Pólipos intestinais: sintomas, risco de câncer e tratamento

Atualizado:
8 set. 2026
Atualizado:
8 set. 2026

Resumo

Principais pontos sobre os pólipos intestinais

  • Os pólipos intestinais são pequenas elevações ou crescimentos que surgem na mucosa do intestino, principalmente no cólon e no reto.
  • A maioria dos pólipos é benigna e não causa sintomas, sendo frequentemente descoberta durante exames de rastreio do câncer colorretal.
  • Alguns tipos, principalmente os adenomas e determinadas lesões serrilhadas, são considerados lesões pré-malignas porque podem evoluir para câncer ao longo dos anos.
  • O risco de malignização depende principalmente do tipo, tamanho, número de pólipos e grau de displasia.
  • A colonoscopia permite visualizar e remover a maioria dos pólipos durante o próprio exame.
  • O exame anatomopatológico do pólipo retirado é importante para determinar o seu tipo histológico e avaliar se existem alterações pré-malignas ou malignas.
  • A retirada completa de um pólipo pré-maligno impede que aquela lesão específica evolua para câncer. Porém, novos pólipos podem surgir posteriormente, motivo pelo qual alguns pacientes precisam repetir a colonoscopia periodicamente.

O que é o pólipo intestinal?

O pólipo é uma pequena protuberância que cresce em cavidades revestidas por mucosas. Podem surgir pólipos em várias regiões do nosso organismo, tais como estômago, vesícula biliar, útero, cavidade nasal e intestinos.

No caso dos pólipos intestinais, o local onde eles são mais comuns é no intestino grosso, incluindo o cólon e o reto. Por isso, neste artigo, quando falarmos em pólipos intestinais, estaremos nos referindo principalmente aos pólipos colorretais.

Os pólipos surgem a partir da mucosa intestinal e podem apresentar diferentes tamanhos e formatos. Mal comparando, alguns lembram pequenas verrugas ou cogumelos projetando-se para dentro do intestino.

Essas lesões são muito comuns, principalmente com o avançar da idade. Em estudos de rastreio realizados em pessoas assintomáticas e de risco habitual, adenomas são encontrados em aproximadamente 28% dos indivíduos entre 45 e 49 anos e em cerca de um terço daqueles entre 50 e 54 anos. A frequência continua aumentando progressivamente com a idade.

A maioria dos pólipos é benigna e nunca se transforma em câncer. Porém, alguns tipos, principalmente os adenomas e determinadas lesões serrilhadas, apresentam potencial de transformação maligna ao longo dos anos.

Felizmente, através da colonoscopia é possível não só diagnosticar como também remover a maioria desses pólipos antes que eles tenham oportunidade de se transformar em um câncer colorretal.

Fatores de risco

Não sabemos exatamente por que os pólipos surgem, mas alguns fatores de risco são bem conhecidos:

Ter um ou mais desses fatores não significa que a pessoa obrigatoriamente desenvolverá pólipos. Da mesma forma, é possível apresentar pólipos intestinais mesmo sem nenhum fator de risco evidente.

Pacientes com doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn ou retocolite ulcerativa, podem apresentar pseudopólipos inflamatórios, formados durante os processos de inflamação e cicatrização da mucosa. Esses pseudopólipos não são lesões pré-malignas e não se transformam diretamente em câncer.

O aumento do risco de câncer colorretal associado às doenças inflamatórias intestinais decorre principalmente da inflamação crônica e da displasia da mucosa, e não da transformação maligna dos pseudopólipos.

Pólipos intestinais causam sintomas?

A maioria dos pólipos intestinais é de pequeno tamanho e não provoca nenhum sintoma. Normalmente, eles são descobertos durante exames realizados para rastreio do câncer colorretal ou por outros motivos.

Quando um pólipo provoca sintomas, o mais comum é algum grau de sangramento intestinal.

O sangramento pode ser visível nas fezes, mas frequentemente ocorre em pequenas quantidades e passa despercebido (pode ser detectado na pesquisa de sangue oculto nas fezes). Quando persistente, pode provocar deficiência de ferro e anemia.

Pólipos localizados no reto podem ocasionalmente provocar sensação de evacuação incompleta ou vontade persistente de evacuar.

Pólipos muito grandes podem causar alterações do hábito intestinal e, raramente, obstrução à passagem das fezes.

Alguns adenomas vilosos de grande tamanho, principalmente quando localizados no reto, podem produzir grandes quantidades de muco e causar diarreia intensa, mas essa é uma apresentação pouco comum.

Como se diagnostica um pólipo intestinal?

Como a maioria dos pólipos não provoca sintomas, grande parte deles é diagnosticada durante exames de rastreio do câncer colorretal

A idade recomendada para iniciar o rastreio não é exatamente igual em todas as diretrizes e programas de saúde. Muitas recomendações internacionais atualmente iniciam o rastreio da população de risco habitual entre os 45 e 50 anos.

Pessoas com fatores de risco importantes, como história familiar de câncer colorretal ou de pólipos avançados, determinadas síndromes hereditárias ou doenças inflamatórias intestinais, podem precisar iniciar a investigação mais cedo e realizar exames com maior frequência.

Existem diferentes métodos de rastreio, incluindo exames de fezes e exames que permitem visualizar diretamente o intestino.

A colonoscopia tem a vantagem de permitir não apenas a identificação dos pólipos, mas também a sua retirada durante o próprio procedimento.

Apesar de técnicas modernas de colonoscopia permitirem estimar com boa precisão a natureza de muitas lesões, o diagnóstico definitivo do tipo de pólipo é feito através do exame anatomopatológico, no qual o tecido retirado é analisado ao microscópio.

