Faringite estreptocócica


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Revisado e atualizado em maio 21, 2026
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Principais informações sobre a faringite estreptocócica

A faringite estreptocócica é uma infecção bacteriana da garganta causada pelo Streptococcus pyogenes, também chamado de estreptococo do grupo A. Ela é mais comum em crianças e adolescentes, mas também pode ocorrer em adultos.

Os sintomas mais sugestivos são dor de garganta de início súbito, febre, dor ao engolir, gânglios dolorosos no pescoço, amígdalas inchadas com pus e pontinhos vermelhos no céu da boca. Tosse, coriza, rouquidão, conjuntivite e aftas sugerem mais uma infecção viral do que estreptocócica.

O diagnóstico pode ser confirmado com teste rápido para estreptococo ou cultura de material colhido da garganta. Em crianças e adolescentes, quando o teste rápido dá negativo mas a suspeita continua alta, pode ser necessário confirmar com cultura.

O tratamento é feito com antibióticos, geralmente penicilina ou amoxicilina, para reduzir sintomas, diminuir a transmissão e prevenir complicações, como febre reumática. Após iniciar o antibiótico adequado, a maioria dos pacientes deixa de transmitir a bactéria em 12 a 24 horas, mas só deve voltar à escola ou ao trabalho se também estiver sem febre.

O que é faringite estreptocócica?

A dor de garganta é um sintoma muito incômodo, que costuma ocorrer tanto em adultos quanto em crianças. Em geral, a dor de garganta é provocada por uma inflamação das amígdalas ou da faringe, quadros que chamamos de amigdalite e faringite, respectivamente. Quando ambos estão inflamados, situação muito comum, dizemos que o paciente tem uma faringoamigdalite.

Na maioria dos casos, a dor de garganta tem origem em uma infecção. Faringites e amigdalites virais são as causas mais comuns de garganta inflamada, mas as infecções bacterianas também são fontes comuns de inflamação na garganta.

Dentre as bactérias que provocam faringite ou amigdalite, o Streptococcus pyogenes (Estreptococo do grupo A) é o que merece mais destaque, não só por ser a forma mais comum de faringoamigdalite bacteriana, mas também porque é a forma de infecção de garganta que mais causa complicações. O S. pyogenes é responsável por cerca de 30% dos casos de faringite nas crianças e 10% nos adultos.

Portanto: a faringite estreptocócica é uma infecção na garganta causada pela bactéria Streptococcus pyogenes, também conhecida como estreptococo do grupo A.

Neste artigo falaremos especificamente das amigdalites e faringites provocadas pelo Streptococcus pyogenes. Abordaremos os seus sintomas, formas de transmissão, métodos de diagnóstico, complicações possíveis e opções de tratamento.

Se você procura informações mais abrangentes sobre todas as causas de dor de garganta, incluindo as faringites de origem viral e as de origem não infecciosa, acesse o seguinte artigo: Dor de Garganta – Causas, Sintomas e Tratamento.

O que é o Streptococcus pyogenes – Estreptococo do grupo A

A bactéria do gênero Streptococcus possui várias espécies diferentes, muitas delas capazes de causar infecções nos seres humanos. Só como exemplos, o Streptococcus pneumoniae é uma causa comum de pneumonia, o Streptococcus agalactiae pode provocar infecções graves em recém-nascidos e o Streptococcus viridans é uma causa comum de endocardite infecciosa.

O Streptococcus pyogenes é uma bactéria que faz parte do grupo A dos estreptococos*. É um dos principais causadores de infecções bacterianas na garganta e na pele em humanos. Essa bactéria é conhecida por provocar várias doenças, que vão desde infecções relativamente leves, como a faringite estreptocócica, erisipela, celulite e o impetigo (uma infecção da pele), até doenças mais graves como a febre reumática, escarlatina e a fasciíte necrosante (também conhecida popularmente como “bactéria comedora de carne”). O S.pyogenes também está relacionado com a psoríase gutata, uma forma rara de psoríase.

* Os estreptococos são classificados em vários grupos com base em suas características, especialmente a reação a certos testes laboratoriais. Os mais conhecidos são classificados pelo sistema de Lancefield, que os divide em grupos de A a U com base em diferenças em um componente específico da parede celular da bactéria.

