Raiva humana: o que é, transmissão, sintomas e vacina


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Revisado e atualizado em dezembro 20, 2025
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Introdução

A raiva é uma zoonose (doença transmitida de animais para o homem) causada por um vírus. É uma das doenças mais graves que se tem conhecimento, com taxa de mortalidade de quase 100%. Nenhuma outra doença infecciosa tem taxa de mortalidade tão elevada.

Apesar da existência da vacina e da imunoglobulina, que ajudam a prevenir a raiva humana, ainda falecem de raiva anualmente aproximadamente 70.000 pessoas em todo o mundo.

Se você procura informações sobre os cuidados necessários com feridas provocadas por mordidas de cães, acesse o seguinte link: Mordida de cachorro – Cuidados e Tratamento.

O que é a raiva humana?

A raiva é uma grave doença infecciosa causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, que leva ao óbito praticamente 100% dos pacientes contaminados. Desde o século XIX, porém, já existe vacina contra a raiva, sendo ela bastante efetiva em impedir o avanço da doença, caso administrada em tempo hábil.

A raiva é uma doença transmitida somente por animais mamíferos, geralmente através da mordida e inoculação do vírus presente na saliva dentro da pele.

O vírus da raiva tem atração pelas células do sistema nervoso, invadindo imediatamente os nervos periféricos após ser inoculado através da pele. Quando nos nervos, o vírus passa a se mover lentamente, cerca de 12 milímetros por dia, em direção ao sistema nervoso central. Ao chegar ao cérebro, o vírus causa a encefalite rábica, a temida complicação que leva os pacientes à morte.

Transmissão

A raiva é uma zoonose. O vírus é transmitido por mordidas e arranhaduras de mamíferos contaminados. Na maioria dos casos, a transmissão ocorre por meio de cães ou morcegos. Porém, vários outros mamíferos podem transmitir a doença, entre eles:

  • Furão (ferrets).
  • Raposas.
  • Coiotes.
  • Guaxinins.
  • Gambás.
  • Gatos.
  • Macacos.

Mamíferos não carnívoros, como porco, vaca, cabra e cavalo, também estão associados a casos de raiva, mas estes são mais raros.

Coelhos e roedores pequenos, como esquilos, ratos, porquinho-da-índia e hamsters, não são transmissores usuais de raiva, não havendo na literatura médica relatos de casos de raiva humana transmitidos por eles. Animais não mamíferos, como lagartos, peixes e pássaros, NUNCA transmitem raiva.

Desde a implementação de programas de vacinação contra a raiva em cães e gatos, o número de casos de raiva humana despencou. Na Europa e nos EUA, por exemplo, o vírus da raiva circula atualmente mais em raposas e morcegos do que em cães, o que diminui o risco de exposição dos seres humanos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, no período de 1990 a 2009, foram registrados no Brasil 574 casos de raiva humana, nos quais, até 2003, a principal espécie transmissora foi o cão. A partir de 2004, porém, o morcego passou a ser a principal fonte de transmissão de raiva no Brasil. Outras fontes de preocupação são cachorros-do-mato, raposas e primatas, como o sagui-comum ou sagui-de-tufo-branco (Callithrix jacchus).

Virtualmente, todos os casos de raiva humana são transmitidos por meio de mordidas de animais infectados. Como o vírus encontra-se presente na saliva dos animais contaminados, outra via de transmissão possível, mas bem menos comum, é via lambidas em mucosas, como a boca, ou feridas abertas. Aquele antigo hábito de oferecer feridas para cães lamberem, além de facilitar a infecção bacteriana da lesão, pode também ser uma fonte de contaminação de raiva.

Transmissão da raiva por arranhões

Arranhões podem transmitir raiva, mas isso é raro e depende de algumas condições específicas. A raiva é habitualmente transmitida pela saliva de um animal infectado, principalmente por meio de mordidas. Para que o vírus seja transmitido por um arranhão, é necessário que:

  1. A pata do animal esteja contaminada com saliva infectada: isso pode ocorrer, por exemplo, se o animal lambeu a pata logo antes de arranhar ou se entrou em contato com saliva de outro animal raivoso.
  2. O arranhão crie uma porta de entrada para o vírus: o vírus precisa penetrar na pele ou em mucosas para iniciar a infecção. Se o animal arranhar a pele e de alguma forma a saliva dele entrar em contato com a área lesionada, como através de uma lambida, por exemplo, há risco de transmissão.

