Artigo atualizado em 24/11/2013

COMO FUNCIONA O TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS

Entenda o que é o transplante de órgãos e conheça suas vantagens e desvantagens.

O primeiro relato de um transplante de órgão data do século II A.C. na Índia. Desde essa época já se transplantava pele de uma região do corpo para outra como tratamento de queimaduras e feridas graves.

Porém, o transplante de órgãos entre indivíduos diferentes só foi possível a partir do século XX. Depois de séculos de fracassos, o primeiro transplante de sucesso ocorreu em 1954 nos E.U.A. Foi um transplante renal realizado entre 2 irmãos gêmeos idênticos.

Nesta época já se sabia que o sistema imune impedia a troca de órgãos entre seres, e a inexistência de protocolos de drogas imunossupressoras limitava os transplante à aqueles que possuíam irmãos gêmeos. Como se sabe, gêmeos idênticos são geneticamente iguais, assim como um clone.

Transplante de órgãos

Na mesma década de 1950, duas novas drogas imunossupressoras foram descobertas. Os corticóides (cortisona) e a azatioprina passaram a ser usadas, abrindo espaço para a evolução do transplante entre indivíduos diferentes.

Como ocorre a rejeição?

O transplante de órgãos é talvez o procedimento mais “anti-natural” da medicina. Se há algo que a natureza não está preparada é para a troca de órgãos entre seres. Na verdade, milhões de anos de evolução jogam contra esse procedimento. Todos os seres que vivem no planeta, só estão vivos pelo fato de seus organismos terem aprendido a reconhecer e a combater células e moléculas estranhas que invadam nosso organismo. O corpo humano (e o de milhares de outras espécies) aprendeu que tudo que vem de fora é potencialmente fatal e deve ser combatido. E isso foi verdade até o momento em que o homem resolveu transplantar órgãos.

Nosso sistema imune é programado, desde a época embrionária, para diferenciar os genes de nossas células dos genes de organismos invasores. O nosso corpo não sabe distinguir o que é perigoso do que benéfico, por isso, se comporta da mesma maneira com um órgão transplantado ou com uma bactéria. Ele apenas ataca tudo que não for “original de fábrica”.

Existe um grupo de genes nos humanos, chamado de HLA, que são os responsáveis por essa diferenciação entre o que é nosso e o que é estranho. É como se esses genes colocassem um crachá com foto em todas as nossas células.

Toda vez que uma célula de defesa circulante no sangue (glóbulos brancos) encontra uma célula com um “crachá” diferente, soa um alarme no sistema imune que convoca um batalhão de outros glóbulos brancos para atacar e destruir este ser invasor.

A chamada rejeição do transplante nada mais é do que nosso sistema de defesa destruindo um órgão transplantado. Para o nosso sistema imune, aquele rim ou coração transplantados, são um conjunto de células invasoras que podem estar colocando nossa vida em risco. A ordem é simples: destruir tudo que for diferente ao que existia quando nascemos.

Como gêmeos idênticos são geneticamente iguais, o organismo o reconhece o órgão transplantado como próprio e não como um invasor.

Todos os doentes transplantados, portanto, precisam ser medicados com drogas que inibam nosso sistema imune. As drogas basicamente deixam as células de defesa confusas. Elas olham um “crachá” diferente mas não notam a diferença, ou notam mas não conseguem convocar reforços para atacar o invasor.

Isso é muito bom para o órgão transplantado, mas é péssimo caso aconteça uma invasão por bactérias ou vírus. O desafio da medicina é impedir a rejeição do órgão sem atrapalhar o sistema de defesa contra germes invasores. Por isso, o transplante é um procedimento extremamente complexo.

As drogas atuais agem no sistema de defesa mas não consegue enganá-lo por muito tempo. O processo de rejeição é lentificado, mas sempre ocorre. Nos primeiros transplantes realizados no início do século XX, a rejeição ocorria imediatamente sem que o órgão sequer funcionasse. Há alguns anos, as drogas conseguiam evitar a rejeição por pouco tempo. Até o final da década de 80, a maioria dos pacientes perdia o órgão transplantado com 1 ano. Hoje em dia, um transplante é considerado um sucesso se durar pelo menos 10 anos. Existem casos de pessoas com até 30 anos de transplante.

