Escarlatina: o que é, sintomas, causas e tratamento

Atualizado:
29 ago. 2026
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29 ago. 2026

Principais informações sobre escarlatina

A escarlatina é uma infecção causada pela bactéria Streptococcus pyogenes, também chamada estreptococo do grupo A. Ela ocorre quando a bactéria produz toxinas que provocam o rash típico da doença.

É mais comum em crianças entre 5 e 15 anos e geralmente surge associada a uma faringite ou amigdalite estreptocócica. Adultos também podem ter escarlatina, embora isso seja menos frequente.

Os sintomas mais característicos são febre, dor de garganta e manchas avermelhadas com textura áspera, semelhante a uma lixa. Língua em framboesa, linhas de Pastia e palidez ao redor da boca também são sinais típicos.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com gotículas e secreções respiratórias de pessoas infectadas.

O diagnóstico é suspeitado pelo quadro clínico e pode ser confirmado por um teste que detecte o estreptococo do grupo A, como teste rápido, teste molecular ou cultura da garganta.

O tratamento é feito com antibióticos. Penicilina e amoxicilina são as opções de primeira escolha. O tratamento adequado reduz os sintomas, a transmissão da bactéria e o risco de complicações.

O que é escarlatina?

A escarlatina é uma doença infecciosa caracterizada por um exantema ou rash de pele (manchas avermelhadas) que pode se espalhar por grande parte do corpo. O quadro ocorre em algumas pessoas durante uma infecção provocada pela bactéria Streptococcus pyogenes, geralmente uma amigdalite e/ou faringite.

A escarlatina ocorre com mais frequência em crianças em idade escolar, mas também pode acometer adolescentes e adultos.

A escarlatina já foi muito mais temida no passado, quando estava associada a epidemias com elevada mortalidade. Com o desenvolvimento dos antibióticos e o tratamento adequado das infecções estreptocócicas, as complicações graves tornaram-se muito menos frequentes.

A bactéria Streptococcus pyogenes, também chamada de estreptococo beta-hemolítico do grupo A, é a mesma bactéria responsável por outras infecções comuns, tais como:

O S. pyogenes também pode desencadear complicações após a infecção, como:

Como surge a escarlatina?

A escarlatina surge quando uma infecção pelo Streptococcus pyogenes é provocada por cepas capazes de produzir determinadas toxinas, chamadas exotoxinas pirogênicas estreptocócicas. Essas toxinas atuam como superantígenos e desencadeiam uma resposta imunológica responsável pelas manifestações típicas da doença, principalmente o rash avermelhado e áspero da pele.

Na maioria dos casos, a escarlatina ocorre associada a um episódio de faringite ou amigdalite bacteriana. Mais raramente, também pode estar associada a infecções da pele provocadas pelo S. pyogenes, como o impetigo.

Nem toda infecção pelo Streptococcus pyogenes provoca escarlatina. É perfeitamente possível haver em uma mesma casa um irmão que desenvolva escarlatina e outro que tenha apenas um quadro simples de amigdalite. Isso ocorre porque o aparecimento da doença depende tanto da capacidade da cepa bacteriana de produzir as toxinas quanto da resposta imunológica de cada indivíduo a elas.

Nas pessoas suscetíveis, a resposta às toxinas provoca uma reação inflamatória na pele que se manifesta tipicamente por numerosas manchas avermelhadas, com textura áspera semelhante a uma lixa.

A escarlatina é mais comum nas crianças com idades entre 5 e 15 anos e é pouco frequente antes dos 3 anos. Adultos também podem desenvolver a doença, embora isso seja menos comum. A imunidade adquirida contra algumas toxinas estreptocócicas ao longo da vida provavelmente contribui para essa redução da frequência com a idade, mas é perfeitamente possível ter escarlatina mais de uma vez.

Como se pega escarlatina?

O Streptococcus pyogenes costuma ser transmitido de uma pessoa para outra através do contato com secreções das vias respiratórias. Entre as formas possíveis de transmissão da bactéria estão a tosse, o espirro e o contato com gotículas produzidas durante a fala. O compartilhamento de copos, pratos e talheres com uma pessoa infectada também pode transmitir a bactéria.

