Infecção por Clamídia (Chlamydia trachomatis)


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Revisado e atualizado em abril 23, 2026
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Principais informações sobre a clamídia

A clamídia é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Ela é transmitida principalmente por relações sexuais sem preservativo e muitas vezes não provoca sintomas, o que facilita a transmissão sem que a pessoa saiba que está infectada.

Quando há suspeita de infecção, o exame mais confiável atualmente é o teste molecular por PCR/NAAT, feito em urina ou em amostra colhida com swab do local suspeito.

A clamídia tem cura e, na maioria dos adultos, o tratamento de primeira escolha é a doxiciclina por 7 dias; a azitromicina continua sendo uma alternativa importante e é uma das principais opções de tratamento para gestantes.

Durante o tratamento, é preciso ficar 7 dias sem relações sexuais, e os parceiros também devem ser avaliados e tratados quando necessário. Sem tratamento, a infecção pode causar complicações, especialmente nas mulheres, como doença inflamatória pélvica e infertilidade.

O que é clamídia?

A clamídia é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Trata-se de uma das DSTs bacterianas mais comuns e, em muitos casos, não provoca sintomas, o que facilita a transmissão sem que a pessoa perceba que está infectada.

Quando causa manifestações clínicas, o quadro pode ser muito parecido com o de outras DSTs, especialmente a gonorreia. Por isso, apenas pelos sintomas nem sempre é possível distinguir uma infecção da outra.

Um dos principais problemas da clamídia é justamente o fato de ela poder permanecer silenciosa por bastante tempo. Quem transmite pode não saber que está contaminado, e quem se infectou muitas vezes não consegue identificar de quem adquiriu a bactéria. A infecção é mais comum em pessoas jovens, em quem tem múltiplos parceiros e em quem não usa preservativo com regularidade.

Como a transmissão ocorre principalmente por contato sexual, a forma mais eficaz de prevenção é o uso de camisinha em todas as relações.

Se você procura informações sobre gonorreia, o seu texto é este: Gonorreia – Sintomas e Tratamento.

Formas de transmissão

A Chlamydia trachomatis pode ser transmitida por duas maneiras: pela via sexual (anal, vaginal ou oral) ou de mãe para filho, durante a passagem do bebê pelo canal vaginal na hora do parto.

Nos adolescentes e adultos, a via sexual é de longe a forma mais importante de transmissão. A clamídia não é adquirida em piscinas, vasos sanitários ou pelo beijo. A transmissão por toalhas ou roupas íntimas não é considerada uma forma habitual de contágio.

A contaminação dos olhos pela clamídia pode ocorrer se as mãos estiverem contaminadas com secreções vaginais e o indivíduo coçar os olhos sem lavá-las antes.

Sintomas de clamídia em mulheres e homens

Como já foi referido, a maioria dos pacientes que se contaminam com clamídia não apresenta sinais da doença. Nas mulheres, somente 10% desenvolvem sintomas; nos homens, o número é um pouco maior, ao redor dos 30%. Entretanto, é bom destacar que, mesmo sem sintomas, o paciente contaminado é capaz de transmitir a doença para seus parceiros.

Nos pacientes que desenvolvem sintomas, os mesmos costumam surgir entre 1 e 3 semanas após a contaminação.

Nas mulheres, os principais sintomas da Chlamydia trachomatis são:

Nos homens, os sintomas mais comuns de clamídia incluem:

  • Ardência ou dor ao urinar.
  • Saída de corrimento purulento pela uretra.
  • Dor nos testículos.
  • Inchaço do saco escrotal.
  • Proctite (inflamação do ânus que ocorre em homens homossexuais passivos).

A clamídia também pode infectar o reto, causando dor anal, secreção, sangramento ou desconforto para evacuar, especialmente em pessoas que praticam sexo anal receptivo. A infecção da garganta é menos comum e, quando ocorre, costuma estar relacionada ao sexo oral.

Qual exame confirma clamídia?

