Candidíase vaginal: como se pega, sintomas e tratamento


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Revisado e atualizado em junho 4, 2026
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Principais informações sobre a candidíase vaginal

A candidíase vaginal é uma infecção causada pelo crescimento excessivo de fungos do gênero Candida, principalmente Candida albicans. Ela é muito comum e costuma provocar coceira intensa na vulva ou na vagina, ardência, vermelhidão, inchaço e corrimento branco espesso, geralmente sem mau cheiro.

Na maioria dos casos, a candidíase não é “pega” de outra pessoa. A Candida pode fazer parte da flora normal do intestino, da pele e da região genital, e a infecção surge quando há algum desequilíbrio que favorece sua multiplicação. Antibióticos, gravidez, diabetes mal controlado, alterações hormonais e imunidade baixa são fatores que aumentam o risco.

Apesar de poder aparecer após relação sexual, a candidíase vaginal não é considerada uma infecção sexualmente transmissível típica. O parceiro ou parceira só costuma precisar de avaliação se também tiver sintomas, como vermelhidão, coceira, ardência, fissuras ou placas esbranquiçadas na região genital.

O tratamento geralmente é feito com antifúngicos em creme, óvulos vaginais ou comprimidos, como fluconazol, clotrimazol, miconazol ou nistatina. Na gravidez, o tratamento deve ser orientado pelo obstetra, pois nem todos os antifúngicos por via oral são indicados.

Corrimento com mau cheiro, dor pélvica, febre, feridas, bolhas, sangramento fora do período menstrual ou sintomas que não melhoram após o tratamento não são típicos de uma candidíase simples e devem ser avaliados por um ginecologista.

O que é candidíase vaginal?

A candidíase vaginal, também chamada monilíase vaginal, é uma infecção ginecológica provocada pelo fungo Candida albicans. Essa micose é tão comum que 3 em cada 4 mulheres terão pelo menos um episódio de candidíase vaginal ao longo da vida.

A Candida albicans provoca um quadro de inflamação na vagina e na vulva (parte exterior da vagina), motivo pelo qual ela também é conhecida como vulvovaginite por Candida. A inflação genital da candidíase caracteriza-se pelos sinais e sintomas de vermelhidão local, intensa coceira e corrimento vaginal.

A monilíase vaginal pode ser facilmente tratada com medicamentos antifúngicos, mas algumas mulheres com episódios recorrentes de vulvovaginite podem precisar de tratamento prolongado para conseguirem se livrar da infecção.

Causas

Conforme explicado na introdução do artigo, a candidíase vaginal é uma infecção da vagina e da vulva causada pelo fungo do gênero Candida. Dentre todas as espécies de Candida, a Candida albicans é a mais comum, sendo responsável por até 90% dos casos. A candidíase vulvovaginal também pode ser causada pelas espécies Candida glabrata ou Candida parapsilosis, mas esses casos são incomuns e tendem a ter um quadro clínico mais brando.

A Candida é um fungo que existe naturalmente na nossa flora biológica, estando presente na boca e no sistema digestivo de até 50 a 80% das pessoas, dependendo da população estudada. Em situações normais, o nosso sistema imunológico e a presença dos outros microrganismos da nossa flora natural impedem que a Candida se multiplique exageradamente, mantendo sua população sob controle. Portanto, estar colonizado pelo fungo Candida não é sinônimo de ter uma infecção por Candida. A Candida é apenas um entre os milhões de germes que fazem parte da nossa flora natural de microrganismos.

Isso significa que a Candida é um germe oportunista, ou seja, um micróbio que pode viver inocentemente em nosso corpo sem causar doenças, mas que, ao menor sinal de fraqueza do nosso sistema imunológico ou distúrbio na nossa flora natural de germes, pode multiplicar-se e provocar infecções.

Entre 20 a 50% das mulheres têm a sua vagina colonizada pelo fungo Candida sem que isso, porém, signifique haver uma infecção pela Candida. Essas mulheres são completamente assintomáticas, pois o pH ácido da vagina, o sistema imunológico e a presença da flora bacteriana vaginal impedem que a Candida consiga se multiplicar. A vulvovaginite por Candida só surge se houver algum distúrbio em pelo menos um desses três fatores de proteção citados.

