Glomerulonefrite: o que é, sintomas e tratamento

Atualizado em
Comentários: 33

Introdução

Glomerulopatia é o nome que damos ao grupo de doenças que acometem os glomérulos, uma estrutura microscópica existente nos rins, responsável pela filtração do sangue e produção da urina. Existem vários tipos de glomerulopatias, sendo a glomerulonefrite (inflamação dos glomérulos) a forma mais comum.

O objetivo deste artigo não é falar especificamente de nenhuma glomerulopatia, mas sim explicar de forma simples o que é o glomérulo e quais são as consequências das doenças glomerulares como um todo.

Antes de seguirmos é preciso esclarecer uma confusão. O termo glomerulonefrite não serve para designar todas as doenças dos glomérulos, ele deve ser empregado apenas quando há sinais de inflamação glomerular. O mais correto é dizer glomerulopatias ou doenças glomerulares.

A glomerulonefrite é apenas um tipo de glomerulopatia. Essa diferença será explicada com mais detalhes ao longo do texto.

O que é o glomérulo?

Para entender o que são as doenças glomerulares, é preciso primeiro saber o que é e como funciona um glomérulo.

Todos os nossos órgãos são compostos por unidades básicas de funcionamento: temos os neurônios no cérebro, os hepatócitos no fígado, os alvéolos no pulmão, etc. Nos rins, a unidade básica é o néfron.

Cada rim possui cerca de um milhão de néfrons. Essas unidades microscópicas são as responsáveis pela filtração do sangue e por alguns hormônios produzidos pelos rins. Cada néfron é composto por um glomérulo e seu respectivo túbulo renal.

Esta estrutura “simples” na ilustração abaixo é um néfron, com seu glomérulo, túbulo renal e vasos sanguíneos que os nutrem.

Néfron
Néfron

O sangue que chega aos rins passa obrigatoriamente pelos glomérulos, um conjunto de microscópicos capilares enovelados que possuem uma membrana filtradora na sua parede. O glomérulo é o verdadeiro filtro dos rins.

A ilustração mais abaixo resume como o glomérulo funciona. O sangue chega ao glomérulo por uma arteríola (artéria microscópica) e passa por vários capilares, onde ocorre o processo de filtração.

Conforme o sangue passa por dentro do glomérulo, várias substâncias são retiradas e lançadas em direção aos túbulos renais, dando origem à urina. O sangue “limpo” sai do glomérulo e retorna à circulação sanguínea, enquanto a “sujeira” filtrada segue em direção aos túbulos renais.

Glomerulopatia

Nem tudo que é filtrado pelos glomérulos é realmente “sujeira” ou substância inútil. Por isso, nos túbulos renais ocorre um processo de seleção daquilo que foi filtrado no glomérulo.

Algumas substâncias importantes, como glicose, sódio, potássio, cálcio, etc, podem ser reabsorvidas conforme as necessidades do organismo. Só sai na urina o que não é necessário ou está em excesso no organismo.

Por exemplo, se o indivíduo estiver com o nível de potássio baixo no sangue, os túbulos vão reabsorver o máximo que conseguirem do potássio que tiver sido filtrado nos glomérulos, impedindo que este saia na urina. Por outro lado, se o nível de potássio no sangue estiver alto, o túbulo não reabsorverá quase nada, deixando uma grande quantidade desta substância ser eliminada na urina.

O processo final da filtração glomerular e da reabsorção tubular nestes 1 milhão de néfrons é o que forma a composição da nossa urina.

Substâncias grandes, como a maior parte das proteínas presentes no sangue, não são habitualmente filtradas por serem maiores que os poros da membrana glomerular. Como elas não são filtradas, nem chegam aos túbulos. Por isso, uma urina normal quase não tem proteínas em seu conteúdo. Apenas uma quantidade ínfima de proteínas de pequeno volume costumam aparecer na urina de uma pessoa saudável.

Se a urina apresenta grandes quantidades de proteínas, algum problema há nos glomérulos, que estão permitindo a filtração das mesmas. Um glomérulo que permite a passagem de proteínas é como um coador que permite a passagem de caroços, ou seja, é um filtro furado que não está desempenhado corretamente o seu papel. Essa informação será importante logo à frente.

Sintomas das doenças glomerulares

Como o glomérulo é o principal responsável pela filtração do sangue, qualquer doença que o acometa pode afetar o funcionamento dos nossos rins.

