Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

Atualizado em
Comentários: 23

Resumo do artigo: TL; DR

  • O que é o transtorno de ansiedade generalizada (TAG): transtorno psiquiátrico caracterizado por uma persistente e excessiva ansiedade ou preocupação, que interfere nas atividades diárias do paciente e pode vir acompanhada de sintomas físicos.
  • O que é ansiedade: ansiedade é um sentimento natural, que costuma surgir quando vivenciamos situações que provocam estresse, medo ou apreensão.
  • O que são os transtornos de ansiedade: grupo de distúrbios psiquiátricos que compartilham características de medo e ansiedade excessiva. Exemplos: transtorno de ansiedade generalizada, síndrome do pânico, fobia social e agorafobia.
  • Características do TAG:
    • Preocupação desproporcional a eventos cotidianos.
    • Sintomas físicos como cansaço e tensão muscular.
    • Comum em mulheres; início por volta dos 30 anos.
    • Associado a depressão e outros distúrbios de ansiedade.
  • Sintomas:
    • Psicológicos: preocupação excessiva, irritação, medo frequente, dificuldade de concentração.
    • Físicos: cansaço, tensão muscular, insônia, palpitações, tremores.
  • Tratamento: terapia cognitivo-comportamental e medicamentos antidepressivos e, em alguns casos, benzodiazepínicos.
  • Prevenção: dieta saudável, redução de estresse, exercícios físicos, sono regular e atividades relaxantes.

Introdução

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é uma condição cada vez mais comum atualmente. Caracterizado por preocupações excessivas e persistentes, esse transtorno pode prejudicar significativamente a qualidade de vida das pessoas afetadas.

Se você está sofrendo com o TAG ou conhece alguém que está passando por isso, este artigo é para você. Aqui, abordaremos os principais sintomas, causas e tratamentos disponíveis para o transtorno de ansiedade generalizada, para que você possa entender melhor essa condição e buscar ajuda qualificada.

O que é ansiedade?

A ansiedade é um sentimento natural, que costuma surgir quando vivenciamos situações que provocam estresse, medo ou apreensão.

Ficar ansioso em resposta a um evento específico é tão normal quanto sentir medo, tristeza, felicidade ou irritação. Na verdade, a ansiedade pode até ser benéfica em algumas situações, pois ela nos deixa mais alerta e preparado para enfrentar situações de perigo.

Já a ansiedade como distúrbio psiquiátrico é algo completamente diferente. Dizemos que o paciente tem um transtorno de ansiedade quando o seu quadro de preocupação é prolongado, intenso e incontrolável, a ponto de atrapalhar as suas atividades pessoais e profissionais. Frequentemente, essas crises de ansiedade surgem sem uma causa aparente ou justificável.

Embora a síndrome do pânico e o transtorno de ansiedade generalizada compartilhem sintomas em comum e estejam frequentemente associados, eles são considerados condições distintas.

A síndrome do pânico é caracterizada por episódios recorrentes de ataques de pânico, ou seja, episódios de medo intenso, que surgem abruptamente, pode demorar vários minutos ou horas para passar, e são frequentemente acompanhados de sintomas físicos, como palpitações, tremores, suores, dificuldade para respirar ou medo de estar morrendo.

Por outro lado, o transtorno de ansiedade generalizada envolve uma ansiedade ou preocupação excessiva e persistente em relação a várias áreas da vida, como saúde, trabalho, finanças ou relacionamentos. Em geral, essas preocupações parecem realistas; no entanto, são tipicamente desproporcionais ao impacto do evento previsto ou ao objeto de preocupação.

O transtorno de ansiedade generalizada é uma das várias doenças que fazem parte do grupo de distúrbios psiquiátricos classificados como transtornos de ansiedade.

Se você quiser saber sobre a síndrome do pânico, leia: Síndrome do pânico – Causas, Sintomas e Tratamento.

É comum que as pessoas tenham concepções erradas sobre o TAG e os transtornos de ansiedade em geral. Por exemplo, é comum pensar que a ansiedade é uma fraqueza ou que as pessoas com transtornos de ansiedade podem simplesmente superar seus sintomas com a força de vontade.