Como se pega candidíase?

A pergunta acima é muito comum, mas ela é conceitualmente errada, pois, na maioria dos casos, não se pega candidíase de ninguém; a vulvovaginite surge porque a Candida albicans, que já existia no seu organismo, encontrou formas de ultrapassar as defesas do nosso corpo e conseguiu multiplicar-se descontroladamente.

Habitualmente, a Candida albicans que coloniza a vagina das mulheres tem sua origem na região perianal. A Candida que existe no trato gastrointestinal e coloniza a região perianal pode migrar pelo períneo, alcançar a vagina e se estabelecer nessa nova região.

Uma forma comum disso ocorrer é através da limpeza incorreta do ânus após a evacuação. Se a mulher se limpa de trás para a frente, ela acaba trazendo germes da região perianal em direção à vagina. Isso favorece não só a colonização vaginal pela Candida, como também a ocorrência de infecção urinária por bactérias do trato gastrointestinal.

Eventualmente, a Candida albicans pode ser transmitida de uma pessoa para outra. Como a boca e o trato gastrointestinal são os habitats mais comuns da Candida no nosso organismo, o sexo oral e o sexo anal são possíveis fontes de transmissão. O sexo vaginal também pode ser uma forma de transmissão, caso o pênis do parceiro ou a vagina da parceira estejam colonizados.

Cabe aqui uma ressalva, a transmissão da Candida por via sexual não necessariamente indica que a mulher irá desenvolver candidíase. A Candida recém-adquirida terá de enfrentar os mesmos fatores de defesa que uma Candida do próprio organismo precisa enfrentar. Como já vimos, ter o fungo Candida albicans não é sinônimo de ter infecção pelo fungo Candida albicans.

Portanto, apesar de a Candida poder ser transmitida pela via sexual, a monilíase vaginal em si não é considerada uma doença sexualmente transmissível, pois a imensa maioria dos casos de vulvovaginite por Candida não tem relação com o ato sexual. O número de parceiros que uma mulher tem na vida não interfere no risco dela desenvolver candidíase, e mulheres que praticam o celibato podem desenvolver vulvovaginite pela Candida albicans.

Fatores de risco

Em geral, a Candida albicans prolifera-se nas seguintes situações: redução da acidez vaginal (aumento do pH vaginal), alterações na flora microbiana da vagina, alterações hormonais ou fraqueza do sistema imunológico.

Vários fatores de risco para candidíase vulvovaginal já são bem conhecidos, sendo os mais importantes:

  • Diabetes Mellitus: mulheres diabéticas, principalmente aquelas com glicemia cronicamente mal controlada, são indivíduos particularmente propensos a desenvolver vulvovaginite por Candida (leia: Primeiros sintomas do diabetes).
  • Uso recente de antibióticos: cerca de 25 a 30% das mulheres que precisam fazer  um curso de antibióticos de largo espectro acabam desenvolvendo um episódio de candidíase vaginal. Isso ocorre porque os antibióticos agem contra as bactérias naturais da flora vaginal, mas são inertes contra os fungos.
  • Alterações hormonais: níveis muito elevados ou muito baixos de estrogênio interferem no meio vaginal e aumentam o risco de candidíase. Isso explica porque situações como gravidez, reposição hormonal, menopausa, uso de anticoncepcionais hormonais e até o período ovulatório podem facilitar o aparecimento da vulvovaginite por Candida.
  • Imunossupressão: mulheres imunossuprimidas, seja por doenças, como o HIV, ou por uso de drogas imunossupressoras, apresentam maior risco de desenvolver candidíase.

