Adesivo anticoncepcional (Evra®): como usar, eficácia e efeitos colaterais


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Revisado e atualizado em junho 9, 2026
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Principais informações sobre o adesivo anticoncepcional

O adesivo anticoncepcional é um método hormonal combinado que libera estrogênio e progestagênio continuamente através da pele. O Evra® contém etinilestradiol e norelgestromina e atua principalmente impedindo a ovulação e tornando o muco do colo do útero mais espesso.

O esquema habitual é simples: usa-se um adesivo por semana durante três semanas consecutivas. Na quarta semana, faz-se uma pausa de sete dias sem adesivo. O próximo ciclo deve começar no dia programado, mesmo que a menstruação ainda não tenha terminado ou não tenha ocorrido.

O adesivo deve ser colocado sobre pele limpa, seca, íntegra e sem cremes, preferencialmente no abdômen, nádegas, parte externa do braço ou parte superior do tronco. Ele não deve ser aplicado nas mamas, em pele irritada ou em locais sujeitos a atrito intenso com a roupa.

Quando utilizado corretamente, o adesivo anticoncepcional tem eficácia superior a 99%. No uso habitual, considerando esquecimentos e erros nas trocas, cerca de 7 em cada 100 mulheres podem engravidar ao longo de um ano.

Se o adesivo se descolar por menos de 24 horas, ele pode ser reaplicado se ainda estiver aderente ou substituído por outro, mantendo-se o dia habitual da troca. Se ficar descolado por 24 horas ou mais, ou se não for possível saber há quanto tempo soltou, deve-se iniciar um novo ciclo e usar camisinha durante sete dias.

O Evra® pode ser menos eficaz em mulheres com 90 kg ou mais. Além disso, por conter estrogênio, não é indicado para mulheres com algumas condições, como histórico de trombose ou embolia pulmonar, enxaqueca com aura, hipertensão grave, câncer de mama, doença hepática importante ou tabagismo após os 35 anos.

O que é o adesivo anticoncepcional?

O adesivo contraceptivo, também conhecido como patch contraceptivo, é um método anticoncepcional baseado na administração dos hormônios estrogênio e progestagênio através de um adesivo que precisa ser aplicado à pele. O adesivo anticoncepcional é basicamente a pílula anticoncepcional com administração transdérmica sob a forma de adesivo para a pele.

Ele funciona liberando continuamente pequenas doses dos hormônios que são absorvidos pela pele e entram na corrente sanguínea, inibindo a ovulação, espessando o muco cervical e dificultando a passagem dos espermatozoides. Exceto pela via de administração dos hormônios, o adesivo e a pílula são métodos quase idênticos, com taxa de eficácia, mecanismo de ação, efeitos colaterais e contraindicações semelhantes.

Se você quiser conhecer outros métodos contraceptivos além do adesivo, acesse o seguinte artigo: 20 métodos anticoncepcionais comuns.

O adesivo contraceptivo encontra-se no mercado desde 2002, sendo vendido sob o nome comercial Evra®. No Brasil, este é o único adesivo contraceptivo disponível. Em outros países, há mais opções no mercado, como o Xulane e o Zafemy, que contêm etinilestradiol e norelgestromina, e o Twirla, que contém etinilestradiol e levonorgestrel.

O Evra® é um adesivo com uma área de superfície de 20 cm² (4,5 cm x 4,5 cm), que foi desenvolvido para proporcionar a liberação de norelgestromina (progestagênio) e de etinilestradiol (estrogênio) de forma contínua na corrente sanguínea. Cada adesivo de Evra® contém 6 mg de norelgestromina e 0,6 mg de etinilestradiol.

O adesivo é composto por três camadas: a camada exterior, que é resistente à água e protege as camadas subjacentes; a camada do meio, que é a parte que contém a medicação e o adesivo em si; e a camada interna, que é um revestimento protetor que deve ser removido antes da aplicação do adesivo na pele.

Como usar o adesivo anticoncepcional corretamente?

O adesivo deve ser aplicado à pele, preferencialmente no primeiro dia do ciclo menstrual, ou seja, no primeiro dia da menstruação. Isso garante que o início do uso coincida com o ciclo natural da mulher, proporcionando eficácia imediata no controle da fertilidade. O dia da semana deve ser memorizado, pois a cada sete dias, o adesivo deve ser retirado e substituído por um novo.

