Nódulo na tireoide: sintomas, TI-RADS e risco de câncer


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Revisado e atualizado em maio 14, 2026
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Principais informações sobre nódulos da tireoide

Nódulos na tireoide são muito comuns e, na maioria das vezes, são benignos. Muitos são descobertos por acaso em uma ultrassonografia ou durante o exame físico, sem causar qualquer sintoma.

O principal objetivo da investigação é descobrir se o nódulo tem características suspeitas de câncer e se ele produz hormônios em excesso. Para isso, os exames mais usados são a ultrassonografia da tireoide, a classificação TI-RADS e a dosagem de TSH, geralmente acompanhada de T4 livre.

A punção aspirativa por agulha fina, também chamada de PAAF ou biópsia da tireoide, não é necessária para todos os nódulos. A indicação depende principalmente do tamanho do nódulo e das características vistas no ultrassom.

Nódulos pequenos e com baixo risco de malignidade costumam ser apenas acompanhados. Já nódulos maiores, com bordas irregulares, formato mais alto que largo, microcalcificações, linfonodos suspeitos ou crescimento progressivo podem precisar de investigação mais detalhada.

A cirurgia geralmente fica reservada para casos suspeitos ou confirmados de câncer, nódulos que produzem hormônio em excesso, nódulos muito grandes ou lesões que causam sintomas compressivos, como dificuldade para engolir, falta de ar ou rouquidão persistente.

O que é um nódulo de tireoide?

A tireoide, ou tiroide, é uma glândula em forma de borboleta localizada na base do pescoço, logo abaixo da laringe. A principal função da tireoide é produzir hormônios que regulam o metabolismo do nosso organismo.

Dentre os diversos problemas que podem surgir na tireoide, o aparecimento de um ou mais nódulos é um dos mais comuns. 

Os nódulos da tireoide são lesões arredondadas que surgem no tecido da tireoide, podendo ser causados por várias condições, a maioria delas benigna. Menos de 5% dos nódulos identificados são provocados por uma doença maligna. Isso significa, portanto, que 95% dos nódulos tireoidianos não são cânceres.

Estima-se que até 1/3 das mulheres adultas tenham nódulos que possam ser detectados pela ultrassonografia. O risco de se ter um nódulo de tireoide aumenta com o passar dos anos. Só para se ter uma ideia, a prevalência a partir dos 50 anos é a seguinte:

  • 50% das pessoas com mais de 50 anos possuem pelo menos um nódulo de tireoide.
  • 60% das pessoas com mais de 60 anos possuem pelo menos um nódulo de tireoide.
  • 70% das pessoas com mais de 70 anos possuem pelo menos um nódulo de tireoide.

Na maioria dos casos, o nódulo tireoidiano passa despercebido até que seu médico o descubra durante um exame médico de rotina, através da palpação da glândula tireoide. Eventualmente, um ou mais nódulos podem tornar-se grandes o suficiente para ficarem visíveis, mas raramente eles crescem tanto a ponto de dificultar a deglutição ou a respiração.

Tipos de nódulos tiroidianos

A chamada doença nodular da tireoide pode se apresentar de diversas formas. Por exemplo: o nódulo pode ser único ou pode haver múltiplos nódulos espalhados pela glândula, o que é chamado de bócio multinodular; os nódulos podem ser sólidos ou podem conter líquidos no seu interior (cisto da tireoide). Se o nódulo for grande, ele pode ser visível no pescoço e causar sintomas como dificuldade para engolir. Por outro lado, se o nódulo for pequeno, ele pode passar despercebido por anos.

Nódulo na tiroide
Nódulo de tireoide

Alguns nódulos adquirem funcionamento independente do resto da glândula e podem produzir hormônios tireoidianos em grande quantidade, provocando os sinais e sintomas de hipertireoidismo.

A maioria dos nódulos tireoidianos é causada por adenomas, que são tumores benignos, ou seja, não são cânceres.