O S.pyogenes é a causa mais comum de dor de garganta de origem bacteriana. Se um paciente tem uma inflamação da garganta provocada por uma bactéria, a chance dessa bactéria ser o S. pyogenes é muito grande.

Formas de transmissão

Streptococcus pyogenes é altamente contagioso, podendo ser transmitido através da tosse, espirro, gotículas de saliva emitidas durante a fala ou pelo compartilhamento de talheres ou copos. Mãos contaminadas por secreções respiratórias também são um importante veículo de transmissão do estreptococo do grupo A (leia: Por que é importante lavar as mãos para evitar infecções?).

Geralmente, as crianças entre 3 e 14 anos são o grupo com maior risco de contaminação. Porém, nem todas as pessoas que se contaminam com o S. pyogenes vão desenvolver inflamação na garganta. Os adultos frequentemente entram em contato com a bactéria e não desenvolvem sintomas.

Há também os casos de pacientes que entram em contato com a bactéria, não desenvolvem sintomas, mas passam a ser carreadoras assintomáticas da bactéria na orofaringe. Na época do inverno, período no qual as pessoas ficam mais tempo juntas em locais fechados, cerca de 20% das crianças em idade escolar tornam-se portadoras assintomáticas do estreptococo do grupo A nas suas orofaringes.

Esses carreadores assintomáticos podem permanecer com a bactéria por vários meses sem apresentar nenhum problema. Em muitos desses carreadores, a bactéria só se torna ativa quando o paciente desenvolve uma infecção respiratória viral. Nestes casos, é muito difícil fazer a distinção entre uma faringite viral pura ou uma faringite bacteriana oportunista, que se aproveitou de uma inflamação provocada por uma virose para se tornar ativa.

Esses carreadores não costumam ser fonte de transmissão da bactéria enquanto estão assintomáticos. Porém, se em algum momento a bactéria torna-se ativa e provoca infecção da garganta, o risco de contágio torna-se real.

Sintomas da faringite estreptocócica

O período de incubação do Streptococcus pyogenes, ou seja, o intervalo de tempo entre a contaminação e o surgimento dos primeiros sintomas, é de 2 a 5 dias, mas pode ser tão longo quanto 2 semanas em alguns casos.

Os principais sintomas da faringite e/ou amigdalite estreptocócica são a dor de garganta, febre, dor de cabeça e vermelhidão da faringe e amígdalas. Esses sinais e sintomas, porém, não ajudam muito no diagnóstico, já que são comuns a quase todos os tipos de faringite, principalmente às faringoamigdalites de origem viral.

Na verdade, nem sempre é fácil distinguir uma faringite estreptocócica de uma faringite de origem viral. Todavia, alguns achados no exame físico podem ajudar. Por exemplo, os seguintes sinais falam muito a favor de uma faringite por S. pyogenes:

  • Amígdalas inchadas e com pus (presença de placas ou pontos brancos nas amígdalas ou faringe)
  • Faringe inflamada e com pontos de pus.
  • Linfonodos aumentados e dolorosos na região anterior do pescoço, logo abaixo da mandíbula.
  • Presença de petéquias no palato (vários pontinhos vermelhos no céu da boca).
  • Inflamação e inchaço da úvula (conhecida popularmente como campainha ou sininho da garganta).
  • Início abrupto e desenvolvimento rápido dos sintomas.
Fotos de Faringite bacteriana
Características da faringite bacteriana

Porém, como já foi referido anteriormente, é perfeitamente possível um paciente desenvolver uma faringite bacteriana no meio de uma infecção respiratória viral, o que torna a distinção entre as inflamações de garganta de origem viral e bacteriana muito difícil.

Por outro lado, a presença de sintomas característicos de infecção viral, tais como espirros, tosse, coriza, rouquidão, conjuntivite, diarreia ou úlceras na boca, direciona o diagnóstico mais para uma faringoamigdalite viral, como uma gripe ou resfriado.

Os sinais mais específicos de faringite/amigdalite bacteriana são as petéquias no palato e a presença de pus na faringe ou nas amígdalas. Ainda assim, nenhum deles nos permite afirmar com 100% de certeza que estamos diante de uma faringite bacteriana, pois 5 a 10% das inflamações de garganta de origem não bacteriana podem ter esses sinais.

