Pneumotórax: o que é, causas, sintomas e tratamento


Foto do autor
Revisado e atualizado em junho 24, 2026
comments Created with Sketch Beta. 18 dúvidas respondidas

Principais informações sobre o pneumotórax

O pneumotórax é o acúmulo de ar entre o pulmão e a parede interna do tórax, capaz de provocar colapso parcial ou total do pulmão. Pode surgir espontaneamente, sobretudo em jovens fumantes, ou ocorrer após trauma, procedimentos médicos e doenças pulmonares.

Os sintomas mais comuns são dor torácica súbita, que piora ao respirar, e falta de ar. Quando há falta de ar intensa, tontura, desmaio, lábios arroxeados ou piora rápida, é necessário procurar atendimento de urgência.

O tratamento depende da intensidade dos sintomas, da estabilidade do paciente, da causa e da extensão do pneumotórax. Casos leves podem ser apenas observados; outros exigem aspiração do ar, drenagem torácica ou cirurgia. Após a recuperação, parar de fumar é essencial para reduzir o risco de recorrência.

O que é um pneumotórax?

O pneumotórax é uma condição médica relativamente comum, caracterizada pela presença de ar na cavidade pleural, o espaço entre as duas camadas da pleura, a membrana que recobre e protege os pulmões. Esse acúmulo de ar no espaço pleural pode levar ao colapso parcial ou total do pulmão afetado, comprometendo a função respiratória.

O pneumotórax pode ocorrer espontaneamente em pessoas saudáveis, mas ele é mais comum após traumas torácicos, em fumantes ou em pessoas com doenças pulmonares.

O pneumotórax hipertensivo é uma forma grave, que pode levar o paciente à morte em poucas horas, se não for prontamente reconhecido e tratado por uma equipe médica.

Neste artigo explicaremos, entre outras coisas, o que é a pleura, como surge o pneumotórax, quais são os seus sintomas e o que é exatamente pneumotórax hipertensivo.

O que é a pleura?

Todos nós temos dois pulmões que ficam localizados dentro da caixa torácica e são recobertos por uma fina membrana que se chama pleura.

A pleura é uma espécie de capa que isola os pulmões do resto das estruturas do tórax. Ela é composta por duas camadas:

  • Pleura visceral: capa mais interna, aderida diretamente aos pulmões.
  • Pleura parietal: capa externa, que reveste a parede interna da cavidade torácica.
Pleura parietal e pleura visceral
Pleura parietal e visceral

Entre as duas camadas da pleura existe um espaço virtual chamado cavidade pleural, preenchido por uma pequena quantidade de líquido pleural, que atua como lubrificante, permitindo que as camadas deslizem suavemente uma sobre a outra durante a respiração. Esse líquido também ajuda a criar uma pressão negativa na cavidade pleural, mantendo os pulmões expandidos.

Os nossos pulmões são órgãos esponjosos que se mantêm insuflados o tempo todo, mesmo durante a expiração. O pulmão não funciona como um balão que se enche com ar e murcha sem ar. Mesmo quando jogamos todo o ar para fora, o pulmão não fica murcho. Isso ocorre devido à pressão negativa que existe na cavidade pleural, que mantém os pulmões aderidos à parede torácica e expandidos.

Como surge um pneumotórax?

O pneumotórax ocorre quando há uma lesão da pleura, e o ar, que deveria estar apenas dentro do pulmão, começa a vazar para a cavidade pleural. Como o pulmão fica insuflado devido à pressão negativa do tórax, qualquer vazamento de ar para essa região eleva a pressão intrapleural e favorece o colapso do mesmo. O ar que deveria estar expandindo o pulmão está agora do lado de fora dele, comprimindo-o e fazendo-o murchar.

Um pneumotórax (pneumo = ar; tórax = peito) é exatamente o que seu nome diz: “ar no tórax”, mais especificamente, ar na cavidade pleural.