Todo doente transplantado precisa tomar medicamentos imunossupressores para o resto da vida.

Quanto mais parecido geneticamente forem o doador e o receptor, menos drogas serão necessárias e mais tempo o órgão transplantado costuma durar.

Receber um órgão de um irmão, mesmo que não gêmeo, é melhor do receber um órgão de um pai, que é muito melhor que receber um órgão de um primo, que por sua vez é melhor que receber um órgão de uma pessoa sem nenhuma relação familiar. Quanto mais distante geneticamente forem o doador do receptor, mais intensa é a resposta imune.

Antes de todo o transplante é realizado então o mapeamento genético do doador e do receptor. Quanto mais genes da classe HLA em comum existir, maior é a chance de sucesso de um transplante.

Além do HLA, o tipo sanguíneo também é importante para o transplante. As mesmas regras da transfusão sanguínea, valem para o transplante de órgãos.

  • se o paciente tem tipo sanguíneo O, só poderá receber órgãos de pessoas com o sangue tipo O;
  • se o paciente tem sangue tipo A, poderá receber órgãos de pessoas com o sangue tipo A ou O;
  • se o paciente tem sangue tipo B, poderá receber órgãos de pessoas com o sangue tipo B ou O;
  • se o paciente tem sangue tipo AB, poderá receber órgãos de pessoas com o sangue tipo AB, A, B ou O;

Neste caso, o fator RH (tipo negativo ou positivo) é pouco importante.

Como se escolhe o doador?

Obviamente alguns transplantes como coração e pâncreas só podem ser realizados por doador morto. Não se pode tirar o coração ou pâncreas de ninguém. Porém, no caso do transplante renal, uma pessoa viva pode ser doadora. Conseguimos viver perfeitamente apenas com um rim. Isso favorece a doação entre familiares e faz com que o transplante renal seja o que tenha maior taxa de sucesso.

Muitas vezes um paciente a espera do transplante tem vários doadores na família. O que fazemos é mapear geneticamente todos eles, e ao final, aquele potencial doador que for geneticamente mais parecido como receptor será o doador preferencial. Se por algum motivo aquele doador preferencial tiver algum problema e não possa doar, passamos para o segundo mais compatível, e assim por diante.

O transplante realizado entre vivos não tem fila. Ele é feito assim que se conseguir um doador voluntário e todos os exames pré-operatórios estejam prontos. Esse processo demora em média 6 meses se não houver nenhum problema.

Quando o paciente não tem doadores voluntários ou quando o transplante é de algum órgão que não permita a doação em vida, o processo é diferente. Enquanto que no transplante entre vivos escolhe-se o doador, no transplante cadavérico, quem é escolhido é o receptor. Explico.

Todos os pacientes que encontram-se na fila de transplante passam pelo mapeamento do HLA. Seus dados ficam em um rede informatizada controlada pela instituição responsável pelo transplante de órgãos. Quando há confirmação de morte cerebral de um potencial doador, a equipe de transplante é acionada para fazer o mapeamento genético deste doador cadáver. Este HLA é então jogado no banco de dados informatizado que automaticamente seleciona entre todos na fila, aquele que é geneticamente mais parecido com o doador falecido. Neste momento o doente escolhido recebe uma ligação do centro de transplante informando que ele será transplantado nas próximas horas.

Existe ainda um exame chamado de teste de compatibilidade ou “cross-match”. Mistura-se o sangue do doador com o do receptor para ver se alguma reação que indique a presença de anticorpos pré-formados contra as células do doador. A presença destes anticorpos contra-indica o transplante com esse doador sob o risco de uma rejeição fulminante, não importando o quão semelhante é o HLA.

É seguro ser doador de órgãos?

Existem alguns mitos e preconceitos em relação a doação de órgãos.

Algumas famílias usam motivos religiosos para não autorizar a doação. Na verdade, não há nenhuma religião, nem mesmo as testemunhas de Jeová (deixou de considerar o transplante de órgãos como canibalismo em 1980), que se oponha ao transplante de órgãos.