Entre os tipos de nódulos mais comuns, podemos citar:

  • Nódulo coloide: são tumores benignos formados por tecido idêntico ao da tireoide. Podem ser únicos ou múltiplos.
  • Adenoma folicular: também é um tipo de tumor benigno da tireoide. Normalmente solitário, o adenoma folicular pode produzir hormônios tireoidianos de forma independente, sendo chamado nesses casos de adenoma tóxico.
  • Cisto da tireoide: são os nódulos que contêm líquido no seu interior. A imensa maioria dos cistos da tireoide é benigna; porém, alguns cistos que apresentam uma mistura de material sólido e líquido, chamados de cistos complexos, podem ser, na verdade, um câncer de tireoide com aparência cística.
  • Nódulo inflamatório: é um nódulo que se desenvolve devido a uma inflamação da glândula tireoide, geralmente por um episódio de tireoidite (inflamação da tireoide). Esse tipo de nódulo também não tem nada a ver com câncer.
  • Bócio multinodular: é uma tireoide com múltiplos nódulos, que podem variar de tamanho, desde alguns milímetros até vários centímetros. Quando estes múltiplos nódulos são funcionantes, ou seja, capazes de produzir hormônios tireoidianos, chamamos a doença de bócio multinodular tóxico (ou doença de Plummer), sendo esta, depois da doença de Graves, a principal causa de hipertireoidismo.
  • Câncer de tireoide: geralmente são nódulos únicos, sólidos, bem aderidos à tireoide, de rápido crescimento e não são produtores de hormônios. É comum haver a presença de linfonodos palpáveis no pescoço associados ao nódulo maligno.

Sintomas

A maioria dos nódulos da tireoide não causa sintomas. Quando o fazem, há dois motivos:

1. São nódulos funcionais, ou seja, que produzem hormônios tireoidianos em demasia, levando o paciente a desenvolver sinais e sintomas de hipertireoidismo.

2. São nódulos grandes, capazes de serem notados quando o paciente se olha no espelho ou de serem palpados quando examinamos a região anterior do pescoço. Nódulos tireoidianos grandes também podem obstruir estruturas próximas, como a traqueia ou o esôfago. Os sintomas mais comuns dos nódulos grandes são o incômodo para engolir e a sensação de um caroço na base do pescoço.

Eventualmente, os nódulos de tireoide podem ser dolorosos. Mas, como já referimos, na maioria dos casos, eles são lesões assintomáticas.

O câncer de tireoide também costuma ser assintomático. Quando ele causa sintomas, habitualmente é devido ao seu crescimento rápido. Um grande tumor de tireoide pode causar dificuldade para engolir, para respirar e/ou rouquidão. Outros sintomas comuns são o emagrecimento e a presença de linfonodos aumentados no pescoço.

Diagnóstico

Uma vez identificado o nódulo de tireoide, seja pelo exame físico ou por algum exame de imagem, o passo mais importante é determinar se a lesão é benigna ou maligna.

A ultrassonografia é um bom exame para avaliar a aparência do nódulo, porém ela é ruim para determinar se o mesmo é funcionante ou não. Uma imagem suspeita de ser câncer à ultrassonografia costuma ter bordos irregulares, ser hipoecoica (gera pouco eco na ultrassonografia), ter calcificações e apresentar fluxo sanguíneo.

Atualmente, a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é o teste mais eficaz e prático para determinar se um nódulo é maligno e se a retirada cirúrgica do mesmo é necessária. Entretanto, a maioria dos nódulos é benigna, e mesmo os nódulos malignos, particularmente os menores que 1 cm, frequentemente exibem comportamento indolente. Portanto, nem todos os nódulos detectados requerem PAAF e/ou cirurgia.

Portanto, um método confiável e não invasivo para identificar quais nódulos justificam a realização da PAAF, com base em uma probabilidade razoável de malignidade, sempre foi algo desejado para evitar procedimentos desnecessários. Desta necessidade surgiu recentemente a classificação TI-RADS.

Classificação TI-RADS

A partir da década de 2010, várias sociedades internacionais de radiologia propuseram a criação de sistemas de estratificação de risco baseados nos achados da ultrassonografia de tireoide para identificar nódulos suspeitos que justifiquem aspiração de agulha fina ou apenas acompanhamento ultrassonográfico anual.

Como alguns desses sistemas foram inspirados na classificação BI-RADS, que é amplamente utilizada na investigação dos nódulos da mama, seus autores optaram por aplicar a sigla TI-RADS, que significa Thyroid Imaging, Reporting and Data System.

