Cloridrato de terbinafina: para que serve, doses e efeitos colaterais

Atualizado:
20 ago. 2026
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20 ago. 2026

O que você precisa saber sobre a terbinafina

A terbinafina é um antifúngico utilizado principalmente contra micoses causadas por dermatófitos, como onicomicose, pé-de-atleta, micose da virilha e micose do corpo.
Para adultos, a dose habitual da terbinafina oral é 250 mg uma vez por dia, mas o tempo de tratamento varia muito conforme o local da infecção.

Na micose das unhas, o tratamento oral costuma durar 6 semanas para as unhas das mãos e 12 semanas para as unhas dos pés. A unha pode demorar vários meses para recuperar totalmente sua aparência, mesmo depois de o fungo já ter sido eliminado.

Creme, gel ou spray de terbinafina são úteis para várias micoses da pele, mas não são tratamentos adequados para micose da unha ou do couro cabeludo.

A terbinafina oral não funciona contra a pitiríase versicolor, apesar de as apresentações tópicas poderem ser utilizadas nessa infecção.

Antes de iniciar tratamento com terbinafina oral, recomenda-se avaliar a função do fígado com exames de sangue. Lesão hepática grave é rara, mas pode ocorrer.

A terbinafina oral pode interagir com outros medicamentos, especialmente alguns antidepressivos, betabloqueadores, antiarrítmicos, rifampicina, fluconazol e tamoxifeno.

O que é o cloridrato de terbinafina?

O cloridrato de terbinafina é um medicamento com atividade antifúngica, especialmente eficaz contra os dermatófitos, grupo de fungos responsável pela maioria dos casos de micose da pele e das unhas. Na onicomicose causada por dermatófitos, a terbinafina oral é uma das opções mais eficazes e frequentemente o tratamento de primeira escolha.

Apesar de ser habitualmente prescrita para pacientes com onicomicose, a terbinafina também é eficaz contra outras formas de micose da pele.

Esse antifúngico pode ser encontrado nas farmácias sob a forma de comprimidos, creme, gel ou spray. As indicações não são exatamente as mesmas para todas as apresentações: algumas infecções respondem bem ao tratamento tópico, enquanto outras precisam de terbinafina por via oral.

A terbinafina age interferindo na produção do ergosterol, uma substância importante para a membrana celular dos fungos. Para isso, inibe uma enzima chamada esqualeno-epoxidase, provocando acúmulo de esqualeno dentro da célula e levando à morte do fungo.

Para que serve

Como referido na introdução do artigo, uma das principais indicações para uso da terbinafina oral é a micose das unhas (onicomicose), principalmente quando causada por fungos dermatófitos.

Como nem toda unha amarelada, grossa ou deformada é provocada por fungos, quando se pretende fazer um tratamento oral prolongado, o ideal é confirmar o diagnóstico de onicomicose antes de iniciar o antifúngico. Psoríase, traumatismos repetidos e outras doenças das unhas podem produzir alterações parecidas. A informação oficial da terbinafina oral recomenda confirmação micológica antes do tratamento da onicomicose.

A terbinafina também pode ser utilizada para outras formas de micose, entre elas:

É importante entender que comprimido e creme não são intercambiáveis. Na tinea capitis e na onicomicose, por exemplo, o tratamento tópico com creme não consegue alcançar adequadamente o local onde o fungo está instalado. Por outro lado, na pitiríase versicolor ocorre o inverso: a terbinafina tópica pode funcionar, mas a terbinafina por via oral não é eficaz.

Como tomar ou usar a terbinafina?

A posologia da terbinafina varia consoante o tipo de micose a ser tratada.

Nos adultos, a dose habitual da apresentação oral é de 250 mg uma vez ao dia. O comprimido pode ser tomado com o estômago vazio ou após uma refeição. Tomá-lo aproximadamente no mesmo horário todos os dias facilita a adesão ao tratamento.

Se uma dose for esquecida, ela pode ser tomada quando o paciente se lembrar, exceto quando já estiver muito próximo do horário da dose seguinte. Nesse caso, deve-se pular a dose esquecida. Não se deve dobrar a dose para compensar o comprimido que não foi tomado.