Não sou religioso, mas acho difícil imaginar que Deus prefira ver um órgão apodrecer e servir de alimentos para vermes, do que fazer com que o último ato de um ser humano seja salvar uma ou mais vidas, tirar pessoas das máquinas de hemodiálise ou devolver a visão a quem não enxerga. Difícil defender que um ato de tamanha bondade seja errado.

Algumas pessoas temem que a retirada de vários órgãos deforme o corpo doente falecido. A remoção dos órgãos deixa a mesma cicatriz que uma cirurgia deixaria. Não há nenhuma diferença para o velório, que pode ser inclusive com urna aberta.

Existe também um medo de que os médicos não se esforcem para salvar um doente sabendo que este é um potencial doador. Isso é um absurdo! Os médicos que trabalham nas emergências não têm qualquer relação próxima com as equipes de transplantes e não recebem nenhum tipo de incentivo ou vantagem se houver uma doação de órgãos.

Além disso, durante o procedimento de ressuscitação, quase nunca temos conhecimento de detalhes do histórico clínico do doente para sabermos se este poderia ser doador ou não. Só depois de constatado a morte cerebral é que o paciente passa pela bateria de testes para avaliar a possibilidade der ser doador. E a maioria das pessoas mortas não servem para doadores.

Existe um outro mito, que fala sobre o tráfico de órgãos. Quem nunca recebeu o e-mail do cara que acordou em uma banheira de gelo sem os dois rins. O transplante de órgãos é um dos procedimentos mais complexos da medicina. A quantidade de profissionais e material necessário e muito grande. Não é um aborto que pode ser feito em qualquer “trambiclínica”. Além disso, um órgão retirado desta maneira não passaria pela tipagem do HLA e pelo cross-match já que não é qualquer laboratório que tem capacidade para realizar esse exame. Um processo destes envolveria uma quantidade enorme de pessoas o que provavelmente nem seria lucrativo para os marginais.

O diagnóstico de morte cerebral é confiável?

Há também o receio de que um diagnóstico errado de morte cerebral possa desligar os aparelhos de uma pessoa ainda com chances de recuperação. A morte encefálica é um processo irreversível. Os protocolos para sua confirmação são rigorosíssimos. São inclusive realizadas pesquisas de drogas que poderiam simular uma falta de função cerebral.

Um dos exames realizados é a angiografia cerebral, onde se detecta a falta de vascularização no cérebro. Reparem na foto ao lado. A imagem da direita mostra um cérebro normal com vários vasos irrigando o cérebro. Comparem com a imagem esquerda, onde não se nota nenhum tipo de irrigação sanguínea. Este segundo é um cérebro morto.

A morte cerebral é um diagnóstico irreversível.

Drogas imunossupressoras

Hoje em dia temos um arsenal de drogas com potencial imunossupressor. Quanto mais distintos forem os HLAs do doador e do receptor, mais drogas e maiores doses são necessárias para se evitar a rejeição.

Excetuando-se os gêmeos idênticos, todos os transplantados deverão tomar drogas imunossupressoras para o resto da vida. Nos primeiros meses as doses são mais altas, diminuindo progressivamente ao longo do tempo, sem nunca, porém, suspendê-las definitivamente.

Em geral, usa-se uma combinação de 2 ou 3 das seguintes drogas:

- Ciclosporina
- Tacrolimus
- Azatioprina
- Micofenolato mofetil (MMF)
- Rapamicina (Sirolimus)
- Corticóides (leia: INDICAÇÕES E EFEITOS DA PREDNISONA E CORTICÓIDES)

Como era esperado, os pacientes transplantados apresentam uma sistema imune comprometido. São pacientes mais propensos a infecções e sepse (leia: O QUE É SEPSE / SEPSIS E CHOQUE SÉPTICO ?), e ao surgimento de neoplasias, já que o nosso sistema imune muitas vezes consegue reconhecer uma célula cancerígena inicial e eliminá-la (leia: CÂNCER (CANCRO) – SINTOMAS E DEFINIÇÕES).

