ÔMEGA 3 – Benefícios para a saúde

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O ômega 3 é uma família de ácidos graxos poli-insaturados (gorduras saudáveis), que parecem ter diversos efeitos benéficos no organismo, principalmente no sistema cardiovascular e no cérebro.

O interesse da medicina no ômega 3 surgiu quando descobriu-se que os esquimós eram um grupo com baixa incidência de doença cardiovasculares, apesar de terem uma dieta com elevada quantidade de gorduras, o que na época parecia uma contradição. Pesquisas subsequentes, porém, mostraram que o tipo de gordura ingerida pelos esquimós era predominantemente composta por ácidos graxos poli-insaturados, ricos em EPA (ácido ecosapentaenóico) e o DHA (ácido docosaexaenoico), duas formas de gordura da família do ômega 3.

Neste artigo vamos explicar o que é o ômega e quais são alimentos ricos neste tipo saudável de gordura. Vamos também fazer uma revisão dos principais estudos para mostrar quais são os benefícios cientificamente comprovados do ômega 3.

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O que é o ômega 3

Se a gordura fosse uma casa, os ácidos graxos seriam os seus tijolos. Os ácidos graxos são, portanto, as unidades básicas que formam as gorduras.

O nosso organismo precisa de gordura para funcionar adequadamente, e os ácidos graxos são essenciais na formação e no funcionamento das células. O problema é que nem todos os tipos de gordura são essenciais, e algumas delas, quando em excesso, podem nos fazer mal, como é o caso das gorduras saturadas.

Classificamos os ácidos graxos em 3 tipos, conforme as suas características químicas:

  • Ácidos graxos saturados.
  • Ácidos graxos monoinsaturados.
  • Ácidos graxos poliinsaturados.

Os alimentos ricos em gorduras saturadas são aqueles que mais nos fazem mal, causando elevação do colesterol LDL (colesterol ruim) e um maior risco de doenças cardiovasculares (leia: COLESTEROL HDL, COLESTEROL LDL E TRIGLICERÍDEOS). Exemplos de alimentos ricos em gordura saturada são: banha, bacon, toucinho, manteiga, queijos amarelos, leite integral, pele do frango, creme de leite, gema do ovo, carnes vermelhas, sorvete cremoso, chocolate, azeite de dendê, embutidos e biscoitos.

Já os alimentos ricos em gorduras mono e poliinsaturadas são mais saudáveis, pois ajudam a reduzir o colesterol ruim e nos protegem das doenças cardiovasculares. Exemplos de alimentos ricos em gordura mono ou poliinsaturadas são: abacate, nozes, azeitona, óleos vegetais (soja, canola, girassol, soja, milho, azeite, etc), oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas, etc), sementes oleaginosas (gergelim, linhaça, girassol, abóbora, etc) e peixes como salmão, atum, truta, anchova e sardinha.

Existem vários tipos de ácidos graxos saturados, monoinsaturados e poliinsaturados. O ômega 3 é um dos tipos de ácido graxo poliinsaturado, que é o tipo de gordura mais saudável de todas.

Na verdade, o ômega 3 é uma família de ácidos graxos poliinsaturados, composta pelos seguintes ácidos graxos:

  • EPA (ácido ecosapentaenóico).
  • DHA (ácido docosaexaenoico).
  • ALA (ácido alfa-linolênico).

O EPA e o DHA são um tipo de ômega 3 normalmente encontrados em peixes, como salmão e sardinha, enquanto o ALA é um tipo de ômega 3 existente nas carnes, soja, óleos vegetais e alimentos tais como óleo de canola, óleo de linhaça, nozes, sementes de chia e sementes de cânhamo.

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O nosso organismo é capaz de converter o ALA ingerido em EPA e DHA, que são ácidos graxos essenciais ao funcionamento normal do nosso organismo.

