Exame Papanicolau – O que significam ASCUS, LSIL e NIC1, 2 e 3

O exame Papanicolau, também chamado de exame ginecológico preventivo ou citologia vaginal, é atualmente a principal arma que dispomos na prevenção do câncer do colo do útero, o terceiro tipo mais comum de câncer na população feminina em todo o mundo.

Introdução

O principal objetivo do exame Papanicolau é detectar precocemente alterações pré-malignas na mucosa do colo do útero, geralmente provocadas pelo vírus HPV, de forma que o ginecologista possa intervir a tempo, impedindo o surgimento de uma câncer invasivo. Quando detectado em fases iniciais, o câncer de colo do útero é plenamente curável.

O Papanicolau é um exame de rastreio, ou seja, ele não faz o diagnóstico do câncer de colo uterino. Quem faz o diagnóstico do câncer é a biópsia do colo do útero. O papel do exame Papanicolau é dizer quais são as mulheres que possuem um risco maior de terem lesões pré-malignas e, portanto, precisam ser submetidas à biópsia e tratamento.

Neste artigo vamos fazer uma revisão completa sobre o teste de Papanicolau, explicando como, em quem e quando ele deve ser feito. Vamos explicar também, em linguagem simples, diversos termos que costumam constar nos resultados do exame de Papanicolau, tais como: ASCUS (ASC-US), ASC-H, LSIL, HSIL, NIC 1, NIC 2, NIC 3…

Falamos especificamente sobre a relação do vírus HPV com o câncer de colo uterino em dois artigo à parte: VACINA CONTRA HPV (HPV-16 e HPV-18)VÍRUS HPV – CÂNCER DO COLO DO ÚTERO.

Anatomia do colo do útero

Não há como compreender o exame de Papanicolau sem saber pelo menos o básico da anatomia do colo do útero. Leias as explicações abaixo com atenção, pois essas informações serão essenciais na hora que formos falar dos resultados do Papanicolau. Se você souber o que significam termos como JEC, epitélio escamoso, mataplasia e zona de transformação, ficará muito fácil entender os seus resultados. Utilize as ilustrações abaixo para facilitar a compreensão do texto.Colo do úteroImagine uma pera de cabeça para baixo. Essa é, mais ou menos, aparência do útero. O colo do útero, também chamado de cérvix uterino, é a porção mais inferior e estreita do útero. O colo do útero é um pequeno canal de 2 a 3 cm de diâmetro, com formato cilíndrico, que faz a ligação entre a vagina e o corpo do útero. Na extremidade do colo do útero existe um orifício, chamado óstio uterino, que é por onde sai a menstruação e entram os espermatozoides.

A região do colo do útero é muito mais susceptível ao aparecimento de tumores malignos que o restante do útero, pois é ela quem fica em contato direto com o canal vaginal, estando, portanto, mais exposta ao pH ácido da vagina, a infecções, traumas, etc.

Na verdade, não é todo o colo do útero que é susceptível ao surgimento de câncer, mas sim a região ao redor do óstio uterino, como iremos explicar a seguir. Esta parte é importante, leia com atenção. Os termos em negrito serão importantes mais á frente.

O tecido que reveste o colo uterino não é todo homogêneo:

1- O canal interno do colo uterino, chamado endocérvice, é revestido por um epitélio colunar simples, uma única camada de células, que contém algumas glândulas responsáveis pela secreção de muco cervical. Esse tecido costuma ser chamado de epitélio colunar ou epitélio glandular.

2- A parte externa do colo uterino, que fica em contato com o canal vaginal, é chamado de ectocérvice, sendo revestido por um epitélio escamoso, semelhante ao da vagina.

O epitélio colunar da porção interior do colo do útero (endocérvice) é muito mais frágil que o tecido escamoso da ectocérvice, que precisa ser mais resistente, pois fica em contato direto com o canal vaginal.

Até a puberdade, a fronteira entre o epitélio colunar e o epitélio escamoso fica bem na entrada do óstio, exatamente onde termina a endocérvice e inicia-se a ectocérvice. O ponto que divide ambos os tecidos é chamado de JEC (junção escamo-colunar). Após a puberdade, a anatomia do colo uterino muda. Parte do endocérvice se exterioriza, empurrando a JEC para fora do óstio uterino.

Colo uterino

Essas alterações anatômicas fazem com que uma parte do frágil tecido colunar, que antes ficava protegido dentro do endocérvice, fique agora exposto ao meio hostil da cavidade vaginal. Como forma de defesa, o tecido colunar sofre uma alteração chamada metaplasia escamosa, que consiste na transformação do epitélio colunar em epitélio escamoso. Toda a região exteriorizada que sofre metaplasia é chamada de zona de transformação.

