é o ganho de peso.

Além do acúmulo de gordura, a corticoterapia crônica também leva a alterações do metabolismo da glicose, podendo, inclusive, provocar diabetes mellitus. O risco é maior nos indivíduos que já apresentam valores de glicose ligeiramente alterados antes do início da corticoterapia. Apesar do diabetes ser reversível na maioria dos casos após a suspensão da droga, alguns pacientes permanecem diabéticos para o resto da vida.

Doses diárias de prednisona acima de 10 mg por mais de 3 meses também podem provocar alterações nos níveis de colesterol, nomeadamente elevações no colesterol LDL (colesterol ruim) e triglicerídeos, e redução dos níveis de colesterol HDL (colesterol bom).

Efeitos cardiovasculares

A incidência de várias doenças cardiovasculares costuma aumentar com o uso prolongado de corticoides. Podemos citar o aumento da ocorrência de hipertensão, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e AVC.

O risco de doença cardiovascular depende da dose e do tempo de tratamento. Pacientes que desenvolvem síndrome de Cushing costumam ser os que apresentam a maior taxa de aterosclerose e maior risco de problemas cardíacos.

Doses pequenas de corticoides por pouco tempo não parecem aumentar o risco cardiovascular relevantemente.

Efeitos musculoesqueléticos

O uso crônico de glicocorticoide está associado a diversas alterações músculo-esqueléticas. A mais comum é a osteoporose.  Neste caso, mesmo doses baixas, como 2,5 mg ou 5 mg por dia, se usadas de forma crônica, podem acelerar a perda de massa óssea.

A corticoterapia prolongada também é responsável por aumento da incidência de necrose óssea, lesões musculares (miopatia), fraturas ósseas e distúrbios do crescimento, quando usado em crianças.

Efeitos colaterais no sistema nervoso central

O uso de corticoides, em um primeiro momento, pode causar uma sensação de bem-estar e euforia. Porém, a longo prazo ele está associado a uma maior incidência de quadros psiquiátricos, tais como psicose e depressão, além de insônia e alterações da memória.

Efeitos imunológicos

A imunossupressão causada pela corticoterapia é um efeito desejável nos casos das doenças autoimunes, mas pode também ser um grande problema, já que facilita a ocorrência de infecções. É preciso saber balancear bem os riscos com os benefícios.

O risco de infecção surge naqueles que tomam o equivalente a 10 mg por dia ou mais de prednisona por vários dias. Este risco torna-se muito elevado com doses acima de 40 mg por dia ou quando se obtém uma dose acumulada de 700 mg de prednisona ao longo de todo o tratamento.

Além de facilitar infecções, os corticoides também inibem o surgimento da febre, dificultando o reconhecimento de um processo infeccioso em curso.

Doentes submetidos a altas doses de corticoides devem evitar vacinas compostas por vírus vivos, sob o risco de desenvolver infecções vacinais. Vacinas com vírus mortos podem ser administradas, porém, a corticoterapia também pode impedir a formação de anticorpos, fazendo com que a imunização apresente pouca eficácia. Muitas vezes são necessárias doses maiores para uma eficaz imunização.

A candidíase oral e a candidíase vaginal são infecções muito comuns nos pacientes que fazem uso crônico de glicocorticoides.

Outros efeitos

A lista de possíveis efeitos colaterais dos corticoides é muito extensa. Além dos que já foram citados, outros efeitos adversos relativamente comuns são: retenção de líquidos, alterações menstruais, gastrite, úlcera péptica, esteatose hepática, pancreatite e infertilidade.

Cuidados e perigos do uso de corticoides

A corticoterapia prolongada requer alguns cuidados, principalmente na hora de se suspender a droga.

O uso de prednisona ou similares por muito tempo, inibe a produção natural de cortisol pela glândula suprarrenal. Quando a suprarrenal fica muito tempo inibida pela administração de corticoides exógenos, ela demora até voltar a produzir o cortisol naturalmente.

Como os corticoides sintéticos têm uma meia-vida de algumas horas apenas, a suspensão abrupta após uso prolongado faz com que após 2 ou 3 dias os níveis de corticoides no corpo fiquem próximo de zero. Resumindo: o corticosteroide sintético é eliminado do organismo e o cortisol natural ainda não voltou a ser produzido pela suprarrenal.

Em geral, tratamentos que duram menos de 3 semanas não costumam causar grandes efeitos colaterais nem causam inibição prolongada das supra-renais.

Como o cortisol é um hormônio essencial para a vida, o paciente que suspende o corticoide sintético abruptamente entra em um estado chamado de insuficiência suprarrenal, podendo evoluir para choque circulatório, coma e óbito, se não for rapidamente atendido.

