Hemorroidas: sintomas, causas, remédios, pomadas e cirurgia


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Revisado e atualizado em abril 5, 2026
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O que são hemorroidas?

Hemorroidas são veias dilatadas e inflamadas no ânus e reto, que podem causar dor, coceira e sangramento anal. A hemorroida pode ser interna, quando ela fica escondida dentro do reto, ou externa, quando ela é facilmente identificada ao redor do ânus. A passagem das fezes por essas veias dilatadas pode causar ferimentos, que se manifestam com sintomas como dor para evacuar, coceira anal e sangramento nas fezes.

Apesar de amplamente utilizado, na verdade, o termo mais correto não é hemorroida, mas sim doença hemorroidária. Hemorroidas é o nome que damos ao conjunto de veias e artérias que se localizam no canal anal. Todos temos veias e artérias hemorroidárias. Portanto, tecnicamente, todos nós temos hemorroidas. Porém, mesmo os médicos não costumam fazer esse tipo de distinção e acabam tratando os termos doença hemorroidária e hemorroidas como sinônimos.

Nesse artigo, utilizaremos a terminologia mais popular. Quando falarmos em hemorroidas, estaremos nos referindo à doença hemorroidária.

Como surgem

A maioria das nossas veias contém válvulas que ajudam o sangue a seguir sempre em uma mesma direção, impedindo seu retorno, mesmo quando contra a gravidade. Por exemplo, o sangue nas veias da perna corre sempre contra a gravidade. Graças às válvulas, ele consegue subir sem ficar represado nas pernas. Quando as veias ficam doentes e as suas válvulas param de funcionar, surgem as varizes, que são veias tortuosas nas quais o sangue fica congestionado (leia: Varizes: causas e tratamento).

Ao contrário das veias do resto do corpo, as veias hemorroidárias não possuem válvulas para impedir o represamento de sangue. Portanto, qualquer aumento da pressão nessas veias propicia o seu ingurgitamento. As hemorroidas são como varizes das veias hemorroidárias. Assim como em qualquer variz, o sangue represado aumenta o risco de trombose e inflamações das veias.

Portanto, hemorroidas são dilatações das veias do reto e ânus, que podem vir acompanhadas de inflamação, trombose ou sangramento.

Aproximadamente 5% da população sofre com esse problema. No Brasil, estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas tenham hemorroidas. A doença é mais comum nos adultos entre 40 e 60 anos. Nas mulheres, ela costuma surgir mais cedo, principalmente durante a gravidez (30 a 40% das grávidas sofrem de hemorroidas).

Classificação

A doença hemorroidária pode ser dividida em:

  • Hemorroidas internas: quando ocorrem no reto.
  • Hemorroidas externas: quando ocorrem no ânus ou no final do canal anal.

As hemorroidas internas são ainda classificadas em quatro graus:

  • Hemorroidas grau I: não prolapsam através do ânus.
  • Hemorroidas grau II: prolapsam através do ânus durante a evacuação ou durante esforço, mas o retornam à posição original espontaneamente.
  • Hemorroidas grau III: prolapsam através do ânus e só retornam para dentro com ajuda manual.
  • Hemorroidas grau IV: estão prolapsadas através do ânus e o retorno não é possível nem com ajuda manual.
Hemorroida externa e hemorroida interna
Hemorroida externa e hemorroida interna

As hemorroidas internas de grau I não são visíveis. Já as hemorroidas de grau II passam normalmente despercebidas pelos pacientes, já que ninguém fica olhando para o ânus enquanto defeca. Como o reto e o canal anal possuem pouca inervação, este tipo de doença hemorroidária não costuma causar dor.

As hemorroidas externas, assim como as internas grau III e IV, são facilmente identificadas e costumam inflamar, causando dor e/ou prurido (comichão).

Cerca de 73% dos casos de doença hemorroidária são de grau I, 19% de grau II, 8% de grau III e menos de 1% dos pacientes apresentam hemorroidas de grau IV.

Graus da doença hemorroidária
Graus da doença hemorroidária

Fatores de risco

A doença hemorroidária é um distúrbio muito comum. Estima-se que mais da metade da população acima dos 50 anos sofra deste problema em graus variáveis.

