Piercing: cuidados, cicatrização, riscos e complicações

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Revisado e atualizado em agosto 16, 2026
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Principais cuidados e sinais de alerta do piercing

Um piercing recém-colocado pode apresentar discreto inchaço, vermelhidão, sensibilidade e pequena quantidade de secreção clara ou esbranquiçada durante a cicatrização.

Dor e inchaço que pioram, vermelhidão que se espalha, calor intenso, pus, febre ou mal-estar sugerem infecção.

Durante a cicatrização, lave as mãos antes de tocar no piercing, mantenha o local limpo e evite ficar girando ou manipulando a joia.

Se houver suspeita de infecção, não retire o piercing por conta própria antes de ser avaliado por um profissional de saúde.

Piercings na cartilagem da orelha e na boca merecem atenção especial porque podem causar complicações mais importantes.

O tempo de cicatrização varia bastante conforme o local: pode ser de poucas semanas na língua ou no lóbulo da orelha e de vários meses na cartilagem, mamilo e umbigo.

Procure atendimento médico se houver piora progressiva da dor ou do inchaço, pus, febre, vermelhidão que se espalha, sangramento importante ou dificuldade para respirar ou engolir.

Quais são os riscos do piercing?

Na maioria das pessoas, a colocação de um piercing evolui sem complicações importantes. No entanto, como o procedimento rompe a barreira natural da pele ou das mucosas, ele não é totalmente isento de riscos.

Entre as possíveis complicações estão infecção, sangramento, reação alérgica ao metal, cicatrização anormal, formação de queloides, traumatismos provocados pela própria joia e, dependendo do local perfurado, lesões de dentes, gengivas, cartilagens ou outras estruturas.

Em um estudo populacional realizado na Inglaterra, cerca de 31% dos piercings feitos em jovens de 16 a 24 anos, em locais diferentes do lóbulo da orelha, estiveram associados a algum tipo de complicação. Aproximadamente 15% necessitaram de avaliação profissional e menos de 1% resultaram em internação hospitalar. Os problemas mais frequentes foram inchaço, infecção e sangramento.

A pele é uma das principais barreiras de defesa do nosso organismo. Quando fazemos um furo para colocar um piercing, criamos temporariamente uma porta de entrada para bactérias que normalmente vivem sobre a pele sem causar doença.

Fazendo uma analogia, podemos dizer que um furo na pele equivale a deixar a porta de casa aberta em uma vizinhança cheia de ladrões. Pode até não acontecer nada, mas o risco é maior do que se a porta estivesse trancada.

O risco de complicações depende de vários fatores, incluindo o local do piercing, a técnica utilizada, as condições de higiene e esterilização, o material da joia e os cuidados durante o período de cicatrização.

Piercing inflamado ou infectado: como diferenciar?

É importante não confundir a inflamação normal da cicatrização com uma infecção.

Nos primeiros dias após a colocação do piercing, é possível haver discreta vermelhidão, inchaço localizado, sensibilidade e pequeno sangramento. Ao longo da cicatrização, também podem ocorrer coceira e saída de pequena quantidade de secreção esbranquiçada ou ligeiramente amarelada, que forma uma pequena crosta ao redor da joia. Esses achados, quando leves e progressivamente melhores, fazem parte do processo normal de cicatrização.

A possibilidade de infecção aumenta quando aparecem sinais como:

  • Dor que está ficando mais intensa em vez de melhorar.
  • Inchaço crescente.
  • Vermelhidão que aumenta ou se espalha pela pele ao redor.
  • Calor local importante.
  • Secreção espessa com aspecto de pus.
  • Mau cheiro associado à secreção.
  • Febre, calafrios ou mal-estar.
  • Formação de abscesso.

Nesses casos, é indicada avaliação médica, principalmente quando o piercing está na cartilagem da orelha ou na boca.

