Estreptococo B na gravidez: exame e tratamento

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Revisado e atualizado em agosto 3, 2026
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Principais informações sobre o estreptococo B na gravidez

O estreptococo do grupo B, também chamado Streptococcus agalactiae ou EGB, é uma bactéria que pode estar presente no intestino, na vagina e no reto sem provocar sintomas.

Aproximadamente 10% a 30% das gestantes apresentam colonização vaginal ou retal.
Um resultado positivo não significa que a gestante esteja com uma infecção nem que tenha adquirido uma infecção sexualmente transmissível.

O exame do cotonete é realizado no final da gravidez, geralmente entre a 36ª e a 37ª semana. Alguns serviços podem iniciar a coleta na 35ª semana, conforme o protocolo adotado.

Um resultado positivo isolado não costuma ser tratado imediatamente com antibióticos e não impede o parto normal. O principal cuidado é administrar antibiótico pela veia durante o trabalho de parto, reduzindo o risco de transmissão da bactéria para o recém-nascido.

A profilaxia durante o parto também é indicada quando o estreptococo B foi encontrado na urina durante a gravidez ou quando a mulher já teve um bebê com doença invasiva causada por essa bactéria.

Se a cesariana for realizada antes do início do trabalho de parto e com a bolsa íntegra, o antibiótico específico contra o estreptococo B geralmente não é necessário.

O que é o estreptococo do grupo B?

O estreptococo do grupo B (Streptococcus agalactiae) é uma bactéria comum que pode fazer parte da flora intestinal e genital de pessoas saudáveis.

Aproximadamente 10% a 30% das gestantes apresentam colonização vaginal ou retal pelo estreptococo B. Estar colonizada significa que a bactéria está presente no organismo, mas não necessariamente causando uma infecção.

Na maioria dos adultos saudáveis, o Streptococcus agalactiae não provoca sintomas nem complicações. Infecções graves são mais frequentes em recém-nascidos, idosos e pessoas com doenças que comprometem as defesas do organismo, como câncer, diabetes, doença hepática ou imunossupressão.

Apesar de ser encontrado na região genital feminina, o estreptococo do grupo B não é considerado uma infecção sexualmente transmissível. Um resultado positivo não significa infidelidade, contágio recente pelo parceiro nem necessidade de tratar o casal.

A vagina costuma ser colonizada por bactérias provenientes do próprio intestino ou da região retal. Além disso, a colonização pode ser transitória: a mulher pode apresentar a bactéria em determinado momento e deixar de apresentá-la algumas semanas depois.

O estreptococo do grupo B é diferente do estreptococo do grupo A, do pneumococo e de outras espécies de estreptococos responsáveis por doenças como amigdalite, escarlatina, impetigo, erisipela e pneumonia.

Nos recém-nascidos, a infecção pelo Streptococcus agalactiae ocorre principalmente durante o trabalho de parto, após a rotura da bolsa ou durante a passagem pelo canal vaginal.

Infecção pelo estreptococo do grupo B durante a gravidez

A maioria das gestantes colonizadas pelo estreptococo B não apresenta sintomas nem desenvolve complicações.

Em uma pequena parcela dos casos, porém, a bactéria pode causar infecção urinária, infecção intra-amniótica, endometrite após o parto ou, mais raramente, infecção da corrente sanguínea.

Infecção urinária e bacteriúria por Streptococcus agalactiae

Encontrar o estreptococo do grupo B na urocultura não é a mesma situação que obter um resultado positivo no exame do cotonete vaginal e retal.

A urocultura é um exame realizado durante o pré-natal para identificar bactérias na urina. Quando o Streptococcus agalactiae cresce na urocultura, duas situações principais podem ocorrer.

A primeira é a infecção urinária sintomática. Nesse caso, a gestante pode apresentar:

A infecção urinária sintomática precisa ser tratada com um antibiótico adequado durante a gravidez.

A segunda situação é a bacteriúria assintomática, que ocorre quando a bactéria é encontrada na urina, mas a gestante não apresenta sintomas de infecção urinária.

Quando a contagem bacteriana é igual ou superior a 100.000 unidades formadoras de colônias por mililitro, a bacteriúria assintomática costuma ser tratada durante a gravidez. O tratamento reduz o risco de a gestante desenvolver pielonefrite e outras complicações obstétricas.