Transmissão da raiva entre humanos

Não existe transmissão entre seres humanos, não havendo nenhum risco para familiares ou para a equipe médica que cuida dos pacientes*. A transmissão também não ocorre por objetos ou alimentos, uma vez que o vírus não sobrevive no meio ambiente, morrendo rapidamente quando exposto à luz solar ou quando a saliva contaminada seca. Não há casos, por exemplo, de transmissão da raiva através de frutas manipuladas por morcegos contaminados.

* Na verdade, há raros relatos na literatura médica de transmissão de raiva entre humanos, mas estes são casos isolados e mal documentados. A única forma de transmissão da raiva entre humanos devidamente documentada é através do transplante de órgãos, com doador infectado.

O contato com a pele íntegra não oferece risco, mesmo que o animal a lamba. Do mesmo modo, tocar em animais contaminados, como fazer carinho em cães ou apenas encostar a mão em um morcego, também não oferece risco de contaminação. O vírus só está presente para transmissão na saliva, não havendo risco de contaminação quando há contato com sangue, fezes ou urina de animais infectados.

Sintomas

O vírus da raiva tem atração pelo sistema nervoso central, alojando-se frequentemente no cérebro, após longa viagem pelos nervos periféricos.

A encefalite, inflamação do encéfalo, é o resultado da instalação e multiplicação do vírus no sistema nervoso central. Os sintomas da raiva são todos decorrentes deste acometimento do cérebro. São eles:

  • Confusão mental.
  • Desorientação.
  • Agressividade.
  • Alucinações.
  • Dificuldade de deglutir.
  • Paralisia motora.
  • Espasmos musculares.
  • Salivação excessiva.

Uma vez iniciados os sintomas neurológicos, o paciente evolui para o óbito em 99,99% dos casos.

A evolução da raiva pode ser dividida em 4 partes:

1) Incubação: o vírus se propaga pelos nervos periféricos lentamente. Desde a mordida até o aparecimento dos sintomas neurológicos costuma haver um intervalo de 1 a 3 meses. Mordidas na face ou nas mãos são mais perigosas e apresentam um tempo de incubação mais curto.

2) Pródromos: são os sintomas não específicos que ocorrem antes da encefalite. Em geral, é constituído por dor de cabeça, mal-estar, febre baixa, dor de garganta e vômitos. Pode haver também dormência, dor e comichão no local da mordida ou arranhadura.

3) Encefalite: é o quadro de inflamação do sistema nervoso central já descrito anteriormente.

4) Coma e óbito: ocorrem em média 2 semanas após o início dos sintomas.

Tratamento

Uma vez que o paciente tenha desenvolvido os sintomas da raiva, já não há tratamento eficaz. A taxa de mortalidade é de praticamente 100%. Existem relatos de alguns raros pacientes que sobreviveram à raiva após o uso das drogas antivirais ribavirina e amantadina (chamado protocolo Milwaukee). Esse tratamento, porém, foi testado em vários outros pacientes com sintomas de raiva e foi ineficaz.

Felizmente, embora a raiva seja quase 100% letal após o início dos sintomas, existe prevenção eficaz. A vacina e o tratamento profilático com imunoglobulinas (anticorpos) são altamente eficientes em impedir o desenvolvimento da doença, desde que administrados a tempo (detalharemos este tratamento mais adiante).

Cuidados iniciais

Em caso de mordida por qualquer mamífero, devemos lavar bem a ferida com água e sabão para evitar a contaminação pelas bactérias presentes na saliva dos animais. Depois desta primeira limpeza, o paciente deve procurar um centro médico para que a equipe de saúde possa avaliar se há necessidade de iniciar tratamento profilático (preventivo) com a vacinação contra raiva.

É importante também vacinar o paciente contra o tétano, caso a última vacinação tenha mais de 10 anos.

