Resumo
Principais pontos sobre a transmissão do HIV
- A rigor, não se “pega AIDS”. O que é transmitido de uma pessoa para outra é o HIV. A AIDS é o estágio mais avançado da infecção pelo vírus.
- O HIV é transmitido principalmente por relações sexuais anais ou vaginais quando existe exposição ao vírus, pelo compartilhamento de agulhas ou seringas contaminadas, pelo contato direto com sangue infectado e da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou a amamentação.
- O sexo oral apresenta risco muito baixo de transmissão do HIV.
- Saliva, suor, lágrimas, abraços, beijos, talheres, vasos sanitários, piscinas e picadas de mosquito não transmitem HIV.
- Uma pessoa com HIV que faz o tratamento corretamente e mantém a carga viral indetectável não transmite o vírus por relações sexuais. Esse conceito é conhecido como I = I: indetectável é igual a intransmissível.
- Se uma exposição potencialmente arriscada ocorreu há menos de 72 horas, a profilaxia pós-exposição (PEP) pode estar indicada e deve ser iniciada o mais rapidamente possível.
Como se pega AIDS?
A rigor, não se “pega AIDS”. O que é transmitido de uma pessoa para outra é o HIV (vírus da imunodeficiência humana).
A AIDS ou SIDA é o estágio mais avançado da infecção pelo HIV, que pode surgir quando o vírus permanece sem tratamento e provoca comprometimento importante do sistema imunológico.
Para desenvolver AIDS, é preciso estar infectado pelo HIV; não existe a possibilidade de alguém ter AIDS sem ser HIV positivo.
Só é possível contrair o HIV de uma pessoa que esteja infectada. Não se pega HIV tendo relações sexuais com alguém que não tenha o vírus, da mesma forma que não é possível pegar HIV se masturbando sozinho. Também não há transmissão por meio de uma transfusão com sangue não contaminado nem pelo contato com agulhas que não contenham sangue infectado.
Essas informações podem parecer banais, mas ainda existem muitas dúvidas sobre situações que não oferecem qualquer risco de transmissão.
Também é importante diferenciar ter HIV de ter AIDS. Uma pessoa pode viver muitos anos com HIV sem apresentar qualquer sintoma e sem ter AIDS. Sem tratamento, a infecção pode permanecer assintomática por vários anos e, historicamente, o tempo médio até a evolução para AIDS ficava em torno de uma década. Com o tratamento antirretroviral atual, porém, a maioria das pessoas diagnosticadas e tratadas adequadamente não chega a desenvolver AIDS.
Neste artigo, vamos falar apenas da transmissão do HIV. Se você deseja informações mais amplas sobre HIV/AIDS, leia: HIV e AIDS: o que são, sintomas, transmissão e tratamento.
Formas de transmissão do vírus HIV
Para haver transmissão, um fluido que contenha HIV em quantidade suficiente precisa ter acesso ao organismo através de uma mucosa, de uma ferida aberta ou diretamente da corrente sanguínea, como ocorre no compartilhamento de agulhas.
A pele íntegra funciona como uma excelente barreira. Portanto, o simples contato de sangue, sêmen ou outra secreção potencialmente contaminada com a pele saudável não transmite HIV.
Se a pele é uma ótima barreira, o mesmo não podemos dizer das mucosas, como as da vagina, do reto e da região genital. Essas superfícies são mais vulneráveis à entrada do HIV porque possuem uma camada de proteção mais delicada e menos resistente do que a pele, facilitando o contato do vírus com as células suscetíveis à infecção, especialmente quando existem inflamação ou pequenas lesões, muitas vezes microscópicas.
A mucosa oral também pode permitir a entrada do vírus, principalmente quando existem feridas, úlceras ou sangramento. Entretanto, a transmissão do HIV pela boca é muito menos eficiente, motivo pelo qual o risco associado ao sexo oral é bastante baixo.
Os principais fluidos corporais capazes de transmitir o HIV são:
- Sangue.
- Sêmen.
- Líquido pré-seminal.
- Secreções vaginais.
- Secreções retais.
- Leite materno.
Na prática, quase todos os casos de transmissão do HIV ocorrem através das seguintes situações:
- Relações sexuais anais ou vaginais com alguém que esteja contaminado com o HIV.
- Compartilhamento de agulhas, seringas ou outros equipamentos utilizados para injetar drogas.
- Acidentes com agulhas ou outros materiais perfurocortantes contaminados.
- Transfusão de sangue ou transplante de órgão contaminado.
- Transmissão da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou a amamentação.
Falaremos resumidamente sobre cada uma dessas formas de transmissão.
Transmissão do HIV pela via sexual
A relação sexual é a principal via de transmissão do HIV. O vírus presente no sêmen, líquido pré-seminal, secreções vaginais, secreções retais ou sangue pode entrar no organismo através das mucosas.
A relação sexual pode provocar pequenas lesões nessas mucosas, muitas vezes invisíveis a olho nu, que facilitam a entrada do vírus. A presença dessas microlesões, entretanto, não é obrigatória para que ocorra transmissão.