Fontes artificiais de ômega 3

Conforme os benefícios para a saúde do ácido graxo ômega 3 foram sendo descobertos e divulgados na mídia, a indústria dos complementos alimentares viu nesta substância uma ótima fonte para obtenção de novas receitas.

Atualmente, o ômega 3 é facilmente encontrado sob a forma de cápsulas gelatinosas, que contêm 1000 mg de óleo de peixe. É importante destacar que as concentrações de EPA e DHA, os tipos de ômega 3 que o nosso corpo precisa, podem ser bastante diferentes de uma marca para outra. Em 1000 mg de óleo de peixe podem haver desde apenas 200 mg até 950 mg de EPA + DHA.

A dose diária atualmente recomendada de EPA + DHA é de cerca de 250 a 500 mg, o que pode ser obtida através de 1 ou 2 comprimidos por dia de óleo de peixe, de acordo com a marca que você comprou.

Populações que têm uma dieta baseada em alimentos ricos em gordura poliinsaturadas, especialmente ômega 3, apresentam claramente uma incidência menor de doenças cardiovasculares, hipertensão, colesterol elevado, diabetes e obesidade. Porém, é provável que esses resultados não venham exclusivamente do consumo de doses elevadas de ômega 3. A própria dieta mais saudável como um todo com certeza tem um importante papel. Por isso, ainda não está bem claro se há benefícios em fornecer suplementos de ômega 3 para as populações com dietas ricas em gorduras saturadas e pobres em gorduras poliinsaturadas.

Também faz-se necessário destacar que com o consumo de 2 refeições de peixes ricos em ômega 3 por semana é possível obter a mesma quantidade de EPA e DHA que se obtém ao tomar 1 ou 2 comprimidos de óleo de peixe por dia. Portanto, é muito mais saudável e barato consumir regularmente peixes como salmão, sardinha, arenque, anchova, truta e atum do que gastar fortunas comprando suplementos de ômega 3 todo mês.

Pelos motivos expostos acima, não se indica a suplementação de ômega 3 para toda a população de forma indiscriminada. Para a grande maioria das pessoas, basta um maior cuidado na dieta para que se obtenha os ácidos graxos essenciais ao bom funcionamento do organismo. Pessoas com elevado risco cardiovascular que não consigam consumir nem ao menos 2 porções semanais de peixes ricos em ômega 3 podem se beneficiar do suplemento de 1000 a 2000 gramas de óleo de peixe, caso o seu médico ache necessário. Porém, deve-se realçar que a suplementação de ômega 3 de forma alguma é tão benéfica ao organismo quanto uma dieta saudável.

Benefícios do consumo de ômega 3

Vamos a seguir fazer uma rápida revisão dos benefícios comprovados do consumo de alimentos e de suplementos ricos em ômega 3. Para facilitar o entendimento, toda vez que falarmos em “suplementação de ômega 3” estaremos nos referindo apenas ao consumo de óleo peixe através de cápsulas, e não ao consumo de ômega 3 pela dieta.

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Ômega 3 e colesterol

O consumo de ômega 3 pode reduzir as concentrações de triglicéridos no sangue em até 25 a 30%, um efeito que é bastante parecido com as drogas atualmente utilizadas no tratamento da hipertrigliceridemia (leia: O QUE SÃO OS TRIGLICERÍDEOS?). Porém, para que se obtenha esses resultados, doses elevadas precisam ser consumidas, mais ou menos o equivalente a 4000 mg de óleo de peixe. Com consumos menores que 1000 mg por dia, o efeito nos triglicerídeos é praticamente nulo.

A suplementação de óleo de peixe também eleva ligeiramente as concentrações de colesterol HDL (colesterol bom) em cerca de 3%. O efeito sobre o colesterol LDL (colesterol ruim) só é relevante quando o consumo de ômega 3 é obtido na dieta. Se o paciente come pouco peixe e muita carne vermelha e frituras, o efeito da suplementação de óleo de peixe no LDL acaba sendo pouco eficaz (leia: DIETA PARA BAIXAR O COLESTEROL ALTO).

