segunda-feira, 22 de junho de 2009

DIAGNÓSTICO E SINTOMAS DO DIABETES MELLITUS

Saiba como identificar os sintomas e quais os valores que indicam Diabetes.

Diabetes mellitus

Para entender melhor sobre o diabetes, leia antes sobre o pâncreas

O diabetes acontece quando há acúmulo de glicose no sangue por incapacidade das células de consumi-lo para produção de energia.

Isso pode ocorrer principalmente de 2 maneiras:

DIABETES TIPO 1 - Ocorre pela destruição das células pancreáticas que são responsáveis pela produção de insulina. Essa destruição é em geral um processo auto-imune (ou seja, os anti-corpos atuam contra o próprio corpo). O resultado é a ausência de insulina e a elevação da glicose sanguínea, chamada de hiperglicemia. O diabetes tipo 1 ocorre geralmente na juventude e deve ser tratado com reposição de insulina. Corresponde a apenas 10% dos caso de diabetes.

DIABETES TIPO 2 - Ocorre por diminuição na produção de insulina, mas principalmente por um mal funcionamento desta. Existe insulina, mas as células apresentam problemas em usá-la para captar a glicose. O diabetes tipo 2 ocorre em adultos, geralmente obesos e com história familiar positiva. O tratamento é feito com remédios que aumentam a afinidade das células pela insulina. Corresponde por mais de 80% dos casos de diabetes mellitus.

Com o tempo o paciente com diabetes 2 também apresenta lesão das suas células beta do pâncreas, passando a precisar também de insulina. Portanto, não se distingue o diabetes 1 do diabetes 2 apenas pela necessidade ou não de reposição de insulina.

Existem, na verdade, outros tipos de diabetes, como o diabetes gestacional e diabetes pela pancreatite crônica (leia: PANCREATITE CRÔNICA E PANCREATITE AGUDA), mas que serão abordados em texto próprio.

Diagnóstico do diabetes mellitus

O diagnóstico do diabetes é normalmente realizado após 2 medições (em dias diferentes) da glicose sanguínea (glicemia) em jejum de 8 a 12 horas. Valores maiores ou iguais a 126 mg/ml, confirmados em 2 exames, indicam diabetes.

O valor normal é menor que 100 mg/dl. Pessoas com glicemia entre 100 e 125, apresentam sinais de resistência a insulina. Esta fase é o chamada de pré-diabetes. É o momento de fazer dieta, emagrecer e começar a praticar exercícios, para evitar a progressão da doença.

O exame de sangue deve ser feito preferencialmente em jejum, mas se o paciente apresenta sintomas de diabetes (descritos mais abaixo), um valor de glicose acima de 200mg/dl, mesmo que realizado sem jejum, também é indicativo de diabetes mellitus.

O exame correto para o diagnóstico é a analise de sangue. As fitinhas para avaliação de glicemia capilar são usadas para controle de diabéticos já em tratamento e não servem para estabelecer o diagnóstico. Obviamente, valores elevados nas fitinhas sugerem o diagnóstico, mas devem sempre ser confirmadas com análises de sangue.

Fatores de risco para diabetes mellitus

Sintomas do diabetes


O diabetes mellitus nas fases iniciais pode ser assintomático. Os seus sintomas são normalmente relacionados ao excesso de açúcar no sangue:

- Sede: A hiperglicemia aumenta a osmolaridade do sangue e desencadeia o mecanismo de sede. O diabético, principalmente quando a glicemia está muito alta, bebe muita água e tem muita sede.

- Urina em excesso: Normalmente o rim não elimina glicose na urina, mas em situações de hiperglicemia, ele faz seu papel de órgão regulador do organismo: excreta o que está em excesso. Como não se pode urinar açúcar, para eliminar a glicose é preciso diluí-la em água, com isso, o volume de urina aumenta. O excesso de água perdido na urina causa desidratação e contribui ainda mais para a sede. Leia mais em URINA EM EXCESSO. O QUE PODE SIGNIFICAR ?

- Fome: Como as células não conseguem captar glicose, o corpo interpreta isso como um estado de falta de alimento e gera fome. O diabético bebe muita água e não mata sede. Come e não mata a fome.

- Emagrecimento: O diabetes é uma das causas de emagrecimento sem perda de apetite.

- Visão borrada: Níveis elevados de glicose também causam alterações na acuidade visual, que às vezes podem ser confundidos com miopia pelos pacientes.