O sexo anal é a prática sexual com maior risco. A mucosa do ânus e do reto é delicada e, por não apresentar lubrificação natural, está mais sujeita a traumatismos durante a relação.
O sexo oral também pode transmitir HIV, mas o risco é muito menor. Esse risco pode aumentar se houver sangue, ejaculação na boca, gengivite importante, úlceras ou outras lesões na cavidade oral. Apesar disso, não existe uma estimativa numérica confiável do risco de transmissão por cada relação oral.
Para efeito de comparação, as estimativas médias de aquisição do HIV em uma única relação, quando a pessoa com HIV não apresenta supressão viral e não há uso de preservativo ou PrEP, são aproximadamente:
- Sexo anal receptivo: 1,38%.
- Sexo anal insertivo: 0,11%. Alguns estudos sugerem que esse risco pode ser maior em homens não circuncidados, embora a magnitude dessa diferença ainda não esteja bem estabelecida (leia: Circuncisão: riscos e benefícios).
- Sexo vaginal receptivo: 0,08%.
- Sexo vaginal insertivo: 0,04%.
- Sexo oral: risco muito baixo, sem uma estimativa percentual confiável.
Os termos “receptivo” e “insertivo” indicam, respectivamente, quem recebe a penetração e quem realiza a penetração.
Esses números são apenas médias. O risco real varia de acordo com diversos fatores, como carga viral, presença de outras infecções sexualmente transmissíveis, inflamações ou feridas nas mucosas e repetição das exposições.
O risco de transmissão vai se tornando progressivamente maior conforme se repetem as relações com exposição ao HIV. Isso ocorre porque um risco relativamente pequeno em uma relação isolada pode se acumular quando a exposição acontece diversas vezes.
Estudos realizados principalmente antes da ampla utilização dos atuais métodos de prevenção estimavam que, ao longo de uma parceria com relações anais sem proteção, o risco de aquisição do HIV chegava a cerca de 40% para o parceiro receptivo e 22% para o insertivo. Esses números, porém, são apenas estimativas médias e variam muito conforme a frequência das relações, a carga viral da pessoa com HIV e a presença de outros fatores de risco.
Essas estimativas não se aplicam às pessoas com HIV que fazem corretamente o tratamento antirretroviral e mantêm a carga viral suprimida abaixo de 200 cópias/mL. Nessa situação, não ocorre transmissão sexual do HIV, mesmo que o exame ainda detecte uma pequena quantidade de vírus abaixo desse limite. Esse princípio é conhecido como I = I: indetectável é igual a intransmissível.
O conceito I = I aplica-se à transmissão sexual. Ele não deve ser automaticamente extrapolado para o compartilhamento de agulhas, acidentes com sangue ou amamentação.
Quando a carga viral não está suprimida, a presença concomitante de outra infecção sexualmente transmissível, como sífilis, herpes ou gonorreia, pode facilitar a aquisição ou a transmissão do HIV.
Outra situação que aumenta o risco de transmissão é ter relação sexual com uma pessoa na fase de infecção aguda pelo HIV, que ocorre nas primeiras semanas após a aquisição do vírus. Nesse período, a carga viral costuma estar muito elevada, o que aumenta a probabilidade de transmissão para outras pessoas.
Uma das formas mais eficazes de prevenir a transmissão sexual do HIV é o uso correto e consistente da camisinha. Em relações vaginais, o uso consistente do preservativo reduz o risco de transmissão do HIV em cerca de 80%. Em relações anais, os estudos também mostram redução importante do risco, embora as estimativas variem conforme a prática sexual.
Além da camisinha, existem outras estratégias altamente eficazes de prevenção, como a PrEP e o tratamento antirretroviral da pessoa com HIV. A camisinha, entretanto, continua sendo útil mesmo quando a pessoa com HIV mantém carga viral indetectável, pois também ajuda a prevenir outras infecções sexualmente transmissíveis e a gravidez.
Transmissão do HIV por transfusão sanguínea
A transfusão de sangue contaminado pelo HIV está entre as exposições com maior risco de transmissão do vírus. Estima-se que, se uma unidade transfundida estiver realmente contaminada, o risco de transmissão seja de aproximadamente 92,5%.
Essa forma de transmissão teve grande importância no início da epidemia de AIDS, principalmente na década de 1980, quando ainda não existiam os atuais métodos de triagem. Hoje, nos países que dispõem de sistemas adequados de seleção de doadores e testagem do sangue, a transmissão do HIV por transfusão tornou-se extremamente rara.
Antes de ser liberada para uso, cada doação é submetida a testes para HIV e outras infecções transmissíveis pelo sangue. Além dos testes que detectam anticorpos e antígenos, muitos serviços utilizam testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAT), capazes de detectar diretamente material genético do vírus e reduzir ainda mais o período entre a infecção do doador e a possibilidade de o exame identificá-la.
