Raiva humana: o que é, transmissão, sintomas e vacina

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Resumo do artigo: TL; DR

  • O que é: a raiva é uma zoonose causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae. Sua taxa de mortalidade é de quase 100%.
  • Transmissão: transmitido por mordidas e arranhaduras de mamíferos contaminados. Cães e morcegos são os principais transmissores. Não há transmissão entre humanos.
  • Sintomas: o vírus tem atração pelo sistema nervoso central, causando encefalite. Sintomas incluem confusão mental, desorientação, agressividade, dificuldade de deglutir, paralisia motora, espasmos musculares e salivação excessiva.
  • Tratamento: não existe tratamento eficaz após o início dos sintomas. Profilaxia pré e pós-exposição (vacina e imunoglobulina) são eficazes se administradas a tempo.
  • O que fazer após mordida: lavar bem a ferida com água e sabão. Procurar centro médico para avaliação e possível vacinação.
  • Profilaxia pré-exposição: indicada para indivíduos com alto risco de contaminação, como biólogos e veterinários.
  • Profilaxia pós-exposição: indicada após mordida de mamífero. São vários os esquemas de tratamento envolvendo vacinas e imunoglobulinas (ver tabela ao final do texto).

Introdução

A raiva é uma zoonose (doença transmitida de animais para o homem) causada por um vírus. É uma das doenças mais graves que se tem conhecimento, com taxa de mortalidade de quase 100%. Nenhuma outra doença infecciosa tem taxa de mortalidade tão elevada.

Apesar da existência da vacina e da imunoglobulina, que ajudam a prevenir a raiva humana, ainda morrem de raiva anualmente aproximadamente 70.000 pessoas em todo mundo.

Se você procura informações sobre os cuidados necessários com feridas provocadas por mordidas de cães, acesse o seguinte link: Mordida de cachorro – Cuidados e Tratamento.

O que é a raiva humana?

A raiva é uma grave doença infecciosa causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, que leva ao óbito praticamente 100% dos pacientes contaminados. Desde o século XIX, porém, já existe vacina contra a raiva, sendo ela bastante efetiva em impedir o avanço da doença, caso administrada em tempo hábil.

A raiva é uma doença transmitida somente por animais mamíferos, geralmente através da mordida e inoculação do vírus presente na saliva dentro da pele.

O vírus da raiva tem atração pelas células do sistema nervoso, invadindo imediatamente os nervos periféricos após ser inoculado através da pele. Quando nos nervos, o vírus passa a se mover lentamente, cerca de 12 milímetros por dia, em direção ao sistema nervoso central. Ao chegar no cérebro, o vírus causa a encefalite rábica, a temida complicação que leva os pacientes à morte.

Transmissão

A raiva é uma zoonose. O vírus é transmitido por mordidas e arranhaduras de mamíferos contaminados. Na maioria dos casos, a transmissão ocorre por meio de cães ou morcegos. Porém, vários outros mamíferos podem transmitir a doença, entre eles:

  • Furão (ferrets).
  • Raposas.
  • Coiotes.
  • Guaxinins.
  • Gambás.
  • Gatos.
  • Macacos.

Mamíferos não carnívoros, como porco, vaca, cabra e cavalo também estão associados a casos de raiva, mas estes são mais raros.

Coelhos e roedores pequenos, como esquilos, ratos, porquinho-da-índia e hamsters não são transmissores usuais de raiva, não havendo na literatura médica relatos de casos de raiva humana transmitidos por eles. Animais não mamíferos, como lagartos, peixes e pássaros, NUNCA transmitem raiva.

Desde a implementação de programas de vacinação contra a raiva em cães e gatos, o número de casos de raiva humana despencou. Na Europa e nos EUA, por exemplo, o vírus da raiva circula atualmente mais em raposas e morcegos do que em cães, o que diminui o risco de exposição dos seres humanos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, no período de 1990 a 2009, foram registrados no Brasil 574 casos de raiva humana, nos quais, até 2003, a principal espécie transmissora foi o cão. A partir de 2004, porém, o morcego passou a ser a principal fonte de transmissão de raiva no Brasil. Outras fontes de preocupação são cachorros-do-mato, raposas e primatas, como o sagui-comum ou sagui-de-tufo-branco (Callithrix jacchus).

Virtualmente todos os casos de raiva humana são transmitidos por meio de mordidas ou arranhões de animais infectados. Como o vírus encontra-se presente na saliva dos animais contaminados, outra via de transmissão possível, mas bem menos comum, é via lambidas em mucosas, como a boca, ou feridas abertas. Aquele antigo hábito de oferecer feridas para cães lamberem, além de facilitar a infecção bacteriana da lesão, pode também ser uma fonte de contaminação de raiva.

Não existe transmissão entre seres humanos, não havendo nenhum risco para familiares ou para a equipe médica que cuida dos pacientes*. A transmissão também não ocorre por objetos ou alimentos, uma vez que o vírus não sobrevive no meio ambiente, morrendo rapidamente quando exposto à luz solar ou quando a saliva contaminada seca. Não há casos, por exemplo, de transmissão da raiva através de frutas manipuladas por morcegos contaminados.

