Pielonefrite (infecção renal)


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Revisado e atualizado em outubro 19, 2025
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O que é pielonefrite?

Infecção urinária é qualquer quadro infeccioso que acometa uma ou mais partes do trato urinário, composto pelos rins, ureteres, bexiga e uretra.

As infecções urinárias baixas são aquelas que acometem a bexiga e/ou a uretra. As infecções urinárias altas ocorrem quando há comprometimento de pelo menos um dos rins.

  • A infecção da bexiga recebe o nome de cistite.
  • A infecção da uretra é conhecida como uretrite.
  • A infecção renal é chamada de pielonefrite.

A pielonefrite, portanto, é a infecção bacteriana de um ou ambos os rins. A infecção renal é um caso potencialmente grave, já que estamos falando de infecção de um órgão vital. É um quadro que pode ter gravidade semelhante à de uma pneumonia.

Se não for tratada a tempo, a pielonefrite pode levar à sepse e falência de múltiplos órgãos. Felizmente, a imensa maioria dos casos responde bem ao arsenal de antibióticos de que atualmente dispomos. Os casos que evoluem negativamente são aqueles que demoram a receber tratamento ou quando o paciente já se encontra muito debilitado por outras doenças ou por idade muito avançada.

A pielonefrite é uma frequente causa de formação de cicatrizes nos rins, podendo levar à perda parcial da função renal, principalmente nos pacientes que têm infecções recorrentes.

Causas

A infecção dos rins acontece de duas maneiras. A principal via é a ascendente, quando bactérias da bexiga alcançam os ureteres e conseguem subir até os rins. Isto ocorre habitualmente nas cistites não tratadas ou tratadas inadequadamente.

Menos frequentemente, a colonização assintomática da bexiga por bactérias também pode ser a fonte de uma infecção renal. Nestes casos, o paciente tem bactérias em sua bexiga, mas não apresenta sintomas, pois os germes estão apenas colonizando-a, sem atacá-la. Portanto, nem todas as pessoas relatam sintomas de cistite antes do surgimento da pielonefrite.

Cistite e pielonefrite
Bactérias da bexiga subindo para o rim esquerdo.

Esse quadro de infecção assintomática da bexiga chama-se bacteriúria assintomática. Ela é uma causa rara de pielonefrite, que só costuma ocorrer em pacientes com algum grau de imunossupressão ou após algum procedimento cirúrgico do trato urinário.

O segundo modo de infecção dos rins é pelo sangue, quando uma bactéria que está provocando infecção em algum local do corpo viaja pela corrente sanguínea e se aloja em um dos rins. Essa via é bem menos frequente do que a via ascendente.

Fatores de risco

Como a principal causa da pielonefrite é a ascensão de bactérias da bexiga até os rins, qualquer situação que favoreça esse quadro aumenta o risco de infecção de um dos rins.

Portanto, os fatores de risco mais importantes para pielonefrite são:

  • Sexo feminino: as mulheres têm maior risco de pielonefrite, porque apresentam uma incidência de cistite muito mais alta que os homens (explicamos os motivos de a cistite ser mais comum em mulheres no artigo: Cistite: o que é, sintomas e tratamento).
  • Gravidez: mudanças na anatomia do trato urinário durante a gravidez podem aumentar o risco.
  • Obstrução do trato urinário: pedras nos rins, doenças da próstata, malformações do sistema urinário ou outras condições que bloqueiam o fluxo de urina podem aumentar o risco.
  • Sistema imunológico comprometido: pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos, como aquelas com HIV/AIDS, diabetes mellitus ou em tratamento para câncer, têm maior risco de desenvolver infecção renal.
  • Uso de cateter urinário: cateteres vesicais ou qualquer outro tipo de dispositivo médico implantado nas vias urinárias (como cateter duplo J ou nefrostomias) aumentam o risco de infecção do trato urinário.
  • Infecções recorrentes do trato urinário: pacientes com cistite de repetição apresentam risco mais alto (leia: Infecção urinária de repetição: causas e prevenção).
  • Idade avançada: idosos têm maior risco devido à diminuição da mobilidade, sistema imune mais fraco e a possíveis problemas de bexiga e próstata.
  • Refluxo vesicoureteral (RVU): a RVU é uma condição na qual a urina flui de volta dos ureteres para a bexiga, aumentando a exposição dos rins a eventuais bactérias da bexiga.
  • Medicamentos: medicamentos que alteram a função imunológica ou urinária podem aumentar o risco.
  • Cirurgias urológicas: qualquer procedimento invasivo urológico aumenta o risco de infecção do trato urinário.

