Método anticoncepcional mais indicado para cada situação

As mulheres que utilizam métodos anticoncepcionais são habitualmente jovens e sem problemas graves de saúde. Por isso, boa parte das delas não se preocupa muito com efeitos adversos nem complicações na hora de escolher o seu método anticoncepcional. Muitas até começam a utilizar um contraceptivo sem nenhuma orientação médica prévia.

O problema é que nem toda mulher jovem é necessariamente um indivíduo planamente saudável. Pelo contrário, é muito comum encontrarmos exemplos de mulheres jovens que sejam fumantes ou que tenham obesidade, hipertensão, diabetes, enxaqueca, miomas ou outros problemas de saúde, muitas vezes ainda desconhecidos pelas próprias.

Existem atualmente no mercado métodos contraceptivos para todos os gostos. Há métodos provisórios ou definitivos; há métodos hormonais e não-hormonais; há drogas por via oral, injetável, adesivos ou para uso nos órgãos genitais; há métodos de uso diário, semanal, mensal ou que duram até 5 anos; há métodos que podem prevenir algumas doenças ou mesmo tratá-las; e há métodos, que se não forem bem indicados, podem causar efeitos colaterais importantes ou agravar situações clínicas já pré-existentes.

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Portanto, a escolha do método anticoncepcional mais indicado para o seu caso não deve ser banalizada, pois, ao escolher um método errado, você pode não só deixar de obter vantagens clínicas, como também apresentar problemas de saúde decorrentes desta má escolha.

Dentre os diferentes tipos de contracepção, aqueles baseados na administração dos hormônios progesterona e estrogênio, sejam eles por via oral, injetável, transcutânea, subcutânea ou por aplicação vaginal, são o que costumam apresentar uma maior frequência de efeitos colaterais ou advertências em relação a determinadas condições clínicas. Mas eles não são os únicos.

Neste artigo vamos fazer um resumo das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e do departamento de saúde inglês sobre as indicações e contra-indicações dos principais métodos contraceptivos.

Métodos contraceptivos mais indicados para determinados problemas de saúde

Vamos citar algumas doenças comuns e mostrar quais são os métodos contraceptivos aceitáveis ou não para cada situação.

Os métodos anticoncepcionais descritos no texto serão classificados em 4 categorias:

1- Não há restrição alguma ao uso do método nesta situação.
2- Há um baixo risco, mas os benefícios se sobrepõem aos riscos nesta situação.
3- Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação.
4- Há um risco muito elevado e o método é contra-indicado nesta situação.

Quando o método é classificado nas categorias 1 e 2 ele pode ser indicado para os pacientes com aquela determinada doença. Quando o método é classificado na categoria 3, ele só deve ser usado caso não haja outra opção disponível. Quando o método é classificado como categoria 4, ele não deve ser usado em hipótese alguma.

A- Métodos anticoncepcionais para mulheres acima de 40 anos

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
Minipílula (pilula de progesterona), anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera), implante anticoncepcional, DIU de cobre, DIU Mirena (DIU hormonal) ou camisinha masculina.

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2- Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios destes métodos são maiores que os riscos nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional ou anel vaginal com estrogênio e progesterona.

Obs: o anticoncepcional injetável hormonal (3 meses) passa a ser considerado categoria 2 após os 45 anos de idade.

B- Métodos anticoncepcionais para mulheres com menos de 18 anos

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional, anel vaginal com estrogênio e progesterona, implante anticoncepcional ou camisinha masculina.

2- Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:
DIU de cobre, DIU Mirena (DIU hormonal), minipílula (pilula de progesterona) ou anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).

C- Métodos anticoncepcionais para mulheres fumantes

a) menos de 35 anos

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
Minipílula (pilula de progesterona), anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera), implante anticoncepcional, DIU de cobre, DIU Mirena (DIU hormonal) ou camisinha masculina.

2- Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional ou anel vaginal com estrogênio e progesterona.

b) mais de 35 anos e até 14 cigarros, em média, por dia

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
Minipílula (pilula de progesterona), anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera), implante anticoncepcional, DIU de cobre, DIU Mirena (DIU hormonal) ou camisinha masculina.

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3- Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional ou anel vaginal com estrogênio e progesterona.

c) mais de 35 anos e mais de 15 cigarros, em média, por dia

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
Minipílula (pilula de progesterona), anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera), implante anticoncepcional, DIU de cobre, DIU Mirena (DIU hormonal) ou camisinha masculina.