O consumo diário de pelo menos 2000 mg de EPA + DHA  parece estar ligado a um menor risco de desenvolvimento de placas de colesterol nas artérias. Esse efeito é mais pronunciado quando o ômega 3 é obtido em uma dieta saudável, pois, neste caso, não há os efeitos maléficos do excesso de gordura saturada para contrapor a ação do ômega 3.

Ômega 3 e pressão arterial

O consumo de pelo menos 1000 mg de EPA + DHA é capaz de reduzir os níveis da pressão arterial em até 5 mmHg de pressão sistólica e 3 mmHg de pressão diastólica (por exemplo: a pressão arterial diminui de 150/90 mmHg para 145/87 mmHg). Porém, quando o ômega 3 é obtido através de uma dieta saudável, os efeitos são maiores, pois o consumo de sal e gorduras saturadas são responsáveis pelo aumento da pressão arterial (leia: CAUSAS DE HIPERTENSÃO ARTERIAL (PRESSÃO ALTA)).

O efeito do ômega 3 sobre a pressão arterial é mais pronunciado em pessoas com mais de 45 anos e menos efetivo nos pacientes entre os 15 e 30 anos.

Ômega 3 e o coração

O ômega 3 apresenta diversos efeitos benéficos para o coração como um todo, pois melhora a eficiência do músculo cardíaco, reduz a demanda de oxigênio, controla a frequência cardíaca e reduz o risco de arritmias (leia: PALPITAÇÕES, TAQUICARDIA E ARRITMIAS CARDÍACAS).

Já sabemos há muitos anos que uma dieta saudável, rica em ômega 3 e pobre em sal e gordura saturada, está claramente ligada a uma menor incidência de doenças cardiovasculares e morte súbita de origem cardíaca (leia: CAUSAS DE MORTE SÚBITA). A questão atualmente é perceber se a simples suplementação do EPA e do DHA também é capaz de proporcionar esses resultados. Os estudos nessa área ainda são inconclusivos.

Ômega 3 e o cérebro

O consumo regular de ômega 3 na dieta parece estar relacionado a um menor risco de desenvolvimento de demências, incluindo a doença Alzheimer (leia. MAL DE ALZHEIMER | Sintomas e tratamento). O benefício do uso de suplementos na prevenção da demência ainda não está bem estabelecido.

Em relação ao risco de AVC, a situação é semelhante. Uma dieta saudável, rica em ômega 3, claramente reduz o risco de derrames cerebrais. Todavia, o papel da suplementação com óleo de peixe ainda é incerto. Até o momento não há evidências convincentes de que tomar óleo de peixe em cápsulas diminua o risco de AVC.

Ômega 3 e diabetes

A suplementação de ômega 3, mesmo em doses muito elevadas, não parece trazer benefícios ao metabolismo da glicose, não servindo como ajuda para os pacientes com diabetes ou pré-diabetes (leia: O QUE É DIABETES?).

Por outro lado, uma dieta saudável, rica em ômega 3 e pobre em gorduras saturadas, está claramente associada a uma menor incidência de diabetes. No caso do controle dos níveis de glicose, fica claro que a suplementação pura e simples do ômega é ineficaz. Os efeitos maléficos de uma dieta pouco saudável se sobrepõem a qualquer efeito benéfico que o EPA e o DHA possam ter.

Ação anti-inflamatória do ômega 3

O potencial efeito anti-inflamatório do óleo de peixe costuma receber muita atenção da imprensa leiga, dado o conhecido papel de EPA e DHA no controle de alguns mediadores inflamatórios. No entanto, na prática, o efeito anti-inflamatório do ômega 3 ainda não está bem claro e parece ser bem menos relevante do que costuma ser propagandeado.