Contagens menores em mulheres sem sintomas geralmente não precisam ser tratadas imediatamente apenas para tentar eliminar o estreptococo B.

Entretanto, encontrar o estreptococo B na urina em qualquer quantidade indica colonização materna importante e é motivo para receber antibiótico pela veia durante o trabalho de parto.

Essa indicação permanece mesmo que a gestante tenha sido tratada durante o pré-natal ou apresente posteriormente um exame vaginal e retal negativo.

Quando o estreptococo B já foi identificado na urina durante a gravidez, o exame do cotonete no final da gestação geralmente não é necessário, pois a profilaxia durante o parto já está indicada.

Para saber mais sobre esse assunto, leia: Infecção urinária na gravidez.

Infecção intra-amniótica

Em uma pequena parcela das gestantes, o estreptococo do grupo B pode causar infecção das membranas e do líquido amniótico, da placenta ou do útero.

Esse quadro é denominado infecção intra-amniótica, embora o termo corioamnionite também continue sendo utilizado.

O principal sinal é febre durante o trabalho de parto, que pode estar acompanhada de:

  • Aumento da frequência cardíaca da mãe.
  • Aumento da frequência cardíaca do bebê.
  • Dor ou sensibilidade no útero.
  • Secreção vaginal purulenta.
  • Líquido amniótico com odor desagradável.

O risco de infecção aumenta em situações como trabalho de parto prematuro, rotura prolongada da bolsa e presença de infecção materna.

Quando há suspeita de infecção intra-amniótica, são necessários antibióticos capazes de tratar diferentes tipos de bactérias, e não apenas o esquema utilizado para prevenir a transmissão do estreptococo B.

Infecção do útero após o parto

O estreptococo do grupo B também pode participar de casos de endometrite, uma infecção da camada interna do útero que ocorre após o parto.

Os principais sinais e sintomas incluem:

  • Febre.
  • Dor na parte inferior do abdômen.
  • Útero doloroso à palpação.
  • Corrimento ou secreção vaginal com odor desagradável.
  • Sangramento vaginal anormal.
  • Mal-estar.

A endometrite é mais frequente após cesarianas, trabalhos de parto prolongados, múltiplos exames vaginais e rotura prolongada da bolsa.

O diagnóstico deve ser feito rapidamente para que o tratamento com antibióticos seja iniciado.

Infecção do recém-nascido pelo estreptococo do grupo B

A principal preocupação com a colonização materna pelo estreptococo do grupo B é a possibilidade de transmissão para o bebê durante o trabalho de parto ou após a rotura da bolsa.

A maioria dos bebês expostos à bactéria não desenvolve doença. Sem o uso de antibióticos durante o parto, aproximadamente 1 em cada 200 bebês nascidos de mulheres colonizadas desenvolve infecção precoce.

Quando a profilaxia é administrada adequadamente, o risco diminui para aproximadamente 1 em cada 4.000 recém-nascidos.

A doença neonatal causada pelo estreptococo B é dividida em duas formas: precoce e tardia.

Infecção neonatal precoce

A doença precoce ocorre entre o nascimento e o sexto dia de vida, mais frequentemente nas primeiras 24 a 48 horas.

A bactéria é geralmente transmitida pela mãe durante o trabalho de parto, após a rotura da bolsa ou durante a passagem pelo canal vaginal.

As principais apresentações são:

O recém-nascido pode apresentar:

  • Dificuldade para respirar.
  • Respiração rápida.
  • Pausas respiratórias.
  • Sonolência excessiva.
  • Dificuldade para mamar.
  • Irritabilidade.
  • Temperatura corporal muito alta ou muito baixa.
  • Alteração da frequência cardíaca.
  • Convulsões.

Os bebês prematuros apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença e complicações.

A administração de antibiótico à mãe durante o trabalho de parto é a principal medida disponível para prevenir a doença neonatal precoce.

Infecção neonatal tardia

A doença tardia ocorre entre o 7º e o 89º dia de vida.

As apresentações mais frequentes são infecção da corrente sanguínea, sepse e meningite. Em alguns casos, também podem ocorrer infecções dos ossos, articulações ou tecidos moles.

A origem da bactéria nem sempre pode ser determinada. A transmissão pode ocorrer pela mãe ou por outras pessoas e fontes presentes no ambiente.