No tratamento tópico, a pele deve estar limpa e seca. O creme deve ser aplicado em uma camada fina sobre a lesão e também ao redor dela, friccionando suavemente. A frequência e a duração podem variar conforme a apresentação comercial.

Os esquemas abaixo são os mais utilizados, mas a dose e a duração do tratamento podem ser modificadas pelo médico conforme a extensão da micose, o fungo envolvido, a idade do paciente, doenças associadas e a resposta ao tratamento.

Onicomicose – micose das unhas

Uso oral:

  • Unhas das mãos: 1 comprimido de 250 mg por dia por 6 semanas.
  • Unhas dos pés: 1 comprimido de 250 mg por dia por 12 semanas.

Creme, gel e spray de terbinafina não são adequados para o tratamento da onicomicose porque não conseguem penetrar suficientemente na unha e atingir o fungo nas concentrações necessárias. Existem medicamentos antifúngicos especificamente formulados como esmaltes ou soluções para as unhas, mas eles não são equivalentes ao creme comum de terbinafina.

Outro ponto importante é que a unha não volta ao normal assim que o tratamento termina. O antifúngico pode já ter eliminado o fungo, mas a parte danificada da unha precisa crescer e ser substituída por unha saudável. Por isso, o resultado visual definitivo pode surgir apenas vários meses depois do fim dos comprimidos.

Tinea capitis – micose do couro cabeludo

A tinea capitis precisa ser tratada com antifúngico por via oral. Cremes ou outros antifúngicos tópicos, quando utilizados isoladamente, não conseguem eliminar adequadamente o fungo presente nos fios e nos folículos pilosos.

A doença ocorre principalmente em crianças, mas também pode acometer adultos. A terbinafina é uma das opções de tratamento, sobretudo nas infecções causadas por espécies de Trichophyton.

Os esquemas habitualmente utilizados são:

  • Adultos: 250 mg uma vez ao dia.
  • Crianças de 10 a 19 kg: 62,5 mg uma vez ao dia.
  • Crianças de 20 a 39 kg: 125 mg uma vez ao dia.
  • Crianças com 40 kg ou mais: 250 mg uma vez ao dia.

A duração habitual do tratamento é de aproximadamente 4 semanas, mas pode variar conforme o fungo responsável e a resposta clínica. Infecções por espécies de Microsporum, por exemplo, podem responder menos à terbinafina do que aquelas causadas por Trichophyton, motivo pelo qual outro antifúngico ou um tratamento mais prolongado pode ser necessário.

No Brasil, a terbinafina oral pode ser utilizada em crianças em determinadas dermatofitoses, com dose ajustada ao peso. Em Portugal, os comprimidos de terbinafina 250 mg não são geralmente recomendados para crianças.

Tinea corporis – micose do corpo

Via oral: 1 comprimido de 250 mg por dia, geralmente por 2 a 4 semanas. A via oral costuma ficar reservada para casos mais extensos, graves, recorrentes ou que não respondem adequadamente ao tratamento tópico.

Uso tópico: aplicar o creme nas lesões uma ou duas vezes por dia por 1 a 2 semanas, de acordo com a apresentação utilizada.

Tinea cruris – micose da virilha

Via oral: 1 comprimido de 250 mg por dia por 2 a 4 semanas, geralmente nos casos extensos, recorrentes ou resistentes ao tratamento tópico.

Uso tópico: aplicar o creme uma ou duas vezes por dia por 1 a 2 semanas, conforme a apresentação.

Tinea pedis – pé-de-atleta

Na frieira, os esquemas habituais são:

Via oral: 1 comprimido de 250 mg por dia por 2 a 6 semanas. O tratamento oral costuma ser reservado para formas extensas, recorrentes ou resistentes.

Uso tópico: o creme costuma ser aplicado uma ou duas vezes ao dia, geralmente durante 1 semana, embora algumas apresentações recomendem tratamento um pouco mais prolongado.

Pitiríase versicolor – pano branco

Uso tópico: a terbinafina em creme pode ser aplicada nas lesões uma ou duas vezes por dia, geralmente por cerca de 2 semanas, dependendo da apresentação.