* Na verdade, há raros relatos na literatura médica de transmissão de raiva entre humanos, mas estes são casos isolados e mal documentados. A única forma de transmissão da raiva entre humanos devidamente documentada é através do transplante de órgãos, com doador infectado.

O contato com a pele íntegra não oferece risco, mesmo que o animal a lamba. Do mesmo modo, tocar em animais contaminados, como fazer carinho em cães ou apenas encostar a mão em um morcego, também não oferece risco de contaminação. O vírus só está presente para transmissão na saliva, não havendo risco de contaminação quando há contato com sangue, fezes ou urina de animais infectados.

Sintomas

O vírus da raiva tem atração pelo sistema nervoso central, alojando-se frequentemente no cérebro, após longa viagem pelos nervos periféricos.

A encefalite, inflamação do encéfalo, é o resultado da instalação e multiplicação do vírus no sistema nervoso central. Os sintomas da raiva são todos decorrentes deste acometimento do cérebro. São eles:

  • Confusão mental.
  • Desorientação.
  • Agressividade.
  • Alucinações.
  • Dificuldade de deglutir.
  • Paralisia motora.
  • Espasmos musculares.
  • Salivação excessiva.

Uma vez iniciados os sintomas neurológicos, o paciente evolui para o óbito em 99,99% dos casos.

A evolução da raiva pode ser dividida em 4 partes:

1) Incubação: o vírus se propaga pelos nervos periféricos lentamente. Desde a mordida até o aparecimento dos sintomas neurológicos costuma haver um intervalo de 1 a 3 meses. Mordidas na face ou nas mãos são mais perigosas e apresentam um tempo de incubação mais curto.

2) Pródromos: são os sintomas não específicos que ocorrem antes da encefalite. Em geral, é constituído por dor de cabeça, mal-estar, febre baixa, dor de garganta e vômitos. Podem haver também dormência, dor e comichão no local da mordida ou arranhadura.

3) Encefalite: é o quadro de inflamação do sistema nervoso central já descrito anteriormente.

4) Coma e óbito: ocorrem em média 2 semanas após o início dos sintomas.

Tratamento

Uma vez que o paciente tenha desenvolvido os sintomas da raiva, já não há tratamento eficaz. A taxa de mortalidade é de praticamente 100%. Existem relatos alguns pacientes que sobreviveram à raiva após o uso das drogas antivirais ribavirina e amantadina (chamado protocolo Milwaukee). Esse tratamento, porém, foi testado em vários outros pacientes com sintomas raiva e foi ineficaz.

Felizmente, se por um lado praticamente 100% dos pacientes morrem após o início dos sintomas, por outro, há vacina e tratamento profilático com imunoglobulinas (anticorpos), que são altamente eficazes e impedem o desenvolvimento da raiva, se administrados em tempo hábil (explicaremos esse tratamento mais adiante).

Cuidados iniciais

Em caso de mordida por qualquer mamífero, devemos lavar bem a ferida com água e sabão para evitar a contaminação pelas bactérias presentes na saliva dos animais. Depois desta primeira limpeza, o paciente deve procurar um centro médico para que a equipe de saúde possa avaliar se há necessidade de iniciar tratamento profilático (preventivo) com a vacinação contra raiva.

É importante também vacinar o paciente contra o tétano, caso a última vacinação tenha mais de 10 anos.

Se o animal for doméstico é importante obter a caderneta de vacinação do mesmo, atestando sua imunização contra a raiva. Animais devidamente vacinados não são fontes de transmissão da raiva. Nestes casos, não há necessidade de iniciar qualquer tratamento, a não ser que o animal passe a apresentar sintomas da raiva poucos dias depois da mordida.

Em cães, gatos e furões, o tempo máximo de evolução da doença, desde o aparecimento do vírus na saliva até a morte, é de apenas 10 dias. Quando alguém é mordido ou arranhado por um destes animais, indica-se a observação do mesmo por até 10 dias. Se o animal não adoecer neste intervalo, é porque ele não estava contaminante no dia da mordida, não havendo, portanto, risco algum de raiva para o paciente.

Se o animal for um cão de rua, sem dono, ou selvagem, como um morcego ou raposa, é importante capturá-lo para que ele possa ser analisado por um veterinário, de modo a procurar sinais do vírus da raiva. Se a captura do animal não for viável, o tratamento profilático deve ser indicado, partindo do princípio que este esteja contaminado com o vírus da raiva. Portanto, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, já que a profilaxia contra a raiva é considerada uma urgência médica.

Mordidas na cabeça ou no pescoço são bem mais graves por estarem próximas do cérebro. Mãos e pés também são perigosos pois são áreas com muita inervação, facilitando a chegada do vírus aos nervos periféricos. Nestes casos, o tempo de viagem do vírus até o encéfalo é bem mais curto do que o habitual, podendo o período de incubação ser de poucos dias. Estes pacientes devem receber tratamento profilático urgente independente da situação do animal.

O mais importante é entender a gravidade da raiva. Não se deve nunca negligenciar uma mordida ou arranhadura por animais. Não se baseie apenas na aparência do animal para definir se este tem ou não raiva. Uma vez mordido, procure um posto de saúde para receber as orientações.

O tratamento contra a raiva é divido em profilaxia pré-exposição e profilaxia pós-exposição. Falaremos um pouquinho sobre elas.

