Com 24 semanas de gravidez, os movimentos do bebê já costumam ser percebidos com mais clareza, enquanto o cérebro, os pulmões e outros órgãos continuam em intenso processo de amadurecimento. Os pulmões ainda são muito imaturos, mas avançam no desenvolvimento das estruturas envolvidas nas futuras trocas gasosas e na produção de surfactante.
Para a gestante, esta semana também marca o início de uma etapa importante do pré-natal: entre 24 e 28 semanas costuma ser realizado o teste oral de tolerância à glicose para o rastreamento do diabetes gestacional, quando indicado.
Resumo
Principais pontos sobre a 24ª semana de gravidez
- Tempo em meses: 24 semanas correspondem a 6 meses de gravidez.
- Trimestre de gestação: segundo.
- Tamanho do feto: cerca de 30 cm da cabeça aos pés.
- Peso: em torno de 665 gramas.
- Desenvolvimento fetal: crescimento acelerado, amadurecimento do cérebro e dos sentidos, maior coordenação dos movimentos e desenvolvimento das estruturas pulmonares responsáveis pelas futuras trocas gasosas.
- Movimentos: os chutes e mudanças de posição costumam estar mais perceptíveis, mas ainda não é necessário contar movimentos.
- O que a grávida pode sentir: dor nas costas, pontadas nas laterais da barriga, azia, prisão de ventre, câimbras, inchaço leve e contrações de treinamento.
- Exames: começa a janela habitual de 24 a 28 semanas para o teste oral de tolerância à glicose de 75 g, quando indicado para o rastreamento do diabetes gestacional.
Desenvolvimento do bebê na 24ª semana
Com 24 semanas, o bebê apresenta proporções corporais cada vez mais semelhantes às que terá ao nascer, embora ainda seja muito pequeno e tenha pouca gordura sob a pele.
Os movimentos estão mais coordenados, o cérebro continua amadurecendo rapidamente e os pulmões entram em uma fase particularmente importante do desenvolvimento.
Tamanho e peso
Com 24 semanas, o bebê mede aproximadamente 30 cm da cabeça aos pés e pesa, em média, cerca de 665 gramas.
Esses números servem apenas como referência. Existe uma faixa relativamente ampla de medidas consideradas normais para a mesma idade gestacional.
Na curva de crescimento fetal da Organização Mundial da Saúde (OMS), o peso estimado mediano na 24ª semana é de aproximadamente 665 gramas. O percentil 10 fica em torno de 576 gramas e o percentil 90, em torno de 765 gramas.
Esses valores não devem ser usados isoladamente para determinar se o bebê está crescendo adequadamente. A interpretação depende do conjunto das medidas obtidas no ultrassom e, quando existem exames anteriores, da evolução do crescimento ao longo do tempo.

Pele, lanugem e gordura corporal
A pele ainda é fina, enrugada e relativamente transparente porque existe pouca gordura subcutânea.
A lanugem, formada por pelos muito finos, continua cobrindo grande parte do corpo. O vérnix caseoso, uma substância branca e gordurosa, também recobre progressivamente a pele e ajuda a protegê-la durante o contato prolongado com o líquido amniótico.
Nas próximas semanas, o acúmulo de tecido adiposo aumentará, tornando a pele progressivamente menos enrugada e contribuindo para a capacidade de manter a temperatura corporal após o nascimento.
Sistema nervoso e sentidos
O cérebro continua crescendo e formando novas conexões entre as células nervosas. O desenvolvimento das áreas responsáveis pelos movimentos e pelos sentidos torna as respostas do bebê progressivamente mais organizadas.
Os movimentos dos braços e das pernas ficam mais coordenados, e o bebê consegue levar as mãos ao rosto e à boca, flexionar as articulações e realizar movimentos de sucção.
A audição também continua amadurecendo. Sons produzidos pelo organismo materno, como batimentos cardíacos, respiração, fluxo sanguíneo e movimentos intestinais, fazem parte do ambiente sonoro dentro do útero. Sons externos também podem alcançar o bebê, embora cheguem atenuados pelos tecidos maternos e pelo líquido amniótico.
O bebê já alterna períodos de maior atividade e repouso, mas ainda não possui horários de sono tão previsíveis quanto os de um recém-nascido.
Sucção e deglutição
O reflexo de sucção continua se desenvolvendo, e o bebê pode levar os dedos à boca e realizar movimentos semelhantes aos que serão necessários para mamar após o nascimento.