Nos sistemas de hemoterapia com triagem rigorosa o risco de transmissão é atualmente da ordem de menos de um caso para vários milhões de doações. No Reino Unido, por exemplo, o risco estimado de uma doação infectante pelo HIV escapar da triagem é inferior a 1 em 7 milhões; no Canadá, a estimativa mais recente é de aproximadamente 1 em 13,2 milhões.
Portanto, é importante distinguir duas situações: se o sangue transfundido estiver realmente contaminado pelo HIV, a chance de transmissão é muito alta; por outro lado, quando as doações são submetidas à triagem universal e a sistemas rigorosos de controle de qualidade, a probabilidade de uma unidade contaminada chegar ao paciente é extremamente baixa.
O mesmo princípio vale para transplantes de órgãos e tecidos. Os doadores também passam por avaliação clínica e testes laboratoriais para HIV e outras infecções. Apesar de o risco não ser absolutamente zero, a transmissão do HIV por órgãos ou tecidos doados é atualmente muito rara quando os protocolos de triagem são corretamente aplicados.
Transmissão do HIV pelo compartilhamento de agulhas e seringas
Compartilhar agulhas, seringas ou outros equipamentos utilizados para injetar drogas pode colocar sangue contaminado diretamente na circulação sanguínea. Por esse motivo, essa é uma das formas mais importantes de transmissão do HIV fora da via sexual.
O risco médio estimado de aquisição do HIV ao compartilhar uma agulha ou seringa com uma pessoa infectada é de aproximadamente 0,63% por exposição, ou cerca de 1 transmissão a cada 160 exposições. Esse valor é uma média e pode variar conforme a quantidade de sangue presente no material, a carga viral da pessoa com HIV e a repetição das exposições.
O risco não se limita à agulha propriamente dita. Seringas e outros materiais utilizados no preparo da injeção, como recipientes, filtros ou água compartilhados, também podem conter pequenas quantidades de sangue e servir como veículo para o HIV e para outros vírus transmitidos pelo sangue, especialmente os da hepatite B e hepatite C.
Além disso, o HIV pode permanecer viável dentro de uma seringa usada por um período relativamente prolongado. Em determinadas condições de temperatura e armazenamento, o vírus já foi detectado por até 42 dias. Isso não significa que toda seringa usada permaneça infectante por esse período, mas ajuda a explicar por que equipamentos previamente utilizados nunca devem ser compartilhados.
A forma mais segura de prevenir esse tipo de transmissão é utilizar agulhas, seringas e materiais de preparo novos e estéreis em cada aplicação e nunca compartilhá-los com outras pessoas.
A PrEP também pode reduzir o risco de aquisição do HIV em pessoas que injetam drogas. Nos estudos disponíveis, seu uso consistente reduziu o risco em aproximadamente 74% a 84%, embora os dados sejam menos numerosos do que aqueles disponíveis para prevenção da transmissão sexual.
O tratamento antirretroviral e a supressão da carga viral provavelmente também diminuem o risco de transmissão pelo compartilhamento de seringas, mas ainda não existem dados suficientes para afirmar que o risco seja zero. Portanto, o conceito I = I (indetectável = intransmissível), comprovado para a transmissão sexual, não deve ser aplicado da mesma forma ao compartilhamento de equipamentos de injeção.
Se uma pessoa compartilhou recentemente uma agulha, seringa ou outro equipamento com possibilidade de exposição ao sangue de alguém com HIV ou de situação sorológica desconhecida, a PEP pode estar indicada se iniciada em até 72 horas após a exposição.
Transmissão do HIV após acidentes com agulhas contaminadas
Profissionais de saúde que lidam com sangue podem sofrer acidentes com agulhas ou outros materiais perfurocortantes utilizados em pacientes com HIV.
O risco médio estimado de transmissão após uma perfuração com agulha contaminada por sangue de uma pessoa com HIV é de aproximadamente 0,23% por exposição, ou cerca de 1 caso para cada 435 acidentes desse tipo.
Esse risco, porém, não é igual em todos os acidentes. Ele tende a ser maior quando a lesão é profunda, quando há sangue visível no dispositivo, quando se trata de uma agulha oca usada diretamente em uma veia ou artéria ou quando a pessoa-fonte apresenta carga viral elevada.
Além das perfurações, exposições de sangue às mucosas, como respingos nos olhos ou na boca, também podem transmitir HIV, embora o risco seja menor. A estimativa histórica para esse tipo de exposição é de aproximadamente 0,09%. Já o contato de sangue com a pele íntegra não é considerado uma via de transmissão.
Após um acidente, a região atingida deve ser lavada imediatamente com água e sabão. Em caso de contato com os olhos ou outras mucosas, recomenda-se irrigar abundantemente com água ou solução apropriada. O acidente deve ser comunicado e avaliado o mais rápido possível, pois a necessidade de profilaxia depende do tipo de exposição e da situação da pessoa-fonte.
Quando a exposição apresenta risco relevante, a profilaxia pós-exposição (PEP) deve ser iniciada o mais rapidamente possível, idealmente nas primeiras horas. O limite recomendado para iniciar o tratamento é de 72 horas, e o esquema é mantido por 28 dias.
