Neste texto falaremos somente da vasectomia, método de esterilização masculina. Para saber sobre a laqueadura tubária, método de esterilização feminina, leia: LAQUEADURA | Ligadura de trompas
O que é o ducto deferente?
Antes de falarmos da vasectomia, para entendermos como funciona a cirurgia, vamos dar uma olhada na anatomia do sistema reprodutivo masculino. Acompanhe o texto junto com a ilustração fornecida abaixo.
Os espermatozoides são produzidos em nossos testículos e armazenados até ficarem maduros no epidídimo, um estrutura localizada na parte superior de cada testículo. O epidídimo liga-se à vesícula seminal por dois finos tubos chamados de canal deferente (ducto deferente). A vesícula seminal junto com a próstata são as responsáveis pela produção do líquido conhecido como sêmen ou esperma, que é ejaculado durante o orgasmo masculino.
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| Vasectomia (clique para ampliar) |
Como é feita a cirurgia de vasectomia?
A vasectomia é um procedimento cirúrgico tão simples que não precisa ser feito em ambiente hospitalar. O urologista faz uma pequena anestesia local na pele da bolsa escrotal e com um pequeno corte exterioriza o ducto deferente. A partir daí, basta cortá-lo e depois suturar cada uma das pontas. A cirurgia dura cerca de 15-20 minutos.
| Cirurgia de vasectomia (clique p/ampliar. Atenção: A imagem acima pode ser considerada ofensiva para certas pessoas) |
O paciente recebe alta alguns minutos após o término do procedimento e deve se manter em repouso por dois ou três dias. Banho só após 24-48h, retorno ao trabalho após cinco dias e exercícios físicos somente após uma semana, no mínimo. É sempre seguro confirmar esses prazos com o médico que realizou a operação.
Nos dois ou três primeiros dias é possível haver dor e desconforto na região escrotal. Esta dor, entretanto costuma ser fraca e cede com analgésicos comuns.
O paciente pode voltar a ter relações sexuais após uma semana, mas neste período ainda podem haver espermatozoides viáveis no esperma. São precisos em média 20 ejaculações para se limpar todo o ducto. Após três meses indica-se uma avaliação do sêmen à procura de espermatozoides. Se já não houver mais nenhum, o paciente pode ser considerado estéril. A taxa de sucesso da vasectomia é de 99,8%.
Complicações da vasectomia
A vasectomia é um cirurgia simples com baixa taxa de complicações. Nos primeiros dias do pós-operatório é comum haver sangue no esperma, inchaço na bolsa escrotal e dor local.
É possível nas primeiras semanas haver através da incisão dos ductos deferentes um pequeno vazamento de espermatozoides para dentro da bolsa escrotal. Este vazamento pode desencadear uma reação inflamatória e a formação de granulomas do esperma, que podem ser notados como pequenos nódulos dolorosos no trajeto do ducto deferente. O granuloma é uma massa formada pela mistura de espermatozoides e células de defesa do nosso sistema imune.
Outra complicação possível é a sensação de peso, plenitude ou dor na bolsa escrotal causado pelo acúmulo de espermatozoides no epidídimo. Após algumas semanas o testículo começa a diminuir a produção de espermatozoides e o organismo começa a absorver os já que existem, resultando em uma melhora da congestão. São raros os casos onde não há melhora do desconforto e o paciente precisa ser avaliado novamente pelo urologista (leia: DOR NOS TESTÍCULOS | Principais causas).
Mitos sobre a vasectomia
Existem muitas informações falsas sobre a vasectomia circulando entre os pacientes. Podemos afirmar que:
- Vasectomia NÃO causa impotência sexual.
- Vasectomia NÃO causa perda da libido.
- Vasectomia NÃO aumenta o risco de nenhum tipo de câncer.
- Vasectomia NÃO aumenta o risco de nenhuma doença cardíaca.
Também é importante destacar que a vasectomia é um método contraceptivo que não diminui a chance de transmissão ou contaminação por qualquer doença sexualmente transmissível (DST). O homem continua a ejacular normalmente, a diferença é que não haverá mais espermatozoides no meio do esperma.Se o paciente vasectomizado tiver alguma DST, o risco de transmissão permanece o mesmo.
Reversão da vasectomia
A vasectomia em alguns casos pode ser reversível, mas a cirurgia de reversão é bem mais complexa. Quanto maior o tempo de vasectomia, menores as chances da reversão ter sucesso. Após 15 anos de vasectomia, menos de um terço das reversões são efetivas.
Vérsion en español: VASECTOMÍA | Cirugía y reversión


9 comentários:
Estava a procura de informações sobre a vasectomia e este site respondeu todas as minhas dúvidas. parabéns aso doutores pelo belo trabalho de fornecer tanta informação para a população.
João Pedro
Doutor, fiz vasectomia há 2 anos e ontem comecei a sentir uma dor nos testículos similar à que fui acometido no período pós cirúrgico. É normal ? Devo procurar um médico ? Obrigado ! Bruno
Sim, procure um urologista.
fiz vasectomia a 7 dias e minha bolsa escrotal está com uma mancha roxa do meio até o começo do pênis, isso é normal?
Dr. meu marido fez uma cirurgia de vasectomia à seis anos atrás.Durante um bom período de tempo ele esteve ótimo!Mas agora,ele está com alguns problemas,tda vz q vamos ter relação sexual,ele não consegue ter ereção completa,em uma semana ocorreu 4 vzs.Por favor,me responda se isso tem a ver com a cirurgia ou é psicológico?
Não faz sentido culpar a cirurgia.
Dr. Pedro boa noite! Meu marido pretende fazer a cirurgia de vasectomia no fim do ano, estamos procurando clínica e médico com referência para tal procedimento. E se possível que aceitasse nosso plano de saúde Bradesco. O sr. poderia nos orientar, indicar, meu email é: pty2005@gmail.com Desde já agradeço sua atenção...Patricia
Doutor tenho vasectomia a 13 anos, agora quero ter um filho, o Sr. consegue religar pra mim? Por favor, se existir possibilidade me responda em meu e-mail de cadastro.
Não sou urologista.
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