Por isso, em menos de 50% dos casos de inflamação da garganta há um conjunto de sinais e sintomas específicos o suficiente que permitam ao médico fechar o diagnóstico da faringite estreptocócica apenas com o exame físico. Na maioria dos casos, a certeza do diagnóstico só é obtida por meio de exames complementares, como o teste rápido ou a cultura de material da faringe, que apontam a presença do Streptococcus pyogenes na orofaringe, conforme veremos mais adiante.

Foto de amigdalite bacteriana
Amigdalite bacteriana com pus nas amígdalas

O quadro de faringite estreptocócica costuma ter um tempo de duração limitado. Habitualmente, a dor de garganta desaparece dentro de 5 dias, mesmo sem tratamento com antibióticos. Ainda assim, o tratamento com antibióticos está indicado, principalmente nas crianças, pois ele reduz o tempo de doença, alivia os sintomas e, mais importante de tudo, diminui os riscos de complicações.

Para ver mais fotos de amigdalites virais e bacterianas, acesse: Fotos de Amigdalite e Faringite.

Complicações

O grande problema das faringites estreptocócicas não costuma ser a inflamação da garganta em si, mas sim o risco de complicações. As crianças são as principais vítimas dessas complicações, sendo elas o grupo que mais necessita de tratamento com antibióticos para prevenção.

Algumas complicações são graves, inclusive com risco de morte, como é o caso da síndrome do choque tóxico por estreptococo. Outras podem causar lesões de órgãos internos, como os rins no caso da glomerulonefrite pós-estreptocócica, ou o coração na febre reumática. Há também situações mais simples, como a escarlatina, que é uma erupção de pele que costuma ser benigna e de fácil tratamento.

Entre as possíveis complicações da faringoamigdalite estreptocócica, podemos destacar:

É importante destacar que a maioria dos casos de faringoamigdalite estreptocócica não cursa com complicações. Porém, como alguns desses problemas são graves, o uso de antibiótico acaba sendo indicado como forma de prevenção, principalmente nas crianças.

Como é feito o diagnóstico

Identificar corretamente se uma faringite tem origem bacteriana, viral ou não infecciosa é importante na hora de traçar estratégias que visam a prevenção de complicações e a interrupção do contágio para outras pessoas, além de minimizar o uso desnecessário de antibióticos em crianças e adolescentes que têm inflamação de garganta de origem não bacteriana, o que representa a maioria dos casos.

Swab garganta
Swab – coleta de material para detecção do estreptococo

Atualmente, a forma mais utilizada para se detectar uma faringite estreptocócica é por meio do teste de detecção rápida do Estreptococo do grupo A. Esse teste é feito por meio de um swab (zaragatoa), que é uma espécie de cotonete comprido usado para colher material das amígdalas (veja imagem ao lado). Esse exame consegue identificar a presença do Streptococcus pyogenes na orofaringe e o seu resultado é obtido em alguns minutos. Se o teste for positivo, o paciente deve ser tratado com antibióticos apropriados.

Se o teste for negativo, mas a suspeita de faringite estreptocócica for muito forte, o material colhido pelo swab pode ser enviado para cultura, que é um método mais confiável que o teste rápido. A desvantagem da cultura é o fato de o resultado só estar disponível após 48 horas.

Tratamento da faringite estreptocócica

O objetivo do tratamento com antibióticos visa a erradicação do estreptococo do grupo A da orofaringe. A eliminação da bactéria traz os seguintes benefícios:

  • Redução da duração e da gravidade dos sinais e sintomas.
  • Redução da incidência de complicações.
  • Redução do risco de transmissão da bactéria para outras pessoas.

Com apenas 12 a 24 horas após o início do tratamento com antibióticos, a maioria dos pacientes já não é mais capaz de transmitir a bactéria para outras pessoas. Isso significa que a criança pode voltar a frequentar a escola no dia seguinte ao início do tratamento, caso se sinta bem e não tenha mais sintomas. Em relação aos sintomas, a melhora é sentida em 24 a 48 horas após o início do antibiótico.