Quando a pessoa-fonte vive com HIV, mas mantém carga viral indetectável, o risco de transmissão ocupacional parece ser extremamente baixo. Entretanto, ainda não há evidência suficiente para aplicar de forma automática o conceito I = I aos acidentes com sangue. Nessa situação, a decisão sobre iniciar ou interromper a PEP deve considerar o tipo e a gravidade da exposição.
Acidentes com agulhas descartadas em locais públicos constituem uma situação diferente. Até hoje, não há casos confirmados de transmissão do HIV por esse tipo de exposição, e a PEP geralmente não é recomendada, exceto em circunstâncias excepcionais, como uma perfuração profunda com uma agulha recém-utilizada e ainda contendo sangue.
Transmissão vertical do HIV: gravidez, parto e amamentação
O HIV pode ser transmitido da mãe para o bebê durante a gravidez, durante o parto ou através do leite materno. Esse tipo de transmissão é chamado de transmissão vertical ou transmissão materno-infantil do HIV.
Sem nenhuma medida preventiva, o risco total de transmissão da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto e a amamentação varia aproximadamente de 15% a 45%. O risco depende de vários fatores, principalmente da carga viral materna, do uso ou não de tratamento antirretroviral e da amamentação.
Atualmente, a transmissão vertical pode ser evitada na grande maioria dos casos. O diagnóstico do HIV durante o pré-natal e o início ou manutenção adequada do tratamento antirretroviral permitem reduzir a carga viral da gestante e diminuir o risco de transmissão durante a gravidez e o parto para 1% ou menos.
Após o nascimento, o bebê exposto ao HIV também recebe medicamentos antirretrovirais durante um período determinado de acordo com o risco de transmissão. Quanto maior for a carga viral materna próxima ao parto, maior costuma ser a necessidade de intensificar a profilaxia do recém-nascido.
A presença do HIV na mãe também não significa necessariamente que o parto precise ser cesariano. Quando a carga viral está adequadamente controlada, o parto vaginal pode ser realizado em muitas situações. A necessidade de cesariana para reduzir a transmissão depende principalmente da carga viral próxima ao parto e das recomendações adotadas em cada país.
A amamentação merece uma consideração separada. Mesmo quando a mãe utiliza corretamente os antirretrovirais e mantém carga viral indetectável, o risco de transmissão pelo leite materno é muito baixo, mas não é considerado zero. As estimativas atuais apontam risco inferior a 1% quando existe supressão viral sustentada. Por isso, o conceito I = I também não deve ser aplicado automaticamente à amamentação.
As recomendações sobre amamentação por mulheres que vivem com HIV não são iguais em todos os países. Em alguns locais recomenda-se evitar a amamentação quando existem alternativas seguras, como fórmula infantil ou leite humano de banco, pois isso elimina o risco de transmissão do HIV pelo leite materno.
Em outros, a amamentação pode ser recomendada ou considerada quando a mãe está em tratamento, mantém supressão viral e recebe acompanhamento adequado, levando-se também em conta os benefícios da amamentação e os riscos associados à alimentação substitutiva.
Situações que não transmitem o vírus HIV
Fora das vias descritas anteriormente, a transmissão do HIV é incomum. Existem relatos excepcionais envolvendo mordidas graves com presença de sangue ou contato direto de sangue infectado com mucosas, como os olhos, mas essas situações são muito diferentes do contato social cotidiano.
É importante saber que os seguintes fluidos corporais não transmitem HIV, desde que não estejam misturados com sangue em quantidade relevante:
- Saliva.
- Suor.
- Lágrimas.
- Vômitos.
- Fezes.
- Urina.
- Secreções nasais.
Nenhum desses fluidos apresenta HIV em quantidade suficiente para constituir uma via habitual de transmissão.
Também não se pega HIV através de:
- Talheres, copos ou pratos.
- Picadas de mosquito ou outros insetos.
- Abraços ou apertos de mão.
- Vasos sanitários ou banheiros públicos.
- Piscinas.
- Praia.
- Toalhas ou roupas.
- Doação de sangue.
- Beijos.
- Tosse ou espirro.
- Masturbação.
- Contato social com uma pessoa que vive com HIV.
A saliva, por si só, não transmite HIV. Beijos sociais e beijos na boca, portanto, não são considerados formas de transmissão. Uma situação excepcionalmente diferente seria haver troca direta de quantidade relevante de sangue entre duas pessoas com sangramento ativo na boca.
Da mesma forma, masturbação não transmite HIV. Só haveria motivo para avaliar uma exposição se sangue ou outro fluido potencialmente infectante entrasse diretamente em contato com uma ferida aberta ou uma mucosa.
Em superfícies e objetos comuns, o HIV perde rapidamente sua capacidade de provocar infecção. Por isso, histórias sobre sangue colocado em alimentos, agulhas em cadeiras de cinema ou sangue seco encontrado em objetos não representam as formas habituais de transmissão do vírus.
Uma situação diferente é o interior de uma agulha ou seringa usada, onde o sangue fica protegido do ambiente. Por esse motivo, o compartilhamento desse tipo de material continua sendo uma forma reconhecida de transmissão.
