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Câncer de próstata

CÂNCER DE PRÓSTATA | Sintomas e tratamento

O câncer da próstata é o tumor maligno mais comum do sexo masculino (excetuando-se os cânceres de pele) e o segundo que mais mortes causa, perdendo apenas para o câncer de pulmão.

Celulite

CELULITE | Causas e Tratamento

A celulite, aquelas indesejadas irregularidades na pele que proporcionam uma aparência semelhante a casca de laranja, recebe o nome em medicina de hidrolipodistrofia ginóide.

Mioma

MIOMA UTERINO | Sintomas, causas e tratamento

O mioma é um tumor benigno do útero, ou seja, uma lesão que não é câncer e nem apresenta risco de se transformar em um. O útero é um órgão majoritariamente composto por músculos.

Obesidade

TRATAMENTO DA OBESIDADE | Mudanças de hábitos de vida

A obesidade é uma das maiores epidemias do mundo, apresentando crescimento constante nas últimas décadas. Este é o segundo texto da série sobre obesidade, onde vamos abordar as principais mudanças de hábitos de vida.

Calvície

CALVÍCIE | QUEDA DE CABELOS | Causas e tratamento

A queda de cabelo, conhecida como calvície (ou calvíce), recebe em medicina o nome de alopécia androgênica. Alopécia significa queda de cabelo, e androgênica se refere a influência dos hormônio masculinos no processo.

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29 de dezembro de 2011

14 SINTOMAS DE CÂNCER | Parte 2

O câncer é uma grave doença que surge quando alguma célula do corpo sofre mutação, perde suas características naturais e passa a se multiplicar de forma desordenada, invadindo órgãos e vasos sanguíneos.

Esta é a segunda parte do artigo sobre sintomas do câncer. A primeira parte pode ser lida neste link: 14 SINTOMAS DE CÂNCER - Parte 1.

Sinais e sintomas de câncer - Parte 2

Sintomas do câncer #8 - Perda de peso não intencional

Há vários mecanismos responsáveis pela perda de peso em pacientes com câncer. Anorexia e perda de peso estão presentes em mais de 50% dos pacientes com câncer no momento do diagnóstico. Até 35% dos pacientes com emagrecimento sem causa aparente têm câncer

O câncer costuma causar perda de apetite, mas o paciente pode perder peso e massa muscular sem que ainda tenha havido uma grande redução na sua ingestão de calorias. Ou seja, o paciente com câncer emagrece mesmo que ainda mantenha um boa ingestão de alimentos. Esta perda de peso ocorre pela produção de substâncias pelo tecido tumoral que leva ao consumo de massa muscular e gordura. Nas fases mais avançadas o paciente com câncer perde o apetite e o emagrecimento fica ainda mais evidente.

Além da anorexia e da ação direta de substâncias produzidas pelo tumor, existem também outros fatores associados à perda de peso no câncer, incluindo dor, distensão abdominal, náuseas, vômitos, infecções, dificuldade para engolir, saciedade precoce, má absorção dos alimentos ou efeitos adversos da quimioterapia ou radioterapia.

Quando o paciente já apresenta perda de peso, o câncer habitualmente já causa algum outro tipo de sintoma, o que ajuda no seu diagnóstico. Nestes casos, o tumor costuma ser facilmente identificável após uma simples investigação pelos médicos.

Câncer de esôfago
Câncer de esôfago
Sintomas do câncer #9 - Disfagia (dificuldade para engolir)

A dificuldade para engolir recebe o nome de disfagia; é um sintoma comum de câncer do esôfago.

A disfagia geralmente é progressiva. Inicialmente o paciente começa a notar que algumas comidas mais sólidas parecem ficar transitoriamente impactadas no esôfago. Com o tempo essa impactação começa a incomodar mais e o paciente involuntariamente passa a dar preferência a alimentos mais pastosos. Em fases avançadas, apenas líquidos conseguem ser ingeridos.

Além da dificuldade para engolir alimentos sólidos, o paciente também costuma apresentar episódios de engasgos e sensação de queimação no peito. A presença de refluxo gastroesofágico é um fator de risco para o câncer de esôfago (leia: HÉRNIA DE HIATO | Refluxo gastroesofágico).

Além do câncer existem outras doenças que podem causar disfagia, entre elas: lesões neurológicas, refluxo gastroesofágico, acalásia, esclerodermia, entre outros.

Sintomas do câncer #10 - sangue na urina

A presença de sangue na urina, chamada de hematúria, é um sinal de que há alguma lesão do trato urinário, acometendo geralmente rins, ureteres, bexiga ou uretra.

Muitas vezes a hematúria é microscópica, só sendo identificada através de exames de urina (leia: EXAME DE URINA | Leucócitos, nitritos, hemoglobina...). Quando a presença de sangue na urina é visível, damos o nome de hematúria macroscópica. O cânceres de bexiga ou de rim costumam causar hematúria visível, deixando a urina avermelhada.

Várias doenças podem causar sangue na urina, como infecção urinária, cálculo renal, glomerulonefrite, etc. O câncer não costuma ser a primeira hipótese diagnóstica na maioria dos casos, porém, deve ser pensado quando o paciente apresentar também as seguintes características:

- Idade maior que 40 anos.
- Fumante.
- Grande quantidade de sangue na urina.
- História de uso prolongado de analgésicos.
- História de radiação na região pélvica
- História de contato prolongado com tinta

Falamos com mais detalhes da hematúria neste artigo: HEMATÚRIA | URINA COM SANGUE.

