Exame Papanicolau: para que serve e o que significam ASC-US, LSIL, HSIL e NIC


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Revisado e atualizado em maio 22, 2026
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Principais informações sobre o Papanicolau

O Papanicolau, também chamado de exame preventivo ou citologia do colo do útero, é usado para detectar alterações nas células do colo uterino que podem surgir após infecção persistente pelo HPV. Ele não faz diagnóstico definitivo de câncer, mas ajuda a identificar quem precisa de investigação com colposcopia e biópsia.

O exame é rápido, feito no consultório ginecológico, com coleta de células do colo do útero. Pode causar desconforto leve, mas geralmente não é doloroso. Para melhorar a qualidade da amostra, recomenda-se evitar relações sexuais, duchas vaginais, cremes, óvulos ou absorvente interno nas 48 horas anteriores.

No Brasil, o rastreamento do câncer do colo do útero é indicado para mulheres e pessoas com colo uterino entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual. Com as novas diretrizes, o teste de DNA-HPV passa a ser o principal exame de rastreamento, repetido a cada 5 anos quando negativo. Onde ele ainda não estiver disponível, o Papanicolau continua sendo feito conforme a rotina tradicional.

Resultados como ASC-US, LSIL, HSIL, ASC-H, AGC, NIC 1, NIC 2 ou NIC 3 não significam necessariamente câncer. Eles indicam diferentes graus de alteração celular e ajudam o ginecologista a decidir se basta acompanhar, repetir exames ou realizar colposcopia com biópsia.

Introdução

O principal objetivo do exame Papanicolau é detectar precocemente alterações pré-malignas na mucosa do colo do útero, geralmente provocadas pelo vírus HPV, de forma que o ginecologista possa intervir a tempo, impedindo o surgimento de um câncer invasivo. Quando detectado em fases iniciais, o câncer de colo do útero é plenamente curável.

O Papanicolau é um exame de rastreio, ou seja, ele não faz o diagnóstico do câncer de colo uterino. Quem faz o diagnóstico do câncer é a biópsia do colo do útero. O papel do exame Papanicolau é dizer quais são as mulheres que possuem um risco maior de terem lesões pré-malignas e, portanto, precisam ser submetidas à biópsia e tratamento.

Neste artigo faremos uma revisão completa sobre o teste de Papanicolau, explicando como, em quem e quando ele deve ser feito. Vamos explicar também, em linguagem simples, diversos termos que costumam constar nos resultados do exame de Papanicolau, tais como: ASCUS (ASC-US), ASC-H, LSIL, HSIL, NIC 1, NIC 2 e NIC 3.

Falamos especificamente sobre a relação do vírus HPV com o câncer de colo uterino em dois artigos à parte: Vacina contra HPV (HPV-16 e HPV-18)Vírus HPV – Câncer do colo do útero.

Anatomia do colo do útero

Não há como compreender o exame de Papanicolau sem saber pelo menos o básico da anatomia do colo do útero.

Leia as explicações abaixo com atenção, pois essas informações serão essenciais na hora em que formos falar dos resultados do Papanicolau. Se você souber o que significam termos como JEC, epitélio escamoso, metaplasia e zona de transformação, ficará muito fácil entender os seus resultados. Utilize as ilustrações abaixo para facilitar a compreensão do texto.

Imagine uma pera de cabeça para baixo. Essa é, mais ou menos, a aparência do útero. O colo do útero, também chamado de cérvix uterino, é a porção mais inferior e estreita do útero.

Colo do útero
Colo do útero

O colo do útero é um pequeno canal de 2 a 3 cm de diâmetro, com formato cilíndrico, que faz a ligação entre a vagina e o corpo do útero. Na extremidade do colo do útero existe um orifício, chamado óstio uterino, que é por onde sai a menstruação e entram os espermatozoides.

A região do colo do útero é muito mais susceptível ao aparecimento de tumores malignos que o restante do útero, pois é ela quem fica em contato direto com o canal vaginal, estando, portanto, mais exposta ao pH ácido da vagina, a infecções, traumas, etc.

Na verdade, não é todo o colo do útero que é susceptível ao surgimento de câncer, mas sim a região ao redor do óstio uterino, como explicaremos a seguir. Esta parte é importante, leia com atenção. Os termos em negrito serão importantes mais à frente.

O tecido que reveste o colo uterino não é todo homogêneo:

  • O canal interno do colo uterino, chamado endocérvice, é revestido por um epitélio colunar simples, uma única camada de células, que contém algumas glândulas responsáveis pela secreção de muco cervical. Esse tecido costuma ser chamado de epitélio colunar ou epitélio glandular.
  • A parte externa do colo uterino, que fica em contato com o canal vaginal, é chamada de ectocérvice, sendo revestida por um epitélio escamoso, semelhante ao da vagina.

O epitélio colunar da porção interior do colo do útero (endocérvice) é muito mais frágil que o tecido escamoso da ectocérvice, que precisa ser mais resistente, pois fica em contato direto com o canal vaginal.

Até a puberdade, a fronteira entre o epitélio colunar e o epitélio escamoso fica bem na entrada do óstio, exatamente onde termina a endocérvice e inicia-se a ectocérvice. O ponto que divide ambos os tecidos é chamado de JEC (junção escamo-colunar). Após a puberdade, a anatomia do colo uterino muda. Parte do endocérvice se exterioriza, empurrando a JEC para fora do óstio uterino.

Colo uterino - JEC (junção escamo-colunar)
JEC (junção escamo-colunar)

Essas alterações anatômicas fazem com que uma parte do frágil tecido colunar, que antes ficava protegida dentro do endocérvice, fique agora exposta ao meio hostil da cavidade vaginal.

Como forma de defesa, o tecido colunar sofre uma alteração chamada metaplasia escamosa, que consiste na transformação do epitélio colunar em epitélio escamoso. Toda a região exteriorizada que sofre metaplasia é chamada de zona de transformação.

