EPILEPSIA E CRISE CONVULSIVA – Sintomas e Tratamento

Saiba o que é epilepsia, por que ela ocorre, quais as suas manifestações e entenda a diferença entre convulsão (crise convulsiva) e epilepsia.

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Nosso cérebro contém bilhões de neurônios que se comunicam e exercem suas funções através da geração constante de impulsos elétricos.

A crise convulsiva, ou crise epilética, surge quando ocorre um distúrbio na geração destes impulsos elétricos cerebrais, normalmente causada por uma temporária atividade elétrica que é desorganizada, excessiva e repetida.

Se este distúrbio elétrico ficar restrito a apenas um grupo de neurônios, o paciente apresentará uma crise convulsiva parcial (crise epilética parcial). Se estes impulsos anômalos se espalharem, atingindo os dois hemisférios cerebrais, teremos, então, uma crise convulsiva generalizada.

Crise convulsiva x epilepsia

Damos o nome de epilepsia quando o paciente apresenta mais de 1 episódio de crises convulsivas parciais ou generalizadas, sem que se identifique uma causa óbvia e reversível como drogas, febre ou alterações metabólicas. Por exemplo, uma pessoa que consumiu bebidas alcoólicas em excesso e apresenta uma quadro de crise convulsiva, não é considerado epilética. Do mesmo modo um diabético em uso de insulina que apresenta um quadro de hipoglicemia grave e, por isso, desenvolve uma quadro de crises epiléticas, também não o é. Epilético é aquele paciente que apresenta alguma alteração cerebral que o predispõe a desenvolver periodicamente crises convulsivas, sem que haja alguma agressão ao cérebro para desencadeá-la.

Portanto, nem toda crise convulsiva é causada por uma quadro de epilepsia. Podemos citar algumas doenças e alterações que podem provocar crise convulsiva sem que se caracterizem como um quadro de epilepsia:

– Meningite (leia: MENINGITE | Sintomas, Transmissão e Vacina).
– Febre (leia: O QUE SIGNIFICA E POR QUE TEMOS FEBRE?).
– Drogas.
– Hipoglicemia (leia: HIPOGLICEMIA – Sintomas, Causas e Tratamento).
– Anóxia (falta de oxigênio).
– Traumas.
– Desidratação grave.
– Insuficiência renal avançada (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA – SINTOMAS).
– Alterações hidreletrolíticas (alterações nos níveis dos sais minerais no sangue, como o sódio, por exemplo).

Só é considerado portador de epilepsia, o paciente que já apresentou mais de um episódio de crise convulsiva sem causa aparente.

Tipos de crise convulsiva

Quando falamos em crise convulsiva, convulsão ou ataque epilético, logo vem à nossa cabeça aquela assustadora imagem de um paciente se debatendo todo, babando, com os olhos revirados e com movimentos anárquicos dos membros. Na verdade, isto representa uma crise convulsiva generalizada, chamada de crise convulsiva tônico-clônica. É apenas um dos vários tipos de crise convulsiva existentes.

As crise convulsivas (crises epiléticas) são divididas em dois grupos: crise convulsiva parcial e crise convulsiva generalizada.

a) Crise convulsiva parcial

A crise epilética parcial é aquela que ocorre quando os impulsos elétricos anômalos ficam restritos a apenas uma região do cérebro.

É chamada de crise epilética parcial simples, aquela que ocorre sem alteração do nível de consciência do paciente. Os sintomas podem ser sutis e dependem da área cerebral afetada. Alguns sintomas que podem ocorrer na crise epilética parcial simples são:

– Movimentos involuntários de parte do corpo.
– Alterações sensoriais como do paladar, audição, visão ou olfato.
– Alucinações.
– Alterações na fala.
– Vertigens.
– Sensação de estar fora do corpo.

Muitas vezes os sintomas destas crises parciais simples são tão sutis que o diagnóstico é difícil de ser pensado, até mesmo para o paciente. Às vezes são confundidos com doenças psiquiátricas.

Nas crises epiléticas parciais complexas, o quadro clínico é mais rico. Ao contrário das crises parciais simples onde o paciente tem plena noção do que está acontecendo, nas crises complexas, o paciente não tem a menor consciência do que está fazendo. Em geral, uma crise parcial complexa é precedida por uma crise parcial simples, recebendo esta o nome de aura. É uma espécie de aviso que a convulsão está chegando.

