Meningite: sintomas, transmissão e tratamento

Atualizado:
20 set. 2026
Atualizado:
20 set. 2026

Resumo

Principais pontos sobre a meningite

  • A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.
  • Bactérias, vírus, fungos e parasitas são possíveis causas de meningite.
  • Febre, dor de cabeça intensa e rigidez da nuca estão entre os sintomas mais típicos.
  • A meningite bacteriana é uma emergência médica e precisa de tratamento rápido com antibióticos.
  • Muitas formas de meningite têm cura, mas o prognóstico depende da causa, da gravidade da doença e da rapidez com que o tratamento é iniciado.
  • Nem toda meningite é contagiosa. O risco de transmissão depende do agente causador e do tipo de contato.
  • A punção lombar, com análise do líquido cefalorraquidiano, é o principal exame para confirmar o diagnóstico.
  • Existem vacinas capazes de prevenir várias das principais formas de meningite bacteriana.

O que é meningite?

Meningite é o nome que damos à inflamação das meninges, membranas que envolvem e protegem o cérebro e a medula espinhal.

Na maioria das vezes, a meningite é provocada por uma infecção, principalmente por vírus ou bactérias, mas fungos, parasitas e algumas doenças não infecciosas também podem inflamar as meninges.

A meningite bacteriana é a forma que mais preocupa, pois pode provocar sepse, lesões neurológicas permanentes ou morte. A meningite meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, é particularmente temida pela possibilidade de evolução muito rápida, especialmente quando ocorre junto com meningococcemia, que é a disseminação do meningococo pela corrente sanguínea.

O que são e onde ficam as meninges?

Do mesmo modo que o pulmão é envolvido pela pleura e o coração pelo pericárdio, o sistema nervoso central, formado pelo cérebro e pela medula espinhal, é envolvido por membranas chamadas meninges.

As meninges são compostas por três camadas:

  • Dura-máter: é a membrana mais externa, espessa e resistente, localizada junto aos ossos do crânio e da coluna vertebral.
  • Aracnoide: é a membrana intermediária.
  • Pia-máter: é a membrana mais interna, fina e aderida à superfície do cérebro e da medula espinhal.

Entre a aracnoide e a pia-máter existe o espaço subaracnoide, por onde circula o líquido cefalorraquidiano, também chamado liquor.

Meninges

Na meningite, a inflamação costuma comprometer principalmente a pia-máter, a aracnoide e o líquido cefalorraquidiano.

Tipos e causas de meningite

A meningite pode ser classificada de acordo com a sua causa. Na maioria dos casos, a inflamação das meninges é provocada por uma infecção, principalmente por vírus ou bactérias. Fungos e parasitas também podem causar meningite, embora sejam causas bem menos frequentes.

Existem ainda meningites não infecciosas, que podem ocorrer em doenças como câncer e lúpus, ou como reação a determinados medicamentos. Traumatismos cranianos e cirurgias do sistema nervoso também podem estar associados ao desenvolvimento de meningite, inclusive por favorecerem a entrada de microrganismos no sistema nervoso central.

Portanto, nem toda meningite é infecciosa e nem toda meningite infecciosa é contagiosa. Mesmo quando a causa é um microrganismo, a possibilidade de transmissão de uma pessoa para outra depende do agente envolvido e da forma como ele se dissemina.

Meningite bacteriana

A meningite bacteriana é, de modo geral, a forma mais grave.

As bactérias mais importantes variam conforme a idade, o estado imunológico e outros fatores de risco. Entre as principais estão:

  • Neisseria meningitidis — conhecida como meningococo.
  • Streptococcus pneumoniae — conhecida como pneumococo.
  • Haemophilus influenzae tipo b — Hib.
  • Streptococcus agalactiae — estreptococo do grupo B.
  • Listeria monocytogenes.
  • Staphylococcus aureus.

Em recém-nascidos, o estreptococo do grupo B é uma das causas mais importantes. Em crianças maiores e adolescentes, meningococo e pneumococo estão entre os principais agentes. Nos adultos sem imunossupressão, o pneumococo é atualmente a causa mais frequente de meningite bacteriana aguda, seguido pelo meningococo. Em pessoas com mais de 60 anos ou com imunidade comprometida, a Listeria monocytogenes é um agente importante.

A vacinação contra o Haemophilus influenzae tipo b e o pneumococo reduziu de forma acentuada a incidência dessas infecções, principalmente nas crianças. As vacinas contra ambos fazem parte do atual calendário infantil de vacinação: o Hib está incluído na vacina pentavalente, e o pneumococo é prevenido pelas vacinas pneumocócicas conjugadas (leitura sugerida: Vacinas: tipos, como funcionam e calendário vacinal)

Outras doenças bacterianas, como tuberculose e sífilis, também podem acometer as meninges, embora geralmente apresentem evolução diferente da meningite bacteriana aguda típica.