Pólipo do cólon sigmoide visto durante colonoscopia.
Pólipo do cólon sigmoide visto durante colonoscopia. Pela aparência endoscópica é possível descrever o formato da lesão (pólipo séssil), mas o tipo histológico só é confirmado após a remoção e análise ao microscópio.

Significado dos termos mais comuns nos laudos de colonoscopia e da biópsia do pólipo

Depois da identificação ou retirada de um pólipo, o paciente pode receber dois tipos de informação diferentes:

  • Laudo da colonoscopia: descreve o aspecto da lesão, tamanho, localização, formato e técnica utilizada para removê-la.
  • Resultado do exame anatomopatológico: feito ao microscópio, informa que tipo de pólipo era, se havia displasia ou câncer e, quando possível, se a lesão foi completamente retirada.

O resultado do exame anatomopatológico só costuma ficar pronto alguns dias depois da colonoscopia. Isso acontece porque o pólipo precisa primeiro ser retirado durante o exame e, em seguida, enviado ao laboratório, onde o tecido é processado e analisado ao microscópio por um patologista.

Do ponto de vista da prevenção do câncer colorretal, os tipos de pólipos mais importantes são os adenomas convencionais e as lesões serrilhadas. Existem ainda pólipos inflamatórios, hamartomatosos e outros tipos menos comuns.

Pólipo séssil, pediculado, subpediculado, plano ou deprimido

Esses termos descrevem o formato do pólipo durante a colonoscopia.

  • Pediculado: o pólipo apresenta uma haste ou “cabinho” que o liga à parede intestinal, lembrando um cogumelo.
  • Séssil: possui uma base larga e fica diretamente aderido à mucosa, sem uma haste bem definida.
  • Subpediculado: apresenta uma base mais estreita que a de um pólipo séssil, mas sem formar um pedículo longo.
  • Plano: apresenta pouca elevação em relação à mucosa ao redor e pode ser mais difícil de identificar durante o exame.
  • Deprimido: possui uma área rebaixada em relação à mucosa adjacente. É uma morfologia menos comum, mas que merece atenção porque algumas dessas lesões podem apresentar alterações histológicas avançadas mesmo quando pequenas.

Portanto, dizer que um pólipo é séssil, pediculado ou plano não informa sozinho se ele é benigno, pré-maligno ou maligno. Esses termos descrevem apenas a sua aparência.

Adenoma tubular, túbulo-viloso e viloso

Esses três termos fazem parte do resultado anatomopatológico, obtido pela análise microscópica da lesão retirada durante a colonoscopia.

Os adenomas são lesões neoplásicas benignas, mas consideradas pré-malignas, pois uma pequena parcela pode evoluir para câncer colorretal se permanecer no intestino durante muitos anos.

De acordo com a arquitetura das células observada ao microscópio, os adenomas são classificados em:

  1. Adenoma tubular.
  2. Adenoma túbulo-viloso.
  3. Adenoma viloso.

O adenoma tubular é, de longe, o tipo mais comum, correspondendo a mais de 80% dos adenomas do cólon.

O adenoma túbulo-viloso apresenta uma mistura das arquiteturas tubular e vilosa, enquanto o adenoma viloso possui predomínio de estruturas vilosas.

Todos são lesões pré-malignas, mas isso não significa que já sejam câncer nem que obrigatoriamente irão virar câncer.

Pólipo hiperplásico

O pólipo hiperplásico pertence ao grupo das lesões serrilhadas, chamadas assim pelo aspecto serrilhado das glândulas observado ao microscópio.

Os pólipos hiperplásicos costumam ser pequenos e são frequentemente encontrados no reto e no sigmoide. Quando têm menos de 10 mm e estão localizados nessa região, apresentam risco extremamente baixo de transformação maligna.

Por isso, encontrar no anatomopatológico apenas um pequeno pólipo hiperplásico costuma ter significado bastante diferente de encontrar um adenoma.

Lesão serrilhada séssil

A lesão serrilhada séssil, antigamente chamada de pólipo serrilhado séssil ou adenoma serrilhado séssil, é diferente do pólipo hiperplásico.

Ela apresenta potencial de transformação maligna e, por isso, deve ser completamente removida quando identificada.

Essas lesões aparecem com maior frequência nas partes mais proximais do cólon e costumam ser planas ou apenas discretamente elevadas. Também podem apresentar bordas pouco definidas e ficar cobertas por uma camada de muco, características que dificultam sua identificação e podem aumentar o risco de remoção incompleta.

Adenoma serrilhado tradicional

O adenoma serrilhado tradicional é menos comum, mas também é considerado uma lesão pré-maligna.

Assim como ocorre com os adenomas convencionais e com as lesões serrilhadas sésseis, o tamanho da lesão, a presença de displasia e o número de pólipos ajudam a definir o acompanhamento após a retirada.

Pólipos inflamatórios e hamartomatosos

Nem todos os pólipos intestinais são lesões neoplásicas.

Os pólipos inflamatórios, também chamados de pseudopólipos, podem surgir em áreas de inflamação e cicatrização da mucosa intestinal, principalmente em pacientes com retocolite ulcerativa ou doença de Crohn. Eles não são lesões pré-malignas.

Existem também os pólipos hamartomatosos, formados por tecidos normalmente presentes no intestino, mas organizados de maneira anormal.

Um pólipo juvenil isolado, por exemplo, costuma ser benigno e não está associado ao aumento do risco de câncer colorretal. Quando existem múltiplos pólipos hamartomatosos, porém, é preciso investigar síndromes específicas, como a polipose juvenil ou a síndrome de Peutz-Jeghers.