Sintomas

Os sintomas típicos da pielonefrite são: febre, dor lombar, náuseas, vômitos e queda do estado geral. Pode haver também sintomas de cistite, como dor ao urinar e vontade de ir ao banheiro com frequência, mesmo quando a bexiga está vazia. Outro sinal comum é a presença de sangue na urina (hematúria), que se apresenta normalmente como uma urina cor de Coca-Cola.

A pielonefrite é clinicamente dividida em três categorias:

  • Pielonefrite aguda não complicada.
  • Pielonefrite aguda complicada.
  • Pielonefrite crônica.

Sintomas da pielonefrite aguda não complicada

Ocorre normalmente em mulheres jovens, sem antecedentes de doenças ou alterações na anatomia do sistema urinário.

O quadro clínico mais habitual é de febre alta, calafrios, náuseas, vômitos e dor lombar. Os sintomas de cistite, como ardência ao urinar, podem ou não estar presentes.

Assim como nas cistites, a principal bactéria causadora de pielonefrite é a Escherichia coli (leia: Bactéria Escherichia coli | E.coli).

Só há necessidade de internação em casos mais graves. Se o paciente tiver bom estado geral e for capaz de tomar antibióticos por via oral, o tratamento pode ser feito em casa.

Sintomas da pielonefrite aguda complicada

A pielonefrite complicada é aquela que evolui com abscesso dentro ou ao redor dos rins, necrose da papila renal ou produção de gases dentro do rim, um quadro chamado pielonefrite enfisematosa.

A pielonefrite complicada normalmente ocorre em pessoas com obstrução do trato urinário, bactérias resistentes aos antibióticos ou em diabéticos.

O quadro clínico é igual ao da pielonefrite não complicada, porém apresenta pouca resposta aos antibióticos. O paciente pode apresentar uma resposta apenas parcial, com uma pequena melhora do quadro, mas com fadiga, mal-estar, falta de apetite e náuseas que persistem por vários dias.

Uma pielonefrite que não melhora completamente após antibioticoterapia apropriada deve ser estudada com exames de imagem, como tomografia computadorizada e ultrassonografia, para investigação de anormalidades que possam estar perpetuando a infecção.

Pielonefrite crônica

A pielonefrite crônica é um quadro de infecção urinária recorrente, habitualmente associada a malformações urinárias, obstruções por cálculo renal ou refluxo vesico-ureteral (refluxo da urina da bexiga de volta para o ureter e rins). Costuma levar à cicatrização do rim e à insuficiência renal crônica, principalmente em crianças com refluxo urinário.

Complicações

Como já referido, se a pielonefrite não for tratada corretamente com antibióticos, existe um risco grande de evolução para sepse grave. As bactérias presentes nos rins conseguem alcançar facilmente a corrente sanguínea, espalhando-se por todo o organismo, podendo levar à falência de múltiplos órgãos.

Outro problema da pielonefrite, principalmente se recorrente, é a lesão permanente do rim. Pacientes com pielonefrite crônica podem evoluir com insuficiência renal terminal e necessitar de hemodiálise.

Diagnóstico

O diagnóstico da infecção renal é geralmente feito apenas com os sintomas clínicos. Exames laboratoriais ajudam a confirmar o diagnóstico. O hemograma tipicamente apresenta uma elevação da contagem de leucócitos e a PCR encontra-se elevada. No exame de urina são comuns os achados de pus (leucócitos na urina) e sangue (hemácias na urina).

A urocultura deve ser sempre solicitada, pois ela é capaz de identificar a bactéria que está provocando a pielonefrite, auxiliando na escolha de antibióticos adequados. Porém, como a urocultura demora pelo menos 48 horas para ficar pronta, não devemos esperar o seu resultado para começar o tratamento com antibióticos. Após o resultado sair, o médico decide se mantém o esquema antibiótico inicial ou muda para um mais efetivo.

Tratamento

Em geral, o tratamento da pielonefrite é feito de forma intra-hospitalar com antibióticos intravenosos. Se o paciente tiver boa saúde e ainda estiver com bom estado geral, ele pode receber a primeira dose por via intravenosa e depois completar o resto do tratamento em casa com antibióticos por via oral. Na maioria dos casos, porém, o paciente encontra-se bem debilitado e dois ou três dias de internação acabam sendo necessários para controlar a infecção.

Critérios para internação do paciente com pielonefrite

As indicações para o tratamento hospitalar da pielonefrite aguda incluem:

  • Sepse ou sinais de doença grave.
  • Febre persistentemente alta (maior que 38,4 °C).
  • Debilidade acentuada.
  • Suspeita de obstrução do trato urinário (por exemplo, devido a um cálculo renal).
  • Preocupação com a adesão à medicação.
  • Incapacidade de manter a hidratação oral ou tomar medicamentos por via oral.