Ao contrário do que acontece nas dermatofitoses, a terbinafina oral não é eficaz contra a pitiríase versicolor. Portanto, não faz sentido substituir o creme pelos comprimidos na expectativa de obter um tratamento mais forte.

Esporotricose

A terbinafina oral é uma das opções que podem ser utilizadas no tratamento de determinadas formas de esporotricose.

De acordo com a orientação brasileira atual para as formas linfocutânea, cutânea fixa ou mucosa isolada, um dos esquemas possíveis para adultos é:

Via oral: terbinafina 250 a 500 mg uma vez ao dia.

O tempo médio de tratamento é de aproximadamente 4 meses, e o medicamento deve ser mantido por até 1 mês após o desaparecimento e cicatrização das lesões.

O esquema deve ser definido e acompanhado pelo médico. Formas disseminadas, extracutâneas ou que acometem o sistema nervoso têm tratamento diferente e não devem ser tratadas apenas com terbinafina oral.

O creme de terbinafina não é tratamento adequado para esporotricose.

Intertrigo por Candida

Na candidíase das dobras da pele, a terbinafina tópica é uma das opções possíveis.

Uso tópico: aplicar o creme uma ou duas vezes por dia, habitualmente durante cerca de 2 semanas.

Algumas bulas brasileiras também incluem a candidíase cutânea entre as situações nas quais a terbinafina oral pode ser utilizada quando, devido à localização, gravidade ou extensão, o médico considera necessária uma terapia sistêmica.

Entretanto, a terbinafina oral não costuma ser a primeira escolha para o intertrigo por Candida, e outros antifúngicos sistêmicos são habitualmente preferidos quando o tratamento local não é suficiente.

Quanto tempo demora para a terbinafina fazer efeito?

Nas micoses da pele tratadas com terbinafina tópica, coceira, vermelhidão e descamação costumam começar a melhorar nos primeiros dias. Isso não significa, porém, que o fungo já tenha sido completamente eliminado. Interromper o tratamento antes do período recomendado aumenta o risco de a micose voltar.

Também pode ocorrer o contrário: o tratamento já eliminou o fungo, mas a pele ainda precisa de algum tempo para recuperar totalmente sua aparência.

Na onicomicose, essa diferença é ainda mais evidente. Mesmo depois de 6 ou 12 semanas de comprimidos, a unha doente não desaparece. É preciso esperar que uma unha nova cresça a partir da base, razão pela qual a melhora estética continua ocorrendo durante vários meses após o fim do tratamento.

Se uma micose da pele não apresenta nenhuma melhora após um tratamento tópico corretamente realizado, o diagnóstico deve ser revisto. Nem toda lesão que descama ou coça é micose, e atualmente também existem dermatófitos resistentes à terbinafina, como algumas cepas de Trichophyton indotineae e Trichophyton rubrum. Essas infecções resistentes vêm sendo identificadas em diferentes regiões do mundo.

Efeitos colaterais da terbinafina

Uso tópico

Os efeitos colaterais da terbinafina em creme são limitados e costumam ficar restritos à região na qual o medicamento foi aplicado.

Irritação da pele, manifestada por vermelhidão, ardência ou coceira, é um dos efeitos adversos mais comuns. Também podem ocorrer descamação, ressecamento, dor no local da aplicação ou dermatite de contato.

A terbinafina tópica deve ser mantida longe dos olhos. Se houver reação alérgica, o produto deve ser retirado da pele e o tratamento interrompido.

Uso oral

A terbinafina oral costuma ser bem tolerada, e a maioria dos efeitos adversos é leve e transitória.

Nos ensaios clínicos que deram origem às informações iniciais do medicamento, os efeitos colaterais mais frequentemente descritos incluíram:

  • Dor de cabeça, em aproximadamente 10% dos pacientes.
  • Diarreia, em cerca de 6%.
  • Reações na pele, como erupção cutânea e coceira, em aproximadamente 6%.
  • Azia, desconforto ou dor de estômago, em cerca de 4%.
  • Alterações do paladar, em aproximadamente 3%.
  • Perda do apetite.
  • Náuseas.

Essas porcentagens são apenas aproximações provenientes de estudos clínicos e não significam que a frequência será exatamente a mesma em todas as populações.