4- Há um risco muito elevado e os seguintes métodos são contra-indicados nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional ou anel vaginal com estrogênio e progesterona.

D- Métodos anticoncepcionais para mulheres obesas

a) IMC entre 30 e 34,9 kg/m²

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
Minipílula (pilula de progesterona), anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera), implante anticoncepcional, DIU de cobre, DIU Mirena (DIU hormonal) ou camisinha masculina.

2- Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional e anel vaginal com estrogênio ou progesterona.

b) IMC entre 35 e 39,9 kg/m²

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
Minipílula (pilula de progesterona), anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera), implante anticoncepcional, DIU de cobre, DIU Mirena (DIU hormonal) ou camisinha masculina.

3- Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional ou anel vaginal com estrogênio e progesterona.

b) IMC maior que 40 kg/m²

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
Minipílula (pilula de progesterona), anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera), implante anticoncepcional, DIU de cobre, DIU Mirena (DIU hormonal) ou camisinha masculina.

4- Há um risco muito elevado e os seguintes métodos são contra-indicados nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional ou anel vaginal com estrogênio e progesterona.

E- Métodos anticoncepcionais para mulheres hipertensas

a) mulheres hipertensas com níveis de pressão arterial abaixo de 159/99 mmHg

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
Minipílula (pilula de progesterona), implante anticoncepcional, DIU de cobre, DIU Mirena (DIU hormonal) ou camisinha masculina.

2- Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:
Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).

3- Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional ou anel vaginal com estrogênio e progesterona.

b) mulheres hipertensas com níveis de pressão arterial acima de 160/100 mmHg

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
DIU de cobre ou camisinha masculina.

2- Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:
Minipílula (pilula de progesterona), implante anticoncepcional ou DIU Mirena (DIU hormonal).

4- Há um risco muito elevado e os seguintes métodos são contra-indicados nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional ou anel vaginal com estrogênio e progesterona.

F- Métodos anticoncepcionais para mulheres que já tiveram um AVC

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
DIU de cobre ou camisinha masculina.

2- Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:
Minipílula (pilula de progesterona), implante anticoncepcional ou DIU Mirena (DIU hormonal).

Obs: se a paciente teve um AVC enquanto usava um implante ou a minipílula, o risco desses métodos passa a ser considerado categoria 3 e a sua manutenção é desencorajada.

3- Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação:
Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).

4- Há um risco muito elevado e os seguintes métodos são contra-indicados nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional ou anel vaginal com estrogênio e progesterona.

G- Métodos anticoncepcionais para mulheres que tem histórico de doença cardíaca isquêmica

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
DIU de cobre ou camisinha masculina.

2- Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:
Minipílula (pilula de progesterona), implante anticoncepcional ou DIU Mirena (DIU hormonal).

Obs: se a paciente teve uma isquemia cardíaca enquanto usava implante, DIU Mirena ou minipílula, o risco desses métodos passa a ser considerado categoria 3 e a sua manutenção é desencorajada.

3- Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação:
Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).

4- Há um risco muito elevado e os seguintes métodos são contra-indicados nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional ou anel vaginal com estrogênio e progesterona.

H- Métodos anticoncepcionais para mulheres que têm dor de cabeça frequente

a) mulheres com dor de cabeça comum (que não é classificada como enxaqueca)

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
Todos os métodos contraceptivos são considerados categoria 1. Porém, se a paciente tem dor de cabeça frequente e já usa pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional ou anel vaginal com estrogênio e progesterona, esses passam a ser considerados categoria 2. Nestes casos, a troca por outro método não é obrigatória, mas pode ajudar.

b) Mulheres com menos de 35 anos e enxaqueca sem aura

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
Minipílula (pilula de progesterona), DIU de cobre ou camisinha masculina.

Obs: se a paciente já usa a minipílula, esse método passa a ser considerado categoria 2. A troca por um método considerado categoria 1 não é obrigatória, mas pode ajudar.

2- Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional, anel vaginal com estrogênio e progesterona, anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera), implante anticoncepcional ou DIU Mirena (DIU hormonal)

Obs: se a paciente já usa pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional, anel vaginal com estrogênio e progesterona, esses métodos passam a ser considerados como categoria 3 e a sua manutenção é desencorajada.

c) Mulheres com mais de 35 anos e enxaqueca sem aura

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
Minipílula (pilula de progesterona), DIU de cobre ou camisinha masculina.