A classificação TI-RADS mais atual é de 2017, proposta pelo Colégio Americano de Radiologia (ACR TI-RADS).

A ACR TI-RADS é dividida em 5 categorias:

  • TI-RADS 1: lesão benigna. Não há necessidade de realizar PAAF. Apenas 0,3% das lesões TI-RADS 1 são cânceres.
  • TI-RADS 2: lesão não suspeita. Não há necessidade de realizar PAAF. Apenas 1,5% das lesões TI-RADS 2 são cânceres.
  • TI-RADS 3: lesão levemente suspeita. Se o nódulo for maior que 2,5 cm, deve-se realizar PAAF. Se o nódulo tiver entre 1,5 e 2,4 cm, a ultrassonografia deve ser repetida em 1, 3 e 5 anos. 4,8% dos nódulos TI-RADS 3 são cânceres.
  • TI-RADS 4: lesão moderadamente suspeita. Se o nódulo for maior que 1,5 cm, deve-se realizar PAAF. Se o nódulo tiver entre 1,0 e 1,4 cm, a ultrassonografia deve ser repetida em 1, 3 e 5 anos. 9,1% dos nódulos TI-RADS 4 são cânceres.
  • TI-RADS 5: lesão muito suspeita. Se o nódulo for maior que 1,0 cm, deve-se realizar PAAF. Se o nódulo tiver entre 0,5 e 1,0 cm, a ultrassonografia deve ser repetida anualmente por 5 anos. 35% dos nódulos TI-RADS 5 são cânceres.

Outros exames

Na avaliação do nódulo de tireoide, não basta distinguir as lesões benignas das lesões malignas. É preciso também avaliar se o nódulo é funcionante ou não.

Outros exames de imagem que podem ser usados na investigação de um nódulo da tireoide são a tomografia computadorizada, a cintilografia da tireoide e o PET (tomografia por emissão de pósitrons).

A dosagem do TSH, T3 e T4 sanguíneos é importante para avaliar o funcionamento do nódulo. Dependendo deste resultado, a investigação toma um rumo diferente. De modo simplificado, podemos dizer que:

  • Quando o TSH está baixo, isto normalmente indica um nódulo produtor de hormônios. O próximo passo é a realização de uma cintilografia de tireoide para confirmar que o nódulo é ativo. Nódulos funcionantes não costumam ser malignos.
  • Quando o TSH está alto, é provável haver uma tireoidite, sendo indicada a dosagem dos anticorpos contra a tireoide (anti-TPO e anti-tireoglobulina). Esses casos podem se tratar de um Hashimoto em fase inicial.
  • Se o TSH for normal, indica-se a punção por agulha fina consoante a classificação TI-RADS.

A aspiração por agulha fina pode não ser conclusiva em alguns casos de câncer, por isso, uma boa investigação do nódulo é necessária para não se deixar passar o diagnóstico.

Há também raros casos em que a aspiração por agulha fina pode falsamente sugerir o diagnóstico de câncer, sendo necessária a retirada da tireoide e nova avaliação pelo patologista para se confirmar a ausência de malignidade. Um caso famoso ocorreu há alguns anos com a ex-presidenta argentina, Cristina Kirchner, que teve um diagnóstico provisório de câncer folicular da tireoide ao fazer o PAAF, mas que, após a remoção da glândula, constatou-se que não havia nenhuma lesão maligna (ver classificação de Bethesda mais abaixo).

Tratamento

O tratamento do nódulo de tireoide depende do tipo identificado na investigação. Se houver segurança de que se trata de um nódulo benigno, não é preciso fazer nada. Indica-se apenas a monitorização.

Se o nódulo for benigno, mas estiver produzindo hormônios inadequadamente, a cirurgia para remoção do mesmo pode estar indicada. Outra opção é a destruição do nódulo com radioiodo.

A cirurgia também está indicada quando suspeitamos que a lesão possa ser um câncer. Atualmente, a maioria dos pacientes com câncer de tireoide tem boas chances de cura.

Classificação de Bethesda dos nódulos da tireoide

Há seis categorias principais de resultados obtidos a partir da punção aspirativa por agulha fina (PAAF), cada uma delas indica uma conduta diferente. Resumiremos o tratamento em cada um dos casos.