A transmissão através de mãos contaminadas com secreções respiratórias também pode ocorrer, principalmente quando a pessoa toca o nariz ou a boca depois de entrar em contato com essas secreções. Por isso, a higienização adequada e frequente das mãos é uma importante medida de controle da transmissão (leitura sugerida: Por que lavar as mãos ajuda a evitar doenças?)

Quando a infecção pelo S. pyogenes ocorre na pele, a bactéria também pode ser transmitida pelo contato direto com as lesões ou com suas secreções.

A bactéria Streptococcus pyogenes é bastante contagiosa. Algumas pessoas infectadas podem transmitir a bactéria mesmo sem apresentar sintomas. Após o início do tratamento com um antibiótico adequado, porém, a capacidade de transmissão diminui rapidamente.

Crianças com escarlatina devem permanecer afastadas da escola ou creche até estarem sem febre e terem recebido pelo menos 12 a 24 horas de tratamento com antibióticos.

Quando a escarlatina não é tratada com antibióticos, a pessoa pode permanecer contagiosa por cerca de 2 a 3 semanas após o início dos sintomas.

Como já referido, nem todas as pessoas que entram em contato com o estreptococo beta-hemolítico do grupo A acabam desenvolvendo escarlatina. O fato de a bactéria ser altamente contagiosa não significa, portanto, que necessariamente todo mundo que foi contaminado ficará doente.

Falamos especificamente da faringite estreptocócica no artigo: Faringite Estreptocócica – Sintomas, Diagnóstico e Tratamento.

Sintomas da escarlatina

O período de incubação da escarlatina costuma ser de 2 a 5 dias, mas pode variar de 1 a 7 dias. O início do quadro costuma ser abrupto, com inflamação na garganta, dores pelo corpo e febre, frequentemente acima de 38ºC.

Aumento dos gânglios do pescoço, dor de cabeça, dor abdominal, náuseas e vômitos também podem estar presentes. Cerca de 12 a 48 horas após o início dos sintomas, costuma surgir o sinal mais característico da doença, que é o rash cutâneo.

São quatro os sinais típicos da escarlatina:

  • Rash cutâneo.
  • Linhas de Pastia (linhas avermelhadas nas dobras cutâneas).
  • Língua em framboesa (ou em morango).
  • Face avermelhada com palidez ao redor dos lábios.

Rash cutâneo

O rash da escarlatina costuma surgir inicialmente no tronco, principalmente no peito e abdômen, espalhando-se depois para outras regiões do corpo. Axilas, virilhas e outras áreas de dobras podem apresentar lesões bastante evidentes. As palmas das mãos e as plantas dos pés costumam ser poupadas durante a fase inicial do rash.

O acometimento da pele pela escarlatina caracteriza-se pelo aparecimento de numerosas erupções avermelhadas muito pequenas, com discreto relevo, que podem dar à pele uma textura áspera, semelhante a uma lixa.

Além de serem avermelhadas, as lesões da escarlatina costumam se tornar transitoriamente pálidas quando pressionamos a pele com o dedo. Alguns pacientes queixam-se de coceira, mas isso não ocorre em todos os casos.

Em pessoas com pele mais escura, a vermelhidão pode ser menos perceptível. Nesses casos, o discreto relevo das lesões e a textura áspera semelhante a uma lixa podem ser mais fáceis de identificar.

O rash costuma desaparecer em aproximadamente uma semana. À medida que as manchas somem, pode surgir descamação da pele, principalmente nos dedos das mãos e dos pés, palmas e plantas. Essa descamação pode persistir por algumas semanas.

Linhas de Pastia

As lesões do rash costumam se aglomerar nas áreas de dobras, como axilas, virilhas, atrás dos joelhos, pescoço e prega do cotovelo, formando linhas bem avermelhadas nessas regiões, que recebem o nome de linhas ou sinal de Pastia.

Língua em framboesa

Outro achado característico é a chamada língua em framboesa ou em morango. Esse sinal é assim chamado porque a língua fica avermelhada e com as papilas gustativas muito evidentes, tornando-se parecida com as frutas que lhe dão nome.

No início do quadro, a língua pode apresentar uma camada esbranquiçada, através da qual se projetam as papilas avermelhadas. Após alguns dias, essa camada costuma desaparecer, deixando a língua intensamente vermelha e com as papilas bem evidentes. A língua em framboesa pode surgir antes ou depois do aparecimento das erupções na pele.