Além do uso contínuo de drogas, o transplantado deve ser seguido regularmente pela equipe transplantadora, com consultas frequentes para se tentar avaliar a função do órgão transplantado e identificar precocemente sinais de rejeição.

Quais são os órgãos e tecidos mais usados para transplante ?

- Coração.
- Pulmões.
- Rins.
- Pâncreas.
- Fígado.
- Intestino.
- Estômago.
- Pele.
- Córnea.
- Medula óssea.
- Ossos.

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  • Gilberto Ramos

    Boa noite Dr Pedro! Muito esclarecedor todo o material postado em seu site. Agradeço muito pelas explicações muito objetivas e didáticas. Gostaria de contribuir com a informação que existem ainda dois imunossupressores não citados, Micofenolato sódico e Everolimo.

    Muito obrigado
    Gilberto Ramos

  • Gilberto Ramos

    Boa noite Dr Pedro! Muito esclarecedor todo o material postado em seu site. Agradeço muito pelas explicações muito objetivas e didáticas. Gostaria de contribuir com a informação que existem ainda dois imunossupressores não citados, Micofenolato sódico e Everolimo.

    Muito obrigado
    Gilberto Ramos

  • Anônimo

    Boa noite, Dr Pedro. Gostaria de saber qual é a relação entre o fator Rh e a doação de órgãos (doa para e recebe de). Vi que o Sr disse que no caso de transplante ele não é importante. Por quê?
    Grata.

    • https://plus.google.com/+PedroPinheiro/ Dr. Pedro Pinheiro – MD.Saúde

      Por quê não interfere no risco de rejeição.

  • Anônimo

    Boa noite, Dr Pedro. Gostaria de saber qual é a relação entre o fator Rh e a doação de órgãos (doa para e recebe de). Vi que o Sr disse que no caso de transplante ele não é importante. Por quê?
    Grata.

  • Calhas Junior Calhas

    Dr me diga uma coisa…pode ser feira um transplantede orgaos sem sangue nenhum??

  • michele da silva costa

    boa tarde dr. Pedro me chamo michele  meu pai tem 71 anos de idade ele sofreu em 2010 parada cardio respiratoria enfarto e parada cardica  ele precisou fazer uma angioplastia tem dois estens  não sei escreve o nome dai Dr. meu pai esta com os leucocitos altos os Eosinofilos  os bastões os linfocitos os monocitos tambem Dr. sera que foi depois da angioplastia que ele fez que esta dando essa rejeição e possivel me ajuda o medico disse que meu pai poder esta com meusemia estou desesperada descupa pelos erros.obrigada

  • adenildo freire da silva

    Dr pedro tem insuficiencia renal cronica agradeço pelas suas palavras de conforto e que deus coloquem  mais pessoas dedicadas com senhor

  • Anonymous

    Boa noite
    Eu fiz um transplant de coracao em 2004 em Harefield Hospital uk. Estou a ser seguida la. Ja tive vtias regeicoes incluindo a de antibodies mediate regections. De monento estou em portugal e gostaria de saber como posso obter os medicamentos tacrolimus e mycophenelet MMF. No ul eu nao pago sera que aqui pago? Ja tenho medico de familia mas gostaria de estar em contacto com uma equepic expert. Como faco???
    Meu emai: dossantossonia@msn.com
    Obrigado.

  • adenildo freire da silva

    Dr pedro tem insuficiencia renal cronica agradeço pelas suas palavras de conforto e que deus coloquem  mais pessoas dedicadas com senhor

  • Andrezinhodeandrade

    gostei daquela parte que fala DEUS nunca preferiria ver um orgão apodrecer na terra e ser alimento de micriorganismo falo certo parabens….

  • Sandra

    Dr  Pedro tenho insuficiencia renal cronica, mas só aki consegui esclarecer todas minhas duvidas, obrigada DR e parabens pelo site

  • Sandra

    Dr  Pedro tenho insuficiencia renal cronica, mas só aki consegui esclarecer todas minhas duvidas, obrigada DR e parabens pelo site

  • Ded-dianna

    Dr. Pedro, parabéns pelo site, um portal simples e cheio de informações para nós . obrigado por compartilhar .