Obs: se a paciente já usa a minipílula, esse método passa a ser considerado categoria 2. A troca por um método considerado categoria 1 não é obrigatória, mas pode ajudar.

2- Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:
Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera), implante anticoncepcional ou DIU Mirena (DIU hormonal).

3- Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional ou anel vaginal com estrogênio e progesterona.

Obs: se a paciente já usa pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional, anel vaginal com estrogênio e progesterona, esses métodos passam a ser considerados como categoria 4 e a sua manutenção é contra-indicada.

d) Mulheres de qualquer idade com enxaqueca com aura

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
DIU de cobre ou camisinha masculina.

2- Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:
Anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera), implante anticoncepcional,  minipílula (pilula de progesterona) ou DIU Mirena (DIU hormonal).

Obs: se a paciente já faz uso de qualquer um dos métodos acima, eles passam a ser considerados como categoria 3 e a sua manutenção é desencorajada.

4- Há um risco muito elevado e os seguintes métodos são contra-indicados nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional ou anel vaginal com estrogênio e progesterona.

I- Métodos anticoncepcionais para mulheres diabéticas

a) Diabetes com menos de 20 anos de duração e sem complicações vasculares

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
DIU de cobre ou camisinha masculina.

2- Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional, anel vaginal com estrogênio e progesterona, anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera), minipílula (pilula de progesterona), implante anticoncepcional ou DIU Mirena (DIU hormonal).

b) Diabetes com mais de 20 anos de duração ou com complicações vasculares (incluindo nefropatia, retinopatia ou neuropatia)

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
DIU de cobre ou camisinha masculina.

2- Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:
Minipílula (pilula de progesterona), implante anticoncepcional ou DIU Mirena (DIU hormonal).

3- Há relevante risco, que se sobrepõe aos possíveis benefícios nesta situação:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional, anel vaginal com estrogênio e progesterona ou anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera).

Obs: se as complicações vasculares foram graves, os métodos listados acima como categoria 3 podem ser considerados como categoria 4.

J- Métodos anticoncepcionais para mulheres com problemas da tireoide

a) Bócio simples, hipotireoidismo ou hipertireoidismo

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:

Todos os métodos contraceptivos são considerados categoria 1, pois nenhum deles comprovadamente tem influência sobre a tireoide.

K- Métodos anticoncepcionais para mulheres com endometriose

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional, anel vaginal com estrogênio e progesterona, anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera), minipílula (pilula de progesterona), implante anticoncepcional, DIU Mirena (DIU hormonal) ou camisinha masculina.

2- Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:
DIU de cobre.

K- Métodos anticoncepcionais para mulheres com tumores benignos do ovário (incluindo cistos)

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:

Todos os métodos contraceptivos são considerados categoria 1, pois nenhum deles comprovadamente tem influência sobre tumores benignos do ovário

L- Métodos anticoncepcionais para mulheres com mioma uterino

a) Miomas que não provocam deformação da cavidade uterina

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional, anel vaginal com estrogênio e progesterona, anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera), minipílula (pilula de progesterona), implante anticoncepcional ou camisinha masculina.

2- Não é completamente isento de riscos, mas os benefícios dos seguintes métodos são maiores que os riscos nesta situação:
DIU de cobre ou DIU Mirena (DIU hormonal).

b) Miomas que provocam deformação da cavidade uterina

1- Não há restrição alguma ao uso dos seguintes método contraceptivos:
Pilula anticoncepcional de estrogênio e progesterona, adesivo anticoncepcional, anel vaginal com estrogênio e progesterona, anticoncepcional injetável hormonal (Depo-Provera), minipílula (pilula de progesterona), implante anticoncepcional ou camisinha masculina.

4- Há um risco muito elevado e os seguintes métodos são contra-indicados nesta situação:
DIU de cobre ou DIU Mirena (DIU hormonal).

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15 Comentários

  1. Leticia

    Olá Doutor! Tenho epilepsia e gostaria de saber qual a melhor pílula para tomar, tomo Depakne 250 mg por dia.
    Leticia

    1. Dr. Pedro Pinheiro

      O ácido valproico é um dos fármacos anti-epiléticos que não interferem no efeito da pílula. Porém, o oposto pode ocorrer, os estrogênios podem reduzir a eficácia do valproato. Converse com o seu ginecologista sobre o DIU.