O exame mais confiável para diagnosticar clamídia é o teste molecular, conhecido como PCR ou NAAT. Esse exame procura diretamente o material genético da bactéria e pode ser feito na urina ou em amostras colhidas com swab na vagina, no colo do útero, na uretra, no ânus ou na garganta, dependendo do local suspeito da infecção.

Nos homens, a urina do primeiro jato costuma ser uma boa amostra. Nas mulheres, a coleta com swab vaginal ou do colo do útero costuma ser mais sensível do que a urina. Quando há suspeita de infecção anal ou na garganta, o ideal é colher material exatamente desses locais.

IgG e IgM para clamídia: o que significam?

Muitos pacientes chegam ao consultório com exames de sangue mostrando IgG ou IgM para clamídia, mas esses testes têm utilidade limitada para diagnosticar infecção genital ativa.

De forma geral, um IgG positivo sugere contato prévio com a bactéria, mas não confirma que a infecção esteja ativa naquele momento. Já o IgM isolado também pode ser difícil de interpretar e, sozinho, não é suficiente para fechar o diagnóstico.

Na prática, quando a dúvida é saber se a pessoa está com clamídia agora, o exame que mais ajuda é o PCR/NAAT feito no local adequado.

Clamídia tem cura? Qual é o tratamento?

Sim, a clamídia tem cura.

Nos adultos não grávidos, a doxiciclina 100 mg, duas vezes por dia, por 7 dias, costuma ser o tratamento de primeira escolha. A azitromicina em dose única continua sendo uma alternativa em algumas situações e também é uma das principais opções durante a gravidez.

Se houver suspeita de outra DST associada, especialmente gonorreia, o médico pode indicar um esquema que cubra mais de uma bactéria. Nesses casos, a ceftriaxona pode ser usada, mas ela não é o tratamento padrão da clamídia isoladamente.

Mesmo quando os sintomas melhoram rápido, o antibiótico deve ser tomado corretamente até o fim do esquema prescrito. Além disso, a pessoa deve ficar pelo menos 7 dias sem atividade sexual após iniciar o tratamento. Os parceiros sexuais recentes também precisam ser avaliados e, quando indicado, tratados, mesmo que não tenham sintomas.

Em geral, recomenda-se novo teste cerca de 3 meses depois, não para confirmar se o antibiótico “funcionou”, mas para pesquisar reinfecção, que é relativamente comum. Na gestação, o médico pode solicitar um teste de controle mais cedo.

Tomei azitromicina para clamídia e não resolveu: o que pode explicar?

Isso nem sempre significa falha real do antibiótico.

Uma causa comum é reinfecção, que acontece quando o parceiro não foi tratado e a pessoa se contamina novamente. Outra possibilidade é que os sintomas tenham outra causa, como gonorreia associada, uretrite por outra bactéria ou até um diagnóstico inicial incorreto.

Também é importante considerar o momento em que o exame foi repetido. Quando o teste molecular é feito cedo demais após o tratamento, ele pode continuar detectando fragmentos do material genético da bactéria, mesmo sem infecção ativa.

Além disso, em algumas situações, especialmente nas infecções retais, a doxiciclina costuma ter desempenho melhor do que a azitromicina. Se os sintomas persistirem ou se houver dúvida sobre o exame, o ideal é reavaliar o caso com o médico antes de repetir antibióticos por conta própria.

Complicações

As complicações são mais comuns em pessoas com poucos sintomas ou sem sintomas, porque nesses casos a infecção pode permanecer sem tratamento por mais tempo.

Nas mulheres, a principal complicação é a progressão da bactéria em direção ao útero e às trompas, causando doença inflamatória pélvica (DIP). Esse quadro pode provocar dor pélvica crônica, infertilidade e aumento do risco de gravidez ectópica.

Na gravidez, a clamídia está associada a maior risco de parto prematuro. O bebê também pode se contaminar durante o parto e desenvolver conjuntivite ou pneumonia nas primeiras semanas de vida.

Nos homens, a complicação mais importante é a epididimite, uma inflamação dolorosa da estrutura que fica junto ao testículo e participa do armazenamento e transporte dos espermatozoides.

