Hidradenite: sintomas, causas e tratamento


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Revisado e atualizado em outubro 15, 2025
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O que é hidradenite supurativa?

A hidradenite supurativa, também conhecida por hidrosadenite ou acne inversa, é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por nódulos subcutâneos inflamatórios, que, muitas vezes, são equivocadamente diagnosticados como furúnculos ou espinhas grandes.

A hidradenite é uma doença que, até pouco tempo atrás, pensava-se ter origem nas glândulas sudoríparas apócrinas, glândulas produtoras de um tipo de suor mais gorduroso, que drenam para um folículo capilar.

A teoria mais aceita atualmente diz que a doença surge devido a uma obstrução do folículo piloso, o que leva ao acúmulo de sebo e suor e, como consequência, à inflamação desta área. Muitas vezes, a pressão elevada dentro do folículo provoca a sua ruptura, favorecendo a contaminação por bactérias e a formação de pequenos túneis nas camadas mais profundas da pele.

Ao contrário do furúnculo, a hidradenite pode se tornar uma doença crônica, com duração de semanas a meses. A recorrência também é extremamente comum, fazendo com que o mesmo local da pele seja acometido pela hidradenite dezenas de vezes durante a vida.

A hidradenite supurativa é uma doença que acomete mais as mulheres do que os homens e é mais comum em adolescentes e adultos jovens. Esta doença também é mais comum em pessoas obesas (ou com sobrepeso), fumantes e naquelas com história familiar de hidradenite.

Hidradenite supurativa
O que é a hidradenite supurativa

Sintomas

A hidradenite é uma doença que acomete preferencialmente áreas intertriginosas, ou seja, regiões onde duas superfícies de pele entram em contato, podendo sofrer fricção, como as axilas, virilhas, região inferior das mamas ou dos glúteos, ao redor do ânus, saco escrotal ou na parte de dentro das coxas. Axila e virilha são os locais mais comumente afetados.

Na maioria das vezes, a primeira lesão que surge é um solitário nódulo inflamado e doloroso, medindo cerca de 0,5 a 2,0 cm de diâmetro. Com o tempo, outros nódulos satélites podem surgir ao redor. Lesões com pontos pretos, tipo cravos, são comuns ao redor das lesões da hidradenite.

Esses nódulos costumam ser muito dolorosos e podem durar vários dias ou meses. Nesta fase, a hidradenite costuma ser subdiagnosticada, pois a maioria das pessoas a confunde com uma “espinha interna” ou “furúnculo sem a cabeça de pus”. Ao contrário do furúnculo, a hidradenite tem uma evolução mais insidiosa, crescendo mais lentamente.

Hidradenite na região axilar
Hidradenite na região axilar

Depois de um período variável de tempo, que pode ser de poucos dias até várias semanas, o nódulo doloroso progride para formar um abscesso, que pode drenar para a superfície da pele de forma espontânea ou como um resultado da manipulação da lesão por parte do paciente. Ao “estourar”, o nódulo da hidradenite drena um material purulento e/ou sanguinolento. A dor muitas vezes melhora após a drenagem.

Nem todos os nódulos precisam ser drenados para regredirem, alguns deles involuem de forma espontânea após alguns dias. Em geral, o nódulo some ou é drenado, mas retorna após algumas semanas ou meses no mesmo local. O paciente com hidradenite frequentemente reporta um histórico de várias lesões que vão e voltam ao longo dos anos, quase sempre nos mesmos locais da pele.

Quando as lesões são múltiplas, tornam-se repetitivas ou demoram muito para desaparecer, é possível a formação de túneis ou canais pela pele, que se comunicam entre si e com o exterior, drenando intermitentemente um material purulento e com odor forte.

Cicatrizes podem surgir após a resolução de lesões muito inflamadas. As lesões cicatriciais podem ser grandes, cumpridas e múltiplas. São frequentes na virilha e na axila. Cicatrizes graves na axila podem causar redução da mobilidade do braço ou obstrução linfática, levando ao linfedema (inchaço do braço por acúmulo de linfa).