Profilaxia pré-exposição

A profilaxia pré-exposição é o tratamento preventivo para os indivíduos que ainda não foram expostos ao vírus. Ela é feita com a vacina contra raiva e só está indicada para indivíduos com alto risco de contaminação, como:

  • Médicos veterinários.
  • Biólogos.
  • Agrotécnicos.
  • Pessoas que trabalham em laboratórios de virologia.
  • Pessoas que trabalham com animais silvestres.
  • Pessoas envolvidas na captura e estudo de animais suspeitos de raiva.
  • Pessoas que vão viajar para áreas onde ainda não há controle da raiva nos animais.

A vacina contra raiva é administrada em três doses, nos dias 0, 7 e 28. Duas semanas após o fim da vacinação deve-se colher sangue para avaliar se houve resposta imunológica, com produção adequada de anticorpos.

A vacina contra a raiva pode ser administrada por via subcutânea ou intramuscular. A região glútea, porém, não costuma ser usada, pois resulta em níveis mais baixos de anticorpos que o desejado.

Profilaxia pós-exposição

A profilaxia pós-exposição é aquela que é feita somente após o indivíduo ter sofrido uma mordida de um mamífero.

Existem vários esquemas de tratamento profilático, envolvendo vacinas e imunoglobulinas. Dependendo da gravidade da lesão, o esquema pode incluir até 10 dias seguidos de vacinações diárias mais a administração de imunoglobulina. Todo paciente agredido por animais deve procurar um posto de saúde o mais rápido possível para receber orientações sobre o tratamento.

Segundo o Ministério da Saúde, a profilaxia pós-exposição pode ser resumida neste quadro:

Tabela com esquema para profilaxia da raiva humana.
Esquema para profilaxia da raiva humana.

Para saber mais detalhes técnicos sobre a vacinação contra raiva, acesse as Normas técnicas de profilaxia da raiva humana do Ministério da Saúde.

Morcegos e raiva – Um caso à parte

Morcegos são animais habitualmente infectados pela raiva. Nos EUA, nos últimos 15 anos, mais de 90% dos casos de raiva foram causados por mordidas de morcego.

O grande problema é que a mordida pode passar despercebida, principalmente enquanto a vítima dorme. Por isso, é indicada profilaxia pós-exposição para todos que acordam e encontram um morcego em seu quarto, mesmo não havendo sinais de mordida ou arranhadura. Como a raiva é muito letal, na dúvida, deve-se sempre assumir que a mordida aconteceu.


Referências


Autor(es)

Médico graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com títulos de especialista em Medicina Interna e Nefrologia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Universidade do Porto e pelo Colégio de Especialidade de Nefrologia de Portugal.


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146 comentários em “Raiva humana: o que é, transmissão, sintomas e vacina”

  1. Doutor, esses dias entrou um morcego em meu apartamento (Parecia ser filhote) ele bateu na minha coxa, ele esbarrou em mim, não grudou, nem mordeu, nem nada, apenas bateu rapidamente. É possível que tenha algum perigo? Eu tomei a primeira dose da vacina, vou tomar as outras. Não foi preciso de soro.
    Ainda corro risco? Lavei minha perna depois e higienizei o quarto.

    Responder
      • Dr. Pedro, um morcego bateu em meu braço e aparentemente não causou machucado só ardeu um pouco, mas olhando detalhadamente eu percebi um machucado bem minúsculo mesmo próximo ao local, tão minúsculo que depois não o encontrei mais, isso necessita de alguma atenção ou sem risco?

        Responder
  2. Doutor, o vômito pode transmitir a raiva? Tipo se eu tocar e estiver com um machucadinho, posso ser infectado?
    Me ajuda! Estou paranoica com isso!

    Responder
  3. Doutor, tirei uma parte do morcego da boca da minha cachorra. Estava com um machucado que estava em processo de cicatrização, devo tomar a vacina?

    Responder
  4. Tomei 1 dose da vacina ant rabica e interrompi pois o animal não apresentou sintomas nos 10 dias
    Posso ter algum problema com essa vacina? Posso ter contraído o vírus através dela?

    Responder
      • Olá, dr. Pedro. Tive um pequeno incidente com morcego a médica me atendeu e prescreveu vacina e soro antirrábico, tomei a primeira dose dia 7 de fevereiro e a segunda dose hoje dia 10, a terceira dose deve ser no dia 14 (7 dias após a primeira dose) e a quarta dose dia 21 (14 dias após a primeira dose), correto? Pergunto isso porque a enfermeira marcou as doses para os dias 17 de fevereiro e 02 de março, existe algum problema nesse esquema? Além disse o soro antirrábico foi dado a mim uma ampola de soro diluída no que acredito ser 500 ou 250 ml de soro fisiológico, isso confere proteção?

        Responder
        • O esquema de vacinação antirrábica após uma exposição a um morcego normalmente segue um protocolo específico. Com base nas diretrizes internacionais, o esquema pós-exposição costuma ser o seguinte:

          Dose inicial (Dia 0): No dia do incidente ou assim que possível após a exposição.
          Segunda dose (Dia 3): Três dias após a primeira dose.
          Terceira dose (Dia 7): Uma semana após a primeira dose.
          Quarta dose (Dia 14): Duas semanas após a primeira dose.