Meningite viral

A meningite viral é mais comum que a bacteriana e, na maioria dos casos, apresenta evolução mais branda.

Os enterovírus não pólio, como os coxsackievírus e echovírus, são os agentes mais frequentes. Porém, diversos outros vírus podem acometer as meninges, incluindo:

A maioria das pessoas com meningite viral leve melhora espontaneamente, habitualmente em cerca de 7 a 10 dias. Entretanto, recém-nascidos, idosos, pessoas imunossuprimidas e pacientes infectados por determinados vírus, como os herpesvírus, podem apresentar quadros mais graves e necessitar de internação e tratamento específico.

Meningite fúngica

A meningite fúngica é rara e ocorre mais frequentemente quando um fungo presente em outra região do organismo se dissemina pelo sangue e alcança o sistema nervoso central.

É mais comum em pessoas com imunidade comprometida, como pacientes com HIV avançado, câncer, transplante de órgãos ou uso prolongado de medicamentos imunossupressores.

Entre os fungos que podem causar meningite estão:

  • Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii.
  • Coccidioides.
  • Histoplasma.
  • Candida.

A meningite fúngica não costuma ser transmitida de pessoa para pessoa e frequentemente necessita de tratamento antifúngico prolongado.

Meningite parasitária e meningite eosinofílica

Alguns parasitas também podem provocar meningite.

Uma forma conhecida é a meningite eosinofílica, na qual há aumento de eosinófilos, um tipo de glóbulo branco, no líquido cefalorraquidiano. Uma das causas é o parasita Angiostrongylus cantonensis, conhecido como verme pulmonar do rato, que pode infectar seres humanos após a ingestão de caracóis, lesmas ou alimentos contaminados.

Outros parasitas também podem, mais raramente, atingir o sistema nervoso central. Entre os principais estão o Gnathostoma spinigerum e o Baylisascaris procyonis, que, assim como o Angiostrongylus cantonensis, podem provocar meningite ou meningoencefalite eosinofílica. A meningite parasitária é muito menos comum que as formas viral e bacteriana.

Meningite não infecciosa

Inflamações das meninges também podem ocorrer sem qualquer infecção. Entre as possíveis causas estão:

Nota: meningite por antibióticos é um quadro possível, mas é bem raro.

Raramente, procedimentos neurocirúrgicos também podem desencadear uma meningite asséptica, causada pela inflamação das meninges sem a presença de uma infecção.

Em todas as situações descritas acima, não existe risco de transmissão da meningite para outras pessoas.

Meningite é contagiosa? Como ocorre a transmissão?

Não é propriamente a meningite que passa de uma pessoa para outra. O que pode ser transmitido é o microrganismo capaz de causar meningite, como determinadas bactérias ou vírus.

Isso significa que entrar em contato com uma pessoa infectada e adquirir o mesmo microrganismo não significa necessariamente desenvolver meningite. Na maioria das vezes, esses agentes provocam infecções mais leves ou simplesmente colonizam o organismo sem causar sintomas. O meningococo, por exemplo, pode permanecer na garganta de pessoas saudáveis sem provocar doença; apenas uma pequena parcela dos infectados desenvolve meningite ou meningococcemia. Da mesma forma, os enterovírus circulam com frequência na população, mas somente uma minoria das pessoas infectadas apresenta meningite.

Por isso, o risco de transmissão e o risco de desenvolver meningite são duas coisas diferentes. Além disso, nem todas as meningites infecciosas são transmitidas de pessoa para pessoa, e o risco de contágio varia conforme o agente causador e o tipo de contato.

Meningite bacteriana

Algumas bactérias que podem causar meningite vivem temporariamente no nariz e na garganta de pessoas saudáveis. É o caso principalmente do meningococo, do pneumococo e do Haemophilus influenzae.

No caso da doença meningocócica, a transmissão ocorre através de secreções respiratórias e da saliva, geralmente quando há contato próximo ou prolongado.

Viver na mesma casa ou dormitório, beijar na boca, ter contato direto com secreções respiratórias ou permanecer muito próximo da pessoa infectada por várias horas são situações de maior risco.

Já um encontro rápido, um cumprimento, conversar por alguns minutos ou simplesmente passar pelo mesmo ambiente não costumam ser considerados exposições importantes.

O compartilhamento ocasional de copos ou talheres não tem o mesmo risco de morar ou dormir com uma pessoa infectada. Porém, objetos que estejam efetivamente envolvidos na troca de saliva podem constituir exposição relevante.

No Brasil, o Ministério da Saúde considera como exemplos de contato próximo com um caso de doença meningocócica:

  • Pessoas que compartilham o mesmo domicílio ou dormitório.
  • Pessoas diretamente expostas às secreções da boca ou do nariz, como em beijos ou compartilhamento de objetos que permitam troca de saliva.
  • Exposição contínua por pelo menos 4 horas, a até 1 metro de distância, em ambiente fechado.
  • Determinadas exposições repetidas ao longo de vários dias, como pode ocorrer em creches, escolas ou locais de trabalho.
  • Profissionais de saúde que tiveram contato direto com secreções respiratórias durante procedimentos, sem equipamento de proteção adequado.