Os antibióticos derivados da penicilina devem ser sempre a primeira opção de tratamento, pois eles são os mais efetivos. Os esquemas mais indicados são:

  • Penicilina benzatina por via intramuscular em dose única na dose de 600.000 U para pacientes com menos de 27 quilos ou 1.200.000 U para aqueles com mais de 27 quilos.
  • Penicilina V por via oral na dose de 250 mg, 2 ou 3 vezes por dia para crianças, ou 500 mg 2 vezes por dia para adultos. O tratamento deve ter duração de 10 dias.
  • Amoxicilina por via oral na dose de 25 mg/kg (dose máxima de 500 mg por dose) 2 vezes por dia. O tratamento deve ter duração de 10 dias.

Dentre as 3 opções acima, a melhor de todas é a penicilina benzatina, pois ela é a de mais simples administração e é a mais eficaz na prevenção das complicações, principalmente da febre reumática em crianças.

A amoxicilina pode ser administrada com ou sem ácido clavulânico, dependendo do perfil de resistência do estreptococo na comunidade em que o paciente vive.

Para os pacientes com alergia à penicilina, as melhores opções de tratamento são:

  • Cefalexina por via oral na dose de 20 mg/kg (dose máxima de 500 mg por dose) 2 vezes por dia. O tratamento deve ter duração de 10 dias.
  • Azitromicina por via oral na dose de 12 mg/kg (dose máxima de 500 mg por dose) 1 vez por dia. O tratamento deve ter duração de 5 dias.
  • Claritromicina por via oral na dose de 7,5 mg/kg (dose máxima de 250 mg por dose) 2 vezes por dia. O tratamento deve ter duração de 10 dias.

A maioria das pessoas melhora dentro de 48 horas, mas é essencial que o tratamento seja mantido até o final, mesmo que o paciente já esteja completamente assintomático. A interrupção do antibiótico antes do final aumenta o risco da ocorrência de complicações. Como a penicilina benzatina é o único tratamento feito com dose única, ele é a opção com maior taxa de sucesso e de aderência.

Além do antibiótico, o paciente também pode ser medicado com anti-inflamatórios ou analgésicos, visando o controle dos sintomas enquanto os antibióticos não fazem efeito.

Explicamos o tratamento sintomático das faringites em um artigo à parte: Remédios para dor de garganta.


book Referências bibliográficas


Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Jane

    Meu filho está com pus na garganta, febre e dor para engolir. Isso significa faringite estreptocócica?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Sugere, mas não é certeza. Pus nas amígdalas aumenta a suspeita de faringite bacteriana, especialmente se houver febre, dor de garganta de início súbito e gânglios dolorosos no pescoço. Mas não confirma sozinho que seja estreptococo.

    Algumas infecções virais também podem causar placas ou pontos brancos na garganta, incluindo mononucleose e alguns vírus respiratórios. Por outro lado, tosse, coriza, rouquidão, conjuntivite, aftas ou diarreia sugerem mais virose do que faringite estreptocócica.

    Quando há dúvida, o ideal é fazer teste rápido ou cultura da garganta antes de iniciar antibiótico, principalmente em crianças.

  2. Walter

    Amoxicilina com clavulanato é mais forte que a amoxicilina pura para tratar faringite estreptocócica?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não necessariamente. Na maioria dos casos, na faringite estreptocócica simples, amoxicilina comum ou penicilina costumam ser suficientes e são os tratamentos de primeira escolha.

    O ácido clavulânico não é necessário para matar o Streptococcus pyogenes, bactéria que causa a faringite estreptocócica. Ele amplia o espectro do antibiótico para outras bactérias, mas isso não significa melhor tratamento para essa infecção específica. Ele só deve ser utilizado se, na comunidade na qual o paciente vive, houver indício de resistência do estreptococo à amoxicilina pura.

    Usar antibiótico mais amplo sem necessidade pode aumentar o risco de diarreia, efeitos colaterais e seleção de bactérias resistentes. A escolha do antibiótico deve ser feita pelo médico conforme o quadro clínico, alergias e suspeita diagnóstica.

