Procure por uma doença ou sintoma

HEMODIÁLISE| Como funciona, cateter e fístulas

Publicidade

Um dos tratamentos que mais causa pavor nos pacientes é a hemodiálise. O medo ocorre principalmente pela falta de informação sobre o método. Saiba tudo sobre este procedimento

A hemodiálise (HD) é um dos maiores avanços da medicina. Os rins são os únicos órgãos nobres que podem ser substituídos, ainda que não perfeitamente, por uma máquina. Se você tem uma falência do coração, do cérebro, dos pulmões, do fígado, etc. e não se submeter a um transplante de órgãos, o seu destino será impreterivelmente a morte. Se seu rim entrar em falência, você passará a fazer diálise e ainda poderá viver e ser produtivo por muitos anos.

Agora, é agradável fazer diálise? Com certeza não. Mas o tratamento tem que ser encarado como uma oportunidade de vida em uma doença que há poucas décadas era fatal. Hoje as pessoas dialisam e levam uma vida próxima do normal, podem sair, trabalhar, ir ao cinema, viajar, praticar exercícios, jantar fora etc.

90% dos pacientes em hemodiálise afirmam que o método não é tão ruim quanto imaginavam. Alguns inclusive nem se interessam por entrar na fila do transplante de tão bem adaptados que ficam.

A diálise parece complexa, mas é extremamente simples. Aprendemos diálise no colégio, mas ninguém conta isso para a gente. Vamos recordar as aulas de biologia, quando aprendemos o conceito de osmose, difusão e transporte passivo. Tá difícil lembrar? Então, vamos ajudá-lo.
COMO FUNCIONA A HEMODIÁLISE?

Toda vez que dois líquidos com concentrações diferentes são separados por uma membrana permeável (ou seja, contenha poros), a tendência é que elas se equilibrem. Após algum tempo, a concentração da substância fica igual dos dois lados. Isto só ocorre se as moléculas da suposta substância forem menores que os poros da membrana. Pense na membrana como uma esponja fina.

Reparem no desenho abaixo. São dois líquidos separados por uma membrana com poro de um fictício tamanho 3. De um lado temos três moléculas de tamanhos diferentes. A vermelha que é maior que o poro (tamanho 4), a amarela que é um pouco menor (tamanho 2,5), e a azul que é bem menor (tamanho 1)

Hemodiálise
A molécula azul passa facilmente entre os poros e rapidamente entra em equilíbrio. A amarela por ser apenas pouco menor que o poro, demora um pouco mais, mas acaba por equilibrar-se. Já a vermelha é maior que o poro, e não importa quanto tempo demore, ela nunca irá se equilibrar.

Se você entendeu esse conceito, você já entendeu como funciona a diálise.

Existe a hemodiálise, que é feita pelo sangue com um filtro artificial, e a diálise peritoneal, que usa o peritônio, uma membrana que envolve os órgãos abdominais como filtro.

Vou me ater só a hemodiálise neste texto.

Então como funciona a hemodiálise? Veja o gráfico.
Hemodiálise
O paciente insuficiente renal é ligado à uma máquina que puxa seu sangue através de uma bomba circuladora. Esse sangue passa por um filtro que possui uma membrana semipermeável, que retira as toxinas e as substâncias em excesso, e devolve o sangue limpo para o paciente. Existe infusão de heparina para evitar que o sangue coagule dentro do sistema.

Reparem no filtro abaixo. No centro fica o sangue cheio de toxinas e em volta o líquido da diálise (chamado de banho de diálise) sem nenhuma toxina. Eles ficam separados por uma membrana porosa que permite a troca de moléculas. O sangue rico em toxinas, através da membrana do filtro, passa estas substâncias para o banho de diálise que não contém toxina nenhuma.

Se este fosse um processo estático, depois de um tempo aquele sangue em contato com o banho se equilibrariam e não haveria mais trocas. Mas o processo é dinâmico, com o sangue correndo em direção contrária ao banho. Como eles estão em circulação, a diferença de concentração é sempre grande, e não ocorre equilíbrio nunca, pois há sempre sangue saturado de toxinas chegando de um lado e líquido de diálise limpo chegando do outro. Após as trocas, o sangue limpo retorna ao paciente e o banho cheio de toxinas é desprezado.
Hemodiálise
Do mesmo modo que ocorreu no primeiro gráfico, moléculas pequenas passam rapidamente de pelo filtro, as médias demoram algumas horas e as grandes não são filtradas. O poro da membrana tem que ter um tamanho que consiga filtrar a maioria das toxinas, mas também impeça a filtração de moléculas importantes como as proteínas e vitaminas, que costumam ser grandes. Infelizmente não existe dialisador perfeito, e para evitar essas perdas, algumas substâncias tóxicas de grande tamanho acabam não sendo dialisadas.