Outros eventos adversos possíveis são alterações visuais, alterações ou perda do olfato, depressão, perda de peso involuntária, dores musculares ou articulares e alterações dos exames do fígado.

Um efeito adverso característico da terbinafina oral é a alteração do paladar. Em alguns pacientes, os alimentos passam a ter gosto diferente ou pode ocorrer perda parcial ou completa do paladar. Na maioria das vezes, o problema regride depois da suspensão do medicamento, mas existem casos raros em que a alteração persiste por muito tempo. Alterações do olfato também podem ocorrer.

Reações graves, como síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, alterações importantes das células do sangue e lesão hepática grave, são raras, mas exigem suspensão do medicamento e avaliação médica.

A terbinafina faz mal ao fígado?

A terbinafina oral pode provocar lesão hepática. Esse efeito é raro, mas pode ser grave e já foram descritos casos de insuficiência hepática com necessidade de transplante. A hepatotoxicidade pode surgir mesmo em pessoas que não tinham doença conhecida do fígado antes do tratamento.

Por esse motivo, recomenda-se realizar exames de função hepática, especialmente ALT (TGP) e AST (TGO), antes de iniciar a terbinafina oral. Em tratamentos mais prolongados, a função hepática pode ser reavaliada durante o tratamento; algumas informações regulatórias recomendam controle por volta de 4 a 6 semanas.

O paciente deve entrar em contato com o médico e interromper a terbinafina oral caso apresente sintomas sugestivos de lesão do fígado, como náuseas persistentes sem explicação, perda importante do apetite, cansaço acentuado, vômitos, dor do lado direito superior do abdômen, pele ou olhos amarelados, urina muito escura ou fezes muito claras.

Precauções e contraindicações

Creme

Como menos de 5% da terbinafina aplicada na pele é absorvida pelo organismo, a exposição sistêmica é muito baixa. A principal contraindicação é história de reação alérgica à terbinafina ou a algum componente da formulação.

O produto é somente para uso externo e deve ser mantido longe dos olhos, boca e outras mucosas.

Em crianças, as recomendações de idade mínima variam conforme a apresentação e o país. Algumas formulações de creme 1% não são recomendadas abaixo dos 12 anos por falta de dados suficientes. Portanto, é importante seguir a bula específica do produto utilizado.

Comprimidos

A terbinafina oral não é recomendada para pessoas com doença hepática crônica ou ativa.

Pacientes com lúpus eritematoso sistêmico ou cutâneo podem apresentar exacerbações da doença após iniciarem o tratamento. Também existem relatos de piora da psoríase. Caso surjam sinais de exacerbação, o médico deve ser informado.

Quem tem doença renal pode tomar terbinafina?

A terbinafina oral exige atenção em pacientes com doença renal crônica. Quando o clearance de creatinina é igual ou inferior a 50 mL/min, a depuração do medicamento diminui aproximadamente 50%.

Como o uso nessa população não foi adequadamente estudado, as informações oficiais geralmente não recomendam a terbinafina oral nesse cenário e não estabelecem uma dose reduzida padronizada.

Gravidez

Como os dados sobre o uso de terbinafina oral durante a gravidez ainda são limitados, o medicamento é geralmente evitado quando o tratamento pode ser adiado.

Isso ocorre especialmente na onicomicose, que normalmente não representa uma urgência e pode ser tratada depois da gestação.

Entretanto, a gravidez não deve ser entendida como uma proibição absoluta da terbinafina em qualquer circunstância. Quando existe uma infecção que precisa ser tratada, a decisão pode ser individualizada, levando em conta os riscos e benefícios. A orientação brasileira para esporotricose, por exemplo, admite em determinadas gestantes o uso de terbinafina oral na dose de 250 a 500 mg/dia após decisão médico-paciente.

A terbinafina tópica produz exposição sistêmica muito menor, mas seu uso durante a gravidez também deve ser orientado pelo médico quando realmente necessário.

Amamentação

A terbinafina administrada por via oral é excretada no leite materno. Por esse motivo, as bulas geralmente recomendam evitar o tratamento oral durante a amamentação.

