Endocardite: o que é, sintomas, tratamento e profilaxia

Dr. Pedro Pinheiro

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Tempo de leitura estimado do artigo: 5 minutos

O que é endocardite?

Endocardite é o nome que damos à inflamação das estruturas internas do coração, principalmente das válvulas cardíacas. Se for causada por um agente infeccioso, chamamos endocardite infecciosa; se o agente infeccioso for uma bactéria, o nome mais preciso é endocardite bacteriana.

Também chamamos endocardite quando dispositivos protéticos no coração ficam infectados, tais como válvulas protéticas, marca-passos, desfibriladores implantáveis ​​ou outros cateteres.

A endocardite surge habitualmente quando bactérias circulam na corrente sanguínea e acabam se alojando em uma das válvulas (ou valvas) cardíacas, multiplicando-se e formando o que chamamos vegetação valvar.

A vegetação das valvas é um emaranhado de bactérias, glóbulos brancos, glóbulos vermelhos, fibrinas e restos celulares, que é capaz de destruir a própria válvula e impedir o normal funcionamento do coração.

A endocardite pode ocorrer em corações previamente saudáveis, mas ela é bem mais comum em pacientes com doença em uma ou mais válvulas do coração, ou em indivíduos que possuam dispositivos protéticos, princialmente válvulas cardíacas artificiais.

O que são as valvas cardíacas?

Para entender os sintomas e a gravidade da endocardite, é preciso antes conhecer um pouco da anatomia e da função das válvulas do coração. Acompanhe a explicação com a ilustração abaixo.

Anatomia do coração
Anatomia do coração

O sangue rico em gás carbônico (CO₂) e pobre em oxigênio (O₂) chega ao coração pelas veias cavas inferior e superior. O sangue entra pelo átrio direito, passa pela válvula tricúspide, cai no ventrículo esquerdo, passa pela válvula pulmonar e é lançado em direção aos pulmões pela artéria pulmonar esquerda e direita.

Nos pulmões, o sangue é novamente oxigenado e retorna ao coração pelas veias pulmonares. O sangue agora rico em oxigênio chega ao átrio esquerdo, passa pela válvula mitral, cai no ventrículo esquerdo, passa pela válvula aórtica e é lançado de volta para o resto do corpo através da artéria aorta.

A principal função das valvas cardíacas é impedir o refluxo de sangue de uma câmara cardíaca para outra. Por exemplo, o sangue que passou do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo já não volta mais para o átrio esquerdo porque a válvula mitral não permite. É por conta da ação das valvas que o sangue segue sempre em uma única direção.

As válvulas tricúspide e pulmonar ficam do lado direito do coração enquanto as válvulas mitral e aórtica ficam do lado esquerdo coração. Essa informação será importante mais adiante.

Como surge a endocardite?

Nosso sangue é habitualmente estéril, ou seja, não contém germes circulantes. Quando bactérias alcançam a corrente sanguínea, dizemos que o paciente tem uma bacteremia.

A bacteremia pode surgir sempre que o paciente tiver uma infecção, principalmente se for de algum órgão interno, como pulmões, rins, articulações, intestinos, etc. Infecções graves da cavidade oral e da pele também são fontes frequentes de bactérias no sangue.

A bacteremia é um evento essencial para o surgimento da endocardite. Este é um dos motivos pelo qual não se deve atrasar o tratamento de infecções, sejam elas dentárias, na pele ou em qualquer outro ponto do corpo. Quanto mais tempo uma infecção existir, maior será o risco destes germes alcançarem a circulação sanguínea. Uma vez no sangue, as bactérias podem se deslocar para qualquer ponto do organismo, incluindo as válvulas cardíacas.

A bacteremia é um fator necessário para ocorrer a endocardite. Porém, nem toda bactéria que circula no sangue se aloja no coração. Outros fatores colaboram para o risco de adesão dos agentes infecciosos às valvas cardíacas. São eles:

Usuários de drogas intravenosas

Nos hospitais, toda administração de substâncias por via intravenosa (IV) é feita seguindo rígidos padrões de higiene, exatamente para evitar que bactérias sejam lançadas diretamente na circulação sanguínea.

Esse cuidado raramente ocorre em usuários de drogas intravenosas, como cocaína e heroína. Além da pouca higiene na hora da administração, essas drogas não são estéreis e frequentemente contêm outras substâncias, como talco.

O resultado é a administração de quantidades elevadas de bactérias diretamente na circulação sanguínea e substâncias que podem danificar as válvulas cardíacas. Quanto maior for o número de bactérias circulantes, maior é o risco de endocardite.

Normalmente, a endocardite em usuários de drogas IV é causada pela bactéria Staphylococcus aureus e acomete as válvulas do coração direito, especialmente a válvula tricúspide.

O uso de saliva como diluente de drogas e/ou em equipamentos de injeção aumenta o risco de endocardite por bactérias da flora orofaríngea, incluindo Haemophilus parainfluenzae, Eikenella corrodens e Streptococcus milleri.

Endocardite bacteriana
Endocardite infecciosa

Doença cardíaca estrutural

Aproximadamente 75% dos pacientes com endocardite infecciosa têm uma anormalidade cardíaca estrutural preexistente no momento em que a endocardite se desenvolve, especialmente doenças nas válvulas cardíacas, sejam elas adquiridas ou congênitas (de nascença).