Os principais fatores de risco são:

  • Constipação intestinal (prisão de ventre).
  • Esforço para evacuar.
  • Obesidade.
  • Diarreia crônica.
  • Prender as fezes com frequência, evitando defecar sempre que há vontade.
  • Dieta pobre em fibras.
  • Gravidez.
  • Sexo anal.
  • História familiar de hemorroidas.
  • Tabagismo.
  • Cirrose hepática e hipertensão portal.
  • Ficar longos períodos sentados no vaso sanitário (há quem ache que o próprio design dos vasos sanitários propicia o surgimento da doença hemorroidária).

O hábito de evacuar agachado, muito comum no Oriente Médio e Ásia, está associado a uma menor incidência de hemorroidas. Por outro lado, evacuar sentado, como a maioria de nós habitualmente faz, parece aumentar a sua incidência.

Independente dos fatores de risco, as hemorroidas se formam quando há aumento da pressão nas veias hemorroidárias ou fraqueza nos tecidos da parede do ânus, responsáveis pela sustentação das mesmas.

Quais são os alimentos que provocam hemorroidas?

Ao contrário da crença popular, não existe nenhum alimento específico que provoque hemorroidas. Também não existem evidências científicas de que pimenta, café ou refrigerantes possam agravar um quadro já existente de doença hemorroidária.

O que efetivamente pode fazer mal é uma dieta pobre em fibras. Mas o efeito é indireto, pois é a constipação intestinal que surge por conta da dieta a responsável pelo maior risco de desenvolvimento das hemorroidas.

Sintomas

As hemorroidas podem ser sintomáticas ou não. Como já dito anteriormente, as hemorroidas internas tendem a ser menos sintomáticas. O único sinal indicativo da sua existência costuma ser a presença de sangue ao redor das fezes ao evacuar.

O sangramento da doença hemorroidária se apresenta tipicamente como uma pequena quantidade de sangue vivo que fica ao redor das fezes. Às vezes, o paciente pode notar  pingos de sangue no vaso sanitário após o término da evacuação. É comum também haver sangue no papel higiênico após a limpeza.

As hemorroidas internas podem causar dor se surgir uma trombose ou quando o esforço crônico para evacuar causa o prolapso da hemorroida para fora no canal anal. As hemorroidas internas grau III e IV podem estar associadas à incontinência fecal e à presença de um corrimento mucoso, que provoca irritação e comichão anal.

As hemorroidas externas são, por via de regra, sintomáticas. Estão associadas a sangramentos e dor ao evacuar e ao sentar. Em casos de trombose, a dor pode ser intensa. O prurido é outro sintoma comum. As hemorroidas externas são sempre visíveis e palpáveis.

Apesar de ser uma causa comum de hemorragia anal, é importante nunca assumir que o sangramento é devido à doença hemorroidária sem antes consultar um médico. Várias doenças, como fissura anal, câncer do reto, doença diverticular e infecções, também podem se manifestar com sangue nas fezes. Além disso, nada impede que o paciente tenha hemorroidas e outra doença que também curse com sangramento anal, como um câncer, por exemplo. Portanto, todo sangramento anal deve ser avaliado por um médico.

O sangramento das hemorroidas costuma ser de pequena quantidade, mas, se for frequente, pode até levar à anemia por carência de ferro. Sangramentos de grande volume não são comuns, mas podem ocorrer em alguns casos.

Um diagnóstico diferencial importante das hemorroidas é a fissura anal. Ambas causam dor e sangramento, porém, o sangramento da fissura costuma ser menor e a dor ao evacuar mais intensa.

Se você quiser ver imagens reais de hemorroidas, acesse o seguinte artigo: Fotos de hemorroidas externas e internas.

Hemorroidas podem virar câncer?

Não, hemorroidas não viram câncer. Dito isso, é importante destacar que os sintomas de um tumor intestinal, do reto ou do ânus podem ser confundidos com os da hemorroida, principalmente o sangramento ao evacuar. Por isso, em todo paciente com sangramento anal, especialmente naqueles com mais de 50 anos, é preciso ter certeza de que a causa é mesmo uma hemorroida sangrante e não é um tumor.