Se o animal for doméstico, é importante obter a caderneta de vacinação do mesmo, atestando sua imunização contra a raiva. Animais devidamente vacinados não são fontes de transmissão da raiva. Nestes casos, não há necessidade de iniciar qualquer tratamento, a não ser que o animal passe a apresentar sintomas da raiva poucos dias depois da mordida.

Em cães, gatos e furões, o tempo máximo de evolução da doença, desde o aparecimento do vírus na saliva até a morte, é de apenas 10 dias. Quando alguém é mordido ou arranhado por um destes animais, indica-se a observação do mesmo por até 10 dias. Se o animal não adoecer neste intervalo, é porque ele não estava contaminante no dia da mordida, não havendo, portanto, risco algum de raiva para o paciente.

Se o animal for um cão de rua, sem dono, ou selvagem, como um morcego ou raposa, é importante capturá-lo para que ele possa ser analisado por um veterinário, de modo a procurar sinais do vírus da raiva. Se a captura do animal não for viável, o tratamento profilático deve ser indicado, partindo do princípio de que este esteja contaminado com o vírus da raiva. Portanto, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, já que a profilaxia contra a raiva é considerada uma urgência médica.

Mordidas na cabeça ou no pescoço são bem mais graves por estarem próximas ao cérebro. Mãos e pés também são perigosos, pois são áreas com muita inervação, facilitando a chegada do vírus aos nervos periféricos. Nestes casos, o tempo de viagem do vírus até o encéfalo é bem mais curto do que o habitual, podendo o período de incubação ser de poucos dias. Estes pacientes devem receber tratamento profilático urgente, independente da situação do animal.

O mais importante é entender a gravidade da raiva. Não se deve nunca negligenciar uma mordida por animais. Não se baseie somente na aparência do animal para definir se este tem ou não raiva. Uma vez mordido, procure um posto de saúde para receber as orientações.

O tratamento contra a raiva é dividido em profilaxia pré-exposição e profilaxia pós-exposição. Falaremos um pouquinho sobre elas.

Profilaxia pré-exposição

A profilaxia pré-exposição é o tratamento preventivo para os indivíduos que ainda não foram expostos ao vírus. Ela é feita com a vacina contra raiva e só está indicada para indivíduos com alto risco de contaminação, como:

  • Médicos veterinários.
  • Biólogos.
  • Agrotécnicos.
  • Pessoas que trabalham em laboratórios de virologia.
  • Pessoas que trabalham com animais silvestres.
  • Pessoas envolvidas na captura e estudo de animais suspeitos de raiva.
  • Pessoas que vão viajar para áreas onde ainda não há controle da raiva nos animais.

A vacina contra raiva é administrada em três doses, nos dias 0, 7 e 28. Duas semanas após o fim da vacinação, deve-se colher sangue para avaliar se houve resposta imunológica, com produção adequada de anticorpos.

A vacina contra a raiva pode ser administrada por via subcutânea ou intramuscular. A região glútea, porém, não costuma ser usada, pois resulta em níveis mais baixos de anticorpos que o desejado.

Profilaxia pós-exposição

A profilaxia pós-exposição é aquela feita somente após o indivíduo ter sofrido uma mordida de um mamífero.

Existem vários esquemas de tratamento profilático, envolvendo vacinas e imunoglobulinas. Dependendo da gravidade da lesão, o esquema pode incluir até 10 dias seguidos de vacinações diárias mais a administração de imunoglobulina. Todo paciente agredido por animais deve procurar um posto de saúde o mais rápido possível para receber orientações sobre o tratamento.

Segundo o Ministério da Saúde, a profilaxia pós-exposição pode ser resumida neste quadro:

Tabela com esquema para profilaxia da raiva humana.
Esquema para profilaxia da raiva humana.

Para saber mais detalhes técnicos sobre a vacinação contra raiva, acesse as Normas técnicas de profilaxia da raiva humana do Ministério da Saúde.

Morcegos e raiva – Um caso à parte

Morcegos são animais habitualmente infectados pela raiva. Nos EUA, nos últimos 15 anos, mais de 90% dos casos de raiva foram causados por mordidas de morcego.

O grande problema é que a mordida pode passar despercebida, principalmente enquanto a vítima dorme. Por isso, é indicada profilaxia pós-exposição para todos que acordam e encontram um morcego em seu quarto, mesmo não havendo sinais de mordida. Como a raiva é muito letal, na dúvida, deve-se sempre assumir que a mordida aconteceu.


