Exames para diagnóstico e controle do diabetes


Foto do autor
Revisado e atualizado em outubro 16, 2025
comments Created with Sketch Beta. 24 dúvidas respondidas

Exames para avaliar a glicemia

O diabetes mellitus é definido por níveis elevados de glicemia (glicose no sangue), e o controle glicêmico é um componente integral no tratamento do diabetes.

Há pelo menos duas décadas existem evidências científicas de que o rigoroso controle dos níveis de glicose no sangue pode prevenir complicações microvasculares do diabetes, tais como a nefropatia diabética (lesão renal), a retinopatia diabética (lesão dos olhos) e a neuropatia diabética (lesão dos nervos periféricos).

O controle glicêmico intensivo precoce em pessoas com diabetes recém-diagnosticado também pode ter um benefício a longo prazo na redução do risco de infarto do miocárdio, morte relacionada ao diabetes e morte em geral.

Portanto, para otimizar o tratamento e o prognóstico a longo prazo dos pacientes diabéticos, além do diagnóstico precoce, é preciso também um seguimento contínuo da taxa de glicose sanguínea.

Atualmente, dispomos de algumas opções de testes para quantificar a glicose no sangue. Os mais usados ​​são:

  • Teste de glicemia em jejum.
  • Teste aleatório de glicemia.
  • Glicemia pós-prandial.
  • Teste oral de tolerância à glicose (TOTG).
  • Hemoglobina glicada (HbA1C).
  • Frutosamina.
  • Glicemia capilar.
  • Monitoramento contínuo da glicemia.

Glicemia em jejum

O exame da glicemia em jejum é o modo clássico de diagnosticar o diabetes mellitus. Consideramos jejum, neste caso, a ausência de consumo de calorias por pelo menos 8 horas.

Quando em jejum, os níveis de glicose no sangue devem estar abaixo de 100 mg/dL. Este é o valor normal e desejado para todos.

Quando a glicemia em jejum encontra-se entre 100 e 125 mg/dL, dizemos que este paciente apresenta glicemia de jejum alterada, também chamada de hiperglicemia não diabética ou, mais didaticamente, pré-diabetes.

O termo pré-diabetes pode ser empregado baseado no fato de que 1 a cada 4 pacientes com glicemia de jejum alterada desenvolverão critérios para diabetes mellitus dentro de 3 a 5 anos. Se o paciente tiver outros fatores de risco, como obesidade e história familiar, o risco é ainda maior (leia: Pré-diabetes: sintomas, diagnóstico e tratamento).

Quando a glicemia em jejum encontra-se acima de 126 mg/dL em pelo menos 2 análises de sangue coletadas em momentos diferentes, temos critério para o diagnóstico do diabetes.

A glicemia em jejum é atualmente usada somente para o diagnóstico. Nos pacientes com diabetes mellitus já em tratamento, o seu uso é mais limitado, pois nos fornece apenas o valor da glicemia no momento da coleta, não sendo possível saber como ela estava nos dias anteriores.

Para o seguimento do diabetes, o melhor exame atualmente é a hemoglobina glicada, explicada em detalhes mais abaixo.

Glicemia sem jejum

O melhor exame para o diagnóstico do diabetes é a medição da glicemia realizada com jejum de pelo menos 8 horas. Eventualmente, o paciente pode dosar sua glicemia sem estar em jejum, e às vezes, esse valor pode ser útil.

Quando nos alimentamos, em questão de minutos, nossa corrente sanguínea recebe uma carga de glicose, elevando rapidamente a nossa glicemia. Após uma alimentação, fatalmente nossa glicemia estará acima de 126 mg/dL, o que obviamente não indica diabetes.

Assim como o sangue recebe um banho de glicose, nosso pâncreas também libera uma carga de insulina para que essa glicose toda possa ser aproveitada pelo nosso organismo. Deste modo, a nossa glicemia permanece mais ou menos controlada, não ultrapassando o valor de 200 mg/dL em momento algum, retornando aos valores normais após mais ou menos 3 horas.