A metaplasia em si não é considerada uma lesão maligna ou pré-maligna, ela é apenas um processo fisiológico de defesa da mucosa. Portanto, é perfeitamente normal aparecer no laudo do Papanicolau a presença de metaplasia escamosa.

A zona de transformação, ou seja, o local que sofreu metaplasia escamosa, tem grande importância na realização do Papanicolau, pois é este o sítio onde o vírus HPV costuma se fixar, tornando-se, portanto, uma área extremamente susceptível ao aparecimento de tumores malignos. Logo, como o teste de Papanicolau é um exame de rastreio do câncer do colo uterino, é essencial que durante o procedimento o médico consiga obter material vindo da JEC e da zona de transformação (ZT).

Como é feito o exame Papanicolau

O objetivo do exame de Papanicolau é colher algumas amostras de células da região do óstio cervical e ao redor do colo uterino, de forma a obter células da ectocérvice, endocérvice, zona de transformação e JEC. Essas células colhidas são enviadas para um laboratório para que possam ser estudadas em um microscópio por um patologista.

Papanicolau
Papanicolau

O exame Papanicolau é bastante simples, rápido e praticamente indolor (algumas mulheres ficam tensas com o exame ginecológico e sentem algum grau de desconforto).

Para se obter amostras do colo uterino, o ginecologista precisa antes fazer um exame ginecológico com um espéculo, chamado popularmente de bico de pato. O uso do bico de pato permite que o canal vaginal e o colo do útero sejam visualizados.

Após uma rápida inspeção, o ginecologista irá introduzir uma pequena escova no óstio cervical, conseguindo, assim, obter algumas células desta região. Uma espátula e um cotonete também podem ser usados para obter material ao redor do colo uterino.

Se durante a inspeção o médico observar alguma área do colo do útero com alterações suspeitas, ele pode fazer uma biópsia da lesão e enviar o material junto com o material coletado do óstio cervical.

O exame de Papanicolau deve ser realizado, de preferência, fora do período menstrual. Também sugerimos que as mulheres evitem relações sexuais, ducha vaginal, aplicação de gel ou óvulo vaginal, ou uso de absorvente interno nas 48 horas que precedem o exame.

Para que serve o Papanicolau?

O principal objetivo do Papanicolau é pesquisar alterações celulares do colo do útero, especialmente aquelas associadas à infecção persistente pelo HPV e ao risco de câncer cervical.

O laudo também pode descrever achados associados à flora vaginal e inflamações, como presença de lactobacilos, Gardnerella, Candida ou Trichomonas. Esses achados podem sugerir vaginose bacteriana, candidíase ou tricomoníase, mas o Papanicolau não é o melhor exame para diagnosticar infecções ginecológicas.

Também é importante não confundir Papanicolau com exames para infecções sexualmente transmissíveis. Gonorreia, clamídia, sífilis, HIV, hepatites e outras IST exigem testes específicos. Um Papanicolau normal não significa que a pessoa esteja livre de IST.

O teste de HPV é um exame diferente da citologia, embora possa ser feito no mesmo contexto de rastreamento do câncer do colo uterino.

Mais uma vez, é importante lembrar que o Papanicolau é um exame de rastreio, ele não faz diagnóstico de câncer. O Papanicolau apenas orienta os médicos sobre quais são as pacientes que precisam ser investigadas com mais cuidado, geralmente através de uma colposcopia* e biópsia do colo uterino.

* A colposcopia é um procedimento diagnóstico no qual um microscópio especial, com várias lentes de aumento, é usado para fornecer uma visão ampliada e bem iluminada do colo do útero e da vagina. A colposcopia nos permite ver o colo do útero com imagens muito mais nítidas que o simples exame ginecológico, facilitando a identificação de feridas ou anormalidades na mucosa. Durante a colposcopia, o ginecologista realiza biópsias do tecido do colo uterino para pesquisar a existência de lesões malignas. Como na biópsia conseguimos obter uma quantidade muito maior de células que no exame de Papanicolau, os resultados são muito mais precisos e confiáveis (leia: Colposcopia e biópsia do colo uterino).

Quando fazer o Papanicolau ou o teste de HPV?

No Brasil, o rastreamento do câncer do colo do útero é indicado para mulheres e pessoas com colo uterino entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual.

Com as Diretrizes Brasileiras de 2025, o teste molecular de DNA-HPV oncogênico passou a ser o exame primário de rastreamento no país. Quando o resultado é negativo, o teste pode ser repetido em 5 anos, pois sua sensibilidade é maior que a da citologia convencional.

A implementação do DNA-HPV, porém, será gradual. Nos locais onde o teste molecular ainda não estiver disponível, o Papanicolau continua sendo uma técnica segura e eficaz. Nesses casos, a rotina tradicional permanece: realizar dois exames com intervalo de 1 ano e, se ambos forem negativos, repetir o exame a cada 3 anos.

O rastreamento antes dos 25 anos não costuma ser recomendado para a população geral, mesmo quando a vida sexual começou na adolescência. Nessa faixa etária, infecções por HPV e lesões de baixo grau são comuns e tendem a regredir espontaneamente, enquanto o câncer do colo do útero é raro.

Mulheres imunossuprimidas, pessoas vivendo com HIV, pacientes transplantadas ou em uso de imunossupressores podem precisar de rastreamento mais precoce e com intervalos menores, conforme orientação médica.

Resultados

Após o envio do material coletado no exame de papanicolau, o laboratório fornece o resultado do estudo em cerca de 3 a 5 dias. Vamos explicar resumidamente o que significam os resultados mais comuns.

Nota: o laboratório pode fornecer os resultados do Papanicolau sob o nome de colpocitologia oncótica, exame preventivo ou citologia cérvico-vaginal.

A forma como cada laboratório fornece o laudo do teste de Papanicolau pode ser bastante diferente. É importante também frisar que a nomenclatura mudou recentemente, por isso, se você for comparar um exame atual com outro mais antigo, eles podem ter resultados semelhantes, mas descrições bem diferentes.