Bethesda I: inconclusivo

A classificação Bethesda I é dada quando o material obtido pela PAAF é insuficiente ou inadequado para fazer um diagnóstico. É um exame inconclusivo e a PAAF deve ser repetida em 4 a 6 semanas.

Bethesda II: lesão benigna

Pacientes com lesões benignas são classificados como Bethesda II.

O risco de falso negativo, ou seja, de o nódulo ser um câncer, é de 0 a 3%. Não é necessário nenhum tipo de tratamento, mas, por segurança, aconselha-se o acompanhamento com ultrassonografia anual ou bienal por pelo menos 5 anos.

Mesmo sendo benigno, a cirurgia pode ser indicada se o nódulo for funcionante.

Bethesda III: atipia de significância indeterminada (AUS) ou lesão folicular de significância indeterminada (FLUS)

A categoria Bethesda III é chamada de indeterminada, porque as células do nódulo apresentam características parecidas com um nódulo benigno, mas não completamente, ou características de nódulo maligno, mas não completamente.

Uma lesão Bethesda III tem de 10 a 30% de chance de ser um câncer.

Nestes casos, uma nova PAAF deve ser realizada em 6 a 12 semanas, desta vez com coleta de material extra para avaliação molecular (genética) das células do nódulo.

Se o paciente apresentar um padrão molecular suspeito, a cirurgia está indicada para remoção parcial ou total da tireoide.

Bethesda IV: neoplasia folicular ou suspeito para neoplasia folicular.

A categoria Bethesda IV também é considerada indeterminada, como a Bethesda III, só que apresenta um risco maior de malignidade, em torno de 25 a 40% dos casos.

A aspiração por agulha fina não é capaz de distinguir neoplasias foliculares malignas, como o carcinoma folicular da tireoide, das neoplasias foliculares benignas, como o adenoma folicular.

Antes de os testes moleculares estarem disponíveis, os pacientes com neoplasia folicular eram logo tratados com cirurgia para remoção total da tireoide (tireoidectomia). Porém, em cerca de 60 a 70% dos casos, o nódulo acabava sendo identificado como benigno após avaliação histopatológica da peça cirúrgica.

Portanto, para que o paciente não arrisque ter sua tireoide removida sem necessidade, atualmente a conduta mais indicada é repetir a PAAF em 6 semanas para avaliação molecular do nódulo. Se o resultado for suspeito, indica-se a cirurgia. Se o resultado sugerir nódulo benigno, o acompanhamento anual da lesão está indicado.

Bethesda V: suspeito de malignidade

Esta categoria inclui lesões com algumas características sugestivas, mas não definitivas, de câncer, habitualmente câncer papilar de tireoide. Normalmente, os nódulos nesta categoria têm um risco de 50 a 75% de malignidade.

O tratamento dos nódulos Bethesda V é a tireoidectomia.

Bethesda VI: lesão maligna

São nódulos com características definitivamente malignas. O risco de falso-positivo é de 0 a 3%, ou seja, 97% a 99% dos nódulos Bethesda VI são realmente cânceres, geralmente câncer papilar, carcinoma medular da tireoide, linfoma da tireoide, câncer anaplásico ou câncer metastático para a tireoide.

O tratamento dessa categoria é a tireoidectomia e estadiamento do tumor.

Vídeo

Para finalizar, assista a esse curto vídeo que explica de forma simples quais são os principais sintomas de uma glândula tireoide doente.

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book Referências bibliográficas


Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Lisa Bittencourt

    Boa tarde, dr
    Obrigada por sua resposta. Porém faltou mencionar que o radioiodo foi feito em setembro de 2025 e desde então ela vem tomando a levotiroxina e fazendo as dosagens de TSH e T4 a cada dois meses. Mas agora o TSH está alto. Não sabia que o ajuste da dose do hormônio era tão demorado. Enquanto isso a pessoa sofre com as alterações no metabolismo…
    Mais uma vez obrigada pela sua atenção e esclarecimento.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Como o radioiodo foi realizado em setembro de 2025 e ela toma levotiroxina desde então, o TSH de 151 µUI/ml associado ao T4 de 0,44 ng/dl não pode mais ser explicado apenas pela demora natural do organismo em responder ao tratamento. Esses valores indicam hipotireoidismo importante e mostram que, neste momento, a reposição hormonal não está sendo suficiente.