Linfogranuloma venéreo

Existem sorotipos da Chlamydia trachomatis, chamados L1, L2 e L3, que podem causar uma doença diferente da clamídia genital comum, chamada linfogranuloma venéreo.

Nessa forma da infecção, pode surgir inicialmente uma pequena lesão genital, muitas vezes pouco perceptível. Algumas semanas depois, aparecem gânglios inflamados e dolorosos na virilha, que podem aumentar bastante de tamanho e, em casos mais intensos, drenar pus.

Como o linfogranuloma venéreo tem manifestações e tratamento próprios, ele costuma ser abordado separadamente do quadro clássico de clamídia genital.

Perguntas frequentes sobre clamídia

Clamídia tem cura?

Sim. A clamídia é uma infecção bacteriana e, na grande maioria dos casos, tem cura com o antibiótico adequado, desde que o tratamento seja feito corretamente e o parceiro também seja avaliado quando necessário.

É possível ter clamídia sem sentir nada?

Sim. Muitas pessoas com clamídia não apresentam sintomas. Isso é um dos principais motivos pelos quais a infecção se espalha com facilidade, já que a pessoa pode transmiti-la sem saber que está infectada.

IgG positivo para clamídia quer dizer infecção ativa?

Não necessariamente. Em geral, um IgG positivo sugere contato prévio com a bactéria, mas não confirma que a infecção esteja ativa naquele momento. Para investigar infecção atual, o exame mais útil costuma ser o teste molecular por PCR/NAAT.

Ceftriaxona trata clamídia?

A ceftriaxona não é o tratamento padrão da clamídia isoladamente. Ela costuma ser usada quando há suspeita de gonorreia associada, porque a gonorreia e a clamídia podem ocorrer ao mesmo tempo.

Tomei azitromicina para clamídia e não melhorei. O que pode ter acontecido?

Isso pode ocorrer por vários motivos, como reinfecção por parceiro não tratado, diagnóstico incorreto, presença de outra DST ao mesmo tempo ou teste repetido cedo demais. Se os sintomas persistirem, o ideal é ser reavaliado pelo médico antes de repetir antibióticos por conta própria.

Quanto tempo depois de iniciar o tratamento posso voltar a ter relação sexual?

Em geral, recomenda-se evitar relações sexuais por pelo menos 7 dias após o início do tratamento. Esse cuidado é importante para reduzir o risco de transmissão e de reinfecção.

Clamídia pode atrasar a menstruação?

A clamídia não costuma ser uma causa direta de atraso menstrual. Porém, infecções pélvicas, estresse físico associado à doença, gravidez ou outras alterações ginecológicas podem coexistir. Se houver atraso menstrual, o ideal é considerar também a possibilidade de gravidez e procurar avaliação médica.

É possível pegar clamídia mais de uma vez?

Sim. Ter tido clamídia no passado não gera imunidade permanente. Por isso, mesmo quem já tratou a infecção pode se contaminar novamente se houver nova exposição.


book Referências bibliográficas


Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

  1. Ricky Dúvida selecionada pelo editor

    Posso pegar clamídia no sexo oral mesmo sem ejaculação?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Sim, é possível. A transmissão da clamídia pelo sexo oral não depende obrigatoriamente de ejaculação, porque o contato da mucosa com secreções infectadas já pode permitir contaminação. O risco varia conforme o tipo de prática, a presença de lesões na boca ou nos genitais e a exposição às secreções, mas não é correto achar que “sem ejaculação não transmite”. Na prática, o sexo oral desprotegido pode transmitir clamídia para a garganta, genitais ou reto, mesmo quando não houve penetração vaginal completa nem ejaculação.

  2. Débora Dúvida selecionada pelo editor

    Posso descobrir que tenho clamídia estando em um relacionamento fixo há anos ou isso é obrigatoriamente sinal de traição recente?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A clamídia pode ficar assintomática por muito tempo, especialmente em mulheres, e por isso um exame positivo não prova sozinho que a infecção seja recente. Em alguns casos, a bactéria pode ter sido adquirida antes e só ser identificada agora, durante um rastreio ou investigação de corrimento, dor ou infertilidade. Por isso, receber um diagnóstico de clamídia em relacionamento estável não permite concluir, de forma automática, quando ocorreu a transmissão. O mais importante é confirmar o diagnóstico, tratar corretamente e orientar o parceiro para avaliação também.