Portanto, ser colega de turma ou trabalhar no mesmo local não significa automaticamente ser um contato de risco. O tipo, a proximidade e a duração da exposição precisam ser considerados.

Um caso isolado de meningite meningocócica também não significa que a escola, o local de trabalho ou outros ambientes precisem ser fechados ou submetidos a uma desinfecção especial. Em situações de surto, porém, as medidas são definidas pela vigilância epidemiológica.

Participar de um velório, por si só, também não é considerado uma exposição que indique quimioprofilaxia. O risco está relacionado principalmente à exposição às secreções respiratórias do paciente enquanto ele estava infectado.

Outro ponto importante é que a maioria das pessoas colonizadas pelo meningococo não desenvolve meningite. Aproximadamente 5 a 10% da população pode carregar a bactéria Neisseria meningitidis na nasofaringe em determinado momento sem apresentar qualquer sintoma. Apenas uma pequena parcela desenvolve doença invasiva, mas os portadores assintomáticos podem participar da transmissão da bactéria.

A meningite bacteriana também pode surgir sem transmissão direta de outra pessoa. Uma otite média, sinusite ou mastoidite, por exemplo, pode raramente se complicar com disseminação da infecção para as meninges.

Traumatismos cranianos com comunicação entre o sistema nervoso e o meio externo, algumas neurocirurgias e o uso de drogas injetáveis também podem aumentar o risco de meningite bacteriana.

Meningite viral

A forma de transmissão da meningite viral depende do vírus causador.

Os enterovírus, responsáveis por grande parte dos casos, podem ser transmitidos por secreções da boca e do nariz e, principalmente, pela via fecal-oral. Mãos contaminadas após usar o banheiro ou trocar fraldas são uma fonte importante de disseminação, razão pela qual a higienização adequada das mãos é uma importante medida preventiva.

É importante destacar que contrair um enterovírus não significa desenvolver meningite. A grande maioria das pessoas infectadas apresenta apenas sintomas leves ou permanece assintomática.

Quais são as meningites contagiosas?

A possibilidade de transmissão varia conforme a causa da meningite. A tabela abaixo resume as principais formas da doença e mostra em quais situações o agente pode ser transmitido de uma pessoa para outra.

Causa ou tipo de meningite Transmissão
Meningocócica
Neisseria meningitidis
Pode ser transmitida entre pessoas, principalmente por secreções respiratórias e saliva em contatos próximos ou prolongados. Contatos de risco podem precisar de quimioprofilaxia.
Haemophilus influenzae tipo b (Hib) Pode ser transmitida entre pessoas. Em determinadas situações, os contatos próximos também precisam ser avaliados para quimioprofilaxia.
Pneumocócica
Streptococcus pneumoniae
O pneumococo pode ser transmitido entre pessoas, mas a meningite pneumocócica não costuma gerar indicação de quimioprofilaxia para os contatos.
Viral por enterovírus Os vírus são contagiosos, principalmente pela via fecal-oral e, em alguns casos, por secreções respiratórias. A maioria das pessoas infectadas não desenvolve meningite.
Viral por herpesvírus Depende do vírus. O agente pode ser transmissível, mas a meningite costuma ser uma complicação incomum da infecção.
Tuberculosa A meningite em si não é transmitida. O que pode ser contagiosa é a tuberculose pulmonar que deu origem à infecção.
Fúngica Geralmente não é transmitida de pessoa para pessoa. A infecção costuma ser adquirida a partir do ambiente e ocorre com maior frequência em pessoas com alterações da imunidade.
Parasitária Não costuma ser transmitida entre pessoas. A infecção geralmente ocorre por exposição ambiental ou pela ingestão de alimentos contaminados.
Não infecciosa Não é contagiosa. Inclui meningites relacionadas a doenças autoimunes, câncer, medicamentos e outras causas não infecciosas.

O que fazer após contato com uma pessoa com meningite?

Nem toda pessoa que teve contato com alguém diagnosticado com meningite precisa tomar antibióticos.

A quimioprofilaxia é indicada principalmente aos contatos próximos de pacientes com doença meningocócica e, em algumas circunstâncias, de casos de doença invasiva causada por Haemophilus influenzae tipo b.

Na doença meningocócica, considera-se relevante a exposição ocorrida nos dias que antecederam o início dos sintomas e até 24 horas depois de o paciente iniciar um tratamento capaz de eliminar a bactéria da nasofaringe.

Os contatos de risco devem ser avaliados rapidamente, pois a profilaxia é mais útil quando administrada o mais cedo possível. No Brasil, o Ministério da Saúde considera que, na doença meningocócica, a quimioprofilaxia administrada mais de 10 dias após a exposição tem valor bastante limitado ou nulo.