Entre os esquemas antibióticos mais utilizados no tratamento hospitalar da pielonefrite aguda podemos citar:

  • Imipenem 500 mg IV a cada 6 horas (ou Meropenem 1 g IV a cada 8 horas) + Vancomicina 15 a 20 mg/kg IV a cada 8 a 12 horas. Este esquema é o mais indicado nos casos mais graves.
  • Ceftriaxona 1 g IV uma vez ao dia.
  • Piperacilina-tazobactam 3,375 g IV a cada 6 horas.
  • Levofloxacino 750 mg IV diariamente.
  • Ciprofloxacino 400 mg IV duas vezes ao dia.

Tratamento da pielonefrite crônica

Nos pacientes com pielonefrite crônica, a avaliação do urologista é necessária. Muitas vezes, além dos antibióticos, o paciente precisa ser submetido a uma cirurgia para correção de anormalidades anatômicas do sistema urinário que estejam perpetuando uma infecção dos rins.

Tratamento da pielonefrite em casa

Se o paciente com pielonefrite aguda não apresenta os critérios de internação listados acima, encontra-se bem e podemos confiar que ele conseguirá tomar os antibióticos pela via oral, o tratamento pode ser realizado em casa.

Alguns esquemas utilizados para tratar pielonefrite fora do ambiente hospitalar são:

  • Ciprofloxacino 500 mg por via oral duas vezes ao dia por 5 a 7 dias.
  • Levofloxacino 750 mg por via oral uma vez ao dia por 5 a 7 dias.
  • Ceftriaxona 1 g IV ou IM em dose única seguido de:
    • Trimetoprima + sulfametoxazol, um comprimido de 800 mg + 160 mg por via oral duas vezes ao dia por 7 a 10 dias ou;
    • Amoxicilina-clavulanato 875 mg por via oral duas vezes ao dia por 7 a 10 dias ou;
    • Cefpodoxima 200 mg, via oral, duas vezes ao dia, por 7 a 10 dias ou;
    • Cefadroxil 1 g, via oral, duas vezes ao dia, por 7 a 10 dias.

Pontos importantes

  • A pielonefrite não é uma doença contagiosa, portanto, não há risco de contaminação de familiares ou pessoas próximas.
  • A pielonefrite deve ser sempre tratada com antibióticos. Medicamentos ditos “naturais” podem proporcionar alívio temporário, porém, apenas postergam o tratamento correto da infecção, acarretando riscos para o paciente.
  • Os sintomas devem melhorar prontamente se a terapia antimicrobiana for eficaz. Os pacientes tratados em casa devem ser acompanhados de perto, pessoalmente ou por telefone, a cada 48 a 72 horas. Se não houver melhora nas primeiras 48 horas, deve se ponderar a internação hospitalar.

Referências



Dúvidas de leitores sobre este tema

Perguntas enviadas por leitores e selecionadas pelo editor por sua relevância para este artigo.

Mais comentários dos leitores

  1. Vanessa

    doutor, tive uma infecção com sangue na urina ha dois anos atras, e a quase 3 semanas venho enfrentando uma infecção urinaria, e a 1 semana e meia venho sentindo fortes dores na região da costela direita, onde a 2 dois vem sido muito forte causando desconforto a respirar e ansia de vomito. não senti febre aparente e nem vomitei. mas minha urina esta com aspecto gorduroso (turvo) e continuo com todos os desconfortos. devo me preocupar?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Sim, acho que é preciso avaliar essa infecção com mais atenção para ter certeza que ela não está evoluindo para uma pielonefrite.

  2. Jhonatan

    Pielonefrite pode causar tonturas e/ou hipotermia?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    É mais comum causar febre, mas em idosos pode haver hipotermia. Tontura pode acontecer se a pressão arterial estiver mais baixa epla infecção.

  3. Aline Guedes

    Pielonefrite pode ser transmitida através do ato sexual?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não.

  4. Ana margarete

    Creatinina 4,3 precisa hemodiálise?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Depende, se for uma senhorinha de 80 anos e 50 kg, isso é um valor bem alto. Deve-se considerar inciar diálise consoante o quadro clínico e laboratorial dela. Por outro lado, se for um homem jovem de 80 kg, 4,3 mg/dl de creatinina é uma lesão renal importante, mas ainda não é para começar hemodiálise.

  5. Felainy

    Um indivíduo com pielonefrite pode apresentar dores nos flancos?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Sim, pode.

  6. Adriana Aparecida Machado Oliveira

    Boa Noite Doutor fiz um ultrassom dos Rins e o Resultado foi Conclusão: Rim Direito Atrofico/Hipotrofico Com Alterações Sugestivas De Pielonefrite Crônica. Oque eu tenho Doutor ??