No entanto, é importante esclarecer e enfatizar que a ansiedade é um transtorno real e tratável, mas que não depende simplesmente da vontade do paciente, ele requer ajuda profissional.

O que são os transtornos de ansiedade?

Conforme o Manual de Classificação de Doenças Mentais (DSM-5), os transtornos de ansiedade são um grupo de distúrbios psiquiátricos que compartilham características de medo e ansiedade excessiva. São doenças distintas, mas que apresentam sinais e sintomas semelhantes.

Os principais distúrbios mentais que integram o grupo dos transtornos de ansiedade são:

  • Transtorno de ansiedade generalizada.
  • Síndrome do pânico.
  • Fobia social.
  • Agorafobia.
  • Transtorno de ansiedade de separação.
  • Fobias específicas.

Nota: até a versão anterior do Manual de Classificação de Doenças Mentais (DSM-4), o transtorno obsessivo-compulsivo e o estresse pós-traumático também eram considerados transtornos de ansiedade.

O paciente com transtorno de ansiedade costuma ter mais de uma das doenças do grupo. Por exemplo, nos pacientes com transtorno de ansiedade generalizada, que é o foco deste artigo, as seguintes doenças também costumam estar presentes:

  • Fobia social (em 20 a 35% dos casos).
  • Fobia específica (em 25 a 35% dos casos).
  • Síndrome do pânico (em 20 a 25% dos casos).

O que é o transtorno de ansiedade generalizada (TAG)?

O transtorno de ansiedade generalizada é, junto com a síndrome do pânico, a principal doença do grupo dos transtornos de ansiedade, acometendo cerca de 3 a 5% da população.

O transtorno de ansiedade generalizada caracteriza-se por uma persistente e excessiva ansiedade ou preocupação, que interfere nas atividades diárias do paciente e pode vir acompanhada de sintomas físicos, tais como: cansaço, inquietação, dificuldade de concentração, tensão muscular e insônia (falaremos dos sintomas mais adiante).

Habitualmente, a ansiedade excessiva está ligada a situações cotidianas, como o trabalho, saúde familiar, questões financeiras ou até mesmo problemas pequenos, como conserto do carro ou encontros com outras pessoas.

Em geral, o grau de preocupação é desproporcional ao motivo, a ponto da imensa maioria dos pacientes com TAG responder sim à seguinte pergunta: “Você se preocupa excessivamente com questões menores?”.

Os pacientes com TAG sentem-se ansiosos na maioria dos dias e frequentemente precisam se esforçar para conseguirem lembrar da última vez que se sentiram relaxados, pois as crises de ansiedade se sobrepõem. Quando um motivo para estar ansioso é resolvido, logo em seguida surge outro.

O transtorno de ansiedade generalizada é duas vezes mais comum nas mulheres que nos homens e costuma surgir ao redor dos 30 anos, apesar de poder estar presente tanto em crianças quanto em idosos.

Além da associação com outros distúrbios de ansiedade, o transtorno de ansiedade generalizada também está frequentemente associado a um quadro de depressão.

Causas

Tal como ocorre com muitas doenças psiquiátricas, as causas exatas do transtorno de ansiedade generalizada não são totalmente compreendidas. Sabemos haver um relevante componente genético, pois a história familiar é um dado importante.

Fatores ambientais também são significativos. Traumas na infância, abusos, abandono de um dos pais, bullying, morte de um familiar, interrupção do uso de uma substância química viciante, divórcio ou desemprego são alguns dos eventos que podem ajudar desencadear um quadro de TAG. Pessoas com doenças físicas crônicas, principalmente aquelas que causam dor persistente, também apresentam maior risco.

Alguns tipos de personalidade também estão mais associados a um risco maior de desenvolver TAG, incluindo pessoas muito tímidas ou que apresentam um temperamento negativo, com irritação, falta de paciência e tristeza frequentes.

Estudos do metabolismo e da atividade cerebral mostram que os pacientes com transtorno de ansiedade generalizada apresentam desequilíbrios na quantidade de alguns neurotransmissores cerebrais, como a serotonina e a noradrenalina. Há evidências também de que algumas áreas cerebrais envolvidas no controle das emoções e do comportamento encontram-se hiperativas.