  • http://www.blogger.com/profile/07948507723271517173 Dr. Pedro Pinheiro

    @Aline
    Há risco, por isso é indicada a profilaxia com antivirais por pelo menos três meses após o transplante.

  • Anonymous

    Dr Pedro Pinheiro;
    Gostaria que me exclarecesse uma duvida se possivel:
    Um doador de rim tem IgG para CMV.O receptor desse órgão corre o risco de desenvolver a doença ou esta imunidade(IgG) será transmitida pra ele???

    Obrigado
    Aline

  • http://www.blogger.com/profile/07948507723271517173 Dr. Pedro Pinheiro

    @Daniel
    Já moro fora do Brasil há algum tempo. Não tenho informações sobre este caso.
    É preciso tomar cuidado para que casos pontuais e relacionados a mafiosos não suje o nome de um programa honesto como o de transplante de órgãos, que ajuda milhares de pessoas no mundo inteiro.
    Eu já trabalhei dos dois lados, seja no atendimento ao doente que falece na emergência, seja na transplantação do receptor em um hospital terciário, no Brasil e em Portugal, e nunca vi interesses escusos interferirem no meu trabalho.

  • Daniel

    No trecho:
    “Existe também um medo de que os médicos não se esforcem para salvar um doente sabendo que este é um potencial doador. Isso é um absurdo! Os médicos que trabalham nas emergências não têm qualquer relação próxima com as equipes de transplantes e não recebem nenhum tipo de incentivo ou vantagem se houver uma doação de órgãos.”
    Diz que os médicos que cuidam do paciente até sua morte não são da equipe de transplantes, mas um caso que tenho lido bastante diariamente é o caso do Paulinho Pavesi, da cidade de Poços de Caldas (MG).
    Lendo o caso dele, vi que quando o paciente ainda estava vivo quem tomou frente foi o médico Alvaro Ianhez. Ele era do Mg Sul Transplantes. Está errado, certo?

    Como a medicina (o conselho) preve esses casos?

    Esse caso foi documentado e o texto pode ser lido por qualquer cidadão na CPI do Trafico de Orgaos.

    Bom, não quero levantar nenhuma bandeira, mas como disse, li muito sobre o caso Pavesi e tem muito material contrário ao procedimento adotado na doação do garoto, mas quase nao acho material sobre uma posicao do conselho de medicina e de outros medicos dando uma posicao contrária sobre o ocorrido.
    Você tem conhecimento do caso? Caso positivo, tem algum material que eu possa ler para eu ver o lado dos medicos tbm?

    Abraços e Feliz Natal!

  • http://www.blogger.com/profile/07948507723271517173 Dr. Pedro Pinheiro

    Joseane,
    Se ela tiver doador vivo, não precisa esperar entrar em diálise.

  • Anonymous

    Olá Dr. Pedro, tenho uma irmã que começou diálise por ter rins policisticos, fiz os primeiros exames para saber se posso ser doadora. Lendo seus textos consegui compreender melhor, mas gostaria de tirar uma dúvida, ela poderia fazer diretamente o tranplante tendo o doador, ou precisa fazer a diálise para depois o transplante?
    Joseane

  • Prof. André Fonseca

    A muito acompanho o seu trabalho nesta “esfera” e nunca tive a chance de dizer o quanto seu site e suas informações são importantes. Fico feliz em ver um médico que é capaz de escrever de forma tão clara e objetiva sobre os mais diversos assuntos sem se denominar o “bastião” da verdade ou à prova de qualquer comentário insalubre a suas definições.
    Parabéns, honras a profissão que escolhestes.

  • Anonymous

    Obrigada, Dr.!
    Retornarei ao blog após a cirurgia para contar como é que foi!
    xD

    Rochelle

  • http://www.blogger.com/profile/07948507723271517173 Dr. Pedro Pinheiro

    Rochelle,
    1. Provavelmente vc deverá fazer profilaxia contra CMV e toxo no pós transplante imediato.