    O prazo de 6 a 8 semanas é o tempo necessário para verificar o resultado após cada mudança de dose, não significa que seja preciso permanecer meses com os hormônios descontrolados. Como 200 µg já é uma dose relativamente alta, o endocrinologista deve investigar por que a levotiroxina não está produzindo o efeito esperado: uso irregular, ingestão próxima de café ou alimentos, interação com cálcio, ferro, antiácidos ou outros medicamentos, mudança de marca ou problema de absorção intestinal.

    O ideal seria ela antecipar a consulta com o endocrinologista para revisão do tratamento, sem aumentar a dose por conta própria.

  2. Lisa Bittencourt

    Boa tarde, dr
    Minha irmã fez cirurgia de remoção da tireóide, fez inversão com radioiodo e esta tomando levotiroxina de 200mcg. Porém o TSH está 151 micro UI/ml e o T4 0,44 ng/dl. O que pode estar causando esse desequilíbrio? Obrigada!

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Esses resultados — TSH de 151 µUI/mL e T4 de 0,44 ng/dL — indicam hipotireoidismo importante, ou seja, o organismo está recebendo menos hormônio tireoidiano do que necessita.

    Como 200 µg de levotiroxina já é uma dose relativamente elevada, antes de simplesmente aumentá-la é necessário investigar se há algo que possa justificar a falta de resposta. Algumas hipóteses:

    1. Suspensão recente da levotiroxina para realizar o radioiodo; após reiniciar, o TSH pode demorar cerca de 6 a 8 semanas para responder;
    2. esquecimentos ou uso irregular do medicamento;
    3. Ingestão junto com alimentos ou café;
    4. uso próximo de cálcio, ferro, antiácidos, omeprazol e outros medicamentos que reduzem a absorção;
    5. doenças que causam má absorção intestinal, como doença celíaca, gastrite atrófica ou cirurgia bariátrica;
    6. dose inadequada para o peso ou troca recente da marca/formulação.

    A levotiroxina deve ser tomada diariamente, em jejum, apenas com água, aguardando 30 a 60 minutos para comer. Cálcio e ferro devem ficar separados por pelo menos quatro horas. Ela deve procurar o endocrinologista em breve para revisar a forma de uso, o intervalo desde o radioiodo e repetir os exames após o período apropriado. Não deve aumentar a dose por conta própria.

  3. Carla Sandra

    O médico disse que tenho um nódulo benigno na tireoide. Ele pode virar câncer com o tempo?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Pouco provável. A maioria dos nódulos benignos da tireoide permanece benigna ao longo do tempo.

    O acompanhamento é feito não porque se espera que o nódulo “vire câncer”, mas para confirmar que ele mantém comportamento estável. O médico observa se há crescimento importante, mudança das características no ultrassom ou surgimento de linfonodos suspeitos.

    Se a punção mostrou resultado benigno e o ultrassom não tem sinais preocupantes, a conduta mais frequente é apenas repetir o exame periodicamente. Nova punção pode ser considerada se o nódulo crescer de forma relevante ou passar a apresentar características suspeitas.

  4. Rogério Vaz

    Todos os nódulos que aparecem calcificados seriam considerados cancêr ?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não. Calcificação no nódulo da tireoide não significa automaticamente câncer.

    Alguns tipos de calcificação, principalmente as calcificações puntiformes ou microcalcificações, aumentam a suspeita de malignidade. Já outras calcificações podem aparecer em nódulos benignos, especialmente quando são nódulos antigos ou degenerados.

    Por isso, o médico não avalia a calcificação isoladamente. O risco depende do conjunto: tamanho, composição, ecogenicidade, margens, formato, tipo de calcificação, presença de linfonodos suspeitos e classificação TI-RADS.

  5. Elizangela

    Oi Dr meu Nome é Elizangela fiz ultrassom na Tireóide ,descobri que tenho cisto na Tireóides, queria saber se esse Cisto pode causar problem de saúde e também queria saber se pode cresce com o tempo porque os médicos aki fala pra me nao se preocupar cm isso e que dificilmente pode crescer é beligno.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Cistos e nódulos coloides da tireoide costumam ser benignos e, na maioria das vezes, não causam problemas de saúde.

