Embolia pulmonar – Sintomas, Causas e Tratamento

A embolia pulmonar é um quadro grave e potencialmente fatal provocado pela obstrução da circulação sanguínea pulmonar por um trombo.

A embolia pulmonar, também chamada de embolismo pulmonar ou tromboembolismo pulmonar (TEP), é um  quadro grave que ocorre quando um trombo (coágulo) localizado em uma das veias das pernas ou da pelve se solta, viaja pelo organismo e se aloja em uma das artérias do pulmão, obstruindo o fluxo de sangue.

Dependendo do tamanho do trombo, a embolia pulmonar pode até provocar um quadro de morte súbita.

Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre a embolia pulmonar:

  • O que é a embolia pulmonar.
  • Quais são as suas causas.
  • Quais são os seus sintomas.
  • Como é feito o diagnóstico.
  • Formas de prevenção e tratamento.
  • O que são embolia gasosa, embolia gordurosa e embolia séptica.

Neste artigo iremos dar ênfase ao TEP. Se você quiser informações mais aprofundadas sobre a trombose venosa profunda, acesse o link: O QUE É TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TVP).

O que é embolia pulmonar?

Para entender a embolia pulmonar é preciso antes saber alguns conceitos básicos como: o que são trombose, embolia, isquemia e infarto. Leia com calma os conceitos abaixo que o resto do texto se tornará muito fácil.

trombo

Trombo é uma espécie de coágulo de sangue que se encontra aderido à parede de uma vaso sanguíneo, obstruindo a passagem de sangue. A obstrução pode ser parcial ou total. Quando um trombo se forma e obstrui o fluxo normal de sangue, chamamos esse evento de trombose.

Êmbolo é um trombo que se solta da parede do vaso e viaja pela corrente sanguínea. O êmbolo viaja pelo corpo até encontrar um vaso com calibre menor do que ele próprio, causando obstrução da circulação do sangue. Quando o êmbolo impacta em um vaso, damos o nome de embolia. Se o vaso obstruído estiver no cérebro, chamamos de embolia cerebral. Se for um vaso no pulmão, chamamos de embolia pulmonar.

A trombose costuma ser um processo mais lento, com crescimento progressivo do trombo. Os trombos costumam surgir em áreas do vaso sanguíneo onde já há depósito de colesterol. Já a embolia é um evento mais agudo, que causa uma obstrução súbita do vaso acometido.

Abaixo, um gráfico mostrando uma embolia pulmonar com origem nas veias do membro inferior esquerdo.

embolia

Isquemia é a falta de suprimento de sangue para algum tecido orgânico. Toda vez que a circulação de sangue não é suficiente para o funcionamento de um órgão ou tecido, ocorre a isquemia. É um processo reversível se tratado a tempo. Tanto um trombo quanto um êmbolo podem ser a causa da isquemia.

Infarto é a morte das células por uma isquemia prolongada. Se a trombose ou a embolia não forem tratadas a tempo, todo o tecido que recebia sangue pela artéria obstruída morre. Exemplos: se a trombose ocorre nas artérias coronárias, temos o infarto do miocárdio (ataque cardíaco; se ocorre em um vaso cerebral, temos um AVC; se ocorre no pulmão, como no tromboembolismo pulmonar, temos o infarto pulmonar.

A embolia pulmonar é, portanto, uma obstrução de uma das artérias do pulmão causada por um êmbolo, ou seja, um trombo que se soltou das pernas e viajou pela corrente sanguínea até o pulmão. A obstrução de uma artéria do pulmão causa isquemia e infarto do tecido pulmonar que dependia da artéria obstruída para receber sangue e oxigênio. Quanto mais extensa for a área de infarto pulmonar, mais grave será o quadro.

Se o trombo estava em uma veia da perna, como ele vai parar em artéria do pulmão?

Todo o sangue do corpo retorna ao coração pelas veias. Todas as veias do corpo acabam diretamente ou indiretamente escoando o sangue para a veia cava, que é a  nossa veia mais calibrosa, que termina no coração (ventrículo e átrio direito).