Antigamente os laudos vinham descrevendo as classes do Papanicolau:

  • Papanicolau classe I: ausência de células anormais.
  • Papanicolau classe II: alterações celulares benignas, geralmente causadas por processos inflamatórios.
  • Papanicolau classe III: Presença de células anormais (incluindo NIC 1, NIC 2 e NIC 3).
  • Papanicolau classe IV: Citologia sugestiva de malignidade.
  • Papanicolau classe V: Citologia indicativa de câncer do colo uterino.

Essa forma de laudo, dividida em classes, ainda pode ser encontrada, mas tem sido abandonada em favor de um laudo mais descritivo sobre as alterações celulares, como explicaremos a seguir.

Papanicolau normal

Em geral, o laudo do Papanicolau primeiro descreve a qualidade da amostra enviada e depois fornece os diagnósticos. Um bom laudo precisa:

  • Dizer que a amostra enviada foi satisfatória para avaliação pelo patologista. Se o resultado vier apontando uma amostra insatisfatória, a coleta de material deve ser refeita pelo ginecologista.
  • Indicar que tipos de tecido deram origem às células captadas, como, por exemplo, células da JEC, células da zona de transformação (ZT), ectocérvice ou endocérvice. Se não houver na amostra, pelo menos, células da JEC ou da ZT, a qualidade do exame fica comprometida, já que são essas as regiões mais atacadas pelo vírus HPV.
  • Indicar o tipo de células presentes: células escamosas (ectocérvice), metaplasia escamosa, células colunares (endocérvice), células do epitélio glandular (endocérvice), etc.
  • Descrever a flora microbiológica: a flora bacteriana natural da vagina é composta por lactobacilos, portanto, é perfeitamente normal que o Papanicolau identifique essas bactérias. Se houver alguma infecção ginecológica em curso, o laudo pode indicar a presença de leucócitos (células de defesa) e o nome do germe invasor, como, por exemplo, Gardnerella ou Candida albicans.

Após as descrições acima, se o laudo não indicar a presença de células malignas ou pré-malignas, ele virá com uma descrição do tipo: ausência de atipia, ausência de células neoplásicas, negativo para lesão intraepitelial ou negativo para malignidade.

Papanicolau anormal – ASCUS e ASCH

Vamos descrever as alterações mais comuns encontradas em exames de Papanicolau alterados.

ASC-US ou ASCUS

O acrônimo ASCUS significa Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado (Atypical Squamous Cells of Undetermined Significance).

De todos os resultados anormais encontrados no Papanicolau, o ASCUS é o mais comum. Ele ocorre em cerca de 2 a 3% dos exames. O ASCUS indica uma atipia, ou seja, uma alteração nas características normais das células escamosas, sem, porém, apresentar qualquer sinal claro de que possa haver alterações pré-malignas. O ASCUS pode ser provocado, por exemplo, por inflamações, infecções ou atrofia vaginal durante a menopausa (leia também: 25 sintomas da menopausa).

Na grande maioria dos casos, o ASCUS é um achado benigno que desaparece sozinho com o tempo. É preciso salientar, porém, que a presença de ASCUS não elimina totalmente o risco dessas células virem a ser uma lesão pré-maligna; ela significa apenas que o risco é muito baixo. Estudos mostram que cerca de 7% das mulheres com HPV e ASCUS desenvolvem câncer de colo uterino no prazo de 5 anos. Entre as mulheres que não têm o HPV, a taxa é de apenas 0,5%.

Portanto, os médicos podem tomar duas condutas frente a um resultado do Papanicolau com ASCUS: ou repete-se o exame após 6 a 12 meses (a maioria dos casos de ASCUS desaparece nesse intervalo) ou faz-se a pesquisa do vírus HPV. Se o HPV for negativo, não é preciso fazer nada, apenas manter a rotina habitual de fazer o exame Papanicolau a cada 3 anos. Se a paciente tiver o vírus HPV, principalmente os subtipos 16 e 18, que são os mais perigosos, o médico costuma pedir uma colposcopia e biópsia para investigar melhor o colo do útero.

ASC-H ou ASCH

Quando o patologista descreve no laudo a presença de ASCH, significa que ele viu células escamosas atípicas, com características mistas, não sendo possível descartar a presença de atipias malignas. É um resultado indeterminado, mas com elevado risco de existirem lesões epiteliais de alto grau (NIC 2 ou NIC 3) — explicarei esses termos a seguir. A presença de ASCH indica a realização da colposcopia e da biópsia do colo do útero.

AGC

AGC significa células glandulares atípicas. Diferente do ASC-US e do ASC-H, que envolvem células escamosas, o AGC se refere a alterações em células glandulares, geralmente do canal endocervical ou, em alguns casos, do endométrio.

Um resultado AGC não significa câncer, mas exige investigação mais cuidadosa do que um ASC-US simples. Isso ocorre porque, embora possa ser causado por inflamação, pólipos ou alterações benignas, também pode estar associado a lesões pré-malignas ou malignas do colo do útero, do canal endocervical ou do endométrio.

A conduta costuma incluir colposcopia e avaliação do canal endocervical. Em mulheres com 35 anos ou mais, ou em pacientes mais jovens com sangramento uterino anormal, obesidade, ciclos muito irregulares ou outros fatores de risco, o ginecologista também pode investigar o endométrio.

Lesões pré-malignas – LSIL e HSIL / NIC 1, NIC 2 e NIC 3

As lesões pré-malignas do colo do útero identificadas pelo Papanicolau são atualmente descritas como LSIL (Lesão Intraepitelial Escamosa de baixo grau) ou HSIL (Lesão Intraepitelial Escamosa de alto grau).

Lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL)

A LSIL indica uma displasia branda, uma lesão pré-maligna com baixo risco de ser câncer. A LSIL pode ser causada por qualquer tipo de HPV, seja ele agressivo ou não, e tende a desaparecer após 1 ou 2 anos, conforme o organismo da mulher consegue eliminar o HPV do seu corpo.