Por isso, qualquer glicemia que se encontre acima de 200 mg/dL, mesmo após uma refeição, é indicativa de diabetes. Se o paciente já tiver sintomas de diabetes, o diagnóstico pode ser fechado mesmo sem a solicitação da glicemia em jejum para confirmação.

Falamos sobre os sintomas do diabetes no artigo: 10 sintomas do diabetes (primeiros sinais de aviso).

Glicemia pós-prandial de 2h

O grande problema das dosagens de glicemia sem jejum é a falta de padronização. Cada indivíduo consome uma quantidade diferente de calorias e o exame é feito com diferentes tempos de intervalo entre a última refeição.

Para evitar confusões, existe um exame chamado glicemia pós-prandial, que funciona da seguinte maneira: os pacientes vão ao laboratório e colhem uma amostra de sangue para avaliar a glicemia de jejum. Após esta coleta, o laboratório fornece uma bebida com uma quantidade fixa de glicose (75 g) e ao final de 2 horas, uma nova amostra de sangue será coletada para aferição da sua glicemia.

Este exame serve para avaliar como está a sua secreção de insulina após uma carga de glicose. A glicemia pós-prandial normal é aquela que, após 2 horas, se encontra abaixo dos 140 mg/dL.

Valores entre 140 e 199 mg/dL indicam intolerância à glicose e são um sinal de que o seu organismo não está lidando corretamente com a elevação da glicose após as refeições. Normalmente indica resistência à ação da insulina.

A intolerância à glicose também é considerada um estágio pré-diabetes, mesmo que a glicemia em jejum esteja abaixo de 100 mg/dL.

Valores acima de 200 mg/dL na glicemia pós-prandial são indicativos de diabetes.

Teste oral de tolerância à glicose com curva glicêmica

O teste oral de tolerância à glicose (TOTG) é uma versão modificada da glicemia pós-prandial, usada para o diagnóstico do diabetes que se desenvolve na gravidez, chamado diabetes gestacional. É normalmente realizado entre a 24ª e 28ª semanas de gestação.

O teste é feito da seguinte maneira. Uma primeira amostra de sangue é colhida em jejum. É, então, oferecida uma bebida com 100 g de glicose. Novas amostras de sangue são coletadas após 1 e 2 horas.

De acordo com a International Association of Diabetes in Pregnancy Study Group, o diabetes gestacional é diagnosticado quando os resultados excedem dois ou mais dos seguintes valores:

  • Glicemia de jejum maior que 92 mg/dL.
  • Glicemia de 1 hora maior que 180 mg/dL.
  • Glicemia de 2 horas maior que 153 mg/dL.

Este tipo de exame só tem valor em grávidas.

Para saber mais sobre o diabetes na gravidez, leia: Diabetes gestacional.

Hemoglobina glicada

Ao contrário dos exames acima, que servem principalmente para o diagnóstico do diabetes mellitus, a hemoglobina glicada, também chamada de hemoglobina glicosilada, hemoglobina A1c ou HbA1c, é um exame habitualmente usado para avaliar o controle da glicemia nos pacientes já com o diagnóstico firmado de diabetes.

A hemoglobina glicada é um exame extremamente útil, pois serve para avaliar o estado da glicemia nos últimos 2-3 meses.

Quando dosamos a glicemia em jejum nos pacientes diabéticos, o seu resultado indica apenas como está o controle do diabetes nas últimas horas.

Por exemplo, um paciente passa os últimos 3 meses sem dieta e usando os medicamentos para o diabetes de modo irregular, mas 48 horas antes das análises resolve tomar os remédios corretamente. Quando ele for dosar a glicemia em jejum, é possível que esta se encontre dentro ou próximo da normalidade, dando a falsa ideia de que seu diabetes está bem controlado. No entanto, se a hemoglobina glicada também for dosada, esta estará claramente alterada, indicando que, na verdade, o diabetes não está sendo tratado como seria suposto.