Se houver suspeita de infecção, não retire a joia por conta própria. Em algumas situações, manter temporariamente o piercing permite a drenagem da secreção; em outras, a remoção pode ser necessária. Essa decisão deve ser tomada após avaliação médica.

Como cuidar do piercing durante a cicatrização?

Alguns cuidados ajudam a reduzir irritações e o risco de infecções:

  • Lave bem as mãos antes de tocar no piercing.
  • Limpe delicadamente o local com solução salina estéril, como soro fisiológico a 0,9%.
  • Não fique girando, rodando ou movimentando a joia durante a limpeza.
  • Evite álcool, água oxigenada, iodo e outros produtos irritantes sobre a ferida.
  • Não aplique pomadas antibióticas ou com corticoides por conta própria.
  • Evite atrito constante da roupa e traumatismos sobre a região.
  • Durante a cicatrização, evite mergulhar o piercing em piscinas, banheiras, lagos, mar ou outras águas potencialmente contaminadas.
  • Não troque a joia precocemente apenas porque a pele parece já estar cicatrizada.

O piercing cicatriza de fora para dentro. Por isso, ele pode parecer completamente curado na superfície enquanto os tecidos mais profundos ainda permanecem frágeis.

Piercing na orelha

Os piercings que atravessam a cartilagem da orelha têm risco maior de complicações do que aqueles feitos apenas no lóbulo.

A cartilagem praticamente não possui vascularização própria e depende dos tecidos que a revestem para receber oxigênio, nutrientes e células do sistema imunológico. Por esse motivo, uma infecção nessa região pode ser mais difícil de controlar e provocar lesões importantes.

As infecções superficiais da pele ao redor do piercing podem provocar celulite, geralmente causada por bactérias como Staphylococcus aureus e estreptococos.

Nos piercings que atravessam a cartilagem, existe ainda o risco de pericondrite, uma infecção dos tecidos que envolvem a cartilagem da orelha. Nesses casos, a bactéria Pseudomonas aeruginosa é particularmente importante.

Infecção da cartilagem da orelha pelo piercing
Infecção da cartilagem da orelha pelo piercing

A pericondrite costuma causar dor, vermelhidão e inchaço na parte cartilaginosa da orelha, geralmente poupando o lóbulo. Se houver formação de abscesso ou comprometimento da circulação sanguínea da cartilagem, pode ocorrer destruição do tecido e deformidade permanente da orelha.

Por isso, dor intensa, vermelhidão, inchaço ou secreção em um piercing localizado na cartilagem devem ser avaliados precocemente por um médico.

O tratamento depende da gravidade e pode incluir antibióticos e, quando existe coleção de pus, drenagem. A necessidade de retirar ou manter temporariamente o piercing também depende da avaliação médica.

Inflamação da cartilagem da orelha após piercing. Vermelhidão, dor e inchaço da região cartilaginosa podem indicar pericondrite, uma complicação infecciosa que requer avaliação médica e possivelmente antibiótico.
Inflamação da cartilagem da orelha após piercing. Vermelhidão, dor e inchaço da região cartilaginosa podem indicar pericondrite, uma complicação infecciosa que requer avaliação médica e possivelmente antibiótico.

Outro cuidado importante é evitar a utilização de pistolas de perfuração na cartilagem. Além de produzirem maior trauma local, muitos dispositivos desse tipo não podem ser adequadamente esterilizados.

Piercing na língua e na boca

A língua é outro local que merece atenção especial. Ao contrário da cartilagem, ela é extremamente vascularizada e está localizada em uma região naturalmente colonizada por grande quantidade de bactérias.

Infecções graves após piercing na língua são raras, mas podem ocorrer. Em casos excepcionais, bactérias podem atingir a corrente sanguínea e causar infecções à distância, como endocardite infecciosa.