Displasia de baixo grau

A displasia significa que as células apresentam alterações na aparência e na organização em comparação com a mucosa normal.

Algum grau de displasia faz parte da própria definição de adenoma. Na maioria dos adenomas pequenos, ela é de baixo grau.

Um resultado como “adenoma tubular com displasia de baixo grau” significa, portanto, que havia um adenoma com alterações celulares pré-malignas leves. Isso não significa que o paciente tenha câncer.

Na prática, esse é um achado muito comum nos adenomas retirados durante colonoscopias.

Displasia de alto grau

A displasia de alto grau significa que as células apresentam alterações mais avançadas e estão biologicamente mais próximas da transformação maligna.

Apesar disso, enquanto essas alterações permanecerem restritas à mucosa e não existir invasão da submucosa, ainda não estaremos diante de um câncer invasivo.

A presença de displasia de alto grau aumenta a importância clínica do pólipo e geralmente influencia o intervalo até a próxima colonoscopia.

Carcinoma in situ e adenocarcinoma intramucoso

Alguns laudos podem utilizar termos como carcinoma in situ ou adenocarcinoma intramucoso. Esses termos indicam que já existem células cancerígenas, mas que o câncer ainda está restrito à mucosa, sem invasão da submucosa (leitura sugerida: O que são carcinoma e adenocarcinoma?).

No cólon, essa distinção é importante porque um câncer limitado à mucosa não apresenta o mesmo potencial de disseminação para os linfonodos observado quando o tumor ultrapassa a muscular da mucosa e invade a submucosa.

Por isso, quando uma lesão desse tipo é completamente removida e não existem células neoplásicas nas margens da ressecção, a própria retirada endoscópica pode ser suficiente como tratamento.

Adenocarcinoma invasivo

A situação muda quando o laudo descreve adenocarcinoma invasivo, isto é, quando as células tumorais ultrapassam a muscular da mucosa e atingem a submucosa.

Na submucosa existem vasos linfáticos e, a partir desse estágio, passa a existir potencial de disseminação para os linfonodos.

Isso não significa automaticamente que o paciente precise de cirurgia. A decisão depende de várias características do tumor e da ressecção, como profundidade da invasão, diferenciação das células, presença de invasão vascular ou linfática e situação das margens.

Margens livres ou negativas

Quando um pólipo é retirado em uma única peça, o patologista pode analisar as bordas do tecido removido.

Margens livres, também chamadas margens negativas, significam que não foram encontradas células da lesão nas extremidades do material examinado. Esse é um achado favorável e indica que, pelo material analisado, a lesão foi retirada completamente.

margens comprometidas ou positivas significam que células da lesão chegam até a borda do material retirado, levantando a possibilidade de ainda existir tecido residual no intestino.

Ressecção em bloco e ressecção em fragmentos

No laudo da colonoscopia também podem aparecer os termos ressecção em bloco ou ressecção fragmentada.

Na ressecção em bloco, o pólipo é retirado inteiro, em uma única peça. Isso facilita a avaliação das margens pelo patologista.

Na ressecção fragmentada, também chamada piecemeal, a lesão é retirada em vários pedaços. Essa técnica pode ser necessária em pólipos grandes, mas dificulta a avaliação precisa das margens e pode exigir controle posterior do local da retirada.

Polipectomia, mucosectomia e dissecção endoscópica

O laudo também pode informar como o pólipo foi retirado.

Na polipectomia, a lesão é geralmente removida com uma alça. Na mucosectomia endoscópica, uma lesão superficial, habitualmente maior ou mais plana, é elevada e ressecada com alça. Já a dissecção endoscópica da submucosa é uma técnica mais complexa que permite remover determinadas lesões em uma única peça.

Esses termos descrevem a técnica utilizada e, isoladamente, não indicam se o pólipo era benigno, pré-maligno ou maligno.

Pólipos intestinais podem virar câncer?

Sim, como já referido anteriormente, alguns pólipos intestinais podem virar câncer. No entanto, a maioria nunca sofre transformação maligna.

Os principais pólipos considerados precursores do câncer colorretal são os adenomas e determinadas lesões serrilhadas.

Quanto tempo um pólipo leva para virar câncer?

No caso dos adenomas, estima-se que 5% ou menos evoluam para câncer, habitualmente ao longo de 7 a 10 anos ou mais. A velocidade de crescimento, porém, varia bastante entre os pacientes.

O risco não é igual para todos os adenomas. Os principais fatores associados a maior risco incluem:

  • Tamanho de 10 mm ou mais.
  • Presença de displasia de alto grau.
  • Presença de componente viloso.
  • Presença de múltiplos adenomas.

O tamanho do pólipo indica o risco de câncer?

O aumento do risco com o tamanho é progressivo.

Alterações histológicas avançadas são encontradas em apenas cerca de 1 a 2% dos adenomas menores que 5 mm, mas tornam-se muito mais frequentes nas lesões maiores. Entre adenomas com mais de 1 cm, aproximadamente 20 a 30% apresentam alguma característica histológica avançada.

Isso não significa que 20 a 30% dos pólipos maiores que 1 cm sejam câncer. Histologia avançada inclui também alterações como componente viloso e displasia de alto grau.

Nas lesões serrilhadas, o risco também é maior quando elas têm 10 mm ou mais ou apresentam displasia.

O tamanho é um fator importante, mas não permite saber sozinho se um pólipo é câncer.