A hidroadenite supurativa pode ter um impacto significativo na qualidade de vida do paciente. A descarga imprevisível de material purulento e o odor que o acompanha podem ser embaraçosos. Como resultado, os pacientes tendem a experimentar o isolamento social, depressão, fim de relacionamentos e até dificuldades profissionais.

Estágios

A hidradenite supurativa costuma ser classificada em três grupos de gravidade da doença:

  • Estágio I: formação de abscesso único ou múltiplo, mas sem formação de canais, túneis ou cicatrizes.
  • Estágio II: abscessos recorrentes, com formação de canais, túneis ou cicatrizes. Ainda é possível individualizar as lesões.
  • Estágio III: envolvimento difuso da região da pele acometida, com múltiplas lesões, vários túneis interligados e cicatrizes extensas.

Cerca de 70% dos pacientes desenvolvem somente o estágio I. Felizmente, apenas 5% dos pacientes chegam ao estágio III, que é esteticamente deformante.

Foto de hidradenite
Hidradenite estágio II

Diferenças entre hidradenite e furúnculo

A hidradenite supurativa pode ser facilmente confundida com um furúnculo, principalmente no estágio I. No entanto, com o tempo, a distinção se torna mais fácil. Os furúnculos não são lesões que recorrem sempre no mesmo lugar, não têm preferência por áreas intertriginosas, não possuem os cravos ao seu redor, não criam túneis ou canais nem formam cicatrizes grandes e compridas.

Explicamos o furúnculo com detalhes no artigo: Furúnculos – Causas, Sintomas e Tratamento.

Tratamento

Não há cura definitiva para a hidradenite supurativa, mas o tratamento precoce com o dermatologista pode ajudar a controlar os sintomas, evitar novas lesões e impedir a formação de cicatrizes.

A abordagem deve sempre ser individualizada, levando em conta a gravidade clínica, comorbidades, tolerância aos medicamentos e preferências do paciente.

Abordagem Geral

Independentemente do estágio da doença, algumas medidas gerais são recomendadas a todos os pacientes:

  • Cessação do tabagismo: o tabagismo é um dos principais fatores de risco associados à hidradenite. Embora a relação causal ainda seja debatida, estudos sugerem que parar de fumar pode reduzir a gravidade das lesões e diminuir a frequência das crises (leitura sugerida: Como parar de fumar (adesivos, chicletes, remédios e outras opções)).
  • Controle do peso: o excesso de peso e a obesidade aumentam a oclusão e fricção das áreas intertriginosas, favorecendo a inflamação folicular. A perda de peso, especialmente em pacientes com índice de massa corporal elevado, pode reduzir a extensão e a progressão da doença. Em casos selecionados, a cirurgia bariátrica mostrou resultados promissores.
  • Higiene e cuidados locais: lesões drenantes e áreas inflamadas exigem cuidados com a pele e curativos apropriados. Sabonetes ou soluções antissépticas, como clorexidina 4%, peróxido de benzoíla ou piritionato de zinco, podem ser usados, embora não existam evidências robustas de que previnam surtos. Devem ser utilizados curativos absorventes não aderentes, e a aplicação de vaselina pode ajudar a prevenir que o curativo grude na ferida, reduzindo o risco de trauma ao ser removido.
  • Avaliação e manejo de comorbidades: pacientes com hidradenite têm maior risco de desenvolver condições como diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemia, síndrome do ovário policístico, doenças inflamatórias intestinais, depressão e ansiedade. A triagem anual e o acompanhamento multidisciplinar são fundamentais.
  • Suporte psicológico: a dor crônica, odor, secreção e o impacto estético da doença frequentemente levam ao isolamento social e à perda da autoestima. A avaliação psiquiátrica deve ser considerada e o acesso a grupos de apoio pode ser útil.

Estágio I – Doença leve

Neste estágio, a doença se manifesta por abscessos únicos ou múltiplos, mas sem formação de túneis ou cicatrizes. O objetivo é controlar a inflamação e evitar progressão.

