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VACINAS NA GRAVIDEZ – Quais podem e quais são contraindicadas

Médico autor: Dr. Pedro Pinheiro
Revisado pela equipe de especialistas do MD.Saúde
Atualizado em 03 Outubro 2019

Vacinas na gravidez
Índice -
1. Introdução
2. Como funcionam as imunizações
3. Tipos de vacinas e imunizações
4. Vacinas indicadas para quem quer engravidar
5. Vacinas permitidas durante a gravidez
5.1. Gripe (Influenza)
5.2. Tétano, difteria e coqueluche
5.3. Hepatite A
5.4. Hepatite B
5.5. Pneumococo
5.6. Meningite
5.7. Raiva
6. Vacinas proibidas na gravidez
6.1. Febre amarela
6.2. Outras vacinas contraindicadas
7. Referências

Introdução

As vacinas agem estimulando o sistema imunológico a produzir anticorpos, que podem combater infecções, impedindo o indivíduo de ficar doente. Algumas vacinas são seguras durante a gravidez, outras não.

A imunização através de vacinas protege tanto a mãe quanto o feto contra diversas doenças. Idealmente, todas as vacinas devem ser dadas antes da gravidez, mas a administração destas durante a gestação pode estar indicada em algumas situações.

Como funcionam as imunizações

Toda vez que entramos em contato com algum germe, nosso sistema imune cria anticorpos contra os mesmos para ajudar no seu combate. Em muitas doenças, a presença destes anticorpos é suficiente para impedir que o germe volte a nos atacar no futuro. Infecções como catapora, rubéola, caxumba, mononucleose, toxoplasmose, etc. só ocorrem uma única vez durante toda a vida graças a produção de anticorpos específicos.

A lógica da vacina é tentar estimular o organismo a produzir estes anticorpos sem que tenhamos que ficar previamente doentes. A vacina apresenta ao sistema imune uma bactéria ou vírus de tal forma que haja estímulo para produção de anticorpos específicos, mas não haja desenvolvimento da doença.

Um vacina só age contra um único germe. Por exemplo, a vacina contra rubéola só cria anticorpos contra a própria rubéola. Há casos, porém, em que é possível misturar mais de uma vacina em uma única injeção, como na vacina tríplice viral (MMR), que é uma vacina contra sarampo, rubéola e caxumba.

Tipos de vacinas e imunizações

A grande dificuldade na hora de desenvolver uma vacina é criá-la de modo que a bactéria ou vírus consigam estimular o sistema imunológico a criar anticorpos, mas não sejam capazes de provocar doença. Às vezes, basta expor o organismo à bactéria ou ao vírus mortos para haver produção de anticorpos e tornar o paciente imune a este germe. Porém, nem todo os vírus ou bactérias mortos são capazes de estimular o sistema imune, fazendo com que tenhamos que buscar outras soluções para imunizar o paciente.

Existem basicamente 4 tipos de imunizações:

  • Vacinas com germes vivos atenuados.
  • Vacinas com fragmentos de germes (germes mortos).
  • Toxoides.
  • Imunoglobulinas.

Na gravidez, as três últimas opções costumam ser seguras, enquanto que vacinas com vírus ou bactérias vivas são contraindicadas.

Para saber mais detalhes sobre os 4 tipos de vacinas citadas acima, leia os textos:

  • COMO FUNCIONAM AS VACINAS
  • VACINAS | Calendário, efeitos colaterais e contraindicações

Vacinas indicadas para quem quer engravidar

Toda mulher em idade fértil que pretende ter filhos deve se informar sobre as vacinas indicadas antes de uma gravidez. Existem doenças potencialmente muito graves durante uma gestação que podem ser evitadas com uma simples vacina.

Se você pretende engravidar a curto prazo é importante conhecer o seu estado de imunização contra as seguintes doenças:

  • Rubéola.
  • Caxumba.
  • Catapora.
  • Sarampo.

As vacinas para essas 4 doenças são feitas com vírus vivo atenuados, sendo contraindicada durante a gravidez. Por isso, se a paciente não estiver imunizada contra qualquer uma das quatro, a vacinação deve ser feita pelo menos 28 dias antes do início de uma gravidez.