A conduta diante de um resultado LSIL depende da idade, do histórico de exames anteriores, do resultado do teste de HPV, da presença dos tipos 16 ou 18 e das diretrizes usadas pelo serviço de saúde.

Em muitas mulheres jovens, o LSIL representa uma alteração transitória causada pelo HPV e pode regredir espontaneamente. Em outros contextos, principalmente quando há HPV de alto risco persistente, exame anterior alterado ou maior risco clínico, o ginecologista pode indicar colposcopia e biópsia para avaliar melhor o colo do útero.

Por isso, LSIL não deve ser interpretado isoladamente como câncer, mas também não deve ser simplesmente ignorado. O seguimento correto é definido pelo risco individual.

O paciente com LSIL no Papanicolau costuma ter NIC 1 (lesão pré-maligna de baixo risco) na biópsia. Porém, cerca de 16% das pacientes têm NIC 2 (lesão pré-maligna moderada) e 5% têm NIC 3 (lesão pré-maligna avançada). O risco de um resultado LSIL indicar um câncer é de apenas 0,1%.

Obs: antigamente o LSIL era chamado de NIC 1 (Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 1). O termo NIC deixou de ser indicado nos laudos de Papanicolau em 2001, pois, como vimos, nem todo LSIL corresponde realmente a uma lesão NIC 1 na biópsia. Portanto, NIC 1, NIC 2 e NIC 3 atualmente só devem ser usados para descrever resultados da biópsia feita por colposcopia. No Papanicolau, o correto é utilizar os acrônimos LSIL ou HSIL.

Lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL)

O HSIL indica que as células anormais têm grande alteração no seu tamanho e formato. É um achado que indica grande risco de existirem lesões pré-malignas moderadas/avançadas (NIC 2 ou 3) ou mesmo câncer já estabelecido. O risco de um resultado HSIL ser NIC 3 na biópsia é de 50%. O risco de um resultado HSIL ser um câncer é de 7%.

Portanto, toda paciente com resultado HSIL no Papanicolau precisa ser investigada com colposcopia e biópsia.


book Referências bibliográficas


Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Vandinha

    Meu Papanicolau veio “negativo para lesão intraepitelial ou malignidade”, mas também apareceu inflamação moderada. Isso quer dizer que posso estar com câncer ou HPV?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não. Quando o laudo diz negativo para lesão intraepitelial ou malignidade, significa que não foram encontradas alterações celulares sugestivas de lesão pré-maligna ou câncer naquele exame.

    A inflamação é um achado comum no Papanicolau e pode ocorrer por várias causas, como corrimento, vaginose, candidíase, tricomoníase, atrofia vaginal, irritação local ou até alterações inespecíficas sem maior importância.

    Inflamação no Papanicolau não é sinônimo de HPV nem de câncer. O ginecologista vai interpretar esse achado junto com seus sintomas, exame ginecológico e, se necessário, outros testes.

  2. Helena Santos

    Meu exame deu LSIL. Isso quer dizer que tenho câncer ou que vou precisar retirar o útero?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não. LSIL significa lesão intraepitelial escamosa de baixo grau. Na maioria das vezes, está relacionada a uma infecção por HPV que pode regredir espontaneamente, principalmente em mulheres mais jovens.

    LSIL não é câncer e, em geral, não significa que a mulher precise retirar o útero. A conduta depende da idade, do resultado do teste de HPV, do histórico de exames anteriores e da avaliação do ginecologista.

    Em alguns casos, basta acompanhar e repetir exames. Em outros, pode ser indicada colposcopia para examinar melhor o colo do útero e decidir se é necessário fazer biópsia.

  3. Andreia Rodrigues

    Boa Tarde, Doutor. Aqui em 2026 estou lendo o seu artigo e procurando informações sobre um achado recente no meu papanicolau: AGC – Atipia Glandular Celular no endocervix. O pap de 2023 saiu normal. Com esse resultado de agora a médica realizou uma colposcopia que saiu normal, sem lesões visiveis e um raspado endocervical para nova análise patologica e resultado definitivo. Foi também localizado um pólipo que sangrou no momento da coleta no papanicolau. Como não moro no Brasil estou preocupada pesquisando pelo google um possivel resultado diante desse cenário. Pela sua experiência pode ser risco de câncer? Tenho 44 anos e sem nenhum sintoma. Se responder ficarei super agradecida. Parabéns pelo artigo, muito esclarecedor.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Olá, Andreia. À distância é difícil opinar com segurança, mas vamos ver se consigo ajudar:

    1. AGC (atipias de células glandulares) no Papanicolau não é diagnóstico de câncer, mas é um achado que exige investigação porque, em uma minoria dos casos, pode estar associado a lesões pré-malignas ou malignas do colo (canal endocervical) e, em algumas situações, do endométrio. O fato de seu exame de 2023 ter sido normal e você estar sem sintomas é favorável, mas não substitui a confirmação com biópsia/anatomopatológico.

    2. No seu caso, a conduta da médica foi a correta: colposcopia (que veio normal) e raspado/escovado endocervical para analisar células do canal, onde a colposcopia nem sempre enxerga bem. A presença de um pólipo que sangrou na coleta também é um dado importante, porque pólipos e inflamação/trauma local podem causar alterações citológicas e “simular” atipias, e muitas vezes a explicação final acaba sendo benigna — mas isso só se confirma com o laudo histológico do material coletado e, idealmente, do próprio pólipo se ele for retirado e enviado para análise.

    3. Quanto ao risco de ser câncer: pela história que você descreve, até existe a possibilidade, mas não me parece que seja o desfecho mais provável. O resultado provavelmente será benigno. De qualquer forma, a resposta mais confiável virá do resultado do endocervical.

  4. Vanessa

    Dr. Pedro fiz uma conização, pois tinha uma lesão Nic 3, foi feita a biópsia e o resultado foi neoplasia intraepitelial cervical de alto grau( nic ) 3 com extensão glandular.
    Margens livres.
    Gostaria que o Dr. me esclarecesse sobre a extensão glandular.
    Obrigada!