    Eles podem permanecer estáveis, crescer lentamente, diminuir de tamanho ou até desaparecer. O mais importante é acompanhar com ultrassonografia no intervalo orientado pelo médico e observar se há mudança de tamanho, surgimento de parte sólida suspeita, dor, rouquidão ou dificuldade para engolir.

    Se o laudo descreve um cisto simples ou coloide, sem características suspeitas, geralmente não há motivo para grande preocupação.

  6. silvia

    Oi, os nódulos da minha tireóide desapareceram, precisa ainda fazer biópsia?

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Se já não existem mais nódulos, o mais provável é que o médico desista da biópsia.

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Se o nódulo realmente desapareceu no novo ultrassom, geralmente não há mais alvo para fazer biópsia, e o médico pode cancelar a punção.

    O ideal é comparar o exame novo com o antigo para confirmar que era o mesmo local e que não houve apenas diferença de técnica ou de interpretação entre os exames. Se não há mais nódulo visível e não existem outros achados suspeitos, a conduta costuma ser apenas acompanhamento.

  7. Petri

    Meu nódulo tem vascularização ao Doppler. Isso é sinal de malignidade?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Na maioria das vezes, não. A presença de vascularização significa que há fluxo de sangue dentro ou ao redor do nódulo, mas esse achado, isoladamente, não confirma câncer.

    Antigamente, a vascularização era mais valorizada na avaliação de risco dos nódulos tireoidianos. Hoje, ela tem peso menor do que características como microcalcificações, margens irregulares, formato mais alto que largo, hipoecogenicidade acentuada e linfonodos suspeitos.

    Portanto, um nódulo vascularizado não deve ser interpretado sozinho. A conduta depende da classificação geral no ultrassom, do tamanho do nódulo, do TSH e da avaliação clínica.

  8. Ana Paula

    Dr. Tenho um nódulo hipoecoico na tireoide. Isso quer dizer que é câncer?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não necessariamente. “Hipoecoico” significa apenas que o nódulo aparece mais escuro que o tecido normal da tireoide no ultrassom. Esse achado pode estar presente em nódulos benignos e malignos.

    O risco não depende só da ecogenicidade. O médico avalia o conjunto das características: tamanho, margens, formato, presença de microcalcificações, composição sólida ou cística, linfonodos suspeitos e classificação TI-RADS.

    Um nódulo hipoecoico isolado, sem outros sinais suspeitos, pode precisar apenas de acompanhamento. Já um nódulo hipoecoico associado a margens irregulares, formato mais alto que largo ou microcalcificações merece investigação mais cuidadosa.

  9. Maria

    Toda lesão de contornos irregulares e mal definidos são malignas?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Não. Lesões com contornos irregulares ou mal definidos não são sempre malignas, mas esse achado aumenta a suspeita.

    O ultrassom não confirma câncer sozinho. Ele serve para estimar o risco e decidir se o nódulo deve ser apenas acompanhado ou se precisa de punção aspirativa por agulha fina.

    Quanto mais características suspeitas o nódulo tiver, como margens irregulares, formato mais alto que largo, hipoecogenicidade, microcalcificações ou linfonodos alterados, maior a necessidade de investigação.

  10. adroaldo aleir varela cardoso

    Doutor, como saber se um nódulo está produzindo hormônios?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    O ultrassom mostra a aparência do nódulo, mas não diz se ele está produzindo hormônios.

    Para saber se um nódulo é funcionante, o primeiro exame costuma ser o TSH. Quando o TSH está baixo, existe a possibilidade de o nódulo estar produzindo hormônios tireoidianos em excesso. Nesses casos, a cintilografia da tireoide pode ajudar a confirmar se o nódulo é “quente”, isto é, produtor de hormônio.

    Nódulos funcionantes raramente são câncer, mas podem causar hipertireoidismo e precisar de tratamento específico.

  11. Murilo Jose

    Doutor? Descobri que tenho 4 nódulos na tireoide , isso é considerado câncer ? Precisarei fazer tratamento na máquina de câncer ? Ou não , só abaze de remédio ?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Ter vários nódulos na tireoide não significa que seja câncer. O bócio multinodular é comum e, na maioria das vezes, é benigno.

    Cada nódulo deve ser avaliado pelas suas características no ultrassom. O número de nódulos importa menos do que a aparência de cada um. Um paciente pode ter vários nódulos benignos, assim como pode ter apenas um nódulo com características suspeitas.