          Portanto, de acordo com este esquema, suas doses deveriam ser nos dias 7, 10, 14 e 21 de fevereiro, como você mencionou. As datas que a enfermeira marcou (17 de fevereiro e 02 de março) não estão alinhadas com o esquema típico. É importante esclarecer essa discrepância com a equipe de saúde que está te atendendo.

          Quanto ao soro antirrábico, ele é administrado para fornecer anticorpos imediatos contra o vírus da raiva. A quantidade e o método de administração dependem de vários fatores, incluindo o tipo de exposição e o peso do paciente. Geralmente, parte do soro é injetada ao redor da área da mordida ou arranhão, e o restante pode ser diluído e administrado por via intramuscular. A concentração exata e o volume total do soro dependem do produto específico utilizado.

      • Muito obrigada em relação as vacinas, acabei esquecendo de mencionar que a administração do soro foi direto na minha veia, isso está correto? Confere alguma proteção?

        Responder
        • Tem certeza que foi na veia? O recomendado é que o soro antirrábico seja infiltrado o máximo possível na área ao redor e dentro das feridas causadas pela exposição (por exemplo, mordidas ou arranhões). Se a quantidade de soro for insuficiente para infiltrar todas as feridas, prioriza-se as feridas mais graves ou aquelas em áreas de maior risco (como na cabeça e pescoço). Se sobrar soro após a infiltração nas feridas, o restante deve ser administrado por via intramuscular em uma área distante das feridas, frequentemente no glúteo ou na coxa.

        • Tenho sim, a moça colocou uma ampola em uma quantidade de soro fisiológico e aplicou pela veia mesmo, demorou mais ou menos 40 minutos na aplicação. Isso é correto?

        • Eu desconheço essa recomendação. A recomendação que conheço é que o soro anti-rábico seja injetado ao redor da área da mordida ou arranhão.

  5. Dr., se por engano eu tiver comido uma fruta (banana), mordida por um macaco, alguns minutos antes, corro o risco de transmissão da raiva pela saliva?

    Responder
    • Pouco provável, não sei nem se existe algum caso semelhante relatado. De qualquer forma, o ideal é nunca comer uma fruta que já esteja mordida.

      Responder
  6. Ola, tenho uma dúvida. Um gato meu, vacinado contra raiva estava na rua comendo restos de comida com outros gatos em frente da minha casa. O coloquei pra dentro sem contato, mas após 20 minutos ele tava lambendo minha mão onde tinha um minúsculo arranhão quase cicatrizado. Inclusive passei álcool e nem ardeu. Mas minha dúvida é, digamos que um dos gatos que estavam perto dele estivesse infectado e sua saliva tivesse contato com a boca do meu gato. Teria risco dele me infectar por ter lambido minha mão logo em seguida?

    Responder
  7. Doutor, minha cachorra encontrou o que eu acredito ser um morcego e quis comer, tirei da boca dela. Ele já aparentava estar seco e há muito tempo no sol. Devo me preocupar? Na minha mão tinha um machucado que já estava com casca formada e nenhuma ferida aberta. Lavei minha mão com água e detergente

    Responder
  8. Dr a minha esposa foi mordida por um morcego, ela so foi tomar a vacina após 6 dias e estou preocupado. Ela tomou o soro e a vacina.

    Responder
  9. Bom dia Dr, entrei em contato recentemente com umas frutinhas comida por morcego, nao tinha morcego no local, minha dúvida é se posso pegar raiva por manipular sigo que entrou em contato com a saliva dele. Parecia já está seca!!

    Responder
  10. Oi Dr. Acordei com um ferimento pequeno sem sangue no pé direito. Não vi nenhum animal ou inseto no ambiente. Dias depois, ocorreu irritação na pele, ficou meio avermelhada. Corre o risco de ter sido um morcego? Morro na Zona Rural de minha cidade.

    Responder
  11. Olá doutor, tive contato com algumas frutinhas que o morcego levou pra dentro de casa, aparentemente estavam secas, tinha um pouco de fezes também. Corro algum risco de pegar raiva? Não sei a quanto tempo estava na casa, pois a casa estava vazia.. não tinha morcego no local e já era 9 da manhã quando tive esse contato. Fui a vigilância sanitária da minha cidade e n ai deram muita importância. Me disseram que como eu não fui mordida ou arranhada não tinha poblema. Como não sabia que se tratava de morcego, não lavei a mão e nem passei álcool. Corro algum risco ?

    Responder
    • O contato com fezes de morcego ou frutas que eles possam ter tocado não é considerado um meio de transmissão do vírus da raiva.

      Responder
  12. Doutor, fui para a roça no final de semana e lá tive contato com um Cabritinho que me arranhou levemente com o seu casco. Não sangrou nem deixou nenhum tipo de marca, corro algum risco? No caso de gatos o arranhão é mais perigoso porque eles tem o habito de se lamberem?

    Responder
    • Se não houve rompimento da pele, o risco é muito baixo. Além disso, a raiva é pouco comum nos caprinos e a transmissão destes animais para humanos é muito rara.

      Responder
  13. doutor, em novembro de 2022 fui mordido por um animal aí tomei 4 doses da vacina pós exposição + soro, por quanto tempo tô imunizado?