Quando o adesivo é colocado no primeiro dia da menstruação, a sua eficácia contraceptiva é imediata.

O adesivo também pode ser iniciado em outro dia, desde que seja razoavelmente certo que a mulher não esteja grávida. Quando o início não ocorre no primeiro dia da menstruação, a orientação mais prudente é usar camisinha ou evitar relações sexuais durante os primeiros sete dias de uso. O dia em que o primeiro adesivo é aplicado passa a ser o dia fixo das trocas semanais.

O adesivo pode ser aplicado em diversas áreas do corpo, contanto que a pele esteja limpa, seca e não haja muitos pelos. A presença de óleos, loções ou cremes pode interferir na aderência do adesivo, por isso recomenda-se evitar essas substâncias na área de aplicação.

O Evra® deve ser aplicado sobre pele limpa, seca, íntegra e sem pelos, nas nádegas, no abdômen, na parte externa do braço ou na parte superior do tronco, incluindo as costas.

O adesivo não deve ser colocado na coxa, sobre pele vermelha, irritada, lesionada ou em locais nos quais roupas apertadas possam causar atrito. Também não se devem aplicar cremes, óleos, loções, maquiagem ou pós sobre a área escolhida, pois esses produtos podem prejudicar a aderência.

As mamas também devem ser evitadas, pois a absorção local de estrogênio pode causar mastalgia (dor nas mamas). O patch pode ser usado durante o exercício, banho, natação, sauna ou mesmo na praia.

A capacidade de aderência do adesivo é muito grande e ele não costuma sair espontaneamente. Estudos mostram que condições de umidade ou atividades físicas intensas raramente afetam a adesão do adesivo, com taxas de descolamento parcial ou total em menos de 3% dos casos.

Cada adesivo é projetado para fornecer um nível constante de hormônios por sete dias, e a eficácia é mantida mesmo com pequenas variações de temperatura corporal e exposição à água.

Uma vez aplicado o adesivo anticoncepcional, o mesmo deve ser substituído por um novo após 1 semana. Esse processo se repete por 3 semanas. Na 4ª semana, a mulher faz uma pausa, ficando 1 semana inteira sem adesivo (ciclo é de 21 dias de uso + 7 dias de pausa).

Geralmente, é nessa semana de pausa que a menstruação desce, porém, nem todas as mulheres menstruam durante este período. Após 7 dias de pausa, um novo adesivo deve ser colocado, iniciando-se um novo ciclo, mesmo que a menstruação ainda esteja presente.

A proteção contra gravidez é contínua, não desaparecendo durante os 7 dias de pausa.

O que fazer se o adesivo atrasar, descolar ou cair?

O adesivo anticoncepcional deve ser utilizado exatamente como foi explicado acima. Qualquer problema com a sua aplicação pode provocar falhas no seu efeito contraceptivo.

A mulher deve sempre verificar a integridade do adesivo após aplicá-lo para garantir que ele esteja totalmente aderido à pele.

Atraso para iniciar um novo ciclo

Quando, por esquecimento, um novo ciclo do adesivo não é iniciado no dia correto, as usuárias são instruídas a aplicar um novo patch assim que se lembrarem. Esse dia da semana passa a ser o novo dia para as trocas. Quando ocorre um atraso no reinício do ciclo, é preciso utilizar nos primeiros 7 dias um método contraceptivo alternativo, como a camisinha, caso haja relação sexual.

Atraso na troca do segundo ou terceiro adesivo

O correto é trocar o adesivo anticoncepcional a cada 7 dias. Porém, o adesivo ainda é capaz de liberar quantidades satisfatórias de hormônios até o 9º dia de uso. Portanto, há uma janela de 48 horas em que a troca pode ser atrasada sem compromisso do efeito contraceptivo. O dia original de mudança do adesivo se mantém.

Se o atraso for maior que 48 horas, o novo adesivo deve ser aplicado assim que possível, mas o uso de um método contraceptivo alternativo será necessário nos próximos 7 dias. O dia em que a paciente se lembrar de aplicar o patch se tornará o novo dia de mudança.

Esquecimento de retirar o terceiro adesivo

Esquecer-se de remover o terceiro patch a tempo é menos grave que esquecer de remover o primeiro ou segundo adesivos do ciclo. Neste caso, a usuária deve remover o patch assim que se lembrar, não havendo necessidade de alterar o dia do reinício do ciclo (a pausa será mais curta desta forma).