Por isso, a retirada dos corticoides após uso prolongado deve ser sempre feita de modo lento e gradual. Nunca se deve suspender o tratamento sem conhecimento médico.


Referências


Autor(es)

Médico graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com títulos de especialista em Medicina Interna e Nefrologia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Universidade do Porto e pelo Colégio de Especialidade de Nefrologia de Portugal.


O Artigo te Ajudou? Então nos Ajude Agora!
Se você achou este artigo informativo e útil, por favor, considere compartilhá-lo nas suas redes sociais. Cada compartilhamento não só ajuda outras pessoas a obterem informações de saúde de qualidade, mas também contribui significativamente para o crescimento do nosso site.
Temas relacionados
FAN FAN (ANA): o que significa ter fator antinuclear positivo?
Fibromialgia Fibromialgia: o que é, sintomas, causas e tratamento
Vasculite - granulomatose de Wegener Granulomatose de Wegener: sintomas e tratamento
Prednisona Prednisona: para que serve e como tomar (bula simplificada)
Vasculite Vasculite: o que é, tipos, sintomas e tratamento
Artrite reumatoide Artrite reumatoide: o que é, sintomas e tratamento
Dexametasona Dexametasona (bula): para que serve e posologia
Mãos da esclerodermia Esclerodermia: o que é, causas, sintomas e tratamento
Fotos de artrite reumatoide Fotos de artrite reumatoide
Psoríase Psoríase: o que é, sintomas, tipos e tratamento
Sintomas do lúpus - Rash malar 10 sintomas do lúpus eritematoso sistêmico
Lúpus Lúpus: o que é, causas, sintomas e tratamento
Doença de Kawasaki Doença de Kawasaki: causas, sintomas e tratamento
Esclerose múltipla Esclerose múltipla: causas, sintomas e tratamento
Doenças autoimunes Doenças autoimunes: causas, sintomas e tratamento
Plasmaferese Plasmaferese – O que é, indicações e complicações
- Publicidade -
COMENTÁRIOS
Por favor, leia as regras do site antes de enviar a sua pergunta.

Deixe um comentário

81 comentários em “Corticoides: o que são, tipos e para que servem”

    • Depende da dose e do tempo que o paciente usou o corticoide. Há várias formas de fazer o desmame. No caso da prednisona, por exemplo, pode-se reduzir 5 mg a cada semana até chegar a 10 mg; depois reduzir 2,5 mg por semana até chegar a 5 mg; por fim 1 mg por semana até o fim. Se o paciente utilizou doses altas por muito tempo, o desmame pode ser ainda mais lento, tipo: reduzir a dose em 10 mg a cada 2 semanas até 20 mg, depois
      reduzir a dose em 2,5 mg a cada 2-4 semanas até 10 mg, e, por fim, reduzir a dose em 1 mg a cada 1-2 meses, desde que não ocorra recaída. Não há uma forma única de realizar o desmame. O médico que prescreveu o corticoide é que deve decidir o melhor esquema de desmame.

      Responder
  1. Dr tenho GESF estou tomando 60mg de corticoide por dia, estou com muito acne e o rosto muito redondo,se eu ficar de dieta zero sal,ajuda o rosto a desinchar?

    Responder
    • Não. A face em lua cheia não é por retenção de líquido, por isso suspender completamente o sal ajuda pouco. Isso só vai melhorar quando a dose do corticoide for reduzida.

      Responder
  2. Meu medico passou prednisona para tomar em 5 dias um comprimido ao dia… corro algum perigo de efeito colateral?
    Ou posso tomar tranquilamente?

    Responder
  3. Ola Dr, tomei prednisona 60 mg durante 4 meses tratando uma glomeronefrite, estou no desmame, um dos efeitos colaterais a longo prazo de uso e o afinamento da musculatura ela volta ao normal pois retirada do corticóidhe?

    Responder
  4. Bom dia dr . meu irmão toma coticoidis tem um tumor no celebro gostaria de saber se os corticoides dão muita fome ele come o tempo todo dia e noite oque podemos fazer pra ajuda-lo.obrigada.

    Responder
  5. Quanto aos efeitos da sinusite, por mais dolorosos que sejam, fico me perguntando se não vale mais a pena enfrentá-los do que correr riscos com os possíveis efeitos colaterais de um medicamento controverso. Claro, é complicado para crianças suportar a dor, mas no meu caso, se a dor é suportável, eu evito medicamentos ao máximo.

    Quando fico gripado ou resfriado, encho sacolas de lenços de papel de tanto assoar o nariz. Quando somem os sintomas, fico com descamação em torno das narinas, mas o importante é que tudo volta ao normal em uns dois dias.