O sangue que as veias entregam ao coração é um sangue já “usado” pelos tecidos, ou seja, pobre em oxigênio e rico em gás carbônico. Assim que o sangue chega ao coração ele é imediatamente bombeado para a artéria pulmonar, que por sua vez irá distribui-lo por todo o pulmão para que este possa se encher novamente de oxigênio. Uma vez suprido de oxigênio, o sangue volta ao coração para ser bombeado novamente para o resto do corpo.

Um trombo pequeno costuma se alojar em artéria pequena e periférica do pulmão. Um trombo grande pode impactar logo após a saída do coração, obstruindo toda a passagem de sangue, levando à morte de todo um pulmão e falência do coração por incapacidade de bombear o sangue contra uma grande obstrução. Os grandes tromboembolismos pulmonares são causas comuns de morte súbita.

Causas de embolia pulmonar

A principal causa de embolia pulmonar são os êmbolos que se originam de tromboses nas veias dos membros inferiores, um quadro chamado de trombose venosa profunda (TVP). São pedaços de trombos das veias das pernas, coxas ou pelve que costuma embolizar para os pulmões.

TVP
Trombose venosa profunda

A trombose venosa profunda se manifesta como um quadro súbito de dor, inchaço e vermelhidão de uma das panturrilhas ou da coxas. Ao lado, uma imagem de uma  TVP. Reparem na assimetria das pernas. O lado inchado e avermelhado é onde ocorreu a trombose.

Vamos falar mais especificamente da TVP em um texto à parte, que será escrito nas próximas semanas.

Portanto, um fator quase que obrigatório para haver um tromboembolismo pulmonar é a presença de uma trombose venosa profunda dos membros inferiores. Consequentemente, os fatores de risco para TVP acabam também sendo fatores de risco para embolia pulmonar. São eles:

De todos os fatores de risco listados acima, gostaria de gastar algumas linhas sobre um deles: cirurgia recente. Cirurgias, principalmente do quadril ou membros inferiores apresentam elevado risco de surgimento de uma trombose venosa profunda das pernas nos primeiros dias de pós-operatório. Além do risco de formação de coágulos pela própria cirurgia, estes pacientes ainda ficam vários dias acamados sem poder andar, o que diminui a circulação de sangue nas pernas, favorecendo a formação de coágulos.

A morte súbita em pacientes submetidos a cirurgia recente é quase sempre causada por um embolia pulmonar de grande volume. Nem sempre a TVP que dá origem ao êmbolo consegue ser identificada, principalmente se o paciente já tiver tido alta do hospital.

A TVP após as cirurgias pode ocorrer  mesmo em pacientes jovens e sem outras doenças. Quanto mais fatores de risco um paciente acumular, maiores são suas chances de desenvolver uma trombose dos membros inferiores.

Sintomas da embolia pulmonar

Veja abaixo a imagem de uma angiografia pulmonar. Repare na vascularização do pulmão. Os sintomas da embolia pulmonar vão depender do tamanho do êmbolo e do tamanho da região que sofreu infarte.

embolia pulmonar

Vamos descrever três quadros possíveis de embolia pulmonar. Acompanhe a numeração da imagem.

Começamos pela hipótese 3. Imaginemos um êmbolo pequeno que atravesse toda a circulação pulmonar e só obstrua um vaso de pequeno calibre, já na periferia do pulmão, responsável apenas por uma pequena área de parênquima pulmonar. Como o vaso acometido é pequeno e periférico, não há grandes repercussões na circulação de sangue para o resto do pulmão. Do mesmo modo, como a área morta de pulmão é pequena há pouca repercussão na capacidade de oxigenação do sangue. O paciente sente apenas uma dor na região tórax, que piora a inspiração profunda. Pode haver também uma tosse seca e eventualmente expectoração com sangue (leia: TOSSE E ESCARRO COM SANGUE).

Imaginemos agora um êmbolo um pouco maior e que obstrua os vasos pulmonares na altura do número 2. A obstrução por ser mais central vai acarretar em uma área maior de infarto pulmonar. Todos aqueles vasos após o número 2 vão deixar de receber sangue, levando à isquemia de uma área grande do pulmão. Este paciente além da dor e da tosse, apresentará também súbita falta de ar, palpitações e tosse com expectoração sanguinolenta. Quanto maior for a área infartada, mais grave será o quadro.