Situações de risco ainda não comprovadas

Os fatores de risco listados acima são aqueles que comprovadamente influenciam no risco da mulher desenvolver uma candidíase. Há muitos outros, mas estes não apresentam resultados consistentes nos estudos clínicos realizados. Portanto, é possível, mas não é definitivamente correto afirmar que os seguintes fatores aumentam o risco de candidíase:

  • Roupas apertadas.
  • Biquíni molhado.
  • Métodos anticoncepcionais intravaginais, tais como DIU, diafragma ou esponja vaginal (leia: 20 métodos anticoncepcionais comuns).
  • Ducha vaginal.
  • Absorvente interno.

Como esses possíveis fatores de risco, apesar de não serem comprovados, podem ser evitados, faz sentido que as mulheres que apresentam candidíase recorrente tentem se resguardar. No entanto, quem nunca teve candidíase vulvovaginal ou teve somente um ou dois episódios ao longo de vários anos não precisa se preocupar com esses possíveis fatores de risco, pois eles não são assim tão relevantes.

Candidíase vaginal recorrente

Cerca de 5% das mulheres têm candidíase vaginal recorrente, que se caracteriza pela ocorrência de mais de 4 episódios de candidíase por ano. As recorrências habitualmente ocorrem pela falta de eficácia no tratamento de uma infecção anterior, o que permite que a mesma cepa de candidíase volte a crescer após algum tempo. Raramente, a recorrência da candidíase se dá por uma nova infecção, provocada por uma cepa diferente de Candida albicans.

Estudos sugerem que as mulheres que apresentam candidíase vaginal recorrente podem ser geneticamente mais suscetíveis à infecção pela Candida albicans, por alterações no sistema de defesa da região vaginal.

Sintomas

Prurido vulvar (coceira vaginal) é o sintoma mais importante da candidíase. Ardência ou dor na região vaginal também são comuns e podem ser acompanhadas por disúria (dor ao urinar) ou dispareunia (dor durante o ato sexual).

Outros sinais frequentes são a vermelhidão na região da vulva e o corrimento vaginal. O corrimento da candidíase vaginal é habitualmente leitoso, ou tipo queijo cottage, e sem odor.

Os sintomas da monilíase vaginal podem se agravar nos dias que antecedem a descida da menstruação.

Diagnóstico

Nenhum dos sintomas descritos acima é exclusivo da vulvovaginite pela Candida. Várias infecções ginecológicas, tais como a tricomoníase e vaginose bacteriana, podem causar sintomas semelhantes. Na verdade, de todas as mulheres que procuram o ginecologista com queixa de coceira vaginal, menos de 50% têm candidíase. A maioria apresenta outras causas de infecção ginecológica.

Portanto, o diagnóstico da candidíase vulvovaginal só pode ser estabelecido com certeza através da avaliação laboratorial do corrimento. Para tal, o ginecologista precisa realizar um exame ginecológico no qual ele utiliza uma espécie de cotonete para colher material da parede da vagina. Esse material é enviado para o laboratório, para que o germe causador da vaginite possa ser identificado.

Tratamento

Os casos mais simples de candidíase vulvovaginal podem ser tratados com pomadas antifúngicas de aplicação vaginal, entre elas o clotrimazol, nistatina e miconazol. Outra opção é o fluconazol comprimido de 150 mg em dose única. Ambas as formas de tratamento têm taxas de sucesso acima de 90%, mas a posologia por via oral é mais confortável por ser simples e curta, sendo atualmente a forma mais utilizada.

Nos casos de candidíase recorrente, o tratamento é habitualmente feito com fluconazol uma vez por semana (100 a 200 mg) por via oral por até 6 meses.

Se você quiser saber mais detalhes sobre o tratamento da monilíase vaginal, temos um artigo exclusivo sobre o assunto: Opções de tratamento da candidíase vaginal.


book Referências bibliográficas


Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Camila

    Doutor, toda vez que preciso tomar antibiótico acabo ficando com coceira e corrimento branco depois de alguns dias. Isso é candidíase mesmo? Existe alguma forma de evitar ou devo tomar fluconazol junto com o antibiótico?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O uso de antibióticos pode favorecer o surgimento de candidíase vaginal porque reduz parte das bactérias normais da flora vaginal, enquanto a Candida não é afetada pelo antibiótico. Com menos competição, o fungo pode se multiplicar e causar coceira, ardência e corrimento branco espesso.