Sintomas da ansiedade

A preocupação excessiva e persistente é considerada a principal característica do transtorno de ansiedade generalizada, mas não é o único sintoma que o paciente apresenta.

Os sintomas comuns do TAG podem ser divididos em psicológicos e físicos.

Sintomas psicológicos do transtorno de ansiedade generalizada

  • Incapacidade de relaxar a mente.
  • Inquietação.
  • Irritação fácil.
  • Medo frequente.
  • Sensação de estar no seu limite.
  • Dificuldade de concentração.
  • Sensação que a mente frequentemente “dá um branco”.
  • Medo de tomar decisões por receio de errar.
  • Ficar estressado quando está indeciso.
  • Ficar preocupado por estar preocupado demais.
  • Sempre imaginar desfechos negativos para qualquer situação.

É comum que o paciente fique excessivamente preocupado com questões que são pouco racionais, como ficar constantemente com medo de haver um terremoto, incêndio em casa ou que algum familiar vá desenvolver uma doença grave a qualquer momento.

Sintomas físicos do transtorno de ansiedade generalizada

O transtorno de ansiedade generalizada é geralmente uma doença crônica, cuja gravidade flutua ao longo do tempo.

É importante destacar que os sintomas da TAG variam de pessoa para pessoa. Alguns dos sintomas mais comuns são a tensão muscular, irritabilidade, fadiga, dificuldade em se concentrar, insônia e problemas gastrointestinais. Além disso, a ansiedade constante pode afetar negativamente a qualidade de vida do indivíduo e interferir em suas atividades diárias.

A doença costuma iniciar-se gradualmente, podendo levar meses, ou até anos, para que o quadro clínico completo se estabeleça.

Os pacientes que apresentam outros distúrbios psiquiátricos associados, tais como síndrome do pânico, fobia social ou depressão, costumam apresentar um prognóstico pior, com mais dificuldade de retornar a uma vida produtiva.

Pacientes com TAG têm um maior risco de desenvolverem depressão, doenças cardíacas, problemas digestivos e abuso de substâncias químicas, como o álcool, por exemplo.

O que é uma crise de ansiedade?

As crises de ansiedade são mais comumente associadas à síndrome do pânico. No entanto, elas também podem ocorrer em pessoas com transtorno de ansiedade generalizada.

Uma crise de ansiedade, frequentemente referida como um ataque de pânico, é um episódio de intensa ansiedade e medo que surge abruptamente. Essas crises são caracterizadas por uma série de sintomas físicos e emocionais, que podem incluir:

  1. Palpitações cardíacas ou aceleração do coração: sensação de que o coração está batendo muito rápido ou irregularmente.
  2. Sudorese: transpiração excessiva sem uma causa física óbvia.
  3. Tremores ou agitação: tremores incontroláveis ou sensação de nervosismo intenso.
  4. Sensação de falta de ar ou asfixia: dificuldade para respirar ou sensação de que o ar não entra em quantidade suficiente nos pulmões, mesmo que não haja obstrução física nas vias aéreas.
  5. Dor ou desconforto no peito: pode ser confundido com sintomas de um ataque cardíaco.
  6. Náusea ou desconforto abdominal: sensações desconfortáveis no estômago ou abdômen.
  7. Sensação de tontura, instabilidade ou desmaio: perda de equilíbrio ou sensação de que vai desmaiar.
  8. Calafrios ou ondas de calor: alterações súbitas na temperatura corporal.
  9. Parestesias (sensações de formigamento ou adormecimento): sensações anormais na pele, como formigamento ou dormência.
  10. Desrealização (sensação de irrealidade) ou despersonalização: sentir-se desconectado da realidade ou de si mesmo.
  11. Medo de perder o controle ou de enlouquecer”: medo intenso de que algo terrível está prestes a acontecer.
  12. Medo de morrer: sensação intensa de que a morte é iminente.

Esses sintomas geralmente atingem um pico em minutos e podem variar em intensidade e duração. Crises de ansiedade podem ser desencadeadas por estresse, eventos traumáticos, ou podem ocorrer sem uma causa aparente.