Palidez ao redor dos lábios

A face pode ficar bastante avermelhada, enquanto a região ao redor dos lábios permanece relativamente pálida. Esse contraste, conhecido como sinal de Filatov ou palidez circumoral, é outra manifestação característica da escarlatina.

Para ver mais imagens dos sinais típicos da escarlatina, acesse o seguinte link: Fotos de escarlatina.

Diagnóstico

O diagnóstico da escarlatina é inicialmente suspeitado através da história clínica e do exame físico, pois a associação de dor de garganta, febre e rash típico, com textura semelhante a uma lixa, é bastante característica da doença.

Entretanto, outras infecções, principalmente virais, também podem provocar dor de garganta acompanhada de manchas na pele. Por isso, na suspeita de escarlatina associada à faringite, a identificação do Streptococcus pyogenes ajuda a confirmar o diagnóstico.

A pesquisa da bactéria é feita através de uma amostra colhida da orofaringe. Os principais métodos disponíveis são o teste rápido para detecção de antígenos, os testes moleculares, como PCR ou NAAT, e a cultura da garganta.

Nas crianças com mais de 3 anos e nos adolescentes, um teste rápido de antígeno negativo pode precisar ser confirmado por cultura, pois os testes rápidos são menos sensíveis. Nos adultos, essa confirmação após um teste rápido negativo geralmente não é necessária.

A escarlatina é grave? Quais são as complicações?

Até o início do século XX, a escarlatina era considerada uma infecção grave, pois não havia tratamento adequado e as complicações eram muito comuns. Em algumas epidemias, a mortalidade chegava a cerca de 20%.

Com o advento dos antibióticos, porém, a taxa de complicações despencou, tornando a escarlatina uma doença com ótimo prognóstico. Atualmente, as complicações graves e as mortes são raras, principalmente quando a infecção é reconhecida e tratada adequadamente.

Quando não tratada, a escarlatina pode complicar com formação de abscesso na garganta, otite, sinusite, linfadenite cervical, pneumonia ou, mais raramente, infecção invasiva pelo Streptococcus pyogenes.

A febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica são complicações raras atualmente, mas que ocorriam com relativa frequência no passado. Elas não são causadas pela invasão direta da bactéria no coração ou nos rins, mas por uma reação do sistema imunológico desencadeada pela infecção estreptocócica.

O tratamento adequado com antibióticos reduz o risco de complicações supurativas e de febre reumática. No entanto, não está demonstrado que ele previna de forma confiável a glomerulonefrite pós-estreptocócica.

Infecções virais, como gripe e catapora, podem aumentar o risco de formas invasivas mais graves provocadas pelo estreptococo do grupo A. Por isso, uma criança com escarlatina associada a uma dessas infecções merece atenção especial se apresentar piora do estado geral.

Tratamento da escarlatina

O tratamento da escarlatina é feito com antibióticos, de forma a eliminar o estreptococo beta-hemolítico do grupo A e, consequentemente, interromper a produção das toxinas que provocam as reações na pele.

Além de acelerar a melhora dos sintomas, o tratamento com antibióticos também é importante para reduzir o risco de transmissão da bactéria para outras pessoas e diminuir o risco de algumas complicações, principalmente as complicações supurativas e a febre reumática.

Os antibióticos de escolha para o tratamento da escarlatina são a penicilina V ou a amoxicilina. O tempo de tratamento indicado é de 10 dias.

Uma opção com posologia mais simples é a penicilina benzatina, que é administrada por via intramuscular em dose única.

Nos pacientes com alergia à penicilina, a escolha do antibiótico depende do tipo de reação alérgica. Cefalexina ou cefadroxila podem ser utilizadas em pacientes sem história de reação alérgica imediata à penicilina. Clindamicina, azitromicina e claritromicina são outras alternativas. A eritromicina também pode ser utilizada em algumas situações.

Ao contrário da penicilina, para a qual o Streptococcus pyogenes permanece sensível, a resistência aos macrolídeos e à clindamicina varia conforme a região e ao longo do tempo. Por isso, a escolha do antibiótico alternativo deve levar em consideração o tipo de alergia e, quando disponíveis, os padrões locais de resistência bacteriana.

Além dos antibióticos, o tratamento inclui medidas para aliviar os sintomas, como hidratação adequada e uso de analgésicos ou antitérmicos quando necessário. O rash não costuma precisar de tratamento específico e desaparece à medida que a doença evolui.