Quem costuma precisar de quimioprofilaxia?

Entre os exemplos estão:

  • Familiares que residem na mesma casa.
  • Pessoas que compartilham dormitório.
  • Parceiros íntimos.
  • Pessoas que tiveram contato direto com saliva ou secreções respiratórias.
  • Determinadas exposições próximas e prolongadas em escolas, creches ou locais de trabalho.
  • Profissionais de saúde diretamente expostos às secreções respiratórias sem proteção adequada.

Contatos breves e casuais geralmente não necessitam de antibiótico preventivo.

No caso do Haemophilus influenzae tipo b, os critérios são diferentes e levam em consideração principalmente a presença, entre os contatos domiciliares, de crianças pequenas com vacinação incompleta ou pessoas imunocomprometidas.

Antibióticos usados na prevenção da doença meningocócica

A quimioprofilaxia da doença meningocócica pode ser feita com rifampicina, ceftriaxona ou ciprofloxacino. A escolha depende da idade, gravidez, contraindicações, disponibilidade dos medicamentos e do padrão de resistência do meningococo na região.

As recomendações podem variar entre países. A Organização Mundial da Saúde recomenda atualmente ceftriaxona ou ciprofloxacino em dose única como opções preferenciais para contatos próximos, desde que o meningococo da região não apresente resistência relevante às fluoroquinolonas. A rifampicina continua sendo uma alternativa eficaz e é utilizada como primeira opção em alguns protocolos nacionais, como no Brasil.

Entre os esquemas utilizados estão:

  • Rifampicina:
    • Crianças menores de 1 mês: 5 mg/kg por dose, a cada 12 horas, durante 2 dias;
    • Crianças a partir de 1 mês: 10 mg/kg por dose, no máximo 600 mg por dose, a cada 12 horas, durante 2 dias.
    • Adultos: 600 mg, 2 vezes ao dia, por 2 dias.
  • Ceftriaxona: administrada por via intramuscular, em dose única. A dose varia conforme a idade, geralmente 125 mg nas crianças e 250 mg nos adolescentes mais velhos e adultos.
  • Ciprofloxacino: administrado por via oral, em dose única. Em adultos, o esquema habitual é de 500 mg. O uso em crianças e adolescentes varia conforme o protocolo adotado pelas autoridades de saúde locais; no Brasil, o Ministério da Saúde recomenda esse esquema somente para pessoas a partir de 18 anos.

A ceftriaxona costuma ser a opção preferida durante a gravidez. A rifampicina apresenta diversas interações medicamentosas, inclusive com contraceptivos hormonais, e a utilização do ciprofloxacino deve levar em consideração a idade, a gravidez e a presença de resistência do meningococo às fluoroquinolonas.

Por isso, a escolha do antibiótico e da dose deve seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde ocorreu a exposição. No Brasil, por exemplo, o protocolo do Ministério da Saúde utiliza a rifampicina como primeira opção, enquanto outros países podem priorizar ceftriaxona ou ciprofloxacino.

Esses medicamentos devem ser prescritos por um profissional de saúde ou indicados pelas autoridades de vigilância epidemiológica. Não é recomendado tomar antibióticos por conta própria apenas porque houve contato com alguém que teve meningite.

Mesmo quem recebeu quimioprofilaxia deve observar o aparecimento de sintomas durante os 10 dias seguintes à última exposição. Febre, dor de cabeça intensa, rigidez de nuca, sonolência, confusão ou manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele justificam avaliação médica imediata.

Eficácia da quimioprofilaxia

A quimioprofilaxia é muito eficaz na eliminação do meningococo da nasofaringe. Os antibióticos habitualmente utilizados, como rifampicina, ceftriaxona e ciprofloxacino, conseguem erradicar a colonização por Neisseria meningitidis em cerca de 90 a 95% dos casos.

Essa eliminação do estado de portador é importante porque reduz a possibilidade de transmissão da bactéria. Com isso, diminui também o risco de surgirem novos casos de doença meningocócica entre familiares, pessoas que dormem na mesma casa, parceiros íntimos ou outros contatos próximos do paciente. Esses novos episódios que aparecem após a exposição ao primeiro caso são chamados de casos secundários.

A profilaxia, porém, não oferece proteção absoluta. Por isso, mesmo depois de receber o antibiótico preventivo, o contato deve permanecer atento ao aparecimento de sintomas compatíveis com doença meningocócica nos dias seguintes à exposição.

Sintomas da meningite

A meningite bacteriana costuma provocar um quadro agudo e potencialmente grave. A meningite viral, na maioria dos casos, é mais branda. O problema é que, principalmente no início, nem sempre é possível distinguir uma da outra apenas pelos sintomas.

Os sinais e sintomas mais comuns de meningite são:

  • Febre.
  • Dor de cabeça intensa.
  • Rigidez da nuca.
  • Náuseas e vômitos.
  • Fotofobia (incômodo exagerado com a luz).
  • Prostração.
  • Confusão mental.
  • Sonolência ou dificuldade para acordar.
  • Convulsões.