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    O resultado sugere um rim destruído por episódios crônicos de pielonefrite (infecção do rim).

  7. Gledislene Lourenço

    Tenho apenas o rim direito.

    E ultimamente veio sentindo muita dor calafrio náuseas,fiz ultrassom foi achado um cálculo de 3 mm e um cisto simples.

  8. Conceicao carvalho

    A sepse em pessoas idosas e mais difícil o tratamento?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Sim, é sempre mais perigosa nos idosos.

  9. Júlia

    Muito bonito esse gesto do Dr Pedro tirar as dúvidas dessas pessoas ,cuidem enquanto tempo ,meu esposo apresentou uma colica renal ,devido mal atendimento médico e demora da descoberta da doença ele teve sepse e veio a falecer …se não senti firmeza em Profissional procure outro .

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Obrigado.

  10. Evelyn

    Esse tipo de infecção pode ser sexualmente transmissível?

    Dr. Pedro Pinheiro
    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não, não é.

  11. Gracia

    Meu marido teve pielonefrite e infecção generalizada, com isso teve que retirar um rim e o outro estão tentando salvar, a ureia chegou a 340, caso ele perca esse outro rim ele não irá mais urinar

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não, sem rins não há como urinar. E ele vai precisar fazer hemodiálise.

  12. Ludmila Alvim

    Pielonefrite causa inchaço no abdômen ?

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não é habitual.

  13. Isabela

    Infeção de urina causa coceira na vagina?

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Não costuma, coceira vaginal geralmente é infecção ginecológica, tipo candidíase vaginal.

  14. Paulo Roberto Carvalho dos Santos

    Sou soropositivo desde 1990, com carga viral não detectável desde 2006, diabético por conta dos antirretrovirais desde 1995, sobre a qual não tenho muito êxito no tratamento, ficando com uma glicemia em torno de 240-320, às vezes melhor, 120-160. Em 13/12/2017, do nada, me tornei paciente com IRC.

  15. Tiffanesilvaa

    Olá , exame de sangue identifica a infecção pielonefrite ? Ou no caso o exame de urina identifica qual das 3 infecções pode ser ?

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    O exame de urina apenas ajuda a identificar uma infecção urinária. O tipo é definido pelo quadro clínico e pelo exame de sangue. Se tiver febre, vômitos, dor lombar e aumento da PCR e dos leucócitos no sangue, o quadro provavelmente é de pielonefrite.

  16. Yeza Alexia

    Olá, a minha dúvida é se pode chupar melancia e tomar água de côco com a infecção renal?

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Pode. O único porém é ter certeza que o paciente não está com os níveis sanguíneos de potássio elevados, pois as frutas contêm muito potássio.

  17. Jessica

    Olá dr, fui diagnosticada com infecção urinaria recorrente, mas estou com vomitos e náuseas sem febre até o momento. A pielonefrite sempre causa febre ou não? Vomitei o antibiótico 40 min após ingerir devo tomar outro comp ou ja foi absorvido?

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    1- Na maioria dos casos há febre, mas ela não é obrigatória.
    2- Se fosse menos de 30 minutos, com certeza seria preciso repetir. Se fosse mais de uma hora, com certeza não precisaria repetir. O seu caso, porém, cai na zona cinzenta, que é entre 30 e 60 minutos. Se você estava de estômago vazio, provavelmente o comprimido foi absorvido. Se estava de estômago cheio, provavelmente não.

  18. Gerson Silva

    Dr. Pedro qual o tempo médio de tratamento no caso de Pielonefrite?
    Fui ao médico mas estou em duvida pois parece que ela é recém formada e me receitou somente 02 comprimidos de Azitromicina Dose unica. Mas meus exames mostram que é uma baita de infecção.
    Devo procurar outro profissional?

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Pielonefrite costuma ser tratada por 7 a 14 dias e azitromicina não é um antibiótico apropriado para esse tipo de infecção.

  19. Pamela

    Tenho um rim atrófico no caso o direito e pelos exames constatou que não funciona mais. Agora em consulta medica nesta semana constatou que estou com infecção no rim esquerdo, porem não deu infecção urinária. Me sinto muito inchada porem não sinto dor nenhuma e nem dificuldades para urinar. A pergunta é posso estar com infecção renal mesmo o exame de urina dar negativo ? A creatinina esta normal ja a ureia deu 47mg/dl estou bastante preocupada ja marquei consulta terei que aguardar mais 10 dias. Obrigada

    Dr. Pedro Pinheiro Autor

    Pamela, o que você descreve faz pouco sentido. Alguém lhe explicou mal a sua situação. Se você tem uma infecção no rim esquerdo, isso é por definição uma infecção urinária. E se o seu rim esquerdo está infectado é muito improvável que o exame de urina dê negativo.

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