Como funciona a hemoglobina glicada?

A hemoglobina é a principal proteína das nossas hemácias (glóbulos vermelhos). Quando a taxa de glicose no sangue encontra-se elevada, parte da hemoglobina começa a ligar-se a esse excesso de glicose circulante, transformando-se em hemoglobina glicada, ou seja, hemoglobina ligada à glicose. Como as hemácias têm uma vida de 3 a 4 meses, este é o tempo em que cada uma fica exposta à glicose no sangue, fazendo com que a hemoglobina glicada seja um espelho da glicemia média nos últimos 3 meses.

Os valores normais de hemoglobina glicada, para pessoas sem diabetes, ficam entre 4% e 5,6%.

Um diabetes bem controlado é aquele que apresenta valores abaixo de 7%. Níveis acima de 7% estão associados a um maior risco de complicações como doenças cardiovasculares, renais, dos nervos periféricos e dos olhos.

A partir dos valores da hemoglobina glicada, é possível estimar a taxa média de glicose nos últimos três meses, conforme podemos ver na tabela abaixo:

HbA1cGlicemia média (variação):
5% 97 mg/dL (76–120)
6% 126 mg/dL (100–152)
7% 154 mg/dL (123–185)
8% 183 mg/dL (147–217)
9% 212 mg/dL (170–249)
10% 240 mg/dL (193–282)
11% 269 mg/dL (217–314)
12% 298 mg/dL (240–347)

Nos últimos anos, o uso da hemoglobina A1c tornou-se cada vez mais comum como forma de diagnóstico de diabetes mellitus.

Estudos demonstram que a HbA1c é tão confiável quanto a glicemia de jejum para esse fim, e a hemoglobina glicada ainda tem a vantagem de não precisar ser coletada em jejum.

Para o diagnóstico de diabetes, o paciente deve realizar dois exames, coletados em dias diferentes, com hemoglobina glicada maior que 6,5%. Não basta fazer apenas um teste, é necessário confirmar com um novo resultado.

Dois testes com valores de HbA1c entre 5,7 e 6,4% são indicativos de pré-diabetes. Dois testes com valores de HbA1c acima de 6,5% são indicativos de diabetes.

Para saber mais sobre a hemoglobina glicada, leia: Hemoglobina glicada – O que é, valores normais e como baixar.

Frutosamina

Outras proteínas, além da hemoglobina, sofrem glicosilação, ou seja, ligação com a glicose. Frutosamina é o nome que damos a esse complexo proteína-glicose, sendo a principal proteína a albumina.

A dosagem da frutosamina nos fornece uma estimativa da glicemia nas últimas 4 a 6 semanas, pois a vida média de uma albumina é de somente 1 mês, não sendo, assim, tão boa quanto a hemoglobina glicada.

A frutosamina, porém, pode ser muito útil nos pacientes com anemia, em uso de eritropoietina, doenças da hemoglobina ou insuficiência renal crônica, situações que podem causar erros na medição da hemoglobina glicada.

O valor normal da frutosamina varia de um laboratório para o outro.

Glicemia capilar

A glicemia capilar é aquele exame no qual avaliamos a glicemia atual através de uma pequena gota de sangue e um aparelhinho para a leitura da concentração de glicose sanguínea.

Este é excelente e prático modo de avaliar mais de uma vez ao dia a variação da glicemia, permitindo fazer ajustes pontuais na dose e no horário dos medicamentos antidiabéticos, principalmente da insulina.

A glicemia capilar não deve ser usada para o rastreio do diabetes na população em geral. Sua relação com os resultados da glicemia pela análise laboratorial do sangue não é tão correta. Vários fatores podem levar a uma leitura errada, como uma mão não propriamente limpa, um mau armazenamento das tiras, sujeira no aparelho, mãos do paciente muito frias, etc. Além disso, a glicemia nos capilares dos dedos costuma estar sempre um pouco mais alta que a glicemia do sangue nas veias.