Ele também engole líquido amniótico regularmente. Parte desse líquido é absorvida pelo sistema digestivo e retorna à circulação fetal, enquanto outra parte é eliminada pelos rins e volta ao líquido amniótico na forma de urina.
Apesar desses movimentos, a coordenação eficiente entre sucção, deglutição e respiração, necessária para alimentação após o nascimento, ainda é imatura nesta fase.
Desenvolvimento dos pulmões
Os pulmões continuam sendo um dos órgãos mais imaturos com 24 semanas.
Nesta fase, as pequenas vias respiratórias continuam se desenvolvendo, enquanto os vasos sanguíneos dos pulmões se aproximam cada vez mais das regiões que, após o nascimento, serão responsáveis pelas trocas de oxigênio e gás carbônico.
Por volta desta idade gestacional, ocorre também uma etapa importante do amadurecimento das células pulmonares responsáveis pela produção de surfactante. Essa substância reduz a tensão superficial dentro dos pulmões e ajuda a impedir o colapso das pequenas estruturas pulmonares após o nascimento.
A produção de surfactante, porém, ainda é pequena e insuficiente para garantir uma função pulmonar normal fora do útero. Por isso, um bebê nascido nesta fase geralmente necessita de suporte respiratório intensivo.
O bebê também realiza movimentos respiratórios fetais, movimentando líquido pelas vias respiratórias. Esses movimentos ajudam no desenvolvimento dos pulmões, mas não significam que ele esteja respirando ar dentro do útero.
Desenvolvimento dos outros órgãos
Os demais órgãos continuam amadurecendo:
- Coração: mantém atividade cardíaca rápida e regular, geralmente em torno de 140 a 150 batimentos por minuto nesta fase.
- Sistema urinário: os rins produzem urina continuamente, que é eliminada no líquido amniótico. A bexiga fetal enche e esvazia periodicamente.
- Sistema digestivo: o intestino continua amadurecendo e apresenta atividade motora. O bebê engole líquido amniótico, enquanto fígado e pâncreas seguem amadurecendo suas funções.
- Sistema endócrino: tireoide, hipófise e glândulas suprarrenais continuam ativas e amadurecendo sua participação na regulação hormonal fetal.
- Sistema hematológico: a produção e o amadurecimento das células sanguíneas continuam ao longo desta fase.
- Esqueleto: a ossificação continua avançando e os ossos ficam progressivamente mais definidos ao ultrassom.
Movimentos do bebê com 24 semanas
Com 24 semanas, a maioria das gestantes já consegue perceber os movimentos do bebê.
Eles podem ser sentidos como chutes, batidas, tremores, ondulações ou mudanças de posição dentro da barriga. Conforme o bebê cresce e ganha força muscular, essas sensações tendem a ficar mais fáceis de reconhecer.
Ainda assim, a frequência e a intensidade dos movimentos podem variar bastante. O bebê alterna períodos de atividade e repouso, e fatores como a posição fetal e a localização da placenta interferem na percepção materna.
Nesta fase, ainda não é necessário contar chutes nem esperar determinado número de movimentos por hora.
Se a gestante chegou às 24 semanas e nunca percebeu nenhum movimento fetal, deve comunicar a equipe responsável pelo pré-natal para que o bebê seja avaliado.
Leitura sugerida: Movimentos fetais: quando sentirei o bebê chutando?
Onde é possível sentir o bebê mexer com 24 semanas?
Os movimentos podem ser percebidos abaixo, ao redor ou até um pouco acima do umbigo, além das laterais do abdome.
Não existe um local obrigatório. O bebê ainda possui espaço suficiente para mudar de posição várias vezes durante o dia, fazendo com que os chutes sejam percebidos em diferentes regiões da barriga.
Quando a placenta está localizada na parede anterior do útero, ela pode amortecer alguns movimentos, principalmente os direcionados para a parte da frente do abdome.

Qual é a posição normal do bebê com 24 semanas?
Com 24 semanas, não existe uma posição fetal que seja considerada obrigatória ou definitiva.
O bebê pode estar:
- De cabeça para baixo.
- Sentado.
- Atravessado.
- Em posições oblíquas ou intermediárias.
Todas essas apresentações podem ser normais nesta fase, pois ainda existe espaço suficiente para mudanças frequentes de posição.
A posição observada em um ultrassom de 24 semanas, portanto, não permite prever a apresentação do bebê no momento do parto.