Para terminar, vamos ao exemplo 1. Esse é o chamado tromboembolismo maciço. O êmbolo é tão grande que obstrui a circulação sanguínea de praticamente todo o pulmão. Este quadro é gravíssimo, pois além de infartar todo um pulmão, o sangue que não consegue ultrapassar a barreira imposta pelo êmbolo volta para o coração, causando um súbito aumento da pressão dentro deste e uma rápida dilatação do mesmo. O paciente pode morrer em minutos por falência cardíaca aguda.

Diagnóstico do tromboembolismo pulmonar

O diagnóstico da embolia pulmonar é feito através de exames, como a angiotomografia computadorizada, cintilografia pulmonar ou angiografia pulmonar.

Uma vez diagnosticada a embolia, é importante investigar a causa para que se possa prevenir novas embolias. Quando o paciente foi submetido a uma cirurgia recentemente, a causa é mais ou menos óbvia e não é necessário grandes investigações. Por outro lado, há pacientes que apresentam quadros de embolia pulmonar sem nenhuma causa evidente.  Nestes pacientes é importante investigar trombofilias, ou seja, doenças do sangue que causam formação espontânea de trombos nas veias.

Tratamento da embolia pulmonar

Na maioria dos casos não há tratamento específico para a embolia pulmonar. O tratamento visa manter o paciente estável, controlando a pressão arterial e fornecendo oxigênio nos casos de hipoxemia (baixa de oxigênio no sangue).

Pacientes com pequenas embolias são tratados apenas com anticoagulantes para impedir novos episódios. A área infartada não tem salvação. O que morreu do tecido pulmonar não é recuperável. Em geral, o paciente fica tomando anticoagulantes por pelo menos 6 meses. O medicamento anticoagulante mais usado é a Varfarina (leia: VARFARINA (Marevan,Varfine, Coumadin) | Controle do INR).

Nos pacientes que não podem tomar anticoagulantes ou que continuam fazendo tromboses mesmo com a anticoagulação, um filtro pode ser implantado na veia cava, funcionando como uma espécie de coador, impedindo que trombos grandes passem em direção ao coração.

Nas embolias mais extensas pode ser indicado o uso de trombolíticos, substâncias que diluem o êmbolo, na tentativa de restaurar a circulação sanguínea na área afetada.  Os trombolíticos apresentam muitos efeitos colaterais e risco de causar sangramentos graves, inclusive sangramentos cerebrais. Por isso, seu uso só está indicado em casos graves, quando o benefício supera os riscos.

Nos casos graves outra opção é a remoção cirúrgica da obstrução. Também é um procedimento com alto grau de complicações.

Prevenção do tromboembolismo pulmonar

O mais importante no tromboembolismo pulmonar é a prevenção (profilaxia). Como a gravidade de uma embolia pulmonar é imprevisível e nos casos mais graves os pacientes sequer chegam ao hospital com vida, é imprescindível realizar a prevenção nos casos com maior risco, como nas cirurgias ortopédicas dos membros inferiores. Os pacientes no pós-operatório devem se levantar e andar assim que possível. O uso de meias elásticas especiais também está indicado para reduzir o represamento de sangue nas pernas.

A profilaxia é feita normalmente com anticoagulação, iniciada logo antes da cirurgia. A droga mais usada na prevenção é a heparina em doses baixas. Nos pacientes de alto risco, principalmente naqueles que já tiveram um episódio prévio de embolia pulmonar, pode-se indicar a colocação de um filtro na veia cava para evitar que possíveis êmbolos cheguem aos pulmões.

Pacientes internados e acamados por outras causas também devem usar heparina em baixas doses para prevenir a formação de trombos nas pernas.

Pacientes com antecedentes de doenças da coagulação (trombofilias) devem ficar anticoagulados para o resto da vida.

