Vacinas

A imunização através da vacinação é uma das formas mais efetivas de se prevenir doenças infecciosas graves e interromper epidemias. Graças a campanhas de vacinação bem sucedidas nas últimas décadas, doenças como poliomielite, varíola e sarampo praticamente não existem mais em diversos países.

As campanhas de vacinação existem há décadas em todos os países e são uma das principais medidas de saúde pública, responsáveis por salvar um número incontável de vidas.

– Se você quiser saber como funcionam as vacinas, leia: COMO FUNCIONAM AS VACINAS
– Para saber as vacinas na gravidez, leia: VACINAS NA GRAVIDEZ

Antes de falarmos com mais detalhes sobre vacinas, vamos ao calendário básico de vacinação.

Calendário Nacional de Vacinação do ano de 2017

AO NASCER:

  • BCG – Vacina contra a tuberculose
  • VHB – Vacina contra a hepatite B – 1ª dose

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2 MESES:

  • Pentavalente – Vacina contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B – 1ª dose (2ª dose para Hepatite B)
  • VIP (vacina inativada poliomielite) – Vacina Poliomielite (paralisia infantil) – 1ª dose (injetável)
  • VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano) – Diarreia por Rotavírus – 1ª dose
  • Vacina pneumocócica 10-valente – Vacina contra a bactéria Pneumococo – 1ª dose

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3 MESES:

  • Meningocócica C – Vacina contra meningite C – 1ª dose

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4 MESES:

  • Pentavalente – Vacina contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B – 2ª dose (3ª dose para Hepatite B)
  • VIP (vacina inativada poliomielite) – Vacina Poliomielite (paralisia infantil) – 2ª dose (injetável)
  • VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano) – Diarréia por Rotavírus – 2ª dose
  • Vacina pneumocócica 10-valente – Vacina contra a bactéria Pneumococo – 2ª dose

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5 MESES:

  • Meningocócica C – Vacina contra meningite C – 2ª dose

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6 MESES:

  • Pentavalente – Vacina contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b (provoca meningite e outras infecções) e hepatite B – 3ª dose (4ª dose para Hepatite B)
  • VOP (vacina oral contra poliomielite) – Vacina contra poliomielite (paralisia infantil) – 3ª dose (via oral)

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9 MESES:

  • Vacina contra febre amarela

A vacina contra febre amarela está indicada para crianças a partir dos 09 meses de idade, que residam ou que irão viajar para área endêmica (estados: AP, TO, MA MT, MS, RO, AC, RR, AM, PA, GO e DF), área de transição (alguns municípios dos estados: PI, BA, MG, SP, PR, SC e RS) e área de risco potencial (alguns municípios dos estados BA, ES e MG). Se viajar para áreas de risco, vacinar contra Febre Amarela 10 (dez) dias antes da viagem.

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12 MESES:

  • Tríplice viral – vacina contra sarampo, rubéola e caxumba – 1ª dose
  • Vacina pneumocócica 10-valente – Vacina contra a bactéria Pneumococo – 3ª dose (reforço)
  • Meningocócica C – Vacina contra meningite C – 3ª dose (reforço)

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15 MESES:

  • VOP (vacina oral contra pólio)- Poliomielite (paralisia infantil) – 4ª dose (via oral)
  • Tetra viral – vacina contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela (catapora) – 2ª dose para sarampo, rubéola e caxumba e 1ª dose para varicela
  • DTP (tríplice bacteriana) – Difteria, tétano e coqueluche (reforço da pentavalente sem Haemophilus influenzae tipo b e hepatite) – 1º reforço (4ª dose)
  • VHA – Vacina contra a hepatite A – Dose única

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4 ANOS:

  • DTP (tríplice bacteriana – Difteria, tétano e coqueluche – 2º reforço (5ª dose)
  • VOP (vacina oral contra pólio)- Poliomielite (paralisia infantil) – 5ª dose (via oral)
  • Vacina contra febre amarela (reforço).