    O meu tratamento para gripe é muita hidratação, sopas e frutas, água de coco, água mineral e café para dar um ânimo e conseguir preparar todas essas coisas. Olha, talvez os efeitos não sejam tão rápidos quanto um analgésico potente, mas resolve. Eu dou combustível e o sistema imunológico cumpre o papel dele.

    Uma dúvida que sempre tenho é: qual é o limite entre aderir a um tratamento com um fármaco ou buscar métodos naturais? Como métodos naturais não me refiro a usar uma erva exótica sem comprovação científica da sua eficácia. Falo de um tratamento totalmente conservador à base de uma alimentação adequada para enfrentar uma infecção qualquer.

    No caso de doenças como o câncer, acho mais difícil encontrar alguém que defenda uma cura somente à base de alimentos, mas em doenças mais facilmente curáveis, como gripe, resfriado, enxaqueca, etc, parece-me um bom meio termo, já que é livre de efeitos colaterais. O que acham?

    Responder
    • O uso do corticoide tem sempre que ser baseado no bom senso. Nunca se deve prescrever uma droga cujos efeitos colaterais sejam mais graves que a própria doença. Não se usa corticoides em gripes, alergias simples ou em casos de dor que pode ser controlada com outros medicamentos.

      Gripes e resfriados curam-se sozinhos, com ou sem tratamento. Enxaqueca, não. Enxaqueca real precisa de tratamento com drogas, só alimentação não é suficiente.

      Responder
  6. ola, estou tomando este medicamento , e comecei a ter mal estar no ouvido, e ouvido tapado, pode ser um efeito colateral ao medicamento?

    Responder
  7. Boa noite Doutor , tomei por 3 meses o prednisona de 20mg e alem de engordar Ou inchar, ( gostaria de saber se incha? )eu estou com corcova de buffalo ( vai sumir? ) e cushingoide , parei de tomar ha 4 Dias , gostaria de saber se vai sumir esses efeitos colaterais???? Desde ja te agradeço muito

    Responder
  8. Boa noite Dr. Pedro! Fiz radioterapia com iodo 131 e o medico prescreveu o uso de prednisolona de 20mg por 30 dias e depois faremos o desmame aos poucos, será que nesse prazo ficarei inchada? Pois no inicio do meu hipertireoidismo tomei prednisona por mais de 2 anos e virei uma “lua cheia ” e demorei bastante a voltar mais ou menos ao corpo que tinha.

    Responder
    • 20 mg por 1 mês é uma dose razoável. Pode ser que surjam alguns inchaços, mas não deve ser nada de excepcional.

      Responder
  9. Boa tarde,Estou tomando corticóide por causa de um tratamento de sindrome carpal..mas quando paro de tomar,sinto dores dai tomo de novo ou seja já estou a seis meses nesta vida.,se eu fizer a cirurgia não precisarei mais tomar corticóides? Obrigada.

    Responder
  10. Boa tarde! Uso Prednisona 20mg a mais de 2 anos. Um comprimido ao dia, devido ao tratamento de uma dermatite muito forte. Resolvi parar de tomar a Prednisona pois ganhei muito peso e meu humor está realmente alterado. Estou sentindo muito forte essa retirara, minha pele está extremamente sensível e dolorida, meus olhos não param de criar uma secreção, meus músculos estão muito fracos. Mas fora isso estou ótimo. Como devo reduzir esse uso para não piorar? obrigado!

    Responder
    • Eu não posso prescrever um desmame de corticoide pela Internet. Você tem de procurar o médico que lhe receitou a prednisona. O que eu lhe aconselho é não suspender o corticoide de uma hora para outra depois de tanto tempo de uso. É perigoso.

      Responder
  11. Dr, o uso de um colírio com 1 mg/ml de Dexametasona pode causar uma soroconversão tardia por Hiv, ante o efeito imunossupresor ou esses níveis do corticioíde não influem no exame?

    Responder
    • Não é contra-indicado, mas os corticoides devem ser evitados em grávidas, exceto em situações muito específicas.

      Responder
  12. Minha mãe tomou corticoide durante a minha gravidez, e nunca mais conseguiu eliminar as gorduras localizadas e isso aflige muito ela há 19 anos (Minha idade). O que ela deve fazer?

    Responder
  13. Olá bom dia. Estou tomando predinisona para tratar uma infecço de ouvido e a dose inicial é 60mg/dia por dois dias, depois 40mg por 3 dias e depois 20 mg por 2 dias! Isso pode ocasiar ganho de peso e inchaço? Não havia falando nada sobre o tempo de uso nesse tópico! Obrigada!