Sintomas do câncer #11 - Aumento dos linfonodos

O aumento dos linfonodos (conhecidos também como gânglios ou ínguas), seja de forma generalizada ou apenas em uma região do corpo, pode também ser um sinal de câncer. A principal causa do aparecimento de gânglios palpáveis são as infecções. Algumas delas causam aumento generalizado dos gânglios, como tuberculose, sífilis, mononucleose, HIV... Outras infecções causam aumento localizado, como gânglios no pescoço nos casos de amigdalite.

Quando não há uma causa infecciosa óbvia para o aumento dos linfonodos, a origem pode ser um câncer. A neoplasia que mais causa linfonodos difusamente é o linfoma (leia: LINFOMA HODGKIN e LINFOMA NÃO-HODGKIN). Alguns cânceres também causam linfonodos localizados, como o gânglios na axila no caso de câncer de mama, ou gânglios no pescoço no caso de tumores da face e cabeça.

Linfonodos na região do cotovelo, axila ou clavícula são os mais associados à presença de um câncer e devem ser avaliados por um médico o mais depressa possível. Gânglios na região da virilha costumam ser benignos, geralmente causados por doenças sexualmente transmissíveis ou feridas de depilação. Porém, cânceres de útero, ovário, ânus ou pênis podem provocar o aumento de linfonodos nesta região.

Os linfonodos de origem maligna costumam ser duros e bem aderidos aos planos profundos da pele. Linfonodos de origem infecciosa tem consistência mais elástica e são dolorosos. A febre pode estar presente em ambos os casos, mas costuma ser alta nas infecções e baixa nas neoplasias malignas.

Sintomas do câncer #12 - Rouquidão

O surgimento de rouquidão é um sinal de lesão das cordas vocais. Ele é comum em pessoas que abusam da voz ou após quadros de laringite. Cantores podem desenvolver nódulos nas cordas vocais que provocam alteração da voz. Pacientes com refluxo gastroesofágico grave também têm riscos de desenvolver rouquidão.

O câncer na região da laringe pode acometer as cordas e provocar rouquidão. Cigarro e álcool são os dois principais fatores de risco para este câncer. A presença de dor de gargante, rouquidão, dificuldade para engolir e emagrecimento fala fortemente a favor de um tumor na região do pescoço, principalmente em fumantes de longa data.

Sintomas do câncer #13 - Anemia

A anemia é um sinal muito comum de câncer e pode ocorrer em qualquer tipo de tumor. As células tumorais costumam produzir substâncias que agem na medula óssea, inibindo a produção de hemácias (glóbulos vermelhos),o que leva à anemia.

A anemia também pode ser provocada por perda de sangue, como nos casos dos cânceres do intestino e do estômago. Estes tumores costumam causar sangramentos que podem provocar anemias por carência de ferro (leia: ANEMIA FERROPRIVA | Carência de ferro). Nem sempre há sangue visível nas fezes. A perda de sangue pode ser pequena, porém constante, levando o paciente a ficar anêmico sem que a origem seja óbvia.

Para saber mais sobre as causas de anemia, leia: ANEMIA | Sintomas e causas.

Sintomas do câncer #14 - Alterações nos testículos

O câncer de testículo é pouco comum na população geral, porém é o tumor maligno mais comum em homens entre 15 e 35 anos, um grupo que não costuma apresentar neoplasia malignas.

O achado mais comum no câncer de testículo é a presença de um massa na bolsa escrotal, que pode ser dolorosa ou não, associado à sensação de peso e a um testículo mais endurecido.

A dor no testículo não é dos sintomas mais comuns no câncer, sendo a presença de uma massa palpável um sinal que merece mais preocupação. Para ler sobre as causas de dor nos testículos: DOR NOS TESTÍCULOS | Principais causas.

Assim como as mulheres fazem no autoexame das mamas, todo homem deve fazer uma avaliação periódica da sua bolsa escrotal, procurando palpar massar ou alterações na consistência dos seus testículos. O câncer de testículo tem atualmente um elevada taxa de cura, acima de 90% nas fases inciais. Portanto, qualquer alteração deve ser imediatamente avaliada por um médico urologista.

Para ler a primeira parte deste texto, clique em:

Vérsion en español:  14 SÍNTOMAS DEL CÁNCER | Parte 2

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21 de dezembro de 2011

14 SINTOMAS DE CÂNCER | Parte 1

O câncer é uma grave doença que surge quando alguma célula do nosso organismo sofre uma mutação, perde suas características naturais e passa a se multiplicar de forma desordenada, invadindo órgãos e vasos sanguíneos.

Câncer é um termo genérico que se aplica a mais de 100 doenças diferentes. Cada tipo de câncer apresenta causas, evolução, agressividade, sintomas e tratamentos completamente distintos. Apenas como analogia, podemos dizer que dois cânceres diferentes como a leucemia e o câncer de pele possuem tantas semelhanças quanto a pneumonia e o tétano, ambas doenças infecciosas causadas por bactérias.

Por isso, quando os pacientes vão à internet à procura de informações sobre "sintomas do câncer" dificilmente vão encontrar o que desejam. Cada tipo de câncer possui sintomas distintos. Não há um sintoma característico de câncer que seja comum a todos os tipos. O que a maioria dos cânceres costuma manifestar são sinais e sintomas inespecíficos, como emagrecimento, cansaço, dor no corpo , etc; sintomas que podem ocorrer também em centenas de outras doenças.