Na crise convulsiva parcial complexa o paciente normalmente apresenta comportamentos e movimentos repetidos tipo beijos, mastigações, andar em circulo, olhar fixo, ficar puxando a roupa, virar a cabeça para um lado e para o outro, esfregar as mãos etc… Tudo de modo inconsciente. Às vezes, o paciente é capaz de obedecer ordens e consegue falar, porém, apresenta um discurso incoerente.

A crise convulsiva parcial complexa costuma durar em média 1 minuto. Quando a crise termina, o paciente retoma a consciência mas costuma estar muito confuso, sem saber o que aconteceu. Geralmente, a última coisa que ele lembra é da crise parcial simples (aura) que antecedeu a crise complexa.

As crises parciais podem anteceder uma crise epilética generalizada. Na verdade, o paciente pode começar com uma crise parcial simples, evoluir para uma crise parcial complexa e terminar com uma crise generalizada.

b) Crise convulsiva generalizada

Na crise convulsiva generalizada, os dois hemisférios do cérebro são afetados.

Uma das manifestações possíveis da crise epilética generalizada é a crise de ausência, também chamado de pequeno mal. Na crise de ausência o paciente perde contato com o mundo externo e fica parado com o olhar fixo. É possível haver alguns automatismos como picar de olhos repetidamente, como ocorre na crise parcial complexa. A diferença é que a crise de ausência é mais curta, dura cerca de 20 segundos, pode ocorrer dezenas de vezes ao longo do dia e o paciente não apresenta aura, nem está confuso ao final da crise. Às vezes, o paciente retoma a atividade que estava fazendo como se nada tivesse acontecido.

Em pessoas com epilepsia, flashes luminosos repetidos ou hiperventilação (respirar rapidamente durante algum período de tempo) podem desencadear crises generalizadas do tipo ausência. Este tipo de crise é mais comum na infância, podendo desaparecer após a adolescência.

O tipo mais conhecido de crise convulsiva, chamado também de ataque epilético ou grande mal, é a crise convulsiva tônico-clônica. É o quadro mais assustador. O paciente subitamente apresenta uma rigidez dos músculos e imediatamente cai inconsciente. Segue-se, então, movimentos rítmicos e rápidos dos membros. O paciente perde controle dos esfíncteres, podendo se urinar ou evacuar. É comum salivar e morder a língua durante a crise, o que pode provocar um espumamento avermelhado.

A crises tônico-clônicas duram entre 1 a 3 minutos. Ao final, o paciente apresenta cansaço extremo, sonolência, confusão e amnésia, não lembrando do que ocorreu.

Outro tipo de crise epilética generalizada é a crise convulsiva atônica. Se manifesta como uma súbita perda do tônus muscular, fazendo com que a pessoa caia. É muito curta, dura menos de 15 segundos, porém, devido às quedas, costuma causar traumatismo sérios.

c) Status epilepticus

A maioria das crises convulsivas são auto-limitadas e não precisam de tratamento médico imediato. Chamamos de status epilepticus quando a convulsão não cede após vários minutos ou quando o paciente apresenta quadros repetidos de crise sem que tenha havido tempo dele recuperar a consciência entre os episódios. Geralmente, crises convulsivas que duram mais de 5 minutos são consideradas emergências, pois colocam o cérebro em risco, e devem ser tratadas com drogas para abortá-las.

d) Convulsão febril

A convulsão febril ocorre normalmente em crianças entre seis meses e seis anos de idade (pico entre 1 ano e 1 ano e meio) que apresentam quadro febril acima de 38ºC. Apesar de ser um quadro assustador para os pais, é benigno e não causa lesão cerebrais na criança. É comum e ocorre em até 5% das crianças.

Se a criança só tem convulsão quando está febril, ela não é considerada como portadora de epilepsia.

O que desencadeia a convulsão é a febre, independente da sua causa. A crise pode ser parcial (mais comum) ou complexa, inclusive com crises tônico-clônicas. A convulsão febril costuma ser mais demorada do que as crises nas epilepsias. Podem durar até 15 minutos. Não se assuste se a criança apresentar fraqueza em um dos membros logo após o fim das crises. É temporário.