    Responder
    • Só por 90 dias. Se for mordido novamente por animal com risco de raiva, tem que vacinar de novo (mas geralmente é com apenas 2 doses).

      Responder
  14. doutor, se um gato lamber a barriga e eu tocar nesse lugar que ele lambeu e acabar coçando o olho ou uma ferida, posso pegar a doença?

    Responder
        • Eu não consigo fazer essa avaliação à distância. O ideal é você se dirigir a um posto de saúde e explicar a sua situação para que o médico de lá possa tomar essa decisão.

  15. Oi Dr. Pedro, é possível o vírus da raiva grudar na sola do calçado e contaminar uma pessoa ao tocar nessa sola do calçado com as mãos e passar a mão na boca?

    Responder
  16. Dr., fiz taxidermia (empalhei) uma anta da natureza, animal silvestre. Fiquei sabendo depois que ela estava com suspeita de raiva, mas agora recebi o diagnóstico positivo do Instituto Pauster. Ela realmente morreu de raiva, estava contaminada.

    O problema é que mesmo usando luva de látex acabei tendo contato com o sangue, fezes e urina dela. A pele do meu braço e antebraço ficaram diretamente em contato com as vísceras do animal (intestino, bexiga, coração, pulmão, rins, etc). Fiquei muito suja com o sangue, urina e fezes.
    Para piorar descobri que estou grávida (13 semanas).

    Bom, estou fazendo o tratamento pós exposição com 4 doses de vacinas + soro homólogo. Vou tomar a 4ª dose da vacina no 14⁰ dia (só falta essa vacina).

    Minha pergunta é:
    1) Após completar as 4 doses de vacina estou segura? Caso encerrado?
    2) Preciso fazer algum exame sorológico para garantir?
    3) Será que as vacinas + soro podem ter afetado o bebê? Ou o vírus caso eu tenha me contaminado?

    Estou angustiada. Obrigada!

    Responder
    • 1) Se o tratamento tiver seguido todas as Normas Técnicas de Profilaxia da Raiva Humana do Ministério da Saúde, você pode ficar descansada.
      2) Costuma ser indicado a sorologia 10 dias após o fim da última dose de vacina. A OMS considera que um título igual ou superior a 0,5 UI/ml representa resposta imunitária satisfatória para proteger do vírus da raiva.
      3) Em princípio, o tratamento profilático não faz mal ao bebê.

      Responder
    • Um morcego voou e encostou em meu cabelo , sem contato com pele. Não houve pouso. Bem suoerficial. Há indicação de profilaxia?

      Responder
  17. Olá. Fiz a Profilaxia pós-exposição e tomei todas as vacinas (a primeira dose com 6 horas após o arranhão) e o soro (com 13 horas após arranhão) isso aconteceu em outubro. Qual a eficácia? O caso tá encerrado?

    O animal que me arranhou era a gata da minha irmã e vivia em casa mas a vacina não tava em dia. E não pude acompanhar pq a gata tava passando mal e fomos socorrer-lá e ela veio a falecer, achamos que ela morreu envenenada pois um dia antes tinham escondido um pedaço de queijo com veneno para rato. A gata tava normal, gordinha e sempre bem tratada e com nenhum comportamento estranho mas fiquei com muito medo de decidi ir no posto e fazer a profilaxia.

    Responder
    • Fez o certo. Casos de raiva em animais domésticos é atualmente muito raro. Em 2022, foram notificados no Brasil só 9 casos em gato e 7 em cães. Portanto, é pouco provável que a gata estivesse infectada. Mas como você fez o tratamento correto, não precisa se preocupar.

      Responder
  18. Adotei um cachorro que não foi vacinado contra a raiva ainda (ele tem 9 meses), ele bateu o dente no dedo da minha mãe e saiu um pouco de sangue. Ela lavou o lugar com água e sabão. Isso foi há uns 3 dias, é melhor ela ir ao médico?

    O cachorro adora morder, não sei se é por que ele é um filhote ainda. Ele gosta de ficar em lugar escondido, como embaixo da cama e vire mexe ele começa a ficar muito eufórico e até a latir para a gente.

    Responder
    • Se o cachorro está com vocês há mais de 10 dias, significa que ele não veio doente. Esse comportamento que você descreve é típico de cachorro jovem mesmo. Basta ficar de olho, mas o cão precisa ser vacinado.

      Responder
    • Não entendi a pergunta. A palavra que você quis usar é realmente morfologia (estudo da forma, da configuração ou da aparência externa da matéria)?

      Responder
  19. Oii Dr. Encontrei um morcego e passei a mão nele, meu gato estava tentando pegar ele e não sei se meu gato arranhou ele ou mordeu ele ou vice e versa, por eu ter passado a mão nele, corro algum risco? E meio gato?

    Responder
    • Só pelo toque o risco de transmissão é baixo. O problema são arranhões e mordidas, ou pelo menos contato com secreções do animal. Em relação ao gato, o ideal é levá-lo ao veterinário. Se ele tiver mordido o morcego, há risco.

      Responder
  20. Uma macaca doméstica me mordeu, não sangrou, mas ficou com as marcas. Ela e seus donos estavam de passagem, não pude verificar se ela é vacinada, por estar viajando creio que sim…Devo ir ao posto ou apenas observar?