Opções terapêuticas:

  • Clindamicina tópica 1%: pode ser utilizada duas vezes ao dia nas áreas afetadas. É mais eficaz como tratamento adjuvante e raramente suficiente como monoterapia.
  • Antibióticos orais (tetraciclinas): a doxiciclina (100 mg 1 a 2 vezes ao dia) é a opção mais comum. Os antibióticos dessa classe possuem efeitos anti-inflamatórios além da ação antimicrobiana. A resposta é geralmente avaliada após três meses de uso, com possibilidade de prolongamento por mais 2–3 meses se houver melhora parcial.
  • Antiandrogênicos:
    • Espironolactona (25–200 mg/dia): particularmente útil em mulheres com hidradenite supurativa associada ao ciclo menstrual ou sinais de hiperandrogenismo. Melhora geralmente observada em 3–6 meses (leia: Espironolactona: para que serve, doses e efeitos colaterais).
    • Anticoncepcionais orais combinados com etinilestradiol e norgestrel ou acetato de ciproterona também são eficazes, principalmente em mulheres jovens. Ambos os esquemas demonstraram melhora clínica em estudos controlados.
  • Metformina: embora não seja tradicionalmente usada para doenças dermatológicas, a metformina (500–1500 mg/dia) pode ajudar na hidradenite, especialmente em pacientes obesos ou com síndrome do ovário policístico. Seus efeitos incluem melhora do perfil metabólico, leve perda de peso e ação antiandrogênica (leia: Cloridrato de metformina: para que serve, como tomar e efeitos colaterais).
  • Lesões agudas podem ser tratadas com:
    • Corticosteroides intralesionais: como triancinolona 10 mg/mL injetada diretamente nos nódulos, com alívio da dor em 1–2 dias.
    • Resorcinol tópico a 15%: aplicado diretamente sobre nódulos dolorosos duas vezes ao dia, promove efeito queratolítico e anti-inflamatório (
    • Desbridamento com punch: técnica simples de remoção parcial da cobertura da lesão inflamada.
    • Compressas mornas: ajudam na drenagem espontânea e no alívio da dor.

Estágio II – Doença moderada

Caracteriza-se por abscessos recorrentes com formação de túneis e cicatrizes em áreas separadas. O tratamento visa reduzir a carga inflamatória e impedir avanço para o estágio III.

Opções principais:

  • Terapias físicas: o uso de laser Nd:YAG tem demonstrado melhora em casos selecionados, com redução de lesões inflamatórias e túneis.
  • Antibióticos orais combinados: A associação de clindamicina (300 mg 2x/dia) com rifampicina (300 mg 2x/dia) por 10 a 12 semanas é uma das abordagens mais eficazes nesta fase. Estudos mostram resposta clínica em até 70% dos pacientes. O uso prolongado pode ser considerado, com monitoramento dos efeitos adversos.
  • Antiandrogênicos e metformina: continuam sendo úteis, principalmente como adjuvantes nos casos com piora associada ao ciclo menstrual ou com obesidade/síndrome metabólica.
  • Outras opções sistêmicas:
    • Acitretina: retinoide oral com efeitos queratolíticos e anti-inflamatórios. Pode ser útil em casos refratários, embora os dados de eficácia sejam limitados.
    • Dapsona: fármaco com ação anti-inflamatória, especialmente eficaz na fase inicial das lesões. Requer monitoramento rigoroso devido ao risco de hemólise, sobretudo em pacientes com deficiência de G6PD.

Estágio III – Doença grave

Nesta fase, há envolvimento difuso ou quase difuso da pele, com múltiplos túneis interconectados e cicatrizes. O tratamento geralmente exige terapias mais agressivas.

Opções disponíveis:

  • Imunobiológicos (biológicos):
    • Adalimumabe (anti-TNF) é atualmente o único biológico aprovado especificamente para hidradenite moderada a grave. A resposta é avaliada após 12 semanas.
    • Secukinumabe é um anticorpo monoclonal que bloqueia a interleucina-17A (IL-17A). Tem sido estudado como alternativa ao adalimumabe para pacientes com hidradenite supurativa moderada a grave.
    • Infliximabe, embora ainda usado off-label, pode ser eficaz em casos refratários ao Adalimumabe.
  • Cirurgia:
    • A excisão ampla das áreas afetadas é recomendada quando há presença de túneis persistentes ou falha das terapias clínicas. A pele removida pode ser reconstruída com enxertos ou fechamento secundário.
    • Técnicas como o “unroofing” (remoção da cobertura de túneis) têm boa aceitação e menos morbidade em comparação com excisões extensas.