Quando procurar atendimento médico?

A suspeita de escarlatina deve ser avaliada por um médico, principalmente quando há febre, dor de garganta e um rash com textura áspera semelhante a uma lixa.

Quem já iniciou o antibiótico deve ser reavaliado se não apresentar melhora após cerca de 48 horas de tratamento.

Também é importante procurar atendimento rapidamente se houver piora importante do estado geral, dificuldade para respirar ou engolir, sinais de desidratação, sonolência excessiva, febre persistente ou retorno dos sintomas após uma melhora inicial.

Algumas complicações da infecção estreptocócica podem surgir dias ou semanas depois do desaparecimento da escarlatina. Por isso, o aparecimento posterior de novos sintomas, como inchaço, urina escura, dores ou inchaço nas articulações, febre ou falta de ar também merece avaliação médica.

Perguntas e respostas sobre escarlatina (FAQ)

A escarlatina pode deixar sequelas na pele após a cura?

Na maioria dos casos, a pele volta ao normal após o desaparecimento do rash e da descamação, sem cicatrizes permanentes. A descamação pode persistir por algumas semanas depois que as manchas desaparecem.

Alterações temporárias da pigmentação podem ocorrer após processos inflamatórios da pele, principalmente em pessoas com pele mais escura, mas não são uma sequela típica nem permanente da escarlatina.

É possível ter escarlatina mais de uma vez?

Sim. Ter escarlatina uma vez não garante imunidade completa contra episódios futuros. Existem diferentes cepas de Streptococcus pyogenes e diferentes toxinas envolvidas na doença, portanto uma pessoa pode desenvolver escarlatina mais de uma vez ao longo da vida.

Existe vacina contra a escarlatina?

Não. Atualmente, não existe vacina aprovada contra a escarlatina nem contra o Streptococcus pyogenes. A prevenção baseia-se principalmente no diagnóstico e tratamento adequados das infecções estreptocócicas e em medidas de higiene para reduzir a transmissão.

A escarlatina pode ocorrer sem febre?

Sim, embora a febre seja uma manifestação muito comum. Casos mais leves ou atípicos podem apresentar febre baixa ou até ausência de febre. Por isso, a ausência de febre não exclui completamente o diagnóstico quando existem outros sinais sugestivos.

Animais domésticos podem transmitir ou contrair escarlatina?

A escarlatina é essencialmente uma doença humana. O ser humano é o hospedeiro natural do Streptococcus pyogenes, e cães, gatos e outros animais domésticos não são considerados reservatórios importantes da bactéria nem fontes habituais de transmissão da escarlatina.

Existem relatos raros de S. pyogenes isolado em animais, portanto não é correto afirmar que eles nunca possam ser colonizados ou infectados. Na prática, porém, a transmissão da escarlatina ocorre entre seres humanos.

Quais cuidados são recomendados para familiares de um paciente com escarlatina?

Familiares devem reforçar a higiene das mãos, evitar o compartilhamento de copos, talheres, toalhas, roupas e roupas de cama e manter atenção ao aparecimento de sintomas. Caso alguém desenvolva dor de garganta, febre ou rash, deve procurar avaliação médica para diagnóstico e tratamento, se necessário.

Pessoas que permanecem assintomáticas não precisam, em geral, tomar antibióticos preventivamente nem realizar testes apenas por terem tido contato com alguém com escarlatina.

Adultos também podem ter escarlatina?

Sim. A escarlatina é muito mais comum em crianças entre 5 e 15 anos, mas adolescentes e adultos também podem desenvolver a doença. Nos adultos, o quadro costuma ocorrer associado a uma infecção estreptocócica da garganta, assim como nas crianças.

É possível ter escarlatina sem dor de garganta?

Sim, embora seja menos comum. A maioria dos casos está associada à faringite ou amigdalite por Streptococcus pyogenes, mas a escarlatina também pode ocorrer quando a infecção estreptocócica está localizada na pele ou em uma ferida.

Quanto tempo dura a escarlatina?

Na maioria dos casos, a escarlatina dura cerca de uma semana. Com o tratamento adequado, a febre e a dor de garganta costumam melhorar antes, enquanto o rash pode levar aproximadamente 7 dias para desaparecer.