A imagem abaixo ilustra um pneumotórax unilateral. Com a entrada de ar para dentro do tórax, o pulmão não consegue mais se expandir, pois não há mais a pressão negativa necessária para mantê-lo insuflado. Quando isso ocorre, o pulmão funciona como um balão furado: o ar que chega pela traqueia sai imediatamente em direção à cavidade pleural, sem ser capaz de insuflá-lo.

Pneumotórax
Pneumotórax

Tipos de pneumotórax

O pneumotórax pode ser classificado em diferentes tipos, conforme a sua causa:

Pneumotórax espontâneo primário

O pneumotórax espontâneo é aquele que surge de repente, sem nenhum fator desencadeante óbvio. Na maioria das vezes, este tipo de pneumotórax surge em repouso e de modo súbito.

O pneumotórax espontâneo primário é mais comum em homens, fumantes e pessoas magras e altas. O grupo de maior risco são os adultos jovens, entre 20 e 30 anos.

O pneumotórax espontâneo primário é pouco frequente após os 40 anos. Nessa faixa etária, quando ocorre pneumotórax espontâneo, é mais importante investigar a presença de doença pulmonar subjacente.

Por motivos que ainda não são completamente compreendidos, este é o grupo que apresenta maior risco de desenvolver bolhas subpleurais nos ápices dos pulmões. Essas bolhas, chamadas de blebs, não representam nenhuma doença em si, mas podem se romper, causando um “furo” na pleura, facilitando, assim, a passagem de ar dos pulmões para a cavidade pleural. A analogia que podemos fazer é com um pneu que apresenta uma bolha, estando sob alto risco de se romper.

O cigarro causa inflamação das vias aéreas, facilitando não só a formação de bolhas na pleura, mas também o seu rompimento. Por isso, o cigarro é o principal fator de risco para o pneumotórax espontâneo.

Cabe ressaltar que o vilão do pneumotórax não é só o cigarro. Fumar maconha também está relacionado a episódios de pneumotórax, principalmente o ato de inalar profundamente a fumaça e soltá-la bem lentamente com os lábios semi fechados, mantendo a fumaça mais tempo presa dentro dos pulmões.

O pneumotórax espontâneo costuma surgir em repouso, sem um desencadeante evidente. Alterações importantes de pressão atmosférica, como as que ocorrem no mergulho com cilindro ou em grandes altitudes, podem representar risco em pessoas predispostas. Atividade física habitual e levantamento de peso não são causas estabelecidas de pneumotórax, embora a retomada de exercícios após um episódio deva ser orientada pelo médico.

Nas mulheres, uma causa rara é o pneumotórax catamenial, relacionado à endometriose torácica. Deve ser considerado principalmente quando episódios recorrentes ocorrem nos dias próximos ao início da menstruação, em geral no lado direito do tórax.

Pneumotórax espontâneo secundário

Pneumotórax secundário é aquele que surge em pacientes que já apresentam alguma doença pulmonar, como enfisema, tuberculose, pneumonia, fibrose cística, asma ou câncer de pulmão. Doentes internados em CTI ligados a ventiladores mecânicos (respiração por aparelhos) também estão sob risco de pneumotórax.

Doenças pulmonares intersticiais, como fibrose pulmonar, sarcoidose e outras, também podem predispor ao pneumotórax secundário.

Pneumotórax traumático

O pneumotórax também pode surgir após acidentes com traumas na região do tórax. Qualquer lesão perfurante ou de alto impacto no tórax pode causar um pneumotórax, incluindo acidentes automobilísticos, facadas, lesões por arma de fogo, fraturas da costela, etc.

Além disso, procedimentos médicos invasivos na região torácica, como punções, biópsias pulmonares, inserção de cateteres centrais ou toracocentese, podem causar um pneumotórax acidental, chamado de pneumotórax iatrogênico.

Quais são os sintomas do pneumotórax?