Também falamos sobre o câncer nestes artigos:
- O QUE É O CÂNCER?
- ALIMENTOS E CÂNCER
- PREVENÇÃO DO CÂNCER

No artigo de hoje vamos citar os 14 sintomas mais comuns que pessoas que recebem o diagnóstico de câncer costumam apresentar. Lembre-se que a chance de cura para qualquer tipo de câncer é maior se este for detectado precocemente. Se você apresenta alguns dos sinais e sintomas que serão descritos abaixo, procure atendimento médico, não fique à espera de uma melhora espontânea com o passar do tempo. Se for um câncer, a espera pode fazê-lo perder o tempo ideal para o tratamento. O recorrente pensamento "vou esperar para ver se passa" pode se transformar em um "esperei demais e perdi a chance de cura".

Sinais e sintomas de câncer - Parte 1


Sintomas do câncer #1 - Lesões de pele
Câncer de pele
Sintomas do câncer - Câncer de pele

O câncer mais comum em todo mundo é o câncer de pele. Portanto, uma lesão na pele talvez seja o sinal ou o sintoma que mais habitualmente indica a presença de um câncer.

Dividimos os cânceres de pele em melanoma e não-melanoma, sendo o primeiro grupo muito agressivo e o último mais brando.

O melanoma costuma se apresentar com uma mancha escura na pele de aparecimento recente, em locais habitualmente expostos ao sol, como costas, braços, pernas e face. A lesão costuma se apresentar como uma nova "pinta" assimétrica, com bordos irregulares e alterações na tonalidade da cor. Explicamos o melanoma com mais detalhes no artigo: MELANOMA | Câncer de pele.

O câncer de pele não-melanoma também surge em áreas da pele mais expostas ao sol e costuma se apresentar como lesões avermelhadas, muitas vezes com elevações e escamações da pele. Uma aparência de pequena ferida que não cicatriza também é comum.

Câncer de próstata
Câncer de próstata (clique para ampliar imagem)
Sintomas do câncer #2 - Nódulo na próstata

O câncer da próstata é câncer mais comum do sexo masculino, por isso, alterações na próstata, principalmente em indivíduos acima dos 50 anos devem ser sempre levadas a sério.

O sinal mais típico do câncer da próstata é um nódulo na próstata encontrado durante o exame de toque retal ou através de uma ultrassonografia.

O tumor da próstata se estiver próximo à uretra pode causas sintomas como jato urinário fraco, dificuldade para iniciar a micção e necessidade de urinar com frequência, sempre pequenos volumes.

Alguns tumores da próstata, entretanto, crescem longe da uretra (ver figura acima) e podem não causar nenhum sintoma até fases bem avançadas da doença. Por isso, o rastreio do câncer da próstata com o toque retal, o exame de PSA e a ultrassonografia são importantes na detecção precoce do tumor.

Falamos sobre o câncer da próstata com detalhes no artigo: CÂNCER DE PRÓSTATA | Sintomas e tratamento.

Sintomas do câncer #3 - Nódulo na mama

câncer de mama - sintomasO câncer mais comum nas mulheres é o câncer de mama.

O primeiro sinal ou sintoma do câncer de mama costuma ser o aparecimento de um nódulo palpável em uma das mamas. Um nódulo maligno costuma ser duro, de formato irregular e bem aderido aos planos profundos.

A presença de gânglios na axila, alterações no mamilo, secreção sanguinolenta e alterações na textura da pele na mama também são sinais de alerta que podem indicar câncer de mama.

O autoexame das mamas deve ser realizado mensalmente para que pequenas anormalidades possam ser detectadas precocemente. Porém, nem todo câncer de mama é detectável à palpação; na verdade apenas 10% o são, por isso, o exame preventivo com mamografia é essencial.

Falamos sobre o câncer da mama com detalhes no artigo: CÂNCER DE MAMA | Sintomas e diagnóstico.

Sintomas do câncer #4 - Sangue nas fezes

O quarto tipo de câncer mais comum é câncer de cólon e reto.

Os dois sintomas mais comuns do câncer colorretal são o sangramento nas fezes e a prisão de ventre de início recente. Como muitos indivíduos sofrem de constipação intestinal crônica, esse sinal acaba não ajudando muito, já que o paciente não nota muita alteração do seu padrão habitual de evacuação. A presença de sangramento anal, por outro lado, é um sinal que é mais fácil de ser notado.

É importante salientar que existem várias causas para sangramento nas fezes além do câncer de intestino. Hemorroidas, por exemplo, são causas comuns de sangramento anal (leia: HEMORROIDAS | Sintomas e tratamento).

No caso do câncer de cólon, quando há sangramento, o tumor costuma já estar bem avançado. Nas fases inicias o tumor pode até sangrar, mas o faz em pequenas quantidades, não sendo perceptível ao olho nu. Nestes casos o paciente pode apresentar anemia com carência de ferro, por perdas pequenas, porém constantes de sangue nas fezes (leia: ANEMIA FERROPRIVA | Carência de ferro). A pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia ajudam no diagnóstico.

Falamos sobre a perda de sangue nas fezes com detalhes no artigo: SANGUE NAS FEZES | Hemorragia digestiva.

Sintomas do câncer #5 - Tosse com sangue

O câncer de pulmão é outro tumor extremamente comum, só perdendo em incidência para o câncer de pele quando levamos em conta homens e mulheres juntos. 90% dos casos de câncer de pulmão ocorrem em fumantes (para saber mais sobre os fatores de risco para o câncer de pulmão, leia: CÂNCER DE PULMÃO | Cigarro e outros fatores de risco).