Um pólipo de 3 ou 5 mm pode ser um adenoma, enquanto um pólipo com mais de 1 cm pode continuar sendo uma lesão completamente benigna. O diagnóstico depende do seu tipo histológico e das características encontradas ao microscópio.

Outro ponto importante é que o fato de um pólipo ser chamado de pré-maligno não significa que o paciente esteja com câncer ou inevitavelmente vá desenvolvê-lo.

Quando um adenoma ou outra lesão pré-maligna é completamente removido antes de apresentar câncer invasivo, aquela lesão específica não poderá mais sofrer transformação maligna.

O paciente continua precisando de acompanhamento porque quem já formou determinados tipos de pólipos apresenta maior probabilidade de desenvolver novos pólipos no futuro.

Tratamento dos pólipos

A maneira mais eficaz de impedir que um pólipo pré-maligno se transforme em câncer é removê-lo. Na maioria dos casos, a retirada pode ser feita durante a própria colonoscopia, por meio de uma polipectomia.

Existem várias técnicas para a retirada dos pólipos.

Nos pólipos pequenos, é muito comum a polipectomia com alça fria, na qual uma pequena alça metálica corta mecanicamente a lesão sem utilização de corrente elétrica. Como não há cauterização, essa técnica reduz o risco de lesão térmica profunda da parede intestinal e de sangramento tardio.

Dependendo do tamanho, formato e localização do pólipo, podem ser utilizadas técnicas diferentes, com cauterização ou procedimentos endoscópicos mais avançados.

Pólipos grandes também não significam necessariamente necessidade de cirurgia.

Atualmente, muitas lesões com 20 mm ou mais podem ser retiradas através de técnicas endoscópicas avançadas, como a mucosectomia endoscópica. Em alguns casos selecionados, pode ser utilizada a dissecção endoscópica da submucosa, procedimento mais complexo realizado por equipes especializadas.

A cirurgia costuma ficar reservada para situações nas quais há suspeita de câncer com invasão mais profunda da parede intestinal, quando a análise do pólipo revela características que tornam a ressecção endoscópica insuficiente ou quando não é possível remover a lesão por endoscopia de forma segura e completa.

A polipectomia é um procedimento seguro, mas não é totalmente isento de riscos. As duas complicações mais importantes são sangramento e perfuração intestinal. Ambas são incomuns, mas o risco aumenta conforme o tamanho e a localização da lesão, a técnica empregada e determinadas características do paciente.

Pessoas que usam aspirina, clopidogrel, varfarina, apixabano, rivaroxabano ou outros medicamentos que interferem na coagulação devem informar a equipe médica antes da colonoscopia.

Esses medicamentos não devem ser suspensos por conta própria. Alguns podem ser mantidos durante determinados procedimentos, enquanto outros precisam ser interrompidos temporariamente. A decisão depende tanto do risco de sangramento da polipectomia quanto do risco de trombose caso o medicamento seja suspenso.

Seguimento pós-colonoscopia

Depois da retirada dos pólipos, alguns pacientes precisam repetir a colonoscopia porque podem desenvolver novas lesões ao longo dos anos.

O intervalo até o próximo exame depende dos achados da colonoscopia, do resultado anatomopatológico e do histórico do paciente.

O intervalo depende principalmente de:

  • Número de pólipos.
  • Tamanho das lesões.
  • Tipo histológico.
  • Grau de displasia.
  • Qualidade do preparo intestinal.
  • Qualidade e extensão da colonoscopia.
  • Certeza de que as lesões foram completamente removidas.
  • Histórico das colonoscopias anteriores.
  • História pessoal e familiar do paciente.

As diretrizes internacionais não são completamente iguais em relação aos intervalos de acompanhamento.

Como referência, as recomendações norte-americanas para pacientes de risco habitual, após uma colonoscopia de boa qualidade e com remoção completa das lesões, utilizam os seguintes intervalos:

Resultado da colonoscopiaIntervalo sugerido para o próximo exame
Colonoscopia normal10 anos
Até 20 pólipos hiperplásicos < 10 mm10 anos
1 a 2 adenomas tubulares < 10 mm7 a 10 anos
3 a 4 adenomas tubulares < 10 mm3 a 5 anos
5 a 10 adenomas < 10 mm3 anos
Adenoma ≥ 10 mm3 anos
Adenoma com componente viloso ou túbulo-viloso3 anos
Adenoma com displasia de alto grau3 anos
Mais de 10 adenomas em um único exame1 ano
1 a 2 lesões serrilhadas sésseis < 10 mm5 a 10 anos
3 a 4 lesões serrilhadas sésseis < 10 mm3 a 5 anos
5 a 10 lesões serrilhadas sésseis < 10 mm3 anos
Lesão serrilhada séssil ≥ 10 mm3 anos
Lesão serrilhada séssil com displasia3 anos
Pólipo hiperplásico ≥ 10 mm3 a 5 anos
Adenoma serrilhado tradicional3 anos
Pólipo ≥ 20 mm removido em fragmentosCerca de 6 meses

Esses intervalos são apenas uma referência e pressupõem que a colonoscopia tenha examinado adequadamente todo o cólon, que o preparo intestinal tenha sido suficiente e que exista segurança de que as lesões foram completamente retiradas.

As recomendações europeias são menos intensivas em alguns pacientes. Segundo a Sociedade Europeia de Endoscopia Gastrointestinal, após a remoção completa de 1 a 4 adenomas menores que 10 mm com displasia de baixo grau, ou de pólipos serrilhados menores que 10 mm sem displasia, não é necessária vigilância colonoscópica específica, e o paciente pode retornar ao programa habitual de rastreio. Se não houver um programa organizado de rastreio, a recomendação é repetir a colonoscopia em 10 anos.