No caso da terbinafina tópica, a situação é diferente. Segundo a LactMed, base de dados dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos especializada em medicamentos e amamentação, o uso tópico da terbinafina representa baixo risco para o bebê devido à pequena absorção pela pele.

Algumas bulas, porém, adotam uma recomendação mais conservadora e aconselham evitar o medicamento durante a amamentação. Se a terbinafina tópica for utilizada, ela não deve ser aplicada no mamilo ou na mama, e o bebê não deve ter contato direto com a área tratada.

Pode beber álcool durante o tratamento com terbinafina?

Não existe uma interação direta conhecida entre terbinafina e álcool que obrigue todos os pacientes a manter abstinência completa. Segundo o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), não é necessário evitar completamente o álcool durante o tratamento com terbinafina.

Entretanto, como a terbinafina oral pode raramente causar lesão hepática, o consumo excessivo de álcool deve ser evitado, principalmente em pessoas com doença hepática, alterações das enzimas do fígado ou outros fatores de risco para hepatotoxicidade.

Interações medicamentosas

A terbinafina oral pode interferir no metabolismo de vários medicamentos.

Um dos mecanismos mais importantes é a inibição da enzima CYP2D6, responsável pela metabolização de diversos fármacos. Por isso, pacientes que utilizam medicamentos de uso contínuo devem informar ao médico tudo o que tomam antes de iniciar a terbinafina.

As principais interações incluem:

  1. Medicamentos que podem aumentar a concentração sanguínea da terbinafina, aumentando a exposição ao antifúngico: cimetidina, fluconazol, cetoconazol e amiodarona.
  2. Medicamentos que podem reduzir a concentração sanguínea da terbinafina, diminuindo sua eficácia: rifampicina.
  3. Medicamentos cuja concentração ou efeito pode aumentar devido à terbinafina, principalmente por inibição da CYP2D6: antidepressivos tricíclicos, como amitriptilina, imipramina e nortriptilina; alguns antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina; betabloqueadores, como metoprolol; e alguns antiarrítmicos, como propafenona.
  4. Medicamentos cujo efeito pode diminuir: codeína, tramadol e tamoxifeno dependem, em graus diferentes, da CYP2D6 para formação de metabólitos ativos. A inibição dessa enzima pela terbinafina pode, portanto, reduzir o efeito esperado desses medicamentos. A terbinafina também pode aumentar a eliminação da ciclosporina, reduzindo sua concentração sanguínea.

A terbinafina também pode reduzir discretamente a eliminação da cafeína. Em algumas pessoas, o consumo elevado de café, chá, refrigerantes de cola ou bebidas energéticas pode provocar mais insônia, agitação ou dor de cabeça durante o tratamento.

Foram descritas alterações do INR e do tempo de protrombina em pacientes que utilizavam terbinafina juntamente com varfarina. Quem faz tratamento anticoagulante deve informar o médico antes de iniciar o antifúngico.

Nomes comerciais

O cloridrato de terbinafina pode ser encontrado sob a forma de medicamento genérico.

As marcas disponíveis variam conforme o país e podem mudar ao longo do tempo. No Brasil, atualmente existem diversas apresentações genéricas e marcas como Funtyl, Lamisilate, Tertop e Zior, dependendo da forma farmacêutica e da disponibilidade.

Em Portugal, existem apresentações como Termycol, além de vários genéricos de terbinafina de diferentes fabricantes. O Infarmed lista diversas apresentações de terbinafina 250 mg disponíveis no mercado português.


book Referências bibliográficas
  • DailyMed — Terbinafine hydrochloride tablets, prescribing information.
  • Electronic Medicines Compendium — Terbinafine 250 mg tablets, Summary of Product Characteristics.
  • Electronic Medicines Compendium — Terbinafine 1% cream, Summary of Product Characteristics.
  • Ministério da Saúde do Brasil — Nota Técnica nº 20/2025: vigilância, diagnóstico e tratamento da esporotricose humana.
  • NICE Clinical Knowledge Summaries — tratamento das dermatofitoses e candidíase cutânea.
  • British Association of Dermatologists — Tinea capitis.
  • National Library of Medicine — LiverTox: Terbinafine.
  • National Library of Medicine — LactMed: Terbinafine.
  • CDC — Emerging Ringworm: antifungal-resistant dermatophytes.


Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Roberto Andrade

    Doutor qual é a concentração do creme de terbinafina indicado para pitiríase versicolor?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Para pitiríase versicolor, a concentração usual é 1% (10 mg/g), encontrada em creme, gel ou solução, conforme a apresentação disponível.

  2. Juliana

    Estou tomando terbinafina 250 mg para micose na unha. Ela pode cortar ou diminuir o efeito da pílula anticoncepcional?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A terbinafina não costuma reduzir a eficácia dos anticoncepcionais hormonais. Portanto, não é necessário usar um método adicional apenas por causa da terbinafina. A exceção é se ocorrerem vômitos ou diarreia intensa, pois nesses casos a absorção da pílula pode ser prejudicada, independentemente da terbinafina.

  3. Francesca

    Estou tomando terbinafina para micose na unha do pé. Posso continuar pintando a unha com esmalte comum durante o tratamento?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Em geral, o esmalte cosmético comum não interfere diretamente na ação da terbinafina oral. Porém, ele pode dificultar a observação da evolução da unha e esconder alterações importantes. Se também estiver usando um esmalte antifúngico, é preciso seguir as orientações específicas desse produto, porque esmaltes cosméticos podem interferir na aplicação de alguns tratamentos tópicos.

  4. Claudia

    Oi! Tenho micose unha. Prático Natacao. Tenho receio passar para outras pessoas. Eh contagioso?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A micose da unha pode ser transmitida, mas o maior risco não costuma ser o contato casual entre pessoas. Os fungos se disseminam principalmente em ambientes coletivos quentes e úmidos e por objetos contaminados. Em piscinas e vestiários, é recomendável usar chinelos e evitar compartilhar toalhas, meias, calçados e instrumentos usados para cortar ou cuidar das unhas. Manter os pés secos também ajuda a reduzir o risco de micose.

  5. Helena Santos

    Estou tratando micose do pé e agora parece que desenvolvi candidíase vaginal. Posso usar terbinafina para tratar os dois de uma vez?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não. A terbinafina pode ser eficaz contra algumas micoses da pele, como a micose dos pés, mas não é o tratamento habitual da candidíase vaginal. A candidíase vaginal costuma ser tratada com outros antifúngicos, geralmente da classe dos azóis, como fluconazol, por exemplo. Portanto, o tratamento da micose do pé não deve ser considerado também como tratamento da candidíase vaginal.

  6. Ricardo

    Tomei terbinafina por 12 semanas e a unha melhorou bastante, mas alguns meses depois a micose parece ter voltado. Isso significa que o remédio não funcionou?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não necessariamente. A onicomicose pode voltar mesmo depois de um tratamento inicialmente eficaz, seja por recaída da infecção anterior ou por uma nova contaminação. Além disso, alterações na unha nem sempre significam que o fungo retornou. Se houver nova piora, especialmente após uma melhora inicial, o ideal é confirmar o diagnóstico antes de repetir a terbinafina por conta própria.

  7. Flávia

    Pode usar amamentando ?

    Dr. Pedro Pinheiro
    2Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A terbinafina oral passa para o leite materno e geralmente é evitada durante a amamentação. Na forma tópica, a absorção pela pele é muito pequena e a exposição do bebê tende a ser baixa, mas algumas bulas ainda recomendam evitar o uso. Se o creme for necessário, ele não deve ser aplicado nas mamas nem em áreas que possam entrar em contato direto com o bebê.

  8. Arlene

    Excelente explicação estou a 3 anos com uma micose nos pés que sobe na lateral do pe coça descamação a pele já está finíssima e coça mui tô e os médicos do passar cetoconazol que nao resolve posso tomar terbinafina em comprimido?grata Arlene

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A terbinafina oral pode ser utilizada em casos extensos ou resistentes de micose dos pés, mas, quando uma lesão persiste por anos e não melhora com tratamentos antifúngicos, é importante primeiro confirmar se o problema é realmente uma micose. Eczema, dermatite de contato, psoríase e outras doenças da pele podem produzir sintomas semelhantes. Um dermatologista pode examinar as lesões e, se houver dúvida, solicitar um exame micológico antes de decidir se o tratamento oral está indicado.

