Vídeo: o que é a hipertensão arterial?

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Transcrição do vídeo

Todo mundo já ouviu falar de pressão alta, mas muita gente não sabe exatamente o que é e nem quais são os riscos de ter a pressão arterial elevada.

A pressão alta, também chamada de hipertensão arterial, é uma doença que afeta mais de um bilhão de pessoas no mundo todo, de acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde.

A maior parte das pessoas hipertensas não tem sintoma nenhum e, por isso mesmo, muitas vezes essa condição passa completamente despercebida.

Nesse vídeo, eu vou explicar o que é a pressão alta, como ela é diagnosticada e o que fazer se você receber esse diagnóstico.

Quando a gente fala de pressão arterial, a gente está se referindo à pressão que o sangue exerce na parede interna das artérias, que são os vasos sanguíneos que levam o sangue do coração para o resto do nosso corpo.

Ela é medida em milímetros de mercúrio (mmHg) e é expressa usando dos números, por exemplo: 120 para 80, que representam a pressão arterial sistólica e a pressão arterial diastólica.

Esses termos se referem à sístole, que é quando o coração contrai, bombeando o sangue para o resto do corpo, e à diástole, que é o momento em que o coração relaxa permitindo a entrada do sangue de volta, trazido pelas nossas veias.

Enquanto a pressão sistólica reflete a pressão exercida pelo sangue nas artérias quando é bombeado, a pressão diastólica reflete a resistência exercida pelas nossas artérias ao fluxo sanguíneo.

É importante lembrar que não existem valores de pressão de 12 por 8 a 14 por 9.

Esses números são só uma forma mais simples de se referir aos 120 por 80 ou 140 por 90. Tá errado, mas como todo mundo entende, os médicos acabam por falar dessa forma também.

A hipertensão arterial é dividida em primária e secundária.

A hipertensão arterial secundária acontece quando uma condição médica pré-existente provoca o aumento da pressão.

Mas a maior parte das pessoas, mais de 90%, têm mesmo hipertensão primária, ou seja, a causa da doença é desconhecida.

E como se faz o diagnóstico?

Lembre-se de que a hipertensão não dá sintoma nenhum na maior parte dos casos e é por isso mesmo chamada de assassina silenciosa.

Sendo assim, não espere ter alguma queixa para procurar um médico, porque se você tiver algum sintoma relacionado ao aumento da pressão provavelmente apresenta já uma crise hipertensiva, que precisa de cuidado médico imediato.

O diagnóstico, quando não é feito assim, numa emergência, é muitas vezes realizado em uma consulta de rotina, quando o médico verifica a sua pressão.

Considera-se que o indivíduo tem a pressão alta se apresentar três medidas alteradas com intervalo de pelo menos uma semana entre elas.

A partir de agora só é considerada pressão normal se estiver abaixo de 120/80 mmHg, sendo considerada já alterada se a pressão sistólica estiver entre 120 e 129 mmHg, mesmo com a diastólica se mantendo abaixo dos 80 mmHg.

Se você tem medidas de pressão sempre dentro desses valores, isso significa que o seu risco de desenvolver hipertensão no futuro é maior.

O diagnóstico de hipertensão é feito quando a pressão é constantemente maior ou igual a 130 por 80 mmHg.

A pressão alta é a partir daí dividida em dois estágios, com base nos valores apresentados: estágio 1 para valores até 139/89 mmHg e estágio 2 para valores a partir de 140/90 mmHg.

E quem está sob maior risco de desenvolver hipertensão?

Pessoas obesas, de raça negra, mais velhas, que tenham história familiar de hipertensão, que sejam sedentárias, que tenham uma dieta rica em sal, que consumam álcool em quantidades excessivas ou que tenham outras condições clínicas, como diabetes e o colesterol elevado.

O tratamento da hipertensão arterial é feito com anti-hipertensivos, que são medicamentos específicos para reduzir a pressão.

Se você sabe que tem pressão alta deve recorrer o mais rápido possível a um médico para receber a medicação anti-hipertensiva mais indicada para o seu caso.

Mas existem cinco medidas não farmacológicas que podem ser postas em prática sempre e que vão ajudar a controlar a pressão: reduzir a quantidade de sal na dieta, emagrecimento, se você tiver acima do peso, evitar beber muito álcool, parar de fumar e fazer exercício físico.

Mas atenção: não é só porque a sua pressão baixou com a terapêutica prescrita que você pode deixar de tomar os remédios.

Deixa o ajuste desses medicamentos pro seu médico fazer.

Se você quiser saber mais sobre hipertensão arterial, acesse os links do MD.Saúde que estão aqui na descrição desse vídeo.

Até a próxima!


Referências


Autor(es)

Dra. Renata Campos

Médica graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com títulos de especialista em Medicina Interna pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pela Universidade do Porto. Nefrologista pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e pelo Colégio de Nefrologia de Portugal.

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