A psoríase é uma doença dermatológica crônica, caracterizada por inflamação e hiperproliferação das células da camada mais superficial da pele. Neste texto vamos explicar o que é a psoríase e quais seus tipos e sintomas.
O que é a psoríase?
A psoríase é uma doença de pele NÃO contagiosa, que surge devido a uma rápida reprodução e proliferação das células da pele, causando espessamento, inflamação e descamação. A psoríase pode causar lesões discretas ou ser uma doença grave com lesões extensas e comprometimento das articulações.
A psoríase é uma doença crônica e ainda sem cura. A doença acomete homens e mulheres em igual proporção e atinge todas as etnias, sendo, porém, mais comum em caucasianos (brancos) do que em negros. A psoríase pode surgir em qualquer idade, mas costuma surgir em adultos jovens.
Ainda não entendemos bem o que causa a psoríase. Sabemos, entretanto, que a doença surge devido a interações de fatores genéticos, ambientais e auto-imunes (você sabe o que é uma doença auto-imune? Então, leia: DOENÇA AUTO-IMUNE).
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| Psoríase |
Fatores de risco para psoríase
Qualquer pessoa pode desenvolver psoríase, todavia, alguns fatores parecem aumentar este risco, principalmente em pessoas geneticamente suscetíveis:
- Tabagismo (leia: MALEFÍCIOS DO CIGARRO | Tratamento do tabagismo)
- Obesidade (leia: OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA | Definições e consequências)
- História familiar de psoríase
- Alcoolismo (leia: EFEITOS DO ÁLCOOL | Tratamento do alcoolismo)
- Estresse físico ou psicológico
- Infecções bacteriana ou virais
- HIV (leia: SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA))
Sintomas da psoríase
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| Locais mais acometidos pela psoríase |
O quadro de psoríase pode ser classificado em diferentes tipos, de acordo com as manifestações. São 7 os principais tipos de psoríase (há outros ainda): psoríase em placas, psoríase gutata, psoríase invertida, psoríase eritrodérmica, psoríase ungueal, psoríase pustulosa e artrite psoriática. Vamos falar resumidamente de cada uma destas.
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| Psoríase em placa |
É o tipo de psoríase mais comum, correspondendo a cerca de 90% dos casos. São lesões em placas, ovais, distribuídas simetricamente no coro cabeludo, cotovelos, joelho, umbigo e costas. Podem também surgir em mãos, pés e face. As placas são avermelhadas, discretamente elevadas com bordas bem definidas e escamação seca esbranquiçada. As lesões costumam ter de 1 a 10 cm de diâmetro e podem ser múltiplas ou poucas lesões isoladas. As placas costumam ser assintomática, mas alguns pacientes se queixam de comichão.
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| Psoríase gutata |
É a psoríase que se manifesta como microlesões. São múltiplas lesões em forma de gota, menores que 1cm, acometendo geralmente o tronco e parte superior dos membros. As lesões da psoríase gutata surgem abruptamente, geralmente após um quadro de faringite ou amigdalite pela bactéria streptococcus (leia: DOR DE GARGANTA | FARINGITE | AMIGDALITE). Este tipo de psoríase pode desaparecer para sempre ou ficar apresentando recidivas toda vez que houver crises de faringite.
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| Psoríase invertida |
Nesta psoríase, as lesões surgem predominantemente em áreas de dobras, como axilas, virilhas, glúteos, seios e região genital. É mais comum em pessoas obesas e piora com a fricção e a umidade do suor. A psoríase invertida causa lesões avermelhadas mas sem descamação, sendo muitas vezes confundida com lesões fúngicas ou bacteriana.
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| Psoríase ungueal |
O acometimento das unhas pela psoríase, seja das mãos como dos pés, pode ocorrer isoladamente ou acompanhada pelas lesões de pele. As lesões típicas são pequenas depressões (buraquinhos), espessamento e uma tonalidade amarelada das unhas.
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| Psoríase pustulosa |
A psoríase pustulosa é uma forma incomum que se caracteriza pelo aparecimento rápido de lesões avermelhadas, dolorosas e com pústulas (bolhas com pus) em sua superfície. Existe a forma localizada que se restringe às mãos e aos pés, e uma forma disseminada, a variante mais grave, que se associa a febre, calafrios, prostração e hepatite (leia: HEPATITE | Tipos, causas e sintomas). Essas lesões apresentam pus, mas são estéreis, ou seja, não estão contaminadas por germes e não são contagiosas.
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| Psoríase eritrodérmica |
É a forma mais rara de psoríase. Neste tipo ocorre lesões avermelhadas, dolorosas e descamativas difusamente por mais de 80% da superfície corporal. É uma forma grave de psoríase, sendo uma emergência médica, pois a pele toda inflamada perde sua condição de barreira contra germes do meio externo, deixando o paciente exposto a infecções graves.
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| Artrite psoriática |
O acometimento das articulações com artrite (inflamação das articulações) é uma complicação que ocorre em cerca de 10% dos casos de psoríase (leia: ARTRITE e ARTROSE | Sintomas e diferenças). A artrite costuma ocorrer nas mãos ou nos pés e pode ser deformante. A lesão nas unhas costuma ser comum e não existe uma relação entre a gravidade das lesões de pele com o risco de se desenvolver a artrite.
Como já dito, a imensa maioria dos casos se apresenta como psoríase em placa. O quadro costuma ser de uma doença crônica de evolução cíclicas, com períodos de exacerbação alternando com períodos de remissão. 25% dos pacientes apresentam períodos de remissão completa, ficando temporariamente sem lesões. Apesar de ser uma doença sem cura, até 80% dos casos são considerados de gravidade leve ou moderada.
Alguns medicamentos estão associados a exacerbações das lesões de pele, entre eles: propranolol, captopril, anti-inflamatórios e lítio. Estresse, frio, exposição solar excessiva, abuso de álcool e infecções também são fatores que podem exacerbar a doença.
Pacientes com psoríase apresentam maior risco de também terem doenças cardiovasculares, síndrome metabólica, doenças malignas, principalmente linfomas (leia: LINFOMA HODGKIN | LINFOMA NÃO HODGKIN | Sintomas e prognóstico) e doença inflamatória intestinal (leia: DOENÇA DE CROHN | RETOCOLITE ULCERATIVA | Sintomas e tratamento).
O diagnóstico é feito clinicamente através da história clínica e do exame das lesões dermatológicas. Em casos atípicos, a biópsia de pele pode ser feita, mas esta é raramente necessária.
Falaremos do tratamento da psoríase em um texto à parte.












1 comentários:
otimo esta materia sobre esta doenças da pele passei 35anos cm isso achando q era alergia pois um derm detectou isso hjhe descob cm a evoluçao o q verdadeiramente eu tenho e stou me cuidando q e dificil obr!!!!
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