Do mesmo modo que o excesso de algumas substâncias são filtradas, o excesso de água acumulado pela falta de urina também é retirado durante uma sessão de HD. Em geral, de 1 a 4 litros por sessão. Esse processo é chamado de ultrafiltração.

Uma sessão de hemodiálise convencional para pacientes renais crônicos dura 4 horas. Este é o tempo necessário para a filtragem da maioria das moléculas desejadas e de uma ultrafiltração que não provoque queda da pressão arterial . Em geral são realizadas três sessões por semana.

Na insuficiência renal aguda, que acontece em pessoas com rins previamente normais que são atacados por algum evento, como um sepse ou intoxicação, as sessões de diálise são mais intensas, podendo durar horas e serem diárias. Normalmente são doentes muito graves e internados em CTI.

COMO SE RETIRA O SANGUE PARA HEMODIÁLISE?

Um dos inconvenientes da HD é a necessidade de se puncionar um vaso para puxar e outro para devolver o sangue. A simples punção de uma veia comum não funciona por dois motivos: o primeiro é o baixo fluxo e pressão de sangue das veias periféricas; o segundo é porque as veias superficiais apresentam paredes mais frágeis e depois de várias punções repetidas ficariam inutilizáveis.

As artérias possuem fluxo e pressão elevadas, além de uma parede mais forte. Porém, elas são profundas e de difícil punção.

A solução para esse problema veio através da construção das fístulas artério-venosas. Pacientes em diálise são submetidos a uma pequena cirurgia vascular onde se liga uma artéria a uma veia, criando um vaso periférico, com alto fluxo e mais resistente a punções repetidas.

Hemodiálise
Fístula para hemodiálise
A veia quando passa a receber o alto fluxo da artéria, começa a se desenvolver, crescendo e engrossando sua parede. Com o tempo a fístula adquire o aspecto mostrado na foto ao lado. Trata-se de um grande vaso bem visível, com alto fluxo e pressão de sangue e facilmente puncionável.

O problema da fístula é que esta precisa de pelo menos um mês para se tornar apta à punção pelas grossas agulhas da hemodiálise. Nem todos os pacientes podem esperar por este intervalo para começar a dialisar. Neste caso, lança-se mão do cateter de hemodiálise. Este cateter é introduzido geralmente na veia jugular interna, localizada no pescoço, que prolonga-se até a veia cava, próximo à entrada do coração. É um procedimento de 30 minutos e o paciente pode seguir imediatamente para hemodiálise.

Cateter venoso central na veia jugular
Cateter venoso central para hemodiálise
Cateter venoso central para hemodiálise
Cateter venoso implantado na veia jugular interna

Repare na foto acima que uma extremidade do cateter fica para fora e a outra dentro da veia cava, próximo ao coração. A parte externa do cateter venoso central para hemodiálise possui duas vias, uma para levar o sangue até a máquina de hemodiálise e outra para devolvê-lo. Enquanto a fístula não estiver pronta, o paciente dialisa pelo cateter.

Então por que não utilizar o cateter sempre? Apesar de já existirem cateteres de longa duração, que podem permanecer por alguns meses, eventualmente todos eles serão infectados por bactérias residentes na nossa pele. Através do cateter essas bactérias conseguem acesso a nossa circulação sanguínea podendo levar a um quadro grave de sepse (leia: O QUE É SEPSE / SEPSIS E CHOQUE SÉPTICO?).

O cateter também não consegue fluxos de sangue bons, não proporcionando uma hemodiálise tão eficiente quanto a fístula.

Portanto, o cateter de hemodiálise é uma solução provisória e deve ser sempre substituído pela fístula o mais rápido possível. Quando não é possível estabelecer uma fístula a curto prazo, a preferência deve ser sempre pelo cateter tunelizado de longa duração. Atualmente os cateteres temporários de curta duração só devem ser usados em casos urgentes. Qualquer doente com previsão de permanecer em hemodiálise por mais de 15 dias deve ter seu cateter provisório substituído por um de longa duração, para reduzir o risco de infecção do cateter.

A HEMODIÁLISE SUBSTITUI OS RINS PERFEITAMENTE?

Não. O problema é que o rim não é apenas um mero filtro do sangue, ele exerce várias outras funções no nosso organismo.

Quais são essas funções e como a diálise substitui o rim nesses casos ?

1.) Controle da água corporal

Os rins, através da urina, mantém sempre o nível de água corporal mais ou menos constante. Se estamos desidratados, urinamos menos. Se ingerimos muita água, urinamos mais.

A hemodiálise quando bem feita consegue manter um balanço razoável de água. O processo de retirada de água na HD é chamado de ultrafiltração (UF). Como a maioria dos doentes em diálise já não mais urina, toda água ingerida fica no organismo até a próxima sessão de HD.