A doença valvar inclui lesões das válvulas cardíacas provocadas por quadro anterior de febre reumática, prolapso da válvula mitral (geralmente com regurgitação mitral coexistente), estenose ou insuficiência aórtica.

Outros fatores de risco importantes são os defeitos cardíacos congênitos, como valva aórtica bicúspide, estenose pulmonar, comunicação interventricular, persistência do canal arterial, coarctação da aorta e tetralogia de Fallot.

Válvulas cardíacas artificiais

Todo paciente com uma válvula cardíaca artificial está sob maior risco de desenvolver endocardite. As bactérias têm maior facilidade em aderir a produtos artificiais do que às válvulas nativas. O risco é consideravelmente maior no primeiro ano após a troca das válvulas.

Endocardite de Libman-Sacks

A endocardite de Libman-Sacks é um tipo raro de endocardite, que é de origem não infecciosa, ou seja, não é causada por nenhum germe.

Também chamada endocardite trombótica não bacteriana, essa forma de endocardite caracteriza-se pela deposição de trombos plaquetários estéreis nas válvulas cardíacas, principalmente aórtica e mitral. As principais causas são cânceres em estágio avançado, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome do anticorpo antifosfolipídio, artrite reumatoide, e grandes queimaduras.

Microbiologia

Uma variedade de microrganismos pode causar endocardite infecciosa. Os três germes mais comuns são espécies das bactérias estafilococos, estreptococos e enterococos.

Os principais germes relacionados à endocardite infecciosa são:

  • Staphylococcus aureus: 31%.
  • Streptococcus viridans: 17%.
  • Enterococos: 11%.
  • Estafilococos coagulase-negativos: 11%.
  • Streptococcus bovis: 7%.
  • Outros estreptococos: 5%.
  • Bactérias gram-negativas não HACEK: 2%.
  • Fungos: 2%.
  • HACEK: 2%. Os organismos nesta categoria incluem vários bacilos gram-negativos: Haemophilus aphrophilus, Actinobacillus actinomycetemcomitans, Cardiobacterium hominis, Eikenella corrodens e Kingella kingae.

Os casos restantes incluem endocardite com cultura negativa (8%).

As endocardites infecciosas causadas pela bactéria Staphylococcus aureus são mais graves e mais agudas, enquanto as endocardites causadas pela família das bactérias Streptococcus ou Enterococcus são mais subagudas (quadro mais arrastado) e têm taxa de mortalidade menor.

Sintomas

O quadro clínico da endocardite bacteriana é muito variável, podendo o paciente apresentar desde sepse grave e insuficiência cardíaca aguda, até quadros mais arrastados de febre de origem obscura, como nos casos das endocardites subagudas.

Os sintomas mais comuns da endocardite são febre e calafrios. Na endocardite subaguda, outros sintomas inespecíficos são comuns, como falta de ar, cansaço, perda do apetite, dores pelo corpo, suores noturnos, etc.

Nos quadros graves de endocardite aguda, a febre e os calafrios são intensos e o paciente rapidamente evolui com sinais de insuficiência cardíaca, com intensa falta de ar, incapacidade de ficar deitado e edemas nas pernas.

Em resumo, os sinais e sintomas mais comuns da endocardite são:

  • Febre (até 90% dos casos).
  • Sopro cardíaco (até 85% dos casos).
  • Falta de ar.
  • Calafrios.
  • Perda e peso.
  • Perda do apetite.
  • Esplenomegalia (amento do tamanho do baço).
  • Petéquias: pontos avermelhados ou acastanhados que surgem nas extremidades, céu da boca ou conjuntiva dos olhos.
  • Lesões de Janeway: manchas avermelhadas e não dolorosas nas palmas das mãos e plantas dos pés.
Petéquias nas pontas dos dedos
Petéquias nas pontas dos dedos

Complicações

Se não for reconhecida e tratada a tempo, a endocardite infecciosa costuma destruir a válvula cardíaca acometida, levando o paciente a um quadro de insuficiência cardíaca aguda e grave. O coração não consegue funcionar adequadamente se uma das suas válvulas encontra-se destruída.

A endocardite é uma infecção grave, cuja taxa de mortalidade é próxima de 30% (quase um em cada três pacientes com infecção das válvulas cardíacas evoluem para o óbito).

Além da insuficiência cardíaca, que por si só pode levar o paciente ao óbito, a endocardite também pode causar outras graves complicações, tais como:

Embolia séptica

Coágulos de sangue misturados com vegetações podem se desprender da válvula doente e viajar para diversas partes do corpo. Esses pedaços de vegetação que se soltam são chamados êmbolo séptico (leia também: O que é uma embolia? Causas e tipos).

Os êmbolos costumam causar infarto nos tecidos onde eles ficam impactados. São comuns as isquemias nas extremidades dos membros, rins, olhos e baço. As endocardites do lado direito do coração, os êmbolos costumam se alojar nos pulmões, provocado uma embolia pulmonar.

Complicações cerebrais

No caso das endocardites do lado esquerdo do coração, o cérebro é um dos destinos possíveis desses êmbolos que saem das valvas infectadas.

AVC por embolia, hemorragia intracerebral e abcesso cerebral são complicações cerebrais possíveis da endocardite.

Infecções metastáticas

A infecção do coração pode se espalhar por outros órgãos, em um processo que chamamos infecções metastáticas. As mais comuns na endocardite são a osteomielite vertebral, artrite séptica, abscesso esplênico ou abscesso do músculo psoas.

