Menstruação atrasada: causas, quantos dias é normal e o que fazer

Atualizado:
24 set. 2026
Atualizado:
24 set. 2026

Resumo

Principais pontos sobre menstruação atrasada

  • Atraso menstrual não significa necessariamente gravidez. Mesmo mulheres com ciclos habitualmente regulares podem apresentar alguns dias de variação de um mês para outro.
  • Se o ciclo é muito previsível, o primeiro dia após a data esperada já pode ser considerado atraso, mas um atraso de poucos dias, isoladamente, não costuma indicar que exista alguma doença.
  • Se houve relação sexual com possibilidade de gravidez, o teste de farmácia pode ser feito a partir do primeiro dia de atraso menstrual. Se o resultado for negativo muito cedo e a menstruação não aparecer, o teste pode ser repetido alguns dias depois.
  • Não ter enjoos, dor nos seios ou outros sintomas não exclui gravidez. Muitas gestantes ainda não apresentam sintomas quando percebem o atraso menstrual.
  • Quando a gravidez é descartada, causas comuns de atraso incluem estresse, alterações de peso, síndrome dos ovários policísticos, problemas da tireoide, prolactina elevada, medicamentos, amamentação, exercício físico intenso e mudanças no uso de anticoncepcionais.
  • A ausência de menstruação por mais de três meses em quem antes tinha ciclos regulares, ou por seis meses em quem já apresentava ciclos irregulares, é chamada de amenorreia secundária e deve ser investigada.

Até quantos dias é normal uma menstruação atrasar?

Não existe um número único de dias de atraso que seja considerado normal para todas as mulheres. O mais importante é comparar o ciclo atual com o padrão habitual de cada pessoa.

O ciclo menstrual é contado a partir do primeiro dia de uma menstruação até o primeiro dia da menstruação seguinte. Não importa quantos dias dura a mesntruação.

Como calcular o tamanho do seu ciclo menstrual.
Como calcular o tamanho do seu ciclo menstrual

Em mulheres adultas, ciclos entre aproximadamente 21 e 35 dias são considerados habituais, mas isso não significa que toda mulher precise menstruar exatamente no mesmo intervalo todos os meses.

Se você costuma ter um ciclo muito regular, com a menstruação chegando praticamente no mesmo dia, um dia depois da data esperada já pode ser chamado de atraso menstrual. Isso não significa, porém, que um atraso de um, dois ou poucos dias seja necessariamente anormal.

Mesmo mulheres com ciclos regulares podem eventualmente menstruar alguns dias antes ou depois do esperado. O seu útero não tem um calendário fixo e não é obrigado a funcionar como um relógio todo santo mês.

Em mulheres com ciclos irregulares, definir quando surge o atraso menstrual é mais difícil. Por exemplo, se os ciclos costumam variar entre 28 e 32 dias, faz mais sentido considerar que houve atraso somente depois de ultrapassar o intervalo que costuma ocorrer habitualmente.

Se você não sabe quando sua próxima menstruação deveria descer, pode utilizar a nossa calculadora da menstruação.

Com quantos dias de atraso menstrual pode ser gravidez?

Não existe um determinado número de dias de atraso que indique ser gravidez ou não.

Um único dia de atraso pode ocorrer por gravidez, assim como uma mulher pode ficar cinco, dez ou mais dias sem menstruar e não estar grávida.

O que confirma ou exclui uma gestação não é o número de dias de atraso, mas o resultado do teste de gravidez.

A menstruação atrasou. Quando fazer o teste de gravidez?

Se houve relação sexual com possibilidade de gravidez, o teste de farmácia já pode ser feito a partir do primeiro dia de atraso menstrual, principalmente quando os ciclos são regulares e a mulher sabe aproximadamente quando a menstruação deveria vir.

A gravidez deve ser considerada mesmo quando algum método contraceptivo foi utilizado. Nenhum método é 100% eficaz e podem ocorrer falhas, como esquecimento da pílula, atraso da injeção ou rompimento do preservativo.

A ausência da menstruação costuma ser um dos primeiros sintomas de gravidez. Muitas mulheres percebem que podem estar grávidas justamente porque a menstruação não apareceu na data esperada, antes mesmo de surgirem manifestações como náuseas, sensibilidade nas mamas, cansaço ou vontade frequente de urinar.

Um teste de farmácia positivo após o atraso menstrual costuma ser bastante confiável. O resultado negativo, porém, exige um pouco mais de atenção, principalmente quando o exame é feito nos primeiros dias de atraso.

Se o teste vier negativo e a menstruação continuar sem aparecer, ele pode ser repetido alguns dias depois. Isso é especialmente útil quando existe a possibilidade de a ovulação ter ocorrido mais tarde do que o habitual, fazendo com que a produção de hCG também tenha começado mais tarde.

O beta-hCG no sangue consegue detectar concentrações menores do hormônio, mas nem sempre é necessário. Na maioria das situações, um teste de farmácia realizado no momento adequado é suficiente para confirmar ou excluir uma gravidez.