Em geral, o corpo tolera uma ultrafiltração de no máximo 4 litros por sessão de hemodiálise (1 litro por hora). Uma ultrafiltração maior pode levar a hipotensão.

Portanto, o paciente renal crônico em HD deve controlar a ingestão de líquidos para não ganhar mais do que 1 kg por dia (1 litro de H2O = 1 kg). Alguns doente não fazem nenhum tipo de controle e às vezes chagam para hemodiálise com 6-7 kg acima do peso. Em geral não toleram retirar todo esse excesso durante a HD e voltam para casa com líquido a mais.

Se o doente permanecer sempre ganhando mais peso do que consegue perder, começam a surgir hipertensão grave, edema das pernas, falta de ar, e em alguns casos, edema agudo do pulmão, uma condição grave, onde o pulmão fica encharcado de água e o paciente morre como se estivesse se afogando (leia: INCHAÇOS E EDEMAS)

2.) Controle do nível de eletrólitos (sais minerais tipo sódio, potássio e fósforo)

Alguns eletrólitos do sangue como potássio (K+) e sódio (Na+) são facilmente dialisados. Outros como o fósforo, são substâncias que ficam muito mais dentro das células do que na corrente sanguínea, e por isso, são dialisados menos eficientemente.

É importante lembrar que a diálise é feita apenas 3x por semana nos renais crônicos, portanto, mesmo as substâncias facilmente dialisáveis como o potássio, sofrem acumulo durante o período interdialítico. E quando em excesso, o potássio pode levar a arritmias cardíacas e morte súbita. Para se evitar esse problema, o doente renal crônico deve ter uma dieta pobre em potássio.

Os rins são muito mais eficientes no controle do fósforo do que a hemodiálise. Por isso, o paciente em HD também deve controlar o ingestão e usar medicamentos que impeçam a absorção do fósforo contido nos alimentos (Carbonato de cálcio ou Renagel).

O excesso de fósforo está associado a uma maior taxa de lesões nos ossos, complicações cardiovasculares e de mortalidade na diálise. O rim trabalha 24 horas por dia durante 7 dias da semana para controlar os níveis dos eletrólitos. A HD só o faz por 4 horas por dia e 3x por semana. Não se pode consumir o mesmo tipo de comida nos dois casos. O doente renal crônico tem que ter uma dieta específica.

3.) Controle do pH do sangue

O controle dos ácidos no organismo segue o mesmo pensamento dos eletrólitos. O corpo produz substâncias ácidas ininterruptamente e o rim as elimina conforme necessário. O doente renal crônico só consegue eliminá-las 3x por semana e passa a maior parte do tempo com o sangue mais ácido do que o normal. O excesso de ácido no sangue leva a uma maior lesão dos ossos, maior consumo de músculo e diminuição da função de várias células no organismo.

4.) Controle da pressão arterial

A pressão arterial no doente em HD está intimamente ligada a quantidade de água corporal. Doentes que não controlam a quantidade de sal que comem, sentem mais sede uma vez que não há rim para eliminar o excesso de sódio. O doente com sede bebe mais água e costuma ganhar mais líquido do que consegue retirar na HD, como explicado no item 1.

Os doentes bem dialisados e que fazem controle da ingestão de água, costumam ter pressões arteriais normais, mesmo sem medicações anti-hipertensivas e ausência de edemas no corpo.

5.) Síntese de hormônios que estimulam a produção de hemácias (glóbulos vermelhos)

Os rins produzem um hormônio chamado de eritropoetina, que estimula a medula óssea a produzir as hemácias. O rim do renal crônico não consegue produzi-la e o resultado final é o surgimento de anemia.

O renal crônico com anemia deve tomar injeções de eritropoetina artificial para manter níveis aceitáveis de glóbulos vermelhos. O valores de hemoglobina desejáveis no renal crônico estão entre 11 e 12 g/dl (um pouco abaixo do normal na população normal).

Doentes insuficientes renais crônicos também apresentam ferro sanguíneo mais baixo, e sua reposição às vezes se faz necessária para correção da anemia.

6.) Controle da saúde dos ossos através da produção de vitamina D

O rim ativa a vitamina D, que por sua vez, controla a saúde dos ossos. O paciente renal crônico apresenta carência desta vitamina, que junto com o hiperparatireoidismo (funcionamento excessivo da paratireóide), leva a lesões graves do ossos.

Os pacientes em diálise podem precisar de vitamina D sintética e medicamentos que inibam a função a paratireóide (Cinacalcet). Em casos mais graves pode ser preciso inclusive a retirada cirúrgica da paratireóide (não confundir com a tireóide)

Como vocês podem ver, a hemodiálise está longe de ser um perfeito substituto para o rim.

O rim normal filtra 100ml de sangue por minuto => 6000 ml (6 litros) por hora => 144000 ml (144 litros) por dia => 1008000 ml (1008 litros) por semana.