  2. Ana Bárbara

    Olá doutor tenho 27anos e tomo.atenelol de 25 mg duas vezes ao dia comecei a tomar depois de um acidente fiquei tendo picos de pressão e junto com esses picos taquicardia fiz eletrocardiograma e a médica me passou esta medicação então estava sem tomar nenhum anticoncepcional queria saber qual o melhor nesse meu caso ?? Obg

    1. Pedro Pinheiro

      Algum método não hormonal é o melhor. Provavelmente o DIU. Converse com o seu ginecologista.

  3. Renata de Lima Moreira

    Dr. Pedro, tenho 36 anos e tenho prolapso da válvula mitral, nunca operei. Há 7 anos tomo anticoncepcional e nunca tive problemas. Ano passado fiquei internada com endocardite segundo os médicos; perguntei a cardiologista se poderia continuar tomando e ela disse que não há problema algum. Mas gostaria de uma segunda orientação, poderia mesmo tomar?? O nome do remédio é Tantim.

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

      Não tem problema.

  4. Margarida

    Dr. Pedro, tenho menos de 18 anos e tenho o síndrome hemolítico urémico. A minha pressão arterial ronda os 110, mas com a medicação que me foi prescrita, e se a tomar de forma regrada, acabo por ter abaixo dos 100. Apesar da minha alimentação ser muito saudável (fui assim habituada desde os 5 anos quando apanhei a bactéria escherichia coli) tenho colesterol elevado para o qual também faço medicação. Tenho estado estável e por isso gostaria de usar o anel vaginal como método contraceptivo. Tenho medo que usar este método piore a minha situação,mas sei que sou muito esquecida para usar a mini pilula. O que me aconselha?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

      Converse com o seu ginecologista sobre o DIU.

  5. Davi Coelho

    Olá. Gostaria de dizer que há algumas controvérsias nos artigos deste site, principalmente no que se refere à pílula do dia seguinte (http://www.mdsaude.com/2012/08/pilula-dia-seguinte.html). Não comento lá por que os comentários estão fechados. Lá diz que a pílula não é abortiva, mas isso é um equívoco. Nem sempre ela vai ser abortiva, mas se o óvulo já foi fecundado, a pílula vai evitar que o embrião se aloje no colo do útero provocando um aborto.!!
    Fonte:

    Cuidado.

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

      A gravidez só tem início quando o ovo consegue se implantar. Se você considera a fecundação o início da gravidez, você tem que considerar a fertilização invitro como uma gravidez em curso, o que não faz nenhum sentido. Haver fecundação não garante que vá haver gravidez viável. É preciso que o ovo se implante para receber o sangue da mãe, que é vital para a sua transformação em feto.
      A pílula do dia seguinte não é abortiva. Se fosse, ela seria proibida no Brasil. Não há controvérsia nenhuma.

  6. Keilla Martins

    Dr. Pedro, e qual seria o melhor método para mulheres que fazem uso de imunossupressores e corticosteróides, devido a um transplante?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

      Se estiver tudo bem com o transplante e não houver efeitos colaterais importantes dos imunossupressores, todos os métodos são considerados categoria 2. Porém, como os corticoides e outros imunossupressores aumentam a incidência de hipertensão, diabetes e dislipidemia, os anticoncepcionais à base de hormônios acabam sendo escolhas um pouco piores.

  7. Amanda da Silva

    Olá Doutor, eu tinha a sindrome do ovário policistico e tratei com Diane 35, fiz um novo exame e foi tratado corretamente. Gostaria de um anticoncepcional apenas para regular a menstrução, tenho 25 anos e nenhum problema de saúde.

    Muito obrigada!

  8. Nana Pinto Souto

    Doutor tenho uma dúvida, sou virgem e cerca de um mês tive uma tentativa com meu namorado. Só que ele não penetrou e nem gozou perto da minha vagina, mas ele encostou rapidamente lá (não esfregou, só encostou mesmo), dois dias depois disso eu menstruei. Agora, esse mês, minha menstruação ta atrasada 4 dias, posso estar grávida?

    1. Dr. Pedro Pinheiro - MD. Saúde

      Muito pouco provável.