Portanto, o aparecimentos de alguns sinais e sintomas em fumantes deve acender um sinal de alerta. Cerca de 70% dos pacientes com câncer de pulmão apresentam tosse persistente. 50% apresentam tosse com escarro sanguinolento.

É importante salientar que várias doenças, entre elas a tuberculose e a bronquite crônica, esta última também causada pelo fumo, também pode se manisfestar com tosse e secreção sanguinolenta (para ver a lista completa de causas, leia: TOSSE E ESCARRO COM SANGUE | Principais causas).

O fato é que, independentemente de ser causada ou não por um câncer de pulmão, a presença de tosse com escarro sanguinolento quase sempre indica alguma doença potencialmente grave, sendo necessária avaliação médica imediata.

Sintomas do câncer #6 - Sangramento vaginal

O sangramento vaginal fora do período menstrual, durante a menopausa ou após relação sexual é um dos sintomas possíveis do câncer do colo do útero. Uma alteração do padrão menstrual, com aumento do volume de sangue, também é um sinal de alerta, princialmente em mulheres acima dos 45 anos.

A maioria dos casos de câncer de colo de útero é assintomática nas fases inicias, daí a importância do exame preventivo. Quando surgem os sintomas descritos acima, geralmente o tumor está em fase avançada.

Mais uma vez cabe ressaltar que há várias outras causas para sangramento vaginal, sendo a avaliação médica essencial para diferenciá-las.

Sintomas do câncer #7 - Nódulo na tireoide

Um nódulo na tireoide é um achado muito comum, acometendo até 1/3 da população em geral. O nódulo geralmente é assintomático, mas pode ser palpável em alguns casos. Ter um nódulo na tireoide não costuma indicar uma doença mais grave, entretanto, cerca de 5% dos casos são na verdade um câncer de tiroide.

O aparecimento de um nódulo durante a vida adulta é algo relativamente comum e na maioria das vezes não indica a presença de um câncer. Já em crianças, a presença de um nódulo não é tão comum e deve ser encarada com mais cuidado. Um nódulo de tireoide em um criança tem o dobro de chances de ser um câncer quando comparado a um nódulo em um adulto.

Portanto, qualquer nódulo na tireoide deve ser avaliado por um médico endocrinologista para que a hipótese de câncer possa ser descartada. O principal fator de risco para o câncer de tireoide é a exposição à radiação durante infância/juventude.

Para saber mais sobre nódulos da tireoide, leia: NÓDULO DE TIREOIDE.

Para ler a segunda parte deste texto, clique em:

Vérsion en español:  14 SÍNTOMAS DEL CÁNCER | Parte 1

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13 de dezembro de 2011

ESTRIAS | Tratamento e prevenção

As estrias são lesões da pele em forma de linhas que ocorrem devido a fatores hormonais e a um rápido crescimento ou ganho de peso. Estrias são muito comuns e não causam nenhum problema médico significativo, mas podem ser motivo de preocupação estética para algumas pessoas. Neste texto vamos abordas as causas e os tratamentos das estrias.

Por que surgem as estrias?

A nossa pele possui propriedades elásticas que a tornam capaz de esticar e encolher de acordo com o crescimento do indivíduo. Entretanto, essa flexibilidade tem limite. Uma rápida e exagerada distensão da pele provoca lesões que são conhecidas como estrias. As estrias surgem nas áreas sujeitas a contínuo e progressivo esgarçamento. Ao serem esticadas demasiadamente, as fibras elásticas da pele sofrem lesões que provocam cicatrizes.

As situações que mais habitualmente provocam estrias são:

- Ganhar peso rapidamente - costuma provocar estrias no abdômen e no quadril.
- Gravidez - costuma provocar estrias nos seios e no abdômen nos ombros de pessoas.
- Rápido ganho de massa muscular - costuma provocar estrias nos ombros.
- Estirão puberal - costuma provocar estrias nos quadris e coxas. Nas meninas podem surgir estrias nos seios.

Os adolescentes e as grávidas são os grupos com maior risco; 70% das adolescentes mulheres e 40% dos adolescentes homens desenvolvem estrias nesta época da vida. Nas grávidas a ocorrência de estrias é ainda maior, chegando a 90%. Quanto maior o peso do bebê, maior o risco de surgirem estrias na barriga.

Fatores genéticos também são importantes; algumas pessoas têm mais facilidade em desenvolver estrias que outras. Se um parente próximo tem estrias, as suas chances de também tê-las são grandes.

As estrias também podem surgir devido a doenças, a maioria delas pouco comuns, como síndrome de Cushing, síndrome de Marfan e síndrome de Ehlers-Danlos. Alguns medicamentos podem causar estrias como efeito colateral, os mais conhecidos são os corticoides (leia: PREDNISONA E CORTICOIDES | Indicações e efeitos colaterais). Obs: até mesmo pomadas com corticoides podem causar estrias.

Sinais e sintomas das estrias

Estrias"
Estrias no abdômen
As estrias surgem quando a pele precisa se esticar de modo relativamente rápido, isto é, ao longo de alguns dias. As estrias inicialmente são linhas arroxeadas/avermelhadas que com o tempo tendem a ser tornam mais claras. Em alguns casos a estrias podem torna-se quase imperceptíveis após alguns anos. Quando surgem na adolescência tendem a melhorar após alguns anos.

Os locais que mais habitualmente desenvolvem estrias são o abdômen, quadris, seios, coxas, nádegas e ombros.

Na gravidez, as estrias surgem geralmente após a 6º mês de gestação.