A diálise em média filtra 300 ml de sangue por minuto => 18000 ml (18 litros) por hora => 72000 ml (72 litros) por 4 horas de HD => 216000 ml ( 216 litros) por semana em 3 sessões de HD.

Ou seja, em 1 semana o rim normal filtra 1008 litros de sangue enquanto que, 3 sessões de HD apenas 216 litros, quase 5x menos. Apesar de não ser o ideal, a HD é suficiente para manter o paciente vivo e produtivo.

Dr. Pedro PinheiroAutor do artigo
Dr. Pedro Pinheiro - Médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2002. Diploma reconhecido pela Universidade do Porto, Portugal. Título de especialista em Medicina Interna pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 2005. Título de Nefrologista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) em 2007. Título de Nefrologista pelo Colégio Português de Nefrologia.
.

59 comentários:

Muito bom. O senhor vai escrever sobre diálise peritoneal? Uma pergunta importante: ainda existe risco de pegar algum vírus na hemodiálise (HIV, hepatites)?

Vou falar de dialise peritoneal em um texto separado.

Existe sim risco de contrair algumas infecções na HD, principlamente hepatite. Vou falar com mais detalhes na parte II, que vai ser publicada no dia 04/12

abs

Por favor estou procurando informacoes sobre hemodialise em "transito", qual a forma de fazer uma viagem e dialisar nas cidades que for visitar?

Normalmente a sua clínica de diálise trata disso para você. As clínicas costumam ter convênios. É só informar com antecedência o local para onde vai viajar que eles costumam indicar as opções.

Qual é o efeito do uso da cocaína nesses casos? me refiro a conseqüências e expectativa de vida.

obrigado pela atenção e desculpe se esse não for o lugar correto para esclarecer essa duvida.

Olá Jônatas,
VocÊ se refere ao uso de cocaína em doentes que fazem hemodiálise?

os riscos são os mesmo, porém a chance de ocorrÊncia é maior

Os pacientes em hemodialise apresentam risco elevado de doença cardiovascular, principalmente infartos. O uso de cocaína aumenta em muito esse efeito.

Nunca li um trabalho específico sobre uso de cocaína em doentes em hemodiálise. Se souber de algo mais detalhado, volto a escrever por aqui.

Abraços

obrigado doutor Pedro pela relevancia de seu trabalho,informando-nos a respeito de assutos tao importates para nosso bem estar....

caro doutor, minha cunhada começou a fazer hemodiálise à 1 mês, atráves do catéter no pescoço, só que já teve que trocar de lugar por 2 vezes, pois os mesmos estavam entupidos, isso é normal de acontecer? ela também tem lupus, desde já agradeço a atenção, boa noite!

Sandra,
O cateter é uma solução provisória e que costuma dar muitos problemas. Existe um tipo de cateter que é implantado por baixo da pele e dá menos problemas, mas ele é pouco usado no Brasil

O ideal é que ela faça logo a fístula.

Dr. Pedro gostaria de tirar uma dúvida. Sou diabética há mais de 20 anos, atualmente utilizo insulina lantus c/c humalog nas refeições. Não consigo tomar muita água. De um ano pra cá, venho notando minha urina extremamente espumosa, pra dizer a verdade isso faz muitos anos. Mas tem aumentado. Além disso, ultimamente tenho notado um cheiro extramente estranho na urina, como palha seca ou parecido. Tenho medo que saber o diagnóstico. Sou uma mulher de 31 anos, ativa demais, mãe, profissional e estudante. Seria possível marcar uma consulta com o Sr. e fazer um checkup geral? Talvez assim tome coragem. Preciso de ajuda. Obrigada.

Vanessa,
eu moro em Lisboa,Portugal.

Vc precisa ir a um nefrologista. Não saber o diagnóstico não muda o fato de vc ter um problema renal. Na verdade vc só está postergando o tratamento e acelerando sua perda de função renal.

Urina espumosa é sinal de perda de proteína na urina, que por sua vez é um sinal de acomentimento renal pelo diabetes. Se vc não for a um nefrologista a tendência é que isso piore cada vez mais. Vc pode um belo dia acordar toda inchada, sem urinar, e descobrir que precisa entrar em hemodiálise com urgÊncia.

Quanto mais tempo sem nefrologista pior será.