  3. Sandro Paulo

    O teste rápido do meu filho para estreptococo deu negativo, mas a garganta está cheia de placas. Mesmo assim preciso dar antibiótico?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Depende da idade e da suspeita clínica. Em adultos, um teste rápido negativo geralmente torna a faringite estreptocócica menos provável, e muitas vezes não é necessário antibiótico.

    Em crianças e adolescentes, se os sintomas forem muito sugestivos, o médico pode pedir cultura da garganta para confirmar, porque o teste rápido pode falhar em alguns casos. Se a cultura vier positiva, o antibiótico é indicado.

    O mais importante é não usar antibiótico apenas porque há placas na garganta. Placas podem ocorrer também em infecções virais, e antibiótico desnecessário aumenta risco de efeitos colaterais e resistência bacteriana.

  4. Cíntia

    Depois de começar amoxicilina para faringite estreptocócica, em quanto tempo a criança pode voltar para a escola?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Em geral, após 12 a 24 horas de antibiótico adequado, a transmissão do estreptococo cai bastante. Mesmo assim, a criança deve voltar à escola apenas se estiver sem febre e se sentindo bem.

    Se ainda houver febre, prostração importante, vômitos, dor intensa ou dificuldade para se alimentar e beber líquidos, é melhor aguardar e reavaliar.

    Também é importante completar o tratamento pelo tempo prescrito, mesmo que a criança melhore nos primeiros dias. A interrupção precoce aumenta o risco de falha terapêutica e complicações.

  5. Cintia

    A eritromicina pode ser usada no tratamento da faringite estreptocócica?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Sim, a eritromicina pode ser usada no tratamento da faringite estreptocócica, especialmente em pacientes alérgicos à penicilina.

    A faringite causada pelo Streptococcus pyogenes tem como tratamento de primeira linha os antibióticos betalactâmicos, como a penicilina ou amoxicilina. No entanto, em casos de alergia a esses medicamentos, os macrolídeos, como a eritromicina, são uma alternativa eficaz.

    É importante lembrar que, em algumas regiões, já foi identificada resistência do estreptococo à eritromicina. Por isso, outros macrolídeos como a azitromicina ou claritromicina podem ser preferidos, dependendo do perfil de resistência local.

  6. Thiago

    Qual a diferença entre faringite e laringite?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    A faringite e a laringite são inflamações que afetam partes diferentes do trato respiratório superior:

    — Faringite: é a inflamação da faringe, que fica na parte de trás da garganta. Os principais sintomas são dor de garganta, dificuldade para engolir, febre e, às vezes, gânglios aumentados no pescoço. Pode ser causada por vírus (mais comum) ou por bactérias, como o estreptococo.
    — Laringite: é a inflamação da laringe, onde ficam as cordas vocais. O sintoma mais característico é a rouquidão ou até perda da voz, além de tosse seca e irritação na garganta. Geralmente é causada por vírus, uso excessivo da voz ou irritantes (como fumaça).

    Resumindo: faringite causa dor de garganta; laringite geralmente causa rouquidão.

  7. João Paulo Mazzo

    Bom dia, Doutor

    Terminei o tratamento de faringite fiquei 10 dias tomando amoxicilina, quanto tempo devo esperar para poder beber bebidas álcoolicas após o tratamento?

    Obrigado!

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Após terminar a amoxicilina, não há uma regra obrigatória de esperar vários dias para beber álcool. A amoxicilina não tem uma interação perigosa conhecida com bebida alcoólica, e o NHS informa que é possível beber álcool durante o uso dela.

    Na prática, se você já terminou os 10 dias, está sem febre, sem dor importante, comendo bem e não está tomando outros remédios que interajam com álcool, pode beber com moderação. Mesmo assim, é prudente evitar exageros nas primeiras 24–48 horas após uma infecção, porque o álcool pode piorar mal-estar, náuseas, desidratação e atrasar a recuperação.

    Dê uma lida nesse artigo, ele esclarece essa e outras questões sobre antibióticos e álcool: Misturar antibióticos com álcool: qual é o risco?

  8. Pedro da Fonseca

    Quanto tempo deve durar o tratamento com penicilina injetável?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Penicilina benzatina para tratar faringite é em dose única de 1,2 milhão de unidades.

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