As estrias causadas pelos corticoides são mais grossas, mais escuras e ocorrem em maior quantidade, podendo acometer até a face. No casos de corticoides tópicos (cremes e pomadas), quando surgem os primeiros sinais de estrias, a interrupção precoce do tratamento pode impedir a progressão das lesões.

Além do esfeito estético indesejado, que pode levar a graves consequências psicológicas em alguns casos, as estrias não provocam maiores problemas de saúde.

Como evitar as estrias

Não há tratamentos 100% efetivos contra o surgimento de estrias. O melhor modo é não engordar para não haver esgarçamento da pele. Porém, impedir que a barriga das grávidas aumente e que adolescentes cresçam é impossível.

Portanto, o que se pode fazer é tentar amenizar o aparecimento das estrias, como usar cremes hidratantes nas áreas da pele mais susceptíveis, beber água com frequência para manter-se hidratado, evitar ganhos de peso e praticar atividades físicas.

As grávidas sabem de antemão que quando a barriga começar a crescer haverá um grande risco de surgirem estrias. Portanto, é importante manter a pele do abdômen sempre bem hidratada desde o início da gravidez e evitar engordar para que a barriga não cresça além do necessário.

Tratamento das estrias

Não existe tratamento que elimine as estrias. Esqueça produtos que se intitulam altamente eficazes. Os melhores resultados acontecem quando o tratamento é feito precocemente, na fase em que as estrias ainda estão arroxeadas.

As opções de tratamento para estrias mais usadas são:
  • Ácido retinoico ou tretinoína - Se usado precocemente pode ajudar a aliviar as estrias. O ácido retinoico ajuda a reconstruir o colágeno da pele, tornando a estria menos evidente. Pode haver irritação da pele como efeito colateral. Este tratamento não é eficaz sobre as estrias antigas, é contraindicado na gravidez e não se pode pegar sol durante o seu uso.
  • Peeling - Agem de modo semelhante ao ácido retinoico, porém de modo mais intenso.
  • Microdermoabrasão - Este tipo de tratamento envolve o uso de cristais na pele de forma a lixá-la, com posterior remoção das células descamadas. A microdermoabrasão remove suavemente camada superior da pele, que resulta em crescimento da pele nova, que é mais elástica. Esta terapia é uma opção para as marcas mais antigas de estria.
  • Laser - Age estimulando o crescimento de colágeno e elastina. É mais eficaz quando as estrias são novas, mas o Laser ainda pode ter algum efeito em marcas mais antigas. É um tratamento atualmente muito usado por dermatologistas, pois costuma apresentar bons resultados.

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11 de dezembro de 2011

SINTOMAS DA INFECÇÃO URINÁRIA

A infecção urinária é um termo amplo usado para descrever a infecção de alguma estrutura do sistema urinário. A infecção urinária pode acometer rins, bexiga ou uretra e é geralmente causada por uma bactéria.
  • Quando a infecção acomete os rins, o paciente apresenta um quadro chamado pielonefrite.
  • Quando a infecção acomete a bexiga, o paciente apresenta um quadro chamado cistite.
  • Quando a infecção acomete a uretra, o paciente apresenta um quadro chamado uretrite.
Nosso site já publicou vários textos sobre estes tipos de infecção urinária, que podem ser acessados nos links abaixo:

Infecção urinária
Infecção urinária
- INFECÇÃO URINÁRIA | Pielonefrite
- INFECÇÃO URINÁRIA | Cistite
- INFECÇÃO URINÁRIA NA GRAVIDEZ
- GONORREIA | CLAMÍDIA | Uretrite
- BACTÉRIA Escherichia coli | E.coli
- EXAME UROCULTURA
- EXAME DE URINA

Neste texto vamos falar especificamente sobre os sintomas de infecção urinária, seja ela uma cistite, uretrite ou pielonefrite.

Sintomas da infecção urinária

Dor para urinar - disúria

A dor para urinar, chamada de disúria, é talvez o sintoma de infecção urinária mais comum. A disúria é um termo que engloba diferentes queixas durante a micção, como dor, ardência, queimação, incômodo ou sensação de peso na bexiga. A disúria é um sintoma muito comum na cistite e na uretrite, podendo ocorrer eventualmente na pielonefrite.

A disúria é causada pela irritação da bexiga e da uretra causada pela infecção.

Temos um texto específico sobre disúria e suas causas: DISÚRIA | DOR AO URINAR

Sangue na urina - hematúria

A presença de sangue na urina é chamada de hematúria. Sangue na urina é o sinal de infecção urinária que mais assusta os pacientes, mas geralmente não é um sinal de gravidade. A hematúria pode ser macroscópica quando é facilmente notada na urina, ou microscópica quando só é detectada através de exames laboratoriais.

É hematúria é um sintoma comum na cistite, também podendo surgir na pielonefrite ou na uretrite. Assim como a disúria, a presença de sangue surge pela irritação da bexiga e da uretra.

Temos um textos específico sobre hematúria: HEMATÚRIA | URINA COM SANGUE

Febre

Quando se pensa em infecção, a febre é sempre um dos sinais que  vêm à mente. Na infecção urinária, entretanto, a febre só costuma surgir nos casos de pielonefrite. Cistite não costuma causar febre, quando o faz, geralmente é abaixo dos 38ºC. A febre também não é comum na uretrite, exceto nos casos mais graves, onde há disseminação da bactéria para a corrente sanguínea.

Na pielonefrite a febre costuma ser alta, maior que 38ºC, e é frequentemente acompanhada de calafrios. A febre alta é o sinal que costuma diferenciar a pielonefrite das outras causas de infecção urinária.