Glomerulonefrite

Nos rins, além do infarto renal pela embolização séptica, a endocardite infecciosa também pode provocar um quadro de glomerulonefrite, que pode evoluir com insuficiência renal aguda e necessidade de hemodiálise.

Diagnóstico

O diagnóstico é geralmente confirmado através do ecocardiograma, que é um exame capaz de identificar a presença de vegetações em uma das válvulas do coração.

O ecocardiograma habitual, chamado ecocardiograma transtorácico, pode ser usado inicialmente, mas ele não é melhor método para o diagnóstico da endocardite. Algumas vegetações menores podem passar despercebidas nesta forma.

O exame mais indicado é ecocardiograma transesofágico, feito por via endoscópica. Esta é a modalidade de ecocardiograma que apresenta as melhores imagens das válvulas do coração.

O tipo de bactéria que está provocando a endocardite é diagnosticado através da hemocultura, que é um exame de sangue que identifica a presença de bactérias circulando na corrente sanguínea.

Tratamento

O tratamento da endocardite é feito obrigatoriamente com antibiótico por via venosa, que devem ser administrados por, no mínimo, quatro semanas. A escolha do antibiótico adequado depende do tipo de bactéria alojada nas válvulas.

Nos casos mais graves, quando há destruição da válvula cardíaca pela infecção, uma cirurgia de troca valvar é necessária, com implantação de uma válvula artificial.

Prevenção

Nos indivíduos sob alto risco de desenvolver endocardite, como explicado mais acima, é indicado o uso profilático de antibióticos antes de procedimentos que possam predispor a bacteremias.

Em geral, indica-se uma dose única de 2 gramas de amoxicilina ou 500 mg de azitromicina 1 hora antes de procedimentos dentários ou respiratórios.

Segundo o mais recente guideline da American Heart Association, atualizado em 2007, apenas os seguintes pacientes devem fazer profilaxia:

  • Portadores de válvulas artificiais.
  • Pacientes com história prévia de endocardite.
  • Doença valvar em transplantados cardíacos.
  • Pacientes com doenças cardíacas congênitas.

Nem todos os fatores de risco são graves o suficiente para se indicar profilaxia. Prolapso de válvula mitral, mesmo com sinais de regurgitação, e lesões simples das válvulas, como estenoses e regurgitações, por exemplo, não são indicações para uso de antibiótico profilático.

Quais são os procedimentos de risco?

  • Procedimentos dentários com manipulação de gengiva, mucosa oral ou região periapical dos dentes.
  • Procedimentos respiratórios que envolvam incisão ou biópsia, como broncoscopia com biópsia, remoção de amígdalas ou adenoides.
  • Pacientes submetidos a procedimento cirúrgico para tratamento de pele infectada ou tecido musculoesquelético devem receber antibioticoterapia com atividade contra a flora bacteriana cutânea.
  • Pacientes submetidos à cirurgia para colocação de próteses valvares cardíacas, materiais protéticos intravasculares ou intracardíacos devem receber profilaxia antimicrobiana para prevenção de endocardite e infecção do sítio cirúrgico.

Procedimentos gástricos e urinários, como endoscopia digestiva alta, colonoscopia, colocação de cateter duplo J, biópsia ou cirurgia de próstata não são procedimentos de risco para endocardite.

Sexo anal é fator de risco para endocardite?

Não, sexo anal não provoca endocardite. Isso é apenas um dos muitos mitos espalhados pela Internet. Não há nenhum estudo científico que tenha comprovado qualquer relação direta entre qualquer tipo de sexo e a endocardite.

A relação entre sexo anal e endocardite é tão absurda que o tópico nem sequer é mencionado em nenhum dos vários guidelines internacionais sobre a doença. É um assunto restrito às redes de desinformação na Internet sem nenhuma base científica.


Referências


Autor(es)

Médico graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com títulos de especialista em Medicina Interna e Nefrologia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Universidade do Porto e pelo Colégio de Especialidade de Nefrologia de Portugal.

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Comentários e perguntas

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82 respostas para “Endocardite: o que é, sintomas, tratamento e profilaxia”

  1. Claudio Cruz

    Existem vários estudos que COMPROVAM uma maior incidência de Endocardite em pessoas que praticam sexo anal.

    Por favor, acredito ser relevante que reveja a sua afirmação negando esse fato.

    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro
      Dr. Pedro Pinheiro
      Sexo anal não é fator de risco para endocardite. Se você diz que existem estudos científicos sérios mostrando que pessoas que fazem sexo anal apresentam maior incidência de endocardite, cabe a você mostrá-los. Eu já fiz essa revisão da literatura e garanto que eles não existem.
  2. Cláudio Roberto Back
    Interessante que pessoas (obviamente não pertencentes à área da saúde pois não fariam tais questionamentos), preocupam-se em saber se sexo anal contribui para endocardite bacteriana. Se ao menos lessem, desde a primeira pergunta e resposta que se encontra logo no início, saberiam de antemão a desnecessária colocação. Preocupem-se com problemas que prejudicam a população como um todo e não aqueles cujas preferências sexuais e devidas práticas podem E CAUSAM terriveis doenças. Há coisas muito mais importantes além de seus egoísticos e desvairados problemas.
  3. Cláudio Roberto Back
    Olá dr. Pinheiro. Li todos os comentários e respostas e gostei muito. Minha filha, 37 baixou neste último dia 7.12.2017 com um quadro clínico exatamente de endocardite bacteriana (comprovado através dos exames, exceto qual a bactéria que se encontra na cultura). Portadora de Cardiopatia Congênita, exerce atividades no Hospital Mãe de Deu (bloco cirúrgico com técnica em enfermagem), e há pouco esteve ” em aula campo” pela Unisinos onde cursa Faculdade de Enfermagem, numa das vilas mais carentes e violentas de Porto Alegre. Sem a indumentária necessária ingressou em residências paupérrimas, onde traficantes armados, cães, porcos e toda sorte de sujeira . Isto pode ser o ” ponto zero” do que a acometeu ?
    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro
      Dr. Pedro Pinheiro
      Pouco provável. A não ser que ela tenha sido ferida de algum modo e que essa infecção tenha tido propagação hematogênica. O simples fato dela ter estado presente nesses locais não é suficiente para causar uma endocardite.
  4. David da Silva Santos
    Gostaria que falasse sobre a endocardite e o sexo anal!