Mais comentários dos leitores

  1. Yuri

    Dr Pedro, estou apresentando sinais de Clamídia a 1 semana, e desde ontem comecei a tomar o Doxicilina que vi que serve para Clamídia e Gonorreia tbm (caso seja). Porém eu li aqui no post que o Doxicilina é mais indicado para infecção anal, sou heterosexual e no meu caso os sintomas são apenas no pênis. Você acha que o tratamento apenas com Doxicilina pode resolver o meu caso?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A doxiciclina pode sim tratar clamídia e, atualmente, é uma das principais opções para clamídia genital, inclusive em casos uretrais. Portanto, o fato de você ser heterossexual e ter sintomas apenas no pênis não impede que esse antibiótico funcione. O ponto de atenção é outro: se houver possibilidade de gonorreia associada ou se o diagnóstico não tiver sido confirmado, pode ser necessário complementar a investigação e, em alguns casos, o tratamento. Em DST, o ideal é evitar automedicação e confirmar o esquema com avaliação médica.

  2. Fátima

    Se eu tiver clamídia na gravidez, meu bebê vai nascer infectado?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não obrigatoriamente, mas existe risco e isso precisa ser levado a sério. A clamídia na gravidez pode aumentar a chance de complicações obstétricas e também pode ser transmitida ao bebê no parto vaginal, principalmente causando conjuntivite ou pneumonia neonatal. A boa notícia é que o diagnóstico e o tratamento adequados reduzem esse risco de forma importante. Na gestante, além do tratamento, recomenda-se confirmação de cura com novo teste e novo rastreio depois, porque a reinfecção por clamídia também pode acontecer durante a gravidez.

  3. Raquel

    Dr. após 2g de azitromicina e 25 dias de doxiciclina o exame sorologico IGM continua positivo e o IGG negativo. Médico solicitou PCR do semen e da urina, ambos deram negativo. Poderia ajudar na interpretação?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Com PCR da urina e do sêmen negativos, fica menos provável que exista uma infecção genital ativa por clamídia nesses locais. Além disso, exames de sangue como IgG e IgM para clamídia têm utilidade limitada para esse tipo de diagnóstico e podem confundir mais do que ajudar. Um IgM positivo isolado não confirma, sozinho, clamídia ativa, principalmente depois de tratamento com antibiótico. Na prática, quando a dúvida é saber se ainda há infecção em atividade, o exame mais útil costuma ser o PCR/NAAT no local suspeito, interpretado junto com os sintomas e com o momento da coleta.

  4. Luciano Oliveira

    O antibiótico trimetoprima sulfametoxazol serve para tratar a clamidia?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Em geral, sulfametoxazol + trimetoprima não é uma boa opção para tratar clamídia. Os antibióticos mais usados para essa infecção são a doxiciclina, a azitromicina e, em algumas situações, o levofloxacino. Esse remédio pode servir para algumas infecções urinárias, mas normalmente não é o tratamento indicado para Chlamydia trachomatis.

  5. Tamires

    Olá! Tenho uma dúvida em relação ao procedimento da minha médica: fiz exames de rotina e obtive o resultado de reagente para clamídia. Porém, entre os exames e a nova consulta, tive infecção urinária e tomei Levofloxacino por 14 dias (1x ao dia). A médica disse que esse tratamento foi eficiente também para tratar a clamídia e não me passou outro antibiótico. Está correto?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Sim, a conduta da sua médica está adequada.

    O levofloxacino embora não seja a primeira escolha para tratar clamídia (geralmente se usa azitromicina ou doxiciclina), tem ação contra a Chlamydia trachomatis. Um tratamento com Levofloxacino por 14 dias é, na verdade, até mais prolongado do que o necessário para esse tipo de infecção.