    Responder
    • Se não rompeu a pele, não tem problema. Se houve rompimento da pele, o ideal era um médico ver até pra avaliar se há risco de infectar a ferida.

      Responder
    • Sim, há risco. Você já contactou a infectologia, a comissão de controle de infecção hospitalar ou a área responsável por acidentes de trabalho?

      Responder
  21. Tenho duas cachorras, uma vira lata e uma Pitbull, ambas não saem de casa a aproximadamente 3 meses.

    Quando fui lavar o quintal elas se assustaram com a água, e tentaram correr para o mesmo lugar, ocasianando estresse e por fim brigaram.

    No desespero, tentei intervir entrando no meio, e sem querer a Pitbull mordeu meu dedo, e só fez um furinho, onde saiu um pouco de sangue.

    Infelizmente achei q tinha vacinado elas com a vacina anti raiva, porém, ao verificar a carteira de vacina, vi q não tomaram.

    Elas estão bem, nunca apresentaram nenhum sintomas de raiva. ( Estão sem alimentando bem, tomando água normal, e continuam com o comportamento padrão)

    Com toda certeza irei vacina-las agora que sei q não tomaram.

    Porém, devo me preocupar com algo nesse momento ?

    Faz 2 dias q tomei a mordida.

    20/06/2022.

    Responder
    • Se elas não saem de casa, não tem perigo. Para pegar raiva, o cão precisa ser contagiado por algum animal contaminado. De qualquer forma, observe a pitbull por 10 dias. Se ao final desse tempo ela estiver bem, pode descansar.

      Responder
      • Dr ,fui mordida por um Pitbull tbm ,estava com ele há 2 meses e meio . Ele me estranhou , Fiquei com medo e doei ele , mas o rapaz que adotou mandou msg que o mesmo morreu 7 dias depois . Fui na UPA depois de 10 dias , tomei a primeira dose de vacina . Devo me preocupar ? Ou dar tempo de me imunizar caso ele tivesse infectado com o vírus da raiva . Mas acredito que ele já tava doente pois tinha sangue nas fezes.

        Responder
        • Dá tempo de se imunizar, mas pode ser que seja necessário fazer imunoglobulina também. O ideal era você ser avaliada por um infectologista. E esse cão precisa passar uma necrópsia para confirmar a causa da morte.

    • O vírus da raiva é frágil na maioria das condições normais. É destruído em poucos minutos a temperaturas superiores a 45ªC e sobrevive não mais do que algumas horas à temperatura ambiente. O vírus deixa der ser contagioso quando o material que o contém já está seco. Ele também é facilmente morto por detergentes e desinfetantes comuns.

      Responder
  22. Oi dr. Estudo em uma faculdade com vários amimais, muitas árvores mas nunca fui mordida por nenhum. Há risco deu trazer na minha chinela algum vírus deixado no chão por morcegos ou outro animal contaminado? Porque também tenho outros animais em minha casa, desde já agradeço.

    Responder
    • Pouco provável, mas o ideal é não usar em casa nenhum calçado que você use no trabalho. A gente lá no hospital usa uma Croc ou outro calçado confortável, que fica no hospital, não volta para casa.

      Responder
  23. Dr. Pedro, existe casos ou é possível pegar raiva tocando em alimentos de Morcego? Quanto tempo o vírus da raiva sobrevive num fruto?

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    • Só de tocar em alimentos é muito pouco provável. O vírus da raiva precisa ser inoculado no seu corpo, precisa vencer a barreira da pele. Por isso mordidas e arranhões são perigosos.

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  24. Olá doutor Pedro, a minha dúvida parece boba mas realmente estou preocupada, pois após ler sobre a doença é muito assustador cogitar marcar bobeira sobre isso. Eu acordei com um pequeno machucadinho no nariz (parece até machucado de unha, sem sangramento significativo, só um pouco vermelhinho e quase nada de sangue) mas não me lembro de ter me machucado com a unha em momento nenhum, nem de dia e muito menos a noite. Normalmente durmo com a janela aberta, porém, com telas de mosquiteiro, e moro em área urbana. Acordei e NÃO vi nenhum morcego no meu quarto. Gostaria de saber se existe alguma precaução quando pequenos machucados misteriosos aparecem assim, mesmo sem encontrar morcego no quarto. Muito obrigada doutor. Desculpe a dúvida se for boba. Abraços!

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    • Não, Patrícia, você provavelmente se feriu coçando o nariz com a própria unha durante o sono. Se você mora em área urbana e não há nenhum sinal de morcego no quarto, não há motivo para pensar em raiva.

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      • o cachorro de minha irma é bem cuidado e vacinado como gosta de brincar fez um pequeno arranhao na minha perna proximo ao joelho, lavei com sabao e passei alcool varias vezes, seria suficiente este tratamento? foi ontem ja faz umas 12 horas!!

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  25. Dr. Boa tarde! Me ajude por favor. Meu cachorro cheirou um cadáver (carcaça) de um animal morto que parecia um morcego (não tenho certeza pois estava muito amassado e quase irreconhecível – Já seco, decomposto). O cachorro É VACINADO contra raiva anualmente, porém, fiquei preocupado porque ao cheirar ele quase encosta o focinho no bicho morto. Existe algum motivo pra preocupação com transmissão de raiva por cheirar ou encostar o focinho em carcaça de eventual morcego morto? Obrigado Dr. Pedro. Sua opiniao é muito importante!