Para saber exatamente quando testar e como interpretar um resultado negativo, leia: Teste de gravidez: como fazer e com quantos dias de atraso.

Não tenho sintomas de gravidez, mas a menstruação está atrasada

É possível estar grávida, estar com a menstruação atrasada e ainda não apresentar nenhum sintoma de gravidez. Na verdade, o “sintoma” é o próprio atraso menstrual.

Nas primeiras semanas, muitas gestantes ainda não sentem enjoo, dor ou aumento da sensibilidade nas mamas, cansaço, vontade frequente de urinar ou outras alterações típicas da gravidez. Esses sintomas podem surgir apenas mais tarde e variam bastante de uma mulher para outra.

Portanto, não ter sintomas não diminui a possibilidade de gravidez. Se houve relação sexual desprotegida e a menstruação atrasou, a possibilidade de gravidez deve ser investigada.

O que fazer quando a menstruação atrasa?

A resposta depende do tempo de atraso e se houve ou não relação sexual com possibilidade de gravidez recentemente.

Menstruação atrasada de 1 a 5 dias

Um atraso de 1 a 5 dias pode representar apenas uma pequena variação do ciclo menstrual, mesmo em mulheres que normalmente menstruam em intervalos bastante regulares.

A menstruação costuma chegar cerca de 12 a 14 dias após a ovulação. Portanto, se a ovulação ocorrer alguns dias mais tarde do que o habitual, a menstruação também aparecerá mais tarde.

Se houve possibilidade de gravidez

Se houve relação sexual recente com possibilidade de gravidez e a sua menstruação está pelo menos 1 dia atrasada, já é possível fazer um teste de farmácia, principalmente quando os ciclos costumam ser regulares e a data esperada da menstruação é conhecida.

Um resultado positivo nessa fase costuma ser confiável. Já um resultado negativo obtido nos primeiros dias de atraso pode precisar ser repetido, porque a ovulação pode ter ocorrido mais tarde do que o previsto e a concentração de hCG ainda estar baixa.

Se o teste for negativo e a menstruação não aparecer, aguarde alguns dias e repita o exame.

Se não houve possibilidade de gravidez

Se não houve relação sexual com possibilidade de gravidez, um atraso de poucos dias geralmente não é motivo para preocupação.

Pequenas variações podem acontecer sem que exista qualquer doença. Estresse, ansiedade, noites mal dormidas, viagens, mudanças de rotina, doença recente ou simplesmente uma ovulação mais tardia podem prolongar o ciclo naquele mês.

Se esse tipo de atraso ocorre apenas ocasionalmente, geralmente basta aguardar a menstruação aparecer.

Menstruação atrasada de 6 a 10 dias

Quando a menstruação está atrasada há cerca de uma semana, ainda é possível que o motivo seja apenas uma ovulação mais tardia do que o habitual. A importância do atraso depende, porém, do padrão habitual dos ciclos e da possibilidade ou não de gravidez.

Se houve possibilidade de gravidez

Com 6 a 10 dias de atraso, um teste de gravidez de farmácia realizado corretamente já costuma oferecer um resultado bastante confiável.

Se você fez um teste nos primeiros 3 dias de atraso e ele veio negativo, mas a menstruação continua sem aparecer, esse é um bom momento para repeti-lo.

Isso porque, em algumas gestações, a ovulação e a implantação podem ter ocorrido mais tarde do que o esperado. Nesse caso, a concentração de hCG ainda poderia estar baixa no primeiro exame. Alguns dias depois, caso exista uma gravidez, a chance de um resultado falso-negativo é menor.

Se o novo teste continuar negativo, outras causas para o atraso começam a ganhar importância.

Se não houve possibilidade de gravidez

Se gravidez não é uma possibilidade, um atraso de 6 a 10 dias ainda pode ocorrer por alterações transitórias do ciclo.

Estresse físico ou emocional, doença recente, alteração importante da rotina, noites mal dormidas, mudança de peso, exercício físico mais intenso que o habitual ou alterações hormonais passageiras podem atrasar a ovulação e, consequentemente, a menstruação.

Se você costuma ter ciclos regulares e esse foi um episódio único, ainda é razoável aguardar alguns dias.

Por outro lado, se atrasos desse tamanho começam a se repetir, vale observar o padrão dos próximos ciclos e considerar uma avaliação ginecológica. Não tome remédios por conta própria para “fazer a menstruação descer”.

Menstruação atrasada de 11 a 28 dias

Um atraso menstrual de mais de 10 dias já é mais significativo, principalmente para quem normalmente apresenta ciclos bastante regulares.

Ainda assim, um episódio isolado não significa necessariamente que exista algum problema de saúde. Uma ovulação muito tardia ou mesmo um ciclo sem ovulação podem prolongar bastante o intervalo entre as menstruações.

Se houve possibilidade de gravidez

Se houve possibilidade de gravidez, o teste deve ser realizado caso ainda não tenha sido feito.

Nessa altura, um teste de farmácia negativo realizado corretamente torna uma gravidez pouco provável.