Diagnóstico

Nas hemorroidas externas, o exame físico é suficiente para o diagnóstico. Nas internas, é preciso realizar o toque retal e, caso ainda haja dúvida, a anuscopia (uma mini endoscopia onde se visualiza o reto por vídeo).

Em doentes idosos com sangramento pelo reto, mesmo que se identifique doença hemorroidária, é conveniente realizar a colonoscopia para se descartar outras causas. Como as hemorroidas são muito comuns nesta faixa etária, nada impede que o paciente tenha uma segunda causa para o sangramento, como um câncer do intestino ou um divertículo.

Qual é o médico especialista que devo procurar?

O médico especializado em diagnosticar e tratar a hemorroida é o proctologista, atualmente chamado de coloproctologista. 

A coloproctologia é uma especialidade médica e cirúrgica, responsável pelas doenças do intestino grosso, intestino delgado, reto e ânus.

Além das hemorroidas, o coloproctologista também costuma tratar: fissuras anais, abcessos perianais, fístulas perianais, cisto pilonidal, prolapso retal, plicoma anal, constipação, incontinência fecal, tumores benignos e malignos do cólon, intestino delgado ou reto, doença diverticular do intestino e doenças inflamatórias intestinais.

Hemorroidas têm cura?

Sim, existem várias opções terapêuticas que podem curar definitivamente as hemorroidas. Procedimentos como a ligadura elástica, escleroterapia, coagulação infravermelha, hemorroidectomia e THD costumam ser eficazes no tratamento da doença hemorroidária.

Tratamento das hemorroidas

O tratamento da doença hemorroidária pode ser dividido entre tratamento conservador, que é feito à base de pomadas, remédios, dieta e banhos de assento, ou tratamento cirúrgico, que pode ser feito no próprio consultório ou em centro cirúrgico apropriado.

Na maioria dos casos de hemorroidas externas e de hemorroidas internas de grau 1 ou 2, o tratamento é feito inicialmente de forma conservadora, sem a necessidade de cirurgia.

Vamos revisar a seguir as principais opções de tratamento para hemorroidas.

Tratamento conservador – Remédios, pomadas e dieta

O tratamento conservador das hemorroidas pode ser dividido em 3 modalidades: remédios (comprimidos ou pomadas), medidas gerais e dieta. Falaremos resumidamente sobre cada uma delas.

Medidas gerais e tratamento caseiro

Durante as crises, os banhos de assento com água morna, duas a três vezes por dia, podem trazer alívio para os sintomas agudos. Nas grávidas, sugerimos compressas úmidas mornas.

Em caso de dor, compressas geladas também podem oferecer alívio. Tenha cuidado para não provocar queimaduras por frio na região do ânus.

Deve-se também evitar limpar o ânus com papel higiênico, dando preferência ao bidê ou a jatos de água morna. Não esfregar o ânus na hora da higiene é parte importante do tratamento.

Evite ficar muito tempo sentado no vaso sanitário. Também é importante não segurar a fezes quando a vontade de evacuar surge.

O paciente deve tentar a todo custo não coçar o ânus, pois a fricção pode causar mais lesões.

Roupas largas e à base de algodão são as preferidas, pois são frescas e diminuem a umidade local.

Dieta para quem tem hemorroidas

Beber bastante água é importante, por ajudar a umedecer as fezes, diminuindo a constipação e o atrito que a passagem das fezes provoca no reto e ânus.

O aumento do consumo de fibras comprovadamente melhora os sintomas. Os resultados podem ser notados com apenas 15 dias de mudança da dieta. O uso de suplementos à base de metilcelulose ou psyllium apresenta bons resultados.

Atenção, o uso de fibras não trata a doença hemorroidária, mas ajuda no controle dos sintomas, principalmente a coceira e o sangramento.

Evitar alimentos picantes é uma dica muito famosa para quem tem hemorroidas, todavia, como já referido, não há provas de que a pimenta ou qualquer outro alimento picante realmente agrave os sintomas.