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    • Loan, eu não sou veterinário. Não sei qual é o procolo nesses casos. O que eu posso dizer é que pelo cheiro não há risco de transmissão. E sendo o cão vacinado, acredito que não haja risco, mesmo ele tendo encostado o focinho. De qualquer forma, se você está preocupado, o ideal é consultar a opinião de um veterinário. Eu acho que não há risco, mas como não sou veterinário, não posso dizer com certeza.

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  26. oi doutor, boa tarde, eu tive olhando no site do UOL ontem a noite e li uma matéria relacionada ao vírus da raiva, o título é
    ( cientistas usam composto de proteína para tratar a raiva ), o nome deles são o biólogo Washington carlos agostinho e também do professor, paulo eduardo brandão – coordenador do laboratório de raiva, pesquise lá quando puder ^^

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  27. bom dia, eu gostaria de exclarecer algumas dúvidas, é verdade que mordidas, aranhões e até mesmo lambidas em feridas abertas como nas mãos, pés, pescoço, face e cabeça o vírus rabico se espalha mais rápido?

    e eu gostaria de saber se tem algum sintoma no local da mordida, aranhadura, ou lambedura

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    • 1- Sim, mãos, pés e cabeça são os locais mais perigosos.
      2- Geralmente não há nenhum sintoma específico da raiva no local a ferida.

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      • e o vírus da raiva é indestrutível ou, ele pode ser inativado “morto” por algum produto químico?.

        peço desculpas por tantas perguntas =))

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        • Todo vírus pode ser inativado por produtos anti-sépticos. O problema é que uma vez que ele entre no seu organismo, esses produtos já não servem. É preciso fazer a vacina ou a imunoglobulina.

        • Ah bom entendi ^^, quer dizer então que se a pessoa lavar o local e passar álcool ou antisséptico, consegue inativar o vírus a tempo até buscar ajuda médica?, obrigada por me responder ;)

  28. Se um cachorro não morrer durante 10 dias, e ele não for vacinado, há algum risco da pessoa que foi mordida ter Raiva, ou deve procurar um médico, eu também queria saber se esse período de 10 dias é totalmente confiável ??

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    • Sim, é confiável, pois cães infectados com raiva morrem dentro de 7 dias. Se no décimo dia o cão estiver bem é porque ele não está infectado com o vírus da raiva.

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        • O período de observação de 10 dias é baseado no conhecimento atual sobre a fisiologia da raiva. Uma vez que o vírus da raiva atinge o cérebro e começa a causar sintomas, a progressão da doença é rápida, e a morte geralmente ocorre dentro de poucos dias. Portanto, se o animal se mantém saudável durante os 10 dias após a mordida ou arranhão, isso indica que o vírus ainda não havia atingido o cérebro e as glândulas salivares no momento da mordida, tornando a transmissão do vírus improvável.

  29. Dr Pedro, obrigada por compartilhar esse texto bastante didático e de importância para o controle da doença através da educação ambiental. Apenas duas observações: Coelhos são lagomorfos, portanto não se enquadram no grupo dos roedores. E outro detalhe bem importante: Uma pessoa ao encostar a mão em um morcego, caso seja hematófago, há grande risco de contaminação, podendo SIM se infectar com o vírus da raiva, pois esses animais possuem o hábito de se lamberem, então vale ressaltar a importância das pessoas nunca encostarem sem proteção diretamente em um morcego ao encontra-lo caído por aí e fazer o uso adequado de luvas na manipulação do mesmo, além de entrar em contato com a Divisão de Vigilância de Zoonoses da cidade, através do 156.

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    • Olá Renata, você tem a fonte dessa informação sobre os morcegos? Até onde eu sei, o vírus sobrevive pouco tempo no ar e a saliva em contato com pele íntegra não é capaz de contaminar.

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    • Se ela é vacinada, em princípio, não. De qualquer forma, vale a pena ouvir a opinião do veterinário para comprovar que a vacina está efetiva.

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  30. Doutor.
    Minha filha só me falou agora que foi mordida na perna por um morcego à 6 dias atrás. Vou levá-la amanhã no posto. Devo me preocupar mesmo ela tomando a vacina?

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  31. Bom dia doutor!
    Uma cachorro do sítio do meu pai tentou me morder quando eu tentava separar uma brigar entre osi cachorros , porém, eu estava de calça e cabos sendo apenas um arranhão superficial sem sangramento.
    Não sabemos se o cachorro foi vacinado contra a raiva, pois quando compramos o sítio o cão já estava lá.
    Infoemaro que o cachorro não apresentar qualquer sinal de Raiva, pois é bem saudável. Também informo que é possível observa-lo tranquilamente nos próximos 10 dias.
    Pergunto, e necessário procurar atendimento médico ou espero os próximos 10 dias?

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  32. Boa Noite Dr , fui mordida pela mh cachorrinha cortou um pouco e sangrou pouco e ela toma vacina anti-Rabica anual,sera que é presiso tomar alguma vacina?? Obrigado!