Cetoacidose diabética

A cetoacidose diabética é uma complicação do diabetes tipo 1, devido a ausência de insulina. Como as células não recebem glicose, ela precisam arranjar outra fonte para gerar energia e não morrer. A solução é queimar gordura. O problema é que além de não gerar tanta energia como a glicose, a metabolização das gorduras gera uma quantidade imensa de ácidos (chamados de cetoácidos) levando a cetoacidose. O pH do sangue cai muito e pode chegar a níveis incompatíveis com a vida se não for tratado rapidamente.

Ocorre normalmente com glicemias maiores que 500 mg/dl

Estado hiperosmolar

O estado hiperosmolar é a complicação do diabetes 2 análoga a cetoacidose do diabetes 1. Como o problema não é a ausência da insulina, não ocorre a produção de cetoácidos, porém, a glicemia pode ultrapassar 1000 mg/dl. Tanta glicose deixa o sangue espesso e com uma osmolaridade elevadíssima podendo levar ao coma hiperosmolar.

Tanto a cetoacidose quanto o estado hiperosmolar têm quadro clínico semelhante. O doente apresenta desidratação grave, alterações do nível de consciência, respiração rápida e dor abdominal (estes dois últimos são mais comuns na cetoacidose).

Ambas são consideradas urgências médicas.

São normalmente desencadeados por má aderência ao tratamento, com descontrole da glicemia, mas também por infecções, uso de drogas, infartos, AVC e outros fatores de estresse.

Complicações do diabetes mellitus

O excesso de glicose sanguínea e as alterações metabólicas levam a um estado de inflamação crônica que propicia o aparecimento de todas as complicações à longo prazo do diabetes:

- Infarto do miocárdio (leia: SINTOMAS DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO E ANGINA )
- AVC
- Insuficiência renal (Leia VOCÊ SABE O QUE É CREATININA ?)
- Cegueira
- Insuficiência arterial e amputações de membros
- Acometimento dos nervos periféricos
- Úlceras de pele.

O pé diabético é uma complicação comum do diabetes mal tratado. A diminuição do aporte de sangue e a lesão dos nervos (neuropatia diabética) dos membros inferiores, diminuem a sensibilidade do pé e das pernas fazendo que o paciente lesione esta região sem sentir dor. A dor é um dos nossos principais mecanismos de defesa e nos indica que algo de errado está acontecendo. Os doentes com neuropatia diabética não notam quando há algo ferindo seus pés, por isso, não tomam as devidas providências para proteger a pele.

É comum a formação de úlceras e em casos avançados pode ser necessário amputação do membro devido a necrose.

Pé diabético

O diabetes também é a principal causa de insuficiência renal no mundo. Pode não só levar o doente à diálise como também causar síndrome nefrótica pelo excesso de perda de proteínas na urina. (leia: PROTEINÚRIA, URINA ESPUMOSA E SÍNDROME NEFRÓTICA). O controle da proteinúria é um dos principais meios de evitar progressão da doença renal.

Uma imagem triste mas comum, é a do paciente cego, com uma perna amputada, ligado à uma máquina de hemodiálise e que, depois de alguns anos, morre de infarto fulminante.

Típico epílogo do diabético mal tratado.
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Leia também:
- URINA EM EXCESSO. O QUE PODE SIGNIFICAR ?
- VOCÊ SABE O QUE É CREATININA ?
- ENTENDA A BIÓPSIA RENAL
- AVC (acidente vascular encefálico/cerebral)
- OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA
- HIPOTIREOIDISMO ( TIREOIDITE DE HASHIMOTO )
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27 comentários:

Sueli-Porto Alegre,  19 de outubro de 2008 18:17  

Oi Dr.Gostaria de confirmar se o aç~ucar mascavo é melhor do que o refinado.
Meu marido tem diabetes tipo II,e pelo que entendi,só usar adoçante???
ou ele tb poderá usar às vezes o mascavo?

abraçooo

PEDRO SARAIVA PINHEIRO 19 de outubro de 2008 19:19  

Oi Suely,
Em relação ao diabetes, o açúcar mascavo não apresenta nenhuma vantagem sobre o açucar comum. A diferença é que o primeiro não é refinado e por isso possui maiores concentrações de vitaminas e sais minerais. Mas ambos possuem a mesma quantidade de carboidratos e calorias (por volta de 380kcal por 100g). Portanto, é mito essa história de que o mascavo é mais indicado para o diabético que o refinado.
Os carboidratos não são contra-indicados no diabetes, eles apenas devem ser melhor controlados, assim como as calorias. Não sei se vocês já tem um nutricionista, mas a presença desse profissional ajuda muito na mehora do controle glicêmico e da qualidade da alimentação do diabético.
abraços

Sueli-Porto Alegre,  19 de outubro de 2008 20:03  

Pois é Dr.Ele se recusa a ir,e somente segue as regras nutricionais do Endócrino dele!
Bem, já mandei trocentas vezes,já que o endócrino dele não indica nenhum, e ele não quer nem saber,acho que está na fase da negação.Como não sou e nem devo ser psicoterapeuta dele ( ele nem tem...acha besteira) pedi: Maridão,deixa os Seguros em dia !