Quando testes realizados após vários dias de atraso menstrual continuam negativos, é preciso considerar outras causas de atraso menstrual além da gravidez.

Se não houve possibilidade de gravidez

Se gravidez não é possível, um atraso de algumas semanas pode ocorrer porque a ovulação aconteceu muito mais tarde do que o habitual ou porque naquele ciclo não houve ovulação.

Estresse intenso, doença recente, mudanças importantes de peso, aumento acentuado do exercício físico, alterações da tireoide, síndrome dos ovários policísticos e outras alterações hormonais também podem interferir no ciclo.

Se esse atraso é excepcional e a menstruação acaba surgindo, nem sempre é necessário investigar. Se episódios semelhantes passarem a ocorrer com frequência, a avaliação médica torna-se mais importante.

Menstruação atrasada por 1 a 2 meses

Quando a menstruação fica ausente por um ou dois meses, principalmente em uma mulher que antes tinha ciclos regulares, é provável que tenha ocorrido uma alteração importante da ovulação. A ovulação pode ter acontecido muito mais tarde do que o habitual ou, naquele ciclo, pode simplesmente não ter ocorrido.

Chamamos de ciclo anovulatório aquele em que a mulher não ovula. Um episódio isolado pode acontecer ocasionalmente mesmo em mulheres saudáveis, sem significar necessariamente que exista alguma doença.

Porém, ficar um ou dois meses sem menstruar já vai além de uma pequena variação de alguns dias no ciclo. Quando esses episódios se repetem, eles podem indicar que a mulher não está ovulando regularmente.

Nessa situação, especialmente se os ciclos eram anteriormente previsíveis, é importante procurar a causa da irregularidade menstrual.

Se houve possibilidade de gravidez

Se há um longo atraso menstrual, mas houve relação sexual com possibilidade de gravidez nos últimos 2 meses, o primeiro passo é confirmar ou excluir uma gestação.

Após um ou dois meses de atraso menstrual, um teste de gravidez de farmácia realizado corretamente já deveria detectar uma gestação em curso. Portanto, se o teste permanece negativo nessa altura, a possibilidade de gravidez em curso torna-se muito improvável e outras causas para a ausência da menstruação devem ser consideradas.

Se você ainda não fez nenhum teste, faça-o antes de atribuir o atraso a estresse, alterações hormonais ou qualquer outra causa.

Com a gravidez excluída, as possibilidades passam a ser as mesmas das mulheres que não tiveram relação sexual com risco de gestação.

Se não houve possibilidade de gravidez

Se não houve relação sexual com possibilidade de gravidez, não é necessário fazer teste de gravidez.

Um ou dois meses sem menstruar podem ocorrer por atraso importante da ovulação ou por um ciclo em que a ovulação não aconteceu. Entre as possíveis causas estão estresse intenso, doença recente, perda ou ganho importante de peso, exercício físico excessivo, baixa ingestão calórica, síndrome dos ovários policísticos, alterações da tireoide, aumento da prolactina, amamentação e perimenopausa.

Um episódio ocasional pode não representar uma doença. No entanto, se os ciclos eram anteriormente regulares, se atrasos prolongados começam a se repetir ou se surgem outros sintomas, como saída de leite pelas mamas sem estar amamentando, aumento de pelos, acne intensa, ondas de calor ou mudanças importantes de peso, é indicado procurar avaliação médica.

Menstruação atrasada por 3 meses ou mais

Quando uma mulher que anteriormente apresentava ciclos regulares fica três meses ou mais sem menstruar, o quadro passa a ser chamado de amenorreia secundária. Nas mulheres que já apresentavam ciclos irregulares, costuma-se utilizar como referência a ausência de menstruação por seis meses.

Nessa situação, já não estamos falando apenas de uma menstruação que demorou mais do que o habitual para chegar. A ausência prolongada dos ciclos deve ser investigada, mesmo que a mulher esteja se sentindo bem.

Se houver possibilidade de gravidez, ela deve ser excluída. Após três meses sem menstruar, um teste de gravidez de farmácia realizado corretamente já deve detectar uma gestação em curso.

As causas da amenorreia secundária são variadas e incluem alterações da ovulação, distúrbios hormonais, alguns medicamentos e outras condições ginecológicas. Mais adiante, explicamos com detalhes o que é amenorreia, quais são suas principais causas e como costuma ser feita a investigação.

Portanto, ficar três meses ou mais sem menstruar não deve ser encarado apenas como um atraso menstrual prolongado nem como uma situação para continuar esperando indefinidamente a menstruação voltar.

Menstruação atrasada e teste negativo: o que pode ser?

Se a sua menstruação atrasou e o teste for negativo, ou se você não teve relações sexuais recentemente, há uma variedade de causas que devem ser avaliadas.

A seguir, discutiremos as 15 causas mais comuns de menstruação atrasada, sem ser gravidez.

1. Estresse e ansiedade

O ciclo menstrual é facilmente influenciado por fatores externos ao sistema reprodutor.

Estresse ou ansiedade intensos podem interferir na produção dos hormônios que controlam a ovulação. Se a ovulação atrasa, a menstruação também atrasa. Se naquele ciclo não houver ovulação, a menstruação pode demorar ainda mais para aparecer.