Um dos principais marcadores de atividade inflamatória do organismo é uma substância chamada proteína C reativa (PCR). Sabemos que pacientes com níveis de PCR constantemente acima do normal apresentam um maior risco de desenvolverem doenças cardiovasculares. Nos estudos efetuados, porém, a suplementação de ômega 3 não apresentou nenhum efeito nos níveis médio de PCR, o que sugere que o seu efeito anti-inflamatório não é assim tão relevante (leia: PROTEÍNA C REATIVA – EXAME PCR).

A maioria dos estudos clínicos que procuram examinar os efeitos anti-inflamatórios do óleo de peixe costumam estar centrados na artrite reumatoide, uma doença autoimune que causa intensa inflamação das articulações (leia: ARTRITE REUMATOIDE | Sintomas e tratamento). Uma série de estudos descobriram que a suplementação de ômega 3 até ajuda a reduzir a intensidade da dor das artrites, o que é um efeito interessante, pois ajuda a reduzir as doses da drogas anti-inflamatórias não esteroides (AINE), mas não trata a inflamação em si, pois não retarda a progressão da doença nem o aparecimento das deformidades articulares.

O mesmos resultados costumam ser encontrados nos estudos de outras doenças, como lúpus, osteoatrose e até no tratamento das cólicas menstruais. Há alguma ação sobre a intensidade da dor, mas o efeito anti-inflamatório do ômega 3 é apenas discreto, não tendo eficácia sobre a origem do processo inflamatório.

Ômega 3 e Doença de Berger (nefropatia por IgA)

A nefropatia por IgA é uma doença dos glomérulos renais que pode levar, a longo prazo, à insuficiência renal grave. O uso de óleo de peixe tem sido sugerido como uma opção complementar ao tratamento habitual nas formas mais brandas, pois parece diminuir o risco de progressão da doença. Apesar de ainda não haver consenso sobre a real eficácia do ômega 3, a maioria dos nefrologia acaba indicando o seu uso nas doses de 3000 a 4000 mg por dia.

Ômega 3 e depressão

Apesar de também ser bastante divulgado na imprensa leiga, o fato é que não há dados claros para se afirmar que a suplementação de ômega 3 ajude no tratamento da depressão. Há estudos que dizem que sim, mas há também vários outros que não conseguiram provar essa associação.

Efeitos colaterais da suplementação de ômega 3

Apesar de muitos dos efeitos benéficos da suplementação de ômega 3 ainda não estarem totalmente comprovados, a princípio, por ser um produto “natural”, o consumo das cápsulas de óleo de peixe seria na pior das hipóteses apenas perda de dinheiro. O problema é que, na prática, os suplementos de óleo de peixe, principalmente em doses altas, apresentam efeitos colaterais que podem ser muito inconvenientes.

Muitos dos estudos que mostram efeitos benéficos para a saúde foram feitos com doses de ômega 3 acima de 4000 mg por dia, alguns com doses maiores que 10000 mg por dia. O problema é que a partir da dose de 3000 mg por dia, os efeitos colaterais dos suplementos de ômega 3 começam a ficar mais frequentes e intensos. Os mais comuns são as náuseas, diarreia, cólicas abdominais, excesso de gases e hálito com cheiro de peixe. Este último efeito adverso costuma ser bastante incômodo, sendo uma frequente causa de abandono do tratamento.

Em geral, não é recomendado o consumo de mais de 3000 ou 4000 mg de óleo de peixe por dia.

Em doses elevadas, o óleo de peixe pode aumentar o risco de sangramentos, principalmente em pacientes com problemas de coagulação ou medicados com drogas que agem sobre a coagulação, tais como aspirina, clopidogrel, ticlopidina, heparina e varfarina (leia: VARFARINA (Marevan,Varfine, Coumadin) | Controle do INR).

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43 Comentários

  1. Alessandro Silva Diz

    Qualquer pessoa pode ingerir a capsula de omega 3?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      Pessoas com risco elevado de sangramento devem evitá-la. De qualquer forma, conforme explico no artigo, poucos são os que realmente precisam de suplementos de ômega 3.