A metaplasia em si não é considerada uma lesão maligna ou pré-maligna, ela é apenas um processo fisiológico de defesa da mucosa. Portanto, é perfeitamente normal aparecer no laudo do Papanicolau a presença de metaplasia escamosa.

A zona de transformação, ou seja, o local que sofreu metaplasia escamosa, tem grande importância na realização do Papanicolau, pois é este o sítio onde o vírus HPV costuma se fixar, tornando-se, portanto, uma área extremamente susceptível ao aparecimento de tumores malignos. Logo, como o teste de Papanicolau é um exame de rastreio do câncer do colo uterino, é essencial que durante o procedimento o medico consiga obter material vindo da JEC e da zona de transformação (ZT).

Como é feito o exame Papanicolau

O objetivo do exame de Papanicolau é colher algumas amostras de células da região do óstio cervical e ao redor do colo uterino, de forma a obter células da ectocérvice, endocérvice, zona de transformação e JEC. Essas células colhidas são enviadas para um laboratório para que possam ser estudadas em um microscópio por um patologista.PapanicolauO exame Papanicolau é bastante simples, rápido e praticamente indolor (algumas mulheres ficam tensas com o exame ginecológico e sentem algum grau de desconforto). Para se obter amostras do colo uterino, o ginecologista precisa antes fazer um exame ginecológico com um espéculo, chamado popularmente de bico de pato. O uso do bico de pato permite que o canal vaginal e o colo do útero sejam visualizados. Após uma rápida inspeção, o ginecologista irá introduzir uma pequena escova no óstio cervical, conseguindo, assim, obter algumas células desta região. Uma espátula e um cotonete também podem ser usados para obter material ao redor do colo uterino. Se durante a inspeção o médico observar alguma área do colo do útero com alterações suspeitas, ele pode fazer uma biópsia da lesão e enviar o material junto com o material coletado do óstio cervical.

O exame de Papanicolau deve ser realizado, de preferência, fora do período menstrual. Também sugerimos que as mulheres evitem relações sexuais, ducha vaginal, aplicação de gel ou óvulo vaginal, ou uso de absorvente interno nas 48 horas que precedem o exame.

Para que serve o Papanicolau

O material colhido no exame de Papanicolau pode ser utilizado para pesquisar não só a existência de alterações celulares malignas ou pré-malignas, mas também para pesquisar a presença do vírus HPV e várias outras infecções ginecológicas, tais como:

Mais uma vez, é impostante lembrar que o Papanicolau é um exame de rastreio, ele não faz diagnóstico de câncer. O Papanicolau apenas orienta os médicos sobre quais são as pacientes que precisam ser investigadas com mais cuidado, geralmente através de uma colposcopia* e biópsia do colo uterino.

* A colposcopia é um procedimento diagnóstico no qual um microscópio especial, com várias lentes de aumento, é usado para fornecer uma visão ampliada e bem iluminada do colo do útero e da vagina. A colposcopia nos permite ver o colo do útero com imagens muito mais nítidas que o simples exame ginecológico, facilitando a identificação de feridas ou anormalidades na mucosa. Durante a colposcopia, o ginecologista realiza biópsias do tecido do colo uterino para pesquisar a existência de lesões malignas. Como na biópsia conseguimos obter uma quantidade muito maior de células que no exame de Papanicolau, os resultados são muito mais precisos e confiáveis (leia: COLPOSCOPIA E BIÓPSIA DO COLO UTERINO).

Quando fazer o exame de Papanicolau

O exame Papanicolau deve ser realizado em todas as mulheres com vida sexual ativa. O tempo de intervalo entre cada exame varia de acordo com as sociedades de Ginecologia de cada país. No Brasil, o habitual é indicar um intervalo de 1 ano entre os exames nos 3 primeiros exames. Se estiver tudo bem, os testes seguintes podem ser feitos com intervalos de 3 anos. Se, entretanto, a paciente tiver um tipo agressivo de vírus HPV, o teste de Papanicolau pode ser feito com intervalos curtos de até 6 meses.

Em alguns países, o primeiro exame de Papanicolau só é recomendado após os 21 anos de idade, mesmo para mulheres que já inciaram a vida sexual na adolescência. Como o HPV demora vários anos para provocar alterações celulares que possam levar ao desenvolvimento do câncer de colo uterino, alguns médicos argumentam que não há necessidade de já começar a testar todas as mulheres nos seus primeiros anos de vida sexual.