Medicamentos que previnem a infecção e a transmissão do HIV
Os medicamentos antirretrovirais mudaram completamente a prevenção do HIV. Atualmente, eles podem ser utilizados tanto pela pessoa que vive com HIV para impedir a transmissão sexual quanto por pessoas HIV-negativas antes ou depois de uma exposição.
Existem três estratégias principais.
Tratamento como prevenção: I = I
O próprio tratamento da pessoa que vive com HIV é uma das formas mais eficazes de prevenir novas infecções.
Quando o tratamento antirretroviral mantém a carga viral abaixo de 200 cópias/mL de forma sustentada, não ocorre transmissão sexual do HIV.
Grandes estudos com milhares de casais sorodiferentes não identificaram transmissão sexual ligada à parceria com HIV enquanto a carga viral permanecia abaixo desse limite.
Além de impedir a transmissão sexual, o tratamento protege a saúde da própria pessoa com HIV, preserva o sistema imunológico e reduz drasticamente o risco de evolução para AIDS.
Profilaxia pós-exposição (PEP)
A profilaxia pós-exposição (PEP) é indicada após determinadas situações em que uma pessoa HIV-negativa possa ter sido exposta ao vírus, como:
- Relação sexual sem preservativo em situação de risco.
- Rompimento do preservativo.
- Violência sexual.
- Compartilhamento de agulhas.
- Acidente com sangue ou material biológico potencialmente contaminado.
A PEP deve ser iniciada o mais rapidamente possível, de preferência nas primeiras horas após a exposição. O limite para iniciá-la é de 72 horas.
Após esse período, a PEP deixa de estar indicada.
No Brasil, o esquema preferencial utiliza tenofovir + lamivudina + dolutegravir durante 28 dias. Em situações especiais, o esquema pode ser modificado pela equipe de saúde.
Além de tomar corretamente os medicamentos, a pessoa deve realizar acompanhamento e repetir a testagem para HIV no período recomendado.
Profilaxia pré-exposição (PrEP)
A profilaxia pré-exposição (PrEP) é indicada para pessoas HIV-negativas que podem apresentar exposições ao vírus. Ela consiste em utilizar antirretrovirais antes que o contato ocorra, mantendo medicamentos no organismo capazes de impedir que o HIV estabeleça a infecção.
No Brasil, a PrEP oral disponível no SUS utiliza a combinação tenofovir + entricitabina.
Existem duas formas principais de uso:
- PrEP diária: tomada regularmente, indicada para quem apresenta exposições frequentes ou não consegue prever quando elas ocorrerão.
- PrEP sob demanda: esquema conhecido como 2 + 1 + 1, indicado apenas para determinados grupos e situações, sob orientação da equipe de saúde.
Além da PrEP oral, existem opções de longa duração. Entre elas estão o cabotegravir injetável, administrado periodicamente, e o lenacapavir, que pode ser aplicado a cada seis meses. A disponibilidade dessas opções varia entre os países.
Quando utilizada corretamente, a PrEP é altamente eficaz na prevenção da infecção pelo HIV.
Ela, porém, não previne outras infecções sexualmente transmissíveis nem gravidez. Por isso, o preservativo continua tendo utilidade mesmo para quem utiliza PrEP.
Em casais sorodiferentes, nos quais apenas uma das pessoas tem HIV, a PrEP pode ser utilizada como proteção adicional em determinadas situações. Entretanto, se a pessoa com HIV mantém carga viral indetectável de forma sustentada, ela já apresenta risco zero de transmissão sexual pelo princípio I = I.
Para mais informações sobre a prevenção do HIV, leia: HIV: profilaxia pré e pós-exposição (PrEP e PEP).
Perguntas mais comuns sobre a transmissão do HIV
Quais são as vias de transmissão do HIV mais comuns hoje em dia?
Atualmente, a transmissão sexual é a principal forma de aquisição do HIV.
O compartilhamento de agulhas e seringas contaminadas continua sendo uma via possível, mas responde por uma parcela muito menor dos casos. A transmissão vertical caiu muito com as medidas de prevenção, enquanto a transmissão por transfusões e os acidentes ocupacionais tornaram-se muito raros nos locais em que os protocolos adequados de prevenção são aplicados.
Posso “pegar AIDS” fazendo sexo com uma pessoa que não tem HIV?
Não. O ato sexual não “cria” o HIV. Para ocorrer transmissão, uma das pessoas precisa ter o vírus.
Do mesmo modo que não se pega sarampo de alguém que não tem sarampo, não é possível adquirir HIV de alguém que não está infectado.
É possível ter relações desprotegidas com uma pessoa portadora de HIV e não se contaminar?
Sim. Se a pessoa com HIV apresenta carga viral não suprimida, a transmissão não ocorre em todas as relações. Porém, mesmo não sendo o mais comum, uma única exposição pode ser suficiente para transmitir o vírus.
Por outro lado, se a pessoa com HIV está em tratamento e mantém carga viral indetectável, o risco de transmissão sexual é zero.