Obrigada pela resposta Dr. Renato, quando a questão geográfica, presumo não ser problema, caso o Sr. concorde em me passar uma lista de exames, os quais me comprometo a realizar e lhe enviar via e-mail. O laboratório que utilizo aqui em São Paulo dispobibiliza os resultados via on-line. Quanto aos honorários médicos, posso efetuar transferência, sem problemas.
Já optei em passar em um nefrologista aqui na capital e o fiz, depois deixar de retornar, na é epoca realizei um exame chamado cleance (?) de creatinina, salvo engano e meu endócrino que encaminhou ao nefro que por sua vez disse que meu grau estava alto, porém ainda não precisando entrar em desespero. Enfim não voltei mais, nem realizei exames, viajo muito a trabalho me tira o tempo pra cuidar da saúde. Dr. Renato se houver a possibilidade de realizar os exames por aqui, me comprometo, como já comprometido está através deste correio, ao pagamento de seus honorários e envio dos resultados via on-line.
Caso não seja possível, desde já agradeço sua atenção e parabenizo-o pela iniciativa.
Abs

Vanessa,
Não posso prestar atendimento médico a distÂncia. Ainda mais cobrar por isso.

Vc precisa de um nefrologista que possa te ver e examinar. Eu posso até eventualemnte te esclarecer algumas dúvidas sobre o seu caso, mas vc precisa de um nefrologista aí em S.P.

Boa tarde,
GOstei muito do seu texto expliocando como funciona a hemodialise.Mais ainda tenho algumas duvidasse vc puder me ajudar!!
Meu marido esta em hemodialise a dois meses, foi feito diagnóstico de Insuficiência Renal Crônica, contudo temos algumas duvidas.
Durante est período aé chegar a diálise ele nunca ficou edemaciado, sempre perdendo peso, mais com exames e sinomas compaivesi com IRC, no inicio da hemodialise ele quase não uirnava porém este fluxo, vem aumentando e ele chega ao pono d sair da hemodialise e urinar, o que os médicos acreditam ter dado início a ese problema foi a prssão alta descontrolada, esta foi conrolada e até a realização da fístula ela estava sob controle em 110x80 mmHg, mais agora ele chega e sai da hemodialise as vezes com a pressão em 140x90 mmHg,não costuma chegar acima do peso e quando isso acontece é algo em torno de uns 300 a 400g, por mais de duas vezes ele chegou abaixo do peso.
A médica dele agora disse que ele precisa baixar mais o peso para controlar a pressão,mais não estamos entendendo bem esse processo, sei que ele tem que se adaptar a máquina e tudo o mais, contudo como é esse porcesso?Ele tem 1,70 de altura atualemente pesa 65kg e médica quer baixar para 62kg, não entendo porque quando ele estava com 65kg ele sempre chegava com o mesmo peso, isso algumas vezes não aocntece pois ele faz hemodialise as terças, quintas e sábados e de sábado para terça ele chega com uns 300g só umas vez ele chegou com 1kg a mais.
Por que ele precisa baixar mais o peso?E esse peso seco, como funciona?COmo a máquina faz essa "redução de peso"?
Não seria o caso de tentar outra mdicação para a pressão ele faz uso do captopril 25mg.
Gostaria que que o senhor me explicasse.
DEsde ja agradeço!!

Coisas que faço,

A definição de peso seco é a seguinte:
Menor peso que o paciente consegue alcançar, mantendo pressão arterial controlada sem remédios, sem edemas e sem sentir sintomas como cãimbras ou hipotensão no final da hemodiálise

Se a pressão dele está alta, significa que o peso seco está errado.

O problema é que a palavra peso é sempre associada a engordar e emagrecer. Isto é correto em quem não faz hemodiálise. Na diálise aumentar ou diminuir peso significa apenas retirar mais ou menos água do corpo.

Quando a médica diz que vai baixar o peso ela não vai emagrecê-lo. Ela apenas vai tirar mais água do corpo dele durante a diálise. Quem tem rim normal, controla a água corporal de modo fino. Quem está em HD, só pode controlar através da máquina. A hipertensão é um sinal de há excesso de água no corpo.

Na diálise se a pessoa emagrece ou engorda, o peso não muda a não ser que se reprograme a máquina. O que está acontecendo é que a máquina está programada para deixá-lo sempre com 65kg. Mas se na verdade ele pesa apenas 62kg, ele continuará saindo com 65kg, sendo 3kg de excesso de água. Imagine que ele perca mais 1kg. Se a médica não alterar o peso dele na máquina, ele continuará saindo com 65kg, mas agora com 4kg de água em excesso.

O inverso também ocorre. Se ele está programado para sair com 65kg mas engordou 1 kg. A máquina vai tirar água até ele chegar a 65kg. Isso vai desidratá-lo, levando a cãimbras, mal-estar e queda da pressão arterial.

Portanto, peso seco é o peso real dele, sem água em excesso e sem desidratá-lo.