Ao contrário da doença precoce, a infecção tardia não é prevenida de forma eficaz pelos antibióticos administrados à mãe durante o parto.

Por isso, o bebê deve ser avaliado rapidamente se apresentar:

  • Febre.
  • Dificuldade para mamar.
  • Prostração ou sonolência excessiva.
  • Irritabilidade intensa.
  • Dificuldade para respirar.
  • Vômitos repetidos.
  • Convulsões.
  • Rigidez ou flacidez muscular.

A meningite causada pelo estreptococo B pode provocar sequelas neurológicas, como alterações da audição, problemas de visão, atraso do desenvolvimento e paralisia cerebral.

Ter recebido corretamente o antibiótico durante o parto não exclui a possibilidade de doença tardia.

Como é feita a pesquisa do estreptococo B na gravidez?

Para prevenir a infecção neonatal precoce, é importante identificar as gestantes colonizadas pelo estreptococo do grupo B e administrar antibiótico no momento adequado.

A pesquisa da bactéria pode ocorrer de duas formas principais:

  • Por meio da urocultura realizada durante o pré-natal.
  • Por meio da cultura vaginal e retal realizada no final da gravidez.

Quando fazer o exame do cotonete?

A cultura vaginal e retal para estreptococo B, conhecida popularmente como exame do cotonete ou exame do swab, costuma ser realizada entre a 36ª e a 37ª semana de gravidez. Alguns serviços iniciam a coleta na 35ª semana, conforme o protocolo adotado.

O exame é feito próximo ao parto porque a colonização pode aparecer e desaparecer ao longo da gestação. Um resultado obtido muitos meses antes do nascimento pode não representar a presença da bactéria no momento do parto.

A pesquisa deve ser realizada em cada gravidez, mesmo que o resultado de uma gestação anterior tenha sido negativo ou positivo.

O exame também costuma ser solicitado quando existe uma cesariana programada, pois o trabalho de parto ou a rotura da bolsa podem ocorrer antes da data prevista para a cirurgia.

Como é realizada a coleta?

O profissional passa um cotonete estéril na parte inferior da vagina e, em seguida, na região retal. Dependendo do laboratório, pode ser utilizado o mesmo cotonete ou dois dispositivos diferentes.

Não é necessário colher material do colo do útero nem utilizar espéculo.

A coleta é rápida e geralmente causa apenas um pequeno desconforto. O resultado costuma ficar disponível após alguns dias, dependendo do laboratório.

O preparo varia entre os serviços. Alguns laboratórios orientam a evitar cremes vaginais, óvulos, duchas ou medicamentos locais nas horas ou dias anteriores ao exame.

Não existe uma regra universal que proíba tomar banho ou realizar a higiene externa antes da coleta. A gestante deve seguir as orientações fornecidas pelo laboratório ou pelo profissional responsável pelo exame.

Caso esteja utilizando antibióticos, cremes vaginais ou outros medicamentos locais, é importante informar ao profissional antes da coleta.

O que significa teste do cotonete positivo?

Um resultado positivo significa que a gestante estava colonizada pelo estreptococo do grupo B no momento da coleta.

Isso não significa que ela esteja doente, que tenha uma infecção sexualmente transmissível ou que o bebê já esteja infectado.

Na maioria dos casos, não é necessário tomar antibióticos imediatamente. A principal medida preventiva é administrar o medicamento pela veia durante o trabalho de parto ou após a rotura da bolsa.

O resultado positivo não impede o parto vaginal e, isoladamente, não é indicação de cesariana nem de indução do parto.

Também não é necessário tratar o parceiro.

O que significa teste do cotonete negativo?

Um resultado negativo significa que o estreptococo do grupo B não foi identificado na vagina ou no reto no momento da coleta.

Como a colonização pode aparecer ou desaparecer ao longo do tempo, o resultado não garante que a bactéria esteja ausente durante toda a gravidez. Por esse motivo, o exame é realizado nas semanas próximas ao parto e costuma ser considerado válido por cerca de cinco semanas.

Quando o trabalho de parto ocorre dentro desse período, a gestante geralmente não precisa receber antibiótico específico contra o estreptococo B, mesmo que tenha parto vaginal ou que a bolsa se rompa.