Resultados do Papanicolau

Após o envio do material coletado no exame de papanicolau, o laboratório fornece o resultado do estudo em cerca de 3 a 5 dias. Vamos explicar de forma resumida o que significam os resultados mais comuns.

Obs: o laboratório pode fornecer os resultados do Papanicolau sob o nome de colpocitologia oncótica, exame preventivo ou citologia cérvico-vaginal.

A forma como cada laboratório fornece o laudo do teste de Papanicolau pode ser bastante diferente. É importante também frisar que a nomenclatura mudou recentemente, por isso, se você for comparar um exame atual como outro mais antigo, eles podem ter resultados semelhantes, mas descrições bem diferentes.

Antigamente os laudos vinham descrevendo as classes do Papanicolau:

  • Papanicolau classe I – ausência de células anormais.
  • Papanicolau classe II – alterações celulares benignas, geralmente causadas por processo inflamatórios.
  • Papanicolau classe III – Presença de células anormais (incluindo NIC 1, NIC 2 e NIC 3).
  • Papanicolau classe IV – Citologia sugestiva de malignidade.
  • Papanicolau classe V – Citologia indicativa de câncer do colo uterino.

Essa forma de laudo, dividida em classes, ainda pode ser encontrada, mas tem sido abandonada em favor de um laudo mais descritivo sobre as alterações celulares, como iremos explicar a seguir.

Papanicolau normal

Em geral, o laudo do Papanicolau primeiro descreve a qualidade da amostra enviada e depois fornece os diagnósticos. Um bom laudo precisa:

  • Dizer que a amostra enviada foi satisfatória para avaliação pelo patologista. Se o resultado vier apontando uma amostra insatisfatória, a coleta de material deve ser refeita pelo ginecologista.
  • Indicar que tipos de tecido deram origem às células captadas, como, por exemplo, células da JEC, células da zona de transformação (ZT), ectocérvice ou endocérvice. Se não houver na amostra, pelo menos, células da JEC ou da ZT, a qualidade do exame fica muito comprometida, já que são essas as regiões mais atacadas pelo vírus HPV.
  • Indicar o tipo de células presentes: células escamosas (ectocérvice), metaplasia escamosa, células colunares (endocérvice), células do epitélio glandular (endocérvice), etc.
  • Descrever a flora microbiológica: a flora bacteriana natural da vagina é composta com lactobacilos, portanto, é perfeitamente normal que o Papanicolau identifique essas bactérias. Se houver alguma infecção ginecológica em curso, o laudo pode indicar a presença de leucócitos (células de defesa) e o nome do germe invasor, como, por exemplo, Gardnerella ou Candida albicans.

Após as descrições acima, se o laudo não indicar a presença de células malignas ou pré-malignas, ele virá com uma descrição do tipo: ausência de atipia, ausência de células neoplásicas, negativo para lesão intraepitelial ou negativo para malignidade.

Papanicolau anormal – ASCUS e ASCH

Vamos descrever as alterações mais comuns encontradas em exames de Papanicolau alterados.

1) ASC-US ou ASCUS

O acrônimo ASCUS significa Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado (Atypical Squamous Cells of Undetermined Significance).

De todos os resultados anormais encontrados no Papanicolau, o ASCUS é o mais comum. Ele ocorre em cerca de 2 a 3% dos exames. O ASCUS indica uma atipia, ou seja, uma alteração nas características normais das células escamosas, sem, porém, apresentar qualquer sinal claro de que possam haver alterações pré-malignas. O ASCUS pode ser provocado, por exemplo, por inflamações, infecções ou atrofia vaginal durante a menopausa (leia também: 25 SINTOMAS DA MENOPAUSA).

Na grande maioria dos casos, o ASCUS é um achado benigno que desaparece sozinho com o tempo. É preciso salientar, porém, que a presença de ASCUS não elimina totalmente o risco dessas células virem a ser uma lesão pré-maligna; ele significa apenas que o risco é muito baixo. Estudos mostram que cerca de 7% das mulheres com HPV e ASCUS desenvolvem câncer de colo uterino no prazo de 5 anos. Entre as mulheres que não têm o HPV, a taxa é de apenas 0,5%.

Portanto, os médicos podem tomar duas condutas frente a um resultado do Papanicolau com ASCUS: ou repete-se o exame após 6 a 12 meses (a maioria dos casos de ASCUS desaparece nesse intervalo) ou faz-se a pesquisa do vírus HPV. Se o HPV for negativo, não é preciso fazer nada, apenas manter a rotina habitual de fazer o exame Papanicolau a cada 3 anos. Se a paciente tiver o vírus HPV, principalmente os subtipos 16 e 18, que são os mais perigosos, o médico costuma pedir uma colposcopia e biópsia para investigar melhor o colo do útero.