Ultrassonografia morfológica na 24ª semana
A 24ª semana ainda pode fazer parte da janela utilizada para a ultrassonografia morfológica do segundo trimestre, habitualmente realizada entre 18 e 24 semanas, dependendo do protocolo adotado.
Se o exame ainda não tiver sido realizado, é importante verificar com a equipe do pré-natal, pois esta já corresponde ao final da janela habitual em muitos serviços.
Durante a ultrassonografia podem ser avaliados:
- Crânio e cérebro.
- Face e perfil fetal.
- Coluna vertebral.
- Coração e grandes vasos.
- Tórax e pulmões.
- Diafragma.
- Estômago e parede abdominal.
- Rins e bexiga.
- Braços, pernas, mãos e pés.
- Cordão umbilical.
- Placenta.
- Quantidade de líquido amniótico.
- Movimentos fetais.
- Genitália externa, quando a posição do bebê permite.
Também são realizadas medidas da cabeça, do abdome e do fêmur. Em conjunto, essas medidas permitem avaliar o crescimento do bebê e estimar seu peso.
E se alguma estrutura não puder ser visualizada?
Nem sempre todas as estruturas podem ser examinadas adequadamente em uma única ultrassonografia.
A posição do bebê, o biotipo materno e outras limitações técnicas podem dificultar a obtenção das imagens necessárias.
Quando alguma estrutura importante não é visualizada adequadamente, o médico pode solicitar uma nova avaliação. A necessidade de repetir parte do exame, por si só, não significa que exista uma malformação.
Leitura sugerida: Ultrassom na gravidez: quando fazer e para que serve
Preciso fazer exames na 24ª semana de gravidez?
Se o pré-natal estiver atualizado e a gestação estiver evoluindo normalmente, não existe um conjunto de exames obrigatório exatamente na 24ª semana para todas as gestantes.
Entretanto, esta idade gestacional marca o início de uma etapa importante do rastreamento pré-natal: o período habitual para investigação do diabetes gestacional.
Teste para diabetes gestacional
Nas gestantes cuja glicemia de jejum realizada no início da gravidez foi inferior a 92 mg/dL e que não preencheram critérios para diagnóstico de diabetes gestacional naquele momento, recomenda-se a realização do teste oral de tolerância à glicose com 75 g, habitualmente entre 24 e 28 semanas.
O exame mede a glicose:
- Em jejum.
- Uma hora após a ingestão da solução de glicose.
- Duas horas após a ingestão.
No protocolo utilizado no Brasil, o diagnóstico de diabetes gestacional pode ser estabelecido quando pelo menos um dos seguintes valores estiver alterado:
- Jejum: 92 mg/dL ou mais.
- Após 1 hora: 180 mg/dL ou mais.
- Após 2 horas: 153 mg/dL ou mais.
Basta um único valor alterado para estabelecer o diagnóstico.
Leitura sugerida: Diabetes gestacional: diagnóstico, riscos e tratamento
Outros cuidados do pré-natal
Nas consultas continuam sendo avaliados pressão arterial, peso materno, crescimento do útero, atividade cardíaca fetal e movimentos do bebê.
A vacina dTpa continua recomendada a partir da 20ª semana em cada gestação. Portanto, caso ainda não tenha sido aplicada, a situação vacinal deve ser verificada durante o acompanhamento pré-natal.
Leitura sugerida: Vacinas na gravidez: indicações e contraindicações
O que acontece se o bebê nascer com 24 semanas?
Um bebê que nasce com 24 semanas é considerado extremamente prematuro e necessita de cuidados intensivos neonatais.
Nesta idade gestacional, a possibilidade de sobrevivência é significativamente maior do que algumas semanas antes, mas o risco de morte e de complicações graves ainda é elevado.
Em uma grande rede de 795 unidades de terapia intensiva neonatal dos Estados Unidos, aproximadamente 72% dos bebês nascidos com 24 semanas que receberam tratamento ativo sobreviveram até a alta hospitalar em 2023. Quase todos os recém-nascidos dessa idade gestacional receberam tratamento ativo nessa rede. Esses resultados não representam uma probabilidade individual e não devem ser aplicados diretamente a todos os hospitais ou países.
O prognóstico depende de diversos fatores, entre eles:
- Idade gestacional exata.
- Peso ao nascer.
- Gravidez única ou múltipla.
- Sexo do bebê.
- Presença ou ausência de malformações.