    Obrigado! Pode me enviar pelo e-mail a resposta.

    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro
      Dr. Pedro Pinheiro
      David, não há nada a falar, pois não existe relação alguma entre as duas coisas. Essa história foi criada por fundamentalistas religiosos para atacar os homossexuais.
  5. Tulio Santos Costa
    Eu ainda não consigo entender a questão do sexo anal não poder trazer, mesmo que seja em pequeno risco, uma porcentagem para o desenvolvimento de uma endocardite bacteriana. Quando eu fui ler o artigo de FISSURAS aqui no site Um dos motivos das fissuras na região anal eram causadas através do ato sexual anal. Se existe uma fissura na região anal e através dessas fissuras, temos contato com a corrente sanguínea onde as bactérias do trato digestivo podem entrar na mesma, teríamos ai uma chance de causar a endocardite já que todo o sangue passa pelo coração e se o sistema imunológico não combater essa infecção teria sim a possibilidade de causar uma endocardite como diz no trecho desse post “Nosso sangue é habitualmente estéril, ou seja, não contém germes circulantes. Quando bactérias alcançam a corrente sanguínea, dizemos que o paciente tem uma bacteremia.

    A bacteremia é um evento essencial para o surgimento da endocardite”. por favor me tire essa dúvida, pois também sou da área da saúde e um dos meus trabalhos é sobre o risco da prática do sexo anal, porém não consigo achar nada a respeito sobre o sexo anal e a endocardite, contudo, se formos pela logica, teríamos sim uma possibilidade de bactérias do trato digestivo colonizarem o coaração entrando na corrente sanguínea através das fissuras causadas por conta do sexo anal.

    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      Dois pontos precisam ser esclarecidos. O primeiro é que a medicina deve ser baseada em evidências. Por mais que você consiga imaginar um mecanismo fisiopatológico que faça sentido, a verdade é que, na prática, não existem evidências que pessoas que praticam sexo anal estão mais sujeitas à endocardite. Na verdade, nem pessoas com fissura que não praticam sexo anal têm risco aumentado. Por isso você não consegue encontrar nada a respeito. Fatos são mais importantes que hipóteses.

      O segundo ponto é que pequenas bacteremias ocorrem a toda hora em nosso corpo, até quando você escova os dentes. Se pequenas fissuras anais fossem um importante fator de risco para endocardite, qualquer ferida ou escoriação na pele ou na gengiva também seriam, até porque bactérias presentes na pele e na boca, tais como como estafilococos e estreptococos, são muito mais propensas a causar endocardite do que a maioria das enterobactérias.

      Para haver risco de endocardite é preciso haver lesão prévia da válvula cardíaca e/ou uma bacteremia realmente relevante. Pequenas feridas não levam ao sangue quantidades relevantes de bactérias.

      1. Persefone Metin2
        Obrigado doutor, esclareceu bastante. Obrigado !
        1. Kris
          …na prática, não existem evidências que pessoas que praticam sexo anal estão mais sujeitas à endocardite…

          Mas o curioso é que homossexuais são os mais afetas. Exatamente por serem praticantes assíduos do sexo anal.

        2. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro
          Dr. Pedro Pinheiro
          Não é verdade que a endocardite seja mais comum em homossexuais. Isso é apenas campanha de desinformação propagada por fundamentalistas religiosos. Não tem nenhum embasamento científico.
  6. Diego Torezani
    Olá Dr. Pedro!

    Tenho uma dúvida, fiz cirurgia de coartação da aorta, meu último procedimento foi aos 7 anos e sempre fui acompanhado e nunca ocorreu nenhum problema, nunca tomei remédios, mas quando fiz 18 anos fui recomendado sempre que fazer algum procedimento de incisão ou profilaxia devo tomar antibiótico, minha dúvida é em relação as tatuagens, tenho muito interesse, hoje tenho 28 anos e quero fazer uma tatuagem e gostaria se teria consequências por fazê-la?

    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      Atualmente, as principais sociedades de cardiologia do mundo não indicam profilaxia para endocardite para quem vai fazer tatuagem.
  7. Bruno
    Olá! Ótimas informações que você tem postado , tenho(ou tive, ñ sei o termo) endocardite e gostaria de saber se posso praticar academia ou tem alguma restrição?
    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      Depende. Se você não ficou com sequela cardíaca alguma, a princípio, não teria problema. De qualquer forma, o ideal é ter uma avaliação cardiológica antes de iniciar a prática de exercícios.
  8. Ricardo
    Quem tem problemas de sopro no coração pode fazer tatuagem sem tomar antibiotico antes?
    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      Pode.
  9. Romulo
    E quanto ao que é dito neste vídeo? tem como esclarecer, por favor?