Portanto, a glicemia capilar serve para o seguimento do diabetes, mas não para o seu diagnóstico.

Monitorização contínua de glicose

Recentemente, surgiu uma nova maneira de monitorar os valores de glicose no sangue, chamada monitorização contínua de glicose (MCG).

O sistema de monitorização contínua da glicose é um dispositivo que mede os níveis de glicose continuamente, em tempo real.

Os dispositivos de MCG consistem em um sensor que possui um filamento flexível, que é inserido sob a pele do abdômen ou da parte superior do braço, e um transmissor que envia o sinal para o receptor, que exibe o valor na tela de um celular ou receptor compatível.

Os sistemas MCG obtêm medições a cada 5 minutos e indicam com um gráfico as mudanças na glicemia.

A principal diferença dos medidores de glicemia capilar — que medem a glicose no sangue — é que os sistemas MCG medem a glicose no líquido intersticial, ou seja, no espaço entre as células.

Os dispositivos MCG podem ser usados ​​em conjunto com uma bomba de insulina. Após as refeições, o dispositivo mede a glicose no sangue e a bomba de insulina reage a esse resultado, fornecendo a dose apropriada de insulina.

Todos os dispositivos de monitorização contínua da glicose em tempo real alertam o paciente quando surgem episódios de hipoglicemia ou hiperglicemia.

O sensor do MCG é fixado com um adesivo e tem uma vida útil de 6 a 14 dias, dependendo do modelo em questão. Quando os prazos terminam, o dispositivo de MCG é removido e um novo deve ser implantado.


Referências



Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

  1. Marcia Dúvida selecionada pelo editor

    Um diabético tipo 2, é possível reverter com dietas e exercícios?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Em alguns casos, sim. Especialmente pessoas com obesidade ou sobrepeso.

  2. Rafael Yokoyama Dúvida selecionada pelo editor

    Oi Dr. Acabei de medir minha glicose e deu 103 mg/dl. Fiz um lanche há 4 horas atrás, comi um pedaço de batata doce, 200 ml de leite de soja sem açúcar e alguns amendoins, esse valor está normal?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Sim, esse valor é considerado normal para uma medida feita 4 horas após um lanche leve. Após comer, a glicose pode subir por algumas horas e, em geral, valores abaixo de 140 mg/dL no período pós-prandial são esperados em pessoas sem diabetes. Um valor de 103 mg/dL, nesse contexto, não tem problema.

    Se a medida tivesse sido feita em jejum de 8 a 12 horas, 103 mg/dL ficaria discretamente acima do ideal, na faixa chamada de glicemia de jejum alterada quando confirmada em exames laboratoriais. Mas uma medição isolada em aparelho caseiro, especialmente sem jejum completo, não serve para diagnóstico.

  3. Catia Cristina Dúvida selecionada pelo editor

    Olá Dr.,
    Fiz exames e dentre eles glicemia de jejum e minha glicose deu 117mg/dL. Pode-se considerar diabetes?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Ainda não. Para o diagnóstico de diabetes, são necessários 2 exames de sangue em jejum com resultado igual ou acima de 126 mg/dL.

Mais comentários dos leitores

  1. longoxrford

    Oi,
    É possível ser pré diabético com curva glicêmica em 134, hemoglobina glicada em 5.2 e glicose em jejum em 75?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Pelos valores informados, não se fecha critério para pré-diabetes.

    A glicose de jejum de 75 mg/dL está normal. A hemoglobina glicada de 5,2% também está normal. Na curva glicêmica, o valor de 134 mg/dL em 2 horas fica abaixo do ponto de corte para pré-diabetes, que começa em 140 mg/dL; entre 140 e 199 mg/dL é intolerância à glicose, e 200 mg/dL ou mais sugere diabetes.