O que fazer se o adesivo descolar ou cair?

O descolamento parcial ou total do adesivo é raro, ocorrendo em menos de 3% dos casos. Em geral, os melhores locais para se aplicar o adesivo são aqueles mais visíveis, para que a mulher possa detectar descolamentos de forma rápida.

Se o adesivo tiver se soltado, total ou parcialmente, por menos de 24 horas, ele pode ser recolocado no mesmo local, contanto que a cola ainda esteja funcionando. Neste caso, certifique-se de que a área esteja limpa e seca antes de recolocar o adesivo.

Se o adesivo não se fixar totalmente à pele, um novo adesivo deve ser utilizado. Como o intervalo foi menor que 24 horas, o dia da próxima troca continua a ser o mesmo.

Nunca se deve utilizar esparadrapos ou qualquer outro tipo de fita adesiva comum para tentar segurar um adesivo anticoncepcional que não está se fixando à pele. Se o adesivo contraceptivo perdeu a capacidade de grudar na pele, ele também perdeu a capacidade de ser um contraceptivo.

Caso o adesivo tenha se descolado, parcial ou totalmente, da pele há mais de 24 horas, um novo adesivo deve ser utilizado, e o uso de um método contraceptivo alternativo será necessário nos próximos 7 dias. O dia da semana no qual o novo adesivo é aplicado passa a ser o novo dia de troca.

Em situações de dúvida sobre a duração do descolamento, recomenda-se agir de forma mais cautelosa e considerar a aplicação de um novo adesivo e uso de método de barreira, como a camisinha, por 7 dias.

Qual é a eficácia do adesivo anticoncepcional?

O adesivo anticoncepcional tem eficácia semelhante à da pílula combinada. Quando é utilizado de forma perfeita, sem atrasos nas trocas, descolamentos prolongados ou prolongamento da pausa, a taxa de falha é inferior a 1% ao ano.

No uso habitual, considerando esquecimentos e outros erros, estima-se que aproximadamente 7 em cada 100 mulheres engravidem ao longo do primeiro ano. Isso corresponde a uma eficácia de cerca de 93%. As falhas ocorrem geralmente por erros na hora de trocar um adesivo por outro.

A eficácia do Evra® pode ser menor em mulheres com peso igual ou superior a 90 kg. Nessa situação, é aconselhável discutir com o ginecologista se outro método, especialmente um DIU ou implante, oferece proteção mais confiável.

A obesidade também aumenta o risco basal de trombose, que pode ser ampliado pelo uso de anticoncepcionais combinados com estrogênio. Entretanto, um IMC igual ou superior a 30 kg/m² não deve ser apresentado como contraindicação absoluta e universal para todos os adesivos anticoncepcionais. A decisão depende da marca utilizada, do peso, do IMC e da presença de outros fatores de risco, como tabagismo, idade mais elevada, hipertensão, histórico familiar de trombose e imobilização.

Outro ponto a ser considerado é que a eficácia do adesivo não é afetada por problemas gastrointestinais, como diarreia ou vômitos, uma vez que a absorção é feita pela pele. Isso representa uma vantagem significativa em comparação com a pílula anticoncepcional.

O uso concomitante de medicamentos indutores de enzimas, como alguns antiepilépticos e antivirais, pode reduzir a eficácia do Evra®, sendo aconselhável considerar métodos alternativos para essas pacientes.

Antibióticos cortam o efeito do adesivo anticoncepcional?

A imensa maioria dos antibióticos pode ser administrada nas mulheres que usam o adesivo contraceptivo sem nenhum risco. Assim como ocorre na pílula anticoncepcional, os antibióticos não provocam perda do efeito contraceptivo do patch. A única exceção é o antibiótico rifampicina (e o seu derivado rifabutina).

Portanto, exceto pela rifampicina, qualquer outro antibiótico pode ser administrado sem preocupações nas pacientes que usam o patch contraceptivo.

Para saber mais detalhes sobre as interações dos antibióticos com os métodos contraceptivos hormonais, leia: Antibióticos cortam o efeito dos anticoncepcionais?

Quais são os efeitos colaterais do adesivo anticoncepcional?