Existem duas exceções importantes: o antibiótico durante o parto continua indicado se o estreptococo B tiver sido encontrado na urina durante a gravidez atual ou se a mulher já tiver tido um bebê com doença invasiva causada pela bactéria, mesmo que o exame do cotonete seja negativo.

Se tiverem passado mais de cinco semanas desde a coleta, o resultado pode deixar de representar adequadamente a colonização no momento do parto. Nessa situação, a equipe obstétrica pode solicitar um novo exame ou decidir a conduta de acordo com a idade gestacional, a presença de febre, o tempo de bolsa rota e o protocolo do serviço.

Quando o exame do cotonete não é necessário?

A cultura vaginal e retal geralmente pode ser dispensada quando:

  • O estreptococo B já foi identificado na urina durante a gravidez atual.
  • A mulher já teve um bebê com doença invasiva causada pelo estreptococo B.

Nessas situações, o antibiótico durante o parto já está indicado, independentemente do resultado de uma nova cultura.

Ter apresentado apenas um cotonete positivo em uma gravidez anterior não significa necessariamente que a mulher esteja colonizada na gestação atual. Por isso, na ausência das situações anteriores, o exame costuma ser repetido.

Quando é necessário usar antibiótico?

Um exame do cotonete positivo isoladamente não costuma ser tratado com antibióticos por via oral antes do trabalho de parto.

O medicamento administrado com antecedência pode reduzir temporariamente a quantidade de bactérias, mas não impede que elas voltem a colonizar a vagina e o reto.

A medida que comprovadamente reduz o risco de doença neonatal precoce é a administração de antibiótico pela veia durante o trabalho de parto ou após a rotura da bolsa.

Quem deve receber antibiótico durante o parto?

A profilaxia contra o estreptococo do grupo B está indicada nas seguintes situações:

  • Cultura vaginal e retal positiva na gravidez atual.
  • Presença de estreptococo B na urina, em qualquer quantidade, durante a gravidez atual.
  • História de um bebê anterior com doença invasiva causada pelo estreptococo B.
  • Resultado do exame desconhecido no início do trabalho de parto associado a parto antes de 37 semanas.
  • Resultado desconhecido associado à bolsa rota há 18 horas ou mais.
  • Resultado desconhecido associado à febre materna de 38 °C ou mais durante o parto.
  • Teste molecular realizado durante o trabalho de parto com resultado positivo, quando esse recurso estiver disponível.

Se o resultado da cultura estiver desconhecido e a mulher tiver apresentado colonização pelo estreptococo B em uma gravidez anterior, a equipe obstétrica poderá considerar a profilaxia, principalmente quando não houver tempo para obter o resultado do exame atual.

Quando há febre e suspeita de infecção intra-amniótica, a gestante precisa receber um esquema antibiótico mais amplo, capaz de tratar outros microrganismos além do estreptococo B.

Quais antibióticos são utilizados?

A penicilina G administrada pela veia é o antibiótico de primeira escolha para prevenir a transmissão do estreptococo B ao recém-nascido. A ampicilina é uma alternativa igualmente aceita.

O antibiótico deve ser iniciado quando começa o trabalho de parto ou quando ocorre a rotura da bolsa. Após a primeira dose, a penicilina ou a ampicilina é repetida a cada quatro horas até o nascimento do bebê. O objetivo é manter uma quantidade adequada do medicamento no sangue materno durante todo o período em que pode ocorrer a transmissão da bactéria.

Nas gestantes com histórico de alergia à penicilina, a escolha do antibiótico depende do tipo de reação ocorrida anteriormente. Por isso, é importante descrever exatamente o que aconteceu após o uso do medicamento.

Náusea, dor abdominal ou diarreia são efeitos colaterais e, isoladamente, não significam alergia. Já urticária, coceira generalizada, inchaço da face, dificuldade para respirar, queda da pressão arterial ou anafilaxia sugerem uma reação alérgica de maior risco.

Quando o histórico indica baixo risco de anafilaxia ou quando a reação anterior não está bem definida, a cefazolina costuma ser a alternativa utilizada.

Nas mulheres com alto risco de reação alérgica grave, a clindamicina só pode ser usada se a cultura mostrar que o estreptococo B é sensível a esse antibiótico. Por isso, a alergia à penicilina deve ser informada no momento da coleta, para que o laboratório realize o teste de sensibilidade quando necessário.

