LAQUEADURA TUBÁRIA – Ligadura de trompas

A laqueadura tubária funciona como método anticoncepcional definitivo porque é um procedimento que causa interrupção no trajeto de ambas as trompas.

A laqueadura tubária, também chamada de ligadura de trompas ou simplesmente laqueadura, é um procedimento de esterilização, que tem como objetivo impedir que a mulher consiga engravidar.

A ligadura tubária é considerada um método contraceptivo permanente e sua taxa de sucesso é elevadíssima, ao redor de 99%.

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Neste artigo vamos explicar o que é a laqueadura tubária, como ela é feita, seja com ou sem cirurgia, qual é a sua eficácia e quais são as complicações possíveis.

A laqueadura é um método de esterilização feminina. Para ler sobre a vasectomia, método de esterilização masculina, clique no link:  VASECTOMIA | Cirurgia e reversão.

Para ler sobre outros métodos contraceptivos, acesse o link: 20 MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS MAIS COMUNS.

O que é a laqueadura tubária

O sistema reprodutor feminino é composto basicamente por dois ovários, duas trompas de Falópio, um útero e uma vagina. As trompas de Falópio, também conhecidas como tubas uterinas, são uma espécie de tubo que liga os ovários ao útero.

Laqueadura tubária

 

A cada ciclo menstrual um dos ovários libera um óvulo para ser fecundado. Este óvulo é lançado em direção a uma das trompas, e lá fica à espera da chegada de um espermatozoide para uma eventual fertilização.

A laqueadura tubária funciona como método anticoncepcional definitivo porque é um procedimento que causa interrupção no trajeto de ambas as trompas, impedido, assim, que os espermatozoides cheguem ao óvulo liberado por qualquer um dos dois ovários.

A ligadura das trompas não impede a ovulação nem interfere no ciclo hormonal feminino, não causando, portanto, nenhuma alteração no ciclo menstrual.

A laqueadura impede a gravidez, mas não tem nenhum efeito protetor sobre as doenças sexualmente transmissíveis (leia: O QUE É DST?).

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Como é feita a laqueadura

Atualmente existem três opções para realização da laqueadura tubária:

1. Via Laparoscópica

A laqueadura por laparoscopia é um procedimento cirúrgico realizado através de uma pequena incisão perto do umbigo e na parte inferior do abdômen, com introdução de um dispositivo chamado laparoscópio, usado para ver as trompas de Falópio. O médico pode usar anéis ou clips para fechar as trompas. Outra possibilidade é cauterizar as mesmas através de calor.

2. Minilaparotomia

A minilaparotomia é um procedimento cirúrgico feito imediatamente após o parto ou até dois dias depois. O médico faz uma pequena incisão no abdômen e, em seguida, remove uma parte das trompas de Falópio de cada lado. O procedimento não deve ser feito muitos dias após o parto para que o útero ainda esteja grande, o que facilita a cirurgia.

3. Laqueadura tubária histeroscópica

A laqueadura tubária histeroscópica é uma laqueadura sem cirurgia, que pode ser feita fora de ambiente hospitalar, apenas com anestesia local. Este é atualmente o procedimento mais indicado para laqueadura tubária.

Este tipo de laqueadura é feito por via endoscópica, através da vagina. Existem dois métodos diferentes:

Técnica Essure ®

Neste procedimento o aparelho endoscópico, chamado histeroscópio, entra pela vagina, atravessa o útero e chega às trompas onde insere uma pequena mola chamada Essure.

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A inserção de um objeto estranho nas trompas, como o Essure, causa uma reação do sistema imunológico, provocando inflamação e posterior crescimento de tecido cicatricial, o que provoca o fechamento das trompas.

Esse processo de fechamento das trompas demora cerca de três meses para se concretizar. Após esse período a mulher realiza um exame chamado histerossalpingografia, que consiste em uma radiografia do sistema reprodutor feminino após a administração de contrate. Se o Essure tiver causado interrupção efetiva das trompas, o contraste não conseguirá chegar até o final das mesmas, comprovando obstrução completa da tuba uterina.

Complicações da laqueadura

A laqueadura cirúrgica, realizada por laparoscopia ou por minilaparotomia, apresenta uma taxa de complicações de 0,1%. As mais comuns incluem infecção, lesão de bexiga ou dos intestinos, hemorragia interna ou problemas relacionados à anestesia.

A taxa de complicação com a esterilização histeroscópica é de cerca de 0,002%. A complicação mais comum é a lesão da parede do útero, um problema que não costuma causar maiores transtornos, até porque a paciente que se submete à laqueadura não pretende mais engravidar.

As três técnicas de laqueadura apresentam uma taxa de sucesso acima de 99%. Há trabalhos que mostram que após 15 anos de ligação das trompas, menos de 1% das mulheres acabaram engravidando. O grande problema é na maioria dos casos a gravidez acaba sendo sendo ectópica (gravidez tubária). Por isso, toda mulher laqueada deve procurar logo o seu ginecologista caso apresente atraso menstrual.

A laqueadura tubária não altera o ciclo menstrual nem interfere no desejo sexual da mulher.

Reversão da laqueadura

O arrependimento em relação à esterilização definitiva geralmente surge nas mulheres que realizaram a laqueadura ainda jovens, antes do 25 anos. São mulheres que muitas vezes separam-se, casam-se novamente e passam a querer ter um filho com o novo marido.

A laqueadura é considerado uma esterilização definitiva. Em alguns casos a reversão até é possível, mas há riscos e o procedimento é muito mais complexo do que a ligadura das trompas. A taxa de sucesso da reversão é de apenas 20%. Por isso, se a paciente tiver qualquer dúvida ou insegurança, a laqueadura não deve ser o método contraceptivo de escolha.

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