Quando falamos em estresse, estão incluídas situações comuns, como trabalho excessivo, problemas profissionais, financeiros ou familiares, provas importantes, privação de sono, mudança de rotina ou doença de alguém próximo.

Alterações bruscas no horário de trabalho, principalmente quando há necessidade de trabalhar frequentemente durante a madrugada, também podem interferir no ciclo.

Há ainda uma situação muito comum: a mulher não quer engravidar, mas alguma coisa deu errado na relação sexual — como rompimento do preservativo ou esquecimento da pílula — e ela passa os dias seguintes extremamente ansiosa aguardando a menstruação.

Esse processo pode virar uma bola de neve: o medo de gravidez aumenta o estresse, o estresse pode atrasar a ovulação e a menstruação, e o atraso aumenta ainda mais a ansiedade.

Nessa situação, não vale a pena ficar tentando interpretar sintomas. Se a menstruação atrasou e existe possibilidade de gravidez, faça o teste.

2. Interrupção ou mudança do anticoncepcional

Alterações no uso de anticoncepcionais hormonais podem modificar o padrão de sangramento.

Durante o uso de muitas pílulas combinadas, o sangramento que aparece no intervalo entre as cartelas não é uma menstruação verdadeira, mas um sangramento provocado pela queda dos níveis hormonais durante a pausa.

Depois que a pílula é suspensa, a ovulação costuma retornar rapidamente. Algumas mulheres, porém, demoram algum tempo para voltar ao seu padrão menstrual habitual, especialmente se já tinham ciclos irregulares antes de iniciar o anticoncepcional.

O mesmo pode ocorrer após interrupção de outros métodos hormonais, como implantes e anticoncepcionais injetáveis. No caso das injeções de longa duração, a recuperação da ovulação pode demorar mais.

A ausência de menstruação após a interrupção da pílula é conhecida como amenorreia pós-anticoncepcional. Em geral, essa condição é transitória, mas em alguns casos pode revelar uma disfunção ovulatória que estava mascarada pelo uso contínuo do contraceptivo hormonal.

O importante é não assumir automaticamente que a ausência de menstruação é consequência do anticoncepcional. Se existe possibilidade de gravidez, o teste deve ser feito.

Se a menstruação não retornar ou permanecer muito irregular, principalmente por pelo menos 3 meses, é indicado procurar avaliação ginecológica.

3. Infecções e outras doenças

Doenças agudas podem interferir temporariamente no ciclo menstrual.

Uma infecção, febre, dor importante, inflamação ou outro estresse físico pode alterar o funcionamento do eixo hormonal responsável pela ovulação. Se a ovulação ocorrer mais tarde, a menstruação também chegará mais tarde.

Isso pode acontecer durante uma gripe, pneumonia, amigdalite, gastroenterite ou outras doenças.

Uma infecção urinária simples, como uma cistite, não costuma atrasar diretamente a menstruação. Porém, quando a infecção provoca dor, mal-estar, febre ou estresse físico importante, o organismo pode sofrer alterações temporárias que interferem na ovulação.

Da mesma forma, os antibióticos utilizados para tratar essas infecções, em geral, não são a causa direta do atraso menstrual.

4. Medicamentos

Alguns medicamentos podem interferir na ovulação ou nos hormônios que regulam o ciclo menstrual, provocando menstruações irregulares ou até amenorreia.

Entre os exemplos mais importantes estão:

  • Antipsicóticos, especialmente risperidona, paliperidona, amisulprida e haloperidol, que podem aumentar bastante os níveis de prolactina e, com isso, inibir a ovulação.
  • Antidepressivos: alguns antidepressivos podem, em casos pouco frequentes, aumentar os níveis de prolactina ou interferir no ciclo menstrual. Esse efeito é descrito com clomipramina e amitriptilina e também já foi relatado com antidepressivos como fluoxetina, sertralina, paroxetina, escitalopram e venlafaxina. A associação, porém, é bem menos consistente do que a observada com alguns antipsicóticos, e a maioria das mulheres que utiliza esses medicamentos não apresenta atraso menstrual por esse motivo.
  • Anticonvulsivantes, como o ácido valproico, que pode estar associado a alterações hormonais, irregularidade menstrual e, em algumas mulheres, síndrome dos ovários policísticos. Os antiepilépticos fazem parte das classes de medicamentos que devem ser consideradas na investigação da amenorreia.
  • Quimioterápicos, principalmente agentes com potencial de lesar os ovários, como a ciclofosfamida. Dependendo do medicamento, da dose e da idade da paciente, a alteração menstrual pode ser transitória ou persistente.
  • Hormônios, incluindo progestagênios, estrogênios e androgênios, além dos análogos do GnRH, como leuprorrelina e triptorrelina. Esses medicamentos podem suprimir a ovulação e fazer a menstruação desaparecer enquanto estão sendo utilizados.
  • Medicamentos que aumentam a prolactina, como metoclopramida e domperidona, além dos antipsicóticos já citados. Alguns anti-hipertensivos específicos, como metildopa e verapamil, também podem elevar a prolactina.
  • O uso prolongado de opioides, como morfina e metadona, também pode interferir no eixo hormonal e provocar irregularidade menstrual ou amenorreia.