      1. Marcelo Cassiano Diz

        Fiz tratamento médico durante 5 anos após o diagnostico de artrite reumatoide,perdi meu emprego nesse tratamento médico e antinflamatórios servia apenas pra enganar a dor; fazia sempre tomografias e exames o que comprovava ainda mais, que todos os tratamentos por meio de drogas (remédios) só piorava meu quadro de saúde, a vontade de viver era zero, quando minha tia viu minha situação me indicou que parasse com todos os medicamentos e fizesse uso do cloreto de magnésio e ômega 3 como um antinflamátorio, com uma dieta saúdavel não sei o que é dor a 3 anos minha tia não tem sintomas de atrite a 15 anos. Não tem como os médicos negarem que o metodo convensional só traz efeitos colaterais graves em muitos casos, pois este é o meu relato vivi 5 anos com meros alivios de dor intença e quanto a doença posso dizer que parou pois o medico disse que minhas articulaçoes são normais. Hoje tomo ômega 3 duas vezes por ano como um suplemento e o cloreto todos os dias!

        1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

          Marcelo, que bom que no seu caso funcionou, mas isso não significa que vá funcionar pra todo mundo. Na verdade, os estudos mostram que o ômega 3 sozinho não é eficaz na imensa maioria dos casos de artrite reumatoide. O seu caso é um ponto fora da curva.

  2. fabiano batista pinto Diz

    minha pressão estava começando a descontrola e ai passei a tomar omega 3 e estou me sentindo melhor
    e minha pressão normalizou.

  3. jean juan Diz

    Existem já alguns estudos que começam a duvidar da ação benéfica das gorduras insaturadas frente às saturadas nos problemas cardíacos. Recentes pesquisas mostram que comer mais ou menos gordura saturada do que insaturada não fazem diferença para o coração, exceto, é claro, se houverem exageros no consumo lipídico. Um dos artigos( adaptado pela BBC):

    http://www.bbc.com/news/health-26611861

    Mesmo havendo dúvidas pelos especialistas, qual a sua opinião, Dr. Pedro?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      O grande problema desse estudo é que ele é uma meta-análise. Essa forma de estudo tem seu valor, mas não é tão confiável para fazer afirmações. Eles pegam dezenas de estudos com grupos diferentes, metodologias diversas e objetivos distintos, e tentam unir tudo para chegar a uma conclusão.
      Esse não é um estudo com força suficiente para contestar guidelines. É um alerta, mas ainda está longe de ser algo que abala a atual crença.

  4. jo oliveira Diz

    tomo a mais de 2 anos esse medicamento e confesso que o omega3 tem me oferecido uma melhor qualidade de vida!!

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      Melhor qualidade de vida em que sentido? O que melhorou após o início do medicamento?

    2. Maria Diz

      O ômega 3 não é um medicamento! E sim, um suplemento alimentar.

  5. Gerson Russo Diz

    Nas postas de salmão normalmente exite uma camada de tecido escuro, isso pode ser ingerido?, esse é a gordura “boa”?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      Não tem problema.

  6. Ana Diz

    Ola, qual sua opinião quanto ao uso de suplemento de omega 3 para ajudar nos sintomas deTDAH?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      Não há evidências concretas de que haja benefícios. Os estudos que sugerem algum benefício apresentam limitações metodológicas que não permitem tirar conclusões.

      1. Ana Diz

        Obrigada pelo feedback doutor!
        Tenha um ótimo dia!

  7. Alicia Lopes Prudencio Diz

    Boa Noite, comecei a tomar o ômega 3 a 6 dias e estou tendo cólicas intestinais e dores leves de cabeça, podem ser efeito do ômega?? E outra coisa ele pode reagir ou interferir com o anticoncepcional?? Desde já Muito Obrigada!!!

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      1- Podem ser efeitos, sim.
      2- Não interfere com o anticoncepcional.