Nos primeiros meses de uso, o efeito colateral mais comum do adesivo contraceptivo é a alteração no padrão da menstruação, que pode ser desde aumento no volume menstrual a pequenos sangramentos fora de época ou ausência de menstruação em alguns ciclos. Em geral, os dois primeiros meses são os piores, havendo regularização do quadro após 6 meses na maioria das mulheres. Cerca de 18% das mulheres notam alguma perda de sangue inesperada nos primeiros meses de uso do Evra®, mas após 6 meses, menos de 5% ainda se queixam deste problema.

Na verdade, após alguns ciclos, o que a maioria das mulheres nota é uma melhora do padrão menstrual, com regularização da menstruação, redução do volume de sangue perdido e menos sintomas pré-menstruais.

Outros efeitos colaterais comuns do adesivo são a mastalgia, dor de cabeça, reação alérgica no local do adesivo, náuseas e cólicas menstruais. Exceto pela dor mamária e pela irritação local na pele, que são mais comuns no adesivo, a frequência dos outros efeitos colaterais é semelhante nas mulheres que tomam a pílula anticoncepcional.

Para diminuir a incidência de irritação na pele, sugere-se que a cada troca o novo adesivo seja colado em um local diferente da pele.

Mulheres com pele sensível ou propensas a reações alérgicas devem consultar um médico antes de iniciar o uso do adesivo para avaliar possíveis alternativas e estratégias para reduzir a irritação local.

Assim como ocorre na pílula anticoncepcional, o adesivo contraceptivo não provoca ganho de peso. Um estudo com mais de 800 mulheres demonstrou que, após 9 meses de uso do adesivo contraceptivo, o ganho de peso foi semelhante ao grupo controle de mulheres que não usavam o patch. Para saber mais sobre ganho de peso com a pílula anticoncepcional, leia: Tomar anticoncepcional engorda?

Há relatos isolados de alterações na libido e humor em algumas mulheres, mas a incidência é baixa e similar à encontrada em outros métodos hormonais.

Adesivo anticoncepcional aumenta o risco de trombose?

Por ser a versão em adesivo da pílula anticoncepcional, o adesivo contraceptivo possui basicamente os mesmos riscos da pílula. Apesar de incomuns, os eventos trombóticos ou cardiovasculares, como infartos e AVC, são as complicações mais temidas do uso de anticoncepcionais hormonais.

Mulheres com fatores de risco cardiovasculares ou trombóticos precisam de avaliação individual antes de usar o adesivo. A preocupação se aplica especialmente aos contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrogênio, e não a todos os métodos hormonais da mesma forma.

O risco de trombose venosa é baixo em números absolutos, mas aumenta com o uso de contraceptivos combinados. Estima-se que ocorram cerca de 2 casos por ano para cada 10.000 mulheres que não usam anticoncepcionais combinados e não estão grávidas. Com métodos que contêm levonorgestrel, noretisterona ou norgestimato, a estimativa é de 5 a 7 casos por 10.000 mulheres ao ano. Para métodos que contêm norelgestromina, como o Evra®, a estimativa varia de 6 a 12 casos por 10.000 mulheres ao ano.

O risco individual pode ser significativamente maior quando existem outros fatores, como trombose prévia, trombofilia, diabetes, obesidade, tabagismo, idade acima de 35 anos, hipertensão, enxaqueca com aura, cirurgia de grande porte ou imobilização prolongada.

Para saber mais sobre os efeitos colaterais e riscos dos anticoncepcionais hormonais, leia: Efeitos colaterais dos anticoncepcionais hormonais.

Quem não deve usar o adesivo anticoncepcional?

As principais contraindicações ao adesivo anticoncepcional combinado incluem:

  • Trombose venosa profunda ou embolia pulmonar atual ou prévia.
  • Trombofilias conhecidas.
  • Enxaqueca com aura.
  • Acidente vascular cerebral ou doença arterial coronariana.
  • Hipertensão grave ou doença vascular associada à hipertensão.
  • Diabetes com complicações vasculares.
  • Tabagismo em mulheres com 35 anos ou mais.
  • Câncer de mama atual ou suspeito.
  • Tumores dependentes de estrogênio.
  • Doença hepática grave ou tumor hepático.
  • Sangramento genital de causa ainda não esclarecida.
  • Período inicial após o parto, devido ao maior risco de trombose.
  • Gravidez conhecida ou suspeita.

A presença de varizes simples, por outro lado, não costuma representar contraindicação ao método. A pressão arterial deve ser medida antes do início do adesivo, e a escolha deve levar em conta a combinação de todos os fatores de risco da mulher.




Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Camila

    Doutor, fui à piscina e depois percebi que uma das pontas do adesivo estava descolada. Não sei há quanto tempo ficou assim. Apertei e ele parece ter colado novamente. Preciso trocar ou usar camisinha?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Quando não é possível saber há quanto tempo o adesivo ficou descolado, o mais seguro é considerá-lo inadequadamente aderido por 24 horas ou mais.

    Retire esse adesivo, coloque um novo imediatamente e considere esse dia como o primeiro dia de um novo ciclo. Use camisinha ou evite relações sexuais durante os próximos sete dias.

    Não tente fixá-lo com esparadrapo, curativo ou fita adesiva. Se houve relação desprotegida durante um intervalo prolongado sem aderência, converse com um profissional sobre a necessidade de contracepção de emergência.

  2. Bruninha

    Comecei a usar Mounjaro para emagrecer e ouvi dizer que ele pode cortar o efeito do anticoncepcional. Como o Evra não passa pelo estômago, ele continua funcionando normalmente?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A preocupação descrita com a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, é principalmente com anticoncepcionais hormonais tomados pela boca, porque o medicamento retarda o esvaziamento do estômago e pode alterar a absorção dos comprimidos.

    O adesivo Evra® libera os hormônios através da pele e não depende da absorção gastrointestinal. Portanto, esse mecanismo não deve reduzir diretamente sua eficácia.

    Ainda assim, é importante informar ao médico todos os medicamentos utilizados. Além disso, não sei se é o seu caso, o Evra pode ser menos eficaz em mulheres com 90 kg ou mais, independentemente do uso da tirzepatida.

  3. Larissa

    Meu bebê tem dois meses e estou amamentando. Posso começar a usar o adesivo anticoncepcional agora ou ele pode diminuir o leite?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O Evra® contém estrogênio e não costuma ser a primeira escolha durante a amamentação, principalmente nas primeiras semanas após o parto. O estrogênio pode reduzir a produção de leite em algumas mulheres, e o período pós-parto já apresenta risco aumentado de trombose.

    Durante a amamentação, geralmente são preferidos métodos que não contêm estrogênio, como minipílula, implante, DIU hormonal ou DIU de cobre. O momento adequado para iniciar cada método depende de quanto tempo passou desde o parto, da amamentação e da presença de outros fatores de risco.

    Converse com o obstetra ou ginecologista antes de iniciar o adesivo.

  4. Katia

    Tenho má circulação,e não posso tomar o estrogênio,posso fazer o uso do evra? Obrigada.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O Evra® contém etinilestradiol. Portanto, se você possui uma contraindicação verdadeira ao uso de estrogênio, o adesivo também não é adequado.

    Entretanto, o termo “má circulação” é pouco específico. Varizes simples não são a mesma coisa que trombose e, isoladamente, geralmente não contraindicam contraceptivos combinados. Já trombose prévia, embolia pulmonar, trombofilia ou doença vascular importante costumam impedir o uso do adesivo. A escolha precisa ser individualizada pelo ginecologista.

  5. Midiã

    Olá. Posso colocar o adesivo em qualquer dia depois da menstruação ter acabado? Sendo assim, o efeito contraceptivo será pleno após 7 dias de uso?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O adesivo pode ser iniciado depois que a menstruação terminou, desde que seja razoavelmente certo que você não está grávida. Nesse caso, use camisinha ou evite relações sexuais durante os primeiros sete dias completos de uso.

    Não é necessário aguardar outra menstruação, mas relações ocorridas antes do início do adesivo não são protegidas por ele.

  6. Patrícia

    Colei o adesivo no 2° dia de menstruação. Tive relação sexual desprotegida no 10° dia de uso do adesivo. Corro risco de engravidar?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Como o adesivo foi colocado no segundo dia da menstruação e a relação ocorreu no décimo dia de uso, você já havia completado mais de sete dias consecutivos com o método. Se o adesivo permaneceu bem colado e as trocas foram feitas corretamente, a proteção contraceptiva já era esperada.

    Nenhum método oferece risco absolutamente zero, mas nessa situação o risco de gravidez é muito baixo.

  7. Grace Helen

    Uso adesivo há mais de 1 ano, quero engravidar, depois que retiro o adesivo demora quanto tempo?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A fertilidade costuma retornar rapidamente após a retirada do adesivo. É possível voltar a ovular antes mesmo da primeira menstruação natural, portanto não é necessário esperar um ciclo completo para tentar engravidar.