Se a irregularidade menstrual começou depois da introdução de um medicamento ou de uma mudança de dose, essa possibilidade deve ser discutida com o médico. Não se deve suspender um medicamento prescrito por conta própria apenas porque a menstruação atrasou.

Se houver possibilidade de gravidez, ela deve ser excluída antes de atribuir o atraso ao medicamento.

Nota: o uso de antibióticos, em geral, não provoca atraso menstrual. O que pode interferir no ciclo menstrual é a infecção para a qual o antibiótico foi prescrito.

5. Erros de cálculo

Mulheres com ciclos irregulares podem ter dificuldade para saber exatamente em que dia a menstruação deveria aparecer.

Você pode achar que sua menstruação está atrasada quando, na realidade, apenas ovulou mais tarde naquele mês.

Mesmo mulheres com ciclos normalmente regulares podem ter uma variação ocasional de alguns dias sem que seja possível identificar qualquer causa específica.

É por isso que um atraso isolado de dois ou três dias, com gravidez descartada, costuma ter pouca importância clínica.

6. Mudanças recentes no peso corporal

Ganhar ou perder muito peso em pouco tempo pode interferir no ciclo menstrual.

O sistema reprodutor é sensível ao estado nutricional e à disponibilidade de energia do organismo. Alterações importantes de peso podem modificar os sinais hormonais entre o cérebro e os ovários, interferindo na ovulação.

Por isso, atrasos menstruais podem aparecer tanto após emagrecimento rápido quanto depois de ganho acentuado de peso.

7. Obesidade

Mulheres com obesidade apresentam maior risco de ciclos irregulares e anovulação.

O tecido adiposo participa do metabolismo dos hormônios sexuais, e a obesidade também está frequentemente associada à resistência à insulina e à síndrome dos ovários policísticos.

O resultado pode ser uma ovulação irregular, fazendo com que alguns ciclos sejam muito longos ou que a menstruação não apareça em determinados meses.

8. Magreza excessiva ou distúrbios alimentares

A situação oposta também pode alterar a menstruação.

Perda importante de peso, dietas muito restritivas, anorexia nervosa e outros transtornos alimentares podem reduzir a quantidade de energia disponível para funções que o organismo não considera essenciais à sobrevivência imediata, entre elas a reprodução.

Quando isso acontece, o hipotálamo pode diminuir os estímulos hormonais necessários para que os ovários funcionem normalmente.

A mulher passa a apresentar ciclos mais espaçados e pode evoluir para amenorreia.

9. Exercício físico intenso e baixa disponibilidade energética

Alterações menstruais relacionadas ao exercício não ocorrem apenas em atletas profissionais.

O problema costuma surgir quando há grande gasto energético sem reposição adequada de calorias, especialmente se houver perda de peso, baixo percentual de gordura corporal ou treinos muito intensos.

Corredoras, bailarinas, ginastas, atletas de endurance e outras mulheres submetidas a cargas elevadas de treinamento têm maior risco, mas o problema também pode ocorrer em praticantes não profissionais.

Nesses casos, a alteração é chamada de amenorreia hipotalâmica funcional quando a menstruação deixa de ocorrer.

10. Problemas na tireoide

Tanto uma tireoide que funciona pouco, como ocorre no hipotireoidismo, quanto uma tireoide que funciona em excesso, como no hipertireoidismo, podem alterar a ovulação e o ciclo menstrual.

Os problemas da tireoide não precisam necessariamente provocar sintomas intensos para interferir na regularidade da menstruação.

Por esse motivo, a dosagem do TSH faz parte da investigação habitual das mulheres com atrasos recorrentes ou ausência prolongada de menstruação.

11. Prolactina elevada

A prolactina é o hormônio responsável principalmente pela produção de leite após o parto. Quando seus níveis ficam elevados fora da gravidez ou da amamentação, ela pode interferir nos hormônios que controlam a ovulação. Essa condição é chamada de hiperprolactinemia.

Como consequência, a mulher pode passar a ovular de forma irregular ou deixar de ovular temporariamente, fazendo com que as menstruações fiquem mais espaçadas ou desapareçam por alguns meses.

Algumas mulheres também apresentam saída de leite pelas mamas sem estarem amamentando, mas esse sintoma não ocorre em todos os casos. Portanto, a ausência de secreção mamária não exclui prolactina elevada.

A hiperprolactinemia pode ser provocada por medicamentos, hipotireoidismo e alterações da hipófise, entre outras causas.

12. Amamentação

Após o parto, a amamentação pode manter a mulher vários meses sem menstruar.

Nesse caso, não estamos falando simplesmente de atraso menstrual, mas de uma amenorreia relacionada à lactação.