Portanto, intervalos diferentes sugeridos por dois médicos não significam obrigatoriamente que um deles esteja errado. É preciso saber qual protocolo está sendo utilizado e levar em conta todo o histórico do paciente.

Por que alguns pólipos precisam de nova colonoscopia em apenas 6 meses?

Quando um pólipo grande precisa ser retirado em vários fragmentos, não é possível ter a mesma segurança de que nenhuma pequena parte da lesão permaneceu na mucosa.

Por isso, pólipos com 20 mm ou mais removidos em fragmentos costumam ser revistos precocemente, geralmente em torno de 6 meses.

Esse controle também é importante porque pólipos grandes, sésseis e algumas lesões serrilhadas apresentam maior risco de remoção incompleta. A permanência de pequenos fragmentos de tecido neoplásico é uma das possíveis causas de câncer colorretal diagnosticado após uma colonoscopia anterior.

Até que idade é preciso repetir colonoscopias?

Não existe uma idade única em que todas as pessoas devam obrigatoriamente interromper as colonoscopias de vigilância.

A partir de aproximadamente 75 anos, a decisão deve ser cada vez mais individualizada, levando em consideração o risco de câncer colorretal, os pólipos encontrados anteriormente, outras doenças presentes, os riscos da colonoscopia e a expectativa de vida do paciente.

Em pessoas muito idosas ou com doenças graves, o risco e o desconforto do procedimento podem superar o benefício de detectar uma lesão que demoraria muitos anos para causar problemas.

Quando investigar uma síndrome hereditária?

A presença de mais de 10 adenomas em uma única colonoscopia ou de mais de 10 adenomas acumulados ao longo da vida deve levantar a possibilidade de uma síndrome hereditária de predisposição ao câncer colorretal, principalmente quando o paciente é jovem ou apresenta história familiar sugestiva.

Síndromes de polipose

Existem algumas doenças raras caracterizadas pelo surgimento de múltiplos pólipos no trato gastrointestinal. Várias delas têm origem genética e podem aumentar significativamente o risco de câncer.

Entre as principais síndromes hereditárias de polipose estão:

  • Polipose adenomatosa familiar (PAF): causada por alterações no gene APC e caracterizada pelo desenvolvimento de numerosos adenomas colorretais, frequentemente desde a adolescência ou início da vida adulta.
  • Polipose associada ao gene MUTYH: doença hereditária que também pode provocar múltiplos adenomas e aumento importante do risco de câncer colorretal.
  • Síndrome de Peutz-Jeghers: provoca pólipos hamartomatosos no aparelho digestivo e costuma estar associada a manchas escuras características nos lábios, boca e pele.
  • Síndrome de polipose juvenil: caracteriza-se pelo surgimento de múltiplos pólipos hamartomatosos, principalmente no cólon.
  • Síndrome tumoral hamartomatosa associada ao gene PTEN, grupo no qual está incluída a síndrome de Cowden.

A chamada síndrome de Gardner não é atualmente considerada uma doença diferente da polipose adenomatosa familiar. Trata-se de uma forma de apresentação da PAF na qual, além dos pólipos intestinais, surgem manifestações como osteomas, alterações dentárias e tumores de tecidos moles.

A chamada síndrome de Turcot é uma denominação tradicional para a associação entre tumores do sistema nervoso central e síndromes hereditárias de predisposição ao câncer colorretal. Atualmente, sabe-se que esses casos geralmente estão relacionados à polipose adenomatosa familiar ou à síndrome de Lynch, não sendo considerada uma síndrome genética única.

Síndrome de polipose serrilhada

Existe ainda a síndrome de polipose serrilhada, caracterizada pela presença de numerosas lesões serrilhadas e associada a aumento do risco de câncer colorretal.

A contagem é cumulativa, ou seja, considera as lesões serrilhadas identificadas ao longo das diferentes colonoscopias realizadas pelo paciente.

O diagnóstico é estabelecido quando o paciente apresenta uma das seguintes situações:

  • Pelo menos 5 lesões serrilhadas localizadas no cólon, proximalmente ao reto, todas com 5 mm ou mais, sendo pelo menos 2 com 10 mm ou mais.
  • Mais de 20 lesões serrilhadas de qualquer tamanho distribuídas pelo intestino grosso, sendo pelo menos 5 localizadas proximalmente ao reto.

Ao contrário de várias outras síndromes de polipose, na maioria dos pacientes com polipose serrilhada não é identificada uma mutação genética hereditária específica.

Síndrome de Cronkhite-Canada

A síndrome de Cronkhite-Canada também provoca múltiplos pólipos no trato gastrointestinal, mas é diferente das síndromes hereditárias descritas acima.

Trata-se de uma doença rara e não familiar, geralmente acompanhada de diarreia, perda de peso, dor abdominal e alterações como queda de cabelo, escurecimento da pele e deformidades das unhas.

Os pólipos são predominantemente hamartomatosos e a síndrome parece ter um componente imunológico.


book Referências bibliográficas
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Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Maria Regina de Araujo

    todo polipo é retirado no momento da colonoscopia?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Em geral, sim. A maioria dos pólipos pequenos pode ser retirada durante a própria colonoscopia, mas isso nem sempre é possível ou recomendável.

    No entanto, pólipos grandes, de localização difícil, com formato complexo ou com características suspeitas de câncer invasivo podem ser apenas avaliados ou biopsiados inicialmente e encaminhados para uma nova colonoscopia com técnicas endoscópicas avançadas ou, em alguns casos, para cirurgia.