Se a bactéria for resistente à clindamicina ou se o teste de sensibilidade não tiver sido realizado, a vancomicina costuma ser a alternativa indicada.

Portanto, ter alergia à penicilina não impede a prevenção da transmissão do estreptococo B. A equipe médica escolherá o antibiótico de acordo com o tipo de reação anterior e o resultado da cultura.

É possível ter parto normal?

Sim. O estreptococo B positivo não contraindica o parto vaginal e não é motivo, isoladamente, para realizar uma cesariana.

A gestante pode entrar em trabalho de parto normalmente. Ao chegar à maternidade, deve informar que o exame foi positivo para que o antibiótico seja iniciado.

O resultado positivo também não costuma ser motivo para antecipar ou induzir o parto.

É necessário usar antibiótico em caso de cesariana?

Se a cesariana for realizada antes do início do trabalho de parto e com a bolsa íntegra, a profilaxia específica contra o estreptococo B não é necessária.

Isso ocorre porque, sem trabalho de parto e com a bolsa íntegra, o risco de transmissão da bactéria para o bebê é muito baixo.

A gestante continuará recebendo o antibiótico habitualmente indicado para prevenir infecções relacionadas à própria cirurgia.

Se o trabalho de parto começar ou a bolsa romper antes da cesariana, a profilaxia contra o estreptococo B deve ser iniciada.

E se não houver tempo para quatro horas de antibiótico?

O ideal é que o antibiótico seja iniciado pelo menos quatro horas antes do nascimento. Esse intervalo proporciona a maior redução do risco de transmissão para o bebê.

Entretanto, duas horas de tratamento já podem reduzir a quantidade de bactérias no canal vaginal e oferecer alguma proteção.

O parto, a cesariana ou outros procedimentos obstétricos necessários não devem ser adiados apenas para completar quatro horas de antibiótico.

Quando o nascimento ocorre antes de a profilaxia ser considerada adequada, isso não significa que o bebê esteja infectado.

A equipe pediátrica decidirá se o recém-nascido precisa apenas de observação ou se necessita de exames e antibióticos. Essa avaliação considera:

  • O estado clínico do bebê.
  • A idade gestacional.
  • A presença de febre materna.
  • O tempo transcorrido desde a rotura da bolsa.
  • O antibiótico utilizado.
  • O número de doses administradas.
  • O tempo entre o início do antibiótico e o nascimento.

O antibiótico impede a amamentação?

Não. A penicilina, a ampicilina e a cefazolina são consideradas compatíveis com a amamentação.

Em geral, não é necessário esperar para amamentar nem descartar o leite.

Pequenas quantidades do antibiótico podem passar para o leite materno, mas não costumam provocar problemas importantes no bebê.


book Referências bibliográficas
  • Group B streptococcal infection during pregnancy – UpToDate.
  • Group B streptococcal (GBS) infection in neonates and young infants – UpToDate.
  • World Health Organization. Recommendation on Screening of Pregnant Women for Intrapartum Antibiotic Prophylaxis for the Prevention of Early-Onset Group B Streptococcus Disease in Newborns.
  • American College of Obstetricians and Gynecologists. Prevention of Group B Streptococcal Early-Onset Disease in Newborns. Committee Opinion No. 797.
  • American College of Obstetricians and Gynecologists. Urinary Tract Infections in Pregnant Individuals. Clinical Consensus.
  • American Academy of Pediatrics. Management of Infants at Risk for Group B Streptococcal Disease.
  • Centers for Disease Control and Prevention. Screening for Group B Strep Bacteria.
  • Centers for Disease Control and Prevention. Preventing Group B Strep Disease in Newborns.
  • Centers for Disease Control and Prevention. Clinical Overview of Group B Strep Disease.
  • Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Recomendações para rastreamento e profilaxia do estreptococo do grupo B.


Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Fernanda

    Dr. Pedro, meu cotonete deu positivo com 36 semanas. Preciso repetir o exame para saber se negativou antes do parto?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Em geral, não. Quando o rastreamento realizado no fim da gravidez é positivo, a profilaxia durante o parto já fica indicada. Repetir o exame para tentar demonstrar que a bactéria desapareceu costuma não mudar a conduta, pois a colonização pode variar e um resultado posterior negativo não garante ausência da bactéria no parto.