  6. Graciane josefino

    Exame do meu esposo de chlamydia trachomatis_ anticorpos igg 50ur/ml e o anticorpos igM índice 0,05 qual resultado o que é

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Sem os valores de referência do laboratório, a interpretação exata fica limitada. De todo modo, se o IgG estiver positivo e o IgM negativo, isso costuma sugerir contato prévio com a bactéria, e não necessariamente uma infecção ativa agora. O ponto importante é que exames de sorologia para clamídia têm utilidade limitada para diagnosticar a infecção genital em atividade. Quando a dúvida é saber se ainda existe clamídia no momento atual, o exame mais útil costuma ser o PCR/NAAT.

  7. Daniel Soares Freitas

    Dr Pedro, tomei azitro 1g por causa de suspeita de clamidia e, cerca de 90h depois, já quase sem sintomas, colhi o PCR Multiflex por primeiro jato de urina. No dia seguinte, o resto de secreção que saía de manhã tinha sumido, e a disúria já desaparecera 2 dias antes.

    Contudo, o resultado deu POSITIVO pra clamidia, com valor de referencia NEGATIVO (sic). Continuo sem qualquer sintoma.

    Pode ser que o PCR tenha detectado pedaços da bactéria já morta/neutralizada? Isso é comum de acontecer ?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Sim. Isso pode acontecer. O PCR para clamídia pode permanecer positivo por algum tempo após o tratamento porque ele detecta o material genético da bactéria, mesmo quando ela já não está mais viável. Como a coleta foi feita apenas cerca de 4 dias depois da azitromicina, esse resultado isolado não prova falha do antibiótico. Se os sintomas desapareceram, o mais prudente costuma ser evitar repetir o exame cedo demais e seguir a orientação do médico.

  8. Maicon

    Azitromicina 1000mg seria indicado, pra tomar durante quantos dias ?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Dose única.

  9. Jaqueline Maia

    IGG reagente 1/1280 quer dizer reinfecção ou que já teve? Precisa de mais exames para confirmação? referencia laboratorio 1/80

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Esse resultado de IgG reagente para clamídia não permite dizer, sozinho, se é reinfecção nem se existe infecção ativa neste momento. Em geral, o IgG positivo sugere contato prévio com a bactéria, mas a sorologia tem utilidade limitada para diagnosticar clamídia genital em atividade. Se a dúvida for saber se a infecção está presente agora, o exame mais útil costuma ser o PCR/NAAT em urina ou swab do local adequado. Portanto, o ideal é não interpretar esse título de IgG isoladamente.

  10. Bia

    Dr. Apresentei uma coceira na vagina, pensei q fosse candida, mas hj percebi q tem um corrimento rosado. Eu estou preocupada demais. Pode ser infecção por Clamidia?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Pode. Mas também pode ser candidíase ou qualquer outra infecção vaginal. É preciso examinar o corrimento para identificar o agente causador.

  11. Victor

    Meu exame de Igm deu 1/20, enquanto o igg deu reagente 1/320 o que isso quer dizer?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Sem o valor de referência do laboratório não dá para afirmar se esse IgM para clamídia está realmente positivo ou não. Mesmo assim, vale lembrar que exames de IgG e IgM têm utilidade limitada no diagnóstico de infecção genital ativa. Um IgG reagente pode indicar apenas contato anterior, e um IgM isolado nem sempre confirma infecção recente. Se a dúvida é saber se você está com clamídia agora, o exame mais útil costuma ser o PCR/NAAT.

  12. Pedro

    Estou tomando azitromicina 500g de 24 em 24h por 6 dias, ou seja, 6 comprimidos ao todo! Esse tratamento é eficaz contra clamídia?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A azitromicina tem ação contra a clamídia, mas esse esquema de 500 mg por 6 dias não é o tratamento padrão mais usado para clamídia isolada. Isso não quer dizer, obrigatoriamente, que a receita esteja errada, porque o médico pode estar tratando uma uretrite com outra suspeita associada ou seguindo um raciocínio específico do seu caso. Em geral, quando falamos apenas de clamídia, os esquemas habituais são outros. O ideal é confirmar com o médico que prescreveu qual foi exatamente a hipótese diagnóstica.

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