    Link editado pelo autor

    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      Isso não tem nenhuma base científica. Retirei o link do seu comentário pra não ajudar a divulgar esse tipo de pseudo-medicina.
  10. Ana Lucia Maschietto Costa
    Muito obrigada pelas respostas.
  11. Ana Lucia Maschietto Costa
    Que condições levariam bactérias Enterococcus faecalis a se instalarem no coração?
    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      Geralmente ocorre em válvulas artificiais. Infecção urinária, cirurgias abdominais, neoplasia gastrointestinal, sepse, cateter vascular entre outros são fatores de risco.
  12. Ana Lucia Maschietto Costa
    Infecção urinária junto com dengue facilitaria às bactérias a chegada ao sangue e coração?
    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      As bactérias que provocam infecção urinária, como a E.coli, não costumam causar endocardite.
  13. Ana Lucia Maschietto Costa
    Gostaria de saber se periodontite/piorreia podem levar a uma endocardite?
    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
      Pode.
  14. Fernando Sampaio
    Prezado Dr. Thiago,

    Em 2010, fiz a colocação de um stent no coração na artéria DA. 3 meses depois, em outra área da mesma artéria, verificou-se uma obstrução que me levou a cirurgia de colocação de uma ponte mamária. Pergunto: é necessário fazer profilaxia com antiobiótico toda vez que for realizar procedimento odontológico que cause sangramento (tratamento de canal, pequenas cirurgias na gengiva, retirada de tártaro que leve ao sangramento) ?

    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Não. Só para quem operou as válvulas cardíacas.
  15. Thiago Amorim
    Quero saber qual é a dieta correta para quem esta com Endocardite? Quais são os alimentos recomendados e os que não podem ser consumidos?
    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Não existe dieta específica para endocardite.
  16. Cida Akane Tendo
    olá Dr. existe ligação entre a endocardite e o AVC? A endocardite pode deixar sequelas?
    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      A endocardite pode provocar um AVC se houver o que chamamos de embolo séptico, que é quando um pedaço da vegetação que estava na válvula se desprende e viaja pela corrente sanguínea até o cérebro.
  17. jussra tavares
    boa noite dr. tenho uma amiga que faleceu dia 28/02/14,ela foi internada com sintoma de virose,reclamava de ddores nas pernas e muita canseira,febre,tudo que comia ela vomitava,ficou internada por 7 dias passou por 4 medicos e ninguem descobriu o que ela tinha primeiro seu rim parou depois infeccao no pulmao,hemorragia falaram ate de alguma bacteria até que ela veio a obito.poderia ser essa bacteria endocardite?
    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Pode ser tanta coisa. Nestes casos só a autópsia é que consegue esclarecer.
  18. Leslye
    Minha pergunta é simples: Quais são as possíveis alteraçoes laboratoriais de um hemograma que indicam ou nao um quadro de endocardite?
    Obrigada!!
    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      O hemograma não serve para diagnóstico de endocardite. A única coisa que ele mostra é um aumento no número de leucócitos, mas isso ocorre em qualquer infecção bacteriana.
  19. Matheus
    Isso é uma doença que requer mais divulgação. Meu Pai veio a óbtito devido a Endocardite. Ele teve choque séptico, endocardite aguda valva mitral. Ele havia operado da troca de valvula duas vezes e a última já havia dois anos. Derrepente ele ficou muito ruim e já ficou internado. Ele começou a fazer um tratamento que segundo a médica, demoraria em torno de 6 semanas. Ele emagreceu muito, e não comia. Ele começou a ter delirios e seu quadro foi piorando. A médica me disse que a medicação só estava piorando o quadro dele. Eu pergunto, como isso? Derrepente ele começou a vomitar sangue e levaram ele para UTI. Isso era 04:30h da manhã. Quando foi as 17:10h ele faleceu. Foi muito triste. É uma perda recente. Ele morreu dia 21/10/2013. Estamos muito abalado. Acho que deveriamos divulgar mais essa doença, já que ela tem uma taxa de mortalidade alta.
  20. thlute
    pode uma pessoa ter operado de civ há 23 anos atrás, tomar azitromicina?
    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Não entendi bem a pergunta. Por que não poderia?
  21. Li Do
    Boa tarde, Doutor. Supondo que os 120 pacientes aidéticos estivessem mesmo com essa doença, no vídeo citado e criticado por você, qual seria a razão para tal coincidência, se esse dado não for absurdo, claro?
    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Essa estatística tem que ser comprovada antes. Como a pessoa do vídeo não tem a menor credibilidade, não posso opinar sobre dados que ela diz ter. Quem disse que são reais? A questão é simples, se ela acha que há relação entre sexo anal e endocardite, basta ela levantar todos os dados que diz ter e escrever um artigo científico para análise e publicação. Seria um grande artigo, com chance de publicação em grandes revistas internacionais, pois ninguém nunca descreveu esta relação antes. Se não o fez, é porque sabe que isso não é real. Em ciência é assim: se você diz ter uma informação que mais ninguém conhece, você escreve um trabalho científico, apresenta seus dados em congresso (e não no Youtube), publica o artigo em revista científica e recebe os louros pela descoberta.
      1. Li Do
        Obrigado pela elucidação, Doutor. Abraço
      2. Israel
        Como o dr. diz, “ninguém nunca descreveu esta relação antes”. Então vem a segunda pergunta: Já publicaram alguma pesquisa científica que demonstre o contrário? Se não, seria também cientificamente precipitada a afirmação do final do seu texto de que “sexo anal não provoca endocardite”. O correto seria dizer apenas que “não se sabe se o sexo anal provoca endocardite porque nunca houve pesquisa sobre o assunto”.
        1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro
          Dr. Pedro Pinheiro
          Não há dados epidemiológicos que sugiram haver essa relação. Não há pesquisas específicas simplesmente porque não faz sentido fazê-las. Não existem estudos observacionais que apontem, por exemplo, uma maior incidência de endocardite entre homossexuais. Se houvesse algo semelhante, aí sim essa relação poderia ser questionada. A probabilidade a priori dessa afirmação ser real é muito baixa, por isso, não é cientificamente errado afirmar que não há relação, mesmo sem haver um estudo específico sobre o assunto.