O principal sintoma do pneumotórax é uma súbita dor torácica de grande intensidade associada à dificuldade para respirar. O paciente costuma estar muito ansioso, pois a dor piora ao inspirar, o que leva a um imenso desconforto.

O pneumotórax pequeno é aquele em que há pouco ar acumulado na cavidade pleural e, portanto, menor grau de colapso do pulmão. Os sintomas podem se limitar a dor ao respirar e leve falta de ar, mas a intensidade dos sintomas nem sempre é proporcional ao tamanho do pneumotórax.

Nos pneumotórax mais volumosos, pode haver colapso de um pulmão inteiro, fazendo com que o paciente sinta dor e muita dificuldade para respirar, pois um dos seus pulmões para completamente de funcionar.

Outros sintomas que podem estar presentes incluem:

  • Taquicardia (aumento da frequência cardíaca).
  • Cianose (coloração azulada dos lábios e unhas devido à falta de oxigenação).
  • Tosse seca e irritativa.

Pneumotórax hipertensivo

O pneumotórax hipertensivo é o tipo mais grave e pode levar à parada cardiorrespiratória em pouco tempo, se não reconhecido e tratado rapidamente.

Em alguns casos de pneumotórax, a lesão na pleura funciona como uma válvula unidirecional, que permite a passagem de ar em direção à cavidade pleural durante a inspiração, mas impede a sua saída na expiração. Como resultado, cada vez que o paciente inspira, entra um pouco de ar no tórax, ficando este preso lá dentro. Conforme a quantidade de ar presa no tórax vai aumentando, a pressão intratorácica eleva-se progressivamente, comprimindo órgãos internos, como vasos sanguíneos, o outro pulmão e o coração.

O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica e deve ser tratado de imediato.

Os sinais clínicos de um pneumotórax hipertensivo incluem:

  • Desvio da traqueia para o lado oposto ao do pneumotórax.
  • Hipotensão arterial (queda da pressão sanguínea).
  • Distensão das veias do pescoço (ingurgitamento jugular).
  • Ausência de sons respiratórios no lado afetado.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do pneumotórax deve ser suspeitado a partir da história clínica e dos sintomas do paciente. Se o pneumotórax for volumoso, é possível detectá-lo apenas com um exame físico bem feito. Isso é importante nos casos de pneumotórax hipertensivo que ocorrem fora do ambiente hospitalar, como após acidentes automobilísticos.

Diante de forte suspeita de pneumotórax hipertensivo, especialmente se houver instabilidade clínica, a equipe médica deve realizar a descompressão imediata da cavidade pleural, sem aguardar exames complementares.

Nos casos de um pneumotórax de pequeno volume, pode ser difícil fazer o diagnóstico com certeza apenas pelo exame físico. Nestes casos, o diagnóstico costuma ser confirmado através de exames de imagem, como a radiografia simples do tórax ou uma tomografia computadorizada do tórax.

Pneumotórax  ao raio-X
Pneumotórax ao raio-x

A radiografia de tórax é o exame inicial mais utilizado e pode mostrar a presença de ar na cavidade pleural e o colapso pulmonar. A tomografia computadorizada é mais sensível e pode ser útil em casos duvidosos ou para avaliar melhor a extensão do pneumotórax.

Como se trata um pneumotórax?

O tratamento do pneumotórax depende principalmente da estabilidade clínica, da intensidade dos sintomas, da presença de doença pulmonar prévia e da evolução nos exames de imagem. O tamanho do pneumotórax é levado em conta, mas não deve ser o único critério para definir a conduta.

Em pacientes com pneumotórax espontâneo primário, clinicamente estáveis e com pouca ou nenhuma falta de ar, pode ser possível acompanhar o caso sem drenagem, mesmo quando o pneumotórax não é pequeno. Essa conduta requer avaliação médica, analgésicos quando necessários, orientação sobre sinais de alarme e reavaliação clínica e radiológica. A reabsorção completa do ar pode levar dias ou semanas.