Não adianta dar banho em água fria ou encher a criança de antitérmicos. Isso não impede o aparecimento das crises. também não é necessário usar drogas antiepiléticas. O quadro é benigno e os efeitos colaterais não justificam o seu uso.

A convulsão febril não traz maiores complicações e desaparece com a idade. O ideal é sempre levar a criança ao pediatra após a crise para que ele possa investigar o motivo da febre e confirmar que se trata apenas de convulsão febril, e não de epilepsia.

O que fazer quando presenciar uma crise convulsiva?

Primeiro de tudo, mantenha a calma. A imensa maioria das crises são autolimitadas, desaparecendo espontaneamente.

É importante saber que uma crise generalizada pode ser precedida por crises parciais, por isso, se o paciente estiver em pé ou sentado, o ideal é deitá-lo para evitar quedas. Afaste objetos que possam vir a machucá-lo.

Se o paciente estiver tendo uma crise convulsiva tônico-clônica, eis alguns conselhos:

– Não tente imobilizar seus membros. Deixa o paciente se debater. Procure apenas proteger a cabeça com uma almofada
– Se o paciente estiver se sufocando com a própria língua, NUNCA ponha a mão dentro da boca para tentar ajudá-lo. Ele pode subitamente contrair violentamente a mandíbula, e você pode perder os dedos. O simples ato de girar a cabeça para o lado é suficiente para a língua cair e desobstruir as vias aéreas.
– O ato de virar a cabeça para o lado também impede que o paciente se afogue na própria saliva.
– Se a crise estiver durando mais que 3-5 minutos, ligue para algum serviço de socorro médico.
– Após a crise é normal o paciente permanecer desacordado por algum tempo. Coloque-o de lado e deixe-o dormir.
– Nunca ofereça nada para beber ou comer logo após a crise. Nesta fase o paciente pode não conseguir engolir direito, sofrendo risco de aspirar o alimento ou o líquido.

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62 Comentários
  1. Maria

    Dr. Pedro quem tem epilepsia pode fazer musculação?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

      Se estiver bem controlada, sim.

  2. Guilherme

    isso é o diabo, entre no youtube e veja as filmagem, coloque ai demonio da epilepsia no youtube.

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

      A ideia de que a crise convulsiva tem relação com possessão demoníaca é uma visão medieval e ignorante da doença, que era muito popular na idade média. Esse tipo de pensamento em pleno século XXI não tem nenhuma justificativa plausível.

      A epilepsia já totalmente entendida pela ciência e nada tem a ver com demônios.

  3. Ary Santos

    Dr Pedro é normal uma criança de 11 meses ter tido 2 convulsões ?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

      Ter convulsão nunca é normal. Algumas crianças tem convulsão relacionada à febre.Tem que ver se não é o caso.

  4. Vanilza Paiva

    Boa noite, Dr Pedro. Obrigada por este site maravilhoso! Gostaria de saber se um EEG com mapeamento cerebral com atividade theta ponteaguda em região centro-parietal bilateral é indicador de que o paciente tem eplepsia. Obrigada!

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

      Vanilza, não sei lhe responder. Essa pergunta é muito específica. A interpretação do EEG deve ser feita por um neurologista. Nenhum médico que não seja neurologista, inclusive eu, costuma ver EEG no dia-a-dia. Só um neurologista acostumado a ver EEG pode lhe ajudar.

  5. joelitonboia

    Agradeço por ter encontrado este artigo que me tirou várias dúvidas, porém quero partilhar Dr. Pedro que meu irmão está entubado há 4 dias pelo fato de ter tido uma forte crise epilética constante, e os médicos disseram-nos que temos que só esperar, você já alguma situação semelhante a essa, estamos todos sem saber mais o que fazer vendo ele sofrer dessa forma.

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

      Ele com certeza está sendo medicado para controlar as crises epilépticas. Não acredito que eles estejam só esperando passar. Algumas pessoas têm crises realmente fortes e resistentes e acabam precisando de ventilação mecânica enquanto a crise não é controlada.

  6. stephani

    Dr, é normal urinar quando uma pessoa está tendo uma convulsão?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

      Sim, é muito comum.

  7. leila

    Dr, remedios como buscopam composto na veia podem causar crises convulsivas se a pessoa fora alergica ou nao

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde

      Poder, pode, mas não é algo comum.