Após o desaparecimento das manchas, pode ocorrer descamação da pele, principalmente nas mãos e nos pés. Essa descamação pode persistir por algumas semanas e não significa que a infecção ainda esteja ativa.

A escarlatina pode ser leve?

Sim. Nem todos os casos de escarlatina provocam febre alta ou um rash muito exuberante. Algumas pessoas apresentam sintomas mais leves, com poucas manchas e pouco comprometimento do estado geral. Mesmo assim, outros quadros infecciosos ou inflamatórios podem produzir sintomas semelhantes, portanto a intensidade das manchas não permite confirmar ou excluir o diagnóstico.


book Referências bibliográficas
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Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Débora

    Doutor, a escarlatina pode dar coceira forte? Meu filho está com as manchas bem ásperas e coçando bastante.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O rash da escarlatina pode causar coceira, embora isso não aconteça em todos os casos. Se a coceira for muito intensa, surgirem placas elevadas tipo urticária ou as lesões aparecerem após o início de um medicamento, é importante considerar também outras causas, inclusive reação medicamentosa.

  2. Vinicius

    Dr. Pedro depois que começa o antibiótico, em quanto tempo as manchas da escarlatina começam a sumir?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O antibiótico costuma melhorar a febre e a dor de garganta antes do desaparecimento completo do rash. As manchas geralmente vão diminuindo ao longo dos dias e podem levar cerca de uma semana para desaparecer. Depois disso, a pele ainda pode descamar, principalmente nas mãos e nos pés, por algumas semanas.

  3. Camila Fontes

    Meu filho voltou a ter manchas. É possível a escarlatina voltar logo depois de terminar o antibiótico?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não é o mais comum. Se os sintomas retornarem poucos dias após o fim do tratamento, é importante avaliar se houve nova infecção, falha na erradicação da bactéria, uso inadequado do antibiótico ou até se o diagnóstico inicial era realmente escarlatina. Nessa situação, vale procurar nova avaliação médica em vez de reiniciar antibiótico por conta própria.

  4. Josean Boschetti

    Pacientes com imunodeficiência podem apresentar por períodos longos estas manchas devido a escarlatina?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não é o padrão habitual. O rash da escarlatina geralmente desaparece em cerca de uma semana, embora a descamação da pele possa continuar por algumas semanas.

    Pessoas com imunodeficiência podem apresentar infecções de evolução diferente ou mais grave, dependendo do tipo de deficiência imunológica. Porém, manchas avermelhadas que permanecem por muito tempo não devem ser atribuídas automaticamente à escarlatina; nesses casos, é importante avaliar outras possíveis causas para as lesões.

  5. elvis

    eu tenho essas manchas no corpo ,sempre que pratico algum esporte e meu suor e excessivo aparacem manchas vermelhas e elas ficam irritadas. Será que é escarlatina?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Esse padrão não é típico de escarlatina. A escarlatina é uma infecção aguda, geralmente acompanhada de febre e dor de garganta, e o rash permanece por vários dias antes de desaparecer.

    Manchas que surgem repetidamente durante exercícios, calor ou suor sugerem outras causas. Uma possibilidade é a urticária desencadeada pelo aumento da temperatura corporal, mas existem outros diagnósticos possíveis. Se os episódios são frequentes, o ideal é mostrar as lesões a um dermatologista, de preferência levando fotografias tiradas durante uma crise.

  6. Antonio Cesar Dominguez

    Texto muito bem escrito, claro e conciso. Ajuda bastante leigos como eu. Parabéns pelo trabalho

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Obrigado.

  7. Fernanda pessoa

    Boa tarde doutor, minha filha tem 3 anos e 9 meses.
    O corpo dela ficou todo empolado e coçando, e depois as pontas dos dedos descascando tudo.
    O que pode ter sido?
    Ela fez uso da azitromicina.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A descamação das pontas dos dedos pode ocorrer após a escarlatina e pode persistir por algumas semanas depois do desaparecimento do rash. Porém, lesões muito elevadas e com bastante coceira também podem ter outras causas, inclusive urticária ou reação a medicamentos.

    O momento em que as lesões surgiram em relação aos sintomas da infecção e ao início da azitromicina ajuda bastante na diferenciação. Sem examinar a pele e conhecer essa sequência, não é possível determinar a causa com segurança.

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