Existem também relatos de casos de abscesso cerebral após piercing na língua. Em um deles, um abscesso no cerebelo foi diagnosticado quatro semanas após a colocação do piercing, que havia sido complicada por uma infecção local. Pelas características do caso e pela ausência de outra fonte de infecção, os autores consideraram o piercing a origem mais provável das bactérias que chegaram ao cérebro.

Nas primeiras horas ou dias, o inchaço da língua também pode ser importante. Aumento progressivo do volume da língua associado à dificuldade para respirar ou engolir é uma situação de urgência.

Entretanto, nos piercings orais, os problemas mais frequentes são causados pelo contato repetido da joia com os dentes e as gengivas. As infecções graves são bem menos comuns.

Entre as complicações possíveis estão:

  • Inflamação e retração da gengiva.
  • Acúmulo de placa bacteriana sobre a parte da joia que fica dentro da boca e nos dentes próximos ao piercing.
  • Desgaste, lascas ou fraturas dos dentes.
  • Sangramento.
  • Aumento da salivação.
  • Lesões da língua e das mucosas.
  • Interferência na mastigação e na deglutição.
  • Alterações da fala.
  • Aspiração ou ingestão acidental da joia.

Algumas dessas complicações podem causar danos permanentes aos dentes ou às gengivas.

Durante a cicatrização de um piercing oral, é especialmente importante manter boa higiene bucal e evitar ficar brincando ou batendo a joia contra os dentes.

Quanto tempo o piercing demora para cicatrizar?

O tempo necessário para a cicatrização completa varia de acordo com o local do piercing, a técnica empregada, o material e tamanho da joia, os cuidados após o procedimento e as características individuais de cicatrização.

Como referência, os tempos aproximados são:

  • Língua e parte interna da boca: 3 a 6 semanas.
  • Lóbulo da orelha, sobrancelha e lábio: cerca de 6 a 8 semanas.
  • Cartilagem da orelha: de 2 a 12 meses (geralmente, mais de 6 meses).
  • Narina: de 2 a 8 meses.
  • Mamilo: de 6 a 12 meses.
  • Piercings genitais: de algumas semanas a vários meses, dependendo do local exato.
  • Umbigo: geralmente vários meses, podendo chegar a cerca de 9 meses ou mais.

Esses prazos são apenas estimativas. Irritação constante, traumatismos, infecção, tabagismo e outros fatores podem prolongar a cicatrização.

Queloides

Outra possível complicação dos piercings é a formação de cicatrizes anormais, principalmente cicatriz hipertrófica e queloide.

O queloide ocorre quando o tecido cicatricial cresce excessivamente e ultrapassa os limites da ferida original. Ele pode aumentar progressivamente, tornar-se volumoso e provocar coceira, dor ou alteração estética importante.

Queloide orelha
Queloide na orelha

Nem toda “bolinha” que aparece ao redor de um piercing é um queloide. Pequenos nódulos podem corresponder a irritação local, tecido de granulação, cicatriz hipertrófica ou até uma pequena infecção.

A distinção é importante porque o tratamento dessas condições é diferente.

Nódulos inflamatórios ao redor de piercings na cartilagem da orelha. Trauma, pressão ou movimentação repetida da joia podem provocar vermelhidão, inchaço e formação de pequenas “bolinhas” durante a cicatrização, sem que isso signifique necessariamente uma infecção.
Nódulos inflamatórios ao redor de piercings na cartilagem da orelha. Trauma, pressão ou movimentação repetida da joia podem provocar vermelhidão, inchaço e formação de pequenas “bolinhas” durante a cicatrização, sem que isso signifique necessariamente uma infecção.

Pessoas que já desenvolveram queloides após outras feridas, cirurgias ou piercings apresentam maior risco de formar novas lesões e devem considerar esse risco antes de realizar outra perfuração.

Para saber mais sobre queloide, leia: Queloide e cicatriz hipertrófica.

