VÍDEO: SINTOMAS DO DIABETES NOS ADULTOS

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Transcrição do vídeo:

De acordo com os dados da Federação Internacional de Diabetes de 2015, existem cerca de 14 milhões de adultos com diabetes no Brasil e quase 6 milhões de adultos que têm a doença e não sabem.

Nesse vídeo, eu vou falar sobre sete sintomas do diabetes no adulto.

Muitas pessoas que têm diabetes não sabem desse diagnóstico e nem suspeitam porque não têm nenhum sintoma. Nesses casos, o diagnóstico do diabetes acaba sendo feito por acaso em exames de sangue de rotina.

Mas o diabetes pode dar sintomas específicos se o nível de açúcar estiver bastante elevado no sangue, o que nós chamamos de hiperglicemia.

Só que antes da gente explicar os sintomas, é importante explicar o que é o diabetes.

Todas as células do nosso corpo precisam de açúcar, ou seja, de glicose para funcionarem normalmente.

A glicose entra nas células através de um hormônio chamado insulina, que é produzido pelo pâncreas.

Se existe falta de insulina ou se alguma coisa impede o funcionamento normal da insulina, a glicose não consegue entrar nas células e se acumula no nosso sangue.

Quando o nível de glicose no sangue atinge um determinado valor, acima de 180 miligramas por decilitro, o doente geralmente apresenta uma vontade muito frequente de urinar, chamada de poliúria.

A poliúria acontece porque normalmente o rim não deixa passar nada de glicose do sangue para a urina, mas quando os níveis de glicose ficam tão elevados assim, a capacidade do rim de
reter a glicose é ultrapassada; então a gente começa a produzir urina rica em açúcar.

Só que para eliminar essa quantidade toda de açúcar é preciso produzir muito mais urina do que o habitual.

Como a quantidade de água que o rim elimina é bastante grande, o doente acaba por
ficar desidratado. A desidratação provoca uma sede intensa, que é outro
sintoma bastante comum do diabetes, chamado polidipsia.

E quanto mais água o doente bebe, mais urina ele produz.

A desidratação é responsável também pela sensação de boca seca e, eventualmente, por coceira na pele, que pode ficar muito ressecada com tanta perda de líquido.

A desidratação também pode estar relacionada ao cansaço excessivo que muitos diabéticos mal controlados sentem.

Mas esse cansaço também pode ter a ver com a dificuldade que o organismo tem de obter energia para funcionar normalmente. Porque apesar de existir muita glicose no sangue, o corpo não consegue utilizar essa glicose para gerar energia, porque, para isso, ela precisa estar dentro das
células.

E é exatamente por esse motivo que o doente pode ter fome constantemente, já que para transformar a comida que a gente ingere em energia é preciso não só ter insulina, como ela precisa funcionar normalmente.

A hiperglicemia também é capaz de provocar retenção de água por osmose em algumas regiões do corpo, o que faz com que o cristalino, que é a lente dos nossos olhos, fique inchada.

Esse inchaço interfere com a capacidade que o olho normalmente tem de focar, provocando visão turva.

Além disso, uma sensação de formigamento ou perda de sensibilidade nas mãos e pés, assim com dor em queimação nos membros, também pode acontecer, mas dessa vez associadas a lesões provocadas pela hiperglicemia nos nervos.

Essa complicação é chamada de neuropatia diabética e está presente em aproximadamente um quarto dos pacientes com diabetes tipo 2 no momento do diagnóstico.

Os doentes com neuropatia diabética têm um comprometimento do funcionamento normal dos nervos, que interfere com a capacidade que eles têm de sentir dor, frio ou calor, e, assim, aumenta o risco deles se machucarem e não sentirem nada.

Isso é extremamente perigoso, porque uma lesão não tratada no pé, por exemplo, pode
evoluir para uma úlcera e eventualmente para a necessidade de amputação de um dedo ou até mesmo do pé inteiro.

Se você apresenta sintomas compatíveis com diabetes, procure um médico o mais rápido possível para confirmar esse diagnóstico e iniciar a terapêutica adequada.

As complicações do diabetes estão relacionadas aos níveis constantemente elevados de glicose no
sangue, e a melhor forma de preveni-las é fazer o tratamento corretamente.

Para saber mais sobre o diagnóstico, os sintomas do diabetes e as complicações dessa
doença, acesse os links do MD. Saúde que estão aqui na descrição desse vídeo.

Até a próxima!

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2 Comentários
  1. Tatiana

    Bom dia! Quatro anos atrás descobri que estava com a glicose alterada (primeira medição 105 e dois meses depois 112) e hemoglobina glicada em 6,2%. Fui na endocrinologista e passei a cuidar da alimentação e fazer caminhada regularmente. Agora minha glicose esta controlada. Não tomo nenhuma medicação. Minha dúvida é: de quanto em quanto tempo preciso fazer os exames de glicemia com segurança? Tenho feito uns três exames por ano. Gostaria de saber se existe a possibilidade de de repente a glicose subir e eu ficar com diabetes em um período de seis meses por exemplo? Parabéns pelo site! Sempre que tenho alguma dúvida em relação a doenças acesso o site. Muito obrigada!

    1. Dr. Pedro Pinheiro

      Se a sua glicose está normal, 3 vezes por ano é mais do que suficiente.

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