Alergia à penicilina – Tipos, Sintomas e Tratamento

90% das pessoas que acham que têm alergia à penicilina, na verdade não têm.

A penicilina é o mais antigo dos antibióticos, tendo sido descoberta em 1928 pelo médico Alexander Fleming. Quase 100 anos depois do seu desenvolvimento, a penicilina e seus derivados continuam sendo amplamente utilizados na prática médica como uma das principais armas contra infecções bacterianas.

A alergia às penicilinas é uma situação tão comum que 1 em cada 10 pacientes refere ser alérgico a esta classe de antibióticos.

Neste texto abordaremos os seguintes pontos:

  • O que são as penicilinas.
  • Quais são as reações adversas mais comuns às penicilinas.
  • Quais são os sintomas da alergia à penicilina.
  • Tipos de alergia às penicilinas.
  • Diagnóstico da alergia à penicilina.
  • Reação cruzada às penicilinas.
  • Tratamento dos pacientes alérgicos à penicilina.

O que são as penicilinas

A penicilina foi o primeiro antibiótico a ser usado em larga escala no mundo. Hoje em dia, quando falamos em penicilina já não nos referimos mais àquele antibiótico descoberto no início do século XX, mas sim ao grande grupo de antibióticos desenvolvidos a partir daquela primeira droga.

Portanto, quando falamos que um paciente é alérgico à penicilina, queremos dizer que o paciente é, na verdade, alérgico a todos os antibióticos da família da penicilina, que são:

Amoxicilina.
Ampicilina.
Azlocilina.
Carbenicilina.
Cloxacilina.
Dicloxacilina.
Mezlocilina.
Nafcilina.
Oxacilina.
Penicilina G.
Penicilina V.
Penicilina Benzatina (Benzetacil).
Piperacilina.
Ticarcilina.

Apesar de serem da mesma família, as diferentes penicilinas possuem atividades contra bactérias e infecções distintas. Por exemplo, a amoxicilina é frequentemente usada para infecções respiratórias simples, enquanto a piperacilina costuma ser indicada para diversos tipos de infecção hospitalar.

As penicilinas mais próximas do antibiótico originalmente descoberto por Alexander Fleming são as Penicilina G, Penicilina V e Penicilina Benzatina (Benzetacil). Devido ao grande grau de resistência bacteriana, estes antibióticos são muito pouco usados atualmente, ficando restritos ao tratamento da sífilis (leia: SÍFILIS | Sintomas e tratamento) e de algumas infecções de garganta (leia: DOR DE GARGANTA | FARINGITE | AMIGDALITE).

Reações adversas às penicilinas

Dizemos que o paciente tem alergia à penicilina somente quando o mesmo desenvolve uma reação alérgica, ou seja, uma reação do sistema imunológico, após receber algum antibiótico da família da penicilina.

Este conceito parece óbvio, mas não é. A penicilina, como qualquer outra droga, pode causar efeitos colaterais que nada têm a ver com reações imunológicas, não sendo, portanto, reações alérgicas. Na verdade, as reações não alérgicas, como queimação no estômago, mal estar, náuseas, diarreia, tontura, dor de barriga, etc., são muito mais frequentes que as reações alérgicas propriamente ditas. O problema é que muitos pacientes interpretam estas reações como um sinal de alergia e passam a se rotular como “alérgicos à penicilina”.

Muitas dessas pessoas chegam aos seus médicos e já avisam logo que são alérgicas. Nem sempre o profissional de saúde perde o tempo necessário avaliando se a reação que o paciente teve à penicilina realmente se encaixa em um quadro de alergia. Deste modo, a informação errada, criada por uma pessoa leiga, acaba sendo equivocadamente ratificada pelo médico, tornando-se uma verdade descrita nos prontuários e atestados médicos.

O fato é que estatisticamente 1 em cada 10 pacientes se considera alérgico às penicilinas. Todavia, quando vamos estudar adequadamente seus sistemas imunológicos, descobrimos que até 90% destas pessoas NÃO são realmente alérgicas às penicilinas, não havendo nenhuma contraindicação ao uso desta classe de antibióticos.

Além do diagnóstico equivocado de alergia, há um outro dado importante que contribui para esta falsa estatística: a alergia à penicilina pode desaparecer com o tempo. Cerca de 80% dos pacientes que tiveram um quadro de alergia a um antibiótico da família da penicilina podem deixar de ser alérgicos se ficarem 10 ou mais anos sem ter contato com este antibiótico. Portanto, se você teve um quadro de alergia a uma penicilina na infância e nunca mais foi exposto a essa classe de antibióticos, é bem possível que não seja mais alérgico, podendo voltar a usar a penicilina sem nenhum perigo.