- Infecção e outras complicações da gestação.
- Uso de corticosteroides antes do parto.
- Condições do bebê ao nascer.
- Experiência e recursos da UTI neonatal.
Mesmo dentro da mesma semana gestacional, alguns dias adicionais dentro do útero podem fazer diferença. Um bebê nascido com 24 semanas e 6 dias pode apresentar maior maturidade do que outro nascido com exatamente 24 semanas.
Entre os sobreviventes ainda existe risco elevado de complicações como doença pulmonar crônica, hemorragia cerebral, infecções graves, enterocolite necrosante, alterações da retina e problemas do desenvolvimento neurológico.
Por isso, diante de risco de parto nesta fase, a gestante deve ser assistida, sempre que possível, em um hospital com recursos para atendimento obstétrico e neonatal de alta complexidade.
O que a grávida pode sentir na 24ª semana?
O crescimento do útero continua modificando a postura e aumentando a pressão sobre estruturas do abdome e da pelve. Alguns desconfortos tornam-se mais frequentes nesta fase.
Dor nas costas
A mudança do centro de gravidade e o aumento da barriga podem sobrecarregar a musculatura da região lombar.
Dor leve relacionada à postura é frequente. Dor intensa, persistente ou acompanhada de outros sintomas precisa ser avaliada.
Dor nas laterais da barriga
Pontadas ou sensação de puxão nas regiões inferiores e laterais do abdômen podem ocorrer devido ao estiramento dos ligamentos que sustentam o útero.
Essas dores geralmente são breves e podem surgir ao levantar-se rapidamente, virar na cama, tossir, espirrar ou fazer movimentos bruscos.
Leitura sugerida: Principais causas de dor abdominal na gravidez
Contrações de treinamento
As contrações de Braxton Hicks podem começar a ser percebidas por algumas gestantes.
Nessas contrações, o útero endurece temporariamente e depois relaxa. Em geral, elas são irregulares, pouco dolorosas ou indolores e não ficam progressivamente mais fortes ou mais frequentes.
Contrações dolorosas e repetitivas, principalmente quando acompanhadas de pressão pélvica, dor lombar persistente, sangramento ou perda de líquido, devem ser avaliadas porque podem indicar trabalho de parto prematuro.
Leitura sugerida: Contrações de Braxton Hicks (falso trabalho de parto)
Azia e indigestão
As alterações hormonais reduzem o tônus da musculatura do sistema digestivo e facilitam o refluxo do conteúdo do estômago para o esôfago.
Além disso, o útero em crescimento ocupa progressivamente mais espaço no abdome, favorecendo azia, sensação de estômago cheio e indigestão.
Prisão de ventre e gases
O trânsito intestinal continua mais lento durante a gravidez. Prisão de ventre, distensão abdominal e aumento dos gases intestinais são frequentes nesta fase.
Câimbras nas pernas
Câimbras, principalmente nas panturrilhas durante a noite, podem ocorrer com frequência no segundo trimestre.
Dor persistente em apenas uma perna, principalmente quando acompanhada de inchaço, vermelhidão ou aumento da temperatura local, deve ser avaliada.
Inchaço nos pés e tornozelos
Um leve inchaço nos pés e tornozelos, principalmente no final do dia ou após muito tempo em pé, pode ocorrer normalmente.
O aumento do volume sanguíneo e a pressão exercida pelo útero sobre os vasos da pelve dificultam parcialmente o retorno do sangue das pernas.
Inchaço que surge rapidamente, principalmente no rosto e nas mãos, merece avaliação, sobretudo se acompanhado de dor de cabeça forte ou alterações visuais.
Corrimento vaginal
Um aumento do corrimento vaginal branco ou transparente, sem cheiro forte e sem coceira, é comum na gravidez.
Corrimento acompanhado de mau cheiro, coceira intensa, ardência, sangue ou mudança importante da cor deve ser avaliado.
Leitura sugerida: Corrimento na gravidez: causas, sintomas e tratamento
Alterações físicas no corpo da mãe na 24ª semana
Com 24 semanas, a barriga geralmente já está bastante evidente. O útero continua crescendo acima da região do umbigo, mas o tamanho e o formato da barriga variam bastante de uma gestante para outra.

Uma barriga aparentemente maior ou menor não permite, isoladamente, determinar se o bebê está crescendo adequadamente. O crescimento fetal é avaliado por meio do acompanhamento pré-natal e, quando necessário, pela ultrassonografia.