A prolactina elevada durante a amamentação interfere na liberação dos hormônios responsáveis pela ovulação. Quanto mais frequentes forem as mamadas, principalmente durante a noite, maior tende a ser esse efeito.

O momento em que a menstruação retorna varia muito. Algumas mulheres voltam a menstruar ainda durante o aleitamento exclusivo, enquanto outras permanecem vários meses sem menstruar e só recuperam os ciclos depois que a frequência das mamadas diminui.

É importante lembrar que a ovulação ocorre antes da primeira menstruação. Portanto, uma mulher que ainda não voltou a menstruar depois do parto pode engravidar.

13. Síndrome dos ovários policísticos

Mulheres com síndrome dos ovários policísticos frequentemente apresentam ciclos menstruais irregulares.

A SOP está associada à dificuldade de ovular regularmente e pode também provocar acne, aumento de pelos, queda de cabelo, ganho de peso e resistência à insulina.

Algumas mulheres menstruam apenas algumas vezes por ano. Outras apresentam períodos de vários meses sem menstruar.

Nem toda mulher com ciclos irregulares tem SOP, mas essa é uma das causas mais comuns quando os atrasos são recorrentes.

14. Perimenopausa e insuficiência ovariana primária

À medida que a mulher se aproxima da menopausa, a ovulação se torna menos regular e os intervalos entre as menstruações podem variar bastante.

A menopausa geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos, e os anos que antecedem a última menstruação são chamados de perimenopausa.

Nessa fase, os ciclos podem ficar mais curtos em alguns meses e muito mais longos em outros.

Quando a função dos ovários diminui antes dos 40 anos, porém, o quadro não deve ser encarado simplesmente como uma menopausa que chegou mais cedo. Essa condição é chamada de insuficiência ovariana primária e precisa ser investigada.

Mulheres jovens que começam a apresentar atrasos frequentes ou ausência de menstruação, especialmente se também houver ondas de calor, secura vaginal ou dificuldade para engravidar, devem procurar avaliação médica.

Falamos sobre esse tema em: Menopausa precoce: causas, sintomas e tratamento.

15. Primeiros anos após a primeira menstruação

Se a primeira menstruação, chamada de menarca, ocorreu recentemente, é comum que os ciclos sejam menos regulares.

Nos primeiros anos após a menarca, o sistema hormonal responsável pela ovulação ainda está amadurecendo, e parte dos ciclos pode ocorrer sem ovulação.

Isso não significa, porém, que qualquer intervalo seja normal. Mesmo em adolescentes, ficar 90 dias ou mais sem menstruar merece avaliação médica.

Atraso menstrual com outros sintomas: o que pode ser?

O atraso menstrual pode vir acompanhado de outros sintomas, como cólicas, corrimento vaginal, inchaço abdominal ou sensibilidade nas mamas. Nenhum desses sinais, isoladamente, permite saber se a mulher está grávida ou identificar com segurança a causa do atraso.

A interpretação depende do conjunto dos sintomas, do padrão habitual do ciclo menstrual e, principalmente, da existência ou não de possibilidade de gravidez.

Atraso menstrual com cólica

Cólicas leves podem surgir tanto quando a menstruação está prestes a descer quanto nas primeiras semanas de uma gravidez.

Quando a ovulação ocorre mais tarde do que o habitual, todo o ciclo também se prolonga. Nesse caso, a mulher pode começar a sentir os sintomas que normalmente antecedem a menstruação, como cólicas e sensação de peso na parte inferior do abdômen, mesmo que o sangramento ainda demore alguns dias para aparecer.

A gravidez inicial também pode provocar cólicas leves, semelhantes às menstruais. Portanto, ter cólica com a menstruação atrasada não permite diferenciar gravidez de um simples atraso menstrual (leitura sugerida: Como saber se é menstruação ou gravidez?).

Se houver possibilidade de gravidez, a maneira adequada de esclarecer a dúvida é fazer um teste.

Atraso menstrual com corrimento branco

Corrimento vaginal branco ou transparente, sem mau cheiro, coceira, ardência ou dor, costuma ser uma secreção vaginal normal e pode variar ao longo do ciclo menstrual por influência dos hormônios.

Esse tipo de corrimento também pode aumentar no início da gravidez, mas não é um sinal confiável para confirmar gestação.

Portanto, atraso menstrual acompanhado de corrimento branco pode ocorrer tanto em uma gravidez quanto em mulheres que simplesmente estão passando por alguma alteração do ciclo.

Quando o corrimento é espesso e acompanhado de coceira ou ardência, outras causas, como candidíase vaginal, devem ser consideradas.

Atraso menstrual com corrimento marrom

O corrimento marrom geralmente corresponde a uma pequena quantidade de sangue que permaneceu algum tempo no trato genital antes de ser eliminada e, por isso, adquiriu uma coloração mais escura.

Ele pode aparecer quando a menstruação está começando, no final de um pequeno sangramento ou em episódios de sangramento fora do período menstrual.

Pequenos sangramentos também podem ocorrer no início da gravidez. Por isso, corrimento marrom não confirma nem exclui uma gestação.