    Mesmo assim, nem toda coceira após antibiótico é candidíase. O ideal é confirmar o diagnóstico, principalmente se os episódios forem frequentes. Não é recomendado tomar fluconazol preventivamente por conta própria sempre que usar antibiótico, porque isso pode causar efeitos adversos, interações medicamentosas e mascarar outras causas de vaginite.

  2. Paty

    Vi na internet gente recomendando passar iogurte natural, bicarbonato ou vinagre para candidíase. Isso funciona ou pode piorar?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não é recomendado colocar iogurte, vinagre, bicarbonato ou outros produtos caseiros dentro da vagina para tratar candidíase. Esses produtos podem irritar a mucosa, alterar ainda mais o pH vaginal, piorar ardência e coceira e atrasar o diagnóstico correto.

    O tratamento da candidíase deve ser feito com antifúngicos apropriados, como cremes, óvulos vaginais ou comprimidos, conforme o caso. Se os sintomas forem intensos, recorrentes, aparecerem na gravidez ou vierem com mau cheiro, feridas, dor pélvica ou sangramento, é melhor procurar avaliação ginecológica antes de tratar.

  3. Marcela

    Pode ter relação sexual durante o tratamento da candidíase vaginal?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O ideal é evitar relação sexual até terminar o tratamento e os sintomas desaparecerem. A relação pode aumentar a irritação da vulva e da vagina, causar dor, piorar fissuras e dificultar a melhora.

    Além disso, quando o tratamento é feito com creme ou óvulo vaginal, a relação pode remover parte do medicamento e reduzir sua ação local. Alguns produtos vaginais também podem interferir na resistência de preservativos de látex, por isso é melhor aguardar o fim do tratamento.

  4. Juliana

    Oi, me chamo Juliana e estou desesperada porque os lábios da minha vagina estavam muito inchados, como posso tratar?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Inchaço importante dos lábios vaginais pode ocorrer por candidíase, mas também por alergia, irritação por produtos íntimos, atrito, herpes genital, foliculite, cisto ou abscesso da glândula de Bartholin e outras infecções.

    Se o inchaço for intenso, doloroso, unilateral, vier com febre, feridas, bolhas, pus ou dificuldade para urinar, procure atendimento médico rapidamente. Não é seguro iniciar pomadas ou comprimidos por conta própria sem saber a causa.

  5. Sônia

    Tenho candidíase quase todo mês, geralmente perto da menstruação. Uso pomada, melhora, mas depois volta. Isso é normal ou pode ser sinal de algum problema?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Candidíase que volta com frequência não deve ser tratada sempre da mesma forma sem investigação. Quando há quatro ou mais episódios em um ano, o quadro costuma ser chamado de candidíase vulvovaginal recorrente.

    Nesses casos, é importante confirmar se realmente é candidíase, identificar a espécie de Candida quando possível e pesquisar fatores que favorecem recorrência, como diabetes mal controlado, uso repetido de antibióticos, imunossupressão, gravidez ou irritações locais. Algumas mulheres precisam de tratamento de manutenção por vários meses, mas isso deve ser feito com orientação médica.

  6. Adjaine

    Oi, estou grávida de 22 semanas e a partir da 20 semana por aí minha vagina inchou e agora somente um lado tá inchado e com alguns carocinhos, sinto queimação ao urinar ou quando uso roupa apertada, não coça mais queima e sai um corrimento branco. Estou com Candidíase vaginal?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Pode ser candidíase, mas não dá para confirmar apenas pelos sintomas. Na gravidez, corrimento branco, ardência e inchaço podem ocorrer por candidíase, mas caroços, inchaço de apenas um lado e queimação também podem ter outras causas, como herpes genital, foliculite, cisto ou abscesso da glândula de Bartholin, alergia ou outra infecção vaginal.

