Hipertensão Arterial – Visão Geral

O que é

A hipertensão arterial é uma condição bastante comum na população, principalmente nos mais idosos, grupo no qual a prevalência chega a ser de 80%. 

A hipertensão é um problema que surge quando a pressão que o sangue exerce nas paredes das artérias é alta o suficiente para causar problemas de saúde a longo prazo, como doenças cardíacas, renais e cerebrais.

Para saber mais sobre a hipertensão arterial, assim como o que são as pressões sistólicas e diastólicas, leia o seguinte artigo:

Sintomas

A hipertensão arterial é chamada de “assassina silenciosa” porque, na imensa maioria dos pacientes, ela não provoca sintoma algum até fases bem avançadas da doença, quando já existe relevante dano a órgãos alvo, como lesões nos olhos, insuficiência renal ou insuficiência cardíaca

Dor de cabeça, tontura, ondas de calor, vermelhidão na face, sangramento no nariz, nervosismo e outros sintomas habitualmente atribuídos à hipertensão não costumam ocorrer.

Para entender melhor os sintomas da hipertensão, leia:

Valores normais da pressão arterial

A pressão arterial normal é aquela  na qual as artérias não ficam sob estresse e o coração não fica sobrecarregado. Atualmente, os níveis de pressão arterial para adultos, idosos e adolescentes são classificados da seguinte forma:

  • Valores normais – pressão sistólica menor que 120 mmHg e pressão diastólica menor que 80 mmHg.
  • Pré-hipertensão – pressão sistólica entre 120 e 129 mmHg ou pressão diastólica menor que 80 mmHg.
  • Hipertensão estágio 1 – 
    pressão sistólica entre 130 e 139 mmHg ou pressão diastólica entre 80 e 89 mmHg.
  • Hipertensão estágio 2 –pressão sistólica acima de 140 mmHg ou pressão diastólica acima de 90 mmHg.

Para saber mais sobre os valores normais de pressão arterial, leia: 

Causas

Em 95% dos pacientes, a hipertensão é dita primária ou essencial, ou seja, ela surge sem uma causa bem definida. Em geral, o paciente tem uma predisposição genética associada a fatores de vida, tais como tabagismo, obesidade, sedentarismo, consumo elevado de sal, colesterol elevado, idade avançada, etc. 

A hipertensão essencial surge gradativamente e vai piorando ao longo dos anos.

Apenas 5% do hipertensos têm uma causa bem definida, tal como insuficiência renal, doença policística renal, síndrome de Cushing, feocromocitoma, hiperaldosteronismo, apneia obstrutiva do sono ou doenças da tireoide.

Para saber mais sobre as causas e os principais fatores de risco para a hipertensão arterial, leia:

Crise hipertensiva

A crise hipertensiva ocorre quando há elevação da pressão arterial para valores que, se não controlados, podem provocar, a curto prazo, danos severos aos vasos sanguíneos.

Em geral, consideramos crise hipertensiva quando a pressão sistólica encontra-se acima de 180 mmHg ou quando a pressão diastólica encontra-se acima de 110 mmHg.

Os pacientes com crise hipertensiva são divididos em dois grupos:

  • Urgência hipertensiva.
  • Emergência hipertensiva.

Apresentam urgência hipertensiva os pacientes com critérios para crise hipertensiva, mas que não apresentam sintomas relevantes nem sinais de lesão aguda de algum órgão alvo.

Se houver sinais de lesão aguda de órgão alvo, como um infarto ou um AVC em curso, dizemos que o paciente tem uma emergência hipertensiva.

Para saber mais sobre a crise hipertensiva, leia:

Tratamento

O tratamento da hipertensão arterial costuma ser baseado em duas estratégias: mudanças de hábitos de vida e terapia medicamentosa.

Entre as mudanças de hábito vida estão incluídos, entre outras medidas: dieta saudável, prática de exercício físico, redução do consumo de sal, não fumar, consumir álcool de forma moderada.

Se as mudanças de hábito de vida não resultarem em controle dos níveis da pressão arterial, o tratamento farmacológico está indicado. Existem várias classes de anti-hipertensivos, sendo as seguintes as mais utilizadas:

  • IECA (captopril, enalapril, ramipril, lisinopril…)
  • ARA2 (losartana, olmesartana, telmisartana, valsartana…)-
  • Diuréticos (furosemida, hidroclorotiazida, indapamida, clortalidona…).
  • Bloqueadores dos canais de cálcio (nifedipina, anlodipino, lercanidipina…).
  • Beta-bloqueadores (atenolol, propranolol, carvedilol, bisoprolol…).

Para saber mais sobre o tratamento da hipertensão, leia:

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