Cabe destacar que embora as crises de ansiedade possam ocorrer em pessoas com TAG, elas não são tão centrais para o diagnóstico quanto na síndrome do pânico. Se você apresenta crises de ansiedade frequentes, a causa mais provável é uma síndrome do pânico e não transtorno de ansiedade generalizada.

Diagnóstico

O diagnóstico do TAG deve ser feito por um profissional de saúde mental, como o médico psiquiatra ou o psicólogo.

O diagnóstico é dado para indivíduos com ansiedade excessiva e preocupação que ocorrem quase todos os dias por pelo menos seis meses, estão associados a sintomas somáticos (tensão muscular, irritabilidade, distúrbios do sono), não são devido a efeitos de substâncias ou outra condição médica e causam sofrimento ou prejuízo clinicamente significativo em áreas sociais, ocupacionais ou outras áreas importantes de funcionamento.

De forma mais específica, os critérios diagnósticos do DSM-5 para o transtorno de ansiedade generalizada são:

  • A. Ansiedade e preocupação excessivas (expectativa apreensiva), ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos seis meses, em relação a diversos eventos ou atividades (tais como desempenho escolar ou profissional).
  • B. O paciente encontra dificuldade em controlar a preocupação.
  • C. A ansiedade e a preocupação estão associadas a 3 ou mais dos 6 seguintes sintomas (com pelo menos alguns deles presentes na maioria dos dias nos últimos seis meses) (em crianças, basta 1 dos 6 sintomas):
    • 1. Inquietação ou sensação de nervosismo.
    • 2. Fadiga fácil.
    • 3. Dificuldade de concentração ou sensações de “branco” na mente.
    • 4. Irritabilidade.
    • 5. Tensão muscular.
    • 6. Distúrbio do sono (dificuldade em adormecer, permanecer dormindo, sono agitado ou insatisfatório).
  • D. A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos causam prejuízo clinicamente significativo em áreas sociais, ocupacionais ou outras áreas importantes da vida do paciente.
  • E. O distúrbio não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância (por exemplo, drogas ou medicamentos) ou outra condição médica (por exemplo, hipertireoidismo).
  • F. O distúrbio não é melhor explicado por outro transtorno mental. Como a maioria dos sintomas de ansiedade não é específica do TAG, é importante excluir os outros transtornos de ansiedade antes de fazer o diagnóstico.

Tratamento

O tratamento do TAG costuma ser feito com a combinação de medicamentos e psicoterapia, habitualmente com terapia cognitivo-comportamental.

Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

A TCC ajuda o paciente a entender como os problemas, pensamentos, sentimentos e comportamentos o afetam. A terapia também pode ajuda a questionar os pensamentos negativos e a ansiedade.

A terapia cognitivo-comportamental costuma envolver uma consulta semanal com terapeuta especializado, com duração média de 1 hora.

Terapia farmacológica

A segunda perna do tratamento do transtorno de ansiedade generalizada é feita com medicamentos, geralmente da classe dos antidepressivos.

O tratamento costuma ser feito por, no mínimo, um ano. Se o paciente, porém, tiver recaídas sempre que houver suspensão do fármaco, o tratamento com medicamentos pode permanecer por tempo indefinido.

Os fármacos de primeira linha são os antidepressivos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), tais como: escitalopram, citalopram, sertralina, paroxetina ou fluoxetina (leia: Antidrepressivos (ISRS) – Escitalopram, Fluoxetina, Sertralina…).

Outra opção aceitável são os antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina e da noradrenalina, como a venlafaxina e a duloxetina.

Também podem ser usados: buspirona e pregabalina.

Os benzodiazepínicos são um tipo de sedativos que podem ser utilizados como tratamento de curta duração durante um período de crise aguda de ansiedade intensa, pois eles ajudam a aliviar os sintomas de forma rápida, dentro de 30 a 90 minutos após a sua ingestão.

Clonazepam, Diazepam e Lorazepam são os fármacos mais utilizados dessa classe.

A ansiedade tem cura?

O transtorno de ansiedade, como muitos outros transtornos mentais, geralmente não é considerado “curável” no sentido tradicional, mas certamente é tratável e gerenciável. Muitas pessoas com transtorno de ansiedade conseguem obter alívio significativo dos sintomas através de uma combinação de terapias, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), medicação, mudanças no estilo de vida, técnicas de relaxamento e apoio de grupos.