          Se não fosse assim, por que não questionar também a falta de estudos sobre a relação entre a endocardite e o hábito de comer sushi? Ou a relação entre a homossexualidade e a dengue? E a relação entre a endocardite e fato de alguém gostar de jogar pôquer? Quer dizer então que o mais correto é dizer que “não se sabe se o hábito de dormir de pijama rosa com bolinhas laranjas provoca endocardite porque nunca houve pesquisa sobre o assunto”?

        2. Israel
          O Dr. diz: “A probabilidade a priori dessa afirmação ser real é muito baixa, por isso, não é cientificamente errado afirmar que não há relação, mesmo sem haver um estudo específico sobre o assunto.”
          No início do século XX a probabilidade a priori do uso de cigarros ter relação com catarata ou impotência sexual era muito baixa (porque naquela época não havia estudos que comprovassem isso, e porque não fazia sentido realizar tais estudos). Agora imagine se naquela época algum médico tivesse garantido ao público em geral que o tabagismo não tem relação com a catara ou a impotência sexual… Que grande desserviço, não? Que vexame! Porque hoje o Ministério da Saúde confirma essa relação entre o tabagismo e as doenças citadas.
          Percebes agora a gravidade de fazer afirmações não comprovadas arvorando-se da credibilidade do seu diploma? Podes encorajar muitas pessoas a prejudicarem a própria saúde.
          Respondendo à sua pergunta: Não é necessário criticar a falta de estudos científicos sobre a relação entre a homossexualidade e a dengue porque já temos estudos exaustivos sobre a dengue e sabemos que ela é transmitida pelo aedes aegypti.
          É sério que o Dr. comparou o potencial de transmissão de bactérias pelo sexo anal com o potencial de transmissão das mesmas bactérias pelo hábito de jogar pôquer?
          É sério que o Dr. comparou o potencial de transmissão de bactérias pelo sexo anal com o potencial de transmissão das mesmas bactérias pelo hábito de dormir de pijama rosa com bolinhas laranjas?
          Para que essa comparação fosse minimamente adequada teríamos que partir do ponto em que não seria necessário usar camisinha na prática do sexo anal, porque não é necessário usar camisinha pra dormir de pijamas ou usar luvas pra jogar pôquer. Não me venha com sofismas.
        3. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro
          Dr. Pedro Pinheiro
          Israel, ou você está distorcendo minhas palavras de forma intencional ou não entende o conceito de probabilidade a priori. A probabilidade a priori do tabagismo causar doenças nunca foi baixa. Não sei de onde você tirou isso.

          Vou tentar explicar com mais detalhes porque a probabilidade do sexo anal causar endocardite é tão baixa que pode ser desprezada:

          1- não estamos no início do século XX, quando a medicina baseada em evidências praticamente não existia. Já existe um relevante acúmulo de informações científicas sobre a endocardite. Existem vários estudos observacionais e metanálises e nenhum deles aponta o sexo anal como possível fator de risco.
          2- O conjunto de fatores de risco da endocardite é algo extensivamente estudado, pois os pacientes com doença valvar frequentemente precisam fazer antibióticos profiláticos. Para indicar antibióticos profiláticos, precisamos saber exatamente que eventos trazem mais risco. Portanto, se algo tão comum quanto o sexo anal fosse um fator de risco relevante, isso obviamente já teria sido reconhecido.
          2- A imensa maioria dos casos de endocardite ocorre em pessoas com mais de 50 anos. Se o sexo anal fosse realmente um fator de risco, seria esperado que jovens fossem mais acometidos.
          3- Nem mesmo a relação entre HIV e endocardite foi comprovada. Se não conseguimos provar que o HIV é um fator de risco independente para endocardite, é menos provável ainda que o sexo anal seja.
          4- A endocardite não é mais comum na população homossexual.
          5- Não há estudos que mostrem que as endocardites que surgem nos homossexuais são provocadas por bactérias do trato intestinal, como seria esperado caso o sexo anal fosse um fator de risco.
          6- O sexo anal não provoca bacteremia relevante para que uma endocardite possa surgir.
          7- Procedimentos gastroenterológicos muito mais agressivos que o sexo anal, tais como colonoscopia ou biópsia do intestino, são sabidamente de baixo risco para endocardite.
          8- Pacientes com doenças do ânus ou do reto, como fissuras ou hemorroidas, não apresentam maior risco de endocardite. A micro lesão da mucosa causada pelo sexo anal é muito mais branda que as lesões provocadas por essas doenças.
          9- Sabemos que essa história da relação entre o sexo anal e a endocardite foi criada por religiosos fundamentalistas, que são conhecidos por suas mentiras, seu pouco apreço pelo método científico e pelo preconceito contra os homossexuais.