Falamos especificamente sobre febre neste texto: O QUE É A FEBRE?

Constante vontade urinar

Sentir necessidade de urinar a toda hora também é um sintoma comum da cistite e recebe o nome de polaciúria. O paciente sente vontade urinar com frequência, porém o volume de urina a cada micção é pequeno. Muitas vezes há uma sensação de esvaziamento incompleto da bexiga; sente-se que ainda há urina  mas ela simplesmente não sai. Na verdade, a bexiga está vazia, mas como encontra-se irritada, o paciente tem a falsa impressão de que precisa urinar.

Além da vontade constante de urinar, o paciente pode ter dificuldade em segurar a urina. A vontade de urinar surge mas o indivíduo não consegue chegar a tempo ao banheiro, perdendo urina involuntariamente.

Corrimento uretral

A saída de pus pela uretra é um sinal típico das uretrites, sendo quase sempre causada por uma doença sexualmente transmissível. Tanto a cistite quanto a pielonefrite não provocam corrimento uretral.

Náuseas e vômitos

Náuseas e vômitos são sintomas comuns na pielonefrite e costumam aparecer junto com a febre. A cistite pode causar um mal estar, mas não costuma provocar vômitos. A perda do apetite também é frequente na pielonefrite. Assim como a febre, náuseas e vômitos só costumam surgir nas uretrites em casos de doença mais avançada.

Dor lombar

A dor lombar, geralmente mais intensa de um lado, é outro sintoma comum da pielonefrite. Na verdade, são poucas as doenças que fazem o rim doer; a pielonefrite é uma delas. A cistite também pode causar uma leve dor lombar, mas é habitualmente bem menos intensa que na pielonefrite.

Resumindo os sintomas de infecção urinária e sua origem:

Principais sintomas da cistite:
  • Ardência para urinar
  • Sangue na urina
  • Vontade constante de urinar mesmo com a bexiga vazia
  • Sensação de peso na bexiga
Principais sintomas da pielonefrite:
  • Febre alta
  • Calafrios
  • Náuseas e vômitos
  • Dor lombar
Principais sintomas da uretrite:
  • Corrimento purulento pela uretra
  • Ardência para urinar

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4 de dezembro de 2011

O QUE É SEPSE | CHOQUE SÉPTICO?

Entenda o que são a sepse (sepsis) e o choque séptico, como eles ocorrem e por que são tão graves.

Após a leitura deste artigo, sugiro também os textos:
- O QUE É CHOQUE CIRCULATÓRIO?
- O que é o pus ? O que é um abscesso? O que é uma inflamação?

Mais uma vez gostaria de lembrar que esse texto é para leigos. Para um melhor entendimento do assunto, tomo a liberdade de descrever alguns mecanismos de um modo que não é o mais correto do ponto de vista fisiopatológico. Portanto, esse texto não é adequado para estudantes da área de saúde.

A sepse ou sepsis é uma síndrome que acomete os pacientes com infecções severas. É caracterizada por um estado de inflamação que ocorre em todo o organismo, secundária a invasão da corrente sanguínea por agentes infecciosos (geralmente bactérias).

A resposta inflamatória do organismo a uma invasão microbiana maciça pode ser tão intensa que causa diversos distúrbios, como choque circulatório, alterações na coagulação e falência múltipla de órgãos.

O choque séptico é a forma mais grave de sepse.

A história é a seguinte:

Vamos imaginar um processo infeccioso localizado, como uma pneumonia, diarreia infecciosa ou pielonefrite (infecção dos rins), por exemplo. Neste primeiro momento as bactérias estão alojadas em um órgão, no caso o pulmão, intestinos ou rim, e são combatidas pelos nossos mecanismos de defesa. Se a infecção não for rapidamente controlada, essas bactérias conseguem acesso à circulação sanguínea e se espalham pelo corpo.

É aí que os problemas começam. Os invasores já não se encontram em apenas um local e as células de defesa precisam agir em vários pontos ao mesmo tempo para combater a infecção. O nosso corpo só sabe combater micróbios através da ativação de processos inflamatórios e neste momento é preciso ativá-lo difusamente. A partir deste ponto, perdemos controle sobre o processo de defesa e a inflamação fica descontrolada, passando a ser mais danosa do que o próprio agente invasor.

Sepse e choque séptico
Choque séptico
Todo mundo já teve uma inflamação, seja no dente, na pele ou em qualquer outro ponto do corpo. Imagine agora esse processo ocorrendo internamente e de modo simultâneo em todos os vasos sanguíneos e órgãos.

O processo inflamatório difuso causa uma dilatação dos vasos, levando a uma queda abrupta da pressão arterial, que caracteriza o estado de choque circulatório (neste caso específico chamado de choque séptico). Ainda nos vasos ocorre um aumento da permeabilidade dos mesmos, facilitando o extravasamento de líquidos para órgãos, causando a formação de edemas e inundação dos pulmões, causando insuficiência respiratória e necessidade de ventilação mecânica (respiração por aparelhos).

Essas alterações da permeabilidade e pressão circulatória, diminuem o aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos, levando a hipóxia (falta de oxigênio) e falência dos mesmos. O sistema de coagulação também é afetado e um dos eventos mais dramáticos da sepse é a coagulação intravascular disseminada (CIVD), um processo onde acontece simultaneamente a formação de múltiplos trombos e a presença de hemorragias. Doente com sepse grave pode apresentar necrose dos membros por trombose e sangramentos do sistema digestivo.