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    “NIC 3 com extensão glandular” significa que a lesão de alto grau também se estendeu para dentro das glândulas ou criptas do colo do útero. Isso pode assustar pelo nome, mas não significa automaticamente câncer glandular.

    O dado mais importante no seu resultado é margens livres. Isso sugere que a área alterada foi removida completamente na conização.

    Mesmo com margens livres, é fundamental manter o seguimento com o ginecologista, porque quem teve NIC 3 precisa de controle posterior com exames periódicos para confirmar que não há persistência ou recidiva da lesão.

  5. Simone de mendonca

    Meu último preventivo foi há quase 2 anos.
    O resultado:
    Epitélios representados na amostra: Escamosos
    Alterações celulares benignas reativas ou Reparativas: Inflamação.
    Microbiologia: Bacilos .
    CONCLUSÃO: Negativo para Neoplasia.

    Devo me preocupar com o resultado do exame que colhi esta semana?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não há motivo para se preocupar antecipadamente.

    O seu preventivo de quase 2 anos atrás era tranquilizador: “negativo para neoplasia” significa que não havia sinais de câncer ou lesões suspeitas. “Inflamação” é um achado comum no Papanicolau e pode ocorrer por corrimento, alterações da flora vaginal, candidíase, vaginose, relação sexual recente, uso de produtos locais ou pequenas irritações. “Bacilos” geralmente se refere à flora vaginal, frequentemente lactobacilos, que são bactérias normais da vagina.

    Sobre o exame colhido esta semana, só é possível interpretar quando sair o laudo completo. Se vier novamente “negativo para lesão intraepitelial ou malignidade”, em geral é um resultado bom. Procure seu ginecologista se houver corrimento com mau cheiro, coceira, dor pélvica, sangramento fora da menstruação ou se o laudo vier com alguma alteração como ASC-US, LSIL ou HSIL.

  6. Julia

    Doutor o resultado da minha biopsia foi:
    “COMPATÍVEL COM NEOPLASIA INTRAEPITELIAL CERVICAL GRAU I /NIC I (DISPLASIA LEVE) NO CONTEXTO DE ALTERAÇÕES EPITELIAIS SUGESTIVAS DE EFEITO CITOPÁTICO VIRAL (HPV) COM EXTENSÃO ÀS GLÂNDULAS
    – Cervicite crônica moderada
    – Metaplasia escamosa.”

    O que significa? significa que tenho HPV?
    Qual chances de desenvolver para cancer (levando em conta que passaram 2 anos que foi percebida a mancha e ela não sumiu)?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O resultado da biópsia descreve NIC 1, também chamada de displasia leve, em um contexto sugestivo de efeito citopático viral, geralmente relacionado ao HPV.

    Isso não é câncer. NIC 1 é uma lesão de baixo grau e, na maioria dos casos, não evolui para câncer. Muitas lesões desse tipo regridem espontaneamente, embora algumas possam persistir por mais tempo.

    A expressão “extensão às glândulas” significa que as alterações também foram vistas em estruturas glandulares do colo, mas dentro do contexto de NIC 1 isso não transforma o resultado em câncer. A conduta costuma ser acompanhamento, mas deve ser definida pelo ginecologista com base na sua idade, exames anteriores, colposcopia e eventual teste de HPV.

  7. MIRIAN

    Minha filha tem 17 anos parceiro fixo, e no preventivo dela deu:
    Negativo para malignidade.
    Observação: muitos piócitos.
    Pede para tratar e repetir.
    Poderia me explicar o que seria isso?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    “Muitos piócitos” significa que havia muitos leucócitos, ou seja, células de defesa, no material do preventivo. Isso sugere inflamação ou infecção vaginal/cervical, mas não significa câncer. O resultado “negativo para malignidade” é tranquilizador nesse sentido.

    As causas podem incluir candidíase, vaginose bacteriana, tricomoníase, irritação local ou infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia. O Papanicolau pode sugerir inflamação, mas não é o melhor exame para identificar exatamente qual germe está causando.

    O ideal é ela ser avaliada pelo ginecologista, principalmente se tiver corrimento, mau cheiro, coceira, dor pélvica, ardor ao urinar ou sangramento fora do período menstrual. Como ela já tem vida sexual, pode ser necessário fazer exames específicos para ISTs. Tratar e repetir o preventivo pode ser adequado quando há muita inflamação, mas o tratamento deve ser direcionado à causa.

  8. Fran

    Dr. A Conclusão do meu exame citológico foi :

    Negativo para células Neoplásicas
    Inflamatório
    Lactobacilos.

    Poderia me ajudar me respondendo o que significa?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Esse resultado é tranquilizador em relação a câncer: negativo para células neoplásicas significa que não foram encontradas alterações sugestivas de malignidade.

    “Inflamatório” indica que havia sinais de inflamação no material coletado. Isso pode ocorrer por candidíase, vaginose, irritação local, relação sexual recente, alterações hormonais ou outras causas comuns.

    “Lactobacilos” é um achado normal. Eles fazem parte da flora vaginal saudável. Se você não tiver sintomas, muitas vezes não há nada importante a tratar. Se houver corrimento, coceira, ardência ou mau cheiro, o ginecologista pode avaliar a causa da inflamação.

  9. Carol

    Me ajude! Meu exame deu avaliação de amostra satisfatória. Epitélios representando na amostra escamoso glândular. Pesquisa de trichomonas negativo. Pesquisa de cândida SP negativo. Presença de células displasicas. Conclusões: sugestivo de lesão epitelial de alto grau (HSIL/NICII/NICIII).

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O resultado HSIL/NIC II/NIC III indica uma alteração de alto grau no Papanicolau. Isso não significa, por si só, que você já tenha câncer, mas é um achado importante porque pode corresponder a uma lesão pré-maligna moderada ou avançada no colo do útero.