2) ASC-H ou ASCH

Quando o patologista descreve no laudo a presença de ASCH, significa que ele viu células escamosas atípicas, com características mistas, não sendo possível descartar a presença de atipias malignas. É um resultado indeterminado, mas com elevado risco de existirem lesões epiteliais de alto grau (NIC 2 ou NIC 3) – explicarei esses termos a seguir. A presença de ASCH indica a realização da colposcopia e da biópsia do colo do útero.

Lesões pré-malignas no Papanicolau – LSIL e HSIL / NIC 1, NIC 2 e NIC 3

As lesões pré-malignas do colo do útero identificadas pelo Papanicolau são atualmente descritas como LSIL (Lesão Intraepitelial escamosa de baixo grau) ou HSIL (Lesão Intraepitelial escamosa de alto grau).

3) Lesão Intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL)

A LSIL indica uma displasia branda, uma lesão pré-maligna com baixo risco de ser câncer. A LSIL pode ser causada por qualquer tipo de HPV, seja ele agressivo ou não, e tende a desaparecer após 1 ou 2 anos, conforme o organismo da mulher consegue eliminar o HPV do seu corpo.

Se o teste de HPV da paciente for negativo, não é preciso fazer nada, basta repetir o Papanicolau dentro de 6 meses a 1 ano. Nestes casos, o risco de transformação para câncer é praticamente nulo. Se o teste de HPV for positivo, a paciente com LSIL deve ser avaliada com colposcopia e biópsia, pois apesar de baixo, existe um risco da lesão ser, na verdade, um pouco mais agressiva do que aquela identificada no Papanicolau (pode ser um NIC 2 ou NIC 3).

O paciente com LSIL no Papanicolau costuma ter NIC 1 (lesão pré-maligna de baixo risco) na biópsia. Porém, cerca de 16% das pacientes têm NIC 2 (lesão pré-maligna moderada) e 5% têm NIC 3 (lesão pré-maligna avançada). O risco de um resultado LSIL indicar um câncer é de apenas 0,1%.

Obs: antigamente o LSIL era chamado de NIC 1 (Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 1). O termo NIC deixou de ser indicado nos laudos de Papanicolau em 2001, pois, como vimos, nem todo LSIL corresponde realmente a uma lesão NIC 1 na biópsia. Portanto, NIC 1, NIC 2 e NIC 3 atualmente só devem ser usados para descrever resultados da biópsia feita por colposcopia. No Papanicolau, o correto é usar os acrômios LSIL ou HSIL.

4) Lesão Intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL)

O HSIL indica que as células anormais têm grande alteração no seu tamanho e formato. É um achado que indica grande risco de existirem lesões pré-malignas moderadas/avançadas (NIC 2 ou 3) ou mesmo câncer já estabelecido. O risco de um resultado HSIL ser NIC 3 na biópsia é de 50%. O risco de um resultado HSIL ser um câncer é de 7%.

Portanto, toda a paciente com resultado HSIL no Papanicolau precisa ser investigada com colposcopia e biópsia.

Não deixe de ver também esse curto vídeo, produzido pela equipe do MD.Saúde, que explica de forma simples a vacinação contra o HPV.

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sterfanne
Visitante
sterfanne

Muito bem explicado!!!!

Vanessa
Visitante
Vanessa

Dr. Pedro fiz uma conização, pois tinha uma lesão Nic 3, foi feita a biópsia e o resultado foi neoplasia intraepitelial cervical de alto grau( nic ) 3 com extensão glandular.
Margens livres.
Gostaria que o Dr. me esclarecesse sobre a extensão glandular.
Obrigada!

MIRIAN
Visitante
MIRIAN

Minha filha tem 17 anos parceiro fixo, e no preventivo dela deu negativo para maliguinidade
observação: muitos piócitos
pedi para tratar e repetir
Poderia me explicar o que seria isso?

Bruna
Visitante
Bruna

tenho 22 anos e quero engravidar meu papanicolau deu NIC 2 isso já é um cancer ? e isso pode fazer com que eu nao engravide ? e tem cura ?

Simone de mendonca santos
Visitante
Simone de mendonca santos

Meu último preventivo foi a quase 2 anos
O resultado foi
Epitelios representados na amostra :Escamosos
Alterações celulares Benignas Reativas ou Reparativas: Inflamação
Microbiologia :Bacilos
CONCLUSÃO :Negativo para Neoplasia

Devo me preocupar com o resultado do exame que colhi esta semana ???