Quanto mais grave for a sepse, maior é o risco de morte. A sepse severa chega a ter uma mortalidade maior que 50%. Quanto mais precocemente for abordada, maiores são as chances de sobrevivência.

Quais são os sinais e sintomas da sepse?

Qualquer infecção mais grave pode levar à sepse. Muitos de vocês provavelmente já tiveram uma em estágio inicial. Para se caracterizar uma sepse basta apresentar uma infecção e 2 dos 4 sinais e sintomas a seguir:

- Temperatura maior que 38ºC ou menor que 35ºC
- Frequência cardíaca maior que 90 batimentos por minuto
- Frequência respiratória maior que 20 incursões por minutos
- No hemograma: leucócitos acima de 12,000 ou abaixo 4000 cel/mm3 - Leia: HEMOGRAMA | Entenda os seus resultados.

Na verdade, até uma gripe mais forte pode fazer com que o paciente apresente critérios para sepse. Esses critérios são sinais de alerta para os médicos, indicando que o paciente deve ser bem tratado para que o quadro não evolua.

Nem toda a sepse é grave, mas é sempre um quadro potencialmente grave. Considera-se sepse grave aquelas que também apresentam:

- Hipotensão e choque circulatório
- Piora da função dos rins
- Queda das plaquetas
- Alteração do estado de consciência
- Dificuldade respiratória
- Alterações da coagulação
- Diminuição da função do coração

Tratamento da sepse e do choque séptico

O tratamento da sepse deve ser iniciado o mais rápido possível. Quanto maior e mais difusa for a inflamação sistêmica, menor é a resposta ao tratamento e maior a mortalidade. Além da gravidade da infecção, outro fator importante no prognóstico é a capacidade do paciente em lutar contra a infecção. São fatores de pior prognóstico na sepse e no choque séptico:
O tratamento inicial da sespe é com antibióticos para eliminar as bactérias e interromper o fator de estímulo ao processo inflamatório. Se houver sinais de queda da pressão arterial é essencial a imediata reposição de líquidos por via venosa para reverter a hipotensão. Quanto mais rápido se inicia o tratamento, maior a chance de sucesso.

Nos casos de choque pode ser necessário uso de medicamentos para estabilizar a pressão arterial. Muitos paciente evoluem com insuficiência respiratória e/ou renal, necessitando de ventilação artificial e/ou hemodiálise (leia: HEMODIÁLISE| Como funciona, cateter e fístulas), respectivamente. Quanto mais órgãos param de funcionar, maior o risco de evolução para o óbito. Portanto, pacientes que precisam de aparelhos para respirar, hemodiálise, drogas para controlar a pressão arterial, etc. apresentam elevado risco de morte.

Pacientes com sepse grave ou choque séptico devem ser tratados em uma unidade de tratamento intensivo - UTI (leia: ENTENDA O QUE ACONTECE COM OS PACIENTES NA UTI).

Finalizando, não menospreze a presença de uma infecção, principalmente se houver febre alta. A sepse grave não surge apenas de infecções graves como meningite ou pneumonia, ela também pode ser causada por  infecções consideradas triviais como gripe, diarreias, sinusite ou faringite, principalmente se o paciente tiver problemas no seu sistema imunológico. O tratamento precoce da sepse pode evitar a evolução para um quadro catastrófico.

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3 de dezembro de 2011

SINTOMAS DO DIABETES

O diabetes mellitus é a doença causada pelo excesso de glicose (açúcar) na corrente sanguínea.

Existem basicamente dois tipos de diabetes, chamados de diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2:

- O diabetes mellitus tipo 1 é uma doença crônica que ocorre quando o pâncreas produz muito pouca ou nenhuma insulina. A insulina é um hormônio que ajuda o corpo a absorver e utilizar glicose dos alimentos. Sem insulina, os níveis de glicose tornam-se mais elevados que o normal.

- O diabetes tipo 2 é uma doença crônica que ocorre por uma combinação de produção insuficiente de insulina e resistência do corpo à mesma. Explicando melhor, o paciente produz menos insulina do que deveria e ela ainda funciona mal. O diabetes tipo 2 está intimamente ligado ao sedentarismo e ao excesso de peso.

Neste texto vamos explicar os principais sintomas do diabetes. Vamos dividir o artigo em duas partes:
- 1ª parte: sintomas inicias do diabetes
- 2ª parte: sintomas de diabetes avançado (texto a ser escrito nas próximas semanas)

Se você quiser mais informações sobre o diabetes mellitus, leia nossos outros artigos sobre esse tema:
- DIABETES MELLITUS | Sintomas, tipos e diagnóstico
- GLICEMIA | HEMOGLOBINA GLICOSILADA | Diagnóstico do diabetes
- CLORIDRATO DE METFORMINA | Indicações e efeitos colaterais

Sintomas do diabetes na fase inicial

Sintomas do diabetes #1: excesso de urina

DiabetesO excesso de urina, chamado em medicina de poliúria, é um dos primeiros sinais e sintomas do diabetes. Quando há uma elevada concentração de glicose no sangue, geralmente acima de 180mg/dl, o corpo precisa arranjar meios de eliminar este excesso; o caminho mais fácil é pelos rins, através da urina. Como não podemos urinar açúcar puro, o rim precisa dilui-lo com água para poder eliminá-lo. Portanto, quanto maior for a glicemia (concentração de glicose no sangue), mais urina o paciente eliminará.

Se você quiser saber sobre todas as causas de urina em excesso, leia: URINA EM EXCESSO | O que pode significar?