Sintomas da alergia à penicilina

Já sabemos, então, que nem toda reação adversa provocada pelo uso de penicilina pode ser considerada uma reação alérgica.

As alergias, também chamadas de reação de hipersensibilidade, são reações de origem imunológica, que ocorrem por uma resposta inapropriada e exagerada do sistema imune a algumas estruturas presentes nos medicamentos.

Entre os sinais e sintomas típicos da alergia à penicilina podemos citar:

  • Urticária – caracterizada por placas avermelhadas com relevo na pele, que coçam muito (leia: URTICÁRIA | Sintomas e tratamento).
  • Rash cutâneo – caracterizado por manchas vermelhas pelo corpo, sem relevo e sem comichão.
  • Prurido – caracterizado por uma coceira intensa, sem necessariamente haver lesões visíveis na pele.
  • Angioedema – inchaço de mucosas, como lábios, olhos, boca e língua.

Em casos graves é possível haver choque anafilático, caracterizado por queda na pressão arterial, dificuldade de respirar causada por intenso espasmo das vias aéreas (broncoespasmo) e edema da laringe (leia: CHOQUE ANAFILÁTICO | Causas e sintomas). Esse quadro é uma emergência médica e pode levar o paciente ao óbito se não for tratado rapidamente.

Tipos de alergia às penicilinas

Quando um paciente desenvolve um quadro sugestivo de alergia à penicilina é importante tentar determinar o intervalo de tempo entre o uso da droga e o aparecimento dos sintomas de alergia.

Chamamos de reações de hipersensibilidade imediata aquelas reações alérgicas que surgem na primeira hora após o contato com a penicilina. Já as reações de hipersensibilidade tardia ocorrem várias horas ou até dias depois da exposição à droga. Geralmente, o paciente já fez uso do antibiótico por vários dias antes de ter qualquer reação.

Essa distinção é importante, pois as reações imediatas são causadas por um anticorpo chamado IgE, sendo as mais perigosas devido ao risco de causarem reações anafiláticas. Pacientes com história de reações de hipersensibilidade imediata não devem ser reexpostos a tratamentos com penicilinas. As reações tardias são geralmente benignas e não costumam causar reações alérgicas mais graves.

Diagnóstico da alergia à penicilina

Na maioria dos casos, os médicos aceitam como verdadeira a informação de alergia trazida pelo paciente. Devido ao medo de processos legais, a maioria dos médicos opta por não prescrever antibióticos da família da penicilina se o paciente se rotular como alérgico, mesmo que os sintomas descritos não sejam propriamente de alergia.

Em alguns casos porém, a confirmação da alergia torna-se útil. Exemplos:
– Nos casos de sífilis, a penicilina ainda é o antibiótico mais efetivo e seu uso deve ser indicado sempre que possível.
– Pacientes com infecção de garganta ou sinusite de repetição acabam precisando de antibióticos mais fortes se não puderem tomar penicilinas.
–  Um paciente com história de alergia ocorrida há muitos anos já pode não ser mais alérgicos, não sendo necessário evitar as penicilinas em infecções mais simples.

O teste mais usado para diagnóstico da alergia à penicilina é o teste cutâneo. Este teste consiste na aplicação de uma quantidade mínima de penicilina no tecido subcutâneo. Se o paciente for alérgico, uma pequena reação alérgica irá aparecer no local da aplicação após cerca de 15 a 20 minutos.

Os tetes cutâneos devem ser administrados somente por médicos imunoalergistas, de preferência em ambiente hospitalar. Esse teste é contraindicado em pacientes que já tiveram reação alérgica grave à penicilina, como necrólise epidérmica tóxica ou síndrome de Stevens-Johnson (leia: SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON).

Se o teste for negativo, ou seja, se não houver reação alguma à injeção, o paciente não apresenta alergia à penicilina, podendo voltar a fazer uso deste antibiótico com segurança. Apenas 1% dos pacientes com teste negativo apresentam sinais de alergia grave ao voltarem a tomar penicilina. Em geral, para se ter certeza, pedimos que o paciente tome um comprimido de penicilina e espere no hospital por cerca de 2 horas para descartamos qualquer reação alérgica mais séria.

Reação cruzada às penicilinas

Quando o paciente descobre ser alérgico a uma penicilina, ele deve ser encarado como alérgico a todas as outras também. O paciente não é somente alérgico a amoxacilina ou a benzetacil, ele é alérgico às penicilinas em geral.

As cefalosporinas são uma classe de antibióticos que apresentam algumas semelhanças estruturais com as penicilinas. As penicilinas e as cefalosporinas são didaticamente agrupadas em uma grande grupo de antibióticos chamado de antibióticos betalactâmicos.