Existem dois tipos básicos de lesão dos glomérulos:

  • Síndrome nefrítica ou glomerulonefrite.
  • Síndrome nefrótica.

Na glomerulonefrite, um processo inflamatório causa lesão e reduz a capacidade dos glomérulos filtrarem o sangue, provocando um quadro de insuficiência renal aguda, hipertensão arterial e sangue na urina.

A presença de sangue na urina, seja ele visível a olho nu ou microscópico, é um sinal muito típico das glomerulonefrites, apesar de não ser exclusivo destas. A inflamação dos glomérulos permite que células do sangue (hemácias) passem pelas membranas glomerulares e caiam nos túbulos renais. Como os túbulos não conseguem reabsorver as hemácias, elas aparecem na urina.

Na síndrome nefrótica, o mais comum é ocorrer uma lesão na membrana glomerular sem haver inflamação evidente. É como se a membrana apresentasse buracos, como na analogia com coador furado feita há pouco. As proteínas que não deveriam ser filtradas passam em direção aos túbulos e são indevidamente eliminadas na urina. Por isso, perda de proteínas na urina, chamada proteinúria, é um sinal típico de doença glomerular.

E o pior, a proteinúria além de ser um sinal de lesão dos rins, é também responsável pelo agravamento do quadro. Os túbulos não estão preparados para receber proteínas, e na tentativa de reabsorvê-las de volta para o sangue, suas células acabam sofrendo lesão. Portanto, em um primeiro momento, a proteinúria nos mostra haver algo de errado no rim, e, posteriormente, se não for tratada, ela passa a ser mais um fator de agressão e evolução para insuficiência renal.

Os principais sintomas da proteinúria são a presença de muita espuma na urina e o aparecimentos de inchaços no corpo. Explicamos a proteinúria e a síndrome nefrótica com mais detalhes nos seguintes artigos:

É importante destacar que não é incomum os pacientes com doenças glomerulares apresentarem sinais de síndrome nefrótica e síndrome nefrítica em simultâneo.

Causas

Bom, até aqui já explicamos como funcionam os glomérulos e quais são as lesões mais comuns que estes sofrem. Porém, falta ainda dizer por que essas lesões surgem. Qual é a origem das doenças glomerulares? Por que de uma hora para outra o glomérulo sofre uma lesão?

As doenças glomerulares têm várias causas. Didaticamente elas são divididas em dois grandes grupos:

  • Glomerulopatias primárias: quando a causa da doença glomerular se restringe ao rim, não havendo lesão em mais nenhuma outra parte do organismo.
  • Glomerulopatias secundárias: quando uma doença sistêmica ataca várias partes do corpo, incluindo, entre elas, os glomérulos.

Tanto as glomerulopatias primárias quanto as secundárias podem causar síndrome nefrítica, síndrome nefrótica ou ambas.

Glomerulopatias secundárias

Entre as glomerulopatias secundárias, ou seja, doenças sistêmicas que podem atacar os rins, podemos citar algumas comuns:

Pacientes que tenham as doenças acima podem ou não apresentar também lesão dos glomérulos. Algumas doenças, como o diabetes e o lúpus, provocam lesão glomerular com grande frequência, enquanto outras, como a faringite, sífilis e o câncer, o fazem mais raramente.

Glomerulopatias primárias

Enquanto nas glomerulopatias secundárias a lesão glomerular é provocada por alguma doença do organismo, as glomerulopatias primárias são a própria doença. Do mesmo jeito que a doença de Alzheimer ou de Parkinson são doenças exclusivas do sistema neurológico, as glomerulopatias primárias são doenças exclusivas dos rins.

As glomerulopatias primárias mais comuns são:

  • Glomeruloesclerose segmentar e focal (pode causar síndrome nefrítica e/ou nefrótica).
  • Doença de lesão mínima (costuma causar somente síndrome nefrótica).
  • Nefropatia membranosa (costuma causar somente síndrome nefrótica).
  • Glomerulonefrite membranoproliferativa (pode causar síndrome nefrítica e/ou nefrótica).
  • Nefropatia por IgA (pode causar síndrome nefrítica e/ou nefrótica).

Diagnóstico

Cada uma das doenças glomerulares citadas anteriormente tem quadro clínico, prognóstico e tratamento distintos. Por isso, o diagnóstico do tipo de lesão do glomérulo e o reconhecimento da presença ou não de doença sistêmica associada é vital para o tratamento.