EM priemiero lugar muito obrigada pela explicação.
Sei que a IRC é uma doença silenciosa e geralmente quando se descubra mais da metade da função renal esta comprometida. Minha duvida é a seguinte tem algum estudo que diga em quanto tempo um rin leva até a deterioração?Ou seja uma pessoa que fazia acompanhameno médico, e com ulrasson de 3 anos, dizendo que seu rin esta normal, exames sanguineos normais pode evoluir para IRC(isso estatisticamente dentro de uma maioria)?
Outra duivida é:no caso de pessoas portadoras do virus da hepatite C sem tratamento, esse virus através da sua atuação no figado pode ajudar a aumentar os niveis de uréia e creatina e em outros achados laboratoriais, como a transferrina, ou pirorar o estado do pacient com IRC?

Coisas que eu faço,

A evolução da IRC é um processo lento, que costuma durar anos.

Se houver cirrose ou insuficiência hepática, pode haver influencia nos rins.

Porque os pacientes renais referem câimbras durante a HD e as vezes não têm peso p perder?? Como a glicose atua corrigindo essa intercorrência??

Illana,

A câimbra an HD é decorrente do excesso de ultrafiltração que causa uma redução do aporte sanguíneo aos músculos.

Pode ocorrer também por alterações eletrolíticas como baixa de cálcio ou magnésio.

A glicose é hipertônica e puxa água dos tecidos para dentro do vaso sanguíneo, restabelecendo o aporte de sangue periférico.

Não entendi a parte do não ter peso para perder

Oi doutores.Como ja foi dito aqui a IRC é uma doença de longa duração.
Meu marido tem diagn´sotico de IRC e o caso dele é terminal fase IV. COntudo este diagn´sotico foi feito este ano a mais ou menos 4 meses. GOsaria de saber se o médico neforlogista tem como emitir um laudo que diga que a pessoa em questão tem IRC a PROVAVELMENTE mais de X anos?Claro que sem precisar ja que a pessoa nuca foi tratada desta doença.Pergunto pois apenas por que talvez ele tenha que ter tal documento para dar entrada em um beneficio aqui o Brasil.

Coisas que faço,
É impossível estipular há quanto tempo ele tem IRC. Para isso seria necessário que ele tivesse pelo menos alguma creatinina dosada nos últimos anos.

Dependendo da causa pode-se estimar, mas para um documento oficial não se pode "chutar" um determinado tempo. Até pq acho que isso será irrelevante para se conceder o benefício.

Olá doutores!
Tenho 32 anos. Minha mãe faleceu faz poucos dias de insuficiência renal crônica, diabete mellitos e hipertensão arterial. Quais as chances de nós, filhos, sofrermos tbm dessas mesmas doenças?
Suzana Pimentel - Valente-Bahia

Suzy,
a genética é apenas um dos fatores que influenciam no aparecimento dessas doenças. Vários outros fatores ambientais tb colaboram. Não tenho como te dar um número, mas o risco é maior do que em pessoas que não têm história familiar.

Dr. Pedro gostaria de saber se posso usar algumas das publicações em meu blog para pessoas em IRC, HD, DM, HAS(reccomecar.blogspot.com). Obrigada,
Carla

Carla,
Sem problemas. Só peço um favor, coloque o link para a página onde o texto original se encontra.

Obrigada, Doutor caso queira visuliazar ou indicar meu blog é (reccomecar.blogspot.com)
Boa semana,
abs,
carla

Quando uma pessoa que tem lupus, tem insuficiencia renal e precisa fazer a hadialise, sera pra vida inteira?
Sera que os rins voltam ao normais e funcionaram adequados?

Ruth,
Em geral, pacientes com insuficiência renal crônica que entram em diálise, costumam ser para sempre.

Como o Lúpus é um doença com crises agudas que podem atacar os rins, é possível haver necessidade de diálise apenas temporariamente. Porém, quando isso ocorre, o doente fica com o rim muito lesionado e acaba precisando voltar a diálise algum tempo depois, principalmente se a doença não estiver bem controlada.

Dr.pode uma infecçao da corrente sanguinea relacionada a cateter de hd temporario causada por s.aureus hospitalar ser tratada adequadamente,sem a remoçao do cateter?Dr.selo antibiotico o que significa.Grato.Edson.

Edson,
dependendo do estado clínico do paciente, pode.
Não conheço este termo, mas selo antibiótico provavelmente indica a colocação de antibióticos nos ramos do cateter de hemodiálise após o termo da sessão. É uma maneira para se reduzir a incidência de infecções do cateter.
O ideal mesmo é que o paciente tenha uma fístula ou, no na pior das hipóteses, um cateter subcutêneo de longa duração. Cateteres temporários infectam com muita facilidade.

Dr.Pedro gostaria de saber os locais de inserção de cateter de hemodialise,e,onde a pontas dos mesmo devem ficar localizadas para um obter um resulatado satisfatório .Obrigada.Patricia

@Patricia Moreira
Geralmente as veias jugulares internas são os locais preferidos. Podem também ficar nas veias subclávias ou femurais. Em relação as pontas, depende do tipo de cateter. Cada fabricante tem um jeito diferente.