A combinação de febre, dor de cabeça e rigidez da nuca é bastante típica, mas os três sintomas não precisam estar presentes ao mesmo tempo para que exista meningite.

Em recém-nascidos e bebês, o quadro pode ser menos característico. Irritabilidade, choro persistente, dificuldade para mamar, sonolência excessiva, vômitos ou abaulamento da fontanela podem ser as principais manifestações.

Na doença meningocócica podem surgir pequenas manchas vermelhas ou arroxeadas na pele, chamadas petéquias ou púrpura, que geralmente não desaparecem quando pressionadas. Essas lesões indicam principalmente infecção meningocócica na corrente sanguínea e podem acompanhar um quadro de sepse. A ausência dessas manchas, entretanto, não exclui meningite meningocócica.

Quando o processo inflamatório também compromete o próprio tecido cerebral, temos uma meningoencefalite, quadro em que podem ocorrer alterações importantes da consciência, convulsões, déficits neurológicos e coma.

Na doença meningocócica, o período de incubação costuma ser de aproximadamente 3 a 4 dias, mas pode variar de 1 a 10 dias. A evolução, uma vez iniciados os sintomas, pode ser muito rápida.

Para uma descrição mais detalhada dos sintomas em adultos, crianças e bebês, incluindo as manchas da meningite meningocócica, leia: Sintomas da meningite (bacteriana e viral).

Teste de tumbler — teste do copo

Quando surgem manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele, pode-se fazer o chamado teste de Tumbler, que pode ser feito em casa, pressionando firmemente um copo transparente contra a região afetada.

Se as manchas continuarem visíveis através do vidro e não desaparecerem com a pressão, trata-se de um padrão típico de petéquias ou púrpura.

Petéquias ou áreas arroxeadas que não desaparecem à pressão, principalmente quando associadas a febre e piora do estado geral, são um sinal de alerta para doença meningocócica e exigem avaliação médica imediata.

O teste do copo, porém, não serve para confirmar nem descartar meningite ou doença meningocócica. As manchas podem não surgir, podem ser muito discretas ou, nas fases iniciais, ainda desaparecer quando pressionadas. Se a pessoa estiver muito doente, não se deve esperar o aparecimento das manchas para procurar atendimento médico.

Como é feito o diagnóstico da meningite?

O principal exame para confirmar uma suspeita de meningite é a punção lombar, procedimento no qual uma pequena quantidade de líquido cefalorraquidiano é retirada através de uma agulha introduzida na região lombar.

Punção lombar para diagnóstico da meningite
Punção lombar para diagnóstico da meningite

A análise do líquor permite avaliar:

  • Quantidade e tipo de glóbulos brancos.
  • Concentração de proteínas.
  • Concentração de glicose.
  • Presença de bactérias na coloração de Gram.
  • Crescimento de bactérias em cultura.
  • Presença de material genético de bactérias ou vírus por testes moleculares, como PCR.

Esses resultados ajudam não apenas a confirmar que existe inflamação das meninges, mas também a distinguir entre meningite bacteriana, viral e outras formas da doença.

Exames de sangue também são úteis. Hemoculturas devem ser colhidas sempre que possível antes do início do antibiótico, pois podem identificar a bactéria mesmo quando a cultura do liquor é negativa. Hemograma, proteína C reativa e procalcitonina podem fornecer informações adicionais, mas nenhum desses exames de sangue, isoladamente, confirma ou exclui meningite.

É preciso fazer tomografia antes da punção lombar?

Não em todos os pacientes.

A tomografia de crânio antes da punção lombar não é indicada de rotina, pois pode atrasar desnecessariamente o diagnóstico e o início do tratamento.

Ela costuma ser necessária antes da punção quando existem sinais que aumentam a preocupação com uma lesão cerebral expansiva ou aumento importante da pressão dentro do crânio, como alteração profunda do nível de consciência, déficits neurológicos focais, alterações de nervos cranianos, edema da papila óptica, uma convulsão de início recente no adulto ou imunossupressão grave.

Mesmo quando a punção lombar precisa ser adiada para a realização de uma tomografia, o tratamento da suspeita de meningite bacteriana não deve esperar pelo exame de imagem.

Tratamento da meningite

A meningite bacteriana é uma emergência médica.

Antes do surgimento dos antibióticos, a mortalidade da meningite bacteriana era extremamente alta. Mesmo atualmente, com tratamento moderno, cerca de 1 em cada 6 pacientes com meningite bacteriana morre, e aproximadamente 1 em cada 5 apresenta complicações importantes.

Diante de uma suspeita relevante, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para uma unidade hospitalar.

Tratamento da meningite bacteriana

O tratamento é feito com antibióticos, geralmente por via intravenosa.