Inicialmente, todo paciente alérgico às penicilinas deve também ser encarado como alérgico às cefalosporinas. Na verdade, apenas cerca de 10% apresentam alergia para essas duas classes, mas sem a realização dos testes cutâneos é impossível saber  quem é alérgico somente às penicilinas e quem tem alergia às duas classes de antibióticos.

Para saber mais sobre outros antibióticos, leia: ANTIBIÓTICOS | Tipos, resistência e indicações

Tratamento dos pacientes alérgicos à penicilina

Os pacientes com alergia às penicilinas não devem mais ser tratados com essa classe de antibiótico. Apesar desta restrição significar a impossibilidade de usar antibióticos muito comuns, como amoxicilina, oxacilina e piperacilina, na maioria das infecções é possível arranjar em esquema antibiótico alternativo eficaz.

Porém, se o médico achar que o tratamento com um derivado da penicilina é essencial para a cura de uma determinada infecção, o mesmo pode lançar mão de um procedimento chamado dessensibilização à penicilina.

Esse procedimento consiste na administração, dentro de um ambiente hospitalar, de penicilina em doses crescentes a cada 15 minutos de forma a “acostumar” o organismo à droga, impedindo temporariamente que haja alguma reação alérgica. A primeira administração é feita habitualmente com 0,01% da dose normal. Após sucessivos intervalos de 15 minutos, administra-se o dobro da dose anterior até que se chegue a dose plena desejada para tratar uma infecção.

Por exemplo, se dose normal for de 500 mg em cada comprimido, a dessensibilização é inciada com uma dose de 0,05 mg. Após 15 minutos administra-se 0,10 mg; após mais 15 minutos, 0,20 mg, e assim por diante, até chegar a 500 mg. O processo todo demora algo em torno de 4 horas. O paciente, então, pode tomar os comprimidos em dose habitual durante o tempo determinado pelo médico (por exemplo: 500 mg a cada 8 horas por 10 dias)

É importante destacar que esse procedimento tem efeito temporário. Se o paciente ficar 24 a 48 horas sem tomar o antibiótico, a dessensibilização perde efeito e o paciente volta a não poder tomar antibióticos à base de penicilina.

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Sandra
Visitante
Sandra

Meu filho é alérgico a pinicilina e dipirona. Ele pode tomar vacina de febre amarela??????

Renato Ramalho
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Renato Ramalho

Já presenciei um caso de alergia a penicilina que provocou um choque no paciente e o levou a óbito. Havia uma indicação médica de 10 aplicações de um tipo de penicilina. Na 4ª aplicação ocorreu o choque e mesmo sendo socorrido prontamente por médico, não foi possível recuperar o paciente. Talvez possa ser porque na época, 40 anos aproximadamente, não houvesse recursos suficientes.

Fernando Pitsch
Visitante
Fernando Pitsch

O uso de identificadores como pulseiras de alertas médicos pode ajudar no caso de uma emergência com um alérgico a penicilina?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Sim.

Thiago Castagnara
Visitante
Thiago Castagnara

Sou alérgico a penicilina mas o médico me receitou um remédio que contém amoxicilina. Ele disse que é penicilina sintética. Não sei a qual tipo de penicilina sou alérgico, mas quando pequeno não podia tomar bezetacil. Será que pode me dar alguma reação alérgica??? O medicamento é pyloripac ibp

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Se você realmente for alérgico à penicilina, pode sim haver reação à amoxicilina.

Gessica Belo
Visitante
Gessica Belo

Boa tarde! Queria saber pq os médicos não vêem isso logo de cara! Quando eu tinha 12. anos fiquei 10 dias internada com manchas vermelhas e caroços na perna fiz biopisia e ate então meu diagnostico foi febre reumática! Então desde então toda vê que minha garganta ficava inflamada eu tomava amoxicilina e dai uns dias aparecia essas manchas a ponto de eu nem consegui andar! E Isso foi minha vida toda! Hj tenho 23 anos e minha garganta inflamou tomei amoxilina e novamente aconteceu resolvi ir no medico expliquei meu histórico e ele levantou a questão da amoxicilina tomei um soro com dipirona para as dores e outro remédio para que se fosse da amoxilina iria começar a melhorar! Dito e feito com 30 minutos eu já estava andando normal e as manchas já estava mais clara! Ai te pergunto 11 anos pra descobrir isso? Uma coisa que deveria ter cido o inicio de tudo! Agora vou fazer exames com especialista direitinho

diogo moraes
Visitante
diogo moraes

Olá, estou com um paciente alergico a Penicilina, cefalexina e azitromicina e vou fazer implante dentario nele. Qual seria a melhor alternativa para esse caso?
obrigado desde ja

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

São poucas as opções por via oral. Talvez uma clindamicina ou uma quinolona de amplo espectro, que atue sobre gram positivos e anaeróbios sejam opções.Tem que ver que bactérias exatamente você deseja cobrir.