Análises de sangue podem evidenciar insuficiência renal através do aumento da creatinina. Análises de urina podem demonstrar sangue e/ou perda de proteínas. Ao exame físico podemos identificar hipertensão e edemas pelo corpo.

A existência de inchaços pelo corpo associado à presença de grande quantidade de proteínas na urina, ou a existência de uma insuficiência renal associada a perdas de sangue na urina são fatos que sugerem muito a existência de uma doença glomerular.

Porém, esses achados clínicos e laboratoriais apenas apontam para a presença de uma doença glomerular, mas não dão certeza nem servem para definir se a glomerulopatia é primária ou secundária.

É claro que se um paciente tem hepatite C e de repente começa a apresentar sinais de glomerulopatia, a origem da lesão dos glomérulos é mais ou menos óbvia. O problema é que algumas doenças que causam glomerulopatias podem provocar diferentes tipos de glomerulonefrite e lesão glomerular, sendo necessários diferentes tratamentos para cada uma. Só o lúpus pode causar 6 tipos de lesão glomerular diferentes.

A situação torna-se mais difícil ainda nos casos das glomerulopatias primárias. O paciente apresenta apenas os sintomas da síndrome nefrótica ou da glomerulonefrite sem mais nenhuma dica da origem da lesão glomerular. Clinicamente, é impossível afirmar qual é o tipo de glomerulopatia primária que o paciente tem.

Por tudo isso, o exame definitivo para o diagnóstico das doenças glomerulares é a biópsia renal. A biópsia renal é a única forma de sabermos com certeza qual é causa da doença glomerular. Ela pode nos dizer se o paciente tem lesões de nefropatia membranosa, nefropatia por IgA, lesões de nefropatia por lúpus ou de nefropatia diabética, por exemplo.

A biópsia além de definir a causa da glomerulopatia, também fornece indicações do prognóstico da doença. Se na amostra da biópsia evidenciarmos várias lesões graves e muitas cicatrizes e esclerose dos túbulos e dos glomérulos, dificilmente o paciente irá responder aos medicamentos. Se mais de 50% do tecido renal estiver destruído, não há motivos para iniciar tratamentos com drogas muito pesadas, que provocam vários efeitos colaterais importantes e pouco benefícios irão trazer.

Tratamento

Como a maioria das glomerulopatias tem origem em fatores imunológicos, muitas vezes relacionados a doenças autoimunes, o tratamento se baseia no uso de drogas imunossupressoras, como corticoides, ciclofosfamida, ciclosporina, azatioprina ou micofenolato mofetil.

O tipo de droga escolhida varia consoante a causa da doença glomerular. As glomerulonefrites do lúpus e da síndrome de Wegener, por exemplo, costumam precisar de esquemas fortes de imunossupressão, enquanto a doença de lesão mínima pode nem sequer precisar de imunossupressão, pois a lesão glomerular costuma desaparecer espontaneamente, principalmente nas crianças.

Cada caso é um caso e não cabe aqui falarmos detalhadamente sobre o tratamento e o prognóstico de cada uma das causas de doença glomerular. Em geral, porém, as formas mais graves ou aquelas que não tenham sido diagnosticadas precocemente costumam causar destruição dos rins, levando o paciente a precisar de hemodiálise. Algumas glomerulopatias demoram vários anos para acabar com os rins, enquanto outras podem destruí-los em poucas semanas.

As glomerulopatias ficam atrás apenas do diabetes e da hipertensão arterial como causas de insuficiência renal crônica terminal. O grande problema é que elas são mal diagnosticadas e, muitas vezes, mal tratadas. Excetuando-se os Nefrologistas, a maioria dos médicos tem muito pouca experiência com esse tipo de doença.

Portanto, se você tem algum sinal que possa sugerir uma doença glomerular, principalmente sangue ou proteínas na urina, mesmo que em pequena quantidade, a não ser que a causa seja óbvia, como em uma infecção urinária ou cálculo renal, o mais correto é que você procure a ajuda de um médico Nefrologista.


Referências


Autor(es)

Médico graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com títulos de especialista em Medicina Interna e Nefrologia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Universidade do Porto e pelo Colégio de Especialidade de Nefrologia de Portugal.