É verdade que mulher não transmite HIV para o homem?
Não. Isso é um mito.
Uma mulher com HIV pode transmitir o vírus para um homem através de uma relação vaginal ou anal se sua carga viral não estiver suprimida.
O risco médio da relação vaginal insertiva é menor que o da relação vaginal receptiva, mas não é zero quando existe exposição a HIV transmissível.
A camisinha protege 100% contra o HIV?
A camisinha é altamente eficaz quando utilizada corretamente do início ao fim da relação, mas nenhum método que dependa do uso humano pode ser considerado absolutamente infalível. Podem ocorrer rompimento, escape ou uso incorreto.
Além disso, existem outras formas muito eficazes de prevenção, como PrEP e, para a pessoa que vive com HIV, o tratamento com manutenção da carga viral indetectável.
Se o parceiro não ejacular dentro da vagina ou do ânus, ainda assim há risco de transmissão do HIV?
Sim. Não é necessário haver ejaculação para ocorrer transmissão, pois o HIV também pode estar presente no líquido pré-seminal e em outras secreções genitais.
Naturalmente, se a pessoa com HIV mantém carga viral indetectável, aplica-se o princípio I = I e não há transmissão sexual.
Qual é a prática sexual que apresenta maior risco de HIV?
O sexo anal receptivo, ou seja, receber o pênis no ânus, apresenta o maior risco de aquisição do HIV por ato sexual.
Nas estimativas utilizadas pelo CDC, o risco médio de uma relação anal receptiva é aproximadamente 17 vezes maior que o de uma relação vaginal receptiva quando comparadas exposições sem medidas preventivas e com uma pessoa com HIV sem supressão viral.
O que traz mais risco: sexo passivo ou sexo ativo?
O sexo receptivo, tanto anal quanto vaginal, apresenta maior risco médio de aquisição do HIV que o sexo insertivo.
Isso não significa que quem realiza a penetração esteja livre de risco.
Sexo oral transmite HIV?
Pode transmitir, mas o risco é muito baixo.
Fazer sexo oral em uma pessoa com HIV pode representar algum risco, principalmente se houver sangue, ejaculação na boca, feridas, gengivite ou inflamação importante da cavidade oral.
Receber sexo oral apresenta risco ainda muito baixo. Não existe uma estimativa percentual confiável por relação que permita calcular esse risco com precisão.
Se a pessoa com HIV mantém carga viral indetectável, não há transmissão sexual do vírus, inclusive durante sexo oral.
Se eu beijar um HIV positivo que esteja com uma lesão na boca posso ser contaminado?
Beijos não são uma forma habitual de transmissão do HIV.
A saliva não transmite o vírus. Uma situação excepcionalmente diferente seria um beijo profundo no qual duas pessoas apresentassem sangramento ativo e houvesse troca direta de sangue.
Se o parceiro tiver uma afta, existe risco de transmissão do HIV pelo beijo?
Não. Uma afta, por si só, não transforma o beijo em uma forma de transmissão do HIV. Para existir sequer um risco teórico, seria necessário haver contato direto entre quantidade relevante de sangue infectado e uma lesão sangrante da outra pessoa.
Sexo entre mulheres transmite o HIV?
É possível, mas a transmissão sexual do HIV entre mulheres é rara.
O risco depende das práticas realizadas e aumenta principalmente quando existe contato com sangue, feridas nas mucosas ou compartilhamento de brinquedos sexuais contaminados.
Portanto, o risco deve ser avaliado pela exposição ocorrida, e não simplesmente pela orientação sexual das parceiras.
Existe risco de transmissão do HIV através da penetração anal ou vaginal com os dedos?
O risco é extremamente baixo.
A simples penetração com os dedos não é uma forma habitual de transmissão. Para existir risco, seria necessário que sangue ou outro fluido potencialmente infectante entrasse em contato direto com uma ferida aberta relevante.
É possível a contaminação com o HIV se um mosquito picar uma pessoa infectada e imediatamente depois me picar?
Não, não existe nenhuma hipótese de transmissão do HIV por mosquitos.
É possível transmitir o HIV pelo leite materno?
Sim. O HIV pode ser transmitido através do leite materno. Quando a mãe utiliza corretamente o tratamento antirretroviral e mantém a carga viral suprimida, o risco é muito baixo, mas não é considerado zero.
Compartilhar brinquedos sexuais, como vibradores e dildos, pode transmitir HIV?
O risco é baixo, mas pode existir se o objeto for compartilhado imediatamente e estiver contaminado com sangue ou secreções capazes de transmitir o HIV.
A utilização de um novo preservativo no brinquedo a cada pessoa e sua higienização adequada reduzem esse risco.
É possível “pegar AIDS” em banheiros públicos?
Não. Em superfícies e objetos comuns, o HIV perde rapidamente sua capacidade de causar infecção. Vasos sanitários, assentos, torneiras, maçanetas e outros objetos de banheiros públicos não transmitem HIV.
É possível “pegar AIDS” partilhando lâminas de barbear?