    O tratamento também varia. Muitos casos só precisam de acompanhamento. Outros precisam de punção. Cirurgia, radioiodo ou outros tratamentos ficam reservados para situações específicas, como suspeita de câncer, hipertireoidismo por nódulo funcionante ou nódulos grandes que causam compressão.

  12. Francisco Charles Barros Caúla

    Pele, tecido celular subcutâneo e planos musculares de ecotextura e
    espessura normais.
    Tireóide: tópica, de dimensões aumentadas, contornos regulares e
    ecotextura parenquimatosa heteroogênea exibindo nódulo sólido isoecoico
    de limites precisos no terço inferior do lobo direito, medindo 0,7 x 0,5 cm (TIRADS
    3).
    Medidas tireoideanas:
    Lobo direito: 5,4 x 1,6 x 1,7 cm, Vol.: 7,6 cm3.
    Lobo esquerdo: 5,9 x 1,8 x 1,8 cm, Vol.: 9,9 cm3.
    Istmo 0,2 cm.
    Volume tireoideano: 17,5 cm³
    Não há evidencias de linfonodomegalias cervicais atípicas.
    Impressão ultrassonográfica:
    – Nódulo sólido no lobo direito.(TI-RADS 3).

    Isso pode ser câncer? Devo me preocupar?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Pelo laudo descrito, trata-se de um nódulo pequeno, medindo 0,7 cm, classificado como TI-RADS 3, sem linfonodos suspeitos no pescoço.

    TI-RADS 3 indica baixo grau de suspeição. Em geral, nódulos desse tamanho não precisam de punção, pois a PAAF costuma ser indicada apenas para nódulos TI-RADS 3 bem maiores. Na maioria dos casos, a conduta é acompanhamento com o endocrinologista e repetição da ultrassonografia no intervalo orientado pelo médico.

    A avaliação pode mudar se houver fatores de risco, crescimento do nódulo, sintomas compressivos ou alguma alteração clínica relevante.

  13. Valéria da Silva Barbosa

    Dr estou muito preocupada ,o exame da minha sobrinha, deu o seguinte resultado.
    Lobo direito medindo 4,7×1,5×1,4cm com um nódulo.
    *nódulo localizado no terço inferior, medindo 0,9×0,8×0,6cm, sólido hipoecoico, mais alto do que largo, margens irregulares ,sem calcificação TI-RADS5
    Lobo esquerdo medindo 4,8×1,5×1,3cm, com 2 nódulos.
    *nódulo no terço médio medindo 0,6×0,6×0,4cm sólido hipoecoico,mais alto do que largo,margens irregulares,com calcificação periféricas TI-RADS5
    *nódulo localizado no terço médio superio,mais posteriormente,medindo 0,5×0,4×0,4cm, sólido,hipoecoico,mais largo do que alto,margens irregulares sem calcificação TIRADS4
    Istmo com eco textura homogênea medindo 0,3cm

    o que significa dr?
    Ela tem que fazer a biópsia dos nódulos?
    Ela pode está com câncer?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    TI-RADS 4 e TI-RADS 5 significam que os nódulos têm características ultrassonográficas suspeitas. Isso não confirma câncer, mas indica que a investigação precisa ser levada a sério.

    No caso descrito, os nódulos são pequenos, todos com menos de 1 cm. Em adultos, muitos nódulos suspeitos abaixo de 1 cm podem ser acompanhados de perto com ultrassonografia, e a punção pode ser indicada se houver crescimento, linfonodos suspeitos, fatores de risco ou outra razão clínica para antecipar a investigação.

    Como você mencionou que é sua sobrinha, é importante saber a idade dela. Em crianças e adolescentes, a avaliação de nódulos tireoidianos costuma ser mais individualizada. O ideal é que ela seja avaliada por um endocrinologista, de preferência com experiência em tireoide, ou por um cirurgião de cabeça e pescoço.

  14. Celina

    A pessoa com um cisto coloide deve procurar que medico:Médico de cabeça e pescoço ou um endocrinologista?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    Para cisto coloide ou nódulo benigno da tireoide, o primeiro especialista geralmente é o endocrinologista.