  9. Vera lucia

    Posso usar sinvastatina tomando cloridrato de terbinafina?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não há uma interação medicamentosa importante conhecida entre a terbinafina e a sinvastatina. Em geral, elas podem ser utilizadas concomitantemente quando há indicação médica. De qualquer forma, informe ao médico todos os medicamentos que utiliza e faça o acompanhamento da função hepática recomendado durante o tratamento com terbinafina oral.

  10. Cátia

    Olá pode tomar álcool fazendo o tratamento oral dessa medicação?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não é necessário evitar completamente o álcool durante o tratamento com terbinafina. Porém, como a terbinafina oral pode raramente causar alterações no fígado, é prudente evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas durante o tratamento.

  11. Leandro

    Para fungo na unha é necessário usar algum esmalte como o ciclopirox? Ou basta a terbinafina em comprimidos?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não é obrigatório associar ciclopirox à terbinafina oral. Em muitos casos de onicomicose, a terbinafina em comprimidos pode ser usada isoladamente. Em casos mais extensos ou de difícil tratamento, o médico pode associar um esmalte antifúngico para tentar aumentar a chance de resposta. A escolha depende principalmente da extensão da micose, do número de unhas acometidas e do envolvimento da base da unha. Explicamos as opções com mais detalhes aqui: Micose de unha (onicomicose): sintomas, causas e tratamento.

  12. Pedro Bezerra

    Tenho micose nas unhas dos pés ha mais de vinte anos, fui ao Médico, ele receitou terbinafina comprimido, tenho receio de efeito colateral hepático. Tenho medo.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A lesão hepática clinicamente importante causada pela terbinafina é bem rara, mas é um risco conhecido. Por isso, antes de iniciar o tratamento oral, recomenda-se avaliar a função do fígado com exames de sangue. Durante o tratamento, sintomas como perda persistente do apetite, náuseas, cansaço intenso, urina escura ou pele e olhos amarelados devem ser comunicados ao médico. Se a terbinafina foi prescrita após avaliação médica, o risco e os benefícios do tratamento já podem ser analisados levando em conta o seu estado de saúde.

  13. Luiz Antonio Zukauskas

    Fiz nefrectomia total do rim esquerdo(CA). Posso fazer uso do Terbinafine oral. Tenho onicomicose com espessamento nos dois dedos grandes do pé. Tenho 71 anos, não sou diabético, nem doença hepática. Tenho esôfago di Barret.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Ter apenas um rim não contraindica, por si só, o uso da terbinafina. O que importa é como está a função do rim restante. Em pessoas com redução importante da função renal, a terbinafina oral pode não ser recomendada. Como o medicamento foi prescrito pelo seu médico, ele poderá avaliar a sua função renal antes de decidir se o tratamento é adequado.

  14. Mauro Lúcio lopes

    Bom dia!

    Tenho micoses nas unhas a mais de vinte anos.

    Sou ipertensso e tomo remédio pra glicose. Posso tomar terbinafina 250?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Ter hipertensão ou diabetes não contraindica, por si só, o uso da terbinafina. Porém, é importante saber quais medicamentos você utiliza, porque a terbinafina pode interagir com alguns remédios, inclusive certos medicamentos usados para doenças cardiovasculares. A função do fígado e, em alguns pacientes, a função renal também precisam ser consideradas. Como você não informou os nomes dos medicamentos, não é possível avaliar as interações no seu caso. Mostre a lista completa ao médico antes de iniciar o tratamento.

  15. Ana

    Tenho um fungo a tempo na unha do pé.

    Devo tomar a terbinafina ou passar o creme?

    Obrigada

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Se for realmente uma micose da unha, o creme comum de terbinafina não é um tratamento adequado, porque não consegue penetrar suficientemente na unha para alcançar o fungo. Dependendo da extensão da onicomicose, o tratamento pode ser feito com antifúngicos próprios para aplicação na unha ou com terbinafina por via oral. Antes de iniciar comprimidos, porém, é importante confirmar que a alteração da unha é realmente causada por fungos.

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