É pouco provável, mas teoricamente possível se uma lâmina ainda contaminada com sangue fresco de uma pessoa com HIV provocar um corte em outra pessoa.
Por esse e por outros motivos, lâminas de barbear não devem ser compartilhadas.
É possível pegar HIV de uma pessoa contaminada, mas ainda aparentemente saudável?
Sim. Uma pessoa pode viver muitos anos com HIV sem apresentar qualquer sinal externo da infecção e ainda transmitir o vírus se sua carga viral não estiver suprimida.
Por outro lado, uma pessoa aparentemente saudável que faz tratamento e mantém carga viral indetectável não transmite HIV por relações sexuais.
É possível pegar HIV através de tatuagens ou piercing?
Sim, se forem utilizados instrumentos contaminados e reutilizados sem esterilização adequada.
Quando agulhas e materiais perfurantes são estéreis ou descartáveis e as normas de biossegurança são respeitadas, não existe risco relevante de transmissão do HIV.
O sangue de outra pessoa entrou em contato com a minha pele. Posso ter adquirido HIV?
Se a pele estava íntegra, não.
O sangue sobre pele saudável não transmite HIV. Basta lavar a região com água e sabão.
Uma situação diferente ocorre quando sangue potencialmente contaminado entra diretamente nos olhos, boca ou outra mucosa, em uma ferida aberta ou através de uma perfuração. Nesses casos, se a exposição ocorreu há menos de 72 horas, pode ser necessária avaliação para PEP.
É possível pegar HIV através de uma cusparada?
Não. Saliva não transmite HIV.
Tosse ou espirro transmitem HIV?
Não. O HIV não é transmitido pelo ar nem por gotículas respiratórias.
Trabalho ou moro com uma pessoa com HIV. Preciso tomar alguma precaução especial?
Não. Pessoas que vivem com HIV podem compartilhar casa, cama, banheiro, toalhas, pratos, copos e talheres com outras pessoas normalmente.
Abraços, beijos e demais contatos cotidianos não transmitem o vírus.
Preciso lavar as mãos depois de ter contato ocasional com uma pessoa com HIV?
Não é necessária nenhuma medida especial por causa do HIV.
Em ambientes de assistência à saúde, a higienização das mãos e as precauções padrão devem ser seguidas para todos os pacientes, independentemente de terem ou não HIV.
É possível pegar HIV através de um alimento propositalmente contaminado?
Não. Histórias sobre sangue colocado em ketchup, sêmen em alimentos ou bebidas propositalmente contaminadas são lendas urbanas. Alimentos e bebidas não constituem uma via reconhecida de transmissão do HIV.
Doar sangue pode me contaminar?
Não. Os materiais utilizados para coleta de sangue são estéreis e descartáveis. Doar sangue não transmite HIV.
Se uma pessoa com HIV tocar no meu pênis, posso me contaminar?
Não. O simples contato da mão ou da pele de uma pessoa com o pênis de outra não transmite HIV.
Já existe vacina para impedir que alguém adquira HIV?
Não. Até o momento, não existe vacina aprovada capaz de prevenir a infecção pelo HIV.
Existem, porém, estratégias extremamente eficazes de prevenção, como preservativos, PrEP, PEP e o tratamento das pessoas que vivem com HIV até alcançarem carga viral indetectável.
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Dúvidas de leitores sobre este tema
Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.
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A escova de dente tava com sangue esfreguei a escova nas palmas da mão lavando ela so com água pura e segundos depois com a mesma mão lavei rosto olho boca e nariz da criança é possível a criança pega hiv?
Uma pessoa que tem hiv mas nao faz tratamento escova o dente e sai sangue na escova lava a escova so com água pura sem luvas so com mão e com essa mesma mão lava rosto boca olho e nariz da criança é possível a criança pega hiv?
Uma pessoa que tem hiv mas nao faz tratamento sangra e limpa em uma toalha e segundos depois outra pessoa coloca sangue pelo nariz e limpa com essa mesma toalha é possível pega hiv?
Tive contato com sangue diluido no teste rapido para hiv, resultado reagente para hiv. Tenho fissuras superficiais na mão que nunca sangraram. Há risco?
Realizei teste rápido hiv/sifilis biomanguinhos fiocruz em um paciente com resultado positivo para hiv. Fiquei com a impressão que encostei o dedo com fissura superficial que não sangram e nunca sangraram no sangue diluido na solução tampão que estava no poço. Já havia retirado a luva quando tenho a impressão que encostei. Tenho risco? Tem indicação de pep nessa situação? Caso iniciasse o pep 44 horas depois teria eficácia?
Doutor, ajudei uma vítima em um acidente de trânsito e ao pegar o celular dela estava com sangue. Na minha mão o sangue estava em pouca quantidade e levei 10 minutos para lavar com água e sabão.
Ao olhar a minha mão aparenta estar intacta, somente aqueles corinho acima das unhas.
Não sei se a pessoa tem HIV.
Na upa não quiseram dar PEP.
Corro risco?
Olá Dr. Receber oral, ou seja, ter o pênis sendo chupado, mesmo não ereto 100 por cento, com camisinha sendo usada desde o início, com o pênis murcho antes, pode transmitir o HIV?