  2. Alzira

    Bom dia! Glicose em jejum deu 211. Repeti o exame e deu 177. Hemoglobina glicada deu 7.9. Estou assustada. Estou caminhando e mudei alimentação.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Uma glicose de 211 mg/dL, depois 177 mg/dL, associada a hemoglobina glicada de 7,9%, é compatível com diabetes mellitus, principalmente se esses exames foram feitos em laboratório. A glicada de 7,9% indica que a glicose média dos últimos 2 a 3 meses está acima do ideal.

    Caminhar e melhorar a alimentação são medidas muito importantes e já ajudam bastante, mas, com esses valores, você deve marcar consulta com um clínico, endocrinologista ou médico de família para confirmar o diagnóstico, avaliar rins, colesterol, pressão, urina, fundo de olho e decidir se já há indicação de remédio, como metformina ou outro tratamento.

    O diabetes tem controle, mas precisa de acompanhamento regular. Não suspenda carboidratos de forma radical por conta própria; o ideal é fazer uma reeducação alimentar segura e sustentável.

  3. Thiago Brandão

    Olá Doutor, fiz exames de glicemia e hemoglobina glicosilada, a glicemia deu 100 mg/dl e a glicosilada 5.10, é considerado diabetes?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não, esses valores não são compatíveis com diabetes.

    A hemoglobina glicada de 5,10% está normal. Em geral, diabetes é sugerido quando a hemoglobina glicada é 6,5% ou mais, confirmada em exame adequado.

    A glicemia de 100 mg/dL, se foi feita em jejum, fica no limite inferior da faixa de glicemia de jejum alterada ou “pré-diabetes” em alguns critérios, mas isoladamente não fecha diagnóstico. O ideal é repetir a glicemia de jejum em outro dia e avaliar junto com peso, histórico familiar, pressão, colesterol e hábitos de vida.

    Se essa glicemia de 100 mg/dL não foi em jejum, o valor é considerado normal.

  4. Laércio

    Boa tarde fiz um teste de glicemia capilar em jejum, o resultado foi 157 mg/dl. Logo em seguida fiz um exame de hemoglobina glicada e o resultado foi 5%. Como explica a condição da glicemia capilar no momento alta e a HBA1C normal?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A hemoglobina glicada de 5% é normal e sugere que a sua glicose média nos últimos 2 a 3 meses não tem estado elevada. Já a glicemia capilar de 157 mg/dL em jejum é um valor alto, mas uma medida isolada no aparelho de ponta de dedo não fecha diagnóstico de diabetes.

    As principais explicações são: erro de medição, dedo com resíduo de alimento ou álcool, tira vencida ou mal armazenada, aparelho descalibrado, jejum inadequado, estresse, infecção, má noite de sono ou uso de medicamentos que aumentam a glicose, como corticoides.

    O ideal é confirmar com glicemia de jejum em laboratório, preferencialmente repetida. Se a glicose plasmática em jejum vier ≥ 126 mg/dL em duas ocasiões, você deve procurar um endocrinologista, pois isso sugere diabetes, mesmo que a glicada esteja normal. Se vier normal, o resultado capilar provavelmente foi circunstancial ou erro de medida.

  5. Stela da Silva dos Santos

    Olá Dr medi minha glicemia no aparelho da minha irmã e deu 178 em seguida medi de novo e o resultado foi de 164 eu já tinha tomado café da manhã não fazia 1:30 hrs fiquei preocupada posso estar com diabetes?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A glicemia capilar, principalmente depois de refeições, não serve para fazer diagnóstico do diabetes. Você precisa fazer uma glicemia em jejum (exame de sangue) se quiser pesquisar diabetes de forma adequada.

  6. Marcia

    Se em algum momento , embora meu exame de glicemia nunca tenha ultrapassado 110, minha insulina pós pra dial 2hs , resultou em 325ulu/ml , significa que estou diabética?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    A glicemia e os níveis de insulina são dois componentes distintos que podem ajudar a diagnosticar diferentes condições de saúde.

    Um nível de glicose no sangue de jejum abaixo de 100 mg/dL é considerado normal. Um nível entre 100 e 125 mg/dL é diagnosticado como pré-diabetes. E um nível de 126 mg/dL ou mais em duas ocasiões separadas significa que você tem diabetes.