    Como você está grávida, o mais seguro é ser avaliada pelo obstetra ou ginecologista antes de usar qualquer medicamento. Na gestação, o tratamento costuma ser feito com antifúngicos vaginais, mas a escolha e a duração devem ser orientadas pelo médico.

  7. Mah

    Bom…
    Queria saber, eu tive relação, e minha menstruação desceu no outro dia, veio 3 dias e cortou e começou a descer um líquido branco em muita quantidade, minha vagina coça muito, e o odor é bem fraco, e tem uma leve ardência, não sinto dor pra urinar e nem na hora da relação, isso é candidíase ? Ou apenas uma infecção?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Os sintomas que você descreve — coceira intensa, corrimento branco e ardência — são compatíveis com candidíase. Porém, candidíase é apenas uma das causas possíveis de vaginite. Vaginose bacteriana, tricomoníase, irritações locais e algumas infecções sexualmente transmissíveis também podem causar corrimento e desconforto vaginal.

    Quando é o primeiro episódio, quando há odor, dor, sangramento, gravidez ou sintomas persistentes, o melhor é fazer exame ginecológico para confirmar a causa antes de tratar.

  8. Jéssica

    Por já ter tido candidíase por mais ou menos 6 vezes e agora começou ontem,notei que todas as vezes que acontece é quando viajo.Acabei levando pouca calcinha por achar que voltaria de viagem antes.
    Quando viajamos,tomamos menos banho e além deste fato de ter que ficar com a calcinha o dia todo,usando calça jeans apertada e mais um fato relevante que é o diabetes,notei que estava correndo o risco de isto ocorrer novamente.
    Voltei de viagem e no dia seguinte,me vem aquela bendita coceira incomoda e logo ardência.
    Eu posso afirmar que tudo tem haver com estes fatos sim.Não é todas as vezes que viajo que isto acontece.Mas sim quando
    passo por esta situação e roupa como calça jeans que abafa muito.Acho que o diabetes também por mesmo pouco descontrolado,ajudou e quando consumo algo que contém açucar,agrava ainda mais.
    Estou usando Cetaconazol comprimido e Fenticonazol creme que é o que sempre resolve mesmo. Mas aconselho a qualquer pessoa antes de usar qualquer remédio,consultar um médico,por que cada caso é um caso.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Diabetes, principalmente quando a glicose fica mal controlada, é um fator importante para candidíase vaginal recorrente. Viagens, calor, umidade, uso prolongado de roupa apertada e mudança na rotina de higiene podem contribuir para irritação local em algumas mulheres, embora esses fatores sejam menos determinantes do que diabetes, antibióticos, gravidez, imunossupressão e alterações hormonais.

    Quando a candidíase se repete muitas vezes, o ideal é confirmar o diagnóstico com exame do corrimento e, em alguns casos, cultura para identificar a espécie de Candida. Nem toda coceira recorrente é candidíase, e algumas espécies respondem pior aos tratamentos habituais.

    Evite repetir comprimidos antifúngicos por conta própria, especialmente cetoconazol oral, que não costuma ser a melhor opção para candidíase vaginal e pode causar efeitos adversos importantes. Candidíase de repetição precisa de avaliação médica e, às vezes, tratamento de manutenção por vários meses.

  9. Vitória Salva

    Oi, então tenho 17 anos e acho q venho com isso desde os 15 ou 16 anos pq eu raramente tenho coceira na região ai quando coça fica vermelho, na minha valcinha fica resíduos sim meio esbranquiçados ou meio amarelinhos bem claro mas o cheiro não é forte, e meu namorado disse q o penis dele ficou com alguns caroços em volta do penis, é candidíase?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Pode ser candidíase, mas não dá para confirmar sem exame. Coceira, vermelhidão e resíduos esbranquiçados podem ocorrer na candidíase, mas corrimento amarelado, sintomas de longa duração e lesões no pênis do parceiro também podem ter outras causas.

    Os “caroços” no pênis podem ser balanite por Candida, mas também podem ser irritação, foliculite, herpes, HPV ou outra condição dermatológica. O ideal é que ambos sejam avaliados, especialmente se os sintomas persistem há muito tempo ou se há lesões visíveis.