"Assim que um de nós morrer,Eu Vou Para a Europa " ! velha ,mas sempre atual...

Abraçoo

joana,  18 de janeiro de 2009 21:12  

Dr. eu não sou diabética, já fiz vários exames de sangue, de todo tipo, mas o açucar está sempre normal no sangue. Na urina porém, sempre dá açucar. isso acontece desde a minha adolescencia e hoje estou com 43 anos. Então é isso: não sou diabética,mas meus exames de urina sempre dá glicose positiva e urino com constância, urina com cheiro adocicado. Tenho a sensação de que estou sempre com vontade de urinar, embora consiga controlar a vontade e ficar horas sem fazer quando estou na rua, mas se eu for ao banheiro de 10 em 10 minutos faço em todas as vezes. A vontade é mais forte na posição deitada. Gostaria de saber que problema é esse e se tem solução.Consultei dois nefrologistas quando era jovem e eles disseram não saber exatamente o que eu tinha e que eu teria que conviver com isso. Gostaria de ouvir sua opinião a respeito e fico-lhe grata desde já e aguardando resposta.

Abraços.

Joana.

Dr. PEDRO SARAIVA PINHEIRO 18 de janeiro de 2009 22:31  

Olá Joana,
Não costumo comentar casos individuais, mas vou abrir uma exceção por ser uma caso raro e da minha área de interesse (nefrologia)
Pelo o que você me descreveu, seu quadro sugere um distúrbio chamado glicosúria renal. Pode ser causada por várias doenças como síndrome de Fanconi e doença de Wilson, por exemplo. Mas como você já me disse que se trata de uma situação descoberta há mais de 20 anos, e até agora nada mais foi detectado, provavelmente você tem glicosúria renal benigna. É uma alteração genética dos túbulos renais que não tem tratamento, mas também não causa mais nenhum outro achado além da glicose na urina e dos sintomas que você já tem há tantos anos. É beningo.
O que eu posso sugerir é que volte a procurar um nefrologista só para ter certeza de que não há outras alterações do túbulo renal. Se nada for detectado, fique tranquila, nada de mais grave acontecerá.
Obs: Se tiver filhos, pode ser que eles também tenham essa alteração.
Abraços

Rafael 2 de fevereiro de 2009 21:29  

Dr., por favor, tire-me uma dúvida. Um sintoma de diabetes é a poliúria. Este é um sintoma que, sem dúvida, incomoda os diabéticos na hora, por exemplo, de sair a um lugar com banheiro de difícil acesso. É indicado, em alguma ocasião, usar anti-diuréticos (ou o próprio ADH sintetizado) para amenizar o incômodo? Obrigado!

Dr. PEDRO SARAIVA PINHEIRO 2 de fevereiro de 2009 21:43  

Oi Rafael,
Isso não é indicado.
O que se deve tratar é a hiperglicemia que é a causa da poliuria. Se não há hiperglicemia, não há glicosuria, logo, não há poliuria. O diabetes bem controlado não causa poliuria.

A diurese do diabético é osmótica e portanto não adianta niveis elevados de ADH. Na verdade, o diabético descompensado costuma estar desidratado e já com níveis de ADH endógeno elevado.

abraços

Rafael 5 de fevereiro de 2009 15:34  

Muito obrigado pelo esclarecimento!

Abraços

VIEIRA 22 de junho de 2009 20:08  

Dr. Pedro,
Existe algum nivel de glicose que confirme a diabetes?
Por exemplo, podemos definir a diabetes por um resultado acima de 150?

Dr. PEDRO SARAIVA PINHEIRO 22 de junho de 2009 21:40  

O diabetes é definido por dois valores acima de 126 colhidos em jejum e em dias diferentes.