  8. Lucas Marques Diz

    Talvez uma pergunta incoveniente: Ouvi dizer que existe fraude em algumas marcas de Omega 3 por não apresentar a quantidade mínima do produto nas capsulas, portanto existe alguma marca de confiança que possa recomendar?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      Não tenho como lhe indicar uma marca específica. Realmente não sei quais são as mais confiáveis.

  9. Maria Lima Diz

    Não costumo consumir peixes com frequência. Nesse caso é indicado a suplementação de Ômega 3?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      Não há uma indicação formal para que todas as pessoas que consomem pouco peixe iniciem suplementação de ômega 3. Depende da idade e dos fatores de risco. O ideal é que você fizesse uma reeducação alimentar, e tentasse incluir mais peixes ricos em ômega 3 na dieta.

  10. Thaynara Diz

    Meu pai tem problemas na coluna e por isso crise de caibras. Disseram que o Omega 3 poderia ajudar. Será que confere?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      Não há estudos que indiquem o omega 3 nesses casos. Não acredito que melhorar, porém, pode ser que tenha algum efeito placebo.

  11. Rodrigo barretos ataides Diz

    tenho duvida a respeito da reação com anticoagulantes em alguns estudos realizados demonstraram efeitos adversos em dosagens altas 3 a 4 g mas em dosagens de 1 grama não teve essa aça o que o senhor acha?
    um exemplo idosa usando anticoagulante bissulfato de clopidogrel 75 mg foi receitado também uso continuo de omega 3 1000 mg…

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      Doses abaixo de 4g parecem ser seguras, ainda mais com clopidogrel, que não é um anticoagulante, mas sim um inibidor plaquetário.

  12. cecilia Diz

    tomar suplemento de omega 3 durante amamentação traz malefícios ao bebê?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      Não sabemos, pois não há grandes estudos sobre o assunto. Provavelmente não, mas o ideal é tentar obter o ômega 3 através dos alimentos.

  13. Johnathan Xavier Diz

    A minha nenê ta com 1 ano, e o pediatra falou q ela está com atraso no desenvolvimento devido a demora do parto no SUS, já ouvi falar que o Ômega 3 para bebês ajuda no desenvolvimento e aconselhável usar o ômega 3 na alimentação da minha filha??

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      Nesses casos não adianta muito.

  14. Gabriela Mayer Diz

    Pessoas de todas as idades podem tomar?Adolescente também?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde Diz

      Sim, mas, em geral, uma boa alimentação é suficiente.

  15. LeandroAndrade2 Diz

    Bastante esclarecedor o artigo! só uma duvido omega3 é contra indicado para quem tem asma? vi alguns outros artigos com informações desencontradas, uns falam q é benéficos e outros maléfico…

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      Parece que o ômega 3 é bom para quem tem asma, mas os resultados dos estudos existentes ainda não nos permitem afirmar nada.

  16. Gabriel Sena Almeida Diz

    – “Os alimentos ricos em gorduras saturadas são aqueles que mais nos fazem mal, causando elevação do colesterol LDL (colesterol ruim) e um maior risco de doenças cardiovasculares”
    – “óleos vegetais (soja, canola, girassol, soja, milho, azeite, etc)”

    Cara, não faça isso, pelo amor de Deus. isso é propagar desinformação de forma GRAVE. A gordura saturada NATURAL dos alimentos é absolutamente saúdavel e não tem qualquer relação com aumento de doenças cardiovasculares. E pra pior, ainda diz que esses lixos desses óleos vegetais ultrarefinados(Com exceção do azeite, que é natural e o único que é saudável de verdade, pois não precisa de qualquer processo industrial para ser ser obtido. ‘Canola’ nem existe…) são fonte de gorduras ‘boas’? Pesquise mais, saia desse senso comum. Diversos estudo randômicos(ou seja, os que valem mesmo, confiáveis) já provaram que, inclusive, o colesterol NÃO é marcador de doenças cardiovasculares. Na verdade, é muito mais importante ter um colesterol HDL(ainda que com um LDL alto tbm) do que um LDL baixo e um HDL igualmente.