Outras alterações que podem ocorrer incluem:
- Ganho de peso: tende a prosseguir de forma relativamente regular durante o segundo trimestre. A quantidade adequada depende principalmente do IMC antes da gravidez e da evolução do peso durante o pré-natal (leitura sugerida: Qual é o ganho de peso ideal na gravidez?).
- Mamas: continuam aumentando e algumas gestantes podem perceber pequenas quantidades de colostro.
- Linha nigra: pode ficar mais escura e evidente no centro do abdome.
- Estrias: podem surgir à medida que a pele se distende (leia: Estrias: causas, prevenção e tratamento).
- Melasma: manchas escuras no rosto podem aparecer ou tornar-se mais evidentes (leia: Melasma – manchas no rosto: causas, sintomas e tratamento).
- Veias mais aparentes: podem ser observadas nas mamas, no abdome e nas pernas devido às alterações circulatórias.
- Varizes: podem surgir ou aumentar nas pernas e, em algumas mulheres, na região vulvar (leia: Varizes: causas, graus, sintomas e tratamento).
- Leve edema: principalmente nos pés e tornozelos ao final do dia.
Quando procurar orientação médica
Procure avaliação médica se surgirem:
- Sangramento vaginal (leia: Sangramento vaginal na gravidez: causas e sinais de alerta).
- Perda de líquido pela vagina.
- Contrações dolorosas, repetitivas ou progressivamente mais frequentes.
- Dor abdominal forte, persistente ou progressiva.
- Pressão pélvica importante ou dor lombar persistente associada a contrações ou alterações vaginais.
- Febre ou calafrios.
- Dor ou ardência ao urinar, principalmente se houver febre, dor lombar ou mal-estar (leia: Infecção urinária na gravidez: riscos e tratamento).
- Desmaio, falta de ar importante ou dor no peito.
- Vômitos persistentes ou dificuldade para manter líquidos e alimentos.
- Dor e inchaço importantes em apenas uma perna.
- Ausência de qualquer percepção de movimentos fetais até esta fase.
- Redução marcante ou desaparecimento dos movimentos, principalmente se a gestante já vinha percebendo um padrão habitual de atividade do bebê.
- Dor de cabeça forte ou persistente, alterações visuais, falta de ar, dor intensa na parte superior do abdome ou inchaço que surge rapidamente, principalmente no rosto e nas mãos.
A partir de 20 semanas existe também maior atenção para o aparecimento de hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia. Por isso, a pressão arterial continua sendo avaliada regularmente nas consultas de pré-natal.
Leitura sugerida: Pré-eclâmpsia e eclâmpsia: o que é, sintomas e tratamento
Dicas práticas para a 24ª semana de gravidez
Algumas medidas podem ajudar a reduzir os desconfortos e manter uma gestação saudável:
- Mantenha-se fisicamente ativa: na ausência de contraindicações, caminhada, hidroginástica, exercícios de fortalecimento, yoga ou pilates adaptados para gestantes podem ser mantidos ou iniciados.
- Cuide da postura: atenção ao sentar, levantar objetos e permanecer em pé pode reduzir a sobrecarga lombar.
- Evite ficar muitas horas na mesma posição: levantar-se e movimentar as pernas regularmente favorece a circulação.
- Mantenha-se bem hidratada: a hidratação adequada ajuda no funcionamento do intestino e na adaptação às alterações circulatórias da gravidez.
- Consuma alimentos ricos em fibras: frutas, verduras, legumes e cereais integrais ajudam a prevenir e tratar a prisão de ventre (leia: Dieta na gravidez: o que a grávida não deve comer).
- Fracione as refeições: refeições menores ao longo do dia podem diminuir a azia e a sensação de estômago cheio.
- Cuide do sono: dormir de lado e utilizar travesseiros entre as pernas ou apoiando a barriga pode aumentar o conforto.
- Observe os movimentos do bebê: ainda não é necessário fazer contagem formal de chutes, mas já é possível começar a reconhecer os períodos em que ele costuma estar mais ativo.
- Confira o ultrassom morfológico: se ainda não foi realizado, converse com a equipe do pré-natal, pois a 24ª semana corresponde ao final da janela utilizada por muitos serviços.
- Programe o rastreamento do diabetes gestacional: se houver indicação para o TOTG de 75 g, esta é a fase de realizá-lo.
Dúvidas de leitores sobre este tema
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