    O próximo passo costuma ser colposcopia com biópsia, porque o Papanicolau é um exame de rastreio. Ele aponta que existe risco aumentado, mas quem confirma o grau da lesão é a biópsia.

    Portanto, não é para entrar em pânico, mas também não é um resultado para deixar para depois. Procure seu ginecologista para completar a investigação e definir o tratamento, se a biópsia confirmar NIC 2 ou NIC 3.

  10. Bruna

    tenho 22 anos e quero engravidar meu papanicolau deu NIC 2 isso já é um cancer ? e isso pode fazer com que eu nao engravide ? e tem cura ?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    NIC 2 não é câncer. É uma lesão pré-maligna do colo do útero, geralmente associada ao HPV, que pode evoluir se não for acompanhada ou tratada corretamente.

    Também não significa, por si só, que você não poderá engravidar. Muitas mulheres com NIC 2 engravidam normalmente. O ponto importante é conversar com o ginecologista antes de tentar engravidar, porque pode ser necessário confirmar o diagnóstico com colposcopia e biópsia e, em alguns casos, tratar a lesão antes.

    Alguns tratamentos do colo, como conização, podem aumentar discretamente certos riscos obstétricos dependendo da extensão do procedimento, mas isso deve ser individualizado. O mais seguro é definir primeiro a conduta da lesão e depois planejar a gravidez.

  11. Lu

    Doutor, uma lesão de baixo grau, detectada pelo papa é necessariamente HPV ou não? (no meu exame está escrito NIC1, mas pelo que a médica me disse essa é a nomenclatura antiga)

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Uma lesão de baixo grau no Papanicolau, como LSIL, é frequentemente associada ao HPV, mas não significa obrigatoriamente que o exame tenha confirmado HPV.

    O Papanicolau avalia alterações nas células. O teste específico para saber se há HPV é outro exame, chamado teste de HPV ou DNA-HPV.

    A nomenclatura também pode gerar confusão: no Papanicolau, o termo mais adequado é LSIL. NIC 1 é usado com mais precisão quando o diagnóstico vem da biópsia. Em termos práticos, ambos costumam apontar para uma alteração de baixo grau, geralmente com baixo risco e possibilidade de regressão espontânea.

  12. Joane

    Doutor, já faz mais de dois anos que fiz o preventivo e deu NIC I, aí fiz a colposcopia deu resultado NORMAL e, não precisou de biópsia; porém, eu não fiz mais o preventivo nesse tempo todo, irei fazer amanhã. Será a lesão pode ter aumentado?eu não tenho dor, não tenho verrugas, minha menstruação vem corretamente, não tenho corrimento, já tive, mas o Ginicologista havia passado uma pomada e nunca mais tive já faz mais de dois anos. Estou com medo de agora o resultado ter regredido.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Na maioria das vezes, lesões de baixo grau, como NIC 1 ou alterações compatíveis com LSIL, não evoluem para câncer e podem até regredir espontaneamente. O fato de a colposcopia anterior ter sido normal é tranquilizador.

    Mesmo assim, como já passaram mais de dois anos sem repetir o preventivo, é correto fazer uma nova avaliação. A ausência de dor, verrugas, corrimento ou alteração menstrual não exclui totalmente alterações no colo do útero, porque lesões causadas pelo HPV frequentemente não provocam sintomas.

    O mais provável é que não haja nada grave, mas o novo Papanicolau é importante para confirmar se o colo continua sem alterações relevantes. Se o exame vier alterado, o ginecologista decidirá se basta acompanhar, repetir o exame, pesquisar HPV ou fazer nova colposcopia.

  13. cristina teixeira

    Dr. o resultado do meu papanicolau foi LSIL, significa que tenho Hpv? Fiz uma biopsia mas só terei o resultado mês que vem.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    LSIL geralmente está relacionado ao HPV, mas o Papanicolau não confirma sozinho a presença do vírus. Ele mostra alterações celulares compatíveis com uma lesão de baixo grau, que frequentemente ocorre por infecção pelo HPV.

    A biópsia vai ajudar a confirmar se há NIC 1, outra alteração ou apenas inflamação. Na maioria dos casos, lesões de baixo grau têm baixo risco de evolução para câncer e podem regredir espontaneamente, principalmente em mulheres mais jovens.

    O mais importante é aguardar o resultado da biópsia e seguir o acompanhamento indicado pelo ginecologista.

  14. Nathalia Nunes

    Fiz o exame papanicolau faço todo ano, porém desta vez a médica pediu para fazer a colposcopia com biópsia!

    diagnóstico do esfregaço cervico vaginal deu

    1-esfregaco adequado para análise citologica

    2-celuas escamosas atípicas não podendo afastar lesão de alto grau (asc-h)

    3- alteração citológica inflamatórias inespecífico de grau moderado

    4-avaliação hormonal prejudicada pelo processo inflamatório

    5-flora bacteriana bacilar

    6-pesquisa para fungos,vírus e protozoários resultou negativa (classe lll de papanicolau)

    Oq significa tudo jsso???

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O achado mais importante do seu laudo é: células escamosas atípicas, não podendo afastar lesão de alto grau, também chamado de ASC-H.

    ASC-H não é diagnóstico de câncer. Significa que o patologista viu alterações nas células escamosas do colo do útero que não permitem excluir uma lesão de alto grau, como NIC 2 ou NIC 3. Por isso, a colposcopia com biópsia foi solicitada corretamente.

    Os outros achados, como inflamação moderada, avaliação hormonal prejudicada e flora bacteriana bacilar, são secundários nesse contexto. Eles podem explicar parte das alterações inflamatórias, mas não eliminam a necessidade de investigar o ASC-H.

    Portanto, o ponto principal é: você precisa fazer a colposcopia e, se o ginecologista encontrar área suspeita, a biópsia. É a biópsia que vai dizer se há apenas inflamação, uma lesão de baixo grau, uma lesão de alto grau ou algo mais relevante.

  15. Katiane

    Na conclusão do meu exame, veio negativo para malignidade, e observações L.