    O cirurgião de cabeça e pescoço costuma ser indicado quando há suspeita de câncer, necessidade de punção ou cirurgia, nódulo muito grande, crescimento progressivo ou sintomas compressivos, como dificuldade para engolir, falta de ar ou rouquidão.

  15. MARCILENE SILVA

    Posso continuar cantando com um nódulo na tireóide TIRADS-3?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Sim, cantar não altera em nada a tireoide.

  16. Cristina Marques

    Nodulos de classificação trads5 pode ser câncer?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Sim, nódulos TI-RADS 5 têm 35% de chance de ser câncer.

  17. Rosemeyre Santana Santos

    Poderia me informar se o nódulo pode dar só de um lado, eu sentir uma alteração?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Sim, pode ser só de um lado.

  18. MARIANA MESSIAS

    O que é exatamente um nódulo de contorno irregular? Um nódulo ovalado poderia ser considerado irregular?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro (CRM RJ 73009-2) Autor

    “Contorno irregular” significa que as bordas do nódulo não são lisas ou bem delimitadas. Isso é diferente de dizer que o nódulo é ovalado.

    Um nódulo pode ser ovalado e ter contornos regulares, o que costuma ser menos suspeito. Também pode ter formato ovalado, mas bordas mal definidas ou irregulares, o que aumenta a suspeição.

    O que define a conduta não é uma palavra isolada do laudo, mas o conjunto das características do nódulo e sua classificação TI-RADS.

  19. Roseni Francisco neto

    Meu exame deu um nódulo na tireoide, é grave? Tem que tirar?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Na maioria das vezes, um nódulo na tireoide não é grave e não precisa ser retirado.

    A conduta depende principalmente de três informações: tamanho do nódulo, características no ultrassom, geralmente descritas pela classificação TI-RADS, e funcionamento da tireoide, avaliado pelo TSH e pelo T4 livre.

    Nódulos pequenos e com aparência benigna costumam ser apenas acompanhados. A cirurgia ou a punção costumam ser consideradas quando o nódulo tem características suspeitas, cresce de forma relevante, causa sintomas por compressão ou produz hormônios em excesso.

  20. Livia

    Meu exame deu ti-rads 5, é maligno? Com bordas irregulares

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    TI-RADS 5 não significa que o nódulo seja obrigatoriamente maligno, mas significa que ele tem características bastante suspeitas no ultrassom, como bordas irregulares, formato mais alto que largo, hipoecogenicidade ou calcificações puntiformes.

    Nesses casos, o próximo passo costuma ser a avaliação com endocrinologista para decidir se há indicação de punção aspirativa por agulha fina ou acompanhamento próximo, dependendo principalmente do tamanho do nódulo e da presença ou não de linfonodos suspeitos.

  21. Elza marina da silva demetrio

    Ti-rads 4 é comum ou grave? Leva a uma cirurgia?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    TI-RADS 4 significa que o nódulo tem suspeição intermediária no ultrassom. Não quer dizer que seja câncer, mas também não é um achado para ignorar.

    A necessidade de punção depende principalmente do tamanho. Pela classificação ACR TI-RADS, nódulos TI-RADS 4 costumam ser puncionados quando medem mais de 1,5 cm. Se tiverem entre 1,0 e 1,4 cm, em muitos casos a conduta é acompanhar com ultrassonografia.

    Cirurgia não é indicada apenas porque o nódulo é TI-RADS 4. Ela costuma ser considerada quando a punção vem suspeita ou maligna, quando o nódulo cresce, causa sintomas compressivos ou quando há outros fatores clínicos relevantes.

  22. Michele Fernanda Paiva de Souza Silva

    Olá Dr. Pedro! Bom dia! Minha mãe fez uma ultrassonografia de tireóide e constou : Nódulo sólido em lobo direito
    Cisto de colóide em lobo esquerdo
    Nódulo misto em lobo esquerdo
    Tem chances de ser câncer?
    Fiquei preocupada!!
    Obrigada!

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Pode, mas não necessariamente é. Provavelmente o médico vai indicar uma punção desses nódulos pra confirmar o diagnóstico.

  23. Lígia Reis

    Nódulo contorno regular móvel ao exame clínico, tem chance de ser benigno?

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    A imensa maioria dos nódulos são benignos.

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