Referências



Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Elisson

    Doutor, no período de carnaval acordei com uma pequena ferida na região do ombro que não tinha sangramento. Eu tenho um medo paranóico da raiva humana, então fiquei pensando ser a mordida de um morcego, mas minha mãe disse que, em todos os dias do carnaval, ela fechou todas as janelas, já que havia visitas dormindo no terraço da nossa casa e ela não queria que entrasse insetos. Nesses dias, dormi por volta das 01:00/02:00 e nenhum sinal de morcego. Acordei e também não havia nenhum morcego no meu quarto; nem notado por nenhum dos visitantes que aqui estavam. Mesmo assim, corro algum risco?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Parece-me pouco provável.

  2. Rafael

    Bom Dia !!!

    Estava passeando com meu cachorro e me distrai por menos de 1 min quando eu reparei ele estava cheirando ou lambendo ( não consegui identificar a ação dele) um morcego.

    O morcego encontrava morto meio que esmagado de bruços no chão molhado (pela chuva) com semi sangue seco envolta dele ( como se tivesse acabado de morrer a pouco tempo)

    Porém não sabia dessa possibilidade e esqueci da ação sendo que o cachorro teve interação comigo até dormir comigo, não lavei o cachorro.

    Dia 12 o atendimento. Do dia 14 ao dia 15 (madrugada) tomei a antirrábica primeira dose. Porém o centro epidemiológico do DF (onde moro) cancelou a continuação do protocolo por alegar que eu não sofria risco de contaminação pois meu contato foi indireto pois não toquei no morcego !

    Além disso doutor sou HIV positivo indetectável!!!

    Corro algum risco de ter tido alguma contaminação pela raiva !? A vacina é segura para mim !?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Rafael, eu não vejo risco para você, apenas para o seu cão. Quem tem que ser avaliado sobre necessidade de soro ou vacina é o cão pelo veterinário, você até o momento não teve nenhum contato de risco.

  3. Alan Luiz

    Doutor, esses dias entrou um morcego em meu apartamento (Parecia ser filhote) ele bateu na minha coxa, ele esbarrou em mim, não grudou, nem mordeu, nem nada, apenas bateu rapidamente. É possível que tenha algum perigo? Eu tomei a primeira dose da vacina, vou tomar as outras. Não foi preciso de soro.
    Ainda corro risco? Lavei minha perna depois e higienizei o quarto.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Se não houve rompimento da pele, não há risco.

  4. Larissa

    Doutor, o vômito pode transmitir a raiva? Tipo se eu tocar e estiver com um machucadinho, posso ser infectado?
    Me ajuda! Estou paranoica com isso!

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Pouco provável essa forma de transmissão. Mas o vômito seria de quem, de um cão?

  5. Augusto

    Se cair saliva de morcego na pele integra e a pessoa acabar esfregando essa saliva na pele há risco de contaminação?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Pouco provável.

  6. Luis

    Quando as fezes do morcego estão secas, significa que o vírus está inativo?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Nas fezes, sim.

  7. Paula

    Doutor, tirei uma parte do morcego da boca da minha cachorra. Estava com um machucado que estava em processo de cicatrização, devo tomar a vacina?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Se a ferida já está fechada, não tem risco.

  8. Jovino Fonseca

    Tomei 1 dose da vacina ant rabica e interrompi pois o animal não apresentou sintomas nos 10 dias
    Posso ter algum problema com essa vacina? Posso ter contraído o vírus através dela?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não, não há risco algum.

  9. Marina

    Dr., se por engano eu tiver comido uma fruta (banana), mordida por um macaco, alguns minutos antes, corro o risco de transmissão da raiva pela saliva?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Pouco provável, não sei nem se existe algum caso semelhante relatado. De qualquer forma, o ideal é nunca comer uma fruta que já esteja mordida.