Quando é preciso remover o ar da cavidade pleural, as opções incluem aspiração por agulha ou cateter, drenagem com tubo torácico e, em alguns serviços, dispositivos ambulatoriais com válvula unidirecional. A escolha depende das características do caso e da estrutura disponível.

Pacientes com pneumotórax secundário, ou seja, associado a doenças pulmonares como DPOC, fibrose pulmonar ou fibrose cística, tendem a necessitar de observação mais cuidadosa e apresentam menor margem de segurança para tratamento conservador, pois já podem ter reserva respiratória reduzida.

O pneumotórax hipertensivo é uma emergência. Se houver instabilidade clínica, a equipe médica deve realizar descompressão imediata, sem aguardar exames de imagem, seguida de drenagem torácica.

Em casos de recorrência, vazamento persistente de ar ou falha na reexpansão do pulmão, pode ser indicada cirurgia por videotoracoscopia. O procedimento pode incluir retirada de bolhas pulmonares e técnicas de pleurodese ou pleurectomia, que reduzem o risco de novos episódios.

Prevenção e prognóstico

Parar de fumar é uma das medidas mais importantes para reduzir o risco de recorrência do pneumotórax espontâneo. Isso inclui cigarro, maconha e outros produtos inalados.

Viagens aéreas devem ser adiadas até a resolução completa do pneumotórax, confirmada por radiografia de tórax. Em geral, recomenda-se aguardar pelo menos 7 dias após essa confirmação antes de voar.

O mergulho com cilindro costuma ser contraindicado após pneumotórax espontâneo, exceto em situações selecionadas e após avaliação especializada, geralmente depois de tratamento cirúrgico definitivo.

A maioria dos pacientes se recupera bem após o tratamento. Porém, há risco de recorrência, especialmente no primeiro ano, em fumantes e em pessoas com doenças pulmonares ou bolhas subpleurais. O seguimento com pneumologista é particularmente importante após episódios espontâneos, recorrentes ou associados a doença pulmonar.


book Referências bibliográficas


Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Cláudio Santos

    Tive pneumotórax pequeno e o médico não colocou dreno. Isso é perigoso?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não necessariamente. Em pessoas estáveis, com poucos sintomas e sem doença pulmonar importante, alguns pneumotórax podem ser acompanhados sem drenagem. O fundamental é haver reavaliação programada e retorno imediato ao hospital se houver piora da falta de ar, dor crescente, tontura ou desmaio.

  2. Clarissa

    Depois de um pneumotórax, quanto tempo devo esperar para viajar de avião?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    A viagem não deve ocorrer enquanto ainda houver ar na cavidade pleural. Em geral, recomenda-se aguardar pelo menos 7 dias após uma radiografia confirmar a resolução completa. Pessoas com pneumotórax recorrente ou doença pulmonar devem receber orientação individualizada do pneumologista.

  3. Valter

    Olá Dr. Pedro. Antes de mais nada, obrigado pelo artigo, muito rico e didático.
    Quem já teve pneumotórax pode fazer academia?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Após a resolução completa e liberação médica, a maioria das pessoas pode voltar gradualmente às atividades físicas. Não há evidência de que musculação habitual cause pneumotórax, mas exercícios devem ser retomados quando a dor tiver desaparecido e o pulmão estiver totalmente expandido.

  4. Pedro

    Boa tarde Dr. Tenho uma unica bolha enfisematosa no vertice do pulmão esquerdo, tive um pneumotorax há 5 anos. O facto de ter esta unica bolha significa que tenho enfisema pulmunar? Nunca mais tive nenhum sintoma. a bolha tem 19mm. Sou jovem 31 anos e fumador. Estou preocupado, se possivel ajude a esclarecer-me.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Pedro, uma bolha subpleural isolada não significa necessariamente que você tenha enfisema pulmonar. Porém, em um fumante com episódio prévio de pneumotórax, o achado deve ser interpretado junto com a tomografia completa, a função pulmonar e os demais achados clínicos. Parar de fumar é particularmente importante, pois o cigarro aumenta o risco de novas bolhas e de recorrência do pneumotórax.