Se houver atraso menstrual e possibilidade de gravidez, o teste continua sendo a forma adequada de esclarecer a situação.

Corrimento marrom recorrente, com mau cheiro, dor pélvica, sangramento após as relações sexuais ou sangramento persistente merece avaliação ginecológica.

Atraso menstrual com barriga inchada

A sensação de barriga inchada é muito comum antes da menstruação e costuma estar relacionada à retenção de líquidos e às alterações hormonais do ciclo.

Ela também pode ocorrer no início da gravidez, embora o aumento do volume abdominal nas primeiras semanas não seja provocado pelo crescimento do útero, que ainda é pequeno, mas principalmente por distensão abdominal, gases e alterações do funcionamento intestinal.

Por isso, barriga inchada associada ao atraso menstrual não permite distinguir gravidez de sintomas pré-menstruais.

Outras situações bastante comuns, como prisão de ventre, excesso de gases e alterações alimentares, também podem causar distensão abdominal.

Atraso menstrual com dor ou sensibilidade nos seios

Dor, peso ou aumento da sensibilidade nas mamas podem ocorrer nos dias que antecedem a menstruação por causa das variações hormonais do ciclo.

Essas mesmas alterações também são frequentes no início da gravidez, o que torna esse sintoma pouco útil para diferenciar as duas situações.

Se a menstruação está atrasada e houve possibilidade de gravidez, a presença ou ausência de dor nos seios não substitui o teste de gravidez.

Atraso menstrual com náuseas ou enjoo

Náuseas e enjoos podem surgir nas primeiras semanas de gravidez, especialmente depois que a menstruação já está atrasada. No entanto, esses sintomas também podem ter inúmeras outras causas, como infecções gastrointestinais, refluxo, ansiedade, enxaqueca ou efeitos de medicamentos.

Quando náuseas aparecem junto com atraso menstrual em uma mulher com possibilidade de gravidez, a hipótese de gestação deve ser considerada, mas, novamente, o diagnóstico só pode ser confirmado por meio de um teste.

Atraso menstrual seguido de sangramento diferente

Às vezes, após alguns dias de atraso, surge um sangramento mais fraco, mais curto ou com aspecto diferente da menstruação habitual. Isso pode representar apenas uma menstruação que veio de forma diferente naquele ciclo, mas também pode ocorrer no início de uma gravidez (leia: Sangramento vaginal na gravidez: causas e sinais de alerta).

Se houve relação sexual com possibilidade de gestação, um sangramento diferente do habitual não exclui gravidez. Nessa situação, vale fazer um teste.

Sangramento acompanhado de dor pélvica intensa, tontura, desmaio ou fraqueza importante merece avaliação médica rápida, principalmente se houver possibilidade de gravidez.

Quando o atraso menstrual passa a ser amenorreia?

A amenorreia é a ausência de menstruação por um período prolongado. Ela não é uma doença em si, mas um sinal de que alguma situação fisiológica, hormonal ou anatômica está impedindo que os ciclos menstruais ocorram normalmente.

A amenorreia pode ser secundária, quando a mulher já menstruava e deixa de menstruar, ou primária, quando a primeira menstruação nunca ocorreu.

Amenorreia secundária

A amenorreia secundária ocorre em mulheres que já menstruaram anteriormente, mas passam um período prolongado sem menstruar.

Em mulheres que antes apresentavam ciclos regulares, considera-se amenorreia secundária quando a menstruação permanece ausente por três meses ou mais. Nas mulheres que já tinham ciclos irregulares, costuma-se utilizar como referência a ausência de menstruação por seis meses.

A gravidez é sempre a primeira possibilidade a ser excluída quando existe chance de gestação. Se o teste for negativo, é preciso investigar outras causas, como síndrome dos ovários policísticos, alterações da tireoide, prolactina elevada, perda importante de peso, exercício físico intenso, baixa disponibilidade energética, insuficiência ovariana primária, alguns medicamentos e outras condições descritas ao longo deste artigo.

Depois de vários meses sem menstruar, não é adequado simplesmente continuar esperando que a menstruação volte espontaneamente. A causa da amenorreia deve ser identificada.

Amenorreia primária

A amenorreia primária ocorre quando a primeira menstruação nunca aconteceu na idade em que já seria esperado o início dos ciclos menstruais.

De modo geral, a ausência da primeira menstruação aos 15 anos deve ser investigada. Também é indicada avaliação quando já se passaram cerca de três anos desde o início do desenvolvimento das mamas sem que tenha ocorrido a primeira menstruação. A ausência de desenvolvimento das mamas aos 13 anos também merece investigação.

As causas da amenorreia primária podem ser hormonais, genéticas ou anatômicas. Entre as possibilidades estão alterações do hipotálamo ou da hipófise, problemas no desenvolvimento ou funcionamento dos ovários e malformações congênitas do útero, do colo do útero ou da vagina.

Em algumas adolescentes, o desenvolvimento das mamas ocorre normalmente, mas a menstruação não aparece porque o útero não se desenvolveu ou porque existe alguma alteração anatômica que impede a saída do sangue menstrual. Em outras, a ausência da primeira menstruação faz parte de uma alteração hormonal que também interfere no próprio desenvolvimento da puberdade.