  8. cristiano

    como chama um exame em que o paciente fica num quarto isolado sem tomar remedio com uns fios na cabeça para detectar a epilepsia?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde

      Eletroencefalograma?

  9. tecla conceição parintins suss

    minha filha está apresentando umas crises de desmaio se debate e até chegou a se baba será que isso vem a ser epilepsia ?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde

      É possível que sim. Ela precisa ser avaliada por um médico.

  10. Irma Campo

    Boa noite Dr.Gostaria de saber pq meu marido só tem crise convulsiva dormindo? Ele quando era bebe fez uma traqueostomia ,teve meningite aos 11 anos e foi atropelado e bateu a cabeça aos 13 anos ? Hj está com 41 anos.

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde

      Não sei. Não conheço o caso para poder opinar.

  11. Leandro Bernardinelli

    olá doutor!
    tenho epilepsia à uns 8 anos devido a mal formação arterio venosa no lobo temporal direito. tomo carbamazepina 200mg de 12 em 12 horas mas sofri uma crise após 5 horas após ter me medicado.
    devido à problemas particulares estou tendo muita ansiedade. minha pergunta é: problemas emocionais pode causar crise mesmo me medicando?
    obrigado!

    1. Pedro Pinheiro

      Podem.

  12. ana cristina

    dr minha irma tem epilepsia e da ema crise atrás da outra ele mora no ceara e la não tem tratamento quando da nela ;ela faz xixi e fica com o corpo dormente e com falta de ar o que o senhor mim diz sobre esse caso meu pai já ta deseperando obrigado

    1. Pedro Pinheiro

      Ela tem que procurar tratamento com um neurologista. Há medicamentos que controlam a doença.

  13. Ailton

    Por favor doutor me responda esta pergunta…Preciso muito de respostas. Tenho 38 anos, há uns 3 anos atrás tive minha primeira crise convulsiva, minha esposa diz que dou sempre um grito auto e tudo se inicia, e é sempre dormindo nunca aconteceu acordado, e quando acordo fico completamente perdido e com muitas dores em todo corpo, a pergunta é: Porque só tenho crise convulsiva, pode evoluir para quando tiver também acordado, problemas na coluna cervical e lombar pode causar crise convulsiva? Tomo trilepitol de 300 uma vez ao dia. e ontem mesmo tendo tomado remeio a noite tive uma crise horrivel. Por favor doutor preciso de uma resposta. Obrigado.

    1. Pedro Pinheiro

      Sim, pode ocorrer quando acordado.
      Problemas de coluna não costumam ser a causa.

  14. Daniela

    Olá, vi que minha pergunta anterior, que era detalhista vocês não puderam responder, então vamos direto à minha dúvida. Podem explicar como funcionam tratamento cirúrgico para eliminar a convulsão?
    Obrigada

    1. Pedro Pinheiro

      De forma resumida, a cirurgia consiste na remoção da região do cérebro que está gerando os focos de epilepsia. A cirurgia é usada em casos que não conseguem ser controlados com medicamentos. Todavia, não são todos os tipos de epilepsia que podem ser tratados desta maneira.

  15. andré

    faço tratamento de crise convulsiva a cinco anos e o remédio esta atacando o fígado, por quanto tempo dura um tratamento assim?

    1. Pedro Pinheiro

      Dependendo da causa, é para o resto da vida.

  16. damaris

    sou epilética e tomo remédio todos os dias e agora descobrir que estou gravida a 4 meses ,Quais os risco para o feto, ele pode nascer com mal formação.

    1. Pedro Pinheiro

      Depende do medicamento. Há anticonvulsivantes que podem ser usados na gravidez.