A eficácia do tratamento pode variar de pessoa para pessoa, e o que funciona para um indivíduo pode não ser tão eficaz para outro. É importante trabalhar em colaboração com profissionais de saúde mental para encontrar a combinação certa de tratamentos e estratégias que funcionem para cada caso específico. Com um tratamento adequado e contínuo, muitas pessoas com transtorno de ansiedade podem levar vidas plenas e produtivas.

Prevenção

Embora o TAG não possa ser completamente evitado, algumas medidas podem ajudar a prevenir ou reduzir os sintomas.

Manter uma dieta saudável, reduzir a carga de trabalho, fazer exercícios físicos regularmente, reduzir o consumo de álcool e cafeína, estabelecer rotinas regulares de sono e participar de atividades relaxantes, como ioga e meditação, podem ajudar a reduzir os níveis de ansiedade.

A prática frequente de atividade física, especialmente se realizada frequentemente por mais de 6 meses seguidos, é bastante eficaz em prevenir ou ao menos reduzir os sintomas do TAG.

Vídeo sobre TAG

Para finalizar, assista a essa curta animação sobre o transtorno de ansiedade generalizada, que resume alguns dos pontos abordados neste artigo.

YouTube video

Referências


Autor(es)

Médico graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com títulos de especialista em Medicina Interna e Nefrologia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Universidade do Porto e pelo Colégio de Especialidade de Nefrologia de Portugal.

Professora adjunta de Psicologia Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (FCM/UERJ). Doutorado concluído pelo Instituto de Medicina Social/UERJ, departamento de epidemiologia/saúde coletiva. Mestrado em saúde materno-infantil pela Universidade Federal Fluminense. Especialização em terapia familiar sistêmica. Residência médica em pediatria e psiquiatria.


O Artigo te Ajudou? Então nos Ajude Agora!
Se você achou este artigo informativo e útil, por favor, considere compartilhá-lo nas suas redes sociais. Cada compartilhamento não só ajuda outras pessoas a obterem informações de saúde de qualidade, mas também contribui significativamente para o crescimento do nosso site.
Temas relacionados
Autismo Autismo (Transtorno do Espectro Autista)
Bulimia Bulimia nervosa: o que é, sintomas e tratamento
Saúde da população trans: protocolos e desafios no Brasil Saúde da população trans: protocolos e desafios no Brasil
Transgênero Transexualidade: evolução histórica médica e cirúrgica
pânico Síndrome do pânico: causas, sintomas e tratamento
Transtorno Afetivo Bipolar: o que é, sintomas e tratamento Transtorno Afetivo Bipolar: o que é, sintomas e tratamento
Bandeira LGBT Introdução à identidade de gênero e LGBTQIA+
Depressão Depressão: causas, sintomas e tratamento
TDAH TDAH: o que é, sintomas, teste online e tratamento
transtorno de pesadelo Transtorno de pesadelo: o que é, causas e tratamento
Depressão Sintomas da depressão major
Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica Transtorno da compulsão alimentar periódica
Anorexia nervosa Anorexia nervosa: o que é, sintomas e tratamento
Síndrome de Couvade: sintomas de gravidez no homem Síndrome de Couvade: sintomas de gravidez no homem
Esquizofrenia Esquizofrenia: sintomas, causas e tratamento
Psicose Psicose: o que é, causas e sintomas
- Publicidade -
COMENTÁRIOS
Por favor, leia as regras do site antes de enviar a sua pergunta.

Deixe um comentário

23 comentários em “Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)”

    • Isso varia de pessoa para pessoa. Alguns podem começar a sentir melhora com a terapia cognitivo-comportamental ou medicamentos em poucas semanas, enquanto outros podem precisar de alguns meses.

      Responder
  1. Boa tarde Dr. Pedro e Dra Claudia. Excelente artigo, aprendi bastante. Uma dúvida, se a ansiedade é uma resposta normal a eventos estressantes, como posso diferenciar isso do TAG?

    Responder
    • Roberto, a principal diferença está na intensidade e na duração da ansiedade. No TAG, a preocupação é constante, excessiva e interfere significativamente na vida diária, enquanto a ansiedade normal é uma reação temporária a uma situação específica.