Dr. Pedro
Bom dia,
Desde agosto pretérito faço hemodialise e gostaria muito de conhecer Portugal. A pergunta é: onde poderia fazer dialise em Lisboa e qual o custo de cada sessão?
Grato,
Luiz

@Luiz
Existem várias clínicas de hemodiálise aqui em lisboa. Geralmente o acordo é feito de clínica para clínica e não há custos para o paciente. Converse com a direção da sua clínica e peça para eles entrarem em contato com uma clínica aqui de Lisboa para realização de hemodiálise em trânsito.

Boa Noite Dr Pedro ...
Há alguns meses descobrimos em meu pai que tem 79 anos , doença renal cronica ... os medicos foram levando, controlaram pressao arterial, diabetes , etc ... mas agora ele esta sofrendo muito com fadiga muscular e muitas caibras , fizemos varios exames e foi costatado uma perda muito significativa da funçao renal. Fomos aconselhados apensar em no prazo de 30 dias começar hemodialise OU dialise , mas como nao entendo nada sobre isso , gostaria de algumas dicas . se ele começar na hemodialise e mais tarde optarmos por dialise ... isso pode ???
Obrigado ... Josiara / RGS / BRASIL

@Josiara
Vc deve estar querendo dizer hemodiálise e diálise peritonial, não? Ele pode começar com uma e optar pela outra posteriomente caso não se adapte. Mas a diálise peritonial funciona melhor em quem ainda urina, por isso, depois de algum tempo em hemodiálise não se costuma indicar troca para dialise peritonial.

Olá Dr. meu pai faz hemodialise ha mais de 6 anos e usa protese ha quase 5 anos, por que as veias para cateter na jugular entupiram e não são mais acessiveis... essa protese é no braço esquerdo e ja obstruiu uma vez, foi feita uma cirurgia para desobstruir e deu certo faz uns 6 meses... agora a protese parou de novo, e o medico disse que não da mais pra tentar no mesmo lugar, e que ele ia ter que tentar outra protese no outro braço... ele esta com um cateter na virilha... e esta internado tambem com embolia pulmonar, talvez causado pela coagulação nas veias... será que é não é mesmo possivel tentar desobstruir a protese? e vai ter que retira-la? Meu pai tem as veias muito fracas, nem acesso pra medicamentos os enfermeiros conseguem, é mais dificil conseguir que a protese de certo? se puder esclarecer essas duvidas agradeceria muuuito! Obrigada pelo espaço!

@Vania
Nem sempre é possível desobstruir uma prótese trombosada.
Na maioria dos casos não é preciso retirá-la.
Se ele tem vasos superficiais muito ruins, torna-se mais difícil a construção de um acesso vascular.

Dr: gostei muito de texto sobre hemodiálise, sou téc. de enfermagem e adorei o material. obrigado

Ola Dr.Pedro
Hj recebemos a noticia de que minha mae ira fazer hemodialise, pois os rins ja nao funcionam mais, ela esta mto fraca, nao dorme nem um pouco e ainda mais nao esta se alimentando, tudo que coloca na boca faz vomito, temos medo de ela ficar com anemia ja que nao esta se alimentando.
Corre algum risco de fazer a HD com esses sintomas?
Temos mto medo disso sabe.
Se puder me esclarecer serei mto grata.

Att: Sunamy

Oii dr. pedro
Eu tenho uma duvida, pra fazer a hemodialise precisa arrancar os rins?, ja que eles nao funcionam mais..
Estarei Aguardando respostas!

SP 19/07
Lindaci

@Sunamy
Esses sintomas INDICAM a realização da hemodiálise. A diálise vai melhorá-la.

a hemodialise é um tratamento por toda vida ?ou o rins pode volta a funciona normalmente.ou pessoas q fazer a hema tem q fazer por toda vida.

@shurek
Depende da causa. Há doenças que podem recuperar e há outras que não. Se a insuficiÊncia renal for crônica, geralmente o início da hemodiálise é para sempre. Se for uma ins. renal aguda, pode haver recuperação da função dos rins.

Meu marido, está fazendo diálise a quase um mês, no começo foi difícil pra nós, mas quando entendemos a ajuda que a máquina nos faz agradecemos a Deus por esse avanço na medicina pois é na verdade mais uma chance de continuar vivendo...

Doutores,

Minha sogra lutou até onde deu contra o seu rim. Desde o dia 15/10 ela começou apresentar inchaços no rosto, peito e pescoço. Internamos ela pela décima vez no ano, com os medicamentos aplicados nela, houve um pouco de desinchaço, porém, voltou a inchar antes de ontem, a enfemeira não pensou duas vezes e fez uma carta de autorização para Hemodiálise. Perguntas:
1- O Hospital não deveria tomar essa atitude mediante um ok de um filho?
2- Minha sogra teve de fazer transfusão na segunda porque estava com anemia alta. Ela pode fazer hemodiálise dois dias depois?
3- Com o coração fraco? Tomando medicamento para o coração, fazer hemodialise implica no tratamento? Ela está tomando o monocordil.