    Responder
  14. Olá bom dia. Estou tomando predinisona para tratar uma infecço de ouvido e a dose inicial é 60mg/dia por dois dias, depois 40mg por 3 dias e depois 20 mg por 2 dias! Isso pode ocasiar ganho de peso e inchaço? Não havia falando nada sobre o tempo de uso nesse tópico! Obrigada!

    Responder
  15. Boa noite Dr. Eu faço tratamento para lúpus e estou tomando 40 mg de prednisona e 400 mg de cloroquina por dia…dentre essas outras consequências que você mencionou pode haver alguma alteração sexual (órgãos genitais e na parte emocional) ?

    Responder
  16. Oi Doutor meu filho tem 3 anos e tem sindrome Nefrotica, ontem a médica receitou para ele dois comprimidos de prednisona de 20 mg diluido em 10 ml de agua, para ele tomar 9 ml, durante 1 mês até o dia 23 de junho, depois depois diluir 1cp e meio, em 10 ml de agua, dando a a ele 8,5ml uma vez ao dia até o dia 21 de julho, depois diluir 1 cp em 10 ml de água dando a ele 9,5 ml uma vez ao dia, até o dia 28 de julho, depois diluir 1 cp em 10 ml de água, dando a ele apenas 6,5 ml ao dia até o dia 4 de agosto, depois diluir 1 cp em 10 ml de água, dando a eleapenas 3,5 até o dia 11 de agosto, por fim diluir 1 cp em 10 ml de água dando a ele apenas 1,5 até o dia 18 de agosto.
    é muito tempo, a quantidade é muito doutor, estou muito preocupada, depois que li os efeitos colaterais, me ajude, me de uma luz por favor.

    Responder
    • Ele tem uma doença potencialmente grave que é curável com os corticoides. Neste caso, os benefícios superam os riscos.

      Responder
  17. Boa tarde dr. Tenho asma estava tomando prednisona 20 MG todos os dias estou com o rosto muito inchado e cheio d acne, tanto no rosto como no pescoço e busto! Oq devo fazer para voltar ao normal?

    Responder
    • Enquanto estiver tomando a prednisona não voltará ao normal. Em relação à acne, um dermatologista pode lhe ajudar.

      Responder
  18. ola bom dia tenho 24 anos e a um ano e 4 meses tomo 20 mg de predinisona pois tenho distrofia muscular de becker,e acabei tomando a vacina contra gripe ontem dia 30 de maio e descobrir que quem faz uso da predinisona não pode receber vacinas e outros tipos de imunização,isso é verdade? e isso pode trazer algum risco para a saúde?

    Responder
  19. Olá Dr! minha filha tem 4 anos e faz uso da prednisolona solução oral 3mg/ml. 5ml por dia desde os primeiros anos de vida não como uso cronico mas sempre que esta com quadro inflamatório das vias respiratórias me prescrevem prednisolona pois tem um quadro alérgico severo. Pode ocasionar efeitos colaterais ruins no futuro? Quais seriam?

    Responder
  20. Doutor, tenho 26 anos e fiz um transplante renal há 2 meses. Comecei com 50 MG de predinisona e atualmente tomo 10 mg que irá reduzir para 5 MG. Irei tomar p o resto da vida, mas estou preocupada porque meu rosto, tronco e abdome estão muito enchados. Existe algo que posso fazer para desinchar? Estou desesperada. Não ganhei peso, mas minhas roupas n me servem mais.

    Responder
  21. Olá Doutor ! Gostaria de saber se uma injeção de predi medrol por mês por uns 10 anos pode ser considerado tempo prolongado. Grata !!

    Responder
  22. Boa noite, Dr. fui diagnosticado com esclerose multipa e foi-me receitado tomar 80mg de prednisona por 8 semanas em dias alternados,será que corro o risco dos efeitos colaterais?Agradeço a resposta.

    Responder
    • Sim, corre. Mas as consequências da esclerose múltipla são piores que os efeitos colaterais dos corticoides.

      Responder
  23. Dr. tomo prednisona há 3 anos, pois faço tratamento de lúpus. Hoje, estou tomando 5mg por dia. O corticóide atrapalha na perda da gordura localizada?
    Após a retirada dele, irá demorar muito para o inchaço e o acúmulo de gordura sumir?
    Obrigada.

    Responder
  24. Olá,doutor!
    Uma pessoa que toma uma dose alta e por três meses apresenta esse inchaço, depois que vai diminuindo o corticoide, quanto tempo leva para a pessoa começar a desinchar ?

    Responder