Se você perdeu seu cartão de vacinação e não se lembra se já teve estas doenças, é possível realizar exames de sangue, chamados sorologia, para pesquisar a presença de anticorpos contra essas quatro doenças. Quem já teve as doenças ou foi vacinado contra as mesmas na infância costuma ter anticorpos e não corre o risco de contraí-las durante a gestação.

É importante que a futura gestante esteja imunizada contra cada uma das quatro infecções antes de engravidar, já que uma vez grávida, a paciente poderá mais se vacinar, tendo que torcer para não se infectar durante a gestação.

Mulheres que moram em áreas endêmicas da febre amarela também devem ser vacinadas, caso a última dose tenha sido aplicada há mais de 10 anos. A vacina não pode ser usada em grávidas, por isso é importante já estar devidamente imunizada quando a gravidez surgir.

Idealmente, as mulheres devem ser vacinadas contra as doenças evitáveis antes da gravidez. Quando se opta por vacinar uma grávida, os benefícios para a mãe e feto devem sempre ser maiores que os potenciais riscos. Não há nenhuma evidência de danos para as mulheres grávidas ou fetos a partir da administração de vacinas com germes mortos. Por outro lado, vacinas com germes vivos podem ser prejudiciais ao feto em desenvolvimento.

Vacinas permitidas durante a gravidez

Para evitar complicações para o feto, a maioria das vacinas deve ser dada somente antes ou depois da gestação. Porém, há situações em que a administração de vacinas pode estar indicada durante a gravidez. Em geral, as vacinas permitidas são aquelas feitas com germes mortos ou toxoides (toxinas inativadas). Vamos falar um pouquinho sobre algumas das vacinas que podem ser aplicadas durante a gestação.

Gripe (Influenza)

As mulheres grávidas correm o risco particularmente elevado de desenvolver complicações da gripe. Portanto, as vacinas contra a gripe sazonal e gripe A (H1N1) são recomendadas para todas as mulheres grávidas durante a temporada de gripe, independentemente do seu trimestre de gravidez.

A vacina contra o Influenza protege não só a mãe, mas também o bebê durante os seus primeiros 5 meses de vida. As mulheres podem amamentar depois de receber essas vacinas.

Tétano, difteria e coqueluche

A vacina tríplice contra tétano, difteria e coqueluche é rotineiramente administrada durante a infância e uma vacina de reforço é recomendada a cada 10 anos durante a vida adulta. Como as três vacinas não possuem bactérias vivas, elas podem ser administradas na gravidez com segurança.

O tétano é uma causa comum de morte neonatal, principalmente nos países mais pobres, onde os cuidados obstétricos apresentam problemas. Todas as mulheres não vacinadas, ou que a última dose de reforço tenha sido há mais de 10 anos, devem receber a vacina contra tétano após a 20ª semana de gestação. Se a vacina tríplice do adulto, com tétano, difteria e coqueluche, estiver disponível, melhor ainda.

Hepatite A

A hepatite A é uma infecção transmitida habitualmente por águas contaminas e pode causar parto prematuro e problemas para o feto.

A vacina contra hepatite A também é feita com vírus morto, por isso apresenta baixo risco na gestação. Entretanto, ainda não há muita experiência do seu uso na gravidez, e alguns efeitos colaterais podem ainda ser desconhecidos.

Em geral, não se indica esta vacinação durante a gravidez, mas ela pode ser usada em casos especiais, como em mulheres grávidas que vivem em áreas com falta de saneamento básico, ou seja, gestantes sob alto risco de contaminação.

Mulheres que já tenham tido hepatite A em algum momento da vida estão imunes e não precisam se vacinar. A sorologia serve para identificar os pacientes já imunizados previamente.

Hepatite B

A hepatite B é uma infecção transmitida pela via sexual ou pelo sangue. A vacina contra hepatite B é feita com vírus morto e é segura durante a gravidez.