Como fazer a menstruação descer?

Não existe um método caseiro ou medicamento que seja seguro e indicado para todas as mulheres com atraso menstrual. Antes de tentar “fazer a menstruação descer”, é importante excluir uma gravidez e identificar, quando necessário, a causa do atraso.

Em algumas situações, o ginecologista pode utilizar progestagênios ou anticoncepcionais hormonais para controlar o ciclo ou provocar um sangramento por privação. No caso da pílula anticoncepcional, o sangramento geralmente ocorre durante a pausa ou o período de comprimidos placebo, e não simplesmente por começar a tomá-la.

Não é recomendado iniciar anticoncepcionais, hormônios ou outros medicamentos por conta própria apenas para fazer a menstruação descer, pois a conduta depende da causa do atraso menstrual.

Quando procurar o ginecologista?

Um atraso menstrual isolado de poucos dias, com gravidez adequadamente descartada, geralmente não exige investigação imediata.

Procure avaliação médica se os atrasos começarem a ocorrer repetidamente, se os ciclos ficarem persistentemente muito espaçados, se você passar três meses sem menstruar apesar de antes ter ciclos regulares ou se a mudança do padrão menstrual vier acompanhada de outros sintomas.

Sinais como saída de leite pelas mamas sem estar amamentando, aumento excessivo de pelos, acne intensa de aparecimento recente, ondas de calor antes dos 40 anos, perda importante de peso, sintomas de distúrbio alimentar, dor pélvica persistente ou alterações importantes da tireoide também merecem investigação.

Se houver atraso menstrual associado a dor abdominal intensa, sangramento vaginal importante, desmaio ou tontura, principalmente quando existe possibilidade de gravidez, a avaliação deve ser feita com maior urgência.


book Referências bibliográficas
  • Current evaluation of amenorrhea: a committee opinion (2024) – Practice Committee of the American Society for Reproductive Medicine.
  • Abnormal Uterine Bleeding – American College of Obstetricians and Gynecologists.
  • Menstruation in Girls and Adolescents: Using the Menstrual Cycle as a Vital Sign – American College of Obstetricians and Gynecologists.
  • Pharmacological Causes of Hyperprolactinemia – Endotext.
  • What causes amenorrhea? – Eunice Kennedy Shriver National Institute of Child Health and Human Development.
  • What causes menstrual irregularities? – Eunice Kennedy Shriver National Institute of Child Health and Human Development.
  • Periods and fertility in the menstrual cycle – NHS.
  • Bleeding and/or pain in early pregnancy – Royal College of Obstetricians and Gynaecologists.


Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Roseli Aparecida

    Eu não menstruo há pelo menos 8 meses, sinto de vez enquanto uma cólica leve. O que pode ser doutor?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Rosali, menstruação atrasada tem diversas causas. A mais óbvias são gravidez e menopausa. Mas sem poder examinar, colher história clínica e pedir exames é impossível opinar. Eu nem sequer sei a sua idade. Você precisa ser vista por uma ginecologista.

  2. maria divina

    tomei 24 comprimidos dos 30 da cartela, ate hoje não veio a menstruação játe 22 dias que parei o remédio fiz um teste de farmácia deu negativo.qual sera o motivo de eu nao ter mestruado?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Provavelmente porque você interrompeu a cartela antes do fim. A menstruação deve vir no fim do próximo ciclo.

  3. Kamila

    Boa tarde Dr.
    É normal a menstruação não vim todos os meses?

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Depende. Em geral, são considerados normais os ciclos menstruais que apresentam entre 24 e 38 dias de intervalo.Se o seu intervalo estiver maior, pode haver algum problema.

  4. Jussara

    Olá doutora, sempre que está perto de eu mestruar, sinto muita dor de cabeça , fico muito enjoada e meio tonta , com uma sensação de estômago sempre cheio e uma pressão na cabeça. Isso é normal?

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Cada organismo reage de um jeito ao período pré-menstrual. Se for algo que incomoda muito, você pode conversar com a sua ginecologista para ela tentar controlar esses sintomas. Muitas vezes, o uso da pílula anticoncepcional ajuda.

  5. Laís

    Olá doutor, a depressão pode fazer com que a menstruação atrase? Estou tendo a sensação que está descendo mas quando vou olhar não tem nada. Obrigada pela publicação

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Sim, a parte psicológica pode influenciar o ciclo menstrual.

  6. Emilie

    Dr, tenho 19 anos nunca tive relações sexuais, e minha menstruação fica de 2 a 3 meses sem vim o que pode ser?

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    O mais provável é que vocÊ tenha ciclos anovulatórios. O porquê disso precisa ser avaliado por um ginecologista.

  7. fran

    Oi doutor minha mestruacao atrasou dois meses mas desceu qal a chance de estar gravida? Fiz um teste de sangue e deu negativo

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Você menstruou e tem um teste de gravidez negativo. Não há motivo pra pensar em gravidez.

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