  10. Ana

    O meu absorvente fica um bocadinho amarelado com pouco cheiro. Reparei que às vezes saem umas coisinhas da vagina esbranquiçadas, nao tenho mais sintoma nenhum. É alguma infeção?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Se não há coceira, ardência, dor, vermelhidão, mau cheiro ou desconforto, pode ser apenas corrimento fisiológico. Pequenas variações na quantidade, cor e consistência do corrimento podem ocorrer ao longo do ciclo menstrual.

    Candidíase costuma causar coceira e irritação importantes, geralmente com corrimento branco espesso e sem cheiro forte. Já corrimento com odor desagradável, coloração amarelo-esverdeada, dor, sangramento ou sintomas persistentes merece avaliação ginecológica.

  11. Sarah Stephanny Costa de Sousa

    Pode ser transmitido durante o ato sexual?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Pode haver transmissão de Candida durante a relação sexual, mas isso não é o mais comum. A candidíase vaginal não é considerada uma infecção sexualmente transmissível típica, porque na maioria das vezes ela surge por desequilíbrio da própria flora vaginal, e não por contágio do parceiro.

    Em geral, não é necessário tratar o parceiro se ele não tiver sintomas. Mas se ele apresentar vermelhidão, coceira, ardência, fissuras ou placas esbranquiçadas no pênis, deve ser avaliado, pois pode ter balanite por Candida ou outra causa de irritação genital.

  12. Luzia

    Meninas de 11 e 12 anos podem ter candidiase?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Sim. Meninas de 11 ou 12 anos podem ter candidíase, mesmo sem vida sexual. A candidíase não depende obrigatoriamente de relação sexual, pois a Candida pode fazer parte da flora normal do corpo e se multiplicar quando há desequilíbrio local.

    Em meninas, coceira intensa, vermelhidão, ardência e corrimento devem ser avaliados por um pediatra ou ginecologista, principalmente se os sintomas forem persistentes, recorrentes, vierem com dor, feridas, mau cheiro ou sangramento.

  13. Custodio balate

    Quais os sintomas da Candidíase no homem ?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    No homem, a candidíase costuma causar vermelhidão, coceira, ardência ou irritação na glande e no prepúcio. Também podem surgir placas esbranquiçadas, pequenas fissuras, descamação, dor durante a relação sexual ou ardor ao urinar quando a pele está muito inflamada.

    O quadro é mais comum em homens não circuncidados, diabéticos, com dificuldade de higiene local, uso recente de antibióticos ou após atrito e umidade na região genital.

    Temos um texto sobre esse assunto: Candidíase em homens: sintomas, fotos e tratamento.

  14. Luciana santos

    Tenho dor na vagina após urinar, o que é?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Dor ou ardência na vagina após urinar pode acontecer tanto por infecção urinária quanto por inflamação da vulva ou da vagina, como ocorre na candidíase e em outras vaginites.

    Uma pista útil é observar onde arde: se a dor parece vir “de dentro” ao urinar, com vontade frequente de fazer xixi, urgência urinária ou dor no baixo ventre, infecção urinária fica mais provável. Se a urina arde ao tocar a pele irritada, junto com coceira, vermelhidão ou corrimento, vaginite ou candidíase entram mais no diagnóstico diferencial.

  15. Sandra maria

    É normal não sentir dor nem corrimento só ferdor no ato sexuais?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Candidíase sem coceira, sem ardência e sem corrimento é menos provável. Mau cheiro durante ou após a relação sexual costuma levantar mais suspeita de vaginose bacteriana, tricomoníase, alteração do pH vaginal após contato com sêmen ou outra causa de corrimento.

    Se o odor for forte, parecido com peixe, ou vier acompanhado de corrimento acinzentado, amarelo-esverdeado, dor, sangramento ou desconforto pélvico, o ideal é fazer avaliação ginecológica para identificar a causa correta antes de usar remédios para candidíase.

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