A resposta aos alimentos picantes parece ser muito individual. Há pacientes com hemorroidas que comem pimenta à vontade e não sentem nenhuma piora, enquanto outros juram que um pouquinho de pimenta é suficiente para “irritar” suas hemorroidas. É provável que o efeito placebo tenha peso importante nessa relação (leia: O que é o efeito placebo?).

Outra dica comum, mas que também carece de evidências científicas, é evitar o café ou bebidas cafeinadas. Na verdade, em algumas pessoas, o café tem efeito de acelerar o trânsito intestinal, o que pode até facilitar a evacuação.

Pomadas e remédios

Nas pessoas com constipação intestinal, laxantes então indicados para diminuir a necessidade de fazer força ao evacuar. A passagem de fezes muito volumosas e endurecidas pode causar lesão nas hemorroidas.

Pomadas e cremes, como o Proctyl, Proctosan ou Xyloproct, podem ser usados temporariamente, já que servem de lubrificante para a passagem das fezes e contêm anestésicos em sua fórmula.

Algumas pomadas, como Ultraproct, Proctfis H e Xyloproct também contêm corticoides, o que ajuda a “secar” a hemorroida e a diminuir a inflamação. Em geral, a aplicação 2 a 3 vezes por dia é suficiente para trazer alívio sintomático. Contudo, pomadas que contenham corticoides não devem ser usadas por mais de 7 dias seguidos, pois eles podem causar atrofia da mucosa anal, favorecendo o aparecimento de novas feridas.

O alívio com cremes ou pomadas é somente temporário e não deve ser usado sem orientação médica.

As opções mais comuns de pomadas para hemorroidas são:

  • Ultraproct (composição: pivalato de fluocortolona, caproato de fluocortolona, undecilato de clemizol e cloridrato de cinchocaína).
  • Proctyl (composição: policresuleno e cloridrato de cinchocaína).
  • Hemovirtus (composição: Hamamelis virginiana L, Davilla rugosa, Atropa belladonna L, mentol e cloridrato de lidocaína).
  • Proctosan ou Proctan (composição: cloridrato de lidocaína, mentol, azuleno, castanha da Índia e Hamamelis virginiana L.).
  • Xyloproct (composição: lidocaína, hidrocortisona, óxido de zinco e subacetato de alumínio).
  • Proctfis H (composição: acetato de hidrocortisona, lidocaína, subgalato de bismuto e óxido de zinco).

Supositórios com corticoides (o Ultraproct também existe em forma de supositório) são outra opção quando há muita dor ou comichão, porém, é um tratamento que não deve ser usado por mais de uma semana devido aos seus possíveis efeitos colaterais.

Dos remédios para hemorroidas em comprimidos, aquele que parece ter melhor efeito é o Daflon. Ainda assim, ele apenas melhora os sintomas, não trata definitivamente a doença. Outros remédios, como o Varicell, não apresentam eficácia comprovada.

Em geral, os pacientes procuram muito a ajuda de pomadas, quando, na verdade, o banho de assento e a mudança da dieta costumam ter eficácia semelhante por um custo muito menor e com menos riscos de efeitos colaterais.

Opções de tratamento minimamente invasivo

Se o tratamento conservador não for suficiente para controlar os sintomas das hemorroidas, tratamentos minimamente invasivos podem ser tentados. Nestes casos, o tratamento pode ser realizado no próprio consultório do proctologista.

a. Ligadura elástica

Em casos mais graves, que não conseguem ser controlados com medidas simples, pode ser necessária a laqueação elástica da hemorroida. Através da anuscopia, uma borracha é introduzida na base das hemorroidas, causando estrangulamento e necrose das mesmas. Depois de alguns dias, geralmente entre dois a quatro, a hemorroida “cai”, saindo sozinha pelo ânus junto com o elástico.

É uma técnica que pode ser efetuada no próprio consultório do proctologista. Costuma ser indolor e muitas vezes não se usa nem anestesia. A ligadura elástica está indicada para hemorroidas de grau I e II. Eventualmente, ela pode ser usada em algumas hemorroidas grau III. É a técnica mais usada atualmente e apresenta uma taxa de sucesso de 80%.