Outras complicações

Outras complicações relacionadas aos piercings incluem:

  • Dermatite de contato provocada pelo metal da joia, principalmente pelo níquel.
  • Dor persistente.
  • Sangramento.
  • Laceração ou rasgamento da pele após a joia prender em roupas ou objetos.
  • Migração ou rejeição do piercing, quando a joia vai progressivamente se aproximando da superfície da pele.
  • Encravamento da joia dentro da pele devido ao inchaço ou tamanho inadequado.
  • Aspiração ou ingestão da joia.
  • Infecções gengivais e lesões dentárias nos piercings orais.
  • Parafimose e outras complicações nos piercings genitais masculinos.
  • Transmissão de infecções pelo sangue quando agulhas ou instrumentos contaminados são reutilizados ou inadequadamente esterilizados, como hepatite B, hepatite C ou HIV.

Para reduzir o risco de alergia, deve-se dar preferência a joias de materiais biocompatíveis. O titânio de grau implantável é uma das melhores opções, principalmente para pessoas com sensibilidade ao níquel. Aço de grau implantável e ouro maciço de 14 quilates ou mais também podem ser utilizados, desde que sejam adequados para uso corporal; no caso do ouro, a liga deve ser livre de níquel e cádmio.

Como reduzir o risco de complicações?

Antes de colocar um piercing, procure um estabelecimento profissional que siga normas adequadas de higiene e esterilização.

Agulhas devem ser estéreis e de uso único, e instrumentos reutilizáveis precisam ser esterilizados adequadamente. O profissional deve lavar as mãos, utilizar luvas e preparar corretamente a pele antes da perfuração.

A qualidade e o tamanho da joia também são importantes. Uma peça inadequada pode causar pressão excessiva, encravar durante o inchaço, provocar alergia ou traumatizar repetidamente a região.

Depois do procedimento, siga os cuidados de higiene durante todo o período de cicatrização e evite manipular desnecessariamente o piercing.

As complicações graves são incomuns, mas podem provocar infecções importantes, perda de tecido, deformidades ou lesões permanentes.

Procure atendimento médico se houver dor ou inchaço progressivos, pus, febre, vermelhidão que se espalha, sangramento importante, joia encravada ou qualquer dificuldade para respirar ou engolir.

Se você tem histórico de queloides, procure orientação de um dermatologista antes de colocar um piercing.


book Referências bibliográficas
  • Body piercing in adolescents and young adults – UpToDate.
  • Bone A, Ncube F, Nichols T, Noah ND. Body piercing in England: a survey of piercing at sites other than earlobe. BMJ. 2008;336:1426-1428.
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  • von Spreckelsen B, et al. Nickel Allergy and Piercings: A Systematic Review and Meta-Analysis. 2025.
  • Sosin M, Weissler JM, Pulcrano M, Rodriguez ED. Transcartilaginous ear piercing and infectious complications: a systematic review and critical analysis of outcomes. Laryngoscope. 2015;125(8):1827-1834.
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Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Isabel

    Coloquei um piercing no umbigo há 5 dias. Preciso evitar carne de porco, chocolate ou algum outro alimento para não atrapalhar a cicatrização?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não. Para piercings na pele, não há evidência de que seja necessário evitar especificamente carne de porco, chocolate, ovos ou outros alimentos durante a cicatrização. O mais importante é manter uma alimentação equilibrada e seguir corretamente os cuidados de higiene do local. Nos piercings da língua ou dos lábios, alimentos muito quentes, picantes, salgados ou ácidos podem aumentar a irritação e o desconforto nos primeiros dias.

  2. Frida

    Doutor, prendi sem querer o piercing da orelha no pente e ele sangrou um pouco. Alguns dias depois apareceu uma bolinha perto do furo isso significa que infeccionou?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não necessariamente. Traumas como puxar, bater ou prender a joia podem irritar o piercing e provocar inchaço ou o aparecimento de uma pequena “bolinha” sem que exista infecção. Evite manipular a joia e observe a evolução. Dor e inchaço progressivos, calor intenso, vermelhidão que se espalha, pus ou febre são sinais mais sugestivos de infecção e justificam avaliação médica.