  2. Elisa Santos

    Posso usar probióticos, iogurte, alho ou algum produto vaginal para negativar o estreptococo B?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não existe método caseiro comprovado para eliminar o estreptococo B com segurança. Probióticos estão em estudo, mas ainda não substituem a profilaxia com antibiótico durante o parto. Duchas, antissépticos, alho ou medicamentos vaginais por conta própria podem irritar a mucosa e não devem ser usados para tentar alterar o resultado.

  3. Marta

    Fiz o exame e deu positivo o antibiótico e dado por soro ….Estou de 37 semanas na hora do parto
    Como deu positivo posso tomar antes esses antibióticos. …

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Se o resultado positivo veio apenas do cotonete e você não tem infecção urinária, não é recomendado tomar antibiótico antes do trabalho de parto. A bactéria pode voltar rapidamente. A prevenção mais eficaz é feita pela veia quando o trabalho de parto começa ou quando a bolsa rompe. Leve o resultado e avise a equipe ao chegar à maternidade.

  4. Carlota K

    Tenho estreptococo B positivo. Posso ter parto na água?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O resultado positivo não é, por si só, uma contraindicação absoluta ao parto na água. Porém, é necessário que o local consiga administrar antibiótico pela veia durante o trabalho de parto e seguir o protocolo obstétrico e neonatal. Algumas maternidades não oferecem essa opção, por isso o plano deve ser combinado previamente com a equipe.

  5. Tânia Fernandes

    Boa tardeDesde já agradeço a disponibilidade. E fazendo o antibiótico, depois pode-se amamentar o bebé sem problemas? Obrigada

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Sim. A penicilina, a ampicilina e a cefazolina usadas durante o parto são compatíveis com a amamentação. Em geral, o bebê pode mamar normalmente logo após o nascimento, sem necessidade de esperar ou descartar o leite. Pequenas quantidades podem passar para o leite, mas raramente provocam problemas importantes.

  6. Bruna

    Também aconteceu o mesmo comigo em fev deste ano… Mas minha bolsa rompeu as 36s e 2d, ainda eu não tinha pegado o resultado do exame, e so depois de todo o ocorrido que peguei o resultado q o medico pediu p ver e o resultado foi positivo, o q ocasionou o rompimento da bolsa antes da hora, e mesmo assim o medico me fez antibiótico, porem meu anjinho pegou a infecção, virou septicemia e foi ao encontro do Papai do Céu no dia seguinte quando estava sendo transferido para o CTI… Mas to descansando em Deus… E faça assim também… Pois antes de cada um de nós nascermos Deus tem um plano para cada um de nós… E Ele so recolhe para Si as mais belas rosas para o seu jardim… Deus nos permitiu ter os nossos anjinhos por alguns instantes para nos alegrar e nos mostrar como somos dependentes Dele e Ele sempre faz o que é melhor… A vontade de Deus sempre é boa, perfeita e agradável… E por mais q não entendemos, Deus nos faz o q é melhor… Acredito que Ele poupou o sofrimento dos nossos anjinhos… Pois esta é uma infecção grave que deixa sequelas…

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Bruna, lamento profundamente a perda do seu bebê. Um cotonete positivo, isoladamente, não permite afirmar que o estreptococo B tenha causado a rotura prematura da bolsa. Se a sepse neonatal foi confirmada como causada por essa bactéria, em uma futura gravidez o antibiótico durante o parto estará indicado mesmo que o novo exame seja negativo. Informe esse histórico ao obstetra desde o início do próximo pré-natal.

  7. Paola

    Deus em minha vida operou um milagre, pois fiz o exame só que minha bolsa estourou antes do exame ficar pronto eu tive minha filha de parto normal e bem depois que peguei o exame e vi que constatou positivo e ela não teve nada. Hoje ela tem 1 ano e seis meses.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Felizmente, a maioria dos bebês de mães colonizadas não desenvolve infecção, mesmo quando o resultado só é conhecido depois do parto. Ainda assim, em futuras gestações, o exame deve ser repetido, pois a colonização pode aparecer ou desaparecer. Um resultado positivo anterior, sem doença neonatal, não significa automaticamente que o antibiótico será necessário na próxima gravidez.

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