      Responder
  2. Dr.. Pedro, gosto muito de suas postagens. Eu sempre fui ansiosa desde criança. Na pre adolescência desenvolvi toc e depois de adulta tenho sintomas de tag. Estou sempre em alerta, não consigo relaxar pra nada. Estou sempre tensa, preocupada em perder algum detalhe da vida que leve a algum desfecho ruim. Tambem tenho compulsão por procurar sintomas no Google. Se eu puder passo o dia e parte da noite, procuro artigos científicos em português e depois em inglês. Me sinto exausta.
    Há quase 3 meses comecei a sentir náusea, tremores, taquicardia, tontura, o dia todo. Fico agitada, andando de um lado pro outro pra passar. Dia desses, estava deitada vendo tv, tranquila, de repente me veio um gelo na barriga que subiu pro peito e cabeça fiquei zonza, um calor, achei que fosse morrer. Meu coração foi a 154bpm e fui pro hospital, lá minha pressão estava 18×11, mas eu não tenho hipertensão até onde eu sei. Fizeram eletrocardiograma e troponina, estavam normais. Me acalmei andando de um lado pro outro porque não quis ser medicada.
    Só que os sintomas diários não passam, se alternam e as vezes juntos. Agora eu enfiei na cabeça que tenho aquele feocromocitoma, estou apavorada porque são os mesmos sintomas. O Sr. Acha que a TAG daria sintomas tão ruins e diários? Agradeço. Eu TB já fiz exames de sangue, neurológicos de imagem e cardíacos.

    Responder
    • Feocromocitoma é uma doença rara. Já o transtorno de ansiedade é muito comum. Portanto, é muito mais provável que o seu quadro seja explicado pela TAG ou até que você seja uma hipertensa que tem TAG.

      Responder
  3. Dr. Pedro tenho o diagnóstico de TAG sinto , tontura, como se tivesse flutuando, dormência na língua e nós lábio, formigamento nas pernas!

    já fiz exames de tudo que pensar e deu nada. Pode realmente ser só ansiedade?

    Responder
  4. Oi adorei seu artigo, me ajudou a entender os sintomas que sinto.
    Gostaria de mais recomendação para ajudar aliviar ansiedade, faço tratamento com Fluoxetina mas tenho um trabalho estressante.

    Responder
    • Se o seu trabalho é fonte constante de estresse, fica difícil lidar. Você precisa de acompanhamento psicológico e, provavelmente, de um novo emprego. Se a curto prazo isso for inviável, pense no que você pode fazer a longo prazo.

      Responder
  5. Estou o tempo todo tentando puxar o ar mais forte e quando não consigo entro em pânico. Meu médico disse que tenho tag e. Princípio de depressão. Me receitou Exodus e rivotril 1g antes de dormir. Isso vai me curar ou é paliativo? Estou muito preocupado pois minha vida está muito ruim assim.

    Responder
    • Não diretamente. Mas se o paciente já tiver doença coronariana, uma crise de ansiedade pode ser o gatilho para um infarto.

      Responder
  6. Ola Meu Nome e Tamara fui diagnosticada com a TAG, fis ECG nao deu nenhuma alteracao mas as vezes sinto uma palpitacao horrivel,parece que o coracao vai sair pela boca., e normal?

    Responder
  7. Olá Dr. Pedro Pinheiro! Tenho 42 anos e fui diagnosticado com TAG e o neurologista me passou alguns remedios que me ajudaram muito e tbem me indicou uma psicanalista. Nunca fui gordo e sempre tive facilidade para emagrecer, porem, de uns 2 anos pra cá que foi quando apareceu essa maldita TAG eu emagreço muito! Já tive 76Kg e hoje estagnou em 64Kg e parou por aí. Esse meu sistema nervoso e a TAG emagrecem mesmo? Já que fiz exames de sangue completo e catecolaminas e está tudo normal segundo o médico. Obrigado!

    Responder
    • O transtorno de ansiedade pode levar a alterações do peso, seja para mais ou para menos. Aliás, isso é comum para vários distúrbios psiquiátricos.

      Responder