  3. João Paulo

    Coloquei um piercing helix há dois meses. Posso dormir sobre essa orelha ou isso atrapalha a cicatrização?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    É melhor evitar dormir diretamente sobre um piercing na cartilagem enquanto ele ainda está cicatrizando. A pressão repetida pode causar irritação, aumentar o inchaço, prolongar a cicatrização e até alterar o ângulo do furo. Se você costuma dormir desse lado, uma almofada com abertura central, como aquelas de viagem, pode ajudar a manter a orelha sem pressão.

  4. Rodrigo Santos

    Apareceu uma bolinha ao lado do meu piercing na orelha. Como saber se é queloide crescendo ou apenas irritação?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Nem toda bolinha ao redor de um piercing é um queloide. Pode ser apenas uma irritação local, uma cicatriz hipertrófica ou tecido de granulação, por exemplo. O queloide costuma crescer além dos limites do furo original e pode continuar aumentando com o tempo. Se houver dor crescente, vermelhidão intensa, calor ou saída de pus, também é preciso considerar infecção. Como essas alterações podem ser parecidas, o ideal é procurar um dermatologista se o nódulo estiver aumentando ou não melhorar.

  5. Joana

    Quanto tempo depois de colocar um piercing posso entrar no mar ou na piscina?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O ideal é evitar mergulhar o piercing em piscinas, mar, lagos, banheiras e outras águas potencialmente contaminadas enquanto o local ainda está cicatrizando. O tempo varia bastante conforme a região: um piercing no lóbulo da orelha pode cicatrizar em algumas semanas, enquanto cartilagem, umbigo e mamilo podem levar vários meses. Portanto, não existe um prazo único que sirva para todos os piercings.

  6. Patrícia

    Tenho piercing e vou fazer uma ressonância magnética. Preciso retirar a joia antes do exame?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Em geral, sim. Antes de uma ressonância magnética, objetos metálicos devem ser retirados sempre que possível. Além de alguns metais poderem interagir com o campo magnético ou aquecer, a joia também pode produzir artefatos e prejudicar a qualidade das imagens, principalmente se estiver próxima da região examinada. Se o piercing ainda estiver cicatrizando e não puder ser retirado facilmente, avise previamente a equipe da ressonância para que eles avaliem o material da joia e a situação específica.

  7. Thomas

    Tenho um piercing helix na cartilagem da orelha que fica frequentemente irritado. O uso de argola pode estar dificultando a cicatrização?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Pode. O formato, o tamanho e o ajuste da joia influenciam a cicatrização. Uma joia que se movimenta demais, exerce pressão ou fica prendendo no cabelo e nas roupas pode manter o local irritado. Isso não significa que toda argola seja inadequada, mas, se o piercing não estiver evoluindo bem, vale pedir a um profissional experiente que avalie se o modelo e o tamanho da joia são apropriados para aquele local.

  8. Karine vitória

    Dr. Faz um mês q coloquei um piercing no umbigo eu limpo com soro fisiológico todos os dias só q hj eu comi mortadela e falaram q não pode e dps disso começou a doer mais bem pouco e quando toco sobre a pele bem ao lado de onde a jóia está sinto uma bola dura isso é normal? Ops – NN está saindo nenhuma secreção e nem está vermelho

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Karine, comer mortadela não interfere na cicatrização do piercing. Essa pequena “bola” endurecida ao lado do furo pode ter diferentes causas, como irritação local, tecido de granulação ou uma cicatriz mais espessa, e não é possível diferenciá-las apenas pela descrição. Como você não apresenta vermelhidão nem secreção, não há sinais claros de infecção no momento. Porém, se a lesão aumentar, ficar mais dolorosa, avermelhada, quente ou começar a drenar secreção, procure avaliação médica.

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