    Algumas mulheres demoram algumas semanas ou meses para recuperar o padrão menstrual habitual, mas o uso anterior do adesivo não costuma provocar infertilidade nem atraso prolongado da fertilidade.

  8. Nisdarly Leal

    Faca uso do Adesivo evra a 1ano
    durante dois meses estou com alergia
    com queimação no local da aplicação do
    adesivo.
    estou pensando seriamente em trocar meu anticoncepcional

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Ardência, coceira, vermelhidão ou irritação no local podem ocorrer por reação ao adesivo. Uma irritação leve e passageira pode melhorar ao alternar os locais de aplicação, mas sintomas que persistem por dois meses justificam avaliação médica.

    Não aplique outro adesivo sobre a pele inflamada. Se houver bolhas, feridas, inchaço importante ou reação extensa, retire-o e procure orientação. Quando a reação se repete em diferentes locais, trocar de método costuma ser uma opção razoável.

  9. Renata Daniel

    Qual seria o melhor metodo para nao se ter mestruacao, nem sangramento?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Nenhum anticoncepcional garante que a mulher ficará completamente sem menstruar ou sem sangramentos de escape. O uso contínuo de pílula, anel ou adesivo pode reduzir ou suprimir o sangramento, mas escapes são comuns, principalmente nos primeiros meses.

    O DIU hormonal e o anticoncepcional injetável trimestral também podem causar ausência de menstruação ao longo do tempo, mas cada método tem vantagens, efeitos adversos e contraindicações diferentes. A escolha deve considerar seu histórico clínico e a frequência com que você aceita ter sangramentos irregulares.

    Sugiro a leitura do artigo: Tomar anticoncepcional para não menstruar faz mal?

  10. Viviane Viana

    Colei o adesivo no 10º dia após o início da menstruação, o efeito contraceptivo é eficiente após 7 dias da colagem, ou é necessário esperar mais tempo?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Quando o adesivo é iniciado no décimo dia do ciclo, é necessário usar camisinha ou evitar relações durante sete dias completos. A proteção passa a ser esperada a partir do oitavo dia de uso, desde que o adesivo tenha permanecido bem aderido.

    O adesivo não protege relações ocorridas antes de sua colocação ou durante os primeiros sete dias. Se houve relação desprotegida nesse intervalo, pode ser necessário avaliar contracepção de emergência e realizar teste de gravidez no momento adequado.

  11. Luciana

    Olá! Gostaria de saber se este tipo de anticoncepcional pode diminuir a libido, como acontece com os demais anticoncepcionais em drágeas.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O adesivo anticoncepcional pode interferir na libido em algumas mulheres, assim como outros métodos hormonais, mas isso não acontece com todas. Os estudos apresentam resultados variáveis, e o desejo sexual também pode ser influenciado por estresse, relacionamento, sono, dor, medicamentos e alterações emocionais.

    Se a redução da libido começou após o início do adesivo e persiste por vários meses, vale conversar com o ginecologista sobre a possibilidade de testar outro método.

  12. Gabrielly Lima

    Boa noite!

    Gostaria de saber se o uso de diureticos comprometem a eficácia do Adesivo?

    E se é normal na primeira pausa vir a menstruação mas na segunda pausa do segundo ciclo não vir ?

    Só mais uma dúvida… rsrs

    É normal a mulher ter o muco clara de ovo com uso desse método?

    Obrigado!

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Os diuréticos habitualmente utilizados, como hidroclorotiazida, furosemida ou espironolactona, não costumam reduzir a eficácia do adesivo anticoncepcional. As principais interações preocupantes ocorrem com medicamentos indutores de enzimas hepáticas, como rifampicina, rifabutina e alguns anticonvulsivantes.

    É possível não menstruar em uma das semanas de pausa, principalmente nos primeiros meses. Se o adesivo foi utilizado corretamente, uma ausência isolada não significa necessariamente gravidez. Faça um teste se houve erro nas trocas, descolamento prolongado ou se o sangramento não ocorrer em duas pausas consecutivas.

    Também pode aparecer secreção semelhante à clara de ovo. O aspecto do muco, isoladamente, não comprova que tenha ocorrido ovulação enquanto o adesivo é utilizado corretamente.

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