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ADOLESCENTES:

  • Vacina contra febre amarela (após 10 anos para quem tomou a primeira dose) – reforço
  • HPV – Vacina contra o vírus HPV – 2 doses entre os 9 e 13 anos de idade
  • Tríplice viral – vacina contra sarampo, rubéola e caxumba – 3ª dose
  • Dupla Adulto – Vacina contra difteria e tétano – reforço a cada 10 anos

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Vacinação de adultos e idosos

1) dT (Dupla tipo adulto) – Contra Difteria e Tétano – Reforço a cada 10 anos.
2) Vacina contra febre amarela – Reforço a cada 10 anos se morar em área de risco. Se viajar para áreas de risco, vacinar contra Febre Amarela 10 (dez) dias antes da viagem.
3) Vacina Contra Hepatite B (em não imunizados durante a infância) – 3 doses (2ª dose 2 meses depois e 3ª dose 6 meses após a primeira).
4) Influenza – vacina contra a gripe – Anualmente após os 60 anos.
5) Anti-Pneumococo (23 sorotipos) – pneumonia – Dose única em maiores de 60 anos. Reforço após 5 anos.

Efeitos colaterais e contraindicações

As vacinas produzidas com vírus ou bactérias atenuados não devem, ser administrados em gestantes ou imunossuprimidos como pacientes portadores de SIDA (AIDS), em quimioterapia, transplantados, etc.

Vacinas com germes vivos atenuados:
– BCG – Vacina contra a tuberculose
– MMR ou SRC (tríplice viral) – Sarampo, rubéola e caxumba
– Varicela – Catapora
– Vacina contra febre amarela

Todas as outras vacinas não contém organismos vivos, e por isso, não são capazes de induzir doença vacinal.

Algumas pessoas têm alergia à alguns componentes das principais vacinas. É importante realçar que pequenas reações como dor, febre baixa e mal estar após as vacinas, não são consideradas graves e não contraindicam posteriores reforços vacinais.

Casos especiais que devem ser consultados por alergologista antes das vacinações par se avaliar a gravidade da reação alérgica. São eles:

a) Pessoas com alergia grave a ovo no caso das seguintes vacinas
– Influenza
– Febre amarela
– MMR ou SRC (tríplice viral) – Sarampo, rubéola e caxumba

b) Pessoas com alergia a gelatina podem apresentar reações à vacina contra:
– Influenza
– Febre amarela
– MMR ou SRC (tríplice viral) – Sarampo, rubéola e caxumba
– Raiva
– Varicela
– DTP (tríplice bacteriana) – Difteria, tétano e coqueluche

NÃO SÃO CONTRAINDICAÇÕES A VACINAÇÃO:

– Doenças benignas com febre inferior a 38,5ºC, tais como diarreia e infecções respiratórias
– Doenças neurológicas não evolutivas, como a Síndrome de Down e a paralisia cerebral
– Doenças crônicas cardiovasculares, pulmonares, renais e hepáticas
– Diabetes (leia: DIAGNÓSTICO E SINTOMAS DO DIABETES MELLITUS)
– Dermatoses, eczemas ou infecções cutâneas localizadas
– Reações localizadas, ligeiras ou moderadas, após vacinação prévia
– Terapêutica com antibióticos, corticosteroides (até 20 mg por dia) e esteroides tópicos (leia: PREDNISONA E CORTICOIDES | Indicações e efeitos colaterais)
– Antecedentes familiares e pessoais de alergia à penicilina, rinite alérgica, febre dos fenos, asma e outras manifestações atópicas
-História familiar de complicações e reações graves pós-vacinais
– Antecedentes familiares de convulsões (leia: EPILEPSIA | CRISE CONVULSIVA | Sintomas, tipos e como proceder)
– Períodos de convalescença das doenças
– Períodos de incubação de doenças infecciosas
– Gravidez da mãe ou de outros contatos
– Prematuridade e baixo peso ao nascer
– História de icterícia neonatal ( leia: ICTERÍCIA NO ADULTO E ICTERÍCIA NEONATAL)
– Aleitamento materno
– Gravidez (para as vacinas inativadas)

É importante respeitar as doses e período de intervalo entre as vacinas. Em 2008, durante um surto de Febre Amarela em algumas regiões do Brasil, houve uma histeria coletiva, estimulada por uma cobertura sensacionalista da imprensa que levou a população a tomar vacinas de modo equivocado. Além de casos de pessoas que tomaram a vacina mais de uma vez, houve inclusive a morte por febre amarela vacinal de uma paciente que apresentava contraindicação formal a vacina (usava imunossupressores devido a um quadro de lúpus).

As vacinas devem ser tomadas de acordo com o calendário oficial ou em campanhas organizadas pelo ministério da saúde.

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Médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (U.F.R.J) em 2002. Especialista em Medicina Interna e Nefrologia. Títulos reconhecidos pela Faculdade do Porto, Ordem dos Médicos de Portugal e Colégio de Nefrologia Português.