Catia Rodrigues
Visitante
Catia Rodrigues

Boa Noite a substancia tirotricina nao é aconselhável a pessoas alérgicas à penicilina

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Não tem relação.

Paulo Junior
Visitante
Paulo Junior

Fui receitado pelo medico para tomar uma Benzetacil 2400000 em dose unica, mais não estou encontrei em lugar nenhum. O que pode substituir a benzetacil ?
A amoxilina pode substituir ?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Depende da infecção que se pretende tratar. Se for sífilis, por exemplo, não serve. Agora, benzetacil é um medicamento muito comum, é estranho você não estar encontrando.

Anne Souza
Visitante
Anne Souza

quem é alergico a penicilina pode tomar ela e tomar um remedio anti alergico, ou corta o efeito?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Um anti-histamínico simples não costuma ser suficiente para prevenir um episódio de alergia em pessoas alérgicas à penicilina.

Anne Souza
Visitante
Anne Souza

obrigado

Anne Souza
Visitante
Anne Souza

minha mãe é alergica a penicilina e foi diaginisticada com streptococcus beta-hemolitico grupo C e grupo G, a medica dela não viu direito os exames dela que dizia la que tinha sensibilidade a penicilina e mesmo minha mãe falando que era alergica passou um remedio pra ela que contem penicilina, e disse que se ela passasse mal fosse pra emergencia, so que minha mãe tomou o remedio com a penicilina e tomou outro, um anti-alergico, gostaria de saber se o anti alergico vai cortar o efeito do remedio que a medica passou?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Se a pessoa é realmente alérgica à penicilina, ela não deve tomar penicilina. Mesmo tomando anti-alérgico. A questão é ter certeza de que ela é realmente alérgica. A maioria das pessoas que dizer ser, na verdade não o são.

Anne Souza
Visitante
Anne Souza

muito obrigado

Sephora Michelini
Visitante
Sephora Michelini

A sulfa seria um bom substituto para quem tem alergia a penicilina??

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Depende da situação. Há infecções que podem ser tratadas com derivados da penicilina, mas que derivados da sulfa não ajudam.

Rose
Visitante
Rose

Se o pai tem alergia a penicilina, o feto pode ter essa alergia ainda na barriga da mãe? Se o feto tiver alergia a penicilina e a mãe tomar o medicamento durante a gravidez,isso pode ocasionar um aborto?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Não.

Carolina
Visitante
Carolina

Olá! Comecei a tomar amoxicilina como precaução após retirar os sisos, e após 4 dias iniciei com febre que precisava tomar antitérmico a cada 4 hs, voltei ao dentista e não havia nada infeccionado, ele trocou o antibiótico por clavulon (que também tem amoxicilina) e a febre persistiu, porém não tinha nenhum outro sintoma, nenhuma dor, nem no local das extrações, fui ao medico e não acharam nada. Parei de tomar o medicamento e a febre parou no dia seguinte. Febre pode ser uma reação alérgica a amoxicilina/penicilina?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Antibióticos podem dar febre. Mas isso não é considerada uma reação alérgica.

Lu
Visitante
Lu

Carolina, parece que você está falando de mim. Também tenho febre proveniente do uso de alguns medicamentos como ciprofloxacino e pyridium. Estou em busca de respostas de especialistas e espero descobrir logo.

Luríssima Conceito
Visitante
Luríssima Conceito

Boa noite, qdo era crianca tinha alergia a penicilina. Estou gravida e o medico disse que vou precisar tomar a Cefalospotina, teria algum risco? Obrigada

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Pode ter. O ideal era consultar um imunoalergologista para ouvir a opinião dele.

Gabriel P. Santos
Visitante
Gabriel P. Santos

Bom dia,
Uma pessoa não alérgica à Amoxicilina, pode ser alérgica à Penicilina Benzatina? Ou seja, se a pessoa apresenta reação alérgica à uma penicilina em específico dentro da família das penicilinas, ela será obrigatoriamente alérgica a todas as penicilinas da família? E com relação às outras classes de antibióticos? Pode ou deve-se ter o mesmo raciocínio?

Grato

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

A alergia a uma penicilina indica alergia a todas. Se a pessoa é alérgica à penicilina benzatina e não à amoxicilina, a alergia provavelmente não tem origem na penicilina mas sim em alguma outra substância presente apenas na formulação do benzetacil. Pode ser o veículo da injeção. Mas esse tipo de coisa é incomum.

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