Um valor acima de 200 associado a sintomas típicos de diabetes também define o diagnóstico

abs

nal mus 15 de agosto de 2009 13:22  

OLÁ, TUDO BEM? MEU NOME É SELMA, TENHO 38 ANOS E TENHO HISTÓRICO DE DIABETES NA FAMÍLIA.
ULTIMAMENTE TENHO URINADO MUITAS VEZES E EM GRANDE QUANTIDADE,PORÉM NÃO BEBO MUITA ÁGUA.
FUI DOAR SANGUE RECENTEMENTE, E NO EXAME ACUSOU HEPATITE B.
UMA COISA TEM A VER COM A OUTRA? SERÁ QUE TENHO DIABETES?

Dr. Pedro Pinheiro 16 de agosto de 2009 20:36  

Nal mus,
Não tem a ver não.
Para saber se vc tem diabetes é muito simples. É só fazer uma glicemia em jejum (exame e sangue)

marcia,  8 de setembro de 2009 07:51  

Olá Dr. e Dra.!
O meu caso é um pouco semelhante ao da Joana. Sinto uma vontade constante ao urinar, a cada 15 min. Toda vez que vou o volume da urina sai normal. Não apresento nenhum outro sintoma como ardência, coceira, etc. Mas, tem me incomodado bastante a noite e amanheço sempre cansada devido as idas ao banheiro. Estou ingerindo muita água não pq tenho sede, pq meu intestino está preso - depois que parei de fumar - vale dizer que tomei durante 15 anos o chá de sena, e agora não faz mais efeito Tem 2 semanas que estou em tratamento com ginecologista, no qual foi detectado candidíase, na segunda para cistite. Os remédios já estão terminando e não estão fazendo efeito, foi feito exame de urina, sangue e Papanicolau - foi constatado colesterol alto(281mg/dl)apenas. Mas confesso que estou ficando preocupada, pq meu pai faleceu recentemente de diabete adquirida. Não sei o que fazer, moro no Japão e gostaria de uma opinião/orientação se devo procurar um outro especialista.
Muito obrigada pelo espaço e atenção!
Abraços!

Dr. Pedro Pinheiro 9 de setembro de 2009 06:47  

Marcia,
Se vc fez exaem de sangue e a glicemia veio normal é pq vc não tem diabetes.

Só não entendi a história da cistite, vc a teve ou não?

Marcia,  10 de setembro de 2009 00:08  

Olá Dr. Pedro! Muito obrigada pelo retorno e ajuda...
Eu ando com suspeita a respeito do exame de sangue que fiz nesta clínica, pq nem perguntaram se estava de jejum e nem nada - eu não tinha jejum de 12 hs, pois não sabia deste fator relevante.
Suspeito tb do primeiro exame de urina, que segundo o Dr. disse-me que estava limpa, constatando daí a candidíase. Qdo fiz o segundo exame de urina uma semana depois foi detectado infecção urinária por Escherichia coli (+2), aí ele me receitou os remédios que por ignorância eu pensei que fosse para cistite, perdão! Qto os remédios que estou tomando não dá pra saber e nem dizer quais são, pq aqui não vem bula e nem na caixa, eles dão somente a quantidade exata a ser usada durante o tratamento, no meu caso, uma semana.
É isso Dr. Pedro, continuo urinando muito, mais à noite qdo estou deitada. Sinto meu organismo todo estranho, nem a minha menstruação que é regular este mês ainda não veio, o intestino funciona só 1 X por semana, e tudo começou depois que parei de fumar. Só para constar tenho 43 anos.
Sábado vou voltar para nova consulta - aqui não temos direito a retorno, cada vez que se vai é preciso pagar, mesmo o tratamento não surtindo efeito - com a sensação de que estou no médico errado.
Abraços, desculpe a extensão do texto!

Dr. Pedro Pinheiro 11 de setembro de 2009 05:42  

Marcia,
Se não havia jejum, o resultado do exame não serve para nada.

Se vc tinha infecção urinária pelo E.coli, então deve ter sido cistite mesmo, vc não estava errada.

Acho que se vc não se sente a vontade com o seu médico, deve procurar outro.

marcya,  12 de setembro de 2009 03:23  

Obrigada Dr. Pedro pelo retorno...
Hoje resolvi que vou procurar outro especialista por achar que meu problema não é ginecológico. Mesmo pq o exame de sangue que pedi referente a diabetes descobri que não foi feito. Embora tenha recebido o resultado do exame em mãos ficou muito difícil a leitura por estar em caracteres japoneses, o qual eu não domino.
Abraços Dr!