          Portanto, levando tudo isso conta, mesmo sem um estudo específico, podemos dizer que a probabilidade a priori desta relação ser real é muito baixa.
          SEXO ANAL NÃO PROVOCA ENDOCARDITE!

  22. andrezza de souza coelho
    dr. é possível que uma infecção urinária possa evoluir para um quadro de sepsemia, com endocardite e AVC bacteriano?

    obrigada

    1. Avatar de Pedro Pinheiro
      Pedro Pinheiro
      Possível é, mas é pouco comum, pois as bactérias que causam infecção urinária não costumam causar endocardite.
  23. Gabriela
    doutor tem um vídeo na internet onde uma professora explica que o sexo anal (mesmo feito com preservativo) pode levar a ter endocardite. essa afirmação é verdadeira??
    ana.
    1. Avatar de Pedro Pinheiro
      Pedro Pinheiro
      Não, já vi esse vídeo. Pseudociência. Não há um único estudo científico que relacione uma coisa à outra.
  24. Daniel Carneiro
    Gostaria de saber se tem conhecimento de alguma relação entre endocardite e sexo anal, como mencionado na palestra apresentada no link?

    grato

    1. Avatar de Pedro Pinheiro
      Pedro Pinheiro
      Nenhuma relação. Como esta tem sido uma pergunta frequente, já atualizei o texto com esta informação.
  25. zerlaine
    oi meu filho tambem jaque vamos nos falar por favor???
  26. tatiana_muniz
    Meu marido tem endocardite bacteriana, gostaria de saber quais os cuidados que ele deve ter em relação á esforço fisico e alimentação?
  27. tatiana_muniz
    Boa tarde Dr, meu marido descobriu em setembro que está com endocardite bacteriana, e está fazendo uso de antibiótico via oral, no qual vai usar por 6 meses e após isso terá que se submeter á quimio ou radioterapia ( o médico ainda não definiu) , este tratamento está correto? Ele tem muita dor e dormencia no peito, dores de cabeça e falta de ar, qual é o grau da doença dele?
    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Quimioterapia e radioterapia não são usados para endocardite.
      1. tatiana_muniz
        Qual o tipo de procedimento a ser tomado, existe algum tratamento que precise de internação?
        1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
          Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
          Habitualmente a endocardite é tratada com antibióticos por via intravenosa, por isso o paciente costuma ficar internado por boa parte do tempo.
  28. Jaque
    OI boa tarde, meu filho operou o coraçõa aos 6 meses de vida, nasceu com T4 fallot, agora esta com 9 anos, tenho muito medo da endocardite, mas fico na dúvida, se ele cai e se machuca devo dar antibiótico? ou se o cachorro da uma mordida devo dar antibiótico? ou so dar nas situções de risco sitadas acimas?
    Obrigada,
    Jaqueline
  29. Giane Doroti
    meu marido era diabetico teve endocardite e desenvouveu o fungo candida ele fasia emodialise isto e possivel
  30. Castsantos
    Dr boa tarde eu tenho 57anos passei por cirurgia de valvulas tomei muito antbioticos hoje depois de 10 meses eu tenho muito tonturas e nao consigo andar muito isto e devido aos antbioticos e que devo fazer
  31. Lipesantos1915
    Muito bom o contéudo, tirei minhas duvidadas e fui bem no trabalho da escola.
  32. Alessandra
    boa tarde Dr.sou alessandra e estou desesperada minha irma tem 33 anos e em 2010 fez ciruurgia de valvula mitral e hoje com um pouco meno de 02 anos foi diagnosticado um quadro de ENDORCADITE com uma vegetaçao bastante elevada.Logo ficou internada e acredito que sera intervençao cirurgica, por isso gostaria que vc fosse bastante claro se preferir mande algo p/e-mail,
  33. Navizioli
    Dr…boa noite estou nervosa… A 15 dias extrai um dente, e nao tomei nenhum antibiotico, alguns dias depois comecei a sentir uns calafrios mas minha temperatra nao passou de 37… Descobri recentemente em um ecocardiograma que tenho refluxo minimo tricuspide…sera q posso ter contraido a endocardite…obrigada agradecoa atencao se puder me responder serei muito grata…
  34. Carla Sousa
    Boa tarde,
    Minha mãe de 57 anos foi diagnosticada semana passada com endocardite, os sintomas começaram a aparecer em 1 semana e foram exatamento iguais aos que constam no blog.
    Além da endocardite, ela apresenta quadro de pneumonia e alguma lesão renal pequena,ela está internada na UTI e a 4 dias começou tratamento com antibioticos, pois a valvula ainda não estava distruída.
    Minha dúvida é que se ainda depois de iniciado o tratamento a válvula pode se distruir? Pois o médico comentou que ela é gorda e com esses outros problemas provavelmente ela não resistiria a cirurgia.
    Ele disse que os mesmos antibioticos irão tratar a pneumonia, confere?
    Pela sua experiencia, existe mesmo chances de recuperação?