O Artigo te Ajudou? Então nos Ajude Agora!
Se você achou este artigo informativo e útil, por favor, considere compartilhá-lo nas suas redes sociais. Cada compartilhamento não só ajuda outras pessoas a obterem informações de saúde de qualidade, mas também contribui significativamente para o crescimento do nosso site.
Temas relacionados
cranberry Cranberry para infecção urinária: benefícios e malefícios
Pielonefrite Pielonefrite (infecção renal)
Infecção urinária 10 sintomas da infecção urinária (bexiga, uretra e rins)
Cistite Cistite: o que é, sintomas e tratamento
Nefrolitíase Cálculo renal (pedra no rim): causas, tipos e tratamento
Dor para urinar Dor ao urinar: principais causas de disúria
Infecção urinária Infecção urinária de repetição: causas e prevenção
Dor nos rins Dor no rim: quais são as principais causas?
Creatinina Creatinina e ureia: exame para avaliação dos rins
Cisto no rim Cisto renal (simples, complexo, cortical, Bosniak)
Fármacos e rins Remédios que fazem mal aos rins (nefrotóxicos)
Nefrologista O que faz o médico Nefrologista?
Diálise - insuficiência renal crônica Insuficiência renal crônica: sintomas e tratamento
Prevenção da doença renal Como prevenir as doenças dos rins
Beber água Quantos litros de água devemos beber por dia?
Calculadora de taxa de filtração glomerular Calculadoras do clearance de creatinina (TFG)
- Publicidade -
COMENTÁRIOS
Por favor, leia as regras do site antes de enviar a sua pergunta.

Deixe um comentário

33 comentários em “Glomerulonefrite: o que é, sintomas e tratamento”

  1. Dr. Tenho uma creatinina de 1,5 hoje, tenho Proteinúria. Gosto de beber cerveja e sempre que se fala de bebida sempre a repreensão, tomo cerveja constantemente isso vai piorar minha função renal? Estou tomando Naprix.

    Responder
  2. Bom dia, Dr. Pedro!!! Minha namorada foi diagnosticada através de uma biopsia com:

    1 Glomerulonefrite proliferativa difusa, padrão membranoproliferativo (esclerose glomerular global 1 / 12)

    2 Atrofia tubular focal com fibrose intersticial leve

    3 Hiperplasia fibrosa discreta da íntima arterial.

    Ela começou o tratamento com corticóides há cerca de um mês. Se o organismo não responder a esse tratamento, existe outra possibilidade??? Desde já, agradeço!!!

    Responder
  3. Ola, Dr Pedro! É contra indicado o uso de whey protein e bcaa para pacientes com glomerulonefrite membrano proliferativa (ureia, creatinina normais e proteinuria 280 mg/d)?

    Responder
    • Para pessoas com doença glomerular, uma dieta hiperproteica pode agravar a função renal a longo prazo.

      Responder
      • Super obrigada! Quanto deveria ser o consumo ideal de Proteinas/kg? Ja fui a mts nutricionistas e as informações divergem mt!

        Responder
        • Como sua proteinúria é baixa e a função renal é normal, o seu consumo de proteínas deve ser o mesmo de um adulto saudável, que é algo em torno de 50 g por dia.

  4. Olá doutor, tenho 18 anos e doença de lesão minima desde os 15. Eu respondo ao corticoide, já fiquei um ano sem o medicamento e sem proteínas na urina. Atualmente estou na minha quarta recaída, a primeira foi 2012, desde então elas vem sendo tratatas com corticoide. No entanto, nesta quarta crise meu médico sugeriu o tratamento com ciclofosfamida. Você acha que seria o melhor a fazer? Estou angustiado, visto os efeitos colaterais do medicamento.

    Responder
    • É uma possibilidade. Mas antes o ideal era você conversar com o seu médico sobre a questão da fertilidade e as formas de preservá-la, já que você é muito novo.

      Responder
  5. boa tarde doutor, existe alguma droga nova que combata a gesf secundária e que permita um transplante sem que este seja recitivo, além da plasmaferese? existe algum tratamento melhor nos EUA, com melhores possibilidades de transplantes de sucesso para crianças?

    Responder
  6. Bom dia Dr. Pedro.
    Sempre tive problemas renais, a principio achava- se era uma Nefrite ( que desapareceu). Quando cheguei aos 18 anos comecei a apresentar vários sintomas de doenças renais, entre elas edema, perda de proteina, o médico que eu vou achou que era uma síndrome nefrótica, mas nos aprofundamos mais em exames por eu apresentar outros problemas de saúde. Na ultima biopsia que fiz o resultado foi uma Glomerulonefrite, porém ele disse que precisava ter a certeza num microscópio eletrônico, o qual o resultado foi de Doença de Alphort.
    O senhor poderia me dar alguma explicação sobre essa doença? Nunca achei nada completo na internet, ou conheci alguém que possui a doença. Na minha família também não temos histórico algum de doença renal.