    O valor que você mencionou para insulina pós-prandial (325 ulU/ml) está significativamente elevado. Níveis elevados de insulina podem indicar várias condições, não apenas diabetes. Por exemplo, pode ser uma indicação de resistência à insulina, onde o corpo produz insulina, mas não a utiliza eficazmente, o que pode ser um precursor do diabetes tipo 2. Outras condições, como a síndrome dos ovários policísticos (SOP), também estão associadas a níveis elevados de insulina.

    É crucial consultar um médico ou endocrinologista para uma avaliação completa. Eles podem pedir testes adicionais, como a hemoglobina A1c, que fornece informações sobre seus níveis médios de açúcar no sangue ao longo de vários meses, ou um teste de tolerância à glicose, para obter uma imagem mais precisa de sua saúde metabólica.

  7. Amantino Feliz de Miranda

    Minha glicemia em jejum deu 381 e minha glicose pós prandial deu 501. O que posso fazer para não morrer?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Tem que começar a tratar o seu diabetes de forma correta. Diabetes mal controlado é um imenso fator de risco para complicações macro e microvasculares.

  8. Remo Sanches Novaes

    ola Dr. minha glicemia em jejum de 8 horas é de 145 e a pós prandial sendo 2 horas apos o almoço é 130. como em jejum fica maior que após comer?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Isso pode acontecer, sim. Durante o jejum, principalmente de madrugada e pela manhã, o fígado libera glicose para manter o corpo funcionando. Em algumas pessoas, especialmente quando há resistência à insulina, essa produção hepática fica aumentada, causando glicemia de jejum mais alta. É o chamado “fenômeno do amanhecer”.

    Já a glicemia 2 horas após o almoço pode ficar menor se a refeição teve poucos carboidratos, se você caminhou depois, se houve maior ação da insulina naquele momento ou se a medição foi feita em condições diferentes.

    De qualquer forma, 145 mg/dL em jejum é um valor alto. Se for exame de laboratório, glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, quando confirmada em outra ocasião, sugere diabetes. A pós-prandial de 130 mg/dL, isoladamente, não está alta.

    O ideal é repetir a glicemia de jejum em laboratório e fazer hemoglobina glicada. Se esses valores forem de aparelho capilar, também vale confirmar com exame de sangue.

  9. Rafaella Alhadeff Amata

    Olá Doutor, Fiz exame de frutosamina e deu uma pequena alteração: 283, sendo que a hemoglobina glicosilada deu 4,5% e a glicose em jejum 72. Preciso me preocupar com essa frutosamina?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Com glicose de 72 mg/dL e hemoglobina glicada de 4,5%, não há sinal de diabetes ou pré-diabetes pelos exames principais.

    A frutosamina avalia a média da glicose das últimas 2 a 3 semanas, enquanto a hemoglobina glicada reflete cerca de 2 a 3 meses. Um valor de 283 pode ser normal ou apenas discretamente alterado, dependendo do valor de referência do laboratório. Isoladamente, com glicemia e glicada normais, geralmente não é motivo para grande preocupação.

    Além disso, a frutosamina pode sofrer influência de alterações nas proteínas do sangue, principalmente albumina, doenças da tireoide, rins, fígado ou algumas condições inflamatórias. Pode ter sido também erro do laboratório.

    O mais razoável é mostrar ao médico que solicitou o exame e, se necessário, repetir a frutosamina junto com glicemia, albumina/proteínas totais e hemoglobina glicada. Mas, pelos dados informados, não parece um padrão típico de diabetes.

Envie sua dúvida sobre este artigo

Escreva uma pergunta clara, objetiva e relacionada ao tema do texto. Dúvidas que também possam ajudar outros leitores têm prioridade. Perguntas sobre casos pessoais, pedidos de diagnóstico ou orientação médica individualizada podem não ser publicadas.