Mariana
Visitante
Mariana

Boa tarde
Meu exame de colposcopia, a biopsia deu lesão intraepitelial escamosa cervical de alto grau H-sil Nic II
Cervicite crônica agudizada.
Isso é preocupante, indica câncer?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Mariana, o texto explica o significado de uma lesão HSIL. Procure o tópico com o seguinte título: 4) Lesão Intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL)

Sandra Silva
Visitante
Sandra Silva

Boa tarde,
o relatório do meu papanicolau deu na classificação geral: citologia negativa para lesão intraepitelial ou malignidade (“NILM”) com outros achados não neoplásicos.
No relatório descritivo refere: Alterações celulares reativas associadas com inflamação e paraqueratose.
Estou assustada com este relatório, podem-me esclarecer o que significa e se é preocupante?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Não tem nada de preocupante, é só uma lesão inflamatória inespecífica. O seu ginecologista saberá lidar com isso.

cristina teixeira
Visitante
cristina teixeira

Dr. o resultado do meu papanicolau foi LSIL, significa que tenho Hpv? Fiz uma biopsia mas só terei o resultado mês que vem…

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

A chance é grande, mas não necessariamente você tem HPV.

Julia
Visitante
Julia

Doutor o resultado da minha biopsia foi:
“COMPATÍVEL COM NEOPLASIA INTRAEPITELIAL CERVICAL GRAU I /NIC I (DISPLASIA LEVE) NO CONTEXTO DE ALTERAÇÕES EPITELIAIS SUGESTIVAS DE EFEITO CITOPÁTICO VIRAL (HPV) COM EXTENSÃO ÀS GLÂNDULAS
– Cervicite crônica moderada
– Metaplasia escamosa.”

O que significa? significa que tenho HPV?
Qual chances de desenvolver para cancer (levando em conta que passaram 2 anos que foi percebida a mancha e ela não sumiu)?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

1- É sugestivo de HPV, mas precisava ter a pesquisa do HPV para ter certeza.
2- A imensa maioria dos casos de NIC1 não vira câncer.

Lu
Visitante
Lu

Doutor, uma lesão de baixo grau, detectada pelo papa é necessariamente HPV ou não? (no meu exame está escrito NIC1, mas pelo que a médica me disse essa é a nomenclatura antiga)

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Não necessariamente.

Nádia
Visitante
Nádia

Doutor, Nivel Hormonal Normotrofico o que significa? desde ja obrigada

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Significa que os achados no epitélio uterino e vaginal estavam dentro do esperado para a fase do ciclo hormonal.

Amanda
Visitante
Amanda

Doutor meu exame do Papa deu: Bacterias; Numerosos
Leucocitos: Alguns
Trichomonas, Hemacias e Leveduras: Ausente
Celular Superficiais acidofilas e basofilas 40% e indice de cariopicnose 80% . To com medoooo deu alguma coisa?????? Classe II Muco ++ e processo inflamatorio: presente :(((((

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

É uma infecção apenas. Provavelmente tricomoníase. Tem que ir ao ginecologista pra ele tratar.

Isa
Visitante
Isa

Dr. no meu exame deu : Lesão Intraepitelial escamosa de baixo grau( efeito citopático do HPV e NIC1), eu sei as providencias q devo tomar, mas o meu parceiro q providencias ele pode tomar? por provalmente esta infectado também.

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

No homem o HPV raramente causa algum problema. Não é preciso fazer nada se ele não tem nenhum tipo de sintoma.

Isa
Visitante
Isa

Mas se ele tem HPV, ele vai ta sempre repassando? Ele vai ter pra sempre? Ou o corpo dele elimina?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

O corpo elimina com o tempo.

Rafaella Garcez
Visitante
Rafaella Garcez

Dr., por favor, fiz um preventivo que apontou em “DESCRIÇÃO DE ELEMENTOS EPITELIAIS” a presença de leucócitos e polimorfonucleares neutrofilos. Isso significa alguma vaginite bacteriana?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

É sinal de inflamação. Pode ser uma vaginite.

Amanda Salvina
Visitante
Amanda Salvina

Olá Doutor. A conclusão do meu exame de papanicolau foi : Atipias de significado indeterminado em células escamosas ( ASC H ) – Favorece Lesão.

Poderia me explicar ?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Amanda, é exatamente sobre isso que o texto fala. Que parte você não entendeu?

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