Outros tipos de embolia pulmonar

A principal causa de embolia pulmonar são as tromboses dos membros inferiores, porém, há outros tipos de embolias:

a. Usuários de drogas injetáveis podem sofrer embolização por materiais presentes na droga. O paciente injeta uma droga não adequadamente diluída na veia e fragmentos viajam até o pulmão, funcionando exatamente como um coágulo.

b. Embolia gasosa ocorre se injetarmos ar nas veias. No sangue não há ar livre e bastam 300 ml de ar para que a embolia gasosa seja fatal.

c. Embolia gordurosa ocorre quando há fraturas de grandes ossos, como o fêmur ou ossos da pelve,  com liberação da medula óssea para a corrente sanguínea. Fragmentos da medula caem na corrente sanguínea e embolizam para os pulmões. A embolia gordurosa surge geralmente 24 a 72 horas após as fraturas.

d. Embolia séptica ocorre quando pedaços de colônias de bactérias viajam pela corrente sanguínea. Este quadro ocorre principalmente na endocardite, infecções das válvulas do coração (leia: ENDOCARDITE | Sintomas e tratamento).

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Maiara
Visitante
Maiara

olá boa tarde. qual o procedimento de emergência no caso da embolia pulmonar?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Depende do tamanho, da localização e dos sintomas do paciente.

Tiago Duarte
Visitante
Tiago Duarte

Boa noite Dr
Fui a urgências no sábado passado com dores no peito do lado direito. Foi me dito pelo médico que era apenas uma gripe. Estou a tomar medicação mas as dores continuam. Poderá ser embolia pulmonar?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

A não ser que haja algum fator de risco relevante, não há porque pensar em embolia pulmonar.

Kennia Ribeiro
Visitante
Kennia Ribeiro

Boa Tarde Dr.!

Sofri uma fratura de Lansfrenc no pé esquerdo. Na RM acusou, entre outras coisas, um fragmento de osso DESTACADO e NÂO DESLOCADO. Pergunto quais são as chances deste pedaço de osso se soltar e causar trambose e posteriormente embolia pulmonar. Muitissimo obg!

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Zero! O osso está fora dos vasos sanguíneos, ele não tem como entrar na corrente sanguínea para provocar trombose ou embolia. A trombose pode ocorrer pelo trauma que causou a fratura ou pela imobilização prolongada do membro, mas nunca pelo fragmento do osso.

Pedro Paulo
Visitante
Pedro Paulo

Olá Dr. Pedro minha tia, após um mês de operação devido ao entupimento da veia começou a apresentar falta de ar repentinamente, após ir ao médico o primeiro a medicou com Berotec, pois após os exames detectou que trava-se de asma/bronquite. Contudo após uma semana ela não apresentou melhoras e a falta de ar aumentou, assim ela voltou ao médico hoje e após diversos exames constaram que o coração dela estava “grande” e a colocaram em repouso absoluto e com anticoagulante. Sei que após a operação ela voltou a fumar, mesmo que pouco, mas recentemente ela não havia fumado já tinha mais de uma semana sem fumar nem nada. Após todo o caso gostaria de saber se o quadro dela é grave, se é muito sério e se o Berotec pode ter ajudado a prejudicar.

Abraços. Ótima matéria

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

O Berotec não atrapalhou em nada, mas o cigarro com certeza contribuiu. Se o coração dela ficou grande, é porque o embolismo deve ter sido relevante. É um sinal de gravidade.

Michelly Mendes
Visitante
Michelly Mendes

Olá, tive TEP Bilateral em maio/2014 após uma vídeolaparoscopia para endometriose profunda grau IV e complicações (perfuração do intestino e peritôneo, infecção generalizada, pneumonia e derrame pleural). Estou tomando Marevan desde então e o INR está controlado em 2,68 (fiz exames para trombofilia e deu negativo). Tenho que fazer uma nova cirurgia para hérnia incisional volumosa (tive decência de ferida operatória) e apesar de preparo com clexane e meias de compressão tenho muito medo de acontecer novamente, devo me preocupar??? Há algo a mais que eu possa fazer???

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Uma anticoagulação efetiva no pós-operatório e tentar voltar a andar o mais rápido possível após a cirurgia. Se você toma anticoncepcional hormonal, talvez seja uma boa ideia interrompê-lo. Se fuma, pare de fumar.

Michelly Mendes
Visitante
Michelly Mendes

Tomava anticoncepcional de uso contínuo mas parei após o TEP e agora vou tomar a quarta e última dose de Zoladex 10.8. Não fumo.