  10. Luã

    Ola, tenho uma dúvida. Um gato meu, vacinado contra raiva estava na rua comendo restos de comida com outros gatos em frente da minha casa. O coloquei pra dentro sem contato, mas após 20 minutos ele tava lambendo minha mão onde tinha um minúsculo arranhão quase cicatrizado. Inclusive passei álcool e nem ardeu. Mas minha dúvida é, digamos que um dos gatos que estavam perto dele estivesse infectado e sua saliva tivesse contato com a boca do meu gato. Teria risco dele me infectar por ter lambido minha mão logo em seguida?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não, a contaminação não é imediata.

  11. Marcela

    Doutor, minha cachorra encontrou o que eu acredito ser um morcego e quis comer, tirei da boca dela. Ele já aparentava estar seco e há muito tempo no sol. Devo me preocupar? Na minha mão tinha um machucado que já estava com casca formada e nenhuma ferida aberta. Lavei minha mão com água e detergente

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não.

  12. ramon vargas

    Dr a minha esposa foi mordida por um morcego, ela so foi tomar a vacina após 6 dias e estou preocupado. Ela tomou o soro e a vacina.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Se ela já começou a fazer o tratamento, a tendência é ficar tudo bem.

  13. Raieny Ribeiro

    Bom dia Dr, entrei em contato recentemente com umas frutinhas comida por morcego, nao tinha morcego no local, minha dúvida é se posso pegar raiva por manipular sigo que entrou em contato com a saliva dele. Parecia já está seca!!

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Se não for por mordida ou arranhão, o risco de transmissão é muito baixo.

  14. Fábio Reinaldo Rodrigues

    Oi Dr. Acordei com um ferimento pequeno sem sangue no pé direito. Não vi nenhum animal ou inseto no ambiente. Dias depois, ocorreu irritação na pele, ficou meio avermelhada. Corre o risco de ter sido um morcego? Morro na Zona Rural de minha cidade.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Pode até ter sido um morcego, mas essa é apenas uma entre diversas outras possibilidades.

  15. Raieny

    Olá doutor, tive contato com algumas frutinhas que o morcego levou pra dentro de casa, aparentemente estavam secas, tinha um pouco de fezes também. Corro algum risco de pegar raiva? Não sei a quanto tempo estava na casa, pois a casa estava vazia.. não tinha morcego no local e já era 9 da manhã quando tive esse contato. Fui a vigilância sanitária da minha cidade e n ai deram muita importância. Me disseram que como eu não fui mordida ou arranhada não tinha poblema. Como não sabia que se tratava de morcego, não lavei a mão e nem passei álcool. Corro algum risco ?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    O contato com fezes de morcego ou frutas que eles possam ter tocado não é considerado um meio de transmissão do vírus da raiva.

  16. Igor

    Doutor, fui para a roça no final de semana e lá tive contato com um Cabritinho que me arranhou levemente com o seu casco. Não sangrou nem deixou nenhum tipo de marca, corro algum risco? No caso de gatos o arranhão é mais perigoso porque eles tem o habito de se lamberem?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Se não houve rompimento da pele, o risco é muito baixo. Além disso, a raiva é pouco comum nos caprinos e a transmissão destes animais para humanos é muito rara.

  17. Marcelo

    doutor, em novembro de 2022 fui mordido por um animal aí tomei 4 doses da vacina pós exposição + soro, por quanto tempo tô imunizado?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Só por 90 dias. Se for mordido novamente por animal com risco de raiva, tem que vacinar de novo (mas geralmente é com apenas 2 doses).

  18. Marcelo

    doutor, se um gato lamber a barriga e eu tocar nesse lugar que ele lambeu e acabar coçando o olho ou uma ferida, posso pegar a doença?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Em teoría, sim, mas é muito pouco provável transmissão dessa forma.

  19. Bruna

    Oi Dr. Pedro, é possível o vírus da raiva grudar na sola do calçado e contaminar uma pessoa ao tocar nessa sola do calçado com as mãos e passar a mão na boca?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não.

  20. GRAZIELLA DO COUTO RIBEIRO

    Dr., fiz taxidermia (empalhei) uma anta da natureza, animal silvestre. Fiquei sabendo depois que ela estava com suspeita de raiva, mas agora recebi o diagnóstico positivo do Instituto Pauster. Ela realmente morreu de raiva, estava contaminada.