    Procure as estatísticas, as maiores vítimas de doenças do coração são aqueles com colesterol LDL baixo.

    CARBOIDRATOS REFINADOS e AÇÚCAR, esses são os verdadeiros vilões de hoje em dia. O resto é balela que nos empurram desde a década de 30, quando tiraram a banha de porco de nossas mesas…

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      Quem falou inúmeras besteiras foi você. Aliás, nota-se que você não tem nenhuma formação científica e fica apenas repetindo hoaxs que existem pela Internet e reportagens em veículos sensacionalistas que nada têm a ver com fontes científicas, tamanha a desconexão dos seus argumentos com a realidade.

      Vamos aos fatos:

      1- Todos as informações deste artigo são baseadas em literatura científica e em guidelines internacionais. Nada do que eu escrevo neste site é opinião, muito menos senso comum, mas sim consenso científico. Quando eu vou escrever um artigo, eu não leio sites da Internet nem a imprensa leiga. Eu uso fontes científicas. Eu leio os artigos e as guidelines.
      2- O que atribui qualidade a um estudo clínico é o fato dele ser CONTROLADO, multicêntrico, randomizado, duplo-cego, prospectivo e com grande número de voluntários. Não basta haver randomização. A randomização é apenas um dos vários critérios de qualidade.
      3- O colesterol é sim marcador de doença cardiovascular. Não há nenhuma dúvida sobre isso. O que se discute é o papel das estatinas na prevenção primária dos eventos cardiovasculares. Não há um único consenso internacional que despreze a relação entre colesterol LDL alto e doenças cardiovasculares.
      4- Gorduras saturadas estão sim ligadas ao aumento do colesterol e do risco cardiovascular. Não há nenhuma dúvida sobre isso. Isso não é um assunto controverso do ponto de vista científico (apenas do ponto da pseudo-ciência que tanto infesta sites leigos pela internet).
      5- Ao contrário do que você diz, NÃO há grandes estudos de qualidade que desmintam a relação entre LDL e eventos cardiovasculares. Os poucos que existem são de má qualidade, com graves falhas de desenho e são apenas observacionais. Além disso, a maioria deles é financiado pela The International Network of Cholesterol Skeptics, que não é propriamente uma fonte imparcial ou independente.
      6- O óleo de canola existe sim e é saudável. Essa história de que o óleo de canola não existe é um hoax de Internet que já existe há uns 10 anos. O simples fato de você acreditar nessa história absurda fala muito contra a sua capacidade de entender e criticar fatos científicos.

      Portanto, reafirmo que todas as informações contidas no texto são confiáveis e baseadas em literatura científica, que ao contrário de você, eu efetivamente pesquiso e leio de forma frequente.

  17. Nina Rodrigues Diz

    Olá Dr. Pedro,
    Há algum problema em pessoas com pancreatite tomarem ômega 3 ?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      Dependo do grau da pancreatite. Se for leve, não.

  18. Michele Sousa Diz

    Meu pai tem insuficiência renal crônica decorrente da diabetes tipo II. O omega 3 é indicado? Há comprovação científica de alguma ajuda para esses pacientes?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      O ômega 3 não faz mal, mas também não há evidências de que haja algum benefício relevante em relação à ins. renal.

  19. Lorena Marani Diz

    Olá, Doutor.
    Por gentileza, existe alguma relação entre hipertrofia muscular e o consumo de ômega 3 na forma de suplemento?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde Diz

      Não que eu conheça.

  20. Rosany Diz

    Dr.,Ômega 3 é bom para soltar o intestino?

    1. Pedro Pinheiro Diz

      Nem bom, nem mau. Pra prisão de ventre, o bom são água e alimentos ricos em fibras.