Isotretinoína (Roacutan)

A isotretinoína oral, embora amplamente utilizada no tratamento da acne nodular grave, apresenta eficácia limitada na hidradenite supurativa .

Seu uso pode ser considerado em casos selecionados, principalmente em pacientes com formas mais leves da doença, sem túneis ou cicatrizes, e quando há sobreposição clínica com acne severa.

No entanto, estudos demonstram que a resposta ao tratamento com isotretinoína costuma ser insatisfatória na HS clássica, especialmente nos estágios mais avançados, podendo inclusive haver piora das lesões inflamatórias em alguns casos. Por isso, a indicação deve ser individualizada e feita com cautela, sendo geralmente reservada a pacientes com hidradenite atípica, com lesões predominantemente comedonianas ou acneiformes (leia: Roacutan (isotretinoína) para acne).


Referências



Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Rebeka Rottner

    Estou com vários nas axilas, sinto muita dor, o dermatologista me passou o bactrin por 6 meses e Benzetacil…nada de melhorar, elas vão e voltam, estou já depressiva e sem emprego, devido as dores não consigo carregar os pacientes e nem preparar medicações, tinha uma vida normal, hj e difícil explicar essa situação até prós familiares. Gostaria de saber quando isso vai embora, já não aguento mais

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    A hidradenite supurativa é realmente uma doença crônica, dolorosa e de difícil controle, que afeta não só o corpo, mas também a saúde emocional e social.

    Infelizmente, não existe uma cura definitiva, mas há tratamentos que ajudam a controlar os surtos e reduzir a frequência das lesões. Se o Bactrim® e a Benzetacil® não estão sendo eficazes, talvez seja o momento de discutir com o dermatologista outras opções, como:

    1. Retinoides orais (ex: acitretina);
    2. Biológicos (ex: Adalimumab ou infliximab), indicados em casos moderados a graves;
    3. Cirurgias locais para remoção de áreas afetadas cronicamente;
    4. Terapias de manutenção, com antibióticos em baixa dose ou combinações personalizadas.

    Também é fundamental cuidar da saúde mental. A hidradenite tem impacto psicológico significativo, e você não precisa enfrentar isso sozinha. Procurar um psiquiatra ou psicólogo pode ajudar muito nessa fase difícil.

  2. valéria correia

    Realmente, essa questão da hidradenite e obesidade não casa muito,meu filho sempre foi magro e está no estagio 3.Meu filho tem 50 kilos ,nunca fumou ,todos os exames dele estam perfeitos .

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Quando dizemos que obesidade é fator de risco para hidradenite, isso não significa que todo obeso terá hidradenite nem que uma pessoa não obesa não possa ter hidradenite. Quando dizemos que o sobrepeso é fator de risco, significa apenas que se pegarmos 1 milhão de obesos e 1 milhão de magros, encontraremos mais casos de hidradenite no grupo de obesos que no grupo de magros. Isso vale para qualquer fator de risco.

  3. Emerson Pereira Martins

    Muito bom mim ajudou bastante vou procurar um tratamento médico….muito obrigado pelo conhecimento..

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Que bom que o artigo foi útil. Obrigado.

  4. milena

    O SEGREDO É MUDAR A ALIMENTAÇÃO!
    Funcionou para mim!
    CORTAR REFRIGERANTE, agua com GÁS!
    Consumir pouca açúcar e gordura!

    -Cheguei a fase III , sofri durante 3 anos . Até que vi um comentário igual ao meu e resolvi tirar o REFRIGERANTE da minha vida .
    Já tem 5 anos que parei de toma-lo e as Acnes Sumiram!
    Meses atrás resolvi tomar um copo de refri e me apareceu uma Bolinha , logo sumiu . Mas refrigerante NUNCA MAIS!

  5. Andrei

    Pode ter hidradenite em 2 locais diferentes ao mesmo tempo, ex parte interna da coxa e lateral esquerda da Costa

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Sim, pode. Mas podem ser furúnculos também.