  17. Alan

    Boa noite, doutor!
    Minha mãe sofreu um atropelamento há duas semanas, teve um trauma na cabeça, o que a fez ficar desacordada por volta de uns 30m (não sei exato), ficou internada uma semana e recebeu alta com diagnóstico principal 1: Cid S06.9 – Traumatismo Intracraniano, não específicado. E recebeu tratamento medicamentoso: Fenitoina duas vezes ao dia, 100mg!
    Primeiro, não acho explicando esse diagnóstico, segundo, Fenitoina é um anticonvulsante pra que já teve convulsão, mas ela nunca teve… nem depois da pancada!
    A minha dúvida é: esse medicamento é indicado pra ela? Ele age como preventivo? Esse diagnóstico leva a ter convulsões futuramente? Pq pelo que entendi é para tratamento de epilepsia e convulsões, pra quem já teve crise, e ela nunca teve… Esse diagnóstico pode ter sequelas mais sérias? Ela fala bem, conversa normal, mas fica repetindo as coisas, não se lembra do que aconteceu, mas bem lúcida… Não houve falta de oxigenação no cérebro, não houve sangramento… nada! Não sei mais o que fazer, ela tem reações adversas muito fortes. Obrigado, doutor…

    1. Pedro Pinheiro

      Os médicos provavelmente acharam que devido ao trauma ela poderia estar mais susceptível a ter crises convulsivas (devem ter visto algo nos exames). Por isso, indicaram o uso profilático da fenitoína. Provavelmente será por pouco tempo.

  18. Fernando

    Parabéns pelo ótimo texto! Realmente muito esclarecedor.

  19. AndersonCavalcanti

    Ótimo texto, parabéns. Pena que ainda há um percentual de portadores de epilepsia que não obtém controle absoluto por meio de remédios. Infelizmente a maioria dos médicos é completamente desinformada sobre epilepsia e mesmo alguns neurologistas não sabem lidar com as muitas manifestações da doença (como citado no texto confundem com problemas psiquiátricos), o que só aumenta o preconceito e a dor dos portadores. Sugiro aos portadores que ANTES de mais nada busquem médicos neurologistas filiados à Liga Brasileira de Epilepsia ou se informem com outros pacientes sobre alguma indicação de neurologista. Vai evitar muito sofrimento e perda de tempo e pior, ‘diagnósticos’ bizarros e contraditórios, exames inúteis e não relacionados. Bons médicos na área são raros, infelizmente.

    1. clara yolanda tenorio dos sant

      olá dr ..no ultimo domingo senti uma forte dor de cabeça acompanhada de nauseas estava em uma feira ..ao chegar em casa tomei um analgesico e deitei..estava com um frio intenso..ao acordar estava em um hospital fui desmaiada apos um ataque epletico..nunca tive isso antes..é eplepsia??

      1. Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde

        Um único episódio isolado não dá para dizer que você é epiléptico.

  20. AndersonCavalcanti

    Ótimo texto, parabéns. Pena que ainda há um percentual de portadores de epilepsia que não obtém controle absoluto por meio de remédios. Infelizmente a maioria dos médicos é completamente desinformada sobre epilepsia e mesmo alguns neurologistas não sabem lidar com as muitas manifestações da doença (como citado no texto confundem com problemas psiquiátricos), o que só aumenta o preconceito e a dor dos portadores. Sugiro aos portadores que ANTES de mais nada busquem médicos neurologistas filiados à Liga Brasileira de Epilepsia ou se informem com outros pacientes sobre alguma indicação de neurologista. Vai evitar muito sofrimento e perda de tempo e pior, ‘diagnósticos’ bizarros e contraditórios, exames inúteis e não relacionados. Bons médicos na área são raros, infelizmente.

  21. Laah Andrade02

    Olá, tenho 16 anos e já tive duas convulsões. Uma em 2009 e a última em 2011. As duas causadas por luzes stroboscópicas. Gostaria de saber se existe alguma cura para isso, algum tratamento… É horrível ir em festas, ou shows, baladas e começar a me sentir mal por causa da luz… 

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde

      Há tratamento. Você já foi visto por um neurologista?

  22. Stefny Kmille

    ola me chamo stefhanny e tenho eplepcia desdos 16 anos hj estou com 19 e continuo tendo crises asvezes fortes outras nao, isso restringio muito minha vida gostaria muito de conhecer pessoas que tem a vida restringida por esse problema, gostei muito do artigo, ele me ajudou a esclareser o tipo de eplepcia que tenho, a eplepcia parcial. isso me ajudou bastante,…..

    1. Rose

      Oi Stefny Kamille.
      Tenho uma filha também chamada Stefany com 15 anos que tem o mesmo problema seu e tem sua vida restrita, até nas amizades. Gostaria de que me enviasse um email para aproximar voces e conversarem.
      O meu email é rose_mari61@hotmail.com.

  23. Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde

    Assim, à distância, fica difícil opinar.