Anônimo,  24 de setembro de 2009 16:24  

Cláudia de Goiânia Goiás. Olá Dr Pedro foi citado no texto uma das principais complicaçães diabética ( lesães nos membros inferiores). Gostaria de saber ao contrário: lesões nos membros superiores ex: lesão no bíceps braquial causado por possível distensão muscular tornando-se um abcesso, sendo necessário uma círurgia pra remoção das secreções). Sendo essa pessoa diabética como será o processo de cicatrização? Toda pessoal diabetica tem problema de cicatrização? Grata pela atenção

Dr. Pedro Pinheiro 26 de setembro de 2009 08:25  

Cláudia,
Sim, principalmente se o diabetes não for bem controlada, há sempre maior dificuldade de cicatrização.

Anônimo,  11 de outubro de 2009 18:57  

Boa tarde, Dr. Pedro e Dra. Renata gostaria de saber aprofundamente qual a relação da diabetes mellitus com o infarto do miocárdio.
Grata,
Sem mais no momento,
Raquel Araújo
e-mail: raqfi03@ig.com.br

Dr. Pedro Pinheiro 13 de outubro de 2009 06:14  

Raquel,
Se vc quer saber profundamente a relação entre infarto e diabetes, vc deve ler sobre o assunto em livros de medicina. Mas para isso é preciso que vc tenha algum conhecimento da área de saúde.

Aqui nesta área de comentários é impossível aprofundar qualquer tema. Se vc tiver dúvidas pontuais me escreva que eu te ajudo.

Anônimo,  15 de outubro de 2009 21:53  

Meu nome é Lucas Henrique, tenho 15 anos e pergunto se o tratamento para acne com isotretinoina de 02 capsulas (15 mg) ao dia poderia ser o causador do aumento no resultado da Glicemia em jejum, no prazo de 07 meses, de 94 mg/dL para 112 mg/dL?

Obrigado

Boa noite!!

Dr. Pedro Pinheiro 18 de outubro de 2009 18:37  

Lucas,
Realmente um dos efeitos colaterais da isotretinoina pode ser alterações da glicemia

Diana,  24 de outubro de 2009 14:21  

Boa tarde!
Minha mãe é diabetica, por curiosidade à alguns dias medi a minha glicose no aparelho dela e tinha 180, isto foi 1h dp de ter almoçado.Tornei a medir passadas 2h e deu 97.
Tendo em conta o historial de diabetes na familia, acha que devo consultar um medico?

Diana, Portugal

Dr. Pedro Pinheiro 27 de outubro de 2009 06:59  

Diana,
Vc fez tudo errado. Primeiro mediu a glicose logo após comer. Segundo, usou a glicemia capilar, que não serve para fazer diagnóstico, apenas para controlo do diabetes.

Esse resultado não tem valor nenhum e é impossível de ser interpretado.

Se vc tem história de diabetes na família, deve fazer uma glicemia EM JEJUM por uma análise de sangue. Este é o exame de rastreio correcto.

Anônimo,  5 de novembro de 2009 15:29  

Dr. Pedro,
Chamo-me Cláudia. Meu pai é diabético tipo I devido a lesões pancreáticas por etanol. Ele vem fazendo, a vários anos, acompanhamento com um Endrocrinologista. Sua glicemia varia muito ao longo do dia, com isso o médico receitou injeções de insulina 3X ao dia. De manhã, meu pai faz a aplicação na perna e na hora do almoço e a noite na barriga. Nesses últimos anos, sua barriga tem aumentado muito de volume, estando dura. Percebe-se que há depósito de gordura visceral. Ele se sente cansado ao fazer curtas caminhadas, mas não as realiza com frequência.Gostaria de saber se essas injeções abdominais podem contribuir para o aumento do tecido adiposo nessa região ou é uma consequência, quase que inevitalmente, para alguém que é diabético e não faz atividade física rotineiramente. Ele tem sentido também fortes dores estomacais; como se fosse azia. Exames não revelaram nenhuma lesão. Ele vem tomando omeprazol para amenizar, o efeito da secreção gástrica. Outra dúvida! O estômago passa a secretar mais suco gástrico, tentando compensar a perda da glândula? Isso ocorre?

Felicito ambos pelo site.

Obrigada.
Cláudia

Dr. Pedro Pinheiro 7 de novembro de 2009 18:21  

Cláudia,
O aumento de tecido adiposo é pelo diabetes e pela inatividade física. Nao é pelo fato da insulina ser administrada barriga.

Não existe um aumento da secreção de ácido, mas sim uma diminuição nas defesas do estômago contra a acidez.

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