Muito obrigado pela atenção, grato a todos. Saúde, paz e responsabilidade saudável, vida mais longa.

Charlyes

Boa noite doutr,
A saída da hemodíalise seria o transplante?
Antonio

@Charlyes
1- Se a paciente está lúcida, quem autoriza é ela, não é necessários falar com familiares. Se os médicos consideravam a diálise urgênte, também não é necessário aviar os familiares antes. obs: quem indica hemodiálise é o médico, nunca a enfermeira.
2- Sim
3- Se ela estava muito inchada a hemodiálise vai melhorar a função do coração e não piorar.

@Antonio
Sim, o transplante renal é a opção para quem faz hemodiálise

Meu pai sabe que tem problemas nos rins há 5 anos a seis meses ele soube que iria precisar de hemodialise já foi feito duas fistulas mais nenhuma deu certo ele dialisa por um cati no pescoso agora o medico me disse que por conta da diabetes ele vai colocar no meu pai um permicatio no peito dele já que as fistulas não estão dando certo o que é isso Dr estamos com muito receio pois temos medo de infecção tem outros recursos já que as veias são tão fracas nos ajude por favor...

Boa dia Dr. Pedro

Gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa. E pedir alguns exclarecimentos.
No dia 24 de agosto meu ex-noivo começou a fazer hemodiálise. Desde então tenho lido diversos artigos científicos sobre o assunto. Você poderia me sugerir alguns bons periódicos que tratem da questão?
Guando a notícia veio à tona, tentei de todas as maneiras me aproximar dele, pois ainda o amo muito, mas ele está irredutível, pediu que eu o esquecesse. Isso me causa muita dor. É normal este tipo de comportamento em IRC? Sei que sua especialidade não é psicologia, mas mesmo assim poderia me orientar como devo agir?
Daqui a uns meses irei para Portugal, fazer Doutorado Sandwich na área de Biotecnologia e Bioengenharia, gostaria de manter contato ou mesmo trocar artigos científicos se não for incômodo. E-mail: fabiana.americasouza@yahoo.com.br
Ainda não comecei a ler sobre transplante e compatibilidade. Quais os pre-requisitos para ser um doador?
Um grande abraço
Muitíssimo obrigada.
Fabiana

@Adriana paixão
Permcath é semelhante ao cateter que ele usa, mas com a diferença de parte dele ser colocada por baixo da pele. Isso dificulta as infecções e faz com que o cateter possa permanecer por vários meses enquanto se tenta solucionar a questão das fístulas.

@Fabiana
Cada pessoa reage de modo diferente ao início da hemodiálise. Dê tempo ao tempo. Logo ele irá perceber que a hemodiálise não é o fim do mundo.

Para evitar comércio de órgãos, o transplante renal entre vivos somente é permitido entre familiares no Brasil.

Sobre os artigos, o tema hemodiálise é muito extenso. É melhor vc usar o email aqui do blog para solicitar assuntos específicos sobre hemodiálise. Fica mais fácil eu tentar arranjar os artigos.

Olá Dr. Pedro,
gostei muito do conteúdo!
Gostaria de saber por que durante a HD podem ocorrer algumas complicações como Cefaléia, Dor torácica e lombar e Arritmias.

Att,

Karine.

Olá Dr. Pedro,
Em primeiro lugar parabéns pelo blog; eu gostaria de saber qual (ou quais) o critério ultilizado pelo médico, para encaminhar um paciente para a HD.
Minha mãe é portadora de "DPRAD" em estado muito avançado e seu nivel de creatinina é altíssimo. Tenho receio de que talvez minha mãe não disponha do tempo exigido pelo SUS até o início da hemodiálise. Ela faz seu tratamento atravéz do Hospital das clinicas de Belo Horizonte-MG, os médicos de lá já estão em recesso e somente retornam em meados de Fevereiro.
Obs: Ela já fez a fístula à mais ou menos um mês.
Desde já agradeço a atenção.

Wenzel O. Carvalho

@Karine
Pode~, mas não é normal. O desejado é que a HD corra sem intercorrências.

@Wenzel O. Carvalho
Os principais são:
- Sintomas de uremia, como vômitos, perda crônica do apetite, mal estar, prostração.
- Inchaços.
- Potássio elevado.
- Acidose.

Li vários dos seus artigos e acho que estão muito bem explicados.
A minha avó está com insuficiencia renal e vai começar com tratamento de hemodialise. e digo com sinceridade que estes artigos ajudaram-me a compreender muitas coisa.
Continue