SÍNDROME DO OLHO SECO – Causas, Sintomas e Tratamento

A síndrome do olho seco é um problema comum em adultos acima dos 50 anos, que é provocado pela deficiência na produção de lágrimas.

Secura nos olhos, falta de lágrima, sensação de areia nos olhos, incômodo e queimação podem ser sinais de uma doença chamada síndrome do olho seco, também conhecida como ceratoconjuntivite sicca ou síndrome da disfunção lacrimal.

A síndrome do olho seco é uma condição comum, que ocorre quando as lágrimas não são capazes de fornecer lubrificação adequada para os olhos. As lágrimas podem ser inadequadas por falta de produção ou por uma produção de lágrimas de má qualidade.

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Neste artigo vamos explicar o que a síndrome do olho seco, quais são as suas causas, os seus sintomas e as opções de tratamento.

Produção da lágrima

A lágrima é produzida pelas glândulas lacrimais, que ficam localizadas nas pálpebras superiores, na região superior-lateral das órbitas oculares, conforme pode ser visto na ilustração abaixo. A lagrima produzida segue sempre um caminho, que vai da glândula lacrimal até os canalículos lacrimais, que drenam o líquido pelo ducto nasolacrimal até a cavidade nasal. Todo mundo já deve ter notado que, quando choramos, surge um aumento da secreção pelo nariz.

A produção da lágrima, porém, não ocorre somente no momento em que estamos chorando. O ato de chorar faz apenas com que a produção da lágrima aumente muito. Se você reparar bem, o nosso olho está sempre úmido, apresentando uma cobertura chamada filme lacrimal.

A lágrima produzida espalha-se pelo olho toda vez que piscamos. No intervalo entre cada uma das piscadas, o filme lacrimal sofre processo de evaporação, motivo pelo qual sentimos incômodo e sensação de olho seco quando ficamos muito tempo sem piscar.

LágrimaO filme lacrimal, além da função óbvia de lubrificação, fornece também nutrientes, oxigênio e anticorpos para superfície ocular. A lágrima é composta por 3 camadas. Uma camada externa, mais oleosa, que é composta por lipídeos, uma camada central, constituída por 99% de água, e uma camada interna, que é formada por muco. Cada uma das camadas do filme lacrimal tem um função especifica e qualquer alteração em uma delas compromete a qualidade do filme lacrimal como um todo.

A produção lacrimal sofre influência de fatores hormonais e também de alguns estímulos externos, como poluição, alérgenos ou traumas.

Causas da síndrome do olho seco

A síndrome do olho seco é uma doença crônica, caracterizada pela diminuição da produção da lágrima ou pela deficiência em algum dos seus componentes. O olho seco, portanto, pode surgir por uma baixa produção de lágrima ou pela produção de uma lágrima de má qualidade.

Os principais fatores de risco para a síndrome do olho seco são:

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Pessoas que trabalham com computador, especialmente em ambientes com ar condicionado, são alguns dos pacientes mais frequentes nos consultórios oftalmológicos com queixas de olho seco. Crianças que ficam muito tempo brincando com vídeo games também costumam sofrer deste problema.

Pacientes submetidos à cirurgia refrativa também podem apresentar, ainda que passageiro, um quadro de olho seco no pós operatório e isso deve ser avaliado e discutido antes da cirurgia.

Sintomas do olho seco

Os sinais e sintomas mais comuns do olho seco incluem:

  • Sensação de olho seco.
  • Sensação de areia ou corpo estranho nos olhos.
  • Olhos vermelhos.
  • Ardência nos olhos.
  • Fotofobia (intolerância a luz).
  • Visão embaçada ou turva.
  • Lacrimejamento excessivo.

O lacrimejamento excessivo é um sintoma frequente, que costuma causar alguma confusão para o paciente. Na verdade, esse lacrimejamento excessivo é apenas um reflexo do olho, na tentativa de combater uma superfície ocular doente.

Como o filme lacrimal é a primeira camada encontrada pelos raios de luz que entram nos olhos, uma película lágrimal irregular pode degradar a qualidade da imagem que é recebida pela retina. Por isso, graus variáveis de turvação visual são comuns em quem tem olho seco. A deficiência visual associada com olhos secos é geralmente temporária e habitualmente melhora com o tratamento.

Os sintomas da síndrome do olho costumam piorar no final do dia, nas condições de baixa umidade (ar condicionado, vento, etc.), exposição à fumaça de cigarro ou após períodos prolongados de leitura ou em frente à televisão ou monitores de computador (o paciente tende a piscar com menos frequência nestes momentos).

Casos mais graves causam uma grande morbidade e podem levar a comprometimento da córnea e até a perda da visão.

Se os sintomas associados à secura ocular também vierem acompanhados por secura da boca e outras queixas sistêmicas, o médico deve pensar na síndrome de Sjögren.

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Diagnóstico do olho seco

O diagnóstico é feito pela história clínica e por exames de avaliação da lágrima relativamente simples e que podem ser feitos no consultório médico, como teste de schirmer, teste do corante de rosa bengala e tempo de rotura do filme lacrimal (BUT).

Como os sintomas são inespecíficos, deve-se fazer o diagnóstico diferencial com outras doenças como alergia ocular, conjuntivites crônicas, blefarite, episclerite, etc.

Tratamento do olho seco

O tratamento é variado e complexo, nem sempre eficaz e deve ser individualizado para cada caso. É importante tentar diferenciar em qual das 3 camadas da lágrima há a alteração inicial, pois isso influencia o tratamento.

Lágrimas artificiais das mais variadas composições, anti-inflamatórios tópicos e orais, imunossupressores e até cirurgias (como oclusão dos orifícios de drenagem lacrimal) podem ser utilizados.

A suplementação alimentar com ácidos graxos essências (Omega 3) presente nos peixes (salmão, sardinha) e no óleo de linhaça são medidas úteis para quase todos os pacientes.

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