  24. Marta Worion

    OLA, meu filho tem eplepsia desde os 9 anos ,hoje ele estar com 22 ,sei que é um sofrimento uma luta muito grande  que todos os dias temos que passar , espero em DEUS e na ciencia que um dia meu filho que  AMO  fique livre  ,um abraço a todos , fiquem na paz!!!

    1. Stefny Kmille

      ola td bem, tambem possuo esse problema e estou lutando por esse problema forças pra todos nos, saude e muita esperança pra nos fe em deus

  25. Edneacsilva

    tenho uma duvida,eplepsia causa disturbio mental e impotencia,e disturbio comportamental??
    quero saber mais sobre eplepsia,,não sei onde encontrar livros sobre eplepsia,,quero entender melhor pois namoro com uma pessoa com eplepsia e quero ajudar,,preciso entender melhor,,estou fazendo enfermagem quero muito saber tudo sobre o assunto,desculpe se estou sendo ,,sei lá e que estou muito curiosa adorei o artigo ja copiei vc pode me ajudar??? so li pouca materia sobre este assunto e graças a DEUS tem varias medicaçoes que melhorou a qualidade de vida do meu namorado..DESCULPE se escrevo demais ,,comecei agora os estudos essa pesquisa significa muito obrigada

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde

      Se a epilepsia for bem controlada não causa maiores distúrbios.

  26. ervininho

    este texto ajuda muiiiito a quebrar tabus…..eu sofro,mesmo sendo medicado diariamente com 200mg de fenobarbital(Gardenal) + 300mg de fenitoina(Hidantal),são resquícios de meningite,aos dois anos de idade…

  27. Fernando

    Parabéns pelo ótimo texto! Realmente muito esclarecedor.

  28. Claudio

    acredito que a ciência médica esta bem próximo da cura, ou do controle total deste distúrbio. Estamos vivendo um momento muito favorável. Ótima matéria DR. Só tive crise quando suspendi a medicação. Hoje vejo que não posso ficar sem ela. Mas estou confortável.

  29. Esdras

    Dr. Pedro, bom dia.
    Gostaria de saber se é possivel que uma pessoa que não possui os dentes e esta sem a dentadura no momento de uma crise epilética ou convulsiva pode mesmo assim a vir a morder a lingua a ponto de causar uma lesão seria.

    obrigado pelo otimo artigo e um bom ano novo. 

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde

      Pode.

  30. fernanda

    Olá, doutor sou uma paciente epilética, tomo meus remedios e msm assim tenho varias crises mensais. Gostaria de saber se isso é comum, se tenho q pedir  pro meu medico reavaliar meus exames e aumentar a dosagem pois sempre q fico nervosa, tenho crises.
    Obrigado e muito bm seu artigo!!!

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde

      O tratamento só pode ser considerado efetivo quando estiver controlando suas crises. Se você ainda tem várias crises, é preciso otimizar o tratamento.

  31. Anonymous

    nossa muito bom esse texto. Tenho um filho que tem convulsões febris . Quase pirei na primeira crise, hoje já é mais tranquilo…
    Obrigada tirei todas as minhas dúvidas!

  32. Anonymous

    Nossa gostei muito! Eu tinha que fazer uma pesquisa sobre a doença,mas não encontrava nada que não seja complicado. e seu texto me ajudou mto !! =)

  33. rosemeire

    eu sofro de crises convulcivas e sofro muito com isso e muito bom a gente ter um pouco de noçao

  34. Érika

    Parabéns pelo seu texto esclarecedor e de extrema utilidade para a sociedade!
    Pergunto: Qual a diferença entre as chamadas “Crises convulsivas” e “Crises de ausência”? Obrigada e bom trabalho!

    1. Dr. Pedro Pinheiro

      As crises convulsivas apresentam abalos musculares involuntários.

  35. Anonymous

    Eu tenho epilepsia,e não sabia como lidar com minha doença por muitas vezes já cheguei a tentar o suicídio pois minhas dores são tão forte que parece que não vou aguentar,desde que descobrir a cerca de um ano e pouco venho procurando informações sobre essa doença e o senhor me ajudou muito obrigada.

  36. Dekinha

    Muito esclarecedor, obrigada!
    Sou epilética e sofro muito com isso, espero um dia me curar…

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