    O problema é que mesmo usando luva de látex acabei tendo contato com o sangue, fezes e urina dela. A pele do meu braço e antebraço ficaram diretamente em contato com as vísceras do animal (intestino, bexiga, coração, pulmão, rins, etc). Fiquei muito suja com o sangue, urina e fezes.
    Para piorar descobri que estou grávida (13 semanas).

    Bom, estou fazendo o tratamento pós exposição com 4 doses de vacinas + soro homólogo. Vou tomar a 4ª dose da vacina no 14⁰ dia (só falta essa vacina).

    Minha pergunta é:
    1) Após completar as 4 doses de vacina estou segura? Caso encerrado?
    2) Preciso fazer algum exame sorológico para garantir?
    3) Será que as vacinas + soro podem ter afetado o bebê? Ou o vírus caso eu tenha me contaminado?

    Estou angustiada. Obrigada!

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    1) Se o tratamento tiver seguido todas as Normas Técnicas de Profilaxia da Raiva Humana do Ministério da Saúde, você pode ficar descansada.
    2) Costuma ser indicado a sorologia 10 dias após o fim da última dose de vacina. A OMS considera que um título igual ou superior a 0,5 UI/ml representa resposta imunitária satisfatória para proteger do vírus da raiva.
    3) Em princípio, o tratamento profilático não faz mal ao bebê.

  21. Luísa

    Olá. Fiz a Profilaxia pós-exposição e tomei todas as vacinas (a primeira dose com 6 horas após o arranhão) e o soro (com 13 horas após arranhão) isso aconteceu em outubro. Qual a eficácia? O caso tá encerrado?

    O animal que me arranhou era a gata da minha irmã e vivia em casa mas a vacina não tava em dia. E não pude acompanhar pq a gata tava passando mal e fomos socorrer-lá e ela veio a falecer, achamos que ela morreu envenenada pois um dia antes tinham escondido um pedaço de queijo com veneno para rato. A gata tava normal, gordinha e sempre bem tratada e com nenhum comportamento estranho mas fiquei com muito medo de decidi ir no posto e fazer a profilaxia.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Fez o certo. Casos de raiva em animais domésticos é atualmente muito raro. Em 2022, foram notificados no Brasil só 9 casos em gato e 7 em cães. Portanto, é pouco provável que a gata estivesse infectada. Mas como você fez o tratamento correto, não precisa se preocupar.

  22. Letícia

    Adotei um cachorro que não foi vacinado contra a raiva ainda (ele tem 9 meses), ele bateu o dente no dedo da minha mãe e saiu um pouco de sangue. Ela lavou o lugar com água e sabão. Isso foi há uns 3 dias, é melhor ela ir ao médico?

    O cachorro adora morder, não sei se é por que ele é um filhote ainda. Ele gosta de ficar em lugar escondido, como embaixo da cama e vire mexe ele começa a ficar muito eufórico e até a latir para a gente.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Se o cachorro está com vocês há mais de 10 dias, significa que ele não veio doente. Esse comportamento que você descreve é típico de cachorro jovem mesmo. Basta ficar de olho, mas o cão precisa ser vacinado.

  23. Lídia de Aurélio Carlos

    Qual é a morfologia da raiva humana?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não entendi a pergunta. A palavra que você quis usar é realmente morfologia (estudo da forma, da configuração ou da aparência externa da matéria)?

  24. Polyana

    Oii Dr. Encontrei um morcego e passei a mão nele, meu gato estava tentando pegar ele e não sei se meu gato arranhou ele ou mordeu ele ou vice e versa, por eu ter passado a mão nele, corro algum risco? E meio gato?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Só pelo toque o risco de transmissão é baixo. O problema são arranhões e mordidas, ou pelo menos contato com secreções do animal. Em relação ao gato, o ideal é levá-lo ao veterinário. Se ele tiver mordido o morcego, há risco.

  25. Carolina

    Uma macaca doméstica me mordeu, não sangrou, mas ficou com as marcas. Ela e seus donos estavam de passagem, não pude verificar se ela é vacinada, por estar viajando creio que sim…Devo ir ao posto ou apenas observar?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Se não rompeu a pele, não tem problema. Se houve rompimento da pele, o ideal era um médico ver até pra avaliar se há risco de infectar a ferida.

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