Alessandra
Visitante
Alessandra

Comecei a sentir muitas dores nas pernas e varizes aparecendo aí já tomei um coagulante mesmo assim sinto dores nas pernas e no peito estou com muito medo sou nova tenho 36 anos ñ fumo estou só um pouco acima do peso

Mylena oliveira
Visitante
Mylena oliveira

Minha tia coloco silicone nos seios e no bubu mais deu alguma coisa errada e agora ela ta com trombose pulmonar isso e grave ? ela corre risco de vida ?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Trombose pulmonar costuma ser uma complicação grave com potencial risco de morte.

jose isaac kulau toledo de sou
Visitante
jose isaac kulau toledo de sou

bom dia sofri um acidente de moto e notei que estou produzindo escarro com sangue isto é um motivo de preocupção….devo procurar um medico

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Sim, deve.

Erix Maria da Silva
Visitante
Erix Maria da Silva

Dr. Pedro dia 14/07/14, foi descoberto um TEP, Fiquei 4 dias na UTI e mais 6 no quarto tomando flexane, depois comecei tomar marevan, hoje estou tomando Xarelto, Já tive alta do hospital e gostaria saber da quanto tempo Sr. acha que tenho que ficar afastado do trabalho.,

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Erix, à distância não tenho como avaliar isso. Seu médico é quem tem que decidir o tempo de baixa.

Ana Paula Rodrigues
Visitante
Ana Paula Rodrigues

oi dr, tenho 20 anos, e comecei a tomar hoje 19/07/2014 o anticoncepcional iume, e to com medo pois uma mulher deu depoimento dizendo que ela teve embolemia pulmonar por cauda deste remédio, e to com medo de continuar tomando, por favor me ajudaaaa!!! tem alguma coisa haver?

Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

Os anticoncepcionais em geral aumentam de forma discreta o risco de embolia. Leia esse texto aqui: https://www.mdsaude.com/2013/07/anticoncepcional-trombose.html

daoana
Visitante
daoana

ola dr tenho 25 anos e no começo do ano tive TEP estpu tomando marevan a 5 meses mas ainda sinto dores no peito nas costelas e costas gostaria de saber se ja nao era pra ter parado essas dores e quanto tempo demora para parar !!! grata

Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde

Já era para ter melhorado. Tem que ver se não ficou alguma lesão na pleura.

Fabiola Brant
Visitante
Fabiola Brant

Olá Dr.

Em setembro/2013 tive um TEP e em pesquiza tenho alteracoes no sangue (homosigoze) tomo anticoagulante e tomarei sempre pois tenho histórico familiar de TEP, meu irmao faleceu por TEP, meu pai teve e um primo de primeiro grau. Vou fazer abdominoplastica e cirurgia nas mamas. Já fiz vários exames, o cardiologista, pneumologista liberaram pois os exames estão ok. A hemato, me deu a carta com as orientações para profilaxia, mas me pediu para pensar melhor antes de fazer. Acha que o risco de uma nova TEP é muito grande mesmo toda a equipe médica sabendo do meu problema e tomando as medidas necessárias para minimizar os riscos?

Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde

Eu acho que o mais sensato seria evitar cirurgias desnecessárias.

frank
Visitante
frank

Bom dia Dr.pedro, minha mae quebrou o femo e foi internada ela estava esperando para ser operada quando de repente passou mal com falta de ar e morreu isso pose acontecer e porque

Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde

Sim é possível. Embolia pulmonar é uma hipótese forte neste caso.

Luciana
Visitante
Luciana

Olá Dr Pedro!
Após cirurgia plástica em 01Mar14, tive tromboflebite em braço direito e TEP. Ficarei tratando com Xarelto pelos próximos 7 meses. Gostaria de saber se é possível voltar a tomar anticoncepcional (mesmo que sem estrogenio)após o tratamento.

Muito obrigada!

Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde

O ideal é usar outro tipo de método anticoncepcional. A minipílula é mais segura, mas mesmo assim, o melhor é evitar métodos hormonais. É uma questão de discutir com o seu médico após o fim da anticoagulação.

humorjean
Visitante
humorjean

Por que cirurgias nos membros inferiores facilitam a formação de trombos? Seria somente a falta de movimentação das pernas?

Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde
Visitante
Dr. Pedro Pinheiro - MD.Saúde

Não só por isso, mas também pela própria agressão da cirurgia.

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