    O que significa isso observações L?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O importante nesse laudo é parte: “Negativo para malignidade”. Isso significa que o Papanicolau não encontrou sinais de câncer nem de lesões pré-malignas nas células analisadas.

    Em relação ao “observações L” eu realmente não sei, posso apenas especular:
    1. Pode ser uma abreviação usada pelo próprio laboratório. Às vezes, o médico abrevia o laudo à mão e depois, quando ele é digitalizado, a informação sai correta. Em muitos laudos, a letra L pode se referir a lactobacilos, que fazem parte da flora vaginal normal, ou a leucócitos, que podem aparecer em casos de inflamação. O significado exato depende do modelo do laudo.
    2. Pode ter sido uma falha na impressão do laudo e ficou faltando o restante da informação.

    De qualquer forma, se a conclusão foi “negativo para malignidade” e não há descrição de ASC-US, LSIL, HSIL, HPV ou células atípicas, em geral não há motivo para preocupação. Leve o exame ao ginecologista para confirmar o que o laboratório quis dizer com essa abreviação e manter a rotina de rastreamento indicada para sua idade e histórico.

  16. Viviane Rocha

    Gostaria de ajuda para o meu CP . Pois terei médico só 9/01/2023

    ..

    Avaliação da Amostra: Satisfatório

    Epiléticos representados na amostra: Escamoso, glandular

    . Representatividade da zona de transformação: Sim

    Microbiologia: Lactobacíllus SP

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Viviane, faltou aparentemente a conclusão do laudo, que é o diagnóstico citológico. O que você transcreveu tem as seguintes informações:

    “Amostra satisfatória” significa que o material coletado foi adequado. A presença de células escamosas e glandulares, com zona de transformação representada, é um dado positivo, pois essa é justamente uma das áreas mais importantes avaliadas no preventivo.

    Em “Microbiologia: Lactobacillus sp”, isso geralmente indica presença de lactobacilos, que fazem parte da flora vaginal normal e ajudam a proteger a vagina contra infecções.

    O ponto principal, porém, é a conclusão citológica do laudo: se estiver escrito “negativo para malignidade” ou “negativo para lesão intraepitelial ou malignidade”, o resultado é tranquilizador. Leve ao ginecologista na consulta para confirmar a interpretação completa.

  17. SANDRA REGINA DA SILVA CORREA

    Olá boa tarde, me chamo Sandra e fiquei preocupada com o resultado do meu exame.

    Ficarei muito grata se me responderem.

    Avaliação da Amostra:Satisfatória

    Epitélios representados :Escamoso,Glandular,Metaplásico

    Diagnostico: Atipia de células escamosas de significado indeterminado possível lesão intraepitelial de baixo grau.

    Me retorno ao médico será só dia 18/11

    É contagioso? como devo proceder até alar com o médico?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O seu resultado descreve células escamosas atípicas de significado indeterminado, possivelmente relacionadas a uma lesão intraepitelial de baixo grau. Isso costuma corresponder a um achado de baixo risco, muitas vezes associado a inflamação ou infecção por HPV.

    Esse resultado não significa câncer e não é uma urgência. Você pode aguardar a consulta marcada com seu ginecologista.

    Sobre ser contagioso: o resultado do Papanicolau em si não é “contagioso”. Se houver HPV associado, o vírus pode ser transmitido por contato sexual, mas isso precisa ser interpretado com cuidado, porque o HPV é muito comum e pode permanecer silencioso por meses ou anos.

    A conduta pode variar conforme sua idade, exames anteriores e se há teste de HPV disponível. O médico pode optar por repetir o exame, solicitar teste de HPV ou fazer colposcopia, dependendo do risco.

  18. Nany

    Oi,Bom Dia

    Fiquei preocupada com o resultado do meu exame.

    Ficarei muito grata se me responderem.

    Avaliação da Amostra:Satisfatória

    Epitélios representados :Escamoso,Glandular,Metaplásico

    Representatividade da Zona De Transformação :sim

    Alterações Celulares Benignas Reativas ou Reparativas:inflamação

    Microbiologia :lactobacillus sp,Candida sp

    Conclusão: Células Atípicas de significado indeterminado

    Escamosas:Possivelmente não neoplásicas (ASC-US)

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O seu resultado mostra ASC-US, que significa células escamosas atípicas de significado indeterminado. É uma alteração leve e muito comum no Papanicolau. Na maioria das vezes, não representa câncer.

    A presença de Candida sp indica que havia fungos compatíveis com candidíase na amostra, mas isso só precisa ser tratado se houver sintomas, como coceira, ardência, vermelhidão ou corrimento esbranquiçado.

    O ASC-US pode aparecer por inflamação, infecção, alterações hormonais ou HPV. A conduta depende da sua idade, histórico de exames anteriores e possibilidade de fazer teste de HPV. Em muitos casos, o ginecologista apenas acompanha, repete o exame ou solicita HPV para definir o risco.

  19. Vanderleia Oliveira Carvalho

    Gostaria de saber o resultado da biópsia minha !

    Deu quadro histomorfologico consistente com lesão intra-epitelial escamosa de alto grau bethesda nic-2 de Richart,displasia moderada associada a alterações citopaticas pelo Hpv.

    Estou com câncer???

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O resultado da sua biópsia descreve lesão intraepitelial escamosa de alto grau, NIC 2, associada a alterações pelo HPV. Isso não é câncer, mas é uma lesão pré-maligna.

    A diferença é importante: pré-maligna significa que há alteração nas células com potencial de evoluir para câncer se não for acompanhada ou tratada adequadamente. NIC 2 tem tratamento e, quando tratado corretamente, costuma ter bom prognóstico.

    O próximo passo deve ser definido pelo ginecologista, geralmente com base na sua idade, desejo de engravidar, extensão da lesão, resultado da colposcopia e características da biópsia. Em muitos casos, pode ser indicado tratamento do colo, como excisão da área alterada.