A ligadura elástica não é uma opção para hemorroidas externas, pois, neste caso especificamente, o tratamento causa intensa dor.

b. Escleroterapia

Outra opção para o tratamento das hemorroidas é a escleroterapia. Esta técnica consiste na injeção, através de uma agulha longa, de uma solução química que causa necrose das hemorroidas. A substância injetada causa intensa inflamação e faz com que a hemorroida “seque” e seja absorvida.

A escleroterapia também é feita com o auxílio da anuscopia e não necessita de anestesia, pois é indolor.

c. Coagulação infravermelha

Uma terceira opção é a coagulação por infravermelho, também chamada, equivocadamente, de coagulação a laser. Assim como as técnicas anteriores, a coagulação por infravermelho é realizada com o auxílio da anuscopia e consiste na aplicação direta de ondas de infravermelho nas hemorroidas. O calor gerado por essas ondas queima a lesão e provoca retração das hemorroidas.

Das três técnicas citadas acima, a ligadura elástica é a que apresenta os melhores resultados para hemorroidas internas graus I, II e III.

Tratamento cirúrgico

Caso os sintomas da doença hemorroidária persistam, apesar das medidas conservadoras ou minimamente invasivas, a intervenção cirúrgica deve ser indicada. Além dos casos de falha das técnicas mais simples, a cirurgia também está indicada nos pacientes com hemorroidas de grau IV ou naqueles que têm hemorroidas internas estranguladas. A cirurgia também pode ser necessária para as hemorroidas de grau III sintomáticas ou para os pacientes que se apresentam com hemorroidas trombosadas.

Hemorroidectomia

A cirurgia tradicional para remoção da hemorroida é chamada de hemorroidectomia. Existem duas técnicas populares:

  • Milligan Morgan ou Ferguson, que é uma cirurgia feita sob anestesia peridural, que remove todo o tecido ao redor da região com doença hemorroidária;
  • Técnica de Longo, que usa um dispositivo para realizar o grampeamento das hemorroidas.

A técnica de Longo é mais moderna e costuma ser mais tolerada pelo paciente, pois seu pós-operatório é bem menos doloroso.

THD para tratamento da doença hemorroidária

Uma nova opção de tratamento para hemorroidas é a desarterialização hemorroidária trans anal guiada por Doppler (THD), uma técnica criada em 1995 e aperfeiçoada ao longo dos últimos anos. A técnica consiste na introdução de um pequeno aparelho de doppler (ultrassom) no ânus para identificação das artérias hemorroidarias; através de uma pequena agulha, essas artérias são suturadas de modo a reduzir o fluxo de sangue que chega nas regiões onde existem as hemorroidas. Chegando menos sangue, a pressão dentro das hemorroidas diminui, fazendo com elas “sequem”.

A técnica THD não tem cortes e o risco de sangramento é muito baixo. O pós-operatório é menos doloroso que nas técnicas com cortes e há baixo índice de recidivas das hemorroidas. O tempo de recuperação é mais curto e o paciente consegue voltar às atividades normais em 48 horas. O procedimento é conduzido com anestesia local e uma leve sedação.

O THD é uma técnica relativamente nova e ainda não há trabalhos que comparem sua eficácia a longo prazo com as técnicas mais antigas. Porém, os resultados são promissores e a tendência é que ele se transforme no método de eleição para o tratamento das hemorroidas.


book Referências bibliográficas


Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Lucinéia Amorim

    Dr descobri que minha mãe tem uma hemorróida externa, ela tem 80 anos nesse caso ela aguenta cirurgia ou só tratamento mesmo?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A idade, por si só, não impede cirurgia de hemorroida, mas aos 80 anos a decisão precisa ser individualizada. O que define se ela “aguenta” ou não é o estado geral de saúde, presença de doenças cardíacas, pulmonares, diabetes, uso de anticoagulantes, fragilidade, risco anestésico e a gravidade da hemorroida.

    Na maioria dos casos, hemorroida externa não precisa de cirurgia imediata. Quando há apenas caroço, desconforto, coceira ou sangramento leve, o tratamento costuma ser conservador: evitar esforço para evacuar, corrigir prisão de ventre, aumentar fibras e líquidos, usar banhos de assento, analgésicos ou pomadas indicadas pelo médico. Hemorroidas só precisam de tratamento quando causam sintomas relevantes.