Sua administração é feita com 3 doses em um intervalo de 6 meses. A vacina está indicada para todas gestantes que apresentam alto risco de contaminação, como profissionais de saúde que lidam com sangue ou agulhas, mulheres cujo o parceiro seja portador do vírus, profissionais do sexo, usuários de drogas endovenosas, etc.

Caso necessária, a imunoglobulina contra hepatite B também pode ser administrada na gravidez.

Gestantes que já tenham tido hepatite B em algum momento da vida estão imunes e não precisam se vacinar. A sorologia serve para identificar os pacientes já imunizados previamente.

Pneumococo

O pneumococo é uma bactéria que costuma causar infecções como pneumonia, meningite, sinusite e otite.

A sua vacinação está indicada em pessoas acima de 19 anos que apresentam grande risco de infecção por esta bactéria, como diabéticos, imunossuprimidos, fumantes, alcoólatras, pacientes que retiraram o baço, pacientes com asma ou bronquite crônica, pessoas que trabalham em asilos, etc.

O fato da mulher engravidar não impede que a mesma tome a vacina, caso apresente alguma das indicações acima. Obviamente, o ideal sempre é tomá-la antes da gravidez, mas muitas vezes isso acaba não ocorrendo. Na grávida, a vacina contra o pneumococo costuma ser administrada a partir do 2º trimestre de gestação.

Meningite

A vacina contra a meningite é feita com bactérias mortas e pode ser administrada na gravidez  caso haja indicação. Porém, como quase todas as outras vacinas, o ideal é administrá-la antes ou após a gravidez.

Raiva

A vacina contra a raiva humana é feita com vírus morto e pode ser aplicada durante a gestação, caso a grávida venha a apresentar algum fator de risco, como ser mordida por cão ou morcego. A gestante pode tomar tanto a vacina como a imunoglobulina contra a raiva caso o médico ache necessário. O tratamento nas grávidas é igual ao de não gestantes.

Vacinas proibidas na gravidez

As vacinas feitas com germes vivos não devem ser aplicadas na gravidez. Quando necessárias, o ideal é dar um intervalo de pelo menos um mês entre a vacinação e o início da gravidez, para que não haja riscos para o feto. Se a paciente estiver em idade fértil e tiver possibilidade de estar grávida, e isso inclui ter tido relações sem métodos contraceptivos nos últimos 2 ou 3 meses, as vacinas com germes vivos deve ser evitada até que se tenha comprovação de que a paciente não está grávida. Um simples teste de gravidez de farmácia ajuda a identificar gestações ainda não conhecidas.

Febre amarela

A febre amarela é uma doença viral transmitida por um mosquito. A doença é endêmica em algumas área da África e América do Sul, incluindo a região Norte e Centro-Oeste do Brasil.

Mulheres grávidas devem evitar viagens para regiões onde haja casos de febre amarela. A vacina contra esta doença é feita com vírus vivo e não pode ser administrada em grávidas.

Se a paciente estiver grávida em local onde esteja havendo uma epidemia de febre amarela, a vacinação pode ser indicada se um infectologista achar que o risco de contágio é maior que o risco de efeitos colaterais na gravidez. É uma situação especial que deve ser avaliada individualmente por um especialista. Em 99% dos casos, a vacina contra a febre amarela é contraindicada na gravidez.

Outras vacinas contraindicadas

Outras vacinas contraindicadas na gravidez são:

  • Rubéola.
  • Caxumba.
  • Catapora.
  • Sarampo.
  • Tuberculose (BCG).
  • Rotavírus.
  • Varíola.
  • HPV.

Referências

  • Immunizations during pregnancy – UpToDate.
  • Maternal Vaccines: Part of a Healthy Pregnancy – Centers for Disease Control and Prevention (CDC).
  • Guidelines for Vaccinating Pregnant Women – Centers for Disease Control and Prevention (CDC).
  • Update on Immunization and Pregnancy Tetanus Diphtheria and Pertussis Vaccination – American College of Obstetricians and Gynecologists.
  • Safety of Immunization during Pregnancy – A review of the evidence – World Health Organization (WHO).

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