  5. Matheus

    Levei uma facada a dois anos, no caso do meu pneumotórax tive que usar o dreno. Vou prestar concurso para a guarda e no edital fala que pneumotórax e eliminatório. Quando chegar a etapa dos exames médicos e tiver que fazer o raio x do pulmão, vai apontar que tenho pneumotórax ou com o passar do tempo não fica rastros? Estou muito preocupado e triste, não sei se isso tem cura ou se fica pra sempre esse pneumotórax… Obrigado

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Matheus, se o pneumotórax traumático foi completamente resolvido e o pulmão voltou a expandir normalmente, o raio-X pode não mostrar nenhuma alteração residual. Contudo, a aptidão para concurso não depende apenas da imagem atual: é preciso verificar se o edital exclui apenas pneumotórax ativo ou também antecedente da doença, além da avaliação feita pela junta médica. Vale levar os relatórios da internação, o laudo mais recente e, se possível, uma avaliação do pneumologista documentando a recuperação.

  6. Tailgunner

    Parabéns pelo artigo! Tive pneumotorax espontâneo em ambos os pulmões com uma diferença de 2 semanas. Nos dois casos não foi possível a recuperação apenas com o dreno e a cirurgia por vídeo também não foi eficaz pois havia bolhas espalhadas pelo pulmão, não apenas no ápice. O médico teve de abrir para a retirada das bolhas.

  7. Gislei

    Sou acadêmico de Enfermagem, o artigo foi muito esclarecedor. Parabéns Pedro.

  8. OSNEIDE AZEVEDO CAVALCANTE

    Acabei de ser tratado de um pneumotórax hipertensivo pela equipe medica do Hospital Osvaldo Cruz de Palmas-To. A inte rvenção do Dr. Márcio, foi oportuna e regada do conhecimento sobre a matéria. Alem disso estava também com pneumonia mas a colocação de um tubo com recurso de sucção resolveu-se.

  9. Fernanda Melo

    Amei. vou utilizar informações obtidas aqui para fazer meu seminário de Anatomia :]

  10. Vânia Fernandes de Carvalho

    Nossa! Que explicação bem compreendida parabéns 👏

  11. Marlon

    Parabéns pelo artigo, é muito esclarecedor com bastante informação sobre o assunto de forma simples e objetiva.

  12. Ana

    Meu tem 17 anos e foi diagnosticado com pneumotórax. Não sofreu nenhum trauma. A equipe do hospital que o atendeu optou por não fazer a drenagem do ar, pois segundo os exames de imagem (RX e tomo) há pouco ar na caixa torácica. Desde sua internação (há 2 dias) estão fazendo uso de antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos (mesmo com as dores controladas) Isso faz sentido? Todos os artigos que li a respeito não abordam essa conduta médica.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Ana, em um pneumotórax pequeno, com paciente estável e pouca falta de ar, é comum optar por observação em vez de drenagem. Analgésicos fazem sentido porque a dor pleurítica pode ser intensa, mesmo quando a quantidade de ar é pequena. Antibióticos não fazem parte do tratamento rotineiro do pneumotórax espontâneo isolado; podem ter sido prescritos por suspeita de pneumonia, outra infecção associada ou alguma particularidade que só a equipe que o avaliou conhece.

Envie sua dúvida sobre este artigo

Escreva uma pergunta clara, objetiva e relacionada ao tema do texto. Dúvidas que também possam ajudar outros leitores têm prioridade. Perguntas sobre casos pessoais, pedidos de diagnóstico ou orientação médica individualizada podem não ser publicadas.