  2. Tatiane Puhl Ponciano

    Boa tarde Doutor
    Gostaria de saber sobre o Diagnóstico Histopatológico com o seguinte resultado:
    Adenoma viloso com displasia leve, baixo grau.
    È grave?
    Agradeço

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Um adenoma viloso com displasia de baixo grau é uma lesão pré-maligna, mas não é câncer.

    O componente viloso está associado a maior risco de evolução para câncer do que o adenoma tubular, principalmente quando o pólipo é maior. Porém, “displasia de baixo grau” significa que as alterações celulares ainda são iniciais.

    Se o pólipo foi completamente removido, geralmente não é necessário outro tratamento além do acompanhamento com colonoscopia. O intervalo para repetir o exame depende principalmente do tamanho do pólipo, do número de lesões encontradas e de como foi feita a remoção.

  3. Patricia

    Oi, meu esposo foi detectado com um pólipo pequeno e foi feito o exame de colonoscopia, o médico em si disse que o pólipo foi retirado. Porém os sintomas continuam, principalmente o sangramento. Isto é normal? O médico que cuidou dele é um clínico geral. Seria necessário ele procurar um especialista? Que médico podemos procurar?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A retirada do pólipo não significa necessariamente que ele era a causa do sangramento.

    Pode ocorrer pequeno sangramento após uma polipectomia, mas sangramento persistente ou recorrente precisa ser reavaliado para determinar se está relacionado ao procedimento ou se existe outra causa.

    Se houver grande quantidade de sangue, tontura, fraqueza, desmaio ou piora importante do estado geral, a avaliação deve ser urgente. Para investigação programada, gastroenterologista ou coloproctologista são os especialistas mais adequados.

  4. Pedro

    Dr, segue meu diagnóstico: Adenoma tubular com neoplasia intra-epitelial/ Displasia de baixo grau. Margem cirúrgica livre. O que quer dizer isso?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Isso significa que o pólipo era um adenoma tubular com displasia de baixo grau, ou seja, uma lesão pré-maligna, mas não um câncer.

    “Margem cirúrgica livre” significa que não foram encontradas células da lesão nas bordas do tecido retirado, indicando que o pólipo foi completamente removido.

    A necessidade e o intervalo de novas colonoscopias dependem também do tamanho e do número de pólipos encontrados e das demais características do exame.

  5. Jailton

    Bom dia!! Dr. Pedro
    gostaria de ficar informado o que significa, sobre o diagnóstico :
    -Adenocarcinoma moderadamente diferenciado, polipectomia.
    -adenoma tubular com displasia de baixo grau, polipectomia.
    Pólipo hiperplásico, padrão rico em células caliciformas, polipectomia.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Os três resultados têm significados diferentes.

    O adenocarcinoma moderadamente diferenciado é um câncer. Quando um adenocarcinoma é encontrado dentro de um pólipo retirado por colonoscopia, é preciso avaliar outros detalhes do anatomopatológico, principalmente profundidade da invasão, margens da ressecção, invasão de vasos linfáticos ou sanguíneos e outras características microscópicas.

    Dependendo desses achados, a retirada endoscópica pode ter sido suficiente ou pode ser necessária cirurgia complementar.

    Já o adenoma tubular com displasia de baixo grau é uma lesão pré-maligna, e o pólipo hiperplásico geralmente é benigno.

  6. André Luiz Melgaço

    Fiz uma colono e deu: Pólipo do cólon transverso -lesão 1sp.Obrigado!

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    “Lesão 1sp” provavelmente se refere à classificação morfológica 0-Isp, usada para descrever um pólipo subpediculado, isto é, parcialmente elevado e com uma base mais estreita que a de um pólipo séssil. Isso descreve apenas o formato da lesão e não indica se é benigna, pré-maligna ou maligna. Essa definição depende do resultado da biópsia ou da análise do pólipo retirado.

  7. jackeline viasiminski

    adenoma tubulo viloso com displasia de baixo grau…estou apavorada com o resultado dessa biopsia…pode me ajudar com dúvidas isso vira tumor…abr

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Um adenoma túbulo-viloso com displasia de baixo grau é uma lesão pré-maligna, mas não é câncer.

    Se tiver sido completamente removido, aquele pólipo específico não poderá mais evoluir para câncer. O acompanhamento posterior depende também do tamanho da lesão, do número de pólipos encontrados e de outras características da colonoscopia.

  8. Luciane

    Estou aguardando biópia, mas o resultado da colono: pólipo intestinal séssil pits capilares tipo III é um pólipo maligno? Já é câncer? A polipectomia é suficiente como forma de tratamento neste caso?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O padrão de superfície tipo III sugere que o pólipo seja uma lesão adenomatosa, mas isso não significa que já seja câncer.

    A confirmação depende do exame anatomopatológico do pólipo retirado. Se for um adenoma sem câncer invasivo e tiver sido completamente removido, a polipectomia costuma ser suficiente como tratamento.

    Se o exame identificar câncer, a necessidade de algum tratamento adicional dependerá de características como profundidade da invasão, margens da ressecção e outros achados microscópicos.

  9. Valdir F Souza

    Boa tarde Doutor Pedro,
    Sua matéria é incrível, muito bem elaborado, de fácil entendimento para mim que sou leigo. Graças a sua matéria, fiquei mais tranquilo, recentemente passei por uma colonoscopia, com polipectomia devido a pólipo séssil Yamada II, 3mm. Aguardando resultado. Mas sua aula me tranquilizou. Sua matéria foi uma grande prestação de serviço à comunidade.
    Parabéns e muito obrigado o Sr. É um grande profissional.