Sintomas do diabetes #2: sede excessiva

Se o paciente diabético urina em excesso, ele perderá mais água do que era suposto, ficando desidratado. A sede é principal mecanismo de defesa do organismo contra a desidratação.

O paciente diabético que não controla sua glicemia, seja por má aderência ao tratamento ou simplesmente porque ainda não descobriu que tem diabetes, acaba por entrar em um ciclo vicioso. O excesso de glicose aumenta a quantidade de água perdida na urina, fazendo o paciente urinar com grande frequência. A perda de água causa desidratação, que por sua vez desencadeia uma sede excessiva. O paciente bebe muita água, mas como a glicose continua muito alta no sangue, ele mantem-se urinando a toda hora.

Sintomas do diabetes #3: cansaço

O cansaço crônico é outro sintoma comum do diabetes e ocorre por dois fatores:

a. Pela desidratação: explicada no tópico anterior.
b. Pela incapacidade das células em receber glicose: a glicose é a principal fonte de energia das células; é o combustível do nosso organismo. Quem promove a entrada de glicose do sangue para dentro das células é a insulina, que no diabetes tipo 1 é inexistente e no diabetes tipo 2 não funciona bem. Portanto, o diabetes mellitus se caracteriza essencialmente pela incapacidade do organismo em transportar glicose para as células, reduzindo a capacidade de produção de energia do corpo.

Sintomas do diabetes #4: perda de peso

A perda de peso é um sintoma muito comum no diabetes tipo 1. Pode também ocorrer no diabetes tipo 2 mas não é tão frequente.

A insulina também é o hormônio responsável pelo armazenamento de gordura e pela síntese de proteínas no organismo. Como no diabetes tipo 1 há ausência de insulina, o paciente para de armazenar gordura e de produzir músculos. Além disso, como não há glicose para gerar energia, as células acabam tendo que gerá-la a partir da quebra de proteínas e dos estoques de gordura do corpo. Portanto, o corpo sem insulina não gera músculos nem gorduras e ainda precisa consumir as reservas existentes.

Como no diabetes tipo 2 há insulina circulante, estes efeitos são menos evidentes. Além disso, no tipo 2 a resistência à ação da insulina vai se estabelecendo lentamente ao longo de anos, ao contrário do diabetes tipo 1, que cessa a produção de insulina de modo relativamente rápido. Na verdade, o diabetes tipo 2 está associado ao excesso de peso, que é a principal causa da resistência à insulina.

Sintomas do diabetes #5: fome excessiva

Como as células não conseguem glicose para gerar energia, o corpo interpreta este fato como se o paciente estivesse em jejum. O organismo precisa de energia e o único modo que ele conhece para obtê-la é através da alimentação.

Uma das características do emagrecimento do diabetes é que ele ocorre apesar do paciente alimentar-se com frequência. O problema é que a glicose ingerida não é aproveitada e acaba sendo perdida na urina.

No diabetes tipo 1 inicialmente há aumento da fome, mas em fases mais avançadas o paciente torna-se anorético, o que contribui ainda mais para a perda de peso.

Sintomas do diabetes #6: visão embaçada

Um sintoma muito comum do diabetes é a visão turva. O excesso de glicose no sangue causa um inchaço do cristalino, a lente do olho, mudando sua forma e flexibilidade, diminuindo a capacidade de foco, o que torna a visão embaçada. A visão costuma ficar turva quando a glicemia está muito elevada, voltando ao normal após o controle do diabetes.

Esta alteração nos olhos não tem nada a ver com a retinopatia diabética, a complicação oftalmológica que pode surgir após anos de diabetes. Esta será explicada na segunda parte deste artigo.

Sintomas do diabetes #7: cicatrização deficiente

O excesso de glicose no sangue, quando corre de modo crônico, causa inúmeros distúrbios no funcionamento do organismo. A dificuldade em cicatrizar feridas ocorre por uma diminuição da função das células responsáveis pela reparação dos tecidos, diminuição da proliferação celular e dificuldade em se gerar novos vasos sanguíneos.

Sintomas do diabetes #8: infecções

Assim como explicado no tópica acima, o diabetes também leva a distúrbios no sistema imunológico, por alterar o funcionamento das células de defesa. O diabético pode ser considerado um paciente imunossuprimido e apresenta maior risco de desenvolver infecções, nomeadamente infecção urinária (leia: INFECÇÃO URINÁRIA | Sintomas da cistite), infecções de pele (leia: ERISIPELA | CELULITE | Sintomas e tratamento), candidíase (leia: CANDIDÍASE | Sintomas e tratamento) e pneumonia (leia: PNEUMONIA | Sintomas e tratamento).

Sintomas do diabetes #9: cetoacidose diabética

A cetoacidose diabética é uma complicação do diabetes tipo 1, sendo muitas vezes o primeiro sinal da doença. Como há ausência de insulina, as células não recebem glicose e precisam arranjar outra fonte para gerar energia. Como já explicado acima, a solução é queimar gordura e músculos. O problema é que estas duas fontes alternativas não geram tanta energia como a glicose e ainda produzem uma quantidade imensa de ácidos (chamados de cetoácidos), o que leva à cetoacidose.

A cetoacidose diabética costuma ocorrer quando os níveis de glicose no sangue ultrapassam os 500mg/dl e é uma emergência médica porque faz com que o pH do sangue caia a níveis perigosos, podendo levar à morte. Os sinais e sintomas da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental, prostração e dificuldade respiratória.

Vérsion en español:  SÍNTOMAS DE LA DIABETES

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