    Responder
    • O Alport é uma doença glomerular hereditária, relativamente rara, relacionada a uma alteração genética do cromossomo X. É um doença herdada da mãe, que acomete quase que exclusivamente os filhos homens.
      Alterações auditivas, oculares e renais são as manifestações mais comuns desta doença. Não há um tratamento específico.

      Responder
  7. Olá Dr. Pedro, fiz uma biopsia e foi evidenciado Glomeruloesclerose segmentar e focal. Estou tomando prednisona. Gostaria de uma orientação sobre o que devo ou não devo comer para ter uma boa alimentação e ajudar no tratamento. Desde já agradeço.

    Responder
  8. Ola doutor, fiz uma biopsi e o resultado foi glumerulonefrite proliferativa endocapilar segmentar com componente mensaginal discreto associado e atrofia tubular multifocal com fibrose intercisticial discreto pacientes com este diagnostico tem que fazer hemodialise? Tenho hepatite c.

    Responder
    • Não necessariamente. Vai depender de como a doença evoluir. Tem é que tratar a hepatite C pra ver se a lesão melhora, pois o seu rim ainda parece ser viável, já que há pouca fibrose.

      Responder
  9. nao quero perguntar, so quero agradecer. sou estudante de medicina, e as vezes fica meio vago o tema, mas com vcs por perto tudo vai da certo brigaduuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

    Responder
  10. Dr. Pedro,
    Minha dúvida é: quem tem glomerulonefrite ou pielonefrite,e não está fazendo o tratamento especifico, os resultados dos exames laboratoriais são constantes? isto é, eles sempre dão resultados parecidos, ou eles “oscilam”, num exame da taxas normais, e num outro, tudo ou quase tudo aumentado?
    Desde ja agradeço

    Responder
    • Sua pergunta está confusa. Glomerulonefrite e pielonefrite são doenças completamente dististas. Não podem ser comparadas. Também não entendi que tipo de exame você se refere.

      Responder
  11. Boa Noite, Dr. Pinheiro,
    Gostaria de saber se existem exames específicos para o diagnóstico da glomerulonefrite, e se houver, quais são eles? Obg

    Responder
  12. Dr. Pinheiro, bom dia!

    Tenho Glomerulopatia Membranosa cronica,fase 3, com glomeruloesclerose global extensiva e fibrose tubulointersticial grave.
    Estou inciando o tratamento com cisclosporine 150
    Minha doenca e primaria, pq nunca tive as doencas relacionadas,apenas mt amigdalite.
    Tenho a garganta inflamada toda manhã, iniciei um regine alimentar com pouco sodio e potassi, porém continuei a inchar, Faço os exames de sangue e urina. No meu caso o q o sr. Sugere? Acha q posso ficar curada com o tratamento

    Responder
    • Difícil opinar sobre tratamentos à distância. O que posso dizer é que a presença de fibrose tubulointersticial grave na biópsia geralmente indica que haverá pouca resposta ao tratamento. Fibrose é cicatriz. Se já há extensa área de cicatriz, significa que boa parte do rim está atrofiada e já não tem mais recuperação. Mas se o seu médico, que conhece seu caso melhor, indicou tratamento, é porque ele acha que há chances de melhora. Vamos torcer.

      Responder
  13. Olá muito boa sua materia! Eu descobri a dois meses que tenho glomerulonefrite, estou fazendo varios exames para poder levar para minha medica, mas tenho uma pergunta ? é possivel recuperar meu rins e voltar a ter uma vida normal como antes, porque sou corredor e desde que descobri este problema estou proibido de praticar qualquer esporte que cause esforço fisico

    Responder
  14. Poxa… Esses são ótimas essas suas aulas, e que aulas… quero ter v c como professor um dia…
    SUGESTÃO: Falar mais sobre ‘transplante renal”

    Responder
  15. Dr. Pedro.

    Sempre faço exames de urina para achar a casa da hematúria constante, porque tenho dores.

    No meu exame de Dismorfismo Eritrocitário de 54 % e 256.000 hemácias. Será que é glomerulonefrite?

    Responder
    • Geralmente há mais de 60% de eritrócitos dismórficos nas doenças glomerulares. Mas não se pode descartar com esse valor. É uma hipótese.

      Responder