  10. LUIZ ANTONIO ALVES TELES

    Boa Noite! O resultado da minha colonoscopia deu: LAUDO ANATOMAPATOLÓGICO
    Resumo Clinico: Diarréia crônica
    1 – Pólipo do descendente: Adenoma tubular com displasia epitelial de baixo grau(2 fragmentos
    2 – Pólipo do tranverso: Adenoma tubular com displasia epitelial de baixo grau ( 1 formação)
    3 – Biópsia de íleo terminal: Mucosa ileal(1 fragmento ) com hiperplasia linfóide

    4 – Pólipo do reto: Adenoma tubular com displasia epitelial de baixo grau (1 formação)
    ————————————————————————————————————
    ILEOCOLONOSCOPIA COMPATIVEL COM:
    1. Um pólipo séssil em cólon transverso, descendente e no terço médio do reto. Procedidas as polipectomias(Aguarda AP)
    2. Realizadas biópsias do íleo terminal (Aguarda AP).
    Desde já agradeço a sua atenção dispensada a mim,
    Luiz Antonio Alves Teles

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Olá, Luiz, não qual é exatamente a sua dúvida. Acredito que sejam os termos médicos do laudo. Em resumo:
    1. Adenoma tubular: é o tipo mais comum de pólipo do cólon. Adenomas são considerados lesões pré-cancerosas, ou seja, têm o potencial de evoluir para câncer de cólon ao longo do tempo, embora o risco seja baixo, especialmente em pólipos pequenos e com displasia de baixo grau.
    2. Displasia epitelial de baixo grau: refere-se a alterações nas células que revestem o pólipo, indicando uma proliferação celular anormal, mas sem características agressivas ou de alto risco imediato. O “baixo grau” significa que, no momento, as alterações celulares não são severas e o risco de evolução para câncer é menor, embora ainda exista.
    3. Hiperplasia linfóide: refere-se ao aumento benigno do número de células linfóides (um tipo de célula imune) no tecido da mucosa do íleo, que é a parte final do intestino delgado. Isso pode ocorrer como resposta a processos inflamatórios ou infecciosos. Na maioria dos casos, não é indicativo de malignidade.

    A hiperplasia linfóide no íleo terminal pode, em alguns casos, estar associada a condições inflamatórias intestinais ou infecções, que poderiam explicar a diarreia crônica. Contudo, para avaliar corretamente essa correlação, é importante aguardar o laudo completo do exame anatomopatológico (AP) da biópsia do íleo.

  11. Joana Rosa Fernandes Martins

    Boa noite fiz hoje e deu 2 pólipos foi p verificação. Os dois deu 07 mm.devo me preocupar.?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não. Mesmo que o resultado da biópsia venha com alguma indicação de lesão pré-maligna, como os pólipos eram pequenos e foram removidos, não há motivo para se preocupar.

  12. Joaquim Ganhão

    Gostei do Artigo que, me deixou aliviado, após os pólipos que já retirei.
    Obrigado !

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Fico feliz de saber que o artigo ajudou.

  13. Maria Helena

    Minha colonoscopia deu um polipóide pediculada de sigmóide de 5,0 mm.
    Devo me preocupar fiz a biópsia só vai ficar pronto dia 28 junho.
    Gostaria da sua opinião.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Um pólipo de 5 mm é pequeno e, nesse tamanho, a presença de câncer invasivo é pouco provável. Porém, o aspecto e o tamanho observados na colonoscopia não permitem determinar com certeza o tipo da lesão. É o exame anatomopatológico que mostrará se era um pólipo hiperplásico, um adenoma ou outro tipo de lesão.

  14. Eliane Lopes moreira

    Boa tarde ,fiz um exame colonoscopia no dia 08/05/2023 e deu resultado identificado em cólon descendente , pólipo subpediculado de cerca de 15mm de superfície lisa e coloração rubra,ressecado com alça descartável, sem diatermia,sem intercorrencias.nao foram visualizados outros diverticulares.conclusao pólipo subpediculado em cólon descendente-paris lsp.pode me falar qual foi o resultado desse exame por favor

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A colonoscopia só identificou um pólipo. Ele foi removido e provavelmente mandado para avaliação histopatológica. Falta saber qual é o resultado, que tipo de pólipo era.

  15. Lucilia

    Boa noite doutor.
    Essa matéria alivia o nosso coração.
    Meu marido tirou, em novembro 2022, um tumor viloso retal gigante, cujo anatomopatologico :adenoma vilo tubular com atípicas intensas( baixo grau), grupo 4 do Consenso de Vienna medindo em conjunto 5,0×3,0 ×1,5.
    Em março 2023, cerca de 3 meses após tirou mais 3 polipos,2 fragmentos irregulares de 0,3 cada( adenoma vilões tubular, 4 fragmentos( polipo de colon ceco)q medem entre 0,3 e 0,5 e 2 fragmentos polipoides q medem 0,5 e 0,6.
    Esse aparecimento de novos pólipos em tão pouco tempo é preocupante?
    Se puder responder, agradeço muito.
    Estou angustiada

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A questão é saber se são mesmos novos pólipos ou se passaram despercebidos na primeira colonoscopia por serem muito pequenos.

  16. Silvia Ribeiro

    Só gostaria de agradecer pela informações. Me ajudaram muito. Excelente trabalho Dr.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Fico feliz em saber que pude ajudar! Obrigado pelo feedback positivo, estou sempre à disposição para ajudar com qualquer dúvida ou informação que precisar.