    2.O principal problema dos imunossupressores são as infecções oportunistas

    3. Isso é individual, mas se tudo correr bem 1 mês é um prazo razoável.

  • Anonymous

    Dr., outra dúvida: quais são as principais reações às medicações para evitar a rejeição no transplante renal?
    E quanto tempo, em média, uma pessoa se adapta às doses para ter uma vida social normal (poder ter contato com um grupo de pessoas, como sair com amigos ou para fazer compras em super mercado)?
    Obrigada!
    Rochelle

  • Anonymous

    Dr., respondendo a pergunta: esse resultado que lhe disse é meu, mas o do meu doador deu igual.
    Além disso, no exame do doador deu toxoplasmose inconclusivo e no meu exame deu negativo. Há algum problema tb? Precisaria tomar algum medicamento antes?
    Meu transplante já foi marcado, será em meados de julho/2010.
    Obrigada!
    Rochelle

  • mercia maria

    tenho estudado mais desde que conheci este site. mercia

  • Anonymous

    Parabéns pelo Texto, Dr. Pedro. Sou academica de Enfermagem e entre os outros textos pesquisados o seu foi o melhor. Simples e esclarecedor, com informaçoes detalhadas facilitando o entendimento!
    Valéria Itz-MA

  • http://www.blogger.com/profile/07948507723271517173 Dr. Pedro Pinheiro

    Rochelle,
    esse resultado do CMV é seu ou do seu doador?

  • http://www.blogger.com/profile/07948507723271517173 Dr. Pedro Pinheiro

    Marcia,
    Não. Só depois que todos os órgãos são retirados.

  • Rochelle

    Dr., Estou fazendo exames pré-operatórios para receber um rim de um parente.
    Estou preocupada com o seguinte resultado:
    Anticorpos IgG para Citomegalovírus: reagente superior a 250,0 UA/ml
    Anticorpos IgM para Citomegalovírus: não reagente
    Será que meu transplante será contra indicado por causa desse resultado? Há a possibilidade de complicações pós-operatórias por causa disso?
    O restante dos exames deram o esperado para o meu quadro (tenho IRC de rim único congênito, com eRFG de 12,56 e creatinina 5,35).
    Obrigada!
    Rochelle

  • marcia salmazo

    Gostaria de saber se a pessoa que teve a morte cerebral e doou seus orgãos é tamponada antes da retirada dos mesmos??

  • neyah oliveira

    Muito Interessante! Parabéns!!!

    Com Certeza Vai me ajuda Muito.
    To Fazendo o Curso Técnico de Enfermagem e estava presizandi exatamente disso.

  • http://www.blogger.com/profile/07948507723271517173 Dr. Pedro Pinheiro

    Débora, não sei se sou capaz de ajudar. Que tipo de informações vc precisa?

  • DEBORA

    Boa Noite, sou aluna de uma Escola técnica de Cubatão/SP e meu TCC final é sobre Trnasplantes de Orgãos e nosso projeto (o case) é sobre a criação de um banco de dados para a obtenção de um melhor fluxo de informações. Mesmo com muita pesquisa, achamos dados muito superficiais para a criação deste banco de dados, gostaria de saber se o Sr. poderia me passar algumas informações para a formação do nosso trabalho. Só deixando claro que a coleta destes dados é apenas para fins educativos

  • http://www.blogger.com/profile/07948507723271517173 Dr. Pedro Pinheiro

    Todos os textos são baseados na literatura internacional e na nossa experiência clínica.

    Qual o sentido de perder tempo criando um blog sobre saúde com informações falsas? Pq faria isso?

  • Anonymous

    Olá, sou uma aluna de uma escola pública e vou fazer uma redação para um concurso.
    Queria saber se esse texto é verdadeiro, pois estudei muito pra esse concurso.
    Obrigada.

  • Anonymous

    Excelente texto doutor pedro.
    Eu achava que quem transplatava ficava curado de vez. Não sabia que era necessário tomar remédio para o resto da vida. Tenho um tio que está em hemodiálise e pretende receber um rim de transplante. Já mandei esse texto para ele por e-mail

    abraços e mais uma vez obrigado pelas informações.

    Cristóvão