A punção lombar deve ser realizada o mais rápido possível e, se possível, antes da primeira dose do antibiótico. Entretanto, não se deve atrasar o antibiótico para esperar uma punção lombar, tomografia ou resultado de exames quando existe suspeita importante de meningite bacteriana.

A escolha inicial dos antibióticos depende da idade, do estado imunológico, das bactérias mais prováveis e do padrão local de resistência antimicrobiana. Ceftriaxona ou cefotaxima, por exemplo, são frequentemente utilizadas como tratamento inicial enquanto a bactéria responsável ainda não foi identificada.

Em pessoas com maior risco de infecção por Listeria monocytogenes — como idosos, gestantes e pacientes imunossuprimidos — costuma-se acrescentar ampicilina ou amoxicilina ao esquema inicial. Em regiões onde há elevada resistência do pneumococo às penicilinas ou às cefalosporinas de terceira geração, vancomicina também pode ser associada até que o resultado dos testes de sensibilidade esteja disponível.

Após a identificação da bactéria pela cultura ou por testes moleculares, o tratamento pode ser ajustado conforme o agente identificado e, quando disponível, o resultado do antibiograma.

Quando se usa corticoide na meningite?

Em muitos casos de suspeita de meningite bacteriana, utiliza-se um corticosteroide, geralmente dexametasona, junto com a primeira dose de antibiótico.

O objetivo é reduzir a intensa resposta inflamatória provocada pela infecção dentro do sistema nervoso e, com isso, diminuir o risco de algumas complicações, principalmente perda auditiva e sequelas neurológicas.

As diretrizes da Organização Mundial da Saúde de 2025 recomendam que, em situações não epidêmicas nas quais a punção lombar possa ser realizada, o corticosteroide intravenoso seja iniciado junto com a primeira dose de antibiótico em crianças e adultos com suspeita de meningite bacteriana. Se a análise do liquor não for compatível com infecção bacteriana, o corticoide deve ser suspenso.

Tratamento da meningite viral

Antibióticos não tratam meningite viral.

Na maioria dos casos causados por enterovírus, o tratamento consiste em repouso, hidratação, medicamentos para dor e febre e acompanhamento clínico. Muitos pacientes com quadros leves melhoram espontaneamente em 7 a 10 dias.

Isso não significa, porém, que toda meningite viral seja banal. Pessoas com doença grave, recém-nascidos, idosos ou pacientes imunossuprimidos podem precisar de internação. Além disso, algumas infecções virais, como aquelas causadas por determinados herpesvírus, podem ser tratadas com medicamentos antivirais.

A distinção entre meningite bacteriana e viral não deve ser feita em casa com base apenas nos sintomas. Diante de suspeita de meningite, a avaliação médica deve ser rápida.

Tratamento da meningite fúngica

A meningite fúngica é tratada com medicamentos antifúngicos, e a escolha depende do fungo causador e do estado imunológico do paciente.

O tratamento costuma ser bem mais prolongado que o da meningite bacteriana e pode durar semanas ou meses.

Vacinas contra meningite

Não existe uma única “vacina da meningite”, porque diversas bactérias e vírus diferentes podem causar inflamação das meninges.

Existem, porém, vacinas capazes de prevenir algumas das causas mais importantes da doença.

Entre elas estão:

  • Vacina meningocócica C: protege contra o meningococo do sorogrupo C.
  • Vacina meningocócica ACWY: protege contra os meningococos dos sorogrupos A, C, W e Y.
  • Vacina meningocócica B: protege contra o meningococo do sorogrupo B.
  • Vacinas pneumocócicas: protegem contra diversos sorotipos do Streptococcus pneumoniae (para saber mais: vacinas pneumocócicas).
  • Vacina contra Haemophilus influenzae tipo b: protege contra infecções invasivas pelo Hib.
  • BCG: além de prevenir formas graves de tuberculose, reduz o risco de meningite tuberculosa em crianças.

Vacinas contra algumas infecções virais, como caxumba, sarampo, varicela e influenza, também evitam indiretamente casos de meningite causados por esses vírus.

A Neisseria meningitidis possui 12 sorogrupos conhecidos. Entre eles, A, B, C, W, X e Y são os mais relacionados à doença meningocócica invasiva no mundo. As vacinas meningocócicas são específicas para determinados sorogrupos, motivo pelo qual uma vacina não protege necessariamente contra todos os tipos de meningococo.

Vacinação contra meningite meningocócica no Brasil

No Calendário Nacional de Vacinação de 2026, o esquema infantil contra meningococo inclui:

  • Vacina meningocócica C aos 3 meses.
  • Segunda dose da meningocócica C aos 5 meses.
  • Reforço com meningocócica ACWY, preferencialmente aos 12 meses.

A vacina meningocócica ACWY também é indicada para adolescentes entre 11 e 14 anos, conforme a situação vacinal.

A vacinação contra Hib faz parte da vacina pentavalente, e as vacinas pneumocócicas também integram o calendário infantil, ampliando a proteção contra outras causas importantes de meningite bacteriana.