    Obrigado
    Carla Sousa

  35. david
    olá, estou para fazer uma endoscopia digestiva alta, tenho o prolapso da válvula mitral é necessário fazer uma profilaxia antes do exame ? obrigado
    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Não está indicado.
  36. Eidi Rodrigues
    com  18 anos fui vitima de menigite por estafilocos + endocardite em válvula mitral, em em um folheto já em uso de oxacilina realizei tc de abdome na admissão que evidenciou 2 imagens sugestivas de abcesso esplêncio, sendo submetido a esplenoctomia.15 dias depois fui submetido a troca valvar mitral, sendo observado 74 min .continuei internado na enfermaria de doenças orovalvar por mais 6 semanas com uso de oxicilina(do considerado a data da cirurgia ). 

             tudo por causa de uma bactéria até então desconhecida por mim, muito violenta com grande poder de destruição no nosso frágil corpo.

  37. Elaine
    Após 3 semanas de tratamento da endocardia ainda é normal o paciente apresentar febre?
    1. Avatar de Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
      Já deveria ter melhorado.
  38. Luciana
    Olá Doutor. Fui diagnosticada com endocardite e prolapso de válvula mitral, e gostaria de saber se essas doenças são impedimentos para ser doadora de rim. Obrigada Luciana
  39. Luciana
    Fiz um canal e não tomei antibiótico. Tenho prolapso com regurgitação. será que estou com endocardite? fui ao cardiologista e ele passou exames para saber o estado da minha valvula mitral, mas estou sem dormir depois de descobrir que ter uma infecção era tão grave pra quem tem prolapso. =(((
  40. Marcos
    apreciei o assunto entendi melhor e vou procurar meu medico para buscar qualidade de vida pois tenho profilaxia de endocardite aguda apneia e sindrome das pernas inquietas acordo com fortes dores de cabeça extressado e tem tido dificuldades com a memoria. obrigado
  41. Frslage
    Dr, meu marido teve vários quadros de febre, sudorese, dor em todo o corpo que nem podíamos tocar nele, dor abdominal e dor ao se alimentar. Teve exames de lipase e amilase aumentados e transaminases tbm. Esta internado há várias semanas e os médicos ainda não deram um diagnóstico preciso. Sugerem que pode ser uma endocardite. Observação, é a segunda internação dele, pois enquanto está de repouso não sente nada, quando volta às atividades normais incluindo esportes, começa novamente todos os sintomas.
  42. Sergiocurci
    sergio curci

    Dr. meu pai esta com 82 anos de idade deu entrada no Hospital Unimed na cidade de Franca SP, estava com 39 graus de febre, dor no abdômen, com dificuldades de urinar, dor em todas as partes do corpo, não podia nem tocar nele, estava delirando, e não foi constado rapidamente qual era o diagnostico do que ele tinha, o que mais ele deveria estar sentindo para que os médicos descobrissem o que ele tinha, hoje ele esta a uma semana na CTI, tratando de uma endocardite bacteriana, onde os médicos até já nos disse que dificilmente ele poderá se recuperar. Gostaria de saber por que os médicos demoraram tanto, para diagnosticar o caso dele, o que mais ele teria que estar sentindo.

  43. Irene28
    DR tenho uma calculo renal de 1,5cm alojado no ureter ja estou com duplo j onde ja foi trocado gostaria de saber quantas vezes pode ser trocado pq na minnha cidade nao se consegue um tratameo facil pela rede publica outra pergunta é estou acima do peso tomo Ass para uma alergia de causa ainda desconhecida no qual minha dermatologista esta investigando antes tomava predinizona mai como ficava muito inxada ela substituiu por ass gostaria de saber se tomando ass posso fazer LECO (Litotripsia extra corporea)
  44. Cleude Cristina
     Olá Daniel ,
    sinto muito pela  morte de seu irmão Eduardo, eu sei como é dificíl perder alguém que se ama.Minha irmã teve endocardite, esteve internada do dia 07/02/12 ao dia 09/03/12, em 14/02 foi diagnosticada que estava com esa infecção, foi uma luta contra o tempo, minha irmã faz hemodiálise e todo cuidado foi necessário,pois o antibiótico é muito forte.Acabou formando um uma espécie de tumor na coluna que acabou por deixá-la paraplégica, agora ela está em casa , ainda não sabemos como nos adequar, estamos pedindo força para que DEUS continue a nos ajudar a seguir em frente, se para nós é difícil imagine para ela.Não te conheço mas com certeza DEUS na sua infinita misericórdia recebeu seu irmão com todo amor e confortará a todos vocês.
    Um grande abraço.
    Cleude.
  45. jorge luiz
    Muito obrigado Dr., pelas informações., pois meu irmão encontra-se internado no HCA – RJ, e foi diagnosticado com Bactéria na veia do coração.
  46. carol
    eu sei exatamente pelo o que seu irmão passos, nao foi facil
  47. carol
    parabens pela materia, eu tive endocardite que causou um  avc.
    foi muito dificil diagnosticar essa doença, passei 43 dias internada tratando mas graças a Deus sobrevivi (ainda com sequelas) pra estar aqui contando uma experiência vivida.
  48. Gabifloresecia
    Parabens Dr,Pedro,pena que eu  n tive  tempo para obter mais infor, sobre esta doen.Perdi meu,, filho de apenas,19 anos dia 24 de dezembro, ele tinha Atresia pulmonar com civ,pois operatorio.