O barbeiro me cortou com a maquina de cabelo e sangrou tem risco para hiv? A maquina estava parada a uns 15/25 min sem ser usada ,teria algum perigo? Ele também me cortou com a navalha mas a navalha era nova minha, só fiquei com medo da maquina
Dr estou com pequenas feridas no pé ,e pisei descalço em umas manchas de sangue seco em um restaurante, por acaso tem risco de hiv??? Precisa de pep? Tô com muito medoooo
Dr, o homem, de cueca, ficar “roçando”, na vagina exposta, nem ereto, sem penetração, tem algum risco a ele?
E fazer a “espanhola” nos seios da mulher, também tem risco a ele?
Obrigado.
Boa tarde !!
Dr pedro pinheiro tive uma relação sexual anal sendo ativo com preservativo com uma pessoa HIV POSITIVA , porém ao ejacular o pênis saiu da camisinha e ficou a ponta presa na entrada do ânus da pessoa corro o risco de me infectar pelo virus hiv por favor estou muito apavorado se possível me responda encarecidamente doutor ,desde já agradeço !!
Doutor eu masturbei um homem e ele ejaculou fluído pre-seminal na minha mão e em um dos meus dedos havia uma ferida de cutícula, estou exposto ao risco?
Olá, doutor! Sangue seco após uns 5 minutos em luva pode transmitir hiv?
Dr pedro, bom dia. Sai com uma pessoa e a mesma com o dedo melado de pré sêmen acariciou a parte externa do meu ânus, corro o risco de me infectar pelo virus do hiv nessa situação que ocorreu, estou muito preocupado, desde já agradeço.
Dr. uma garota de programa fez um strip-tease, e ela encostou sua genitália ao meus rosto. Porém não houve penetração e minha boca estava fechada durante esse ocorrido. Estou muito preocupado, faz 2 semanas do ocorrido e minha boca apareceu uma afta, creio que seja muita preocupação. Não consigo dormir direito. Devo continuar preocupado e procurar fazer o exame daqui alguns dias?
é possível pega hiv usando a mesma lâmina de depilação depois de um dia de uso e lavada ?
é possívelo virus de HIV viver no balde de lixo do consultório por muito tempo?
Tocar no teste feito já há 4 dias, de alguém positiva de HIV pode contaminar?
Bom dia Doutor! Parabéns pelo excelente trabalho e obrigado pelo espaço. Gostaria de saber quanto tempo o HIV pode sobreviver fora do corpo, minha dúvida é se alguém colocou sangue propositalmente dentro de um pacote com lenço umedecido, quanto tempo o vírus pode sobreviver nessa condição? Se alguém usar o lenço para higiene íntima pode ter contraído o vírus?
Boa tarde Doutor, parabéns pelo excelente trabalho e dedicação em tirar dúvidas!
Recebi sexo oral de uma mulher desconhecida, percebi que ela ficava muito tempo passando a língua no prepúcio, se ela estivesse com sangue na língua poderia me infectar? Foi a única situação de risco e fiquei desconfiado das intenções dessa mulher. Tive alguns sintomas gastrointestinal 2 semanas depois com desconforto na região abdominal que durou uns uns 14 dias, 60 dias depois praticamente todos sintomas de uma fase aguda com febre baixa, sudorose noturna, dor de garganta além de cansaço e falta de apetite que persiste por meses, alguns casos de diarréia, testes de terceira geração com 3 resultados negativos, o último com 185 dias, pode ser soroconversão tardia?
Olá! Parabéns pelo trabalho. Minha pergunta é a seguinte: Saí com uma garota de programa e introduzi o dedo na vagina dela por alguns minutos. Entretanto, ao fim da relação, percebi uma pequena bolha transparente neste dedo ( creio de água, não sei), pois a mesma estava dolorida. Gostaria de saber as chances de contrair HIV nessa situação, considerando que não houve penetração peniana e nem sexo oral.
Olá
Uma pessoa que receba “fio terra” tem risco de contrair HIV?
Receber masturbação no pênis “handjob” e receber um dedo no ânus e considerado exposição de risco?
“Sim. A transmissão não ocorre em 100% dos casos. Na verdade, o risco de contaminação em uma única relação é baixo e na maioria das vezes, são necessárias mais de uma relação desprotegida para que alguém seja contaminado.”
Dr. o Sr. disse que não ocorre 100% dos casos mais tem mais ou menos uma porcentagem dos casos que o senhor poderia nos passar, e detalhe tem algum processo que faz inibir nas primeiras horas, ex se lavar ou algo do tipo.
Doutor, existe forma de transmitir o virus do HIV ao pegar um objeto sujo de sangue (acredito que estava um pouco seco) e logo depois ir ao banheiro e urinar?
Eu recebi um “fio terra ” de uma menina durante a relação. Não parecia haver cortes ou feridas nos dedos dela, porém acredito que poderia estar sujo de fluidos vaginais. Nesse caso existe risco relevante de contaminação?