Artigo atualizado em 16/12/2013

ANDROPAUSA (menopausa masculina)

À medida que os homens envelhecem, seus níveis de testosterona começam a diminuir. Esta queda costuma ser chamada de andropausa, em analogia à menopausa das mulheres. As consequência negativas da andropausa, todavia, são menos evidentes que as da menopausa.

Ao contrário da menopausa, onde a deficiência de estrogênio é completa e provoca alterações clínicas conhecidas, como osteoporose, secura vaginal, perda da elasticidade da pele, etc.(leia: MENOPAUSA | Sintomas e causas), o declínio da testosterona nos homens idosos é modesto e as possíveis consequências ainda não foram bem estabelecidas. Atualmente o nome mais aceito para a andropausa é hipogonadismo masculino tardio.

O que é hipogonadismo?

O hipogonadismo masculino é uma condição na qual o testículo não produz níveis suficientes de testosterona, o hormônio que desempenha um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento masculino durante a puberdade.

O hipogonadismo pode ser causado por doenças genéticas, por má formações dos testículos ou da hipófise (glândula dentro do sistema nervoso central que controla a produção de hormônios no corpo), infecções como caxumba (leia: CAXUMBA | Sintomas e complicações), trauma nos testículos, uso de drogas ou medicamentos, entre outros.

Quando o hipogonadismo surge no feto, há má formações da genitália. Quando surge em pré-adolescentes, o paciente não desenvolve os típicos sinais da puberdade masculina, como pelos no corpo, mudança da voz, ganho de massa muscular, aumento dos testículos e do pênis, etc. No adulto jovem o hipogonadismo causa infertilidade, diminuição da libido, queda de pelos, perda de massa muscular e outros sintomas de deficiência de testosterona.

Neste texto vamos no ater ao hipogonadismo que surge com o envelhecimento, chamado de hipogonadismo masculino tardio ou andropausa. O hipogonadismo do idoso é completamente diferente do que ocorre nos homens mais jovens.

Sintomas da andropausa

Andropausa

A função dos testículos e a produção de testosterona declinam progressivamente com a idade, este último em cerca de 1,3% por ano após os 40 anos. Uma proporção substancial de homens acima dos 50 anos têm níveis de testosterona baixos o suficiente para o diagnóstico de hipogonadismo. É bom salientar que uma leve deficiência de testosterona em homens de meia-idade pode ser considerado um fenômeno natural do envelhecimento. A questão é saber quando essa deficiência torna-se relevante clinicamente.

Ao contrário do hipogonadismo em bebês, crianças e adultos jovens, o declínio da testosterona em homens mais velhos não produz nenhuma consequência realmente clara. Entretanto, apesar de não haver provas inequívocas, atualmente se atribui à andropausa algumas consequências do envelhecimento no sexo masculino, entre elas:

- Redução da libido.
- Disfunção erétil (leia: IMPOTÊNCIA SEXUAL | Causas e tratamento).
- Perda da massa óssea (leia: OSTEOPOROSE | Sintomas e tratamento).
- Redução da massa e da força muscular.
- Aumento do percentual de gordura corporal.
- Alterações do humor.
- Alterações da memória
- Queda da performance no trabalho

O problema é que nem todas as alterações descritas acima melhoram com a suplementação de testosterona e muitas delas podem também surgir em idosos sem critérios para andropausa.

Tratamento da andropausa

Embora existam trabalhos científicos sugerindo que o declínio da testosterona com a idade possa ter várias consequências negativas, o impacto da reposição de testosterona em homens idosos permanece desconhecido.

O que se aceita atualmente, à luz do atual conhecimento, é que a reposição de testosterona pode ser benéfica em pacientes selecionados. As sociedades internacionais de Endocrinologia atualmente indicam a terapia com testosterona apenas nos pacientes idosos com níveis baixos de testosterona – menor que 200 ng/dL, medidos em pelos duas oportunidades diferentes durante o período da manhã – e sintomas importantes de deficiência de testosterona. Não se indica testosterona para idosos com sintomas vagos e inespecíficos.

A reposição pode ser feita por via oral, injetável ou através de adesivos ou cremes para a pele.

Efeitos adversos da reposição de testosterona

Como há poucas evidências de que a reposição de testosterona no hipogonadismo masculino tardio traga reais benefícios e há riscos de efeitos adversos importantes, o tratamento só deve ser feito por especialistas e sob cerrada supervisão.

Entre os riscos da reposição de testosterona, o mais temido é o aumento da incidência do câncer de próstata (leia: CÂNCER DE PRÓSTATA | Sintomas e tratamento). Não existem estudos científicos que comprovem a segurança da reposição de testosterona em relação ao câncer de próstata, por isso, não se indica reposição a longo prazo. A avaliação da próstata com toque retal e medição do PSA sanguíneo são importantes antes de planejar o tratamento hormonal.

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  • Jésquer Da Rosa

    Tenho um caso na família de um homem de 50 anos que está com dificuldade de reter a urina, ele sente vontade de urinar e urina na roupa sem ao menos sentir que está urinando, e quando vai ao banheiro também não sente que esta urinando. Qual pode ser o problema dele? Nos Ajude…. Obrigada.

    • http://www.mdsaude.com Pedro Pinheiro

      Incontinência urinária nos homens tem que ser avaliada por um urologista.

  • claudio ponti

    A dúvida é quanto ao nível de testosterona que se deve ter em cada idade; aos 20 anos qual deve ser o nível ideal? e aos 50? e aos 60? Se é que se pode colocar a questão dessa maneira. Outra dúvida: atividade física e alimentação podem ajudar o organismo a produzir mais testosterona? Que tipo de alimento? Ou, ainda, como se pode pôr o organismo a produzir testosterona naturalmente?

    • https://plus.google.com/u/0/113288925849694682313/posts Pedro Pinheiro

      Na maioria dos laboratórios, a testosterona deve estar entre 300 to 800 ng/dL em sangue colhido às 8h da manhã. Ela é mais próxima de 700-800 nos jovens e ao redor de 400-500 nos mais idosos. Deficiência é somente valores abaixo de 300 ng/dL.