  6. Kelly

    Como pega essa doença?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    A hidradenite supurativa não é contagiosa e não pode ser “pega” de outra pessoa. As possíveis causas estão explicadas no texto.

  7. Emerson da Silva de Oliveira

    Em nome de Jesus vou tira isso do meu suvaco,nem que seja com,boldo, saião,vinagre,sabonete raspa do juá,criolina,redutor , água rás,querosene, babosa,capim limão ,pão de alho kkkkk vai ter sair .

  8. Joel

    Mto boa materia. Descobrindo por conta aqui na busca. Parabens e obrigado por compartilhar o conhecimento.

    Mas algumas duvidas e suposições permanecem. Meu caso, estou 40ntão. Começou em mim e, contrariando os estudos, parecendo contagioso, logo passou p minha esposa, 37.

    Primeiro nas regioes intimas, depois, em questao de 8-10 dias nas axilas. Com antibiotico secou. Passando uns 10 dias q sumiu nela, voltou em mim, na axila tbem, nem fiz mto caso, um dos nodulos vazou e parecia q ja ia passar, agora com 4 dias q furou ja tem mais 4 nodulos e ta voltando nela tbem.

    Cancelar o antitranspirante e procurar auxlio profissional.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    O ideal é ter ajuda de um dermatologista.

  9. Karina

    No meu caso, começou como um molusco, e ficou ali por vários dias sem me incomodar ou sentir dor, até q esfriou e a fricção da calça fez uma inflamação e dói muito!

    Ainda não sei se é furúnculo oU hidradenite. .. 🤔

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Às vezes é difícil mesmo distinguir. Você precisa ser visto por um médico.

  10. Marta

    Muito obrigada me foi muito útil

  11. Rodrigo

    Boa noite, Eu tenho Hidradenite e tenho que dizer que é horrível, eu mal consigo fecha meu braço, atrapalha na relação sexual, pegar um caixa de arquivo se torna um desafio. Já fui em dezenas de dermatologistas e todos sempre me receitam cefalixina e amoxilina, só que não faz mais efeito. Estou na quarta dose de bezetacil e nada! E triste saber que tenho que sofrer com essa dor e os pesquisadores não conseguem achar uma cura =/

  12. jessica

    Amei está materia tenho uma irmã mais nova que vai fazer 18 anos que a 4 anos tentamos descobrir oque ela tem, a princípio foi diagnosticado como espinhas internas e foi feito o tratamento com a rocutam durante esses 3 anos tomando e parando e voltando de novo no tratamento dá rocutam o primeiro ano foi feito no convênio o tratamento e os outros três na rede pública aí já viu, até que agora na troca mais uma vez dos médicos que essa santa médica informou a nós que o que minha irmã tinha era muito comum ser confundido por espinhas internas (que foi seu principal diagnóstico) ou furúnculo que devido o tratamento com a rocutam a tanto tempo ser fosse espinhas já eram para ter sumido, só que ela não iria fica na unidade de saúde que iria entra outra medida que iria iniciar o tratamento. Ou seja estamos até hoje sem nenhum tipo de luz do que fazer é com esse site hoje pude ter uma luz e sabe o que eu posso exigir do futuro médico de vai assumir o posto. Espero que daqui alguns meses posso volta aqui com uma outra história feliz, porque hoje minha irmã não sai de casa direito, não tem muitos relacionamento social direito tem muita vergonha de usa certas roupas, quando namora com algum rapaz tem muito medo dele ver as cicatrizes etc. Mais hoje mais uma vez estamos tendo uma luz no fim do túnel esse site é muito importante vocês não imaginam quantas pessoas vocês ajudam com essas informações meu muito obrigada.

  13. Roseli Melli

    Ótima matéria, muito bem explicada. Parabéns!!!! Tenho hidroadenite há quase trinta anos, hj bem menos, fiz mais de 15 cirurgias e falo com propriedade: A solução pra isso, é SOMENTE cirurgia, pois onde se faz não volta mais. Pode sim nascer outros nódulos/abscessos, mas não no mesmo local.

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