  20. Olivia

    Olá boa noite!meu nome é Olivia e fiz o meu preventivo e meu exame venho com alterações.

    Avaliação pré analítica:

    Avaliação da amostra:satisfatória

    Epitélio representados na amostra: estamos metafísico.

    Representatividade da zona de transformação: sim

    Alterações célulares benignas reativas ou reparativas: inflamação.

    Microbiologia:bacilos supracitoplasmaticos (sugestivos de gardnerella/mobiluncus).

    Conclusão

    Atipias em células escamosas: lesão intraepitelial de alto grau (compreendendo neoplasias intraepiteliais cervicais grau ll e lll)

    Observações: é necessário biopsia para confirmação diagnóstica.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O seu laudo descreve lesão intraepitelial de alto grau, compatível com HSIL, podendo corresponder a NIC 2 ou NIC 3. Esse resultado não fecha diagnóstico de câncer, mas indica risco aumentado de haver uma lesão pré-maligna importante no colo do útero.

    Por isso, a observação do próprio laudo está correta: é necessário fazer colposcopia com biópsia para confirmação diagnóstica.

    A presença de achados sugestivos de Gardnerella/Mobiluncus indica alteração da flora vaginal, como vaginose bacteriana, mas isso é separado da lesão de alto grau. A prioridade é investigar o HSIL com biópsia. Depois, o ginecologista também pode tratar a alteração da flora, se houver sintomas ou indicação clínica.

  21. Diego Alexandrino

    Dr. Pedro Pinheiro Boa Noite!!!

    Esse Resultado da Minha esposa de exame, eu sou leigo mais pelas minhas pesquisar ela esta com câncer? Muito obg

    Adequabilidade da amostra: satisfatória para avaliação

    Tipos celulares: células epiteliais escamosas

    Células epiteliais glandulares

    Células metaplásicas

    Resultado descritivo: alterações reativas malignas em células escamosas

    Flora microbiologica: bacilos avaliação citohormonal avaliação citohormonal prejudicada pelas alterações reativas

    Conclusão: positivo para lesão intraepitelial e malignidade

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Esse resultado é preocupante e precisa ser avaliado rapidamente pelo ginecologista, mas é importante lembrar que o Papanicolau não confirma câncer sozinho.

    Quando o laudo vem como positivo para lesão intraepitelial ou malignidade, significa que foram encontradas alterações celulares relevantes e que a investigação deve continuar com colposcopia e, geralmente, biópsia. A biópsia é o exame que confirma se existe câncer, lesão pré-maligna ou outra alteração.

    Portanto, não é possível concluir apenas pelo Papanicolau que sua esposa já tem câncer, mas também não é um resultado para esperar muitos meses. O correto é levar o laudo ao ginecologista para programar colposcopia e biópsia quanto antes.

  22. Fleur

    Boa Tarde dr.

    No meu exame de Papanicolau deu:

    Relatorio Citopatológico

    ADEQUAÇÃO DA AMOSTRA:

    Satisfatória para avaliação

    Qualidade de amostra:

    Obscurecida por inflamação

    Classicação Geral

    NILM-Negativa para lesão intraepitelial ou neoplasia maligna

    Relatorio Descritivo:

    Alterações associadas a inflamação

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O resultado NILM, ou “negativo para lesão intraepitelial ou malignidade”, é tranquilizador. Ele significa que o exame não encontrou sinais de lesão pré-maligna ou câncer.

    O ponto a observar é que a amostra veio parcialmente obscurecida por inflamação. Isso não quer dizer que exista câncer; significa apenas que a inflamação atrapalhou um pouco a leitura do material.

    Dependendo do grau da inflamação, dos seus sintomas e da qualidade geral da amostra, o ginecologista pode tratar a causa da inflamação e repetir o exame depois. Se não houver sintomas e o exame tiver sido considerado satisfatório, muitas vezes basta seguir a orientação habitual de rastreamento.

  23. Lívia Monteiro da Silva dos Santos

    Olá Dr. Boa noite! No meu exame Papanicolau deu:

    Morfologia: Alterações inflamatórias.

    Epitélios representados: Escamoso e glandular.

    Outras alterações: Leve aumento de volume nuclear sem hipercromasia.

    Composição celular sanguínea: Alguns leucócitos, histiócitos e raras hemácias

    Microbiologia: Flora mista.

    Conclusão:

    Ausência de anormalidades epiteliais e/ou critérios morfológicos de malignidade.

    Alterações celulares benignas reativas associadas a:

    Inflamação moderada.

    Ativação nuclear em raras células escamosas.

    Obs.: A minha ginecologista pediu que eu repetisse esse exame daqui a 6 meses.

    Estou preocupada se esse resultado tem algo a ver com HPV ou câncer?

    Desde já, obrigada!

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O seu laudo é tranquilizador em relação a câncer e HPV, porque informa ausência de anormalidades epiteliais e ausência de critérios morfológicos de malignidade.

    O que apareceu foi inflamação moderada e alterações celulares benignas reativas. Isso pode ocorrer por candidíase, vaginose bacteriana, irritação local, alterações hormonais, relação sexual recente, uso de produtos vaginais ou outras causas inflamatórias comuns.

    A repetição em 6 meses provavelmente foi solicitada por cautela, para confirmar que a inflamação desapareceu e que a amostra continua sem alterações suspeitas. Não parece haver, nesse resultado, sinal direto de câncer do colo do útero.

  24. Nádia

    Doutor, Nivel Hormonal Normotrofico o que significa? desde ja obrigada

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    “Nível hormonal normotrófico” significa que as células avaliadas no exame tinham aspecto compatível com estímulo hormonal adequado para a fase da vida ou do ciclo menstrual.

    Em geral, é um achado descritivo do laudo, não uma doença. Ele não indica câncer, HPV ou infecção.

    O mais importante no Papanicolau é a conclusão sobre lesão intraepitelial, malignidade, alterações celulares e adequabilidade da amostra. Se o restante do exame veio normal, esse termo isolado não costuma ter significado preocupante.

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