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  33. Dr ,um morcego me mordeu essa noite,levantei e fui tomar vacina mas nao tem o soro ,como devo preceder?tomei uma vaciana anti rabica e tenho que voltar e tomar as outras.

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    • O ideal era que você consultasse um infectologista para ter certeza de que o soro é desnecessário no seu caso.

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  34. Ola dtr, há 3 dias,um cachorro me arranhou na perna, fez-me duas feridas , umas delas sangrou, contudo quando cheguei a casa lavei a ferida com muito alcool e pus o antisseptico, meu amigo disse que estava vacinao , mas o cao apareceu em sua casa, .A zona onde ele bateu com a pata, doi como se fosse um hematoma, e está quente, será necessário tomar a vacina, ou observar o cao durante 10 dias.

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  35. Passei embaixo de uma árvore com morcegos e parece que a saliva de um deles caiu na minha mão ! Corro algum risco ?!?! Na minha mãe não tinha nenhum machucado !!!

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  36. Doutor, acordei com um morcego na cabeceira da minha cama. Olhei pelo corpo todo e não identifiquei nenhuma mordida aparente! Há a possibilidade dele ter me mordido? já se passaram 3 dias que isso aconteceu, ainda posso tomar o soro?

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  37. Ola Dr. Bom dia!!! Na fazenda dos meus país um cavalo foi a óbito e o diagnóstico final acusou Raiva… Após isso enterraram o animal na fazenda mesmo , isso pode acarretar algum problema para o solo? Como devemos proceder???

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    • Acredito que não, mas essa é uma questão que foge da minha alçada. Um veterinário saberá lhe responder melhor o que fazer com o corpo do animal.

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  38. Olá doutor, parabéns pelo site.
    É o seguinte, um cachorrinho muito fofo da rua veio brincar comigo, na brincadeira ele encostou os dentes na minha mão e apertou um pouco, isso não causou nenhuma lesão na minha pele, mesmo assim eu devo procurar um medico e tomar a medicação anti-rabica?

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  39. Meu cachorro foi mordido por um rato não lembro quando o vacinei, por isso corri para um veterinário e dei uma anti rabica , já faz 10 dias e não vi nenhuma alteração nele, devo me preocupar ? Tenho que me tratar também já que sempre mexo nele e cuidei da ferida dele?

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  40. estou grávida de 2 meses. fui socorrer um gato de rua filhote que estava afogando, como ele estava desesperado ele me mordeu. eu posso tomar a vacina e o soro? é necessario?

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  41. Doutor, fui fechar a porta da minha casa e tinha um morcego nela, ele mordeu meu dedo mas aparentemente não teve nenhuma lesão, so ficou um pouco avermelhado. Existe risco de contaminação com o vírus da raiva? O que devo fazer?

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    • Sim, corre. O ideal é você procurar um posto de saúde e contar essa história para eles avaliarem o real risco.

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    • A administração da vacina deve ser feita por via subcutânea ou intramuscular. Em geral, evita-se a região dos glúteos, pois
      pode resultar em níveis de anticorpos neutralizantes mais baixos que o desejado.

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  42. Olá, Doutor!
    As fezes desses animais (gato, cachorro ou morcego) transmitem raiva? Em quanto tempo o vírus morre no meio ambiente?
    Parabéns pelo site, sempre que tenho uma dívida vejo por aqui.
    Desde já agradeço.

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  43. Doutor entrei em contato com um morcego morto(já havia sido comido em boa parte por formigas)eu o peguei por sua pata para joga-lo no lixo gostaria de saber se eu corro risco de contrair raiva obs eu comprimentei um parente meu pois havia esquecido estamos seguros.

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  44. Dr,estou apavorada,esesperada me responda por favor.Minha filha foi mordida por um morcego durante a noite e levei ela no hospital umas 18 hs depois e ela recebeu a vacina e soro,ainda vai tomar as outras quatro doses.Minha dúvida é se ela ainda corre risco de contrair a raiva ou se posso me tranquilizar…Desde ja agradeço.

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  45. Doutor, nas minhas férias visitei um resort em Alagoas e lá encontrei vários saguis do tufo branco. Não resisti e os alimentei. Os animais lambiam o meu dedo e um dia acabei por não lavar as mãos e roer as unhas… Li em alguns sites que a contaminação pode ocorrer pelo contato em mucosas, o que me deixou bastante assustado. Os animais eram totalmente dóceis e mesmo sendo silvestres, pareciam fazer parte do resort. Já faz mais de duas semanas desde o incidente… Devo me preocupar? Obrigado…

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  46. Doutor meu cachorrinho de apenas 2 meses estava agindo estranho à alguns dias atrás, agressivo, salivando muito(formando espuma na boca), se tremendo e se batendo nas coisas, ele me mordeu, ele está infectado com o vírus da raiva?

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  47. Doutor fui mordida por um morcego enquanto dormia, e só confirmei quando encontrei um morcego no quarto e o matei. Do episódio até meu atendimento demorou quase 72h…tomei vacina e soro..ainda faltam 4 doses de vacina…corro risco de contrair a raiva????

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    • A imunização é por pouco tempo, depois de 6 meses a 1 ano, após novo acidente, o mais provável é necessitar de nova vacinação.

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