    A cirurgia ou excisão costuma ser considerada quando a hemorroida externa é muito dolorosa, grande, trombosada, sangra de forma importante, não melhora com tratamento clínico ou compromete muito a qualidade de vida. Nas hemorroidas externas trombosadas, a retirada pode ser útil principalmente quando avaliada nos primeiros dias de dor intensa; depois disso, muitas melhoram com tratamento clínico.

  2. jeronimo alves

    excelente texto!
    Dr. na região do meu ânus tem uma pelizinha, que fica ao lado de fora, é visível. SERÁ UMA HEMORRODIA EXTERNA? Devo Procurar o Médico?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor
  3. Claudia

    Parabéns pelo texto, muito completo e explicativo!
    Obrigada por compartilhar seu conhecimento! Um abraço

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Obrigado.

  4. Maria lucilene Queiroz Mendes

    Tô com hemorroida no estágio 3 oque faço

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    O ideal é ser avaliado por um proctologista.

  5. Maria

    Frituras, gorduras, refrigerantes, sedentarismo podem causar hemorróida?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não diretamente, mas uma dieta pobre em fibras aumenta o risco.

  6. Lincoln Félix Duailibe Barros

    Preciso fazer colostomia no procedimento para retirada de hemorroida?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não.

  7. Gerónimo António.

    Gostei da vossa página isso pode a judar salvar muita gente

  8. Ariela

    Olá ,Dr . Primeiro muito legal este site , parabéns .

    Para fissura , pequena porém (arde) e um pouco inchada é necessário intervenção médica , ou é como a hemorróida que , seu estado pode melhorar com pomada e alguns cuidados ?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Nas fissuras anais pequenas, a cura geralmente ocorre de forma espontânea após alguns dias, mas o tratamento médico pode acelerar o processo, além de aliviar a dor. Eu falo especificamente sobre a fissura anal no artigo: https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/fissura-anal/

  9. Jonh

    Hemorroida externa grau 1. Some com o tratamento? Banho de assento ou frio?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Geralmente não some, pode é não piorar e ficar sem incomodar.

  10. Marlon Freire de Melo

    Já li muitas coisas sobre doença hemorroidária, mas nunca vi algo tão completo e tão bem explicado quanto esse artigo. Sofro com essa doença, e ultimamente tenho sentido que o problema tem se agravado. Vou marcar uma consulta com um coloproctologista. Muito obrigado.

  11. Admir

    Já tem 4 anos que trato e o sangramento aparece de vez em quando , devo logo fazer a cirurgia de nível 3

  12. Maria madalena moreira

    Tenho uma dor muito forte por dentro do ânus quando estou evacuando não é sempre e de vez enquando, isso é normal? E agora saiu um carocinho que doe e coça e muitoo desconfortavel estou preocupada o posso estar usando pra ver se melhora

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    O normal é evacuar sem dor. Se algo dói sempre é porque há alguma ferida na região do ânus. Hemorroida é uma das hipóteses.

  13. Diego

    Bom dia Dr. Pedro

    Eu tinha uma hemorroida externa que acho que explodiu e agora estou cheio de nodulos no escroto e ao redor na bunda. As duas coisas podem estar relacionadas?

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não acredito. Pode ser algo infeccioso. O ideal é um médico ver as lesões.

  14. Valdete

    Eu fiz um exame colonoscopia e constou q eu tenho emorrida grau 1 gostaria de saber se e caso cirúrgico

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Grau geralmente não é cirúrgico.

  15. Cleiber

    Boa noite Dr.Pedro, Já faz mais de um ano que sinto uma dor no anus que irradia até o pênis, dura por uns 10 minutos depois some, sempre volta com a mesma intensidade, sem marcar dia nem horas, costuma durar meses sem incomodo, Não sangra. Posso dizer que é Hemorroidas?

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Sem sangramento e sem dor ao evacuar é difícil dizer que são hemorroidas. O ideal é que você procure um proctologista para investigar.

  16. Francisca

    Boa noite, por gentileza gostaria de uma informacao: Hemorroida ocasiona febre?

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não.

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