  17. Silvia Neide Gonçalves

    Olá! Pode me tirar uma dúvida? Fiz a colonoscopia ontem, Foi identificado pólipo séssil de 8 mm em cólon ascendente- polipectomia com alça diatermica (fr01) dois pólipos pediculados medindo 8 e 10 mm e um pólipo séssil de 5 mm em cólon transverso- polipectomia com alça diatermica e pinça (fr02) pólipo séssil de 10 mm em cólon sigmoide- polipectomia com alça diatermica (fr03) será que foram todos retirados na colonoscopia? Ou deve ser marcado uma cirurgia para retirá-los?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Pelo que está descrito no seu laudo, os pólipos foram submetidos a polipectomia durante a própria colonoscopia, ou seja, foram retirados por via endoscópica.

    A cirurgia não costuma ser necessária para pólipos desse tamanho. O próximo passo é avaliar o resultado anatomopatológico, que mostrará o tipo de cada lesão e ajudará a definir quando a colonoscopia deverá ser repetida.

  18. André Luiz Melgaço

    Por que vc é único que diz q menos de 5% dos adenomas se transforma em câncer? Eu fiz colono com 50 anos e deu um adenomas tubular com displasia moderada de baixo grau,mas no laudo do exame não tem tamanho do pólipo…

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Essa estimativa vem de estudos clínicos e epidemiológicos sobre a história natural dos adenomas. Apenas uma pequena parcela dos adenomas progride até câncer, e esse risco varia bastante conforme o tamanho, o tipo histológico, o grau de displasia e o tempo que a lesão permanece no intestino.

    Um adenoma tubular com displasia de baixo grau não é câncer. Se ele foi completamente removido, aquela lesão específica não poderá mais sofrer transformação maligna.

  19. Andresa

    Boa noite,fiz uma colonoscopia e o resultado foi de cólon ascendente exibindo lesão polipóide séssil de superfície irregular e rósea,medindo 0,8 cm em seu mario de diâmetro,o que quer dizer?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Que você tinha um pólipo no cólon ascendente. Esse pólipo foi provavelmente retirado e enviado para anatomia patológica para saber de que tipos de células ele era composto.

  20. Dalva Miranda

    Fiz a colonoscopia e o resultado foi Adenoma Serrilhado com atipias/displasia de baixo grau.

    É necessário fazer cirurgia para retirada?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Um adenoma ou lesão serrilhada com displasia de baixo grau é uma lesão pré-maligna, mas não é câncer.

    O mais importante agora é saber se a lesão foi completamente retirada. Uma biópsia pode significar apenas a retirada de pequenos fragmentos para análise e não necessariamente a remoção de todo o pólipo.

    Veja no laudo da colonoscopia se consta polipectomia, mucosectomia ou ressecção completa da lesão. Se tiver sido realizada apenas uma biópsia, normalmente será necessário programar a retirada completa do pólipo.

  21. Eduardo

    Eu fiz colonoscopia e nota-se em sigmoide, pólipo periculado de 6mm, com superfície rugosa e borda regular, realizado polipeptídio com auxiliando alça diatérmica, o que quer dizer Dr.? Obrigado desde já

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Que havia um pequeno pólipo na região do sigmoide (porção final do cólon) e que ele foi removido durante a realização do exame.

  22. Ana Lucia Rabelo

    Pólipo de 20mm retirado. Biópsia: Adenoma Tubulo-viloso de alto grau.

    Histórico familiar de 1º grau com câncer no intestino.

    Qual tratamento?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Um adenoma túbulo-viloso com displasia de alto grau é uma lesão pré-maligna avançada, mas, se o anatomopatológico não descreve invasão da submucosa, ainda não se trata de câncer invasivo.

    A retirada completa do pólipo pode ser todo o tratamento necessário. Porém, como a lesão media 20 mm, é importante saber se foi removida inteira ou em fragmentos e se foi possível avaliar adequadamente as margens.

    Quando uma lesão de 20 mm ou mais é retirada em fragmentos, costuma-se repetir a colonoscopia precocemente para verificar se ficou algum tecido residual.

  23. Joana

    Boa noite tenho 38 anos e hoje fiz a minha terceira colonoscopia,aos 32 anos tinha um pólipo,e hoje já retirei 2 um deles com 1,2cm e outro de 7mm pólipo plano com características serreadas, tenho historial na família de cancro intestino,o médico mandou repetir exame daqui a 3 anos,qual a probabilidade de o meu caso virar cancro?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Se o pólipo foi completamente removido, aquela lesão específica não poderá mais evoluir para câncer.

    Isso, porém, não significa que o risco futuro de câncer colorretal seja zero, porque novos pólipos podem surgir ao longo dos anos. Por isso, quem já apresentou determinadas lesões precisa manter a vigilância com colonoscopias nos intervalos recomendados pelo gastroenterologista.

  24. rafael alves pacheco

    Boa tarde ! Por favor, o que significa esse resultado, pois fiquei muito preocupado. Adenoma vilotubular / atipia citoarquitetural INTENSA / Margens Livres… estou preocupado tenho 40 anos. Retirado colonoscopia colon…obrigado .

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Esse adenoma é uma lesão com potencial pré-maligno. Mas ela já foi retirada e as margens estão livres, o que significa que a lesão foi totalmente removida.

  25. Doris Holthausen Moraes

    Preciso fazer colonoscopia, mas nas duas tentativas, desmaiei ao tomar dulcolax, ou outro laxante.Vomitei muito e desmaiei.Tenho medo de fazer o preparo. Existe outra forma de limpar o intestino?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não, Doris, algum tipo de laxante é sempre necessário.

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