Possíveis sequelas da meningite

Mesmo com diagnóstico e tratamento adequados, a meningite pode deixar sequelas, principalmente quando a causa é bacteriana.

Entre as possíveis complicações estão:

  • Perda parcial ou total da audição.
  • Convulsões recorrentes ou epilepsia.
  • Paralisias e outros déficits neurológicos.
  • Dificuldades de memória, concentração ou aprendizado.
  • Alterações comportamentais.
  • Hidrocefalia.
  • Distúrbios da visão.
  • Cicatrizes extensas da pele.
  • Amputação de dedos ou membros, principalmente após casos graves de sepse meningocócica.

A meningite viral costuma apresentar risco muito menor de sequelas permanentes, especialmente quando causada por enterovírus e quando o quadro é leve. Formas virais graves, entretanto, também podem deixar complicações neurológicas.

Perguntas frequentes sobre a meningite

A meningite tem cura?

Sim. Muitas formas de meningite têm cura.

Na meningite bacteriana, a possibilidade de recuperação depende de vários fatores, como bactéria causadora, idade, condições clínicas do paciente, gravidade da doença e rapidez com que o tratamento é iniciado. O antibiótico deve ser administrado o mais cedo possível porque atrasos podem piorar o prognóstico.

A maioria das meningites virais melhora espontaneamente, enquanto meningites fúngicas, tuberculosas ou provocadas por outras causas podem necessitar de tratamento específico e prolongado.

Quem teve meningite pode ter novamente?

Sim. Ter tido meningite uma vez não torna a pessoa permanentemente imune a todas as possíveis causas.

Episódios recorrentes são incomuns, mas podem ocorrer, principalmente em pessoas com alterações anatômicas que facilitam a entrada de bactérias no sistema nervoso, como defeitos da base do crânio, ou com determinados distúrbios do sistema imunológico, como deficiência do sistema complemento.

Quando uma pessoa apresenta mais de um episódio de meningite, é importante investigar a existência de fatores predisponentes.

Quanto tempo dura o tratamento da meningite?

Depende da causa.

Na meningite bacteriana, a duração do tratamento varia conforme a bactéria identificada, a idade, a resposta clínica e a presença de complicações. Alguns casos necessitam de aproximadamente uma semana de antibióticos, enquanto outros exigem 10 a 14 dias ou períodos ainda mais prolongados.

Na meningite viral leve, os sintomas geralmente melhoram em cerca de 7 a 10 dias.

Nas meningites fúngica e tuberculosa, o tratamento pode durar semanas ou meses.

Como diferenciar meningite de gripe?

A gripe e a meningite podem compartilhar alguns sintomas no início, como febre, dor de cabeça, dores no corpo e mal-estar. A gripe, porém, costuma provocar também sintomas respiratórios, como tosse, dor de garganta e coriza ou congestão nasal.

Na meningite, devem chamar atenção principalmente dor de cabeça intensa, rigidez da nuca, náuseas ou vômitos, sensibilidade à luz, sonolência excessiva, confusão e, em alguns casos, convulsões.

Não é possível, porém, diferenciar com segurança gripe e meningite apenas pelos sintomas em todos os casos. Se houver rigidez da nuca, alteração do estado mental, piora rápida do estado geral ou outros sinais sugestivos de meningite, é necessária avaliação médica imediata.

Qual é o tipo de meningite mais perigoso?

De modo geral, a meningite bacteriana é a forma que oferece maior risco imediato de morte e sequelas.

A doença meningocócica merece atenção especial porque pode progredir rapidamente e provocar meningococcemia, choque, alterações da coagulação, lesões extensas da pele e falência de múltiplos órgãos. A meningite pneumocócica também pode ser muito grave e está associada a risco importante de morte e sequelas neurológicas.

Por isso, na suspeita de meningite bacteriana, a prioridade não é tentar descobrir em casa qual bactéria pode ser a responsável, mas procurar atendimento médico imediatamente.


book Referências bibliográficas
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  • Centers for Disease Control and Prevention. Fungal Meningitis.
  • Centers for Disease Control and Prevention. Meningococcal Disease.


Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Patty

    Depois que começa o antibiótico, por quanto tempo uma pessoa com meningite ainda pode transmitir a doença? Precisa ficar isolada?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Depende da causa da meningite. Nos casos de meningite meningocócica, o paciente geralmente deixa de ser considerado contagioso após cerca de 24 horas de tratamento com um antibiótico eficaz. Durante esse período são utilizadas precauções contra gotículas no hospital.

    Essa regra não vale para todas as meningites, porque muitas delas nem sequer são transmitidas diretamente entre pessoas. Além disso, os contatos próximos de um paciente com doença meningocócica podem precisar receber antibiótico preventivo, mesmo que o paciente já tenha iniciado o tratamento.

  2. Sebastião Santos

    Dr. Pedro, obrigado pelo artigo. muito completo.
    Vômito em jato é sinal de meningite meningocócica?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não necessariamente. Vômitos podem ocorrer na meningite meningocócica e em outras formas de meningite, mas o chamado “vômito em jato” não é um sinal específico da doença e, isoladamente, não permite suspeitar ou confirmar meningite.

    Na meningite, são mais sugestivos sintomas como febre, dor de cabeça intensa, rigidez da nuca, fotofobia, sonolência ou confusão mental. Na doença meningocócica também podem surgir petéquias ou manchas arroxeadas que não desaparecem à pressão.

    Portanto, o mais importante é avaliar o conjunto dos sintomas e a rapidez da evolução, e não o tipo de vômito.

  3. ana clara

    MUITO BOM O SEU TEXTO EU AMEI É O MELHOR QUE JA LI NA MINHA VIDA

  4. Michelle

    Hoje em dia temos a vacina para a meningite tipo B na rede privada e custa muito caro por sinal. Esta vacina é eficaz? Estou perguntando porque já ouvi falar que ela ainda está em teste no Brasil e sua eficácia não foi comprovada ainda. Esta informação procede?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Sim. A vacina contra o meningococo B é eficaz e não é uma vacina experimental. Desde que começou a ser utilizada em larga escala, estudos realizados em diferentes países confirmaram redução do risco de doença meningocócica invasiva pelo sorogrupo B entre pessoas vacinadas.

    Como ocorre com qualquer vacina, a proteção não é de 100% e pode variar conforme a idade, o esquema utilizado, o tempo desde a vacinação e as cepas de meningococo que estão circulando.

    Portanto, a informação de que a vacina MenB ainda estaria “em teste” ou não teria eficácia comprovada não é mais correta.

  5. Marcelo Diniz

    Todo caso de meningite bacteriana deixa sequelas? Como identificar?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não. Muitas pessoas com meningite bacteriana se recuperam sem sequelas permanentes. Quando elas ocorrem, as mais comuns incluem perda auditiva, alterações neurológicas, dificuldades de memória ou aprendizagem, convulsões e problemas motores.

    Algumas sequelas são percebidas ainda durante a internação, mas outras podem só ficar evidentes posteriormente. Por esse motivo, após uma meningite bacteriana é importante manter acompanhamento médico e realizar avaliação da audição, principalmente porque a perda auditiva pode não ser percebida de imediato.

  6. Karin

    Parabéns pelo texto tão claro!
    Tão bom ler algo assim!!

  7. Keilla Leal

    Dr. Tive meningite meningocócica aos 12 anos, hj tenho 24. Sempre tive o desejo de doar sangue, mais me disseram q n posso, porém, quando pesquiso n vejo nada falando contra. Afinal quem teve meningite pode ou n fazer doação de sangue?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Pode, em princípio. No Brasil, o Ministério da Saúde informa que quem teve meningite bacteriana pode voltar a doar sangue após seis meses da cura completa, desde que não tenha ficado com sequelas.

    Como a avaliação final da aptidão para doação é feita pelo próprio serviço de hemoterapia, vale informar o antecedente de meningite durante a triagem antes da doação.

  8. Gui

    Qual costuma ser o primeiro sinal de meningite? A rigidez na nuca aparece logo no começo?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não existe um único sintoma que seja sempre o primeiro. A meningite pode começar com febre, dor de cabeça, mal-estar, náuseas ou prostração e, posteriormente, surgirem sinais mais típicos, como rigidez da nuca, fotofobia, vômitos e alteração do estado mental.

    Além disso, nem todo paciente apresenta rigidez da nuca, especialmente nas fases iniciais e em alguns grupos, como bebês e idosos. Por isso, a ausência desse sinal não é suficiente para excluir meningite.

  9. Sandro Vargas

    Doutor, quanto tempo sobrevive a bactéria após óbito, quais os risco de contagio pós óbito?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    No caso da meningite meningocócica, a transmissão ocorre principalmente por secreções respiratórias e da garganta de uma pessoa infectada. Após o óbito, não há tosse, espirros ou respiração capazes de produzir essa forma habitual de transmissão.

    Por isso, comparecer ao velório ou funeral e permanecer próximo ao corpo não é considerado uma exposição de risco para meningite meningocócica. Situação diferente é a manipulação direta do corpo por profissionais, especialmente quando há contato com secreções ou procedimentos que possam produzir aerossóis, para os quais existem medidas específicas de proteção.

  10. Luiz Carlos Borges

    Sem dúvidas, só elogios. Explicações bem didáticas e de forma bem assimilável por qualquer pessoa. Informações explicitas e objetivas. Parabéns.

  11. Jéssica

    Pesquisei em dois sites diferente,até chegar aqui Dr. Pedro, Muito obrigada por a Chance de Tirar uma Nota Azul, na Escola!! :)

  12. Elisandranunes12

    gostei muito do texto, simples